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domingo, 21 de maio de 2023

CTB Jovem realiza grupo de estudos sobre juventude e trabalho

Com encontros mensais de junho a novembro e online, a CTB jovem realizará um grupo de estudos sobre JUVENTUDE E TRABALHO – Inserção dos jovens no mercado de trabalho, subdesenvolvimento e mudanças estruturais.  O tema é relevante e atual, especialmente em um contexto de subdesenvolvimento e mudanças estruturais na economia. A tese de doutorado de Euzébio Jorge, orientada pelo Professor Marcio Pochmann, na UNICAMP, oferece uma análise crítica e aprofundada sobre esse assunto. Nesse sentido, um grupo de estudos pode ser uma oportunidade para debater e refletir sobre as ideias apresentadas na tese, além de promover o aprendizado coletivo e o compartilhamento de conhecimentos.

Objetivos do grupo de estudos

1. Estudar e analisar a situação dos jovens no mercado de trabalho, identificando suas principais dificuldades e desafios na busca por emprego e no ambiente laboral, como a falta de experiência, a precarização do trabalho, a informalidade, entre outros.

2. Compreender as questões relacionadas ao subdesenvolvimento e às mudanças estruturais no mercado de trabalho, como as transformações tecnológicas, as novas formas de trabalho e a terceirização, e seus impactos sobre a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

3. Incentivar o debate acerca de soluções e estratégias para enfrentar os desafios identificados, por meio da promoção de políticas públicas que incentivem a geração de emprego e a melhoria das condições de trabalho para os jovens, bem como a valorização da educação e da formação profissional.

Cronograma de encontros

O grupo de estudos terá encontros mensais, sempre na última semana do mês, no período noturno, via Google Meet, com duração de duas horas cada.

  • Encontro 1 (junho): Apresentação da tese e Discussão do capítulo 1  – PANORAMA DO EMPREGO JUVENIL PÓS-CRISE DE 2008.

  • Encontro 2 (julho): Discussão do capítulo 2  – O SUBDESENVOLVIMENTO E A INSERÇÃO DOS JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO

  • Encontro 3 (agosto): Discussão do capítulo 3 – DINÂMICA DO MERCADO DE TRABALHO E AS MUDANÇAS NO PADRÃO DE ACUMULAÇÃO

  • Encontro 4 (Setembro): Discussão do capítulo 4 – ANOS 1980 E 1990: MUDANÇA DE PADRÃO DE ACUMULAÇÃO E O PERÍODO NEOLIBERAL

  • Encontro 5 (Outubro): Discussão do capítulo 5 – JUVENTUDE E MERCADO DE TRABALHO NOS ANOS 2000: MUDANÇAS DE ROTA E ENTRAVES ESTRUTURAIS

  • Encontro 6 (Novembro): Síntese das discussões e reflexões finais sobre o tema da tese.

Metodologia

As inscrições serão via Google Forms até o dia 31 de maio. Serão criados um grupo no whatsapp e uma sala de aula no Google Classroom para estabelecer o contato com os/as participantes.

Cada encontro será conduzido por um moderador ou moderadora, que irá conduzir os trabalhos do grupo e um expositor ou expositora que terá a responsabilidade de apresentar os principais pontos dos capítulos da tese que serão discutidos no encontro, além de estimular a participação e o debate entre os participantes do grupo de estudos. A tese será disponibilizada aos participantes para que leiam previamente os capítulos da tese que serão discutidos em cada encontro, para que possam contribuir de forma mais ativa e informada nas discussões.

Inscreva-se no link: https://forms.gle/paz2HKBGhfcV3QDT7

Fonte: CTB NACIONAL

MIS-PR lança campanha Tech Trash na Semana Nacional de Museus

Objetivo é disponibilizar o museu como ponto de coleta de equipamentos eletroeletrônicos quebrados, obsoletos ou para descarte adequado, além de promover a conscientização sobre resíduos tecnológicos.

O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) lança nesta sexta-feira (19) a campanha de coleta de lixo eletrônico Tech Trash, em parceria com o Programa Aoca Eco Arte e o Instituto Ibrasa. O objetivo é disponibilizar o museu como ponto de coleta de equipamentos eletroeletrônicos quebrados, obsoletos ou para descarte adequado, além de promover a conscientização sobre resíduos tecnológicos.

