Foto: Elisa Elsie
Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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quarta-feira, 4 de agosto de 2021
Governo do RN cria Frente Potiguar pela Educação Esportiva Paralímpica
São Paulo ganha movimento anti população de rua. Sim, é isso mesmo

A advogada defensora de direitos humanos Kelseny Medeiros Pinho fez um alerta assustador em sua conta no Twitter.
ACOMPANHE – prefeito bolsonarista que quer expulsar morador de rua deu cargo de quase R$ 10 mil para a mulher
Ela escreveu o seguinte em um tio (thread):
MAIS – Lutador de jiu-jitsu é acusado de espancar morador de rua até a morte
“Movimento anti-população em situação de rua? Sim, é possível! Pessoas saíram às ruas hoje, um coletivo intitulado de ‘Moradores Sem Rua’, reivindicando (pasmem!) direito à cidade. Segundo eles, pessoas em situação de rua ‘usurpam’ a cidade ao morar na rua. #sp #poprua
Com faixas de ‘o centro pede socorro’, alegam q defendem ‘ambos os lados’, ou seja, q a poprua tem q ser acolhida, mas a cidade tem q estar ‘segura’, ‘higienizada’. A solução? Tirar as pessoas das ruas. O ato contou com a presença de parlamentares PSL e Republicanos.
No meio da frente fria histórica que vivemos e das diversas ações em solidariedade à rua, até esquecemos que ainda tem gente que acredita que o recolhimento compulsório é a solução, que o centro e não as pessoas que vivem nele, como a porua, é que pede socorro. #fascismo
Quem pede socorro é a população em situação de rua e as milhares de pessoas que durante essa pandemia que foram para as ruas. Eu poderia falar várias coisas sobre esse ato, mas vou deixar um companheiro q assistia indignado falar a única coisa q importa:
Pra não restar dúvidas sobre o conteúdo do ato, esse post no Facebook chamando para o ato. O que dão ações responsáveis? Fica essa pergunta! Mas ao comparar pessoas em situação de rua a sujeira, caos, transtornos insegurança, já sabemos…”
Confira vídeos inacreditáveis desse movimento claramente fascista.
Movimento anti-população em situação de rua? Sim, é possível! Pessoas saíram às ruas hoje, um coletivo intitulado de "Moradores Sem Rua ", reivindicando (pasmem!) direito à cidade. Segundo eles, pessoas em situação de rua "usurpam" a cidade ao morar na rua. #sp #poprua pic.twitter.com/h1Dx3yFQpL
— Kelseny Medeiros Pinho (@kelseny) August 3, 2021
(créditos Sebastião Nicodemos – portal Tiviu) pic.twitter.com/sd4WUadTaS
— Kelseny Medeiros Pinho (@kelseny) August 3, 2021
Construção 50 anos: o mundo do trabalho na obra de Chico Buarque
Cinquenta anos depois e Construção continua um protesto contra as desigualdades, contra a exploração de quem vive do trabalho, contra a desumanidade do capital destruidor de vidas e de sonhos.
Mais do que celebrar a efeméride dos 50 anos de Construção, de Chico Buarque, considerado como um dos mais importantes álbuns da música popular brasileira, é necessário refletir sobre o papel que a arte tem na transformação do mundo.
Que Chico Buarque é um dos mais importantes autores da MPB e da literatura brasileira não há a menor dúvida. Por isso, ao celebrar os 50 anos desse álbum essencial para a MPB, Chico Buarque poderia bem receber o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. Assim como Bob Dylan merecidamente se tornou o primeiro compositor a receber o Nobel de Literatura de 2016, Chico possui centenas de poesias musicadas, dramaturgia e romances publicados que fazem jus ao prêmio.
Mas afinal, por que comemorar os 50 anos do álbum Construção? Porque as suas dez faixas reúnem toda a diversidade da música popular brasileira, com arranjos do tropicalista Rogério Duprat (1932-2006) e Magro (Antônio José Waghabi Filho, 1943-2012), do MPB4. O disco vislumbrou a maturidade e os novos caminhos de Chico Buarque, então com apenas 27 anos.
Construção
Chico havia acabado de retornar ao Brasil após 14 meses de exílio forçado na Itália e seguiu o conselho de Vinicius de Moraes (1913-1980) de voltar fazendo barulho. Gravou um compacto (disco de vinil com uma música de cada lado) – ainda não existia CD e muito menos plataformas online para lançamento de músicas, nem streamings, não havia internet.
