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Secretária em test-drive, Regina Duarte já defendeu cortes na cultura e atacou indíos

No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do govern...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

PUTA PASSARELA DE LUTA!

Fotos: Sato do Brasil
Celebrando a (r)existência de putas, kengas, travestis e trans
À meia noite, após exibição do filme Bruna Surfistinha, filme usado pelo atual presidente do Brasil como bode expiatório para controlar e vigiar os direitos culturais e as liberdades, aconteceu o desfile-performance da Daspu numa transa inédita com a marca Ken-gá Bitchwear. Duas marcas que enchem a boca para expressar a palavra PUTA como arma de luta contra todas opressões e violências que vivem as mulheres, principalmente, por escaparem às normas sexuais e de gênero. Com peças icônicas dos seus acervos, Daspu e Ken-gá se uniram para mostrar quão poderoso é ser uma PUTA.Foi realizado no último sábado, 18 de janeiro de 2020, a PASSARELA-MANIFESTO DASPU para celebrar a (r)existência de putas, kengas, travestis e trans na luta pela garantia de direitos e liberdades. A passarela manifesto foi realizada dentro da programação do Festival Verão Sem Censura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura.
PUTA PASSARELA DE LUTA!
A alegria foi a mola-propulsora do desfile. A ousadia, o posicionamento, a força, o reconhecimento e o desbunde estiveram em cada passo e dança reveladas na passarela. A plateia urrou e dançou junto. PUTA (r)esistência.
Renata Carvalho abriu o desfile trazendo um fragmento cênico da peça “O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu”, da qual foi protagonista e que sofreu vários ataques e atos de censura desde a sua estreia em 2016. Erika Hilton, deputada estadual da bancada ativista e as atrizes Leona Jhovs e Veronica Valentino também ocuparam essa passarela de luta. A artista Fabiana Faleiros, conhecida como Lady Incentivo, fez uma performance para homenagear a madrinha das putas, Elke Maravilha, que participou de inúmeros desfiles da Daspu.
Daspu e Ken-gá
A Daspu foi criada em 2005 por Gabriela Leite, ativista e fundadora do movimento de prostitutas no Brasil. Criou a Daspu para dar visibilidade ao movimento e sustentabilidade às ações da organização Davida, fundada na década de 1990. Com a repercussão e o afeto gerado pela sua proposição, a marca acabou se tornando um dispositivo artístico-cultural que dialoga com as questões relacionadas ao corpo no embate com as normas sexuais e de gênero, movimentando essa puta passarela de lutas feministas e LGBTQI+. Quem está à frente da marca é Elaine Bortolanza, produtora cultural e ativista do movimento brasileiro de prostitutas.
facebook @daspudavida instagram @daspubrasil
A Ken-gá, marca lançada em 2016, faz parte da luta pelo empoderamento feminino, com muito bom humor, tendo o máximo respeito pela diversidade de corpos e pregando as liberdades dos desejos. Todes podem ser o que quiser. Criamos o termo bitchwear para dissociar a ideia negativa da mulher considerada vagabunda, puta, kenga ou bitch, apontada dessa forma por ser autêntica, ter coragem, não ser normativa , não ocupar o lugar que dão pra nós mulheres, a submissão ou o slut-shaming,Ken-gá vem pra mostrar o quão poderoso é ser uma BITCH.
Instagram @kengawear

Sem meta ou proposta, Regina Duarte assume a pasta da Cultura sob enxurrada de críticas

A atriz Regina Duarte começa nesta quarta-feira (22) o teste no cargo de secretária de Cultura do governo de Jair Bolsonaro. “Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um ‘noivado’ que possivelmente trará frutos ao país”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.
Regina Duarte assume o cargo no lugar Roberto Alvim, que comandava a área havia apenas dois meses. Ele saiu após gravar e divulgar um vídeo seu com conteúdo nazista.
A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), diz que a oposição, artistas e a sociedade sempre contestaram a extinção do Ministério da Cultura pelo seu caráter transformador e que não poderia ser “apêndice de outra pasta”.
“Quanto a Regina Duarte, não disse a que veio, sem meta ou proposta. Só a profunda identidade com Bolsonaro”, avaliou a deputada.
Segundo ela, o vínculo com Bolsonaro preocupa, mas a oposição seguirá vigilante, propondo políticas de cultura que tenham como base as liberdades de expressão, informação e pensamento.
“Estado não produz ou cria, mas precisa dar instrumentos para potencializar a riqueza cultural brasileira”, lembrou.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) ironizou as declarações da atriz sobre a necessidade de não existir ideologia na área.
“Principalmente a ideologia do ódio, nazista, responsável pela morte de milhões de pessoas, pregada por seu antecessor na pasta por e muitos apoiadores do governo Bolsonaro. Regina Duarte entrou num pântano em que será difícil não afundar”, afirmou o deputado.
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) também ironizou a nova secretária pelo fato da atriz ter homenageado São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, com uma foto de Santo Expedito. “E essa será a ministra da Cultura?”, questionou.
“Regina Duarte acaba de afirmar que inicia amanhã período de testes na Secretaria de Cultura. Ela disse, ainda, que está ‘noiva’ do governo Bolsonaro. Sai a estética nazista, entra a grotesca?”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF).
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o fato da atriz ter aceitado o convite de Bolsonaro revela muito sobre ela. “As máscaras caem. Quem tinha ‘medo’ no passado o perdeu para contribuir com um projeto que não se constrange de sua faceta corrupta e fascista”, diz o parlamentar.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Secretária em test-drive, Regina Duarte já defendeu cortes na cultura e atacou indíos

