Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sábado, 7 de janeiro de 2023

Lula sanciona lei que institui Dia Nacional das Tradições Africanas

 Foto: Reprodução/Internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o 21 de março como Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé.

Publicada no Diário Oficial da União de hoje (6), a Lei nº 14.519 foi aprovada pela Câmara dos Deputados (como PL 2.053/22) no dia 21 de dezembro de 2022 e encaminhada à sanção presidencial.

A data escolhida para a comemoração – 21 de março – é também Dia Internacional contra a Discriminação Racial, marco estabelecido pelas Nações Unidas (ONU) tendo como referência o episódio que ficou conhecido como “Massacre de Shaperville”, em 1960 na África do Sul.

O massacre ocorreu quando cerca de 20 mil sul-africanos protestaram contra a determinação imposta pelo governo da época, de limitar os locais onde a população negra poderia circular.

Em resposta à manifestação que era considerada pacífica, militares da África do Sul atuaram violentamente para reprimir o protesto. Tiros foram disparados contra os manifestantes, resultando na morte de 69 pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Concertos Potiguares em 2023 iniciam neste sábado; abertura terá participação de Roberto Taufic

 Foto: Reprodução/internet

O Concertos Potiguares traz Roberto Taufic neste sábado (7), como sua primeira apresentação de 2023. O show acontece no auditório do Parque da Cidade, às 16h. Natural de Honduras, Taufic iniciou seus estudos em violão e teorial musical na música na Escola de Música da UFRN, aos doze anos, depois de vir com sua família para o Brasil.

Taufic gravou seu primeiro disco com o grupo Cantocalismo (1985) e a partir de 1990 passou a residir na Itália onde estudou improvisação, harmonia e história do Jazz. De 1995 em diante, passou a colaborar com shows e gravações de vários artistas da música instrumental, pop, jazze étnica na Europa.

Além disso, o guitarrista possui uma trajetória musical marcada por diversas obras como "Eles & Eu", seu primeiro CD de violão solo, "Contigo en la distancia" (2010), "Bate Rebate" com o Duo Taufic (2011), "Um Brasil Diferente", "Atlanticos" (2014), "Todas as cores", "Viaggiando" (2015), "Core/Coração", "Nítido e obscuro", "D'Anima", "Tudo será como antes" (entre 2016 e 2018).

Em 2021, Taufic realizou o EP "Cor das Cordas", com o guitarrista potiguar Jubileu Filho. Ainda no mesmo ano publicou o CD "Entrelaços", em trio com Paulo de Oliveira e Darlan Marley.

O Concertos Potiguares acontece graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal pela Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro do Hospital do Coração, além do apoio da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e da Padaria Hora do Pão.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Natal

Com Potiguar Notícias

Contra o obscurantismo, obra “Orixás” voltará ao Palácio do Planalto

Quadro da artista plástica Djanira Motta e Silva, com divindades de matriz africana, fora retirado da sede da Presidência da República durante governo Bolsonaro.

Mais um passo em direção à desconstrução do obscurantismo bolsonarista foi dado nesta semana. A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, anunciou, durante a posse da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que a obra Orixás, da artista plástica Djanira Motta e Silva (1914-1979) retornará ao Salão Nobre da sede da Presidência da República depois de ter sido retirada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Havia um furo feito de caneta na tela. Mas vai voltar ao local que pertence, o Palácio do Planalto. Vai estar numa exposição agora em janeiro, mas vai voltar. Aliás, faremos todo o trabalho de recomposição do acervo, vamos tratar isso com muito carinho”, explicou Janja sobre a obra datada dos anos 1960.

Conforme noticiado, não ficou totalmente clara a motivação para a retirada da obra, mas é amplamente sabido que o obscurantismo e a intolerância religiosa foram marcantes durante o governo Bolsonaro.

Além disso, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo, ainda em 2018, após a eleição de Bolsonaro, a ex-primeira-dama, Michelle, que é evangélica, havia mandado guardar obras e imagens sacras, ou seja, pode ter sido por motivação religiosa a retirada da obra, que retrata divindades de matriz africana.

Segundo a BBC Brasil, “na época, Bolsonaro desmentiu a informação de que mexeria nas obras do Alvorada, mas nada mencionou sobre Orixás”. 

À revista Piauí, em matéria publicada em agosto de 2020, “a secretaria da Presidência alegou que a retirada da obra foi um ‘procedimento usual que visa o descanso e o rodízio das peças de arte como medida de conservação preventiva, conforme as boas práticas da museologia’”, explicação tida como “absurda” por especialistas da área.

