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sábado, 21 de dezembro de 2019

Documentário mostra Natal entre os anos 1900 e 1930

Um documentário de 20 minutos criado pelo grupo de pesquisa “Os espaços na Modernidade” da UFRN é uma verdadeira aula de história sobre Natal entre 1900 e 1930.
O filme chama-se “A Província Moderna (Natal, 1900-1930)”, foi originado a partir de um projeto de Extensão da Universidade em 2017, em parceria com o Instituto Federal de Educação (IFRN) e fez sucesso nas redes sociais. Confira a bela produção:
Que a internet tenha mais conteúdos assim! Ah e pra saber mais sobre o filme, incluindo roteiro, exibições e descrição do processo de produção, acesse aqui. E parabéns para todos os envolvidos:
Direção Artemilson Lima e Raimundo Arrais. Texto e coordenação de pesquisa: Raimundo Arrais. Roteiro: Artemilson Lima. Narração: Clotilde Tavares. Montagem: Rodolfo Maia. Trilha sonora: Oswin Lohss. Pesquisa: Thaina Morais; Karine Lima; Gabriel Barreto.
Fonte: Curiozzzo

3 lindas fotos de Mossoró (RN) no século passado

Veja agora 3 fotos que relembram a beleza arquitetônica de Mossoró no século passado, acompanhadas de um pouquinho de história do surgimento da cidade.
Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, hoje com mais de 300 mil habitantes. No século XVIII, o sargento-mor português Antônio de Souza Machado mudou-se com sua família para as terras onde hoje se situa a cidade, e em meados de 1760, desejou povoar o lugar. Ele foi proprietário da fazenda Santa Luzia e mandou construir uma capela, a capela de Santa Luzia, que foi fundada dia 5 de agosto de 1772, e foi um dos principais marcos do surgimento de Mossoró.
Veja como a cidade tinha uma aparência bonita na época:
Em 1842, o pequeno povoado que lá se encontrava tornou-se uma freguesia. A população na época estava resumida a um quarteirão em frente à capela de Santa Luzia. 10 anos depois a lei n° 246 concedeu autonomia ao povoado, que foi elevado à categoria de vila, desmembrando-se de Assu, cidade que na época se chamava “Princesa”, tornando-se depois um novo município do Rio Grande do Norte. Em 9 de novembro de 1870 a vila de Mossoró foi elevada à categoria de cidade.
Veja um pouco mais de sua arquitetura exuberante:
Tempos depois, o povoado de Mossoró foi experimentando um crescimento, quando a viúva do sargento-mor Antônio de Souza Machado doou terras para o povoamento do município.
Gostou? Então veja também imagens raras de Mossoró (RN) em 1956
Fonte: CURIOZZZO

Impedimento, já!

Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O professor e advogado membro da Associação de Juristas pela Democracia (ABJD), Marcelo Uchoa, diz que no destempero das declarações proferidas nesta sexta-feira (20), Jair Bolsonaro "agiu de maneira homofóbica e transfóbica" e, mais que isso, cometeu crime de responsabilidade ao atentar contra a Constituição Federal.

Brasil 247 - Não é de hoje que o presidente Jair Bolsonaro vem atentando contra a Constituição em seus princípios fundamentais de proteção à dignidade da pessoa e, naturalmente, contra o decoro exigido ao honroso cargo que ocupa no país. Seu comportamento sabidamente descontrolado, com traços indubitavelmente psicopáticos têm trazido ao país um desconforto internacional, que não apenas lhe prejudica enquanto nação, mas a todos danam, à medida que enlameia o cenário nacional numa perspectiva de incertezas que só pode resultar em prejuízos econômicos gerais e individuais. O fato, porém, de não haver sido interditado mentalmente lá atrás lhe permitiu, por razões múltiplas que não merecem ser destacadas aqui, a galgar postos políticos de relevância e a chegar ao comando da nação. Essa fatídica consequência, por mais que possa não lhe pareça crível (afinal, ao que parece, o presidente se imagina onipotente), não lhe dá salvo-conduto para continuar agindo como se não tivesse responsabilidades com a República. 

Ontem, 20/12, num de seus constantes atritos com a imprensa, questionado sobre fundadas dúvidas acerca de supostas ligações espúrias envolvendo um de seus filhos com um conhecido chefe miliciano, o presidente reagiu com a seguinte frase ao jornalista: “Você tem uma cara de homossexual terrível, nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”. Noutra oportunidade, retrucou: “Oh rapaz, pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai, tá certo?”. A quem interessar, vídeos com tais falas estão amplamente divulgadas em matérias na internet.