Um dos lados desse compacto apresentou a histórica Apesar de Você, um canto contra toda a opressão do mundo, seja em épocas de ditadura explícita ou contra os tempos sombrios vivenciados atualmente, onde tentam a todo custo podar a força da classe trabalhadora e de todos os anseios por mudanças.
Aliás, a música Construção, fora os versos dodecassílabos (com 12 sílabas poéticas) com todos os versos terminados em proparoxítonas, as palavras mais raras da nossa língua, é uma pintura, que poderia virar filme. Tudo para dar caráter nobre à vida de um trabalhador oprimido pela ditadura fascista e pelo capital. Por tudo isso, a revista Rolling Stone elegeu Construção a melhor música brasileira já feita no país, em 2009.
Certamente a canção emblemática deve constar de todos os catálogos de melhores canções da MPB. Mas certamente Chico não parou no tempo e conta com canções tão boas quanto e até mais refinadas poética e melodicamente, como uma ordem natural das coisas de evolução com a maturidade. E o trabalhador “morreu na contramão atrapalhando o sábado” dos transeuntes desavisados.
Além de Construção a música incidental Deus Lhe Pague também se tornou um grande protesto. “Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir/A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir/Por me deixar respirar, por me deixar existir/Deus lhe pague”, versos extremamente atuais. Aliás todas as faixas foram sucesso, merecidamente. Nos tempos mais duros da ditadura.
Também compõem o LP (disco de vinil com várias canções, variando em geral, de 10 a 12 faixas). Cotidiano, Desalento (em parceria com Vinicius de Moraes), Cordão, Olha Maria (parceria com Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Samba de Orly (com Toquinho e Vinicius de Moraes), Valsinha (com Vinicius), Minha História (versão de música de Lucio Dalla e Paola Pallotino) e Acalanto.
Chico Buarque se firmava como uma das mais importantes vozes contra a ditadura (1964-1985) ao mesmo tempo como um dos mais importantes compositores do país. Posteriormente se transformaria também num dos nossos grandes escritores.
Deus Lhe Pague; cantada pelos Paralamas do Sucesso
A sua visão de como deve ser a arte e o artista está sintetizada numa parte da entrevista concedida ao jornalista Geraldo Leite em 1989 sobre a música Construção.
Ele diz que “se eu vivesse numa torre de marfim, isolado, talvez saísse um jogo de palavras com algo etéreo no meio, a Patagônia, talvez, que não tem nada a ver com nada. Em resumo, eu não colocaria na letra um ser humano. Mas eu não vivo isolado. Gosto de entrar no botequim, jogar sinuca, ouvir conversa de rua, ir ao futebol. Tudo entra na cabeça em tumulto e sai em silêncio. Porém, resultado de uma vivência não solitária, que contrabalança o jogo mental e garante o pé no chão. A vivência dá a carga oposta à solidão, e vem da solidariedade — é o conteúdo social”.
Acalanto
Cinquenta anos depois e Construção continua um protesto contra as desigualdades, contra a exploração de quem vive do trabalho, contra a desumanidade do capital destruidor de vidas e de sonhos. Chico Buarque tem uma obra com parte dela centrada no trabalho como motor da vida, da mudança e na construção de um mundo onde prevaleça o respeito e a dignidade.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
terça-feira, 3 de agosto de 2021
Livro infantojuvenil traz 25 poemas escritos do autor para a filha recém-nascida

Contemplado pela Lei Aldir Blanc, no edital da Fundação José Augusto, o livro de literatura infantojuvenil “Deu zebra no zoo e outros bichos” composto de 25 poemas escritos em setembro de 2001, por ocasião do nascimento de Nadiajda, primeira filha do poeta e escritor Marcos Cavalcanti. Passadas quase duas décadas desde a sua concepção, finalmente Marcos fará o lançamento virtual do livro, nesta 5ª feira-feira, dia 05 de agosto, às 19h30, com transmissão ao vivo pelo facebook.com/gccarsantos.
Com mais de 30 anos dedicados à literatura e ao ativismo cultural no estado do Rio Grande do Norte, Marcos, que também é fotógrafo, lançou em junho passado, e noticiado aqui, o seu 5º livro, intitulado As travessuras de um desmemoriado, também aprovado na Lei Aldir Blanc de Cultura e que tem tido uma boa repercussão junto ao público leitor.