No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do governo na área de Cultura, afirmando que seria o momento de “controlar os gastos” – a asfixia orçamentária é uma das principais críticas encampadas pelo meio artístico à gestão do capitão reformado
A atriz Regina Duarte deverá assumir o posto de secretária Especial de Cultura no lugar do dramaturgo Roberto Alvim, que foi demitido na semana passada após protagonizar um vídeo com conteúdo nazista. A informação sobre o aceite, o qual ela caracterizou como um “teste”, do convite por parte da atriz foi divulgada nesta segunda-feira (20), após uma reunião entre ela e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um ‘noivado’ que possivelmente trará frutos ao país”, disse o chefe do Executivo por meio de sua conta no Twitter.
A atriz ficou de dar a reposta definitiva, no entanto, na quarta-feira (22), quando viajará a Brasília.
A nomeação da atriz para a pasta é controversa mesmo dentro do meio artístico por conta do perfil de Regina, que é associada à defesa de pautas conversadoras na política e medidas neoliberais na economia. Ao longo de 2019, ela fez diferentes postagens nas redes sociais em que defendeu o presidente Bolsonaro e ministros como Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e Paulo Guedes, da Economia.
No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do governo na área de Cultura, afirmando que seria o momento de “controlar os gastos” – a asfixia orçamentária é uma das principais críticas encampadas pelo meio artístico à gestão do capitão reformado.
Além disso, em 2017, quando o então presidente Michel Temer (MDB) sinalizou que acabaria com o Ministério da Cultura, Regina Duarte defendeu a extinção da pasta, que havia sido criada em 1985.
“Se o país está ’em coma’, não entendo a insistência no autoengano de achar que a Cultura pode se safar, sadia, do desconserto geral que nos abateu. Na teoria (linda!) a prática é outra (dolorida). Sou a favor da ideia de manter a Cultura internada no ‘Hospital’ da Educação. Depois da possibilidade de ‘alta’, vamos ver o que pode ser melhor para ela e para todos nós, brasileiros”, disse, na época.
Agora, segundo jornais da mídia empresarial, Bolsonaro estaria reavaliando a recriação do ministério para que a atriz pudesse ficar à frente da pasta. Em tom de deboche, o ator José de Abreu criticou a indicação dela para o cargo de secretária.
“Breking Faking News: Regina Duarte exige a recriação do Ministério da Cultura para participar do governo. ‘Sempre fui a protagonista, não será agora que vou ser a secretária. Quase não tem fala!’”, ironizou, pelo Twitter. 
A documentarista Debora Diniz se somou às reações críticas, afirmando que “personagem e criatura se confundem na adoração que ela devota ao presidente Bolsonaro”. “Ela é a matéria que incorpora a libido do poder patriarcal. Uma mulher em submissão encantada”, disse, também pela rede social.
Histórico político
A indicação para a secretaria e a defesa da extinção do ministério não são as únicas controvérsias que circundam o nome da atriz, que já protagonizou outras polêmicas relacionadas ao mundo político.
Nas eleições presidenciais de 2002, por exemplo, a frase “eu estou com medo”, proferida por Regina Duarte em campanha nacional a favor de José Serra (PSDB), marcou a disputa. Na ocasião, ela se referia à possível eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao se engajar no pleito, a atriz acabou se tornando um dos símbolos da polarização política entre PT e PSDB e passou a ser associada a manifestações de caráter conservador e antipetista.
Contra indígenas
Regina Duarte também tem histórico de críticas às demandas pautadas pelo movimento indígena no que se refere às demarcações de terra – bandeira principal das comunidades tradicionais e alvo frequente do ruralismo.
Em 2009, por exemplo, ao participar da 45ª Exposição Agropecuária e Comercial (Expoagro), em Dourados (MS), a atriz se mostrou solidária aos produtores rurais do estado que lutavam contra demarcações indígenas e quilombolas.
“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presente nos momentos mais importantes da política brasileira”, disse, na ocasião, acrescentando que “o direito à propriedade é inalienável”. “Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, destacou ainda, ao se referir a despachos da Fundação Nacional do Índio (Funai) que previam a criação de reservas de comunidades tradicionais na região.
Casada com o pecuarista Eduardo Lippincott desde 2002, a atriz mantém junto com o marido um criatório de gado de elite apontado como um dos melhores do país. Lippincott atua no ramo há mais de 40 anos e os dois frequentam os espaços de poder e prestígio do agronegócio.
Apesar de a Secretaria Especial de Cultura não ter ligação com demandas de reconhecimento e demarcação de terras indígenas, entidades que acompanham o tema se mostram críticas à nomeação da atriz para o cargo.
“A gente lamenta isso e acha que esse tipo de postura [dela] em nada vai contribuir pra cultura no Brasil e tampouco pra questão indígena, porque ela vai respaldar um governo que é contra as demarcações e os direitos indígenas. A nomeação dela vai significar simplesmente um reforço nessa postura extremamente preconceituosa e de ódio que está existindo no Brasil”, avalia o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Eduardo Cerqueira de Oliveira.
O governo Bolsonaro ainda não confirmou em que data a atriz tomará posse. Com a saída de Alvim, o secretário-adjunto da pasta, José Paulo Martins, assumiu o cargo interinamente.
Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato –

“Operação paraíba”: ataque de Bolsonaro ao Nordeste começou na Cultura


Bolsonaro deflagrou, já no início de seu governo, uma espécie de “operação paraíba” na Cultura. O desmonte das políticas públicas culturais implantadas nos governos Lula e Dilma prejudicou especialmente o Nordeste
Há seis meses, em 19 de julho passado, Jair Bolsonaro foi flagrado em um desses momentos de ofensa gratuita ao conjunto da população do Nordeste. Sem saber que estava sendo gravado pela TV Brasil, o presidente desqualificou os governantes da região, em especial Flávio Dino (PCdoB-MA), com uma expressão pejorativa: “Daqueles governador (sic) de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada pra esse cara”.
Difícil deduzir se, depois daquele 19 de julho, ministros e gestores seguiram a diretiva bolsonarista e passaram a boicotar Dino, o Maranhão ou o próprio Nordeste. Mas não é exagero dizer que Bolsonaro deflagrou, já no início de seu governo, uma espécie de “operação paraíba” na Cultura. O desmonte das políticas públicas culturais implantadas nos governos Lula e Dilma prejudicou especialmente o Nordeste.
É uma inversão das diretrizes que prevaleceram no Ministério da Cultura (MinC) sob os governos Lula e Dilma. Em 2003, com a posse de Lula na Presidência e de Gilberto Gil no MinC, a descentralização de ações e recursos virou prioridade na Cultura. Órgãos e políticas culturais do governo federal se concentravam até então, em Brasília e no eixo Rio-São Paulo. O ministério dispunha de apenas duas representações regionais – no Rio de Janeiro e em Brasília.
Um dos poucos órgãos presentes em mais regiões era o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que foi criado nos anos 30 e inaugurou suas primeiras unidades regionais no final da década de 1970. Mas, para o Nordeste em especial, a falta de uma representação – ou mesmo de um escritório regional – do MinC submetia a segunda região mais populosa do País ao ostracismo. O Ministério da Cultura ainda estava longe de representar, de fato, os interesses nacionais e populares.
O ciclo progressista (2003-2016) virou essa página. As duas representações originais do MinC (Rio e Brasília) ampliaram sua abrangência territorial, dando origem às regionais do Rio de Janeiro/Espírito Santo e do Centro-Oeste. Lula e Dilma também criaram as representações regionais de São Paulo, Minas Gerais, Bahia/Sergipe, Nordeste, Sul e Norte, além dos escritórios de Cuiabá (MT), São Luís (MA), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC).
A descentralização foi indispensável para o rumo democratizante aberto pela Cultura. Artistas, produtores, coletivos e entidades de todas as regiões passaram a disputar – e vencer – editais e seleções de financiamento. A explosão do audiovisual nordestino, com destaque para os cinemas baiano e pernambucano, está igualmente ligada a essa nova configuração do Ministério da Cultura.
Esse alcance mais nacional ajudou um programa do MinC a se tornar o mais bem-sucedido projeto de democratização cultural no País. Trata-se dos Pontos de Cultura, idealizado por Celio Turino, que foi secretário da Cidadania Cultural (2014-2010). No auge, o Brasil chegou a ter 3.500 pontos em 1.100 municípios. Conforme lembrou Turino, em entrevista ao Vermelho, foram beneficiadas regiões tradicionalmente excluídas, como “favelas, aldeias indígenas, assentamentos rurais, periferias de grandes cidades a pequenos municípios”.
Retrocessos
