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É HOJE!!! - DIA 22/09: I NOITE DAS HOMENAGENS - IFRN - CIDADE ALTA - NATAL

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL No próximo dia 22 de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN ...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Não há cura para o que não é doença!

Decisão judicial permite que psicólogos possam tratar homossexualidade como doença 
Há alguns dias, uma notícia tomou conta do assunto de milhares de pessoas nas redes sociais e rodas de conversas: a “cura gay”. Pois é, em pleno século XXI, volta-se à tona a discussão de tratamento para a homossexualidade. A liminar concedida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª vara do Distrito Federal, na última sexta-feira (15), permite que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e fazer terapias de "reversão sexual", sem que sofram censura.
Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia elaborou uma resolução que orientava psicólogos sobre como atuarem nas questões relativas à orientação sexual. Proibindo a prática que patologiza as LGBT’s e as expõe a tratamentos que são verdadeiras torturas.
Quem entrou na Justiça contra a resolução foi um grupo de psicólogos, entre eles a psicóloga evangélica Rosângela Alves Justino, que foi censurada publicamente pelo CFP, em 2009, por oferecer terapia de reversão sexual.
Em nota, o Conselho Federal de Psicologia, que é contrário à medida, afirma que a ação "representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico". Diz ainda que vai recorrer da decisão.
É importante lembrar que desde a década de 90, a Organização Mundial de Saúde, retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças e desde 1970, as associações norte-americanas de psicologia, por exemplo, não consideram a orientação sexual como transtorno.
Essa decisão demonstra a face cruel da LGBTfobia, reforçando a violência contra as LGBT’s e refletindo as estatísticas que mostra que o Brasil é o País que mais mata LGBT’s no mundo. Legaliza a prática de tortura e a tratamentos desumanos.
Esse discurso de que LGBT’s sofrem de transtorno mental, é o que há de mais atrasado e reacionário. Com isso, a Justiça só reforça os discursos de ódio propagados por reacionários como o deputado Bolsonaro, um LGBTfóbico, racista, machista.
O Sindsaúde-RN e a Secretaria de Opressões, vem manifestar seu total repúdio a essa liminar, que legitima ainda mais a discriminação e a marginalização dessa população que já é excluída pela sociedade.
LGBT’s não são doentes. Amar pessoas do mesmo sexo não é um transtorno que precisa de tratamento. Já LGBTfobia, deve ser encarada como um crime, que mata cada dia mais pessoas que ousaram ser o que sentem.
Autor: Comunicação Sindsaúde - RN

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vem aí o 23º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação!

O papel da comunicação na organização popular é tema do curso.

O Curso Anual do NPC vem com tudo neste ano de 2017. Vem com a força necessária para encarar um momento grande mudanças no mundo do trabalho no Brasil. A organização dos trabalhadores e a sua comunicação vão estar no centro dos debates no Rio de Janeiro durante cinco dias, de 22 a 26 de novembro. Do velho panfleto à realidade atual, na qual Google e Facebook concentram, juntos, 87% das verbas publicitárias que circulam no mundo.

Já confirmaram presença palestrantes como Flavia Braga, Maria Lúcia Fatorelli, Reginaldo Moraes, Ruy Braga, Francisco Fonseca, Laurindo Leal, Camila Marins, Maisa Lima, Marcela Cornelli, Mauro Iasi, Ricardo Antunes, Beto Almeida, Sylvia Moretzsohn, Claudia Costa, Guilherme Boulos e Adenilde Petrina.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

 O curso acontecerá no Rio de Janeiro. A hospedagem será no próprio local do curso ou em hotéis próximos ao salão de eventos. A taxa de inscrição será a mesmo do ano passado: R$ 1.490,00 (com hospedagem) R$ 890,00 (sem hospedagem).
Clique aqui e baixe a ficha de inscrição e garanta sua vaga!

Conheça um pouco mais e veja as edições anteriores do Curso Anual do NPC em: http://nucleopiratininga.org.br/retrospectiva/
Mais informações: http://nucleopiratininga.org.br

Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)

Nota da FASUBRA contra a decisão da justiça em considerar a homossexualidade uma doença

Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT. 

A FASUBRA Sindical repudia a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho da 14ª Vara do Distrito Federal, que suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento psicológico de homossexuais e bissexuais como doença. A resolução, publicada em 1999, é embasada na decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que retirou a homossexualidade da lista de doenças.