O poeta mostra-se bastante entusiasmado com esta nova produção literária, a primeira dedicada ao público infantojuvenil. E uma das razões para todo esse entusiasmo é a parceria com a sua filha mais nova, Marília Rodrigues, de 14 anos, que assina as ilustrações internas e a capa do livro. Quem já teve a oportunidade de folhear as suas 59 páginas, tem elogiado o nível estético alcançado pela jovem e promissora artista, ao retratar com seu desenho, o mundo animal do imaginário poético de seu pai.
A live de lançamento contará ainda com a participação especial da escritora Salizete Freire, que fez a apresentação da obra, e será mediada pelo poeta Gilberto Cardoso, membro da Academia Norteriograndense do Cordel.
Dos seus seis livros publicados, Deu zebra no zoo e outros bichos é talvez o que mais lhe toque sentimentalmente, por tudo que envolveu a sua produção e objetivos. Em primeiro lugar por ser fruto do alumbramento de um pai extasiado com um acontecimento tão especial que foi o nascimento de sua primogênita, fonte de sua inspiração e transpiração, mas também pelas circunstâncias históricas em que tudo isso se deu, ou seja, foi escrito em meio às inquietações provocadas pelo atentado das torres gêmeas do 11 de setembro. E ainda, diz o poeta, pelo caráter lúdico-pedagógico do livro, que sendo quadrilíngue, está voltado para o incentivo ao letramento e consolidação da capacidade de leitura dos pequenos leitores. Marcos destaca também o esforço intelectual coletivo e a sensibilidade dos seus amigos tradutores: Adriano de Lima Nóbrega – inglês, Oscar Maurício Gómez Goméz – espanhol e Joelle Legrand – francês.
A professora e escritora Salizete Freire, em sua apresentação, destaca: “Profundamente sensível ao valor da linguagem poética, Marcos explora, com muita maestria, o jogo-do-som-e-do-ritmo, revelando a essencialidade da arte da criação e do repertório do mundo, que carrega como bom leitor que se constrói diariamente. Ousou! E deu certo! Já começou publicando um livro quadrilíngue. Provou a versatilidade e o gosto pelocultivo das línguas e, “hecho un rayo” salta para o universo dos grandes escritores.!
O livro custa R$ 30 reais e os interessados podem entrar em contato com o autor para adquiri-lo, através do Cel. 84-99988-7544.
Fonte: https://papocultura.com.br
#CaminhosdeNatal: rua Voluntários da Pátria já abrigou o primeiro teatro da cidade
A Rua Voluntários da Pátria está localizada na Cidade Alta, entre as ruas de Santo Antônio e Gonçalves Ledo. Originalmente foi conhecida como Beco Novo, no seu trecho compreendido entre a atual rua Coronel Cascudo e o Riacho do Baldo. Existia um outro trecho da rua, entre a Coronel Cascudo e a Ulisses Caldas, fechado com edificações entre os anos de 1937 e 1945.
O trecho da atual rua Voluntários da Pátria, que conduzia à Ulisses Caldas, era conhecido como Beco da Lama. Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, tratava-se realmente de um horroroso beco enlameado, que desapareceu levando consigo sua fama nauseante.
O Beco Novo era um animado e movimentado logradouro público de Natal. Em 1841, o primeiro teatro da cidade foi destruído por um incêndio. Tratava-se de um barracão de palha situado na atual Gonçalves Ledo. Como a Sociedade do Teatro Natalense, proprietária do barracão, não dispunha dos recursos necessários à sua recuperação, os grupos amadores de então passaram a representar em teatrinhos improvisados, instalados em algumas ruas de Natal. No Beco Novo eram frequentes aquelas representações.
Voluntários da Pátria
O decreto municipal de 13 de fevereiro de 1888, que reviu toda nomenclatura dos logradouros públicos de Natal, substituiu a denominação do Beco Novo, para rua Voluntários da Pátria, em homenagem aos natalenses que seguiram para o Paraguai, em defesa da Pátria.
Os voluntários deveriam ter idade entre 18 e 50 anos, e recebiam um soldo de aproximadamente 500 réis por dia. Quando dessem baixa do Exército, seriam gratificados com 300 mil réis e um lote de terra, em colônias militares ou agrícolas. Caso os ferimentos de guerra os deixassem inválidos, receberiam uma aposentadoria correspondente à metade do soldo. Se morressem, deixariam uma pensão de igual valor para a mulher ou o herdeiro escolhido.
O primeiro contingente de Voluntários da Pátria, constituído por um batalhão de norte-riograndenses, seguiu para a Guerra do Paraguai no dia 9 de julho de 1865. O referido batalhão era comandado pelo tenente-coronel José da Costa Vilar, contando com a colaboração do alferes Ponciano Barreto Ferreira Souto, secretário, e do major Vicente Ferreira Lima, fiscal.