A iniciativa faz parte das ações da Semana Nacional de Museus, que em sua  21ª edição traz a temática “Museus, sustentabilidade e bem-estar”, enfatizando o compromisso do espaço museal com a sustentabilidade e o bem-viver.

Ainda na data de lançamento (19), às 17h30, o museu recebe o educador ambiental, bacharel em Direito e engenheiro agrônomo Cassio Angelo Fabri para a ação educativa “Obsolescência programada e consciência verde”, apresentando ao público discussões sobre o tema, além de maneiras de reduzir impactos ambientais.

Enquanto instituição dedicada à preservação e difusão da cultura audiovisual, bem como a salvaguarda de tecnologias que envolvem a imagem e o som, o MIS-PR reconhece sua responsabilidade na gestão adequada do lixo tecnológico, apoiando iniciativas que promovam a conscientização sobre o descarte adequado de equipamentos eletrônicos.

CAMPANHA – A campanha Tech Trash surgiu durante a pandemia, no Aoca Bar em Curitiba, como uma forma de viabilizar a produção cultural por meio da coleta de resíduos tecnológicos e apoiar a produção audiovisual de arte periférica e descentralizada. Além da coleta de eletrônicos, o programa também promove atividades ecológicas e ações formativas, focadas em cultura, inclusão digital e educação tecnológica.

Serviço:

Ação educativa: Obsolescência programada e consciência verde

Data: 19 de maio, sexta-feira

Horário: 17h30

Local: Museu da Imagem e do Som do Paraná – Barão do Rio Branco, 395 – Curitiba

Entrada gratuita

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Recursos da Lei Paulo Gustavo chegarão a todos os estados e municípios; confira tabela de valores

Para acessar a quantia, estados e municípios devem incluir um Plano de Ação na plataforma TransfereGov

ALei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022) vai distribuir mais de R$ 3,8 bilhões para investimentos em cultura a estados, municípios e ao Distrito Federal. A distribuição dos recursos observa padrões estabelecidos pela própria lei. São considerados a população; os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE); e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Há, ainda, uma repartição de categorias: cerca de R$ 2,8 bilhões deverão ser aplicados em ações de audiovisual e aproximadamente R$ 1 bilhão em projetos nas demais linguagens artísticas. 

O valor exato ao qual cada ente tem direito está disponível no site da Lei Paulo Gustavo. A tabela discrimina o montante de acordo com cada hipótese da lei. A quantia será disponibilizada mediante cadastro e aprovação do Plano de Ação correspondente por estados, municípios e Distrito Federal, exclusivamente por meio da plataforma TransfereGov. 

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Turismo rural oferece alternativa econômica para pequenas propriedades

Projeto do Ministério do Turismo amplia em 37% a presença de turistas em roteiros turísticos do campo

O turismo é um importante indutor do desenvolvimento sustentável em comunidades rurais do país. É o que revelou uma pesquisa realizada com empreendedores do campo que participaram de projeto do Ministério do Turismo. Entre os roteiros turísticos participantes, todos passaram a receber viajantes, ampliando em 37% o número de turistas que visitam com frequência ou sempre os destinos, passando de 55% antes da participação no projeto para 75%.

Diante da capacidade do turismo de diversificar a renda e estimular o desenvolvimento econômico e sustentável na atividade rural, a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, ampliou o alcance do projeto Experiências do Brasil Rural, que passa a ser chamado de Experiências do Brasil Original, abrangendo também comunidades tradicionais do país.

“Vamos apoiar e promover o turismo de experiências em comunidades tradicionais do país, alcançando trabalhadores da agricultura familiar, em especial as mulheres, e aqueles que vivem em áreas indígenas e quilombolas. O nosso objetivo é transformar realidades por meio do turismo. Queremos oferecer oportunidade de crescimento e uma alternativa de renda a essas pessoas, gerando empregos e desenvolvimento social e econômico a partir da atividade turística”, destacou a ministra do Turismo, Daniela Carneiro.

O novo formato do projeto busca garantir mais proteção à vida e à dignidade, principalmente, das mulheres. Isso porque a maior parte dos empreendedores e agricultores que participaram dos projetos, nas duas edições já realizadas, eram mulheres, sendo 56% na primeira edição e 55% na segunda edição. Atualmente, está em andamento o processo de seleção de novos roteiros, sendo dois em áreas indígenas e dois em comunidades quilombolas.