A Federação pontua que, em toda a história do Brasil, nunca houve uma onda de retrocessos sociais tão perversa. Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT.

A gravidade da situação demonstra claramente uma posição homofóbica por parte do juiz. Para a FASUBRA, a questão de gênero é inerente ao próprio ser humano, o indivíduo deve saber do próprio corpo, não pode ser algo que alguém determine.

O Brasil é o país no mundo que mais mata travestis e transexuais; em 2016 foram notificadas 347 mortes de acordo com o Grupo gay da Bahia (GGB). A preocupação da FASUBRA diante do número de homicídios da população LGBT é de que a decisão do juiz potencialize a situação.

Na última Plenária da Federação, uma técnica-administrativa em educação transgênero relatou a marginalização da população LGBT. Por não encontrar espaço no mercado de trabalho devido a discriminação, muitos trilham o caminho da prostituição, sofrendo diversos tipos de violência, opressão e morte.

Para a FASUBRA, cabe intervenção do Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Histórico de intolerância

No Brasil, todas as vezes que as minorias se levantam, surge uma questão científica que reforça o processo de violência. “Foi assim na década de 30 e 40 com processo de embranquecimento, no levante das mulheres para conquistar seu direito a voto e agora na questão LGBT”.

Colocar a ciência para explicar o modo operante de opressão contra as populações minoritárias é comum, e  sobre isto a FASUBRA é totalmente contra. Esse debate extrapola a questão dos ataques de conservadorismo e ao mesmo tempo se configura como um mecanismo de controle do crescimento  de um segmento no país. A população LGBT atualmente é autônoma, independente e também levanta bandeiras além da própria luta, como a defesa da democracia.

A FASUBRA defende uma política de liberdade do indivíduo sobre a sua vida e próprio corpo, como rege a Constituição Federal. “Devemos permanecer atentos para que esse elemento não se torne comum no país e combater arduamente”.

Direção Nacional FASUBRA Sindical

Ideologia: 'Liberal', MBL oscila entre o Estado mínimo e o conservadorismo moral

protesto
Antes focado na pauta anticorrupção, o MBL diversificou a sua agenda "liberal"
Tomaz Silva / Agência Brasil

Boicote à exposição Queermuseu, que aborda diversidade sexual, aponta avanço do Movimento Brasil Livre sobre a moral e os costumes.
por Débora Melo 

O encerramento precoce da exposição 
Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira pelo Santander Cultural de Porto Alegre foi encorajado por uma campanha de boicote ao banco promovida pelo Movimento Brasil Livre (MBL) nas redes sociais. Com o argumento de que as obras ofendiam a fé cristã e faziam apologia à pedofilia e à zoofilia, o movimento que se diz “liberal” atacou a mostra, que contava com o trabalho de artistas como Candido Portinari, Lygia Clark, Alfredo Volpi, Adriana Varejão e Bia Leite.
Curvando-se à pressão, o banco Santander suspendeu a exposição que abordava a diversidade sexual e tinha estudantes como público-alvo.
Leia também:


Com poder e influência cada vez maiores, o MBL diversificou a sua pauta e não se limita ao discurso do liberalismo econômico e seus ideais de Estado mínimo e livre mercado. Agora, o movimento que ganhou projeção nacional com a defesa do antipetismo e de uma suposta bandeira anticorrupção tem se aventurado a debater moral e costumes. Entre as pautas abraçadas pelo MBL está, por exemplo, o projeto Escola Sem Partido e o combate à discussão de gênero nas escolas.
“Ainda que eles defendam uma ideologia liberal e invoquem autores como [Ludwig Von] Mises e [Friedrich] Hayek, eles mantêm proximidade com militantes e lideranças do campo conservador. Então eu diria que, hoje, o MBL é um movimento liberal-conservador”, afirma a cientista política Camila Rocha, doutoranda na Universidade de São Paulo (USP).
“O boicote à exposição Queermuseu é um indicativo desse conservadorismo. Eles dizem ser contra o patrocínio do Estado a inciativas culturais, mais especificamente a iniciativas culturais que eles identificam como ‘de esquerda’ ou que promovam valores ligados à diversidade sexual, e para isso utilizam uma justificativa conservadora, de que a mostra incentiva a pedofilia e a zoofilia”, continua Rocha, que atualmente pesquisa estratégias de think thanks liberais na América do Sul.
Crianca-Viada