Mas o MinC – que já havia sofrido com o golpe de 2016 – foi a pique no governo de extrema direita. Sob inspiração ultraliberal e reacionária, Bolsonaro transformou a Cultura num laboratório de experimentações obscurantistas. Para começar, rebaixou o status da pasta – de ministério para secretaria especial. Um segundo rebaixamento ocorreu na escolha dos ministérios a que a Cultura ficou subordinada – primeiro, à Cidadania e, desde novembro, ao Turismo.
Se a estrutura central da Cultura foi alvejada e esvaziada, os órgãos ligados à secretaria ficaram ainda mais à míngua, em termos de recursos financeiros, materiais e humanos. Pior: passaram a se ocupar não apenas da área para a qual foram criados – mas de qualquer tema relacionado ao ministério ocasionalmente responsável pela Cultura. Gestores com larga experiência em políticas culturais ou em administração pública deram lugar a nomes alinhados ideologicamente com o bolsonarismo.
Os retrocessos não tardaram. Com a recentralização de poderes e verbas, o Nordeste foi a região mais atingida. A relação com os Pontos de Cultura passou a ser marcada pela desconfiança – e o que era um dueto virou duelo. “Houve uma crescente criminalização de pontos de cultura e de artistas, com base em pretextos como dívidas e remanejamento. Como o aval do governo à ditadura dos órgãos de controle, várias entidades foram prejudicadas”, diz a produtora e gestora cultural Tarciana Portella, chefe da Representação Regional Nordeste da Cultura (2003-2010).
Na opinião de Tarciana, antes de olhar para fora e exigir “rigor técnico-jurídico” de artistas, produtores e coletivos, a secretaria especial deveria olhar para dentro, para si, e reverter a precariedade de sua composição atual. “A Cultura passou a ser regida por uma política de doutrinação ideológica brava – o olavismo, o fundamentalismo religioso, a terra plana. O Brasil até tem pessoas ilustradas de direita, mas Bolsonaro nomeou gestores sem perfil técnico e histórico, sem nível de formulação nenhum.”
A produtora cita os casos de dois órgãos. Na Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, um militante ultradireitista e racista, foi indicado à presidência, mas teve a nomeação barrada. No Iphan, para agradar a um empresário, Bolsonaro demitiu a historiadora e servidora Kátia Bogéa – que tinha mais de 35 anos de experiência em patrimônio histórico e presidia o instituto desde 2016. Além disso, os novos superintendentes carecem dos mais básicos conhecimentos na área.
Para Tarciana, a lógica da gestão Bolsonaro – “um governo perverso, sem apreço pela cultura” – é “o desmantelo total” dos projetos que foram gestados pelo MinC na era Lula/Dilma. “Estamos bastante órfãos com essa lógica de terra arrasada, que constrói políticas públicas não para o público – mas para seus seguidores e desavisados. Ficamos à mercê de uma situação extremamente difícil”, diz a produtora, que, no entanto, prevê a reação. “Cabe a nós estar na luta. A cultura sempre foi um setor de resistência e protesto. Não será diferente agora.”

sábado, 18 de janeiro de 2020

Bolsonaro indica o desejo de ficar mais de oito anos no poder

(Foto: Alan Santos/PR)
(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que seu governo é um casamento de quatro ou oito anos, ou até mais futuramente, durante um discurso transmitido ao vivo em uma de suas redes sociais.
Em outras ocasiões, o presidente já indicou que será candidato à reeleição em 2022. A legislação brasileira permite que o presidente permaneça no cargo por apenas dois mandatos seguidos. Depois disso, poderá tentar novamente uma eleição após um intervalo.
“A economia vem reagindo, os números estão aí; logicamente vem com uma parcela de sacrifício, não é uma lua de mel, é um casamento, de quatro ou oito anos, ou, quem sabe, por mais tempo, lá na frente”, disse Bolsonaro.