Pois bem, o que importa para o presente texto não é aferir se o presidente é ou não insano, age ou não como mau-caráter, o objetivo desta reflexão é analisar a reação do presidente Jair Bolsonaro à luz da legislação brasileira. O art. 3º da Constituição Federal expressa que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil "IV promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". O art. 5º, por sua vez, diz no caput: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...". No afã de concretizar tais comandos constitucionais e criminalizar as citadas discriminações por motivos de afronta à dignidade das pessoas o legislador aprovou, em 1989. a Lei n. 7.716, cujo art. 1º estabelecia taxativamente "Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça ou de cor". Mais adiante, tal dispositivo foi alterado pela Lei n. 9.459/97 para esclarecer que a imperatividade do comando deveria estender-se a discriminações por motivos de etnia, religião ou procedência nacional. A redação do art. 1º da Lei 7.716/89 passou a ser: "Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". 

Injustificadamente, a homofobia e a transfobia não foram incluídas na alteração legal, contudo, diante de uma mora absolutamente injustificada, o Supremo Tribunal Federal do país, reconheceu, em 13 de junho deste ano de 2019, em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26 e do Mandado de Injunção (MI) 4733, que a demora da atividade legislativa na criminalização de condutas homofóbicas e transfóbicas prejudicaria a atenção aos direitos fundamentais da comunidade LGBTQ. Com efeito, decidiu o STF que até que o Congresso Nacional promulgue lei específica sobre o tema, condutas homofóbicas e transfóbicas, reais ou supostas, devem se enquadrar nos crimes previstos para o racismo, isto é, segundo as disposições da Lei n. 7.716/89 (que, apenas a título de informe, prevê para a hipótese de discriminação pena de reclusão de dois a cinco anos) e, no caso de homicídio doloso, constituindo circunstância que o qualifique como torpe. Isso porque o racismo transcende a circunstâncias meramente biológicas e de fenótipos específicos, agredindo a dignidade de quem quer que integre grupo social considerado vulnerável. Ressalte-se que, para a Constituição, crimes da espécie são considerados inafiançáveis e imprescritíveis por interpretação comparada do racismo na inteligência do art. 5º, XLII, da Constituição: “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;”. 

Nesse sentido, sendo compreendido que o presidente da República, no destempero das declarações proferidas ontem, agiu de maneira homofóbica e transfóbica, deve ser levado a responder pelas ações penais específicas. E não apenas isso. A Constituição, em seu art. 85, estabelece que "são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: (V) a probidade na administração". Já a Lei n. 1.079/50, que trata dos crimes de responsabilidade do Presidente da República e Ministros de Estado, estipula no art. 9 que "são crimes de responsabilidade contra a probidade na administração: 

7- proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo". Portanto, em se considerando não haver agido o presidente de modo compatível com a dignidade do cargo que ocupa ele também terá cometido crime de responsabilidade, o que lhe resultaria a necessidade de abertura imediata de um processo impeachment na Câmara dos Deputados. Afinal, a Constituição também prevê, quando trata da responsabilidade do Presidente da República (Seção III, do Capítulo II, sobre O Poder Executivo): “Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

Espera-se, portanto, que a Câmara dos Deputados, consciente de sua responsabilidade cívica, não silencie diante dos graves fatos acontecidos ontem, pois, sem dúvida alguma, merecem apreciação e devido julgamento, lembrando-se que, a rigor, a Câmara sequer pode escusar-se de analisar tal episódio, afinal, também é norma imperativa, segundo o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados de 2002 (Resolução no 25, de 2001), a obrigatoriedade categórica de cumprimento do art. 3º, sobre os deveres fundamentais dos deputados, de "II respeitar e cumprir a Constituição, as leis e as normas internas da Casa e do Congresso Nacional". Por isso, impedimento, já!

Fonte: Brasil 247

Pelo fim da violência contra as mulheres, mas se quiser pode

"é que eu sou do movimento feminista e preciso fazer umas perguntas antes de decidir ou não se eu vou defender esta mulher"

_ Com licença senhor agressor, desculpa interromper essa surra que o senhor está aplicando nessa mulher que está caída no chão, é que eu sou do movimento feminista e preciso fazer umas perguntas antes de decidir ou não se eu vou defender esta mulher, tudo bem?

