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Atrofia cultural

O cartunista  Miguel Paiva  afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a ini...

domingo, 15 de setembro de 2019

Atrofia cultural


O cartunista Miguel Paiva afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a iniciativa privada como querem os neoliberais. Somos um país pobre, muito pobre, violento e abandonado, sem autoestima, sem orgulho, sem possibilidades reais de crescimento nessas condições”
Charge: Miguel Paiva
Cartonista relata a “atrofia cultural” que o Brasil vive neste momento.
A censura desavergonhada e explícita que vem acontecendo nas manifestações culturais no Brasil, incluindo as recentes retiradas de apoio da Caixa Cultural a dois espetáculos teatrais e mais a tentativa de recolhimento de livros na Bienal acendem de cara o sinal vermelho da democracia. O último corte anunciado de 43% nos recursos do Fundo Setorial para o Cinema funcionou como a facada no chuveiro do Psicose de Hitchcock. A trilha sonora sensacional do Bernard Hermann poderia ser usada para todo o governo Bolsonaro. Aquelas cordas sincopadas ilustrando o suspense e o terror caem como uma luva no nosso dia a dia. A cultura vai sendo colocada para escanteio porque , de fato, não interessa ao governo. Nunca esperei nada diferente dessa turma. E se esperasse seria uma coisa absurda o que se produziria. A arte ligada a um governo autoritário é sempre desprezível e de péssima qualidade. Ainda bem que até agora pouca coisa se fez enaltecendo esse governo. Já vivemos no passado, à época da ditadura militar que o governo reafirma todos os dias que não existiu, uma situação parecida. Havia censura prévia explícita, proibição aberta de filmes, música, teatro e livros.
Assim mesmo, fomos capazes de produzir e muito. É impossível parar pela força a criação, a inquietação, a manifestação artística. Fica mais difícil criar mas não impossível. O complicado agora é encarar, disfarçado de democracia, o clima de penúria cultural depois de anos de efervescência, produção e reconhecimento, não só aqui mas em todo mundo, da nossa arte. Eles não querem. Querem um país debaixo de um controle rígido que só produza riqueza para quem já é rico. As tentativas desatinadas da nova CPMF, a reforma da previdência que não visa os grandes devedores, a anunciada reforma tributária e outros projetos existem para poder saldar a dívida assumida para a eleição do presidente. Nenhum projeto deste governo, cultural ou social, visa o bem estar do povo, a melhoria da informação ou o desenvolvimento humano. Esse é o projeto da direita internacional e a cultura bate de frente nisso. O que está se produzindo a favor do Donald Trump ou do Projeto Brexit, por exemplo? O que se produziu de bom na Europa de direita? Nada. A cultura não fecha com essas ideias, muito menos a História ou a Ciência. O mundo anda pra frente levando no bojo a cultura. Quando começa-se a andar pra trás é sinal de que a ela foi colocada de lado. Depois, lá na frente, quando a História mudar os rumos desta prosa vamos encontrar novamente o que foi produzido mesmo sem condições, mesmo escondido e sob censura nesse período de trevas.
Um país como o Brasil não pode ser entregue a iniciativa privada como querem os neoliberais. Somos um país pobre, muito pobre, violento e abandonado, sem autoestima, sem orgulho, sem possibilidades reais de crescimento nessas condições. Precisamos de um estado, que junto com a iniciativa privada como parceira, possa criar condições de crescimento social, de sobrevivência mesmo e de efervescência cultural que também alimenta, ou na pior das hipóteses, enquanto efervescente, ajuda na digestão dos problemas. Achar que a meritocracia é justa , que a iniciativa privada vai fazer de tudo para o desenvolvimento social é cair em outro conto da carochinha que vem sendo a especialidade deste governo. Quero ver até quando o povo que votou nele vai continuar esperando que alguma coisa aconteça em seu benefício. Só destruir, desmontar, não leva a nada, só a uma sensação ilusória de que aquilo que se combatia, mesmo que inventado, foi destruído.
E agora? fazemos o quê? Acreditamos nas histórias ou começamos a refletir sobre a merda que se estabeleceu no nosso país? Deprimimos com a situação atual ou começamos a perceber onde alguma coisa acontece para podermos reagir? Aceitamos essa tirania cultural ou começamos a articular alguma reação autônoma, alguma saída para esta penúria cultural que se anuncia? Sentamos na frente da TV para ouvir as mentiras ou trocamos informações com nossos pares onde se apresentar a possibilidade. Ficamos atrelados à grande imprensa ou buscamos a informação na imprensa alternativa? O caminho está aí. Não dá pra ficar parado.
*Cartunista, ilustrador, diretor de arte, roteirista e criador da Radical Chic e Gatão de Meia Idade.
Especial para os Jornalistas Pela Democracia