Para Maria Cristina Castilho Costa, professora da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e autora do livro Censura em Cena: Teatro e Censura no Brasil, o caso do Santander é emblemático porque expôs uma série de fragilidades dos processos de produção artística e incentivo no País.
“Esse é o problema de o Estado abrir mão de sua função de gestor das artes e da cultura. Eu não sou absolutamente contra nenhum tipo de financiamento, uma parceria público-privada pode funcionar em áreas onde há convergência de interesses, mas há certas áreas que precisam de um incentivo estatal", afirma Costa.
Em sua coluna na Folha de S.Paulo, o professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP Pablo Ortellado analisa o modus operandi do MBL e conclui que o grupo tem centrado esforços nas “guerras culturais”, nome dado à disputa entre conservadores que defendem uma autoridade tradicional que puna o desvio da norma e progressistas que preferem uma autoridade diluída e valorizam a diversidade, diz o professor.
Entre as bandeiras adotadas pelo MBL estão, por exemplo, a extinção de políticas afirmativas como cotas raciais e o combate às ideias de desencarceramento. De acordo com Ortellado, as lideranças do MBL “descobriram que as chamadas ‘guerras culturais’ eram um ótimo instrumento de mobilização e que por meio do discurso punitivista e contrário aos movimentos feminista, negro e LGBTT podiam atrair conservadores morais para a causa liberal”.
Para a escritora e jornalista Eliane Brum, agir ora como liberal, ora como conservador faz parte da estratégia de sobrevivência do MBL, pois dá ao movimento “uma consistência que não condiz com a realidade de seu conteúdo”. “Eles são o que lhes for conveniente ser”, escreveu Brum sua coluna no El País Brasil.
“A dificuldade de nomear o que são, é importante perceber, os favorece. [...] Isso lhes facilita se moverem, por exemplo, da luta anticorrupção para as bandeiras morais, agora que não lhes interessa mais derrubar o presidente”, continua a escritora, referindo-se à inércia do MBL em relação a Michel Temer, envolto em diversos escândalos de corrupção.
A necessidade de responder a uma base heterogênea faz com que o MBL não seja coerente, tanto do ponto de vista ideológico quanto estratégico, diz a pesquisadora Camila Rocha. “Eles tentam se coordenar minimamente, mas a impressão que eu tenho é a de que o movimento não é tão coeso. Essa decisão de apoiar o boicote ao Santander, por exemplo, não foi recebida sem conflito pelos simpatizantes do MBL. Teve gente que não gostou.”
Segundo Rocha, as lideranças do campo da direita podem ser divididas em dois grupos principais. Um deles, propriamente liberal, se agrupa em torno de políticas pró-mercado e é favorável a uma liberalização dos costumes ou são alheios a esse debate. O outro compõe o campo liberal-conservador e encampa o discurso da moral e dos costumes.
“Essa é a direita que está alinhada em torno da família [do deputado federal Jair] Bolsonaroe dos políticos de extração religiosa. O campo propriamente liberal está mais a fim do João Doria e tem simpatia também pelo Partido Novo, por exemplo”, afirma a pesquisadora. 
Adriana-Varejao
'Cena de interior II', obra da artista Adriana Varejão
Coerente ou não, fato é que o MBL tem ampliado sua influência. Artigo publicado na segunda-feira 18 pelo jornal O Estado de S.Paulo aponta que o grupo se consolidou como “o principal movimento político virtual brasileiro”, sendo líder no segmento em interações e crescimento no Facebook, de acordo com a ferramenta CrowdTangle, da própria rede social.
“Basta ver a influência que a página do MBL no Facebook tem entre presidenciáveis. No universo de publicações com a palavra 'Doria' no Facebook ao longo de 2017, o MBL foi, de longe, o maior responsável por comentários, likes e compartilhamentos: 8 milhões de interações – quase o dobro das provocadas pela página oficial do próprio João Doria”, diz o artigo. No mesmo período, o MBL foi responsável por 16,9 milhões de interações e 52 milhões de visualizações de vídeos que continuam a palavra 'Lula', mas que “não eram propriamente elogios”, conclui o texto.
A um ano das eleições presidenciais de 2018, não é possível dizer se as questões morais terão algum protagonismo na disputa, como foi em 2010 com a pauta do aborto, ou se a campanha será dominada exclusivamente pela crise econômica. Temas ligados ao universo LGBTQ e à defesa dos direitos das minorias têm sido, contudo, explorados por partidos e ativistas, e não fica difícil constatar que essas bandeiras têm servido a projetos de poder. Basta observar os efeitos do encerramento da exposição Queermuseu.
"Esse fato serve de combustível para as disputas políticas, para alimentar a agenda política dos partidos em época de eleição. Porque, no mundo da comunicação, tudo isso é inócuo: as imagens transitaram pela internet muito mais do que teriam circulado se nada disso tivesse acontecido", conclui a professora Cristina Costa.
Carta Capital