_ Claro, mas eu posso continuar batendo nela enquanto respondo?

_ Pode sim. Ainda não sabemos se ela mereceu ou não, vai que ela mereceu. Não queremos ser injustas.

_ Tá.

_ Essa mulher está sob efeito de substâncias psicoativas ilícitas?

_ Sim. Na verdade, sóbrio, sóbrio, ninguém aqui tá.

_ Entendo. Outra pergunta: ela é bolsonarista né?

_ É sim. Mas nessa galera aqui todos somos né, gata. Mito, B17!

_ Entendo. Soube também que ela estava com a arma da namorada anteriormente.

_ Sim. Mas a namorada já havia guardado. Com ela armada eu não estaria batendo né, senão ela atiraria em mim. Mas vou usar o fato de ela ter estado armada antes para legitimar isso aqui como defesa, saca?

_ Tem outras pessoas armadas aqui né?
_ Sim.

_ Mais uma pergunta: foi ela que começou?

_ A de mão ou a de boca? Pq eu tava humilhando ela mó cota, ela tava toda com raivinha, mexi com a mina dela também. Aí ela veio pra cima de mim. Olha o tamanho da s4p4t4o. É óbvio que eu ia arrebentar ela.

_ Mas sabendo disso, pq o senhor só não se defendeu ou segurou ela?

_ Ah, ela quer ser homem né, tem que apanhar que nem homem, pô.

_ Mas o senhor sabe que é uma mulher, com compleição física e força bem inferior que a sua. Vc sabia que ia sair ileso e ela arrebentada, não?

_ Claro. Mas eu quero mostrar pra morena lá que eu sou alfa tá ligado?

_ Mas se fosse um cara?

_ Se fosse um cara nem tinha mexido com a mina dele, pô. Mas como é uma mina, que ainda é s4p4t4o, e ainda fez uso de drogas, e ainda revidou as minha provocações vindo pra cima de mim? Acha que vou só conter ela? Vou arrebentar mesmo.

_ O senhor viu que ela já estava no chão?

_ Vi, eu sou bem forte, né?

_ Então pq o senhor continua batendo nela?

_ Pq é facião bater em mulher, nocaute certeiro. Quero dizer, mulher não, s4p4t4o.

_ Entendi. Mas a questão é que o senhor tá criando um problema ético para o feminismo, além desse monte de hematomas nela. Pq, veja bem: ela segue filosofia de direita e a gente já não gosta dela, ela não performa feminilidade e ainda fica agindo toda pá para performar masculinidade, já não nos parece como a vítima perfeita e cândida, fala mal do ativismo e tem um auto-ódio imenso, nenhum senso de classe. Dificil detectar misoginia e lesbofobia quando não é a vítima ideal, pô.

_ Ah, moça, faz assim então, se ninguém me segurar, eu continuo chutando ela aqui caída e mato logo. Ninguém liga pra lesbocídio, essas estatísticas nem saem. Resolvo o meu problema e o de vcs. Pode ser?

_ Pô, senhor agressor. Fechou. A gente muda o lema para ‘Pelo fim da violência contra as mulheres, mas se quiser pode.’

_ Ah, genial. Qualquer coisa, cê manda um ‘ela que lute’ ou um ‘bem-feito’ ou ‘sem tempo pra mina reaça’, mas acho que não vai precisar não. Ela mereceu, ela tava pedindo.

_ Verdade né. Desculpa atrapalhar o espancamento ae. Boa surra pro senhor.

_ Valeu. Ow, cê é uma “morena muito bonita”.

_ Que isso, não tá vendo meu namorado ali?

_ Ow, que vacilo, perde perdão lá pra ele. Cê falou que é feminista e eu já pensei que vc tbm namorava s4p4t4o, eca. Aí a gente não respeita não. E se vir cobrar a gente arrebenta, não quer ser homem?

_ Tá certo. Deixa só eu terminar a minha postagem aqui do “não sou obrigada a ter sororidade com reaça”, péra. Como é mesmo o novo lema que falei agora pouco?

_ Sei lá, era tipo ‘nada justifica um cara jantar uma mina no soco’…

_ Não, lembrei, era ‘Pelo fim da violência contra as mulheres, mas se quiser pode.’

_ Isso.