Músico Roberto Leal morre aos 67 anos

A vida sem trabalho, segundo os poetas

Pode-se viver sem trabalho? Para Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha, não. Ele explicita, em sua canção Comportamento Geral, que o trabalho é fundamental para o ser humano ser pleno – mas realça que o trabalho deve ser prazeroso.
Por Marcos Aurélio Ruy*
E sem o seu trabalho / O homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata”, cantou Gonzaguinha
Ele alia o trabalho como fundamental para a vida com a resistência a um sistema que oprime e rejeita a alegria como parte de uma vida em busca da felicidade.
Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado
(…)
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: ‘Muito obrigado’
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem-comportado
Completamente atual em tempos de Jair Bolsonaro na Presidência e retrocessos mil na vida do País.
Já o grupo pernambucano Nação Zumbi, na música Livre Iniciativa, de Fred Zero Quatro e Xef Tony, denuncia o liberalismo que detona a classe trabalhadora em nome de uma suposta liberdade. Lembra o senhor de escravo que grita indignado ao ser impedido por um juiz de açoitar seu escravo, como sugere Karl Marx em A Ideologia Alemã.
Trabalho novo trabalho
Trabalho novo trabalho
Quem se importa de onde vem a bala
Qualquer dia tua acorda cheio
Quem se importa de onde vem a grana
Tu tem que ter o bolso cheio”
Já Raul Seixas mostra uma visão da necessidade de que o trabalho não seja alienado para a satisfação geral de trabalhadoras e trabalhadores na belíssima Ouro de Tolo. Porque é tolo quem se sente superior seja porque motivo for.
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal
Raul não deixa por menos e canta como o trabalho, por ser tão essencial para a vida humana, também é tão frustrante para quem deseja mais do que simplesmente vida boa para si e para os seus. É preciso ir além na contestação e na busca de vida boa para todo mundo.
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Essas três canções do rico acervo da música popular brasileira mostram como o trabalho é indissociável de uma vida plena e feliz. Como diz Gonzaguinha: “E sem o seu trabalho / O homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata”. Mas essa é outra história de outra linda canção.
Marcos Aurélio Ruy é jornalista