Exposição em São Paulo discute consumo e sustentabilidade

Resultado de imagem para imagem Exposição em São Paulo discute consumo e sustentabilidade
No dia do aniversário da cidade, 25 de janeiro, Wilton Garcia inaugura no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal mostra que reutiliza materiais descartáveis para experimentações poéticas visuais.
A arte é o principal instrumento humano de reflexão sobre a realidade desde quando vivíamos nas cavernas. Atualmente, pensar as ações cotidianas e seu impacto sobre o planeta é uma das tarefas dos artistas. Wilton Garcia sabe disso: “experimentar é arriscar, por isso a arte contemporânea torna-se uma enorme aventura de subjetividades, ao prevalecer a produção de efeito. Entre estética, técnica e ética, os trabalhos desta exposição vasculham o resto, a sobra, para debater nossa (re)dimensão representacional de sujeito contemporâneo. Gosto de propor desafios. Provocar reflexão faz parte da minha proposta”.
Nesse aniversário de São Paulo, sábado 25 de janeiro, às 11 horas, na CAIXA Cultural São Paulo, próximo ao Metrô Sé, a cidade vai ganhar de presente uma exposição com entrada gratuita ao público que aborda arte, meio ambiente e consumo.  A Exposição instalação XXX_, de Garcia, apresenta trabalhos que utilizam técnicas mistas (colagem, desenho, escultura, fotografia, pintura), ao (re)utilizar materiais descartáveis para criar experimentações poéticas. Essas experimentações apostam no exercício criativo de reapropriação e reuso de diversos materiais precários, sensíveis, que exploram o debate sobre sustentabilidade. De fato, são trabalhos estéticos que evidenciam o objeto, sua representação (desenho, fotografia) e colocam em discussão o limiar do consumo.
Para os interessados em conhecer mais sobre arte contemporânea alinhada ao meio ambiente e ao consumo, o artista e o curador Luciano Maluly (professor de jornalismo na ECA-USP) oferecerão uma visita guiada também no dia 25 de janeiro, às 13 horas; e um workshop criativo no dia 22 de março, às 13 horas.
Garcia fez mestrado e doutorado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e, atualmente, é professor e pesquisador na FATEC Itaquaquecetuba e na Universidade de Sorocaba (Uniso). Desde 2000, participa de exposições coletivas e individuais, em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Como artista e pesquisador, trabalha com imagem, fotografia e objeto que compreendem estudos contemporâneos. Alguns de seus projetos podem também ser vistos em www.devoradigital.wordpress.com
Com produção de Rosa Maria Esteves Migotto, a mostra reúne dez conjuntos produzidos pelo reaproveitamento desses materiais. A instalação XXX_, do artista visual Wilton Garcia, estará em exposição até o 22 de março de 2020, das 13 às 19 horas e conta com o apoio da CAIXA Cultural São Paulo e da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (FUNDAC).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

PRESIDENTE DO CPC/RN ENTREGA DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO A PROFISSIONAIS DA SEEC/RN

Entrega dos Diplomas de Honra ao Mérito do CPC/RN entregue aos dirigentes da SEEC/RN. Da esquerda p/ direita: Francisco Canindé de França (Subsecretário do Esporte e do Lazer), Eduardo Vasconcelos (presidente do CPC/RN). SEEC/RN: Getúlio Marques Ferreira; professora, Chefe de Gabinete da SEEC/RN, Maria do Socorro da Silva Batista e João Pessoa. Coordenador de Desporto Escolar-SEEC/RN
Eduardo Vasconcelos-CPC/RN e professor, GETÚLIO FERREIRA - SEEC/RN
Eduardo Vasconcelos-CPC/RN entregando o Diploma a professora e chefe de gabinete da SEEC/RN, professora, Maria do Socorro da Silva Batista
Eduardo Vasconcelos-CPC/RN e Canindé de França, Subsecretário do Esporte e Lazer

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS esteve durante todo o dia de ontem em Natal fazendo a entrega dos Diplomas de Honra ao Mérito aos dirigentes da SEEC/RN, Getúlio Ferreira (Secretário), professora, Socorro Batista (Chefe de Gabinete) e Canindé de França (Sub Secretário de Esporte e Lazer), pelos relevantes serviços prestados a CULTURA e EDUCAÇÃO no nosso Estado Potiguar.

Todos/as os/as homenageados/as agradeceram as homenagens.

"Para Eduardo Vasconcelos este momento é de reconhecimentos aqueles profissionais, que vestem a camisa na defesa da cultura, do lazer, do desportos e é claro da educação potiguar! E estes profissionais, juntamente com tantos outros "vestem, a camisa", lutam por uma educação democrática, informativa, consciente, revolucionária, juntamente com a cultura, o lazer e o esporte. Ingredientes importantes na FORMAÇÃO DE CIDADÃS COM CONSCIÊNCIA CRITICA E LIBERTADORA!  Finalizando, Eduardo Vasconcelos acrescenta, que eles contribuem e ainda vão contribuir muito mais por um Estado de Direito Democrático e que os potiguares já dão sinais de reconhecimento deste valoroso trabalhos. Por fim, Eduardo lembra que o professor, Getúlio é respeitado nacionalmente, principalmente quando esteve este no MEC, dando sua contribuição para o Brasil.  Os demais, Socorro Batista e Canindé de França são de uma capacidade ímpar na defesa da educação e da cultura, com vários anos de dedicação.  Todos são sim, merecedores desta honraria. Concluiu, Eduardo."