_ Desculpa incomodar a surra do senhor.

_ Que isso, tamo junto. B17.

Fonte: Jornalistas Livres

2019 – Natal Bem Brasileiro – Receitas

natal brasileiro bc
A valorização da cozinha brasileira pelos profissionais do fogão e pelo consumidor é muito recente. O Portal Brasil Cultura tem participação nisso! Sugestões de receitas doces e salgadas para quem quer fazer uma ceia de Natal Bem  Brasileira e com muito sabor.
Falar em cozinha brasileira está na moda e os chefs estão percebendo sua importância para fazer uma culinária com raízes próprias, capaz de ganhar respeito no cenário gastronômico mundial pela sua autenticidade. Mas parece que a maioria dos consumidores ainda tem preconceito em pedir pratos da cozinha brasileira. “Por isso tenho que colocar esse conceito de forma moderada no cardápio”. Assim,o site Brasil Cultura aproveita para introduzir releituras de doces brasileiros, como o doce de leite com açafrão, a goiabada cascão com alecrim, o doce de abóbora com cerefólio, mel com coalhada e pimenta aroeira. Uma idéia quase lúdica de comprar pronto os melhores doces típicos brasileiros e fazer harmonizações diferentes com eles, como as receitas que o Portal da Cultura Brasileira  escolheu para fazer uma ceia de Natal contemporânea, baseada nos ingredientes e receitas de nosso país, com um novo olhar. Um Natal com o sabor de uma galinhada remodelada, de um leve caruru, de uma farofa com frutas secas como a jaca e a banana, a castanha-do-pará e a castanha-de-caju e de uma verdadeira iguaria até hoje pouco valorizada que é a suã com arroz de pequi.

SUÃ DE PORCO E ARROZ COM PEQUI

6 porções
1 kg de suã de porco em pedaços
Farinha de trigo (suficiente para empanar)
1 salsão picado
Óleo de girassol
2 cenouras picadas
1 cebola picada
1 alho-poró picado
1 bouquet de ervas
500 ml de vinho branco
1 vidro de pequi em conserva
200 g de arroz
Sal e pimenta-do-reino
1. Tempere os pedaços de suã com o sal e a pimenta-do-reino. Empane-os com farinha de trigo e doure-os em uma frigideira com óleo.
2. Em uma panela funda refogue os legumes, coloque o suã, o bouquet de ervas, o vinho branco e cozinhe até quase secar.
3. Cubra com água, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até que fique macio. Retire os pedaços de suã e reserve.
4. Separe 3/4 da conserva de pequi. Use o pequi e o líquido da conserva para fazer um purê no liquidificador e reserve.
5. Faça um arroz branco e quando pronto junte o purê de pequi.
6. Sirva em seguida a suã, acompanhada do arroz de pequi.

FAROFA COM FRUTAS BRASILEIRAS

6 porções
150 g de manteiga
1 cebola roxa picada em cubinhos
50 g de jaca seca
100 g de banana passa
50 g de castanha-de-caju
50 g de castanha-do-pará
300 g de farinha de mandioca
1 ramo de alecrim
Sal e pimenta
1. Derreta a manteiga em fogo baixo e refogue a cebola por vinte minutos.
2. Junte em seguida as frutas secas cortadas finamente, as castanhas inteiras, o ramo de alecrim e o sal. Cozinhe por mais 10 minutos e adicione a pimenta e a farinha.
3. É importante que esta farofa fique bastante úmida.

GALINHADA

6 porções
1 frango caipira em pedaços
70 ml de vinagre de vinho tinto
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de cheiro-verde (cebolinha e salsinha)
1 colher (chá) de urucum
1 colher (sopa) de extrato de tomate
Sal e pimenta
1. Tempere o frango com o sal, a pimenta, o vinagre, a cebola e o alho. Deixe marinar por 2 horas.
2. Aqueça uma panela funda e doure bem os pedaços de frango. Junte então o restante da marinada, as ervas, o urucum e o extrato de tomate.
3. Cozinhe em fogo baixo até quase secar. Cubra então com água, tampe a panela e cozinhe até que o frango esteja bem macio.