Legalidade: Não vai ter golpe

Mesclando fatos e ficção, o filme Legalidade que estreia nos cinemas brasileiros neste fim de semana evoca com brio um momento em que o país, ao contrário de hoje, soube defender a democracia.
Por Carlos Alberto Mattos*
O heroísmo de Leonel Brizola durante o breve período em que a democracia brasileira esteve ameaçada, em 1961, ganhou, enfim, seu lugar no cinema com Legalidade, produção gaúcha dirigida por Zeca Brito. A inesperada renúncia de Jânio Quadros pegou o país de surpresa e instigou os militares a solaparem o poder enquanto o vice-presidente João Goulart voltava de uma viagem de aproximação com a China. Do palácio do governo do Rio Grande do Sul, Brizola liderou a famosa campanha pela legalidade, que mobilizou políticos, setores militares e o povo em defesa da Constituição, garantindo a posse de Jango.
É uma história que merecia ser contada. Zeca Brito e seu corroteirista habitual Leo Garcia (responsáveis pelos longas A Vida Extra-ordinária de Tarso de Castro e Em 97 Era Assim) se atreveram a mesclar os fatos históricos com um enredo de ficção em torno de um triângulo amoroso. Cleo (que não se assina mais com o sobrenome Pires) faz uma correspondente do Washington Post que se envolve romanticamente com dois irmãos, o antropólogo comunista Luís Carlos (Fernando Alves Pinto) e seu irmão Luís Antonio (José Henrique Ligabue), jornalista da Última Hora, ambos íntimos de Brizola (Leonardo Machado, em seu último papel antes de morrer, e a quem o filme é dedicado postumamente).
Afora os poucos dias trancorridos entre a renúncia de Jânio e a posse de Jango em regime parlamentarista, temos alguns flashbacks da Conferência Interamericana de Punta del Este, um mês antes da crise, em que Brizola confraternizou com Che Guevara. E ainda a investigação de Blanca (Letícia Sabatella), filha de Cecília, a respeito da história de sua mãe, 43 anos depois.
A opção de combinar fatos e ficção tem sido alvo de críticas, mas a considero, em si, defensável. A licença ficcional é bastante clara, apesar de levantar suspeitas sobre uma relação transversa do personagem de Fernando com Luís Carlos Prestes. O aspecto de folhetim não é disfarçado num filme que pretende narrar um fato histórico e ao mesmo tempo um episódio novelesco. Se isso é bem desenvolvido dramaticamente, já é outra conversa.
Legalidade se apruma muito bem no que diz respeito à produção, à direção de arte e aos cuidados técnicos em geral. Nem sempre soa plausível, principalmente na maneira como a jornalista Cecília se insere tão facilmente na intimidade do governo gaúcho ou na sua rocambolesca atuação entre os interesses do governo norte-americano e a lealdade aos amigos brasileiros. É num fio delicado que Zeca Brito conduz esse misto de resgate histórico, filme de espionagem e aventura romântica. Com a suprema ousadia de inventar um desfecho decisivo para o futuro do país.
Mesmo tropeçando aqui e ali, não há dúvida de que Legalidade evoca com brio um momento em que o país esteve à beira de uma revolução. As cenas em que Brizola comanda o abastecimento do seu alto escalão com armas velhas e defeituosas, e prega a resistência popular armada, traduzem bem o espírito um tanto naïf, mas exemplarmente combativo, da Legalidade. “Não vou dar o primeiro tiro, mas também não vou errar o segundo”, diz o governador, numa das várias passagens que o elevam à estatura de herói. A oratória de Brizola assume protagonismo, uma vez que a resistência ao golpe militar foi organizada pelo rádio, através da chamada Rede da Legalidade.
A montagem de cenas ficcionais com registros documentais da campanha se resolve satisfatoriamente e supre o que a produção não seria capaz de prover. Por outro lado, a sequência de amor entre Cecília e Luís Carlos sobre as trincheiras construídas no Palácio Piratini situam o filme no seu devido lugar: cinema de entretenimento com um lastro de História.

II ENSAIO RUMO AO III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR FOI SHOW HOJE (15)! CONFIRAM!!

 Eduardo Vasconcelos, agente de cultura e artistas pousando para fotos após o II ensaio de hoje (15), RUMO AO III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR
Foto 01: SILVANDREISON. Foto 02: DANIEL. Foto 03: CRISTIANE E Foto 04: FCO PAIXÃO
Foto 02: Cristian Felipe e Foto 03 MICHELY OLIVEIRA

Hoje (15) a tarde a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" de Nova Cruz/RN promoveu mais um ensaio com os cantores previamente  inscritos para o III TALENTO DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR, que iniciará por NOVA CRUZ próxima quinta-feira (19), a partir das 19 horas na Casa de Cultura de NOVA CRUZ.