Conforme apontou a revista naquela reportagem, “a ironia sobre a possibilidade de o quadro ter sido retirado por motivo religioso é que Djanira era profundamente cristã. ‘A religiosidade dela foi tanta que em 1973 ingressou na ordem das carmelitas, a Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro. Ela foi uma carmelita descalça, recebeu um hábito e o nome religioso de Teresa do Amor Divino. Porque era devota de Teresa de Ávila [santa do século XVI]. Quando faleceu, foi sepultada vestindo esse hábito’, disse o escritor e jornalista de Avaré (SP) Gesiel Júnior, 56, que escreveu quatro livros sobre a conterrânea ilustre, incluindo a biografia História de Djanira, brasileira de Avaré (ed. Arcádia, 2000, 144 págs.). O enterro de Djanira com a roupa do convento é confirmado por reportagens da imprensa na época de sua morte, ocorrida a 31 de maio de 1979”.

No entanto, a fé da artista nunca interferiu em sua posição respeitosa com relação a outras manifestações e em seu fascínio com rituais como o candomblé, que figurou em algumas e suas obras.

“A primeira coisa a dizer é que ela tinha fé em Cristo, praticava a religião, mas isso não significava que as outras religiões não tivessem o seu respeito, como merecem todas as pessoas. Cada um tem sua fé, e ela respeitava. Em segundo lugar, ela se encantou com o candomblé pela beleza dos rituais, pelas roupas, pelos tecidos brancos e coloridos. É um ritual de dança, é alegre”, disse à revista o escultor e ex-leiloeiro de arte Evandro Carneiro, que foi amigo da pintora.

Com agências

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Folia de Reis

De origem portuguesa, é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significância no interior de grandes Estados. Algumas destas cidades são: Campo Mourão, Pinhais, São Jose dos Pinhais, Toledo, Maringá no Paraná, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Franca em São Paulo.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 31 de dezembro de 2022

Boas festas: Em 2022 derrotamos Bolsonaro. Sigamos em 2023 mais fortes e unidos nas lutas

 Nesse momento em todo o país e, particularmente, no Rio de Janeiro o desemprego segue crescendo e não há motivos ou fatos que apoiem hipóteses de melhoras das condições de vida da classe trabalhadora no novo ano. Mesmo com a brutal crise econômica, política e social os imperialismos e o patrões utilizarão os governos para sufocar a classe e ampliar a exploração e a opressão. Farão de tudo para recuperar a taxa de lucro. 

A classe reagirá. Há uma tendência que pode permanecer de organização para lutar por local de trabalho. Essa tendência pode não se confirmar. Contudo a principal tarefa da CSP-Conlutas deve ser buscar todos os meios para ajudar a classe em sua organização, mobilização e luta rumo a construção de uma greve geral. Só assim é possível pavimentar o caminho até uma necessária sociedade socialista. Leia mais…

Fonte CONLUTAS

VALORIZAÇÃO - Em 2023, Piso do Magistério será de R$4.420,36


O percentual de reajuste do valor do piso nacional do magistério será de 14,945%. A partir de 1º de janeiro de 2023 o valor passa a R$ 4.420,36.

A informação foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (29), na Portaria Interministerial nº 6, de 28/12/22, contendo a última estimativa do Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano (VAAF), que serve de referência para o reajuste anual do piso do magistério, com base na Lei 11.738 e no Parecer AGU nº 00400.023138/2009-11.

Embora a atualização do piso seja autoaplicável, criou-se, desde 2010, a tradição de o Ministério da Educação fazer o anúncio formal do valor vigente a cada ano. De modo que a CNTE aguarda esse anúncio formal do MEC a qualquer momento. 

Sobre a aplicação do percentual de atualização do piso do magistério nos planos de carreira da categoria, a CNTE entende que o mesmo se estende a todas as classes e níveis dos PCCS, porém, a incidência do percentual do piso nas carreiras do magistério deverá ainda ser julgada, em definitivo, pelo STF.

A CNTE orienta seus sindicatos filiados e todas as entidades representativas dos profissionais do magistério no país a lutarem pela implementação do piso nacional estabelecido para 2023, bem como sua vinculação nos planos de carreira.

Leia abaixo a nota na íntegra:

Foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (29), a Portaria Interministerial nº 6, de 28/12/22, contendo a última estimativa do Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano (VAAF), que serve de referência para o reajuste anual do piso do magistério, com base na Lei 11.738 e no Parecer AGU nº 00400.023138/2009-11.