CARURU

4 porções
100 g de camarão seco
100 g de castanha-de-caju
1 cebola
1 dente de alho
Suco de limão
30 ml de vinagre
Cheiro-verde e coentro
30 ml de azeite de dendê
200 g de quiabo
1. Em um processador bata o camarão seco e a castanha-de-caju até obter uma massa bem homogênea, coloque água se necessário.
2. Refogue a cebola e o alho finamente picado, e junte então a pasta de camarão. Cozinhe por 15 minutos, adicione o suco de limão, o vinagre e as ervas, misture bem e cozinhe por mais 10 minutos. Coloque então o dendê, apague o fogo e mexa vigorosamente.
3. Sirva em seguida com lâminas de quiabo cruas e também fritas. (O quiabo cru não tem baba)

DOCES DA FAZENDA

Algumas harmonizações de doces tradicionais brasileiros, mas cabem outras criações. Escolha produtos de boa qualidade.
  • Combine a goiabada cascão com folhas de alecrim.
  • O doce de goiaba com manjericão.
  • O doce de leite com pistilos de açafrão.
  • O doce de abóbora com cerefólio.
  • O figo em calda com flores de violeta.Na noite anterior, aqueça a compota com a calda e faça uma infusão de muitas flores de violeta na calda. Deixe retornar à temperatura ambiente. Na manhã seguinte, retire os figos e coe a calda. No momento de servir parta o figo ao meio e decore com uma flor.
  • Escolha um queijo-de-minas meia cura, porém macio e polvilhe com pimenta-do-reino moída na hora.
  • Aqueça o leite cru a 35ºC (pode ser usado um termômetro comum), junte então o coalho, cubra com um pano e deixe descansar por 12 horas. Em seguida, leve à geladeira. Na hora de servir, disponha uma colher num prato, regue com mel e salpique as bagas de aroeira.Disponha de maneira delicada cada doce e suas harmonizações e sirva em seguida.

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Portal BRASIL CULTURA

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

URGENTE: Quilombolas de Rio dos Macacos (BA) gritam por socorro

Por Tatiana Scalco/Ciranda em parceria com os Jornalistas Livres 
Cercada pela Marinha, a comunidade está sob ameaça de morte.

Na madrugada de (10/12), estranhos cercaram o quilombo Rio dos Macacos em Simões Filho/BA, região metropolitana de Salvador, mais uma vez. Circulando em volta das casas, tentaram forçar portas e janelas. A comunidade ficou em pânico, apavorada.
Os níveis de tensão no quilombo Rio dos Macacos se elevaram após o assassinato do Sr. Vermelho (José Esidio dos Santos, 80 anos, liderança local), em 25 de novembro último.  Hoje, a Polícia Civil informou que as investigações em relação ao assassinato do Sr. Vermelho estão em curso e há “indicativo de motivação e autoria”, contudo “mais detalhes não podem ser divulgados para não interferir na apuração do caso”. A 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho é a responsável pelas investigações.  Sobre outras ameaças à comunidade quilombola de Rio dos Macacos, a Polícia Civil informou que “não há registro na unidade policial”.
A deputada estadual Neusa Cadore, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, informou que está monitorando a situação e conversando com as autoridades do governo.
A comunidade espera a ação das autoridades. E que as ameaças sejam levadas a sério.
A Associação Quilombola Rio dos Macacos divulgará hoje a tarde nota sobre a situação.
Entenda o caso
Foto: reprodução Facebook
O quilombo de Rio dos Macacos está localizado em Simões Filho/BA – região metropolitana de Salvador.
Desde os anos 1950, a União tenta espoliar esse território quilombola. Nos anos 1960, a Marinha recebeu como doação do poder público parte do território tradicional da comunidade e construiu a Barragem do Rio dos Macacos. Nos anos 1970, instalou a Vila Naval de Aratu e impôs uma dinâmica social marcada pelo racismo, práticas abusivas e violações de direitos humanos. Desde então, há inúmeros casos registrados de violência física e sexual e de exploração do trabalho. Em 2009, a União ingressou com ações judiciais buscando expulsar a comunidade de seu território tradicional. A partir de então, as ameaças e violência cotidiana aumentaram. 
Foto: Conac
Nos últimos 10 anos a luta em defesa do território e pela vida negra quilombola ganhou outros contornos. A articulação política avançou. Os movimentos se articularam. Entre outros, foi apresentada denúncia de Violação de Direitos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2017, que destacou o sofrimento da comunidade “com espancamentos, tortura e ameaças cotidianas dos militares contra seus/as integrantes”.
Até hoje a Marinha utiliza múltiplas estratégias de guerra contra a Comunidade. Sendo que muitas delas ultrapassam os processos judiciais e outras estão sendo legitimadas oficialmente pelo estado brasileiro. Até hoje moradores/as são impedidos de construírem ou reformarem suas casas, têm suas lavouras de subsistência saqueados. Além disso, não gozam de pleno acesso à água, saneamento básico e energia elétrica. As manifestações culturais e religiosas no quilombo Rio dos Macacos foram proibidas. Terreiros de candomblé foram fechados e destruídos, afetando diretamente seu patrimônio simbólico. 