Reformulado, o objetivo é preservar culturas e tradições e, ao mesmo tempo, estruturar roteiros turísticos, com ações que vão desde a capacitação até a promoção de serviços e produtos. A ação conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Universidade Federal Fluminense (UFF). E, em sua nova versão, ganha o apoio ainda dos ministérios dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial, além da instituição Sociedade Alemã para Cooperação Internacional (GIZ).

OUTROS DADOS DO ESTUDO – Entre as melhorias apontadas nos locais que participaram do projeto estão a ampliação da sinalização turística, inclusive, com apoio de mapas e ações de facilitação do deslocamento. Além disso, os roteiros foram orientados e implementaram maior diversidade de experiências e serviços como opção para turistas. Ao todo, 41,6% dos roteiros apontaram maior visibilidade após a participação no projeto, bem como passaram a realizar investimento na divulgação e marketing digital.

Sete em cada dez empreendimentos e propriedades da agricultura familiar informaram que o conhecimento adquirido os deixaram mais preparados para atuar no turismo rural. Por fim, 67% alegaram ter ampliado as vendas dos produtos diretamente para turistas em visita a propriedade.

Nas duas edições do Projeto, participaram 14 roteiros de turismo rural, que envolveram empreendimentos em mais de 40 cidades brasileiras em nove unidades da federação. Os roteiros turísticos selecionados foram acompanhados pela equipe técnica do projeto em atividades de diagnóstico, capacitação e mentorias, oficinas para formatação de experiências turísticas memoráveis, validação e apoio à comercialização.

Por Amanda Costa

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 17 de maio de 2023

17 de maio – Dia internacional contra a homofobia

Hoje é um dia muito importante para a luta das pessoas LGBTQIA+, definido como dia internacional à homofobia, à transfobia e à bifobia, a data remete ao dia em que, no ano de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do seu catálogo de distúrbios mentais.

De lá para cá, muita coisa já aconteceu. Após 28 anos, a transexualidade também foi retirada da lista de patologias da OMS, alguns direitos civis – como o casamento igualitário, por exemplo – foram conquistados pela população LGBTQIA+ no Brasil, mas a verdade é que ainda temos muito a avançar, tanto no mercado de trabalho, quanto dentro do próprio meio sindical.

Segundo o Levantamento Destemindo Preconceitos, da Consultoria Santo Caos, 38% das empresas brasileiras possuem alguma restrição para contratação de homossexuais e 65% dos LGBTQIA+ entrevistados já sofreram alguma discriminação dentro do mercado de trabalho, esse índice sobe para 72% e 86%, respectivamente no caso de pessoas bissexuais e trans. A homofobia acaba afetando diretamente a renda desses trabalhadores e trabalhadora que tem salários mais baixos e maior rotatividade no mercado de trabalho.

Quanto às pessoas trans, os dados são ainda piores. Segundo a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), apenas 4% das pessoas transexuais possuem emprego formal, só 6% possuem emprego informal e cerca de 90% trabalham com prostituição.

O movimento sindical precisa abraçar as bandeiras da empregabilidade e dos direitos para pessoas LGBTQIA+. A construção de comitês da diversidade nos ambientes de trabalho, garantia de salário igual para trabalho igual e o combate ao assédio moral e à LGBTQIA+fobia no mercado de trabalho precisa estar presente no dia a dia das entidades.

Incentivar a participação LGBTQIA+ no movimento sindical e transformar os Sindicatos em ambientes mais acolhedores aos segmentos é um passo importante para materializar a luta por empregos e direitos para o segmento.

A CTB assume o compromisso com essa luta! O combate a LGBTQIA+fobia em todos os espaços e transformação dos sindicatos e do movimento sindical em espaços mais acolhedores para a população LGBTQIA+ são compromissos da nossa central!

CTB, a luta contra a LGBTQIA+fobia é pra valer!

*José Medeiros, Jornalista da CTB-RJ

terça-feira, 16 de maio de 2023

Governo Bolsonaro comprou carne de pescoço a R$ 260 para indígenas, mas não entregou Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

  ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Escândalo foi denunciado pelo Estadão que mostra ainda a compra de outras carnes durante a pandemia, destinadas a famílias de indígena, mas que nunca chegaram até as tribos.