De acordo com o referido Parecer da AGU, julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal na ação direta de inconstitucionalidade nº 4.848, a atualização do piso se dá, anualmente, pelo crescimento percentual das estimativas do VAAF-Fundeb de dois anos anteriores, aplicando-se, para 2023, as seguintes portarias:

• Portaria Interministerial nº 10, de 20/12/21, que estimou o VAAF 2021 em R$ 4.462,83; e
• Portaria Interministerial nº 6, de 28/12/22, que estimou o VAAF 2022 em R$ 5.129,80.

A diferença percentual dos valores supracitados (14,945%) é aplicada ao piso do magistério do ano subsequente (2023), passando o mesmo à quantia de R$ 4.420,36, a partir de 1º de janeiro de 2023.

A CNTE reitera que a Lei 11.738 e o Parecer AGU nº 00400.023138/2009-11 continuam válidos para atualizar o piso do magistério, ainda que alguns gestores tenham questionado a vigência da legislação federal em âmbito judicial. A CNTE se pauta na decisão da ADI 4.848, no STF, que tratou do critério de atualização do piso do magistério já na vigência do novo FUNDEB permanente. E o acórdão do STF é claro ao estabelecer que (in verbis):

EMENTA: Direito Constitucional. Ação direta de inconstitucionalidade. pacto federativo e repartição de competência. Atualização do piso nacional para os professores da educação básica. Art. 5º, parágrafo único, da Lei 11.738/2008. Improcedência. 1. Ação direta de inconstitucionalidade que tem como objeto o art. 5º, parágrafo único, da Lei 11.738/2008, prevendo a atualização do piso nacional do magistério da educação básica calculada com base no mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. 2. Objeto diverso do apreciado na ADI 4.167, em que foram questionados os art. 2º, §§ 1º e 4º; 3º, caput, II e III; e 8º, todos da Lei 11.738/2008, e decidiu-se no sentido da constitucionalidade do piso salarial nacional dos professores da rede pública de ensino. Na presente ação direta, questiona-se a inconstitucionalidade da forma de atualização do piso nacional. Preliminares rejeitadas. 3. A previsão de mecanismos de atualização é uma consequência direta da existência do próprio piso. A edição de atos normativos pelo Ministério da Educação, nacionalmente aplicáveis, objetiva uniformizar a atualização do piso nacional do magistério em todos os níveis federativos e cumprir os objetivos previstos no art. 3º, III, da Constituição Federal. Ausência de violação aos princípios da separação do Poderes e da legalidade. 4. A Lei nº 11.738/2008 prevê complementação pela União de recursos aos entes federativos que não tenham disponibilidade orçamentária para cumprir os valores referentes ao piso nacional. Compatibilidade com os princípios orçamentários da Constituição e ausência de ingerência federal indevida nas finanças dos Estados. 5. Ausente violação ao art. 37, XIII, da Constituição. A União, por meio da Lei 11.738/2008, prevê uma política pública essencial ao Estado Democrático de Direito, com a previsão de parâmetros remuneratórios mínimos que valorizem o profissional do magistério na educação básica. 6. Pedido na Ação Direita de Inconstitucionalidade julgado improcedente, com a fixação da seguinte tese: “É constitucional a norma federal que prevê a forma de atualização do piso nacional do magistério da educação básica”.

Reitera-se que o julgamento da ADI 4.848 ocorreu no plenário do STF em 01/03/2021 e o acórdão foi publicado em 05/05/2021, portanto, na vigência do FUNDEB permanente. E o mesmo acolheu integralmente a Lei 11.738 na estrutura do Fundo da Educação Básica reestruturado pela EC 108 e pela Lei 14.113/2020.

Embora a atualização do piso seja autoaplicável, criou-se, desde 2010, a tradição de o Ministério da Educação fazer o anúncio formal do valor vigente a cada ano. De modo que a CNTE aguarda esse anúncio formal do MEC a qualquer momento.

Sobre a aplicação do percentual de atualização do piso do magistério nos planos de carreira da categoria, a CNTE entende que o mesmo se estende a todas as classes e níveis dos PCCS, porém, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Tema 911 é o seguinte:

Tese Firmada: A Lei n. 11.738/2008, em seu art. 2º, § 1º, ordena que o vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica deve corresponder ao piso salarial profissional nacional, sendo vedada a fixação de vencimento básico em valor inferior, não havendo, determinação de incidência automática em toda a carreira e reflexo imediato sobre as demais vantagens e gratificações, o que somente ocorrerá se estas determinações estiverem previstas nas legislações locais.

