Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 9 de maio de 2019

BRASIL - Em derrota para Moro, comissão tira Coaf do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participa da cerimônia de entrega do Selo Nacional de Responsabilidade Social pelo Trabalho_ Resgata.
Depois de três dias de sessão, a votação foi nominal: foram 14 votos a favor da mudança e 11 contra.

Moro: a decisão é um revés para o ministro, que passou os últimos dias em reuniões com parlamentares para manter o controle do órgão (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo — Em uma derrota para Sérgio Moro, a comissão mista que analisa a reforma administrativa (MP 870) do governo Bolsonaro aprovou nesta quinta-feira (9) retirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça.

O órgão então retornará para a pasta da Economia, de Paulo Guedes. A determinação, no entanto, ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Depois de três dias de sessão entre os parlamentares para debater a MP, a votação sobre o Coaf terminou com 14 votos a favor da mudança e 11 contra.

o senador Fernando Bezerra Coelho informou na manhã desta segunda-feira (6) ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que irá manter em seu relatório o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) dentro da estrutura da pasta.

A decisão foi tomada apesar de “pressões” para que o órgão retorne ao Ministério da Economia. Bezerra Coelho, que é também o líder do governo no Senado, se reuniu com Moro logo pela manhã em Brasília, em

A decisão é um revés para Moro, que passou os últimos dias em reuniões com parlamentares para manter o controle do órgão que atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.

“Deixar o Coaf sob o comando do ministro Sérgio Moro, é estabelecer uma ‘Gestapo’ (polícia secreta na Alemanha nazista) brasileira”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-CE). Já o Centrão disse que teme que o “superministério” de Moro vire um campo para “caçar políticos”.

Relator
Na terça-feira (07), o relator da MP, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) manteve em seu parecer final o Coaf no Ministério da Justiça. Apesar disso, a decisão do parlamentar foi derrotada na sessão desta manhã.

“Se o Estado quer enfrentar facções e milícias, precisa ter uma estrutura forte. E essa estrutura forte tem que ficar sob a égide do Ministério da Justiça, que tem a competência, a expertise. O ministro [Sergio Moro] já está incrementando o Coaf. Tinha 35 servidores, foi para 50, vai para 80”, disse o senador Major Olímpio (PSL) para defender a manutenção do Coaf com Moro.

Fonte: https://exame.abril.com.br

"SELFIE" - MPF vai à Justiça para liberar comercial censurado do Banco do Brasil

censura
por Redação RBA
"Fato configura-se ainda na abominável prática de censura, vedada pela Constituição." Ação pede indenização em valor pelo menos três maior que o da campanha, estimado em R$ 17 milhões.
São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF), em parceria com o coletivo Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual, entrou com ação civil pública para liberar o comercial do Banco do Brasil que foi censurado pela Presidência da República. Também pede pagamento a título de dano moral coletivo, em valor não menor que três vezes o gasto com a campanha publicitária – a despesa ficaria na rubrica orçamentária destinada à área de comunicação social da Presidência. A Procuradoria cita que, segundo reportagens, a campanha, denominada Selfie, custou em torno de R$ 17 milhões.
O MPF considera que a proibição viola a Lei 13.303/2016, a Lei das Estatais,  que veda "redução ou supressão" da autonomia da entidade, além de ingerência do supervisor em sua administração. Além disso, na ação civil, o Ministério Público aponta ofensa à Constituição, que veda preconceito com base em raça e no sexo, "o que inclui o preconceito denominado de LGBTQfobia, bem como qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais". Há também violação do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, de 2010).
"Há de se considerar, ainda, que o fato em análise configura-se ainda na abominável prática de censura, vedada pela Constituição da República em seu art. 5º, IX, que institui que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença, bem como que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição (art. 220)", afirmam, na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão Enrico Rodrigues de Freitas e a advogada Alice Hertzog Resadori.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

VII Seminário de Arte e Cultura da UFRN. De 22 a 23 de maio de 2019.