Teatro de Penedo, de Alagoas, é restaurado e entregue à população

penedo

Theatro Sete de Setembro, de Penedo (AL), foi reaberto à população após passar por restauração viabilizada por meio de recursos do PAC Cidades Históricas. Entregue à população pelo Ministério da Cultura, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan), a obra é a quinta já concluída na cidade com recursos do programa e sua entrega marca também o bicentenário de Alagoas.
“Ações como a restauração do Theatro Sete de Setembro geram melhorias para a qualidade de vida nas cidades ao fomentar as economias regionais, estimulando investimentos, gerando emprego e renda”, ressaltou a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.
O PAC Cidades Históricas ainda selecionou onze ações com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 26,5 milhões em Penedo. Além dessas obras, estão em execução a recuperação do Cais da Marina, a requalificação do Largo do São Gonçalo, a restauração do Chalet dos Loureiros e a restauração do Cine Penedo. Esta última com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O PAC Cidades HIstóricas contempla os sítios históricos protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados, com investimento de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura

Percussionista Mestre Pimpa faz workshop + apresentação dia 23/9, sábado, no Sesc Itaquera – Grátis

Mestre Pimba Sesc Itaquera - 09
O percussionista e baterista Welington Moreira (Mestre Pimpa) ministra workshop e apresentação de graça dia 23 de setembro, sábado, das 14 às 15h30, no Café Aricanduva do Sesc Itaquera. Neste bate-papo e apresentação Mestre Pimpa mostra sua virtuosidade no pandeiro e toda a potencialidade do instrumento na música brasileira. Com formação popular e erudita sob a orientação do maestro Nelson Ayres, o músico atuou como professor de percussão popular e violão clássico e popular no Conservatório Villa-Lobos, e como professor de bateria na Faculdade Marcelo Tupinambá. É especialista em ritmos brasileiros, com larga experiência em produções de shows e estúdio.
Participou em shows e CDs de diversos artistas como Jair Rodrigues, Trovadores Urbanos, Roberta Miranda, Lucila Novaes, Fabiana Cozza e Oswaldinho da Cuíca, Germano Mathias, entre outros, além de ter atuado em trabalhos internacionais com Abelardo Figueiredo (EUA), Agência Jet Set (Porto Rico), Matii Kaspi (Israel) e Seiwa Kanko Ltda. (Japão).
Dia 23 de setembro, sábado, das 14 às 15h30 – No Café Aricanduva – De graça
Sobre a unidade Sesc Itaquera
Localizado em uma reserva ambiental, com mais de 350 mil m², a maior área de Mata Atlântica da zona Leste de São Paulo, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Carmo, ao lado do Parque do Carmo, o Sesc Itaquera caminha para se tornar referência em oferecer atividades relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade. A visita ao Sesc Itaquera – equipado com restaurante e lanchonete – é passeio recomendado para toda a família. A programação da unidade é gratuita e acontece de quarta a domingo, reunindo eventos de várias áreas de expressão. Abaixo, dicas de Música.
Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera.
Funcionamento: De quarta a domingo, das 9h às 17h.
Acesso à unidade: Grátis.
Estacionamento: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 24 (demais frequentadores).
Telefone para informações: (11) 2523 9200.
Transporte Público Sesc Itaquera: Metrô Itaquera – 7200m / Terminal São Mateus – 5200m.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nordeste vai receber metade dos viajantes brasileiros nos próximos seis meses