A incidência do percentual do piso nas carreiras do magistério deverá ainda ser julgada, em definitivo, pelo STF, em âmbito do recurso extraordinário nº 1.326.541/SP, sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

Diante do exposto, a CNTE orienta seus sindicatos filiados e todas as entidades representativas dos profissionais do magistério no país a lutarem pela implementação do piso nacional estabelecido para 2023, bem como sua vinculação nos planos de carreira.

Brasília, 29 de dezembro de 2022
Diretoria da CNTE

POSSE DE LULA | DEMOCRACIA É O MAIOR PATRIMÔNIO DE UM POVO Fonte: SINPRO-DF

A Esplanada dos Ministérios será palco da alegria e da esperança no próximo dia 1º de janeiro. Brasileiros e brasileiras de todos os cantos do país ocuparão o centro da capital federal para acompanhar a posse do presidente eleito Lula da Silva. Muito mais que presenciar uma cerimônia histórica, a multidão que se anuncia comemorará o retorno da democracia, atingida por seguidos golpes durante seis anos.

Fonte: SINPRO-DF

Trabalhadores e trabalhadoras da educação também comemorarão esse momento. Nos últimos anos, o setor foi amplamente atacado política, ideológica e financeiramente. Tentou-se a todo custo transformar professores e professoras em ameaça para crianças e adolescentes, coagiram a liberdade de cátedra, fizeram o impossível para que as escolas se tornassem depósito de estudantes e não espaço de formação do pensamento crítico.

Ao mesmo tempo, o setor da educação pública sofreu a pior investida financeira desde a redemocratização do Brasil. Em nível nacional, Bolsonaro fez diversos cortes bilionários ao orçamento do Ministério da Educação, além de impor reajuste zero para o Piso Nacional da Educação em 2021, com tentativa de repetir o feito em 2022.

Em alguns estados e no DF a política da precarização foi replicada por apoiadores de Bolsonaro. Aqui, professores(as) e orientadores(as) educacionais amargam seis anos sem reajuste salarial e enfrentam um dos momentos de maior intransigência para o atendimento da pauta de luta.

O ataque à educação não é aleatório. O setor é, foi e sempre será um dos principais pilares da democracia: sistema que incomoda quem não aceita diversidade, igualdade, justiça; traço central da extrema direita que, ainda hoje, não aceita a vitória de Lula da Silva.

Por entender a centralidade da educação para a democracia e, consequentemente, para um Brasil dos brasileiros, trabalhadores(as) do setor se somarão às milhares de vozes e sorrisos neste 1º de janeiro de 2023, na Esplanada dos Ministérios. Uma participação aguerrida, mas que não torna menor a consciência de que os desafios que se apresentam são enormes e exigem luta unitária, consolidada e constante.

Nas últimas eleições, figuras importantes para a reconsolidação da democracia ingressaram no Congresso Nacional trouxe. Entretanto, Câmara e Senado continuam com representações majoritárias do mercado, de setores religiosos fundamentalistas, do agronegócio, do setor armamentista. O grande empresariado, que saiu em vantagem com reformas perversas a trabalhadores e trabalhadoras, não aceitará facilmente o avanço de direitos e conquistas.

Cabe a nós, classe trabalhadora, atuar para que o governo dê prioridade a ações e investimentos em setores que pavimentam a redução das desigualdades. Para isso, precisamos de uma democracia fortalecida que, como disse o presidente Lula da Silva em sua diplomação, precisa ser semeada, cultivada e cuidada.

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

Veja programação do dia 1º de janeiro

Roteiro da cerimônia de posse de Lula

13h45 às 14h30 – Chegada dos Chefes de Estado e de Governo. Anexo 1 do Senado Federal.

13h30 às 14h30 – Chegada das autoridades e convidados. Salão Branco.

14h20 às 14h30 – Chegada do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos na Catedral Metropolitana de Brasília.

14h30 – Saída do cortejo da Catedral Metropolitana rumo ao Congresso Nacional.

14h40 – Chegada do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos no Congresso Nacional com receptivo dos Presidentes do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados.