Samba-enredo da Mangueira critica Bolsonaro

“Favela, pega a visão, não tem futuro sem partilha nem Messias de arma na mão”, diz parte da letra do samba da Mangueira.
Em 2019 a Mangueira falou sobre a luta das mulheres l Carla de Souza/AFP
Pelo menos dez escolas de samba do Rio de Janeiro levarão para a Sapucaí um enredo crítico ao contexto político brasileiro. Uma delas é a Estação Primeira de Mangueira, que venceu o carnaval de 2019 com o refrão “Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês”.
Em 2020, a verde e rosa se apresenta como a “Estação Primeira de Nazaré”, no “A Verdade Vos Fará Livre”. O nome da música faz uma referência explícita ao jargão utilizado pelo presidente Jair Bolsonaro, em sua campanha nas eleições de 2018: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, João 8:32, da Bíblia Sagrada.
A versão da Mangueira, no entanto, música traz um “Jesus da gente”, de “rosto negro, sangue índio, corpo de mulher”, filho de pai carpinteiro desempregado e de mãe Maria das Dores Brasil. O samba-enredo foi assinado por Manuela Oiticica, a Manu da Cuíca – que emplacou a canção do carnaval deste ano – ao lado de Luiz Carlos Máximo.
“Será que todo povo entendeu o meu recado? Porque de novo cravejaram o meu corpo, os profetas da intolerância (…) Favela, pega a visão, não tem futuro sem partilha nem Messias de arma na mão”, conforme trecho da letra.
“Com certeza, ele [Jesus Cristo] aprovaria uma escola espetacular que trata a favela como um ato de sobrevivência, especialmente com esse governo que mais mata favelados. Mas o samba mostra que estamos vivos”, disse Manu da Cuíca, em entrevista ao site “Carnavalesco”.
Leia a letra do samba-enredo na íntegra:
A Verdade Vos Fará Livre
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra do buraco quente
Meu nome é Jesus da gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais que a escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Senzala Brasil: Uma releitura de Gilberto Freyre