Com a vitória do Brasil na guerra, teve início o regresso dos brasileiros . Em 1º de agosto de 1870, chegaram a Natal pelo transporte Marcílio Dias , os primeiros Voluntários da Pátria , de regresso do Paraguai. Eram 14 oficiais e 192 soldados.
Depois de 1870, com o regresso dos Voluntários da Pátria, mudou o cenário brasileiro. A Nação voltava ao ritmo normal e progredia continuamente. Natal recebia notícias do Exterior duas vezes por mês, através dos vapores da Companhia Pernambucana.
Clube da Guarda Negra
Em 10 de fevereiro de 1889, instalou-se na casa de nº 4 da rua Voluntários da Pátria, o Clube da Guarda Negra. Tratava-se de uma sociedade de âmbito nacional, criada com o objetivo de popularizar a Princesa Isabel, solidificando o fidelismo monárquico. Era um ambiente de ódio ao movimento republicano, orientado pelos políticos do Partido Conservador.
A sessão de instalação do referido clube ocorreu ao meio-dia, “com girândolas de foguetões, abundância de promessas, discursos de estrondo e comparecimento numeroso’’. Na oportunidade alistaram-se cerca de 500 pessoas.
Atualmente a rua Voluntários da Pátria não guarda mais a feição original de suas edificações. Muitas delas foram demolidas, e a maioria completamente descaracterizada.
ILUSTRAÇÃO: Lenilson Jonas Júnior
Fonte: https://papocultura.com.br
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Alison dos Santos é bronze nos 400m com barreiras na Olimpíada de Tóquio - por Kiko Nogueira -
Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze nos 400 metros com barreiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio, prova disputada na madrugada desta terça-feira (início da tarde no Japão).
Ele percorreu o trajeto na pista do Estádio Olímpico em 46.72s. À frente, apenas o norueguês Karsten Warholm, que fez a prova em 45.94s – recorde mundial. A prata ficou com o americano Rai Benjamin (46.17s).
Na raia 7, “Piu” ouviu incentivo das arquibancadas que ecoavam pelo suntuoso estádio com capacidade para 68 mil pessoas, mas que só receberam alguns jornalistas e atletas que não estavam competindo.
Aos 21 anos, foi um menino tímido na infância. O acidente com óleo quente, quando tinha 10 meses de vida, deixou marcas superadas no atletismo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM
Olimpíadas Vermelhas: esporte e política se misturam, sim! - Por Jornalistas Livres
Esporte tem tudo a ver com política e quem discorda
não entende nem sobre um e nem sobre outro. A primeira semana das Olimpíadas de
Tóquio foi marcada por homenagens, agradecimentos e protestos.
Vitória e
protesto no Boxe
O boxeador cubano Júlio Cesar La Cruz, medalha de
ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, derrotou nesta sexta-feira (30)
o cubano/desertor naturalizado espanhol Emmanuel Reyes.
Reyes tem sido um furioso opositor da Revolução
Cubana e, antes de embarcar para Tóquio, prometeu “arrancar cabeças” nessa
Olimpíada.
La Cruz comemorou a vitória rejeitando a palavra de
ordem dos cubanos fascistas de Miami, “Pátria e vida”, e reafirmando,
dentro do ringue, o lema revolucionário “Pátria ou morte! Venceremos!”.
Foi uma homenagem gigante à resistência do povo
cubano, que insiste em lutar contra o imperialismo americano. Fidel estaria
orgulhoso dele.
Na próxima semifinal, o cubano enfrentará o
brasileiro Abner Texeira.
Judô: Palestina
livre em primeiro lugar
Sorteio feito e decisão tomada. O judoca argelino
Fethi Nourine desistiu de participar da Olimpíada de Tóquio após o sorteio
determinar que ele estava no mesmo grupo que o judoca israelense Tohar Butbul.
Nourine iria estrear contra o atleta Mohamed
Abdalarasool, do Sudão, na categoria de 73kg. Caso fosse vencedor, enfrentaria
o israelense.
Fethi, que condena a invasão criminosa da Israel
dos territórios palestinos, já se posicionou outras vezes sobre a causa. Em
2019, ele desistiu do campeonato mundial de judô quando soube que iria
enfrentar o israelense.
Fethi não reconhece o Estado de Israel porque
Israel expulsou o povo palestino da terra que a ONU e a maioria das Nações
reconhecem como sendo a Palestina Livre. Além disso, o atleta argelino
é um franco opositor da colonização sionista da Palestina, com o roubo das
terras, da água e das propriedades dos palestinos.