Mais um escândalo envolvendo o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), veio à tona nesta terça-feira (16), com uma denúncia feita pelo Jornal O Estado de São Paulo, de que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) comprou, no ano passado, carne de pescoço de frango por um valor superfaturado, 24 vezes maior que preços pagos anteriormente. Cada quilo da carne, considerada de má qualidade, foi adquirida a R$ 260,00.


Ao todo, no lote, foram comprados 20 quilos, totalizando R$ 5.200. Mas os gastos são maiores.   Entre os anos de 2020 e 2022, período da pandemia, o governo Bolsonaro desembolsou R$ 927,5 mil com a compra de outras carnes, que também seriam destinadas a indígenas. Além do superfaturamento nos preços, o governo desconsiderou que este tipo de alimentação não é adequada aos indígenas.


A reportagem apurou que a coordenação regional da Funai na cidade de Rio de Madeira (AM) adquiriu mais de uma tonelada de carnes dos tipos charque, maminha de alcatra e coxão duro, além de latas de presunto, que seriam destinadas a tribos durante a pandemia da Covid-19.


No entanto, nem a carne de pescoço superfaturada que seria distribuída à tribo indígena Mura e funcionários da Funai, nem as demais carnes foram entregues às tribos. Muitas enfrentam situações de desnutrição e fome.


As carnes fariam parte de cestas básicas entregues a famílias, mas os relatos dos indígenas é de que quando as cestas chegaram, havia somente arroz, feijão, macarrão, farinha de milho, leite e açúcar.


Sem licitação


Além do preço exorbitante, o contrato para compra da carne de pescoço de frango foi feito sem licitação com uma empresa de propriedade de um dos filhos do ex-prefeito de Humaitá (AM), Herivaneo Vieira Oliveira, do mesmo partido de Bolsonaro.


Oliveira já foi preso por ataques a órgãos ambientais.

16 DE MAIO! No Dia Mundial do Funcionário/a de Escola, CNTE destaca que todo profissional da educação é educador/a

 

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Em 2018, durante uma conferência em Bruxelas (Bélgica), a Internacional da Educação (IE), à qual a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é filiada, estabeleceu o dia 16 de maio como o Dia Mundial dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Escola.

O objetivo foi ampliar a visibilidade sobre o trabalho daqueles/as que fazem o colégio funcionar, estão além da sala de aula mas, muitas vezes, são esquecidos por políticas públicas de ensino.

Para a IE e a CNTE, a qualidade da educação não se resume ao trabalho dos professores e professoras, mas também às ações desenvolvidas por categorias como profissionais da limpeza e da cozinha, vigias e agentes de organização escolar.

Por conta disso e a partir desse olhar, a Confederação lança, nesta terça-feira (16), a campanha com o mote “Funcionário/a de escola ensina”.A iniciativa dá prosseguimento às mobilizações que a entidade costuma promover nesta data. Em 2020, as manifestações ocorreram em defesa de mais valorização e visibilidade.

Secretário de Funcionários da Educação da CNTE, José Carlos Bueno do Prado, o Zezinho, destaca que compreender a complexidade do funcionamento da escola é parte fundamental para que todos/as sejam vistos como essenciais para a vida dos/as estudantes.

“A CNTE esteve presente desde as primeiras discussões sobre a criação deste dia porque defende a importância de refletir sobre todos os trabalhadores/as envolvidos com o desenvolvimento da educação. Quando se pensa em escola, a figura do aluno e do professor são as primeiras a serem lembradas, mas não podemos nos esquecer de quem cuida do portão e dos estudantes durante o intervalo, de quem é responsável pela alimentação e pela secretaria. Todos são educadores/as também”, defende.

MUITO ALÉM DAS LOUSAS E CARTEIRAS

2023 04 03 conselhão 2

A agente de organização escolar, Lívia Cristina Nogueira (foto acima), aponta que, muitas vezes, os profissionais da escola fora da sala de aula mantêm uma relação com os/as estudantes mais próxima até mesmo do que o professor/a.

“Nosso trabalho vai desde o momento da entrada dos alunos, pois somos nós quem abrimos os portões e os recepcionamos, até a saída, e passa por cuidar da integridade deles durante todo o dia, nos intervalos, nos corredores, por meio da alimentação. Somos também responsáveis por toda a vida escolar, todos os registros, matrícula, documentos. Portanto, nosso papel é essencial e fundamental para ensinar regras de boa convivência e conduta e a viver em sociedade”, avalia.