15h – Sessão Solene de Posse Presidencial: Abertura da Sessão Solene; Execução do Hino Nacional; Compromisso Constitucional; Leitura e assinatura do Termo de Posse do Presidente e do Vice-Presidente da República eleitos; Pronunciamento do Presidente da República; Pronunciamento do Presidente do Congresso Nacional; e Encerramento da Sessão Solene.

15h50 – Deslocamento do Presidente e do Vice-Presidente da República para a Sala de Audiências da Presidência do Senado.

16h – Saída do Presidente e do Vice-Presidente da República da Sala de Audiências da Presidência do Senado em direção à área externa do Palácio.

16h05 – Início da cerimônia externa de honras militares.

16h20 – Saída do Presidente e do Vice-Presidente da República para o Palácio do Planalto.

Festival do Futuro

10h – Cortejo De Manifestações Populares

11h (Palco Elza Soares) – Show “Brasília de Todos os Ritmos”

12h30 (Palco Gal Costa) – Show Kleber Lucas Convida: Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves, Mn Mc E Sarah Renata

15h50 (Palco Gal Costa) – Show Juliano Maderada e Banda

18h30 (Palco Elza Soares) – Show “Futuro Ancestral”

Participações: Drik Barbosa, Marissol Mwab, Ellen Oléria, Fioti, Gog, Rael, Rappin Hood, Salgadinho E Gog

19h40 (Palco Gal Costa) – Show “Outra Vez Cantar”

Direção Musical: Daniel Ganjaman

Participações: Alessandra Leão, Chico César E Geraldo Azevedo, Fernanda Takai, Francisco El Hombre E Luê, Flor Gil, Johnny Hooker, Lirinha, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Paulo Miklos, Tulipa Ruiz E Thalma De Freitas

20h55 (Palco Elza Soares) – Show “Amanã Vai Ser Outro Dia”

Direção Musical: Itamar Assiere

Participações: Aline Calixto, Fernanda Abreu, Jards Macalé, Maria Rita, Martinho Da Vila, Paula Lima, Leoni, Renegado, Rogeria Holtz, Teresa Cristina, Romero Ferro, Zélia Duncan E Delacruz

22h50 (Palco Gal Costa) – Show Baianasystem convida: Margareth Menezes

00h10 (Palco Elza Soares) – Show Gaby Amarantos Convida: Aíla, Kâe Guajajara E Jaloo

01h10 (Palco Gal Costa) – Show Duda Beat Convida: Almerio, Doralyce, Luedji Luna E Zé Ibarra

02h10 (Palco Gal Costa) – Show Pabllo Vittar Convida: Lukinhas E Urias

03h10 (Palco Elza Soares) – Valesca Popozuda Convida: Mc Marks E Mc Rahell

Fonte: SINPRO-DF

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Governadora Fátima Bezerra anuncia mais quatro novos secretários para compor sua gestão

Foto: Sandro Menezes

A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou na última quarta-feira (28) mais quatro nomes que irão compor a equipe de secretários do segundo mandato no Rio Grande do Norte, que começa em janeiro. Há uma semana, ela havia divulgado 10 nomes iniciais.

Fátima foi reeleita governadora do RN no primeiro turno das eleições, com 58% dos votos válidos.

A principal novidade está na Secretaria de Educação, que será gerida agora por Socorro Batista. Na primeira gestão da governadora Fátima Bezerra, o titular da pasta foi Getúlio Marques.

Outra novidade está na Secretaria de Estado da Administração (Sead), que agora terá como secretário Pedro Lopes. Ele foi controlador-geral do Estado, mas deixou o cargo em 2022 para disputar as eleições como candidato a deputado estadual.

A Sead era ocupada por Virginia Ferreira, que foi anunciada na semana passada em uma nova pasta: a Secretaria de Gestão e Projetos Especiais.

Os outros anúncios foram na Secretaria de Trabalho, da Habitação e da Assistência Social e na Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, onde foram mantidos, respectivamente, os secretários Íris Maria e Guilherme Saldanha, que já ocupavam o cargo neste primeiro mandato.

Veja os anunciados até o momento:

Os anunciados nesta quarta:

Secretaria de Educação - Socorro Batista

Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social - Iris Maria

Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca - Guilherme Saldanha

Secretaria de Administração - Pedro Lopes.