As homenagens:

"A ideia do CPC/RN de Criar a Noite das Homenagens, surgiu em 2017, quando a executiva resolveu aprovar uma a ideia de HOMENAGEAR aqueles que dedicaram, dedicam e continuam dedicando uma boa parte de suas vidas a educação e a cultura, principais caminho para a liberdade intelectual, da liberdade de expressão, do despertar da consciência em defesa dos direitos básicos e preservação dos suas riquezas culturais. Lembrando que a CULTURA  e a EDUCAÇÃO são caminhos essenciais para quem pretende conservar suas raízes, origens, histórias e ideais. Revolução e conhecimentos se fazem com LIVROS, preservando suas raízes e suas histórias! Não haverá futuro sem passado e presente! Eduardo Vasconcelos."

Luiz Vieira, compositor e radialista, morre aos 91 anos

Hoje, dia 16, vai-se Luiz Vieira, aos 91 anos. O compositor e radialista estava com a saúde debilitada, internado na Casa de Saúde José, na Zona Sul do Rio, após passar mal na noite de ontem. E a música chora sua perda, autor que é de mais de 500 composições ao longo da carreira.
Luiz Vieira, compositor, radialista e cantor, morreu nesta quinta (16/01/2020), aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Pernambucano radicado no RJ, o artista estava internado na Casa de Saúde José, no Rio, teve uma parada cardíaca e não resistiu.

Nascido em Caruaru (PE), Vieira mudou-se para o Rio ainda na infância. Autor de mais de 500 músicas, o compositor já teve obras gravadas por nomes como Caetano Veloso, Nara Leão, Taiguara, Hebe Camargo, Elba Ramalho, Sérgio Reis, Rita Lee e Maria Bethânia, entre outros nomes.

Prêmio Culturas Populares ajuda a divulgar artistas da zona da mata em Pernambuco

Associação de Mulheres de Nazaré da Mata foi a vencedora de 2019. Grupo preserva o Maracatu e trabalha pela emancipação feminina
Fortalecer e empoderar as mulheres para que tenham voz também por meio da tradição cultural. Assim a Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam), em Pernambuco, tem construído a sua trajetória. O trabalho nasceu da necessidade que as moradoras sentiam de participar das decisões políticas e comunitárias, mas igualmente preservar e divulgar o Maracatu, marca da cultura pernambucana. Em 2019, elas receberam o Prêmio Culturas Populares, edição Teixeirinha, pelo Maracatu de Baque Solto Coração Nazareno.
O grupo é o único no mundo composto apenas por mulheres. “Eu quero parabenizar a Associação de Mulheres de Nazaré da Mata. Elas realmente trazem motivação, incentivo, esperança. Elas ficam como um exemplo para incentivar as mulheres a continuar a demonstrar como elas podem fazer diferença não só na região da mata de Pernambuco, mas em todo o Brasil”, destacou a secretária da Diversidade Cultural da Secretaria Especial da Cultura, Jane Silva.
Lucicleide Silva, presidente da Amunam, conta que o prêmio, no valor de R$ 20 mil, será utilizado para financiar o programa de entrevistas Engenho dos Maracatus, feito na rádio comunitária local, a Alternativa. “Com certeza é um incentivo maravilhoso, tanto para gente que recebeu, quanto para os outros artistas da cultura popular que não têm muito incentivo, que não têm oportunidade de ir a uma rádio e que serão entrevistados em nosso programa. Essa é uma forma de fazer com que eles sejam reconhecidos e também de mostrar o seu talento através da rádio alternativa”, comenta.

Além do Maracatu

Concebida inicialmente como uma associação para valorização das mulheres e contra a violência doméstica, o trabalho da Amunam foi ganhando outros contornos. “Ao longo dos anos, nós fomos ganhando outras dimensões, com o surgimento do Maracatu. Criamos o Coração Nazareno, maracatu formado só de mulheres, que é uma forma de empoderar as mulheres, mostrando a elas que podem ser protagonistas de suas próprias histórias”, conta.
São elas que fazem toda a encenação do maracatu, rompendo com a tradição local em que ocupavam apenas posições secundárias, confeccionando os adereços, as fantasias, cozinhando. O carnaval é o período em que a agenda do grupo fica mais cheia, com participações nos festejos do Recife, de Garanhuns e outras cidades do estado.
Além das apresentações, o grupo ainda promove oficinas de estandarte, de confecção de indumentárias e adereços, de corte e costura, de artesanato, entre outras. Segundo Lucicleide, as oficinas e apresentações do grupo auxiliam na emancipação das mulheres. “Todos estes trabalhos também ajudam as mulheres da região a terem renda, valorizando-as”, conta.