Apesar de tamanha responsabilidade, Lívia defende que muitos profissionais apenas se mantêm na profissão por amor, já que falta valorização, seja por meio da remuneração adequada, seja em relação à formação.

“Nos últimos anos, só tiraram nossos direitos e nos sentimos invisíveis diante ao governo. Uma situação absurda porque o funcionário é quem chama atenção e é também aquele com quem o aluno vai se abrir, falar sobre problemas e frustrações. Portanto, somos formadores, mas não nos enxergam assim”, critica.

Clique aqui para acessar os materiais de comunicação da Campanha "Funcionário/a Ensina". 

Fonte: CNTE

domingo, 14 de maio de 2023

Lula homenageia a mãe, dona Lindu, na véspera do Dia das Mães

 

Em seu perfil no Twitter, o presidente Lula prestou uma homenagem a sua mãe, dona Lindu, na véspera do Dia das Mães.

“Amanhã é dia das mães. Eu não tenho mais a minha mãe aqui, mas tudo que eu aprendi na vida, aprendi com ela. Ela saiu de casa só com a roupa do corpo, para São Paulo. Nós sobrevivemos vendendo sardinha, laranja, carvão. E graças ao caráter que minha mãe me deu, sou o primeiro nordestino a ser presidente do Brasil, três vezes.”

Tão diferente, também nesse aspecto, o comportamento de Lula do de seu antecessor, que enterrou a mãe no dia 22 de janeiro de 2022 e saiu para fazer uma fezinha na lotérica, se justificando:

- Eldorado Paulista/SP.
- Boa tarde a todos.
- Dia 22, ano 22, 22 mi acumulados ...

Mossoró Cidade Junina 2023 acontece de 03 a 24 de junho com diversas atrações locais e nacionais

Foto: Reprodução/internet

A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Cultura, divulgou nesta quinta-feira (11), a programação completa do Mossoró Cidade Junina 2023. O evento deste ano terá início no dia 3 de junho com o “Pingo da Mei Dia” e se estenderá até o dia 24 com o “Boca da Noite”. Ainda no dia 24, além do “Boca da Noite” acontecerão shows no polo Arraiá do Povo na Feira do Bode.

De acordo com a agenda de shows divulgada, o “Pingo da Mei Dia” terá as seguintes atrações: Bell Marques, Raí Saia Rodada e Dan Ventura. Neste ano, a programação de shows do MCJ 2023 acontecerá em dois polos, Estação das Artes e Arraiá do Povo (Feira do Bode). O bloco “Boca da Noite” terá como atrações: Cláudia Leite e Parangolé.

POLO ESTAÇÃO DAS ARTES:

Dia 7 - Adna Santana, Dorgival Dantas, Tarcísio do Acordeon e Simone Mendes;

Dia 8 – Werick Mendes, Eric Land e Xand Avião;

Dia 9 – Aline Reis, Zé Vaqueiro e Felipe Amorim;

Dia 10 – Chama as Meninas, Nilson Viana, Zé Cantor e Joelma;

Dia 15 – André Luvi, Iguinho e Lulinha, Taty Girl e Mari Fernandes;

Dia 16 – Guilherme Ferri, Desejo de Menina e Nattan;

Dia 17 – Nataly Vox, Márcia Fellipe, Wallkyria Santos e Mara Pavanelly;

Dia 22 – Jackson Menezes, Felipe Grilo e Leonardo;

Dia 23 – Guto Fortunato, Júnior Vianna e Michele Andrade.

POLO ARRAIÁ DO POVO (FEIRA DO BODE):

Dia 10 – Bonde do Brasil;

Dia 11 – Cavaleiros do Forró;

Dia 17 – Kátia Cilene;

Dia 18 – Waldonys, Amazan e Bartô Galeno;

Dia 24 – Ferro na Boneca e Marina Elali.

Fonte: Prefeitura de Mossoró

Com Potiguar Notícias

sábado, 13 de maio de 2023

CPC-RN (Centro Potiguar de Cultura) PREPARA-SE PARA MAIS UMA NOITE DAS HOMENAGENS NOS SEUS 14 ANOS DE EXISTÊNCIA !