Nesta segunda-feira (16) e terça-feira (17) haverá ensaios a tarde e noite nos mesmos horário e na quarta-feira (18) batalha para a estruturação do EVENTO e na quinta-feira (19) o mais esperado! O III TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR 2019! Abrindo com chave de ouro mais uma edição.

Participaram do ensaio/reunião: EDUARDO VASCONCELOS, FRANCINALDO SOARES, LENE ROSA, SILVANDREISON FREITAS, LETÍCIA OLIVEIRA. CRISTIANE FELIPE, FRANCISCO PAIXÃO, MICHELLY OLIVEIRA, SAMARA GOMES, ELISANGELA GOMES, FRANCISCO PAIXÃO, DANIEL PAIXÃO, ELISÂNGELA GOMES, MICHELE OLIVEIRA e CRISTIANE GOMES DA SILVA


1º ENSAIO DOS INSCRITOS DE NOVA CRUZ/RN PARA O III TALENTO DAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR - QUE INICIA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA (19), ÁS 19H DE FRONTE A CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ-CONFIRA!


 Os primeiros inscritos ensaiaram ontem (12) na Casa de Cultura de NOVA CRUZ/RN
Concorrentes (FOTO 1) E MARCIO SANTOS - (FOTO 2) - JEFFERSON LIMA
Ensaio: Foto 01: (vertical): GIL GÓIS - FOTO 2: JULIANA SOARES foto 3: FCO PAIXÃO
Foto 01 DANIEL DO ARROCHA e foto 02: VIVIANA SILVA

Ontem (14) a noite foi realizado o PRIMEIRO ensaio com parte dos inscritos para o III TALENTOS POTIGUAR NAS CASAS DE CULTURA POTIGUAR 2019. Foi muito bacana, onde todos os presentes num total de 15 inscritos compareceram 07, os outros demais irão ensaiar hoje a tarde e a noite e os demais na segunda-feira (14), finalizando os ensaios na terça-feira!.

Todos estão se afinando para quinta-feira (19) a noite, a partir das horas na CASA DE CULTURA "LAURO ARRUDA CÂMARA" - Nova Cruz/RN. Com participação especial do cantor e compositor, FERNANDO LUIZ.  Lembrando que o classificado irão para a etapa ESTADUAL em NATAL.

No comando dos ensaios está com o amigo cantor e compositor, WANDERSON RAMOS, sob a supervisão do Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos.

HOJE (15) O ENSAIO SERÁ ÁS 14 HORAS!

Lembrando que, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN apoia esta iniciativa.

Nossos agradecimentos aos amigos professores, FRANCINALDO, SOARES E LENE ROSA e CLAUDIO LIMA.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

NOVA CRUZ/RN: RUMO A III EDIÇÃO TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR 2019 - CONFIRAM A MATÉRIA COMPLETA!

O Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos ao lado dos inscritos para participação da III Edição do Projeto TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR DO RN

Hoje (13) o Agente de Cultura e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, coordenou a reunião com os 15 inscritos para a III Edição do Projeto TALENTOS DAS CASAS DE CULTURA POPULAR DO RN, que começará por Nova Cruz dia 19 de setembro de fronte a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz-RN.

Dos 15 inscritos compareceram 08, mas os outros 07 justificaram antecipadamente suas ausências.

Após a reunião ficou decidido que os ENSAIOS começará amanhã (sábado), das 19 horas ás 21 horas. Domingo (14) das 15 horas ás 17 horas e segunda-feira (16 e terça-feira (17), os ensaios será das 14 horas ás 16 horas  e a noite será das 19 horas ás 21 horas.

Lembrando de que apenas um será classificado para a grande final em Natal, mas o presidente do CPC/RN e ao mesmo tempo agente de Cultura confirmou de que haverá troféu para os 03 (três) primeiros colocados acompanhados de brindes, concluiu Eduardo Vasconcelos.