Os anunciados anteriormente:

Casa Civil - Raimundo Alves

Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesed) - Coronel Francisco Araújo

Comando da Polícia Militar - Coronel Alarico Azevedo

Comando do Corpo de Bombeiros - Coronel Luiz Monteiro

Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) - Ana Cláudia Saraiva

Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan) - Aldemir Freire

Secretaria de Tributação (SET) - Carlos Eduardo Xavier

Secretaria de Gestão e Projetos Especiais - Virgínia Ferreira

Secretaria de Comunicação - Daniel Cabral

Controladoria Geral do Estado do RN (Control) - Luciana Daltro

Fonte: g1 RN

Adaptado pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN


Pelé morre aos 82 anos após luta contra o câncer - " O eterno FENÔNIMO DO FUTEBOL MUNDIAL!" - EDUARDO VASCONCELOS - Presidente do CPC-RN - RADIALISTA - BLOGUEIRO E ATIVISTA!

  

Foto: AP Photo/Luca Bruno

Rei do Futebol havia completado hoje, quinta-feira (29), um mês de internação em hospital de São Paulo, onde reavaliou o tratamento quimioterápico e foi diagnosticado com uma infecção respiratória

“Eu nunca pensei que ia ser grande”, afirmou Pelé em entrevista exclusiva à CNN, em 2020. Edson Arantes do Nascimento, que morreu aos 82 anos, nesta quinta-feira (29), em São Paulo, não foi apenas grande. Foi o maior. Foi o rei do futebol.

Pelé completou hoje um mês de internação no hospital Alberto Einstein. Em 29 de novembro, Pelé deu entrada no hospital para reavaliar o tratamento quimioterápico e foi diagnosticado com uma infecção respiratória.

O eterno camisa 10 da seleção brasileira morreu às 15h27, em decorrência da falência de múltiplos órgãos, resultado da progressão do câncer de cólon associado à sua condição clínica prévia, segundo o boletim médico.

O craque vinha tendo cuidados paliativos, recebendo medidas de conforto para aliviar dores e falta de ar. Pelé passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor em 4 de setembro do ano passado.

O ex-jogador chegou ficar estável após a cirurgia, mas teve de retornar para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 17 de setembro, depois de um quadro de instabilidade respiratória. Quando se recuperou, foi encaminhado para a unidade de tratamento semi-intensivo.

Boletim médico divulgado na quarta-feira (21) afirmou que Pelé apresentava “progressão da doença oncológica” e que requeria” “maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca”.

Em postagem no Instagram nesta quarta, a filha de Pelé, Kely Nascimento, afirmou que os dois passariam o Natal no hospital e, em tom de brincadeira, disse que transformariam o quarto “em um sambódromo”.

A importância de Pelé foi tamanha que é possível falar que, a partir dele, o mundo mudou a forma de ver os jogadores e a seleção do Brasil. Foi por causa dele, por exemplo, que os conflitos em Biafra, na Nigéria, e no Congo Belga foram interrompidos por algumas horas em 1969.

Nesse período, os envolvidos aceitaram uma trégua para assistir ao time comandado pelo Rei, o único que pode bradar que foi responsável por parar uma guerra.

Esse foi o tamanho de Pelé, que, em uma época em que a globalização parecia possível apenas na ficção científica, e os salários de jogadores de futebol ainda tinham dimensões terrenas, conseguiu se tornar conhecido nos quatro cantos do planeta e fazer do nome uma marca.

Edson Arantes do Nascimento nasceu em 23 de outubro de 1940, na cidade de Três Corações, em Minas Gerais. Era filho de Celeste Arantes com João Ramos do Nascimento, jogador de futebol que, dentro de campo, era chamado de Dondinho, com passagens pelo Fluminense e Atlético Mineiro.

Seu time mais marcante, porém, foi o Vasco de São Lourenço (MG), e por razões extracampo.

No já falido clube mineiro, Dondinho jogava com o goleiro Bilé, cujas atuações animavam seu filho, o jovem Edson, que gritava seu nome em cada boa defesa. Porém, a dificuldade em falar o nome do jogador fez com que as pessoas zombassem do menino, o chamando de variações do nome do goleiro. De “Bilé”, para “Pilé” e depois Pelé.

Pelé começou sua carreira profissional no Santos com apenas 15 anos, estreando e anotando seu primeiro gol em partida contra o Corinthians de Santo André. Porém, na época, seu apelido no Santos era “gasolina”, nome que perduraria por pouco tempo e que seria substituído por seu apelido de infância: Pelé.

Com apenas 16 anos, o jovem que havia feito sua estreia como profissional há menos de um ano, se tornou titular absoluto do Santos, e foi o artilheiro do campeonato paulista de 1957 (17 gols), e ajudou o Brasil a conquista a Copa Rocca.