Prêmio Culturas Populares

Lançado em 2007, o Prêmio Culturas Populares já teve sete edições, com 2.295 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos premiados, com um total de R$ 33,75 milhões. A premiação ficou suspensa entre 2013 e 2016, tendo sido retomada em 2017. No ano passado, foram agraciados 150 mestres e mestras das cinco regiões do país, e 100 grupos e associações, pessoas jurídicas, sendo duas delas da cota de acessibilidade. Cada premiado recebeu o valor de R$ 20 mil, totalizando R$ 5 milhões em prêmios para iniciativas que contribuem para fortalecer e dar visibilidade a atividades da cultura popular e tradicional de todo o Brasil.
A cada edição, o prêmio é dedicado a um ícone da cultura popular nacional. Em 2019, homenageou o cantor gaúcho Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Destinos brasileiros estão entre os mais buscados para 2020, aponta levantamento

Um levantamento realizado pelo Google apontou que oito destinos nacionais estão entre os mais desejados no Brasil e no mundo para viagens em 2020. Segundo o site de buscas, São Paulo (SP) é a segunda cidade, em um grupo de dez, mais desejada pelos turistas de todo o mundo, perdendo apenas para Da Nang, no Vietnã. Entre os internautas brasileiros, a capital paulista é o terceiro destino mais buscado ficando atrás de Londres, na Inglaterra, e do Rio de Janeiro (RJ), respectivamente.

Além das duas capitais, outras cidades como Brasília (DF), Florianópolis (SC), Santos (SP), Natal (RN) e Belo Horizonte (MG) também aparecem na lista. Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a maior procura pelos destinos brasileiros conversa com o trabalho que a Pasta vem realizando no sentindo de estruturar e divulgar esses lugares. “Temos trabalhado constantemente para levar aos turistas domésticos e internacionais o melhor do Brasil, para que eles saiam daqui com uma boa experiência e que indiquem para seus familiares e amigos. Não foi à toa que 9 em cada 10 estrangeiros aprovam a viagem ao nosso país”, finalizou.

O turismo cultural é uma das marcas de São Paulo. O município possui diversas expressões artísticas que vão desde exposições, espetáculos de dança até circuitos culturais. Mas, quem pensa que a capital é só cultura está muito enganado. Milhares de pizzarias, churrascarias, bares, padarias e restaurantes com a culinária de mais de 50 países, elegem a cidade como um dos principais destinos gastronômicos. O turismo de negócios, também, é uma das marcas da economia local, tanto que a cidade foi o principal destino dos estrangeiros que vieram para o Brasil para eventos e convenções em 2018, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.

No Brasil, a capital da fluminense é o principal interesse dos turistas domésticos. A intensa vida cultural e o centro histórico exuberante se unem à paisagem natural com muitos atrativos urbanos. São ícones do roteiro turístico carioca: a Floresta da Tijuca (considerada a maior mata urbana do mundo), as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon, além do mundialmente famoso Pão de Açúcar com o vai-e-vem do seu Bondinho e o Corcovado com a estátua gigante do Cristo Redentor.

O LEVANTAMENTO – Realizado pelo site de pesquisas Google, o levantamento trouxe os 10 destinos mais buscados pelos internautas com base nos buscadores de hotéis, entre janeiro e dezembro de 2019 com reservas para 2020.
Edição: Rafael Brais

A premonição de Chico Buarque, 14 anos antes de Bolsonaro

Chico Buarque é um daqueles artistas excepcionais, cuja vocação e talento parecem funcionar como que antenas permanentemente voltadas para as alegrias e dores da alma de sua gente e as contradições do seu tempo.

“Ninguém vai me surpreender / Na noite da solidão”
Cordão, de Chico Buarque

O “Chico das Artes, o gênio” – na definição da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira – estava na Europa na segunda metade do ano de 2004, gravando com o diretor Roberto de Oliveira uma série de especiais sobre sua obra, trabalho que depois foi lançado em DVDs.

Fazia pouco mais de um ano e meio que Lula havia assumido o primeiro mandato e as forças progressistas deparavam-se com os desafios de governar um país gigante e desigual como o Brasil, mas apesar das dificuldades o otimismo era a regra. Nas eleições o povo havia derrotado as mentiras e as manipulações (como derrotaria depois em mais três oportunidades).