Núcleo de Arte e Cultura da UFRN
por Agecom UFRN
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre inscrições para o 7º Seminário de Arte e Cultura da UFRN, promovido nos dias 22 e 23 de maio, no campus central. Com tema Políticas culturais sob abordagens públicas: trajetos, desafios e perspectivas, o evento tem o intuito de traçar um panorama dos avanços e desafios das políticas públicas para a cultura, assim como evidenciar reflexões e ações acerca das artes e das culturas como campos de produção de conhecimento e de desenvolvimento socioeconômico.
A programação conta com painéis, lançamento de livros, cirandas de saberes e apresentação de trabalhos, além da instalação do Conselho da Política de Cultura da UFRN. As atividades acontecem na Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) e no prédio novo do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), localizado no térreo da BCZM. As discussões abordam o tema central do seminário, a regulamentação dos grupos consolidados e ações de pesquisa e extensão na UFRN voltadas à inclusão e acessibilidade cultural. Já as cirandas abrangem os saberes étnicos e tradicionais, arte e direitos sociais.
As inscrições podem ser realizadas até 20 de maio. Outras informações estão disponíveis no endereço www.nac.ufrn.br ou pelo telefone (84) 3215-3237.
O VII Seminário de Arte e Cultura da UFRN já está com suas inscrições abertas!
Acesse o Sigaa -> Extensão -> E busque pelo evento – VII SEMINÁRIO DE ARTE E CULTURA DA UFRN
https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91811842
O seminário incluirá processos téorico-práticos acerca das políticas públicas para a cultura, traçando um panorama dos avanços e desafios, bem como evidenciando  reflexões e ações acerca das artes e das culturas como campos de produção de conhecimento e de desenvolvimento social.

Fonte: Portal da UFRN (NÚCLEO DE ARTE E CULTURA DA UFRN)

Estudantes em luta pela educação

Confira as movimentações contra os cortes nas universidades e institutos federais
por Renata Bars.
A mobilização é real. Em todo o país milhares de estudantes estão ocupando suas universidades para se organizar e dizer não aos cortes de verbas propostos pelo governo Bolsonaro e seu ministério da educação. Foram registradas mobilizações na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Piaui (UFPI), institutos federais na Bahia, Minas Gerais, Ceará, Tocantins e muitas outras.
As assembleias que acontecem nesta semana fazem parte da preparação para o #15M que acontecerá em todo o país na próxima quarta-feira (15). Confira algumas imagens:
Assembleia estudantil na Universidade Federal de Pernambuco
Estudantes do Instituto Federal do Rio de Janeiro organizam protesto 
Estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina em assembleia 
Universidade de Brasília (UnB) lotada de estudantes organizados


Presidenta da UEE-SP Nayara Souza em assembleia com os estudantes da Unifesp, em Santos
Fonte: UNE