Para compreendermos a formação histórica e o caráter predatório da elite brasileira, um livro é fundamental: Casa-Grande & Senzala, do grande sociólogo pernambucano Gilberto Freyre.
por Claudio Daniel
Casa-Grande & Senzala, livro clássico de Gilberto Freyre publicado pela primeira vez em 1933, é obra essencial para entendermos a construção da sociedade brasileira, que desde as capitanias hereditárias até os dias de hoje mantém preconceitos arcaicos contra mulheres, índios, negros e pobres e não é capaz de avançar para um estágio civilizacional mais avançado, pelo compromisso da burguesia nacional com a preservação do latifúndio e pela sua submissão ao grande capital internacional.
A sociedade brasileira sempre esteve dividida entre a Casa-Grande e a Senzala. Vivemos em um país que impôs a exclusão social, os preconceitos racial, religioso, de classe, de orientação sexual e de gênero desde o início da colonização portuguesa, no século 16, até os dias atuais. Para compreendermos a tragédia brasileira, portanto, é necessário estudarmos as nossas raízes coloniais, e em particular a formação da elite brasileira, que nasceu com as capitanias hereditárias, os engenhos de cana-de-açúcar, a imposição do cristianismo, o trabalho escravo, a submissão da mulher e a dependência política, econômica e cultural em relação à metrópole.
Nunca nos emancipamos do colonialismo e do imperialismo – primeiro o português, depois o inglês e o norte-americano; sempre fomos uma imensa feitoria, fornecedora de matérias-primas e mão-de-obra barata para as potências capitalistas hegemônicas, além de oferecermos um mercado de dimensões continentais para as mercadorias e capitais excedentes das nações ricas, sem desenvolvermos um projeto autônomo de civilização.
A burguesia brasileira renunciou ao seu papel histórico de promover uma revolução democrática que criasse um estado laico com verdadeiras instituições republicanas, promovesse os direitos básicos de cidadania, eliminasse a fome, a miséria, o analfabetismo, o atraso cultural e permitisse o desenvolvimento em larga escala das forças produtivas. A elite industrial da Terra de Santa Cruz abdicou de qualquer vocação democrática ou progressista e preferiu manter a sua aliança com o latifúndio – rebatizado de “agronegócio” –, o capital financeiro internacional e a dominação imperialista para a exploração brutal da classe trabalhadora, em vez de investir na construção de um país moderno, democrático e soberano.
Podemos comprovar essa afirmação com facilidade, pelo simples exame dos fatos recentes da política brasileira após o golpe de estado de 2016, como o apoio do empresariado urbano, e em particular da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), à flexibilização do conceito de trabalho escravo no campo, implementada pelo governo ilegítimo de Michel Temer (MDB), e o posterior apoio dessas entidades patronais à eleição do neofascista Jair Bolsonaro, em 2018.
Outros exemplos poderiam ser apresentados em defesa de nossa tese, como o apoio empresarial à liquidação dos direitos trabalhistas e previdenciários, ao congelamento dos investimentos públicos em saúde e educação por 20 anos, aprovado no Congresso Nacional, à privatização de usinas hidroelétricas, serviços públicos e empresas estatais rentáveis, em benefício de investidores internacionais, sem falarmos dos leilões dos campos de pré-sal a preço vil e da venda de ações dos bancos públicos a grupos privados, numa operação de completa destruição do país, que supera as desgraças anteriores de nossa história recente, e em particular a ditadura militar implantada em 1964, que perdurou até 1985, e o período neoliberal seguinte, que atingiu o seu apogeu nos governos de Fernando I (Collor de Mello) a Fernando II (Henrique Cardoso).
A ausência de um projeto civilizacional autônomo, soberano e de longo prazo por parte da elite brasileira, que se contenta com o papel de capitão-do-mato do grande capital internacional, é a raiz de todo o nosso infortúnio. Para compreendermos a formação histórica e o caráter predatório dessa elite, um livro é fundamental: Casa-Grande & Senzala, do grande sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, que comentaremos a seguir neste artigo.
Publicado pela primeira vez em 1933, Casa-Grande & Senzala apresenta um retrato da sociedade aristocrática, patriarcal, branca, cristã e escravocrata do período colonial brasileiro, entre os séculos 16 e 19. Neste livro notável, Gilberto Freyre faz uma descrição minuciosa da alimentação, vestuário, higiene, saúde, arquitetura, mobiliário, vida cotidiana, sexualidade, religiosidade, meio ambiente, comércio e outros aspectos da vida colonial brasileira, e em especial da miscigenação entre europeus, negros e índios, um dos temas centrais da obra, em um estilo de grande beleza literária; o que nos interessa no presente artigo, no entanto, é o estudo realizado pelo autor sobre a economia colonial e os hábitos e práticas da elite dirigente.
Já no prefácio de sua obra, o autor caracteriza a atividade econômica desenvolvida no Brasil na época das capitanias hereditárias de “monocultura latifundiária” que “exigia uma enorme massa de escravos” e que teve como consequências a concentração da terra “numa grande extensão em volta aos engenhos de cana”, onde não se praticava a policultura, nem a pecuária. “Na zona agrária desenvolveu-se, com a monocultura absorvente, uma sociedade semifeudal – uma minoria de brancos e brancarões dominando patriarcais, polígamos, do alto das casas grandes de pedra e cal, não só os escravos criados aos magotes nas senzalas como os lavradores de partido, os agregados, moradores de casas de taipa e de palha, vassalos das casas-grandes em todo o rigor da expressão”.