  Imagem: DANDARA, SIMBÓLO DE RESISTÊNCIA!!!

O Centro  Potiguar de Cultura - CPC-RN se prepara para os suas 14 anos de fundação - lutas e conquistas !

O evento já é tradição, momento em que a entidade promove a NOITE DAS HOMENAGENS, cujo e único OBJETIVO é o de agraciar artistas, grupos de danças, cantores/as, entre outros.

A direção estuda a possibilidade de se fazer a nível regionais, ou seja por regiões, pois para o CPC-RN desta forma atingirá mais grupos culturais, individuais, entre outros.

Brevemente haverá reuniões visando justamente discutir essa importante mudança!

Brevemente após a realização desta reunião o CPC-RN divulgará ás datas, ás cidades que serão beneficiadas pelo evento!

Aguardem!

EDUARDO Henrique Félix de VASCONCELOS

Presidente

Lei Áurea: por que o movimento negro não comemora o 13 de maio

Data é dia de reflexão sobre uma falsa abolição que relegou à população negra a perpetuação do racismo estrutural na sociedade até os dias de hoje.

A data oficial da abolição da escravidão no Brasil, o 13 de Maio, é uma data que, para a população negra, não é um dia de comemoração. Ao contrário, é uma data de reflexão sobre uma medida tomada, à época, levando em consideração interesses capitalistas e que, na prática, não trouxe liberdade aos negros e negras e sim, perpetuou o racismo estrutural existente na sociedade.

Lideranças dos movimentos sindical e negro, explicam que ao assinar a Lei Áurea, em 1888, a Princesa Izabel não editou nenhuma medida para garantir uma sobrevivência digna para os negros e negras sequestrados no continente africano, escravizados durante anos.

“Eles foram ‘libertados’, mas jogados nas ruas com somente a roupa do corpo e nada mais. Isso contribuiu com a perpetuação do racismo”, diz a secretaria de Combate ao Racismo da CUT, Anatalina Lourenço.

Para o secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, “o 13 de Maio não é uma data a ser comemorada, foi um fato histórico que omitiu a luta do povo negro contra a escravidão, e até os dias atuais a historiografia tem omitido o nosso legado”.

Almir lembrou que a Lei Áurea tinha somente dois artigos, sem qualquer proposta de política pública. “Isso fez com que o preconceito, o racismo, o feminicídio, o genocídio do povo negro e a falta de inclusão no mercado de trabalho mais qualificado se tornassem uma realidade cruel até os dias de hoje. Mas a nossa luta por uma sociedade inclusiva e sem racismo é permanente”, completou.

Contexto histórico da Lei Áurea – a ascensão do capitalismo

A abolição libertou escravizados, mas não trouxe nenhuma reparação pelos quase 300 anos anteriores de escravidão. À época já havia um movimento de libertação pelos próprios escravos, com as lutas dos quilombos pela liberdade e, em especial, pelas mulheres escravizadas que, pelo trabalho forçado, compravam a liberdade de seus filhos e companheiros.

Anatalina Lourenço, em entrevista ao Portal CUT em 2022, explicou que o capitalismo estava em ascensão no mesmo período e esse foi um fator preponderante para a Lei Áurea. À época, chegavam os primeiros imigrantes italianos, portugueses e espanhóis, uma mão-de-obra branca que agradava à elite e favorecia o capitalismo.

Este fato, por si só, explica o branqueamento do mercado de trabalho, que perdura até os dias atuais. Os dados do IBGE mostram que entre os 9,5 milhões de desempregados no Brasil, no 3° trimestre de 2022, 65% eram prestos ou pardos.

Quando a Lei Áurea foi assinada, havia ainda uma cobrança da sociedade e de abolicionistas e até mesmo da polícia que se rebelou tomando a atitude de não mais ‘caçar’ os escravos fugitivos. Por isso, e em acordo com os latifundiários que exigiam que a propriedade das terras não sofresse qualquer consequência, a Lei foi assinada e os negros foram libertos.

Mas, no dia seguinte, diz Anatalina, o sentimento daquela população foi de ‘o que nós vamos fazer agora?’.