Folclore Brasileiro e as comidas típicas

O nosso folclore também pode ser destacado pelas comidas típicas de cada região. No Norte tem o peixe assado e o pato ao tucupi, no Nordeste o acarajé e a carne de sol, no Centro oeste a galinhada e o arroz com pequi, no Sudeste a feijoada e o tutu do feijão, e no Sul o pinhão assado, barreado e o churrasco.
O folclore define muito cada região do país, seja em lendas ou mitos, em danças, na comida, em datas comemorativas, em brincadeiras, ele está presente em todo o nosso território marcando cada região de uma forma diferente.
O folclore também está presente no preparo dos pratos e utensílios usados. “As panelas, frigideiras, caçarolas, têm personalidade distinta. Certos alimentos só podem ser feitos em determinadas vasilhas. Mudando, não dão certo. Quando uma panela queima a comida várias vezes, aveza-se, habitualmente, vicia-se.  O remédio é pô-la à parte por imprestável. Só deve mexer uma única pessoa senão desgosta, tira o sabor do acepipe. Mexe-se da direita para a esquerda, primeiro. Depois às avessas. Não se deixa colher dentro da panela nem descansando no bordo para não atrasar, demorando demasiado a fervura”, inúmera o autor, que traz muitos outros ditados.
Arroz carreteiro
O arroz de carreteiro é um prato típico do Rio Grande do Sul que se tornou uma das joias da culinária folclórica do país. A receita nasceu ainda na época em que ambulantes atravessavam a região em suas carretas, puxadas por bois, carregando carne de sol em abundância, uma vez que tal alimento ficava muito bem conservado mesmo durante viagens mais longas. Rápida, fácil de fazer e super nutritiva, a receita logo se tornou figurinha carimbada nos pratos do RS, mas não demorou para conquistar o Brasil inteiro. Anote aí essa receita tradicionalíssima:
Ingredientes
1 quilo de carne seca;
1 colher de sopa de cheiro verde;
1 cebola picada;
2 xícaras de chá de arroz;
6 colheres de sopa de azeite;
2 dentes de alho picados;
Sal a gosto.
Preparo
Na véspera do efetivo preparo do prato, deixe a carne de molho, para dessalgar. Troque a água pelo menos uma vez e cozinhe até que fique macia e pronta para desfiar. Feito isso, frite a carne em uma panela com azeite. Quando ela já estiver dourada, coloque o alho, a cebola e acrescente o arroz. Ponha a água e deixe cozinhar em fogo baixo. Finalize com o cheiro verde e sirva quente. É uma delícia!
Pamonha
A pamonha também é um clássico do folclore nacional. Hoje em dia ela faz sucesso o ano inteiro, mas é no período das festas juninas que brilha ainda mais! Ao contrário do que muitos pensam, a receita é relativamente simples. Veja só e tire suas próprias conclusões:
Ingredientes
12 espigas de milho verde;
1 copo de água;
2 xícaras de chá de açúcar;
1 pitada de sal;
Palhas para embalar.
Preparo
Rale as espigas de milho e bata o milho no liquidificador com água. Depois, em uma vasilha grande, misture com coco e açúcar, mexendo bem. Coloque essa massa na palha de milho, vede e amarre a pamonha. Em uma panela grande, coloque água para ferver. Quando levantar fervura, coloque as pamonhas cuidadosamente para cozinhar. Depois de 40 minutos, tire as pamonhas da água com a ajuda de uma escumadeira. Espere esfriar e pode se deliciar! Se desejar, sirva com queijo ralado e café .
Pé de moleque
O pé de moleque surgiu no século XVI e as histórias por trás desse nome curioso são as mais diversas. Há quem diga que a cor do doce lembra a cor dos calos dos pés dos moleques que corriam na capitania de São Vicente. Outra versão assegura que quando as crianças pediam o doce para as cozinheiras de fazendas, elas respondiam dizendo: pede, moleque! Não se sabe qual é o verdadeiro fundamento do nome, mas a receita se sabe muito bem. E é muito fácil. Venha ver:
Ingredientes
1 lata de leite condensado;
2 xícaras de chá de açúcar;
3 xícaras de chá de amendoim sem pele torrado.
Preparo
Caramelize o açúcar tomando cuidado para que ele não queime nem cristalize. Com calma, acrescente o leite condensando e adicione o amendoim, mexendo até a mistura se desprender da panela. Unte uma bancada ou assadeira grande, despeje o pé de moleque quente ali, espere esfriar e corte no formato que desejar. Simples assim!
Pão de queijo
Essa delícia tipicamente mineira existe desde o século XVIII, mas se tornou popular mesmo lá pelas idas de 1950. O preparo é fácil, mas envolve muitos detalhes e etapas. Então atenção:
Ingredientes
500 gramas de polvilho doce;
300 mililitros de leite;
150 mililitros de óleo;
3 ovos pequenos;
Sal a gosto;
500 gramas de queijo meia cura ralado;
Quanto baste de óleo para untar.
Preparo
Coloque o polvilho em um bowl grande. Aqueça uma panela à parte e misture o leite, o óleo e o sal. Quando essa mistura ferver, escalde o polvilho e mexa bem. Espere esfriar e acrescente os ovos. Vá adicionando o queijo e sovando a massa. Unte as mãos, enrole os bolinhos e leve para assar em uma forma antiaderente ou untada. O forno deve estar pré-aquecido a 180º C.
Bolo de mandioca
Outro costume tradicional dos brasileiros é usar a mandioca, cozida das mais diversas formas, no preparo de refeições. Isso inclui a farinha, a tapioca e o delicioso bolo de aipim. Docinha e cor ares de sobremesa, essa iguaria típica não poderia ficar de fora da nossa seleção de receitas do folclore. Espie:
Ingredientes
1 quilo de mandioca;
3 xícaras de chá de açúcar;
100 gramas de manteiga;
1 pacote de coco ralado;
200 mililitros de leite de coco;
1 pitada de sal;
3 ovos;
1 xícara de chá de leite.
Preparo
Descasque a mandioca, lave bem e rale usando o lado grosso do ralador. No liquidificador, bata o leite, o aipim, os ovos, a manteiga e o leite de coco durante 1 minutinho. Adicione o açúcar, o coco e o sal, batendo mais um pouco. Coloque a massa em uma forma untada e leve para assar por aproximadamente 35 minutos. E, acredite ou não, está prontinho!
Portal Brasil Cultura

Sítio Roberto Burle Marx pode se tornar Patrimônio Mundial em 2020

????????????????????