Importante Os 07 (setes) que não participaram da reunião justificaram suas ausências, mas de que na próxima todos estarão juntos participando. 

Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos, agente de cultura e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN; Wanderson Ramos (acompanhará os ensaios); Francinaldo Soares (pai da inscrita, Juliana Soares); Jefferson da Silva Lima-inscrito; Marcio Santos; Abdênago Câmara; Michely Oliveira , Silvandreison Silva, além de Cristiane Gomes, Joseane Gomes da Silva e Ana Olivieira.

SINTE/RN recebe homenagem pelos seus 30 anos em sessão solene na AL

 
A imagem pode conter: 9 pessoas, incluindo Antônio Duarte e Maria Neuza, pessoas sorrindo, pessoas em pé e terno
EQUIPE DO SINTE REGIONAL DE NOVA CRUZ/RN
A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Antônio Duarte, pessoas sorrindo
ANTONIO DUARTE - SINTE REGIONAL DE NOVA CRUZ AO LADO DA GOVERNADORA, FÁTIMA BEZERRA E O DEPUTADO FRANCISCO DO PT/RN
Ontem, quinta-feira (12) o SINTE/RN foi homenageado em sessão solene na Assembleia Legislativa em virtude dos seus 30 anos de fundação, completados no último dia 02 de setembro. A solenidade, proposta pelo deputado estadual Francisco do PT, reuniu dirigentes atuais, ex-dirigentes da entidade, mandatos políticos e outras autoridades.
Ao todo, 81 pessoas foram homenageadas, desde diretores da atual gestão, membros das antigas associações que germinaram o SINTE/RN, as assessorias de comunicação e jurídica, colaboradores que já não estão mais presentes em vida e representantes de funcionários e das regionais. De forma unanime, as falas rememoraram a trajetória de três décadas de luta do Sindicato em prol de melhorias na educação pública do Rio Grande do Norte, do Brasil e também de pautas de interesse da classe trabalhadora como um todo.
O atual presidente da CNTE, professor Heleno Araújo, esteve presente e elogiou a trajetória de luta do SINTE: “A própria criação do SINTE/RN foi uma vitória da classe trabalhadora brasileira e do povo, porque foi um enfrentamento a ditadura militar. E durante estes 30 anos a gente observa muitas conquistas importantes para a categoria e para a população”
Emocionada, a coordenadora geral do SINTE/RN, professora Fátima Cardoso, comentou a homenagem: “É um momento de muita alegria, de reencontro. É um momento que nós fazemos a reflexão de que com uma conjuntura desafiadora como a atual nós refletimos que, se nestes 30 anos fizemos muitos, temos que fazer muito mais daqui em diante”.
O professor e coordenador geral do SINTE/RN, José Teixeira, falou do seu sentimento enquanto militante: “Hoje foi mais um dia de emoção. Nós construímos de forma coletiva esta história. Tenho orgulho de ter contribuído para o SINTE/RN ser o gigante que é hoje.”
O também coordenador geral e professor, Rômulo Arnaud, lembrou alguns dos frutos que o SINTE ajudou a plantar e colher ao longo de sua história: “É um dia de comemoração, mas também de reflexão. Passa um filme da nossa vida. Grande parte da nossa vida foi dedicada em defesa da educação pública. O SINTE/RN representa a luta pela redemocratização do nosso país, a luta pelas conquistas da nossa categoria, como o Piso Salarial, FUNDEB, conferências nacionais, estatuto do magistério, planos de carreira, enfim. O que conseguimos é fruto da nossa luta”.
Fonte: SINTE/RN
Adaptado pelo CPC/RN, 13 de setembro de 2019

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Em ofensiva contra Ancine, Bolsonaro corta 43% de fundo do audiovisual

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Em mais uma ofensiva contra a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o Jair Bolsonaro ataca a principal fonte de fomento de produções audiovisuais no Brasil. Um