Eles não tinham emprego, não tinham comida, não tinham casa para morar, estavam jogados à própria sorte e nenhuma ação do governo protegeu essas pessoas- Anatalina Lourenço


Os homens ficaram à margem da sociedade e tiveram de recorrer a furtos para poderem comer, já que eram hostilizados pela sociedade branca. Daí vem o termo “marginal”, estigmatizado até os dias de hoje e, geralmente usado para se referir a negros.

Já as mulheres continuaram a ‘prestar serviços domésticos para suas senhoras’, porém com uma singela remuneração. Como o racismo perdurou ao longo dos tempos, a profissão, hoje conhecida como ‘empregada doméstica’, é ocupada, na grande maioria, por mulheres negras.

Herança da escravidão no mercado de trabalho

A dirigente da CUT reforça que o chamado fim da escravidão foi uma abolição inacabada.  “Os escravizados não tiveram direito a nada e, portanto, tiveram de viver à margem da sociedade. Eles foram marginalizados a tal ponto que hoje, 72% da população negra é pobre”, ela afirma.

Dados sobre do mercado de trabalho e indicadores sociais confirmam a realidade da população negra hoje no Brasil. Em 2022, quando a pandemia já dava sinais de enfraquecimento, segundo os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), realizada pelo IBGE, entre os segundos trimestres de 2019 e 2022, houve elevação da informalidade, da subocupação e queda dos rendimentos e os efeitos sentidos mais intensamente pelo homem e pela mulher negra.

·        Entre as mulheres negras, 53,3% estavam ocupadas ou desempregadas em 2019. O número caiu para 52,3% em 2022.

·        Entre os homens negros, as taxas ficaram semelhantes nos dois períodos –72,9%, no segundo trimestre de 2019, e 72,6%, em 2022.

“São os que estão nos trabalhados com menor remuneração, maior vulnerabilidade, piores condições – os trabalhos mais precarizados”, diz Anatalina, ressaltando que tal realidade é resultado de uma mentalidade escravocrata que ainda permanece no inconsciente coletivo da sociedade.

Outra prova dessa herança da escravidão são os casos de condições degradantes, extremas, a que trabalhadores são submetidos ainda hoje. “O trabalho análogo ainda acontece e não causa grandes comoções”, observa a dirigente.

Reportagem feita pelo Brasil de Fato mostra que de um total de cerca de 500 trabalhadores resgatados por auditores fiscais do trabalho em condições análogas à escravidão, nas lavouras de cana-de-açúcar em 2022, 84% eram negros.

Mas os números são ainda mais alarmantes. No total do país, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, em todos os setores, no ano passado foram resgatadas 2.575 pessoas nessas condições, sendo 83% negros e negras.

Saiba o que é racismo estrutural e como ele se organiza no Brasil

Racismo

Não somente os números e dados acerca de questões sociais e no mercado de trabalho, mas também o preconceito tem sido escancarado no cotidiano. Entre outros, dois casos emblemáticos ganharam a atenção da mídia nos últimos dias e geraram reação na sociedade.

Os mais recentes envolvem o deputado estadual pelo PT do Paraná, Renato Freitas que, mais uma vez foi alvo de racismo. Desta vez, ele foi abordado pela Polícia Federal (PF), dentro de um avião pouco antes da decolagem no aeroporto de Foz do Iguaçu (PR), cidade em que ele foi a convite do Ministério dos Povos Indígenas, com destino a Londrina. Os policiais entraram na aeronave e o retiraram da cabine para que ele fosse revistado, mesmo já tendo passado pela inspeção na máquina de Raio X.

Leia Mais: Deputado estadual Renato Freitas (PT) é retirado de avião para ser revistado pela PF

Ainda no início de maio, a professora Samantha Vitena foi expulsa de um voo por se recusar a despachar sua mochila, onde guardava seu notebook, fato que provavelmente não aconteceria se a professora não fosse negra.

O advogado de defesa Fernando Santos ingressará com uma ação judicial em discriminação racial contra a Gol Linhas Aéreas. A Polícia Federal também investiga o caso.

Por todo este contexto, tanto Anatalina Lourenço quanto Almir Aguiar pontuam que não há nada para comemorar neste dia.

“É um dia de aprofundar o debate demonstrar para as pessoas que o racismo estrutura de forma negativa a sociedade e uma data que não marca a luta da população negra, mas uma data de denúncia de  que estamos em situação precária e precisamos mudar”, dizem os dirigentes.

Fonte: CUT NACIONAL