Nesse processo, foram expulsos 750 mil palestinos.
Famílias inteiras perderam suas casas, raízes e nunca mais puderam voltar para
seu território.
Judoca
argelino rejeita luta contra israelense e deixa Olimpíada
Mais um
Mais um competidor se recusou a enfrentar o
israelense Butbul. O judoca Mohamed Abdalrasool, do Sudão, que iria
disputar com argelino Nourine, passou então a ter como adversário Butbul na
fase oitavas de final da categoria até 73 kg.
Abdalrasool, então, decidiu não comparecer. O
judoca sudanês não se pronunciou sobre a decisão de não competir.
Os ataques de Israel contra a Palestina voltaram às
capas dos grandes jornais em maio deste ano após Israel ameaçar despejar
palestinos do bairro de Sheikh Jarrah, que fica fora dos muros da Cidade Velha
de Jerusalém.
Vídeos de bombas, crianças feridas e prédios
destruídos circularam pelo mundo.
Mohamed
Abdalrasool não compareceu para a luta
“Um presente para
Chávez”
O venezuelano Julio Mayora foi o primeiro
medalhista do país nas Olimpíadas de Tóquio. Natural de La Guaira, Mayora
conquistou a medalha de prata no levantamento de peso no último dia 28 de julho
e relembrou o aniversário de 67 anos de Hugo Chávez, chefe de Estado
venezuelano morto em 5 de março de 2013, em Caracas, depois de triste agonia.
Em ligação com o presidente Nicolás Maduro, Mayora declarou: “Essa medalha de prata vai para o presidente Hugo Chávez”.
O halterofilista, que levantou 326kg na conquista, contou que recebeu apoio do Ministério de Esportes da Venezuela para seguir a carreira no esporte.
Francisco Weffort, cientista político e ex-ministro da Cultura, morre no Rio aos 84 anos
O cientista político Francisco Correa Weffort morreu no Rio, aos 84 anos, no último domingo (1º). Segundo a Casa de Saúde São José, na Zona Sul, Weffort sofreu um infarto do miocárdio.
Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), Weffort foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), onde chegou ao cargo de secretário-geral.
Weffort se desfiliou da legenda 1994, quando recebeu o convite para assumir o cargo de ministro da Cultura durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O cientista político participou de forma ativa da campanha das Diretas Já e do protestos pela redemocratização do Brasil.
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O ex-ministro e ex-secretário-geral do PT Francisco Weffort — Foto: Guilhermo Giansanti / Revista Época / Reprodução
Gestão cultural
Segundo o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea (CPDoc) da Fundação Getúltio Vargas (FGV), durante sua gestão à frente do Ministério da Cultura, Weffort consolidou a legislação específica para a Cultura implementada a partir de 1992, que passou a ser melhor assimilada e utilizada pelos agentes culturais, empresas privadas e estatais, além do próprio governo.
Ainda de acordo com o CPDoc, a captação de recursos via Lei Rouanet e a arrecadação da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Brasileira atingiram os níveis mais altos em 2001, quando o ministério também recebeu recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento para a recuperação de sítios históricos em 26 cidades brasileiras.
Na entrevista que concedeu ao jornal Valor Econômico em dezembro de 2002, Weffort afirmou que a maioria dos projetos aprovados em sua gestão esteve voltada para cidades pequenas e médias e implicou pequeno aporte financeiro.
Porém, foram os grandes que tiveram maior visibilidade, como a criação da Sala São Paulo, voltada para a música; a restauração da catedral da Sé, em São Paulo; a Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 anos; o resgate da sinagoga de Recife e as exposições O Brasil dos viajantes, Rodin e Eckhout.
Foi durante a gestão de Weffort que ocorreu o que se convencionou chamar de retomada do cinema brasileiro, medido pelo percentual de filmes nacionais na programação das salas de projeção, que passou de 1,2%, em 1992, para cerca de 25% em 2001, e pelo número de espectadores de filmes brasileiros, que no mesmo período saltou de 36 mil para quase sete milhões.
O CPDoc informa que o fortalecimento do setor resultou na criação da Agência Nacional do Cinema (Ancine), em setembro de 2001, inicialmente subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Entre suas principais obras estão “Por que democracia?” (1984), “Qual democracia?” (1992) e “Formação do pensamento político brasileiro” (2006)
Fonte: Portal BRASIL CULTURA