Freyre critica a monocultura latifundiária, concentrada nos engenhos de cana-de-açúcar, apontando os seus “males profundos, que têm comprometido, através de gerações, a robustez e a eficiência da população brasileira”, comprometendo a sua saúde, além de prejudicarem o solo. “Entre outros males, o mau suprimento de víveres frescos, obrigando grande parte da população ao regime de deficiência alimentar caracterizado pelo abuso do peixe seco e de farinha de mandioca (a que depois se juntou a carne de charque); ou então ao incompleto perigoso, de gêneros importados em condições péssimas de transporte, tais como as que precederam a navegação a vapor e o uso, recentíssimo, de câmaras frigoríficas nos vapores”.
Compreenda-se: na economia de monocultura açucareira voltada para a exportação à metrópole, não havia espaço para o cultivo de verduras, legumes, árvores frutíferas, nem a criação de gado doméstico para a alimentação de casa. Frutas e carnes eram importadas da Europa, em caravelas, e pela ausência de recursos de conservação artificial e tempo da viagem, os alimentos chegavam aqui muitas vezes estragados. Do mesmo modo, importava-se quase tudo da metrópole, desde vestuário, joias, peças de decoração e armas até ferramentas de trabalho.
Toda a atenção de nossos incipientes capitalistas estava concentrada no cultivo e exportação do açúcar e no lucro imediato oferecido por esse negócio, sem nenhuma preocupação com a criação de outras atividades econômicas, mesmo para a sobrevivência imediata. A alimentação inadequada, tanto dos senhores quanto dos escravos, resultava na “diminuição da estatura, do peso e do perímetro torácico; deformações esqueléticas; descalcificação dos dentes; insuficiências tiróidea, hipofisária e gonodial provocadoras de velhice prematura, fertilidade em geral pobre, apatia, não raro infecundidade”.
As empresas coloniais não estavam preocupadas com a construção de uma nação próspera, de economia diversificada, mas simplesmente com a exploração intensiva da terra, com o uso do trabalho escravo, para a obtenção de lucros rápidos nas exportações para a metrópole – lucros que seriam usados, posteriormente, para a importação de manufaturas dessa mesma metrópole, num círculo vicioso de dependência.
No centro desse sistema perverso estava a casa-grande, “completada pela senzala”, que representava “todo um sistema econômico, social, político: de produção (a monocultura latifundiária); de trabalho (a escravidão); de transporte (o carro de boi, o banguê, a rede, o cavalo); de religião (o catolicismo de família, com capelão subordinado ao pater famílias, culto dos mortos etc.); de vida sexual e de família (o patriarcalismo polígamo); de higiene do corpo e da casa”, escreve Freyre.
Senhores absolutos nesse sistema, os grandes proprietários rurais dispunham a seu bel-prazer da vida e integridade moral e física dos africanos e índios escravizados, de suas mulheres e filhos, todos tratados como se fossem animais ou coisas, destinados ao prazer e ao lucro de seus senhores. Dispunham até mesmo dos corpos de escravos ou familiares mortos, enterrados dentro da casa grande, numa suposta continuidade das relações de controle e posse, mesmo após a morte física.
Conforme escreve o autor pernambucano: “Conta-se que o Visconde de Suaçuna, na sua casa grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho”.
Freyre descreve ainda, em detalhes, as sevícias sofridas pelos meninos negros, tratados como animais de estimação, objetos sexuais ou alvos de humilhação e de tortura por parte das crianças brancas; o estupro das escravas pelos senhores de engenho, e posterior castigo das negras pelas esposas brancas, que as mandavam torturar das mais sádicas maneiras, desde a extração de todos os dentes das pobres diabas pelo capataz até a morte no tronco, sob a tortura ininterrupta do açoite.
O espaço deste artigo, com certeza, é insuficiente para analisarmos em profundidade todos os temas desenvolvidos por Freyre em sua obra-prima, mas o que expusemos até aqui acreditamos ser suficiente para despertamos o interesse do leitor disponível para a leitura integral desse grande livro. Claro: o autor pernambucano possui limitações: Casa Grande & Senzala peca pela ausência de informação sobre o trabalho escravo na lavoura (o autor concentra a sua atenção nos escravos domésticos que trabalhavam na Casa Grande), a miscigenação é apresentada de uma forma idealizada, a luta de classes nunca aparece (a resistência dos quilombos, por exemplo), como se não existisse, e os conceitos de raça utilizados por Freyre, comuns nas primeiras décadas do século 20, estão hoje completamente ultrapassados.
Apesar de todas as críticas que podem ser feitas ao livro – que data de 1933 –, é impossível resistirmos à sua prosa elegante e saborosa. Casa-Grande & Senzala é um dos livros basilares para compreendermos a nossa formação nacional, ao lado de outras obras clássicas, como O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda, História Econômica do Brasil, de Caio Prado Jr., e Os Sertões, de Euclides da Cunha, que nos ajudam a compreender porque até hoje fomos incapazes de criarmos uma civilização.
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