nordestebr

Os estados do Nordeste deverão ser os mais visitados do País nos próximos seis meses. A região foi apontada como destino de 50,7% dos brasileiros que pretendem viajar no período, segundo pesquisa do Ministério do Turismo, realizada em agosto. A região Sul deve receber 18,5% dos potenciais viajantes, ficando em segundo lugar na preferência dos brasileiros.
O levantamento traz também um dado inédito. Pela primeira vez, em 11 meses, o Sul supera o Sudeste como destino de preferência dos entrevistados nas sete maiores capitais do País. O resultado se deve à campanha promovida pelo Ministério do Turismo, que divulga os atrativos dos estados da região: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Com o lançamento da versão 2017 do Mapa do Turismo Brasileiro, a região Sul ampliou o número de municípios com potencial para o desenvolvimento do turismo em quase 30%, com perspectiva de ampliação da oferta de atrativos.
 “O Brasil tem um enorme potencial para receber turistas o ano todo. Temos opções de sol e praia, turismo de natureza, gastronomia, cultura. No Ministério do Turismo, temos investido em promoção, melhoria da infraestrutura e qualificação da força de trabalho para apoiar os estados a receber cada vez melhor os turistas”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
No Sudeste, destinos turísticos do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo devem receber 17,3% dos brasileiros que planejam viajar até fevereiro de 2018. O mapa da região foi redesenhado e ampliado em 77%, com a incorporação de 496 novos municípios com vocação para o turismo.
O Norte e o Centro-Oeste receberão, respectivamente, 4,2% e 9,3% do contingente de brasileiros com planos futuros de viagem. As duas regiões também ampliaram o número de destinos no Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta de gestão gerenciada pelo Ministério do Turismo.
Intenção de viagem
O desejo de viajar nos próximos seis meses, segundo a pesquisa, manteve estabilidade na comparação com agosto do ano passado. Em 2016, 21,4% dos brasileiros manifestaram perspectiva de viagem, percentual que chegou a 21,7% este ano.
A pesquisa é realizada nas principais capitais do País: Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Juntas, essas cidades respondem por 70% do fluxo de turismo doméstico.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Tia Ciata (Hilaria Batista de Almeida, 1854-1924)


Biografia de  Alvaro Neder

Tia Ciata era uma mulher da Bahia que teve um papel fundamental no nascimento do samba urbano carioca como gênero. Profissional ativo da cultura de sua pátria, desenvolveu um centro cultural informal em sua casa, onde iniciaria os maiores compositores e músicos do Rio de Janeiro de seu tempo nas sutilezas do samba da Bahia. Como resultado, em 1917, o primeiro samba a ser gravado, "Pelo Telefone", foi uma composição coletiva feita em sua casa, na qual ela mesma participou, juntamente com outros frequentadores João da Mata, Mestre Germano, Hilário Jovino Ferreira Sinhô, e Donga. As letras eram de  Mauro de Almeida , o uso da música popular "Rolinha" na primeira estrofe de Didi da Gracinda. Tia Ciata,  aka Tia Assiata, chegou ao Rio, chegando da Bahia por volta de 1875. 

Ela residiu em outros dois lugares antes de se instalar, por volta de 1899, na casa histórica da 117 rua Visconde de Itaúna, perto da Praça Onze. Durante o dia, ela vendia tidbits no centro da cidade e, à noite, reinava em sua casa como organizadora de encontros para gente negra. Na religião folk-magic conhecida como Candomblé, Tia Ciata era uma espécie de cabeça, o babalaô-omin. Nessa capacidade, ela realizaria rituais de adoração em sua residência dedicada aos orixás africanos. É importante notar que, nesse período, não havia lugares públicos para socializar os habitantes pobres ou negros. Assim, os lugares de reunião desses segmentos da sociedade eram essencialmente casas familiares. A casa de Tia Ciata tornou-se lendária porque não só ela realizaria sessões regulares do Candomblé, mas também porque essas sessões foram seguidas por um samba, uma espécie de festa onde as pessoas podem beber, comer, brincar, dançar a música, conhecer um ao outro e formar casais românticos. Na verdade, como os sambas foram perseguidos pela polícia, eles eram freqüentemente disfarçados de atividades religiosas. Assim, nestas reuniões festivas, a casa de Tia Ciata tornou-se amplamente conhecida no Rio. Não só os negros, mas também os políticos, os boêmios, os músicos e os batuqueiros (percussionistas) se reuniam ali, atraídos por suas excelentes habilidades culinárias e a música. As festas podiam durar vários dias seguidas, e as pessoas passavam o tempo todo sem retornar às casas até que a festa terminasse. A casa de Tia Ciata tornou-se amplamente conhecida no Rio. Não só os negros, mas também os políticos, os boêmios, os músicos e os batuqueiros (percussionistas) se reuniam ali, atraídos por suas excelentes habilidades culinárias e a música. As festas podiam durar vários dias seguidas, e as pessoas passavam o tempo todo sem retornar às casas até que a festa terminasse. A casa de Tia Ciata tornou-se amplamente conhecida no Rio. Não só os negros, mas também os políticos, os boêmios, os músicos e os batuqueiros (percussionistas) se reuniam ali, atraídos por suas excelentes habilidades culinárias e a música. As festas podiam durar vários dias seguidas, e as pessoas passavam o tempo todo sem retornar às casas até que a festa terminasse. 