Porém, Chico Buarque é um daqueles artistas excepcionais, cuja vocação e talento parecem funcionar como que antenas permanentemente voltadas para as alegrias e dores da alma de sua gente e as contradições do seu tempo. Foi assim que, em pleno início do ciclo progressista no Brasil, quase 15 anos antes de a extrema-direita ascender ao poder, Chico disse o seguinte (veja vídeo abaixo):  “hoje em dia a gente já percebe, neste mesmo pensamento de classe média (que apoiou o golpe de 1964) uma certa vontade de ordem, em nome da segurança, em nome disso e daquilo, às vezes vemos, nas cartas dos leitores em jornais, gente explicitando o desejo da volta de um governo forte no sentido da repressão, por causa da violência, que realmente é um problema muito sério, mas não é por aí. Esse pensamento não acabou. A ditadura caiu, ela se desmoralizou mas eu não imagino como uma coisa tão absurda – não um golpe militar – mas um líder populista com discurso autoritário, com discurso em nome da segurança e tal, contar com apoio popular muito grande e, democraticamente eleito, exercer o poder de forma arbitrária. A gente não imagina (que) a ditadura (será) como ela foi, é outra coisa, mas os efeitos nocivos dela, a violência, a truculência, a arbitrariedade e tal, elas estão no ar”. Provavelmente, nesta época, mais de um “sabe-tudo” da política (vamos confessar, também na esquerda temos vários deste tipo) torceu o nariz para tais preocupações de Chico Buarque.
O viajante no tempo

Tarso Genro foi feliz ao se referir a Chico Buarque como “o melhor da nossa geração”, durante um ato dos artistas e intelectuais com Dilma Rousseff no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro em 2010, quando Chico pronunciou uma frase que ficou famosa sobre o governo Lula: “Temos um governo que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai”.

Em 2004 Chico sentiu, “no ar” o cheiro da violência, da truculência, da arbitrariedade. No caso, ele foi um visionário. Já na música “Valsa Brasileira” o poeta, em sentido inverso, também lutava contra o tempo, “não como anda um corpo, mas um sentimento”, forcejando contra o destino ele “surpreendia o sol, antes do sol raiar, saltava as noites, sem me refazer”, tudo para antecipar o encontro com a mulher amada “e pela porta de trás, da casa vazia, eu ingressaria e te veria confusa por me ver, chegando assim, mil dias antes de te conhecer”. Este poder buarqueano de “viajar no tempo”, oriundo de um talento superior, mostra que a arte é uma arma realmente poderosa, nos enchendo de estímulo e esperança na luta contra o obscurantismo, afinal, como diz outra canção do Chico: “Um dia ele vai embora maninha, pra nunca mais voltar”.
Wevergton Brito Lima, jornalista, vice-presidente do Cebrapaz.

Portal BRASIL CULTURA

Democracia em Vertigem, sobre golpe contra Dilma, é indicado ao Oscar

Filme brasileiro, dirigido por Petra Costa, é um dos cinco finalistas na categoria de melhor documentário de longa-metragem.

O filme brasileiro Democracia em Vertigem, de Petra Costa, vai concorrer ao Oscar 2020. O longa – que denuncia o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) – foi anunciado na manhã desta segunda-feira (13/1) como um dos cinco finalistas na categoria de melhor documentário de longa-metragem.

“Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias”, afirmou Petra, nas redes sociais, ao comentar a indicação ao Oscar. “Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar.”

Democracia estreou há um ano, no Festival de Sundance, figurou na lista de melhores filmes do jornal norte-americano The New York Times e foi distribuído pela Netflix – o que ajudou a produção a ter mais visibilidade no mercado internacional. O filme já havia concorrido ao Critics’ Choice Documentary Awards, uma espécie de prévia para o Oscar de documentário.

Democracia em Vertigem se propõe a contar – através dos bastidores dos palácios e das grandes manifestações que sacudiram o Brasil nos últimos anos – a história que aconteceu, e não a que gostaríamos que tivesse sido”, sintetizou a jornalista Mariana Serafini, em artigo sobre o filme publicado no Vermelho. “A única forma de a narrativa ser outra é aprender com os erros cometidos até aqui, superar a vertigem e construir um projeto sólido para avançar à esquerda – mas tudo isso… antes que a democracia acabe.”
É a primeira vez que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood indica à premiação um documentário produzido no Brasil. Seus concorrentes serão Indústria Americana (de Steven Bognar, Julia Reichert e Jeff Reichert), The Cave (de Feras Fayyad, Kristine Barfod e Sigrid Dyejaer), For Sama (de Waad Al-kateab e Edward Watts) e Honeyland (de Ljubo Stefanov, Tamara Kotevska e Atanas Georgiev).

A cerimônia será realizada em 9 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles (EUA).

Confira abaixo os indicados nas principais categorias do Oscar 2020:

Melhor filme

* Ford vs Ferrari

Fonte: Portal Brasil Cultura