Seu desempenho com a amarelinha o credenciou para ser convocado para a Copa de 1958 como uma aposta do técnico Vicente Feola, contrariando um psicólogo da época que afirmava que Pelé era muito jovem para a seleção: “Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol, e eu vi o Pelé jogando”.

Pelé era diferente e mostrou isso na Copa. Após começar no banco as primeiras duas partidas do torneio, ele e Garrincha iniciaram o jogo contra a União Soviética, que teve o final que se repetiria todas as vezes em que os dois bastiões do futebol atuaram juntos: vitória para o Brasil.

A partir de então, Pelé e Garrincha não saíram mais do time, que rumou até a final desbancando País de Gales, França e os anfitriões suecos na grande final.

No jogo decisivo, o jovem de 17 anos desfilou no gramado do Rosunda Stadium o futebol que começava a encantar o Brasil e o mundo. Pelé foi responsável por dois gols do placar de 5 a 2, sendo o primeiro uma pintura, chapelando o zagueiro nórdico para então fuzilar a meta adversária – isso antes mesmo de atingir a maioridade.

Após o apito final, Pelé cumpriu a promessa que fizera ao pai 8 anos antes, ao vê-lo aos prantos após o “Maracanazzo”: “Não chore papai. Eu vou ganhar uma Copa do Mundo para você”.

Após garantir o primeiro título mundial do Brasil, Pelé volta ao Brasil e ao Santos já com status de estrela, com o título de melhor jogador jovem da Copa de 1958.

É neste momento que nasce uma das maiores equipes de todos os tempos, que além de Pelé, contava com estrelas como Pepe, Coutinho, Dorval e Mengálvio, linha de frente histórica do futebol mundial.

Foram eles que transformaram a década de 1960 na década santista, faturando com o time praiano 8 campeonatos paulistas, na época cobiçados e disputados não só pelo seu valor simbólico, mas por dar vaga na Taça Brasil, campeonato de campeões estaduais e que na época era o equivalente ao Campeonato Brasileiro.

Mesmo em âmbito nacional, o Santos de Pelé continuou a empilhar títulos, faturando as Taças Brasil de 1961 até 1965.

As vitórias deram ao Santos a chance de disputar a Copa Libertadores, recém-nascida competição que ainda não tinha sido conquistada por um clube brasileiro – escrita quebrada em 1962, pelo Santos.

Foi graças a esta competição que Pelé e o Santos começaram a fazer seu nome ao redor do planeta, primeiro vencendo o então bicampeão da Libertadores, Peñarol, e depois se habilitando a disputar o mundial de clubes contra o poderoso Benfica, de Eusébio.

O Santos conquistou o mundo pela primeira vez ao aplicar um acachapante goleada de 5 a 2 ante os lusos em pleno estádio da Luz, em Lisboa.

Pelé marcou três vezes naquele dia e, na saída do campo, Costa Pereira, goleiro do Benfica, declarou: “Cheguei com a esperança de parar um grande jogador.

Fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós”.

Naquele mesmo ano, o Rei disputara a Copa de 1962, marcada por sua lesão na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, que o tirou de combate até o fim do torneio. Por sorte o Brasil contava com um tal de Mané…

No ano seguinte, Santos e Pelé repetiram a dose: foram campeões da Taça Brasil e da Libertadores contra o Boca Juniors – diante de uma La Bombonera lotada e hostil, com Pelé anotando o gol do título aos 82 minutos.

Na sequência, foram também campeões mundiais diante do Milan. O grande feito deste último título foi lotar o Maracanã para as partidas 2 e 3 do mundial.

Mesmo longe de Santos, a equipe arrastava multidões pelo Brasil. Era hora de ganhar os corações do mundo.

Fonte: CNN Brasil

Centro Potiguar de Cultura - CPC completa hoje 13 anos de fundação.