O intercâmbio cultural foi o foco central da casa de Tia Ciata. Sendo um precursor dos movimentos migratórios de negros que chegam da Bahia ao Rio com o fim da escravidão (1888, cinco anos depois de sua chegada) e a desmobilização maciça, em 1897, das tropas de Baianos envolvidas na luta contra o líder religioso fanático Antônio Conselheiro, Tia Ciata estava à beira de um movimento que influenciaria profundamente a cultura nacional através de sua ascensão sobre a importante capital do Rio de Janeiro. Ela própria era uma dançarina de grife na melhor tradição do samba popular da Bahia, e ela faria questão de iniciar os cariocas nesses mistérios. E, na verdade, conseguiu isso, como os mais importantes compositores e músicos da época, como Caninha, Joao da Baiana, Donga, Pixinguinha, Sinhô e Heitor dos Prazeres, juntamente com nomes menos representativos como João da Mata, Mestre Germano, Minan, Didi da Gracinda e João Câncio eram regulares em sua casa. Os discípulos que continuaram seu trabalho foram seu filho Eduardo da Tia Ciata, suas netas Lili da Tia Ciata (que se tornou o porta-estandarte do rancho Macaco é Outro) e Tia Cincinha, seu neto Buci Moreira, Ministrinho da Cuíca, Dino e Santa , entre outros. Tia Ciata também dirigiu o rancho Rosa Branca, que jogou durante o Carnaval com suas Pastoras. Naquela rede estreita entrelaçando Baianos e Cariocas, Tia Ciata suas netas Lili da Tia Ciata (que se tornou o porta-estandarte do rancho Macaco é Outro) e Tia Cincinha, seu neto Buci Moreira, Ministrinho da Cuíca, Dino e Santa, entre outros. Tia Ciata também dirigiu o rancho Rosa Branca, que jogou durante o Carnaval com suas Pastoras. Naquela rede estreita entrelaçando Baianos e Cariocas, Tia Ciata suas netas Lili da Tia Ciata (que se tornou o porta-estandarte do rancho Macaco é Outro) e Tia Cincinha, seu neto Buci Moreira, Ministrinho da Cuíca, Dino e Santa, entre outros. Tia Ciata também dirigiu o rancho Rosa Branca, que jogou durante o Carnaval com suas Pastoras. Naquela rede estreita entrelaçando Baianos e Cariocas, Tia Ciata foi a mais importante Tia (tia) da Bahia, compartilhando com as suas mulheres da cidade Tia Dadá (moradora do bairro do Rio Saúde) e Tia Bebiana (que morava no Largo de São Domingos) as honras de manter verdadeiros centros culturais que introduziram os cariocas no cultura da Bahia.

Garoto de morro...

Resgate de Luciano Hortencio
Garoto nascido em barraco de zinco
No morro sem água de barro batido
Que veste farrapo de roupa esmolada
E come alimento de feira acabada.
Garoto que pega traseira de bonde
E corre e se esconde do homem fardado
Garoto que dorme sonhando pecado
Que lê na cartilha do homem marcado
Garoto que furta ao comando da fome
Que atende por Zé, ou Tião, qualquer nome
Garoto projeto de bamba no duro
Garoto manchete de crime futuro.
Bem outro seria teu lindo destino
Se o morro em que vives tivesse outro nome
Enquanto és criança garoto menino
Enquanto é possível mudar tua sorte.
Jair Rodrigues - GAROTO DE MORRO - Jacobina - Murilo Latini.
Álbum: O samba é mais samba com Jair Rodrigues.
Disco Philips P 632 758 L.
Arranjo: Maestro Portinho.
Fonograma gentilmente enviado pelo amigo Marcos Costa.
Ano de 1965.
Coisas que o tempo levou.
Marlene - GAROTO DE MORRO -  Jacobina - Murilo Latini -
 apresentada no Teatro Rival.
Ano de 1990.
Fonograma gentilmente enviado pelo amigo Zéllo Visconti.
Coisas que o tempo levou.