É oficial: a candidatura do Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro (RJ), será analisada durante a 44ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, em 2020. A confirmação chegou por meio de carta para a embaixadora, Maria Edileuza Fontenele Reis, delegada do Brasil para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A próxima etapa será a realização da missão de avaliação técnica do sítio por especialistas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos).
O sítio onde Burle Marx morou até o final de sua vida está sob a gestão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania. Guarda uma exuberante coleção botânico-paisagística, com mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais cultivadas. A propriedade constitui o maior e mais importante registro de memória da vida e obra do artista, mundialmente reconhecido por sua extensa produção no campo das artes visuais. O conceito de jardim tropical moderno, que é sua criação, representou mudança de paradigma no paisagismo mundial, rompendo com a tradição de jardins clássicos e românticos do século XIX e início do XX.
“Quem conhece a obra de Roberto Burle Marx não tem dúvidas a respeito do valor universal do Sítio como Patrimônio Cultural, diante da qualidade da obra do paisagista, de grande visibilidade e reconhecimento no Brasil e no mundo. Alguns visitantes fazem contato do exterior, solicitando o agendamento de visitas, com meses de antecedência. A inscrição na lista do Patrimônio Mundial representará o reconhecimento da importância do Sítio para a humanidade, o que, além de reforçar sua preservação, trará ainda mais visitantes para este local extraordinário, que o Iphan cuida há tanto tempo”, declara a diretora do Sítio, Claudia Storino.
Projeto museológico
Em outubro de 2018, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 5,4 milhões para o projeto de requalificação do Sítio Roberto Burle Marx. Os recursos são destinados para a produção de uma série de projetos de museologia, design, sustentabilidade, arquitetura e outros. A proposta é melhorar o atendimento ao público e implementar as condições de trabalho para a equipe. O investimento contempla os projetos executivos de reforma do prédio administrativo e de construção de um novo bloco, com refeitório, vestiários, almoxarifados, além de espaço específico para a pesquisa botânica, com herbário, laboratórios e salas de trabalho.

Em outubro de 2018, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 5,4 milhões para o projeto de requalificação do Sítio Roberto Burle Marx (Fotos: Michel Corbou/Iphan)
O Sítio vai ganhar um novo projeto museológico, com educação patrimonial, acessibilidade, comunicação, conservação de acervos e redefinição dos percursos de visitação. O público poderá ter acesso a materiais de apoio à visitação, como audioguias, recursos destinados à acessibilidade, como um mapa tátil, e reproduções de obras para manuseio. O investimento vai garantir também a produção de um livro sobre o Sítio, para que o visitante possa levar para casa como recordação.
Ainda em 2019, a casa principal onde morava Burle Marx receberá novo tratamento museográfico, possibilitando aos visitantes percorrer a casa livremente. O espaço vai ganhar nova iluminação, além de recursos visuais e sonoros, para garantir ao público uma nova experiência em contato com a casa.
Valor universal
O dossiê de candidatura do Sítio Roberto Burle Marx como Patrimônio Mundial, desenvolvido pelo 
Iphan, defende o seu valor universal excepcional. O Sítio é um testemunho do intercâmbio de valores humanos, um exemplo representativo do paisagismo moderno e do pioneirismo de Burle Marx na preservação ambiental.

O Sítio Roberto Burle Marx é exemplo para o mundo de um espaço em que o estudo e a experiência paisagística da flora e da fitoecologia tropical serviram de base para um intercâmbio de valores humanos que influenciaram a direção da modernidade e a visão de paisagismo no Brasil e no mundo. A partir desse espaço único, difundiram-se importantes ideias sobre coleção botânica, paisagismo, design de jardins, horticultura, preservação arquitetônica, planejamento urbano, articulação entre diferentes manifestações artísticas e pensamento ecológico.
A concepção de jardim tropical moderno foi desenvolvida por Burle Marx a partir de suas experiências no local, passando pela compreensão da natureza como, a um só tempo, espaço físico heterogêneo e criação cultural, exuberância natural e forma moderna. O Sítio Burle Marx é, assim, um laboratório que modificou a história do paisagismo internacional.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Seminário de Arte e Cultura da UFRN recebe inscrições

Resultado de imagem para UFRN Seminário de Arte e Cultura E recebe inscrições
Cartaz do último seminário - Google
por Agecom UFRN
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre inscrições para o 7º Seminário de Arte e Cultura da UFRN, promovido nos dias 22 e 23 de maio, no campus central. Com tema Políticas culturais sob abordagens públicas: trajetos, desafios e perspectivas, o evento tem o intuito de traçar um panorama dos avanços e desafios das políticas públicas para a cultura, assim como evidenciar reflexões e ações acerca das artes e das culturas como campos de produção de conhecimento e de desenvolvimento socioeconômico.
A programação conta com painéis, lançamento de livros, cirandas de saberes e apresentação de trabalhos, além da instalação do Conselho da Política de Cultura da UFRN. As atividades acontecem na Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) e no prédio novo do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), localizado no térreo da BCZM. As discussões abordam o tema central do seminário, a regulamentação dos grupos consolidados e ações de pesquisa e extensão na UFRN voltadas à inclusão e acessibilidade cultural. Já as cirandas abrangem os saberes étnicos e tradicionais, arte e direitos sociais.

As inscrições podem ser realizadas até 20 de maio. Outras informações estão disponíveis no endereço www.nac.ufrn.br ou pelo telefone (84) 3215-3237.
Fonte: UFRN

A arte drag no Met Gala 2019

Lena Waithe
Na última segunda-feira (6) a noite aconteceu o Met Gala, baile que levanta fundos para o The Metropolitan Museum of Art, em Nova York, um dos eventos mais importantes e elitistas do mundo da moda. O tema deste ano foi “Camp: notas sobre a moda”, relembrando o ensaio escrito pela filosofa Susan Sontag. Entre suas muitas formas de tradução, o Camp é uma linha “incontestavelmente moderna”, que aprecia o exagero, o não natural e ironia. “Muitos exemplos de Camp são coisas que, de um ponto de vista ‘sério’, são arte arte ruim ou kitsch”, escreveu Sontag.
O tema abria para muitas possibilidades, inclusive para o questionamento sobre de onde surge o estilo. Lena Waithe, roteirista, produtora e atriz norte americana, uma das poucas mulheres lésbicas negras a circular nesse meio, levou esse questionamento na sua indumentária, ostentando um “DRAG QUEEN NEGRAS INVENTARAM O CAMP”. Aproveite a provocação e veja os looks de outros artistas negros a cruzar o pink carpet:
Billy Porter
Janelle Monae
Lupita Nyong’o
Rupaul
Danai Gurira
Zendaya
Winnie Harlow
Lavern Cox
Fotos: Arquivo Pessoal / Getty Images

Fonte: Mídia Ninja

Designers UX ativistas convocados para reunião em São Paulo

.
Pra nós o design é uma ferramenta importante demais para ficar somente na mãos dos poderosos, por isso apoiamos diversos projetos open source e acreditamos profundamente no design como fonte primária do pensamento estratégico, seja para nossa própria organização ou no fortalecimento do ativismo e dos movimentos.
Idea Fixa e a Midia NINJA convocam pela primeira vez um encontro focado em UX (Experiência de Usuário), que irá apresentar a rede, projetos e desafios para o próximo ciclo. Vai acontecer em São Paulo, dia 8/5, à partir das 19h30. Quem nos recebe para esse encontro com muito carinho é a escola Mergo User Experience, na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2504 – Sala 31 (Metrô Brigadeiro).
Confira mais informações no evento.