 

1ª Diretoria do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, com sede em Nova Cruz e atuação no estado, reconhecido de utilidade pública pela câmara municipal de Nova Cruz e pela Assembleia Legislativa do RN - e com projeto de reconhecimento nacional em andamento no Congresso Nacional - foi fundado em 30 de dezembro de 2009, em um encontro em Ponta Negra, Natal, quando agentes culturais, artistas, produtores culturais, gestores, entre outros, debateram as dificuldades e os rumos da cultura no RN, da qual surgiu um documento aberto que norteou a fundação da entidade cultural. Reportagem: Claudio Lima, confira:

A cultura potiguar é destaque através da realização do programa de rádio 30 MINUTOS COM CULTURA, apresentado pelos radialistas Claudio Lima e Eduardo Vasconcelos, exibido todos os sábados, das 19h às 19:30min, que pode ser ouvido pelo canal 107,5 MHz ou pelo site: https://www.radioagrestefm.com.br/ e também pelos aplicativos: RadiosNet ou Radios.com

A diretoria atual do CPC/RN é composta por: 

Diretor Presidente: Eduardo Henrique Felix de Vasconcelos 

Secretários: Fernanda e Washington Baraúna

Tesoureiro: Claudio Lima

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Comida caipira: histórias e receitas do tempo do fogão a lenha

Modern room with comfortable sofa, indoors

Virado de feijão com linguiça, lombo de porco… Quando se trata de comida caipira, os dois estados dividem a autoria dos pratos mais clássicos da culinária caipira. “Em termos de comida, temos a mesma base de formação”, conta a chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto. “A culinária nasce paulista e se transforma em mineira”.

“Os tropeiros são os principais responsáveis pela  dúvida sobre o que é de origem paulista e o que é de origem mineira, já que saíam  com os ingredientes e seguiam para os garimpos de Minas. À medida em que iam parando, acabavam influenciando a região. Afinal, uma hora todo mundo precisa parar para comer”, conta Nicolau. “E a comida, afinal, não tem fronteiras geográficas!”
Apu Gomes/Folhapress
Imagem: Apu Gomes/Folhapress

Quem manda é o fogão

Uma coisa é preciso ser dita: os pratos mais típicos da culinária caipira demandam tempo para serem feitos. Isso é reflexo dos equipamentos da época – panelas de barro ou de ferro, cocção com muito líquido no fogo a lenha. Isso resulta em sabor mais concentrado e rico em temperos. “Era algo com o qual você não precisava se preocupar: você poderia deixar por várias horas cozinhando”, explica Nicolas. “Tutu de feijão,cuscuz e canjiquinha são todas receitas relativamente fáceis e que podem ser incrementadas a gosto”.
Na estrada, valia a arte do improviso: cozinhava-se em fogos de chão e até em tucuruvas – cupinzeiros abandonados que eram escavados e transformados em fornos para a preparação da comida. Dos índios, herdou-se a arte de moquear – ou assar – carnes e peixes. E, dos europeus, o uso da gordura de porco para fritar e também conservar os alimentos.
Divulgação
Imagem: Divulgação

Porco em tudo
“No interior, quem não tinha um porquinho no quintal?”, comenta Nicolau, que é originário de Ribeirão Preto (a 290 quilômetros de São Paulo). O animal se tornou um dos produtos mais marcantes da culinária caipira pela facilidade no manejo. “Dificilmente você erra no cozimento e mesmo com outros ingredientes, você consegue manter o sabor”, diz o professor.

Natural de Franca (a 344 quilômetros de São Paulo), Ana Luiza Trajano se lembra de quando porcos eram abatidos para preparo de linguiça e de carne na lata, conservada em banha para durar mais e ter mais sabor. A chef ganha até hoje de uma tia-avó um suprimento de linguiças caseiras, feitas na fazenda. “Ela mata dois porcos e temos linguiça para o ano inteiro, para comer assada – uma delícia!”, conta.
TV UOL
Imagem: TV UOL
Sua majestade, o milho
Na forma de canjiquinha, fubá, polenta, angu ou farinha, o milho é onipresente no menu. “Ao contrário do Norte e Nordeste, onde há uma predominância da mandioca, em São Paulo a base da alimentação indígena era o milho”, explica Ana Luiza Trajano. O ingrediente permeia todo o menu e não se escapa nem na hora da sobremesa: o doce mais marcante da roça, afinal, é o conhecidíssimo bolo de fubá.
Divulgação
Imagem: Divulgação
Adaptando
Muitos pratos da culinária caipira ganhavam outra roupagem ou ingredientes extras à medida que chegavam na capital. Um exemplo é o cuscuz paulista. “A receita clássica é com galinha. A versão com frutos do mar é bem paulistana, por conta da proximidade com Santos”, explica Ana Luiza Trajano. Outra diferença são os cortes de porco: enquanto na capital usa-se muito a bisteca (por influência italiana), “à medida que você vai subindo pelo interior, você nota mais o uso de leitoa a pururuca e lombo”, diz a chef.

Anna Fagundes

Do UOL,

FONTE

Portal BRASIL CULTURA