Aldir Blanc: “Estamos vivendo uma ditadura com luvas de pelica”

aldir_blanc
Por Pedro Alexandre Sanches
Entre a santa e a meretriz/ só muda a forma com que as duas se arreganha/ eu só me queixo se criar teia de aranha, prossegue Maria João na feminina O Coco do Coco, lançada originalmente em 1996 pela paraense Leila Pinheiro. E lá se vai para a fogueira mais uma obra artística atentatória da “moral e dos bons costumes”.
Não é só O Coco do Coco. Letrista visado pela censura da ditadura anterior, o carioca Aldir teria parte substancial de uma obra colossal destroçada pelos dentes arreganhados e o ouvido que tudo escuta do neofascismo popular brasileiro. Vale para as ásperas parcerias mais recentes com o também carioca Guinga, como O Coco do Coco, e para a série histórica de arranhões musicais dos anos 1970 e 1980 em dupla com o mineiro João Bosco.
É bem possível que o jovem do MBL visse macumba e feitiçaria em versos de Bosco & Blanc, como levou as minhas cuecas pro bruxo rezar/ coou meu café na calça pra me segurar (de Incompatibilidade de Gênios, 1976) ou costurou na boca do sapo o resto de angu/ a sobra do prato que o pato deixou/ depois deu de rir feito Exu Caveira/ marido infiel vai levar rasteira (de Boca de Sapo, de 1979), ambas interpretadas na origem pela mãe preta de todos nós, Clementina de Jesus.
“Estamos vivendo uma ditadura com luvas de pelica, fedendo a fezes”, afirma Aldir sobre o episódio da mostra Queermuseu, promovida e cancelada sob pressão pelo Santander Cultural em Porto Alegre (RS), terra da maior intérprete do imaginário de Blanc & Bosco, Elis Regina.
“Coco do Coco inspira-se na belíssima tradição picaresca de músicas nordestinas, baiões, cordel, que tratam o sexo de forma escrachada, e verdadeira”, ensina o mestre das palavras. “Algumas feministas politicamente corretas sentaram o pau, e o fizeram porque se arvoram em saber uma porção de merdas, mas não conhecem picas de cultura popular”, provoca, destemido em tocar pontos vulneráveis.
Hoje com 71 anos, Aldir vive entre a reclusão e altos papos via e-mail, ou entre o silêncio e o grito, como dizia a letra de O Chefão. Cantada em 1974 pela paulistana Marlene, a balada noir O Chefão foi retomada em 2014 pela mineira Maria Alcina, outra intérprete inaugural de Bosco & Blanc, com as antológicas Kid Cavaquinho e Beguine Dodói (1974).
Meses antes da reeleição de Dilma Rousseff, Alcina cantava a necessidade de manter as janelas sempre bem fechadas/ contra o perigo de um golpe/ contra o perigo de um golpe de ar. Pode ser mera simbologia, mas o autor de O Chefão ataca frontalmente temas e termos tornados tabus na oficialidade impopular brasileira de 2017. “Sociólogos, historiadores, professores e artistas (como o imenso Raduan Nassar) mais importantes do que eu já escreveram que estamos num estado de exceção”, afirma.
“Aqui ficaram todos os torturadores soltinhos da silva, conspirando. O golpe voltou, um golpe constitucional. Isso existe. A Constituição pode abrir frestas para vários tipos de golpes, e só babacas dizem ‘se está na Constituição, não é golpe’. Vão se fifar, burros – ou coniventes”, escreve, em pena ferina que transforma Michel Temer em “Temeroso” e “Temereca” e Janaína Paschoal em “Dra. Janaraca”.
“O que vi de palhaço que pegava jabá, corrupto até a alma, considerando julgamentos de pedaladas ‘técnicas e corretas’, sem levar em consideração que Tribunardis levava bola quando parlamentável, Anastasia é corrupto, Cunha já está com a mão na grade, sem falar da Dra. Janaraca. Pelo amor dos meus netinhos, sejam golpistas menos cínicos e safados.”
Jabaculê, jargão usado para designar o “mensalão” com que gravadoras suborna(va)m meios de comunicação para veicular este ou aquele artista, é vocabulário presente desde sempre no léxico de Aldir. Jabaculê/ vixe, espetacular/ assunto assim às vez é mió calar, cantou Maria Alcina em Foi-Se o Que Era Doce, também em 1974, entre referências culinárias a inhame, bobó, frango assado, cuscuz e maracujá.
A verve faminta de Blanc sempre privilegiou os diversos prazeres da carne, mesmo na voz solene de Elis. Os boias-frias quando tomam umas birita espantando a tristeza/ sonham com bife à cavalo, batata frita/ e a sobremesa é goiabada cascão com muito queijo, gravou Elis em O Rancho da Goiabada (1978), relicário assombroso de um Brasil que viria a resplandecer após três décadas, sob as caravanas de Luiz Inácio Lula da Silva.
São pais de santo, paus de arara, são passistas/ são flagelados, são pingentes, balconistas, desfilava o rancho, quando o comandante plantonista deste bordel dos Estados Unidos era Ernesto Geisel. “Dizem que ninguém é profeta em sua própria terra, mas João e eu fomos.
Veja o caso de De Frente pro Crime”, diz Aldir, citando o samba lançado pela baiana Simone em 1974, o mesmo ano-susto em que Elis apresentou Dois pra Lá, Dois pra Cá (e a ponta de um torturante/ Band-aid no calcanhar) e O Mestre-Sala dos Mares.