Uma apresentação às lições sobre o fascismo e antifascismo

01167
O professor Marcos Aurélio da Silva apresenta o livro ‘Nas trincheiras do ocidente: lições sobre o fascismo e antifascismo’, escrito por Gianni Fresu. A obra, que se utiliza das contribuições teóricas e políticas de Gramsci e Togliatti, “nos conduz a um amplo e ao mesmo tempo rigoroso panorama não só da história do fascismo e do maior partido comunista do Ocidente (o PCI), mas também do próprio movimento comunista internacional”, segundo o apresentador.
Desvendado o fascismo e o antifascismo italiano na Itália (1)
O livro que Gianni Fresu dedica ao estudo do fascismo representa enorme contribuição para o aprofundamento dos conhecimentos sobre o tema em pelo menos dois domínios. São eles o da historiografia sobre o fascismo, que o autor percorre com apurado senso critico, fazendo ver os avanços e problemas de diferentes interpretações, e aqueles dos estudos gramscianos, especialmente favorecidos pela capacidade que demonstra o autor em relacionar o tema ao contexto histórico em que Gramsci forjou seu rico cabedal conceitual. Na verdade é mesmo a abordagem gramsciana que permite organizar as diferentes interpretações historiográficas, no mais das vezes de corte liberal, operando nelas uma espécie de superação dialética. Como realça Fresu, as interpretações liberais, inclinando-se a uma leitura fortemente reacionária, buscavam apresentar o fascismo como um simples parêntese da história européia (tese de Benedetto Croce, mas com muitos ecos fora da Itália), sempre insistindo na perda de consciência e na crise moral provocada pela Guerra, ou ainda nas mobilizações de massa e na vitória do bolchevismo (tese sustentada na historiografia alemã por Ernest Nolte). Já Gramsci, sem desprezar os elementos ideológicos revelados pela crise moral da burguesia européia, uma vez apoiado no materialismo histórico, ressalta em primeiro lugar as relações destes elementos com aqueles de fundo econômico e social. Caberia, pois, dar atenção a engenhos institucionais como o Estatuto Albertino, expressão mais acabada de uma revolução passiva e dos problemas de transformismo – vale dizer, das debilidades da classe dirigente italiana –, tão bem estudados por Gramsci nos Cadernos. Por este engenho, forjou-se um ordenamento parlamentar que, resultando em uma forte união entre o rei e o legislativo, terminou por conceder ao primeiro amplos poderes, como no exemplo da nomeação de ministros e até a dissolução do parlamento. Recorde-se que, após a encenação da marcha sobre Roma, foi Vitor Emanuel III quem nomeou Benito Mussolini chefe de governo.
Sempre em confronto com as teses de Gramsci, é ainda a leitura liberal de Croce que é alvejada para destacar outro elemento central do fascismo. Enquanto o filósofo italiano sustenta que o regime de Mussolini não é expressão de uma única classe, aparecendo, antes, em todas as classes, Fresu recupera a ênfase de Gramsci nas camadas médias – um ponto, cabe observar, a ligar o regime italiano àquele conduzido por Hitler. Aliás, é aqui que o autor abre espaço para explorar a grande contribuição do comunista sardo, a saber, a interpretação do fascismo não apenas como um regime de coerção, mas simultaneamente apoiado no consenso, os dois núcleos centrais do conceito de hegemonia. Por este ângulo é que se pode compreender os esforços do fascismo para absorver toda uma camada de estudantes inadaptados, de oficiais de guerra sem função social, de pequenos burgueses em vias de proletarização – geralmente utilizando-se do mito da “vitória mutilada”, enunciado pelo poeta Grabriele D’Annunzio, ele que explorava a recusa dos EUA às aspirações italianas na península balcânica e na África após o fim da I Guerra. Verdadeiro chefe inicial do intervencionismo, ressalta Fresu, é de D’Annunzio que o Duce toma a retórica, as poses teatrais, as liturgias funerais e militares, a iconografia e enfim as palavras de ordem, todos meios para mobilizar e disciplinar a base de consenso do regime. E eis as relações entre consenso e militarismo, o último o eixo central do fascismo e da existência do próprio partido, mas também o seu verdadeiro ponto de chegada, a saber, uma geopolítica agressiva, inscrita em uma política externa de corte abertamente imperialista.
Certamente o consenso servia também à absorção do operariado no Estado burguês, especialmente por meio da assimilação dos organismos da sociedade civil por ele forjados, a exemplo das instituições corporativas – estruturas de associação econômica e social desenvolvidas já na década de 1920. E é aqui que Fresu nos convida a refletir criticamente acerca das interpretações sectárias predominantes na Internacional Comunista (IC) no período de 1928-34 – elas que tinham origem nas teses do Partido Comunista Alemão, então sob liderança de Ernst Thälmann. Estas interpretações se inclinavam a apresentar o fascismo como simples reação anti-proletária e, por este caminho, condenavam a socialdemocracia como mero social-fascismo. Com efeito, a leitura do texto de Fresu permite concluir que o fascismo encerrava antes um quadro bem mais complexo. Ele se apresentava como uma “ideologia sem ideologia” e, nesse sentido, não surpreende que recolhesse as mais diferentes doutrinas. Não apenas D’Annunzio e a disposição para a Guerra, mas também os economistas nacionalistas e sua ênfase nas corporações como forma de superar o conflito social; o irracionalismo e o futurismo de Marinetti, com seu niilismo de aparência inovadora, fautor de um débil programa liberal; e ainda o nacionalismo de Enrico Corradini e tese da luta entre nações proletárias e capitalistas, premissa para o emprego da trágica teoria do Lebensraum, ou “espaço vital”. (Uma teoria, como se sabe, maturada pela pena do geógrafo Friedrich Ratzel na Alemanha bismarkiana, o mesmo Ratzel que serviu de inspiração seja para o marxismo vulgarizado da II Internacional – capaz de sustentar a guerra e o colonialismo –, quanto para a escola de geopolítica alemã, expansionista e racista) (2)
Se antes dissemos que é no desenvolvimento do fascismo que ganham sentido muitas das categorias gramscianas, é preciso dizer que também a luta antifascista não pode ser bem compreendida sem o conhecimento dos textos do comunista sardo. Sem dúvida, como bem o demonstra Fresu, toda a luta de libertação e o próprio papel que aí cumpriu o Partido Comunista Italiano (PCI) se desenvolveram em estreita relação com as reflexões de Gramsci. Um fato, aliás, a pôr em questão as teses que buscam estabelecer uma descontinuidade entre as fases pré e pós-carcerária de Gramsci, e isto despeito da universalidade do seu aporte categorial – sempre a ser lido pelo critério da tradutibilidade, vale dizer, de modo a evitar os “abstracionismos mecanicistas” (3).
É ilustrativa, nesse sentido, a demonstração dos desenvolvimentos que se seguiram ao caso do deputado Giacomo Matteoti, dirigente do Partido Socialista que, ao denunciar as fraudes e a violência que envolveu a vitória de Mussolini nas eleições de 1924, fora pelo regime barbaramente assassinado. Diante da ampla reação das camadas médias e até mesmo das direções do mundo industrial e bancário, o PCI lança a proposta de uma greve geral e de um parlamento alternativo, todavia não aceita pelo conjunto dos liberais e católicos, que desejavam uma oposição apenas moral ao fascismo. A desmobilização das massas daí resultante, permitiu que Mussolini abrisse uma segunda fase do regime, instalando, a partir de outubro de 1926, uma aberta ditadura, que pôs na ilegalidade todos os seus adversários, incluindo Gramsci e diversos comunistas, conduzidos à prisão.
E é no clima de crescente tensão sucessivo ao assassinato de Matteoti que se realiza, no PCI, o famoso Congresso de Lyon (ainda em janeiro de 1926), opondo as linhas de Bordiga e Gramsci, como sabemos com desfecho vitorioso para a segunda. Como demonstra Fresu, a corrente bordiguiana nada tinha a oferecer à Resistência que se organiza a partir dos anos 30. Prendendo-se às teses dominantes na IC, ela se inclinava a apontar o reformismo, e não o fascismo, como o inimigo a derrotar, incluindo o que chamava de “fascismo intermediário”, um agrupamento de constitucionalistas, democratas e também socialdemocratas. Já a corrente de Gramsci, valorizando o debate em torno das Frentes Únicas, realizado no III (1921) e IV (1922) Congressos da IC, abria-se para a ideia leniniana vitoriosa nos anos da NEP, verbi gratia a ideia das alianças e da questão camponesa como uma questão estratégica. Ao fim e ao cabo, uma forma de evitar a negligência das diferenças entre quadro democrático e reacionário (ou