“Mais de 40 anos depois, De Frente pro Crime ainda retrata o Rio. Sabe o que parte da crítica dizia desses sambas? ‘João Bosco e Aldir Blanc, com suas habituais obsessões com uma violência inexistente’. Gostaria de soltar todos esses críticos no Jacarezinho para uma injeção de Brasil na bunda.”
Previsto para outubro, o próximo álbum de João Bosco trará uma nova parceria da dupla, retomada em 2009, após duas décadas de afastamento. Duro na Queda trata de uma Janaína que certamente não é a Paschoal: Eu não sei viver sem minha Janaína/ mulata de olhos claros, vale o mundo/ no morro, é meu barraco com piscina.
“Começa com um clima sombrio dos sambas de antes e se abre, como se a Esperança Equilibrista se recusasse a cair”, define Aldir, em referência cruzada ao hino de anistia O Bêbado e a Equilibrista (1979), ápice do trio Blanc-Elis-Bosco.
Tal qual as bijuterias banhadas a ouro dos anos 1970, Duro na Queda encerra muito do mistério poético do ex-médico psiquiatra Aldir Blanc. Nascido no Estácio de Ismael Silva e Luiz Melodia e criado na Vila Isabel de Noel Rosa e Martinho da Vila, ele transpira sensibilidade suburbana a cada verso.
“O que mais me revolta é que esse Brasil sempre esteve na cara de todos, só que aparece maquiado até hoje”, autodefine-se. “Temereca é o maior criminoso e entreguista do País. Sou contra a pena de morte, mas, quando vejo o que esse merda está fazendo, fico em dúvida se não seria melhor julgá-lo com rigor, direito amplo de defesa, mas com fuzilamento incluído na pena. Institucionalmente, Temeroso é muito pior que Marcola e Fernandinho Beira-Mar juntos.”
Duro na queda, Aldir também visita a ternura. Ela aparece quando fala das cantoras que o têm interpretado, inclusive Clara Nunes, Maysa, Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Nana Caymmi e Dorina (que em 2016 lançou CD devotado a ele).
“Essa relação com as cantoras é uma das grandes alegrias da minha vida profissional. Se as lindas homenagens quase simultâneas de Dorina, Maria João e Mariana Baltar (ainda inédita) não me matarem, nem preciso fazer novos exames. Por trás da pose, sou um tremendo chorão. Às vezes, um neto telefona de outro estado e minha mulher tem de tirar o telefone da minha mão e dizer: ‘Peraí um pouco! Deixa ele acabar de chorar!’ E é assim também com música.”

Há que se acrescentar, aí, a literatura: por meio de financiamento coletivo, Aldir acaba de bater a meta de 28 mil reais para completar a coleção Aldir 70, de crônicas reunidas em cinco volumes.
Por ora, Aldir prossegue incólume ao moralismo de fachada engarrafado na pátria de Donald Trump e encampado pela juventude MBL. Ainda que a sanha venha a colhê-lo, gritarão em silêncio os versos de Querelas do Brasil, eternizada por Elis em 1978 e resistente, até hoje, como um dos nossos mais cruéis autorretratos: O Brasil nunca foi ao Brazil/ (…) o Brazil não merece o Brasil/ o Brazil tá matando o Brasil.
Fonte: Carta Capital