fascismo). Vitoriosa em Lyon, a nova posição do PCI fora crucial para a mudança de avaliação na própria IC a partir de 1934, tendo desempenhado aí um papel importante Palmiro Togliatti – embora mesmo ele tivesse se apegado a uma espécie de impaciência revolucionária no início dos anos 30, aceitando a tese do fim da fase de estabilização relativa do capitalismo, posição quiçá compreensível à luz do contexto de isolamento dos comunistas e da própria URSS (4). De fato, reaproximando-se da linha sustentada por outros dirigentes (Angelo Tasca, Umberto Terracini, o próprio Gramsci), Togliatti que irá abrir críticas à IC no que respeita à ausência de uma política para atrair a pequena burguesia rural e urbana, e ainda da negligência quanto à importância de defender as liberdades democráticas nas nações livres e nos países fascistizados. E é nesse sentido, ressalta Fresu, que na Itália ainda dominada por Mussolini, o mesmo Togliatti irá sustentar a inserção nos sindicatos fascistas como meio de fazer avançar a luta de massas, pondo-se mesmo a tarefa de investigar a nova política econômica do regime, encaminhada em 1927 com a “Carta del Lavoro” e o corporativismo – elementos, dadas as suas exigências de uma base de massas e de consenso passivo, a distingui-lo dos tradicionais regimes autoritários, ressalta Fresu.
Estão aí descritas as raízes da política de Frente Única, capaz de reunir comunistas, socialistas e republicanos. Ela mesma experimentada nas mais de 500 formações partigianas que, ao fim da Guerra, e diante da lentidão das forças aliadas, tomaram em suas próprias mãos a tarefa de liquidar os restos do nazifascismo, conformando uma estrutura unitária que correspondia ao “grande bloco democrata e nacional dos partidos antifascistas”, ao qual deveria integrar-se o PCI, segundo sustentava Togliatti. E, note-se, a rigor o mesmo bloco que esteve na base da construção da democracia social italiana do pós 1948, uma democracia que, enraizada na luta popular da Resistência, encaminha a superação das limitações do Estatuto Albertino por meio de uma síntese pós-liberal entre as concepções formal e substancial de justiça – respectivamente fundadas na igualdade dos cidadãos perante a lei e na superação das diferenças econômicas e sociais.
Como se vê, o livro de Gianni Fresu nos conduz a um amplo e ao mesmo tempo rigoroso panorama não só da história do fascismo e do maior partido comunista do Ocidente, mas também do próprio movimento comunista internacional e do duro contexto em que se formaram amplas legiões de militantes. Quando, no Brasil de hoje, e a despeito das particularidades do tempo, socialistas e comunistas voltam a ser alvo de movimentos obscurantistas; quando, nesta mesma formação sócio-territorial, o pouco de Estado social que se ensaiava organizar, é alvejado por um amplo arco de políticas regressivas nos mais diferentes campos da vida social, nada melhor que a publicação de uma obra como esta que o leitor agora tem em mãos, dotada de elevado rigor teórico e historiográfico, mas também, como não poderia deixar de ser, de um superior compromisso social e histórico.
Notas
  1. O título da apresentação foi dado pela redação do Portal Grabois.
  1. Sobre Ratzel e a teoria do Lebensraum pode-se ler Lacoste, Y. A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra Trad. Ma C. França. São Paulo: Papiros, 1988, p. 128; e também Losurdo, D. Il revisionismo storico: problemi e miti. Roma-Bari: Laterza, 2015, pp. 301-2. Para a influência de Ratzel no marxismo da II Internacional ver Moraes, A. C. R. A antropogeografia de Ratzel. In: Ratzel – Geografia. Moraes, A. C. R. (org.) São Paulo: Ática, p. 11 (Coleção Grandes Cientistas Sociais – Coord. de Florestan Fernandes).
  1. Gramsci, A. Quaderni del Carcere. Edizione critica dell’Istituto Gramsci. Torino: Einaudi, 1977, p. 1469.
  1. Sobre o isolamento geopolítico da URSS pode-se ler Losurdo, D. Stalin: história crítica de uma lenda negra. Rio de Janeiro: Revan, 2010, pp. 135-6.
Serviço:
Lançamento do livro ‘Nas trincheiras do ocidente: lições sobre o fascismo e antifascismo’, escrito por Gianni Fresu
Local: Sede da Fundação Maurício Grabois ( Rua Rego Freitas,192 – São Paulo)
Data: Sexta-feira (10.05), às 19 horas
*Marcos Aurélio da Silva é Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.
Fonte: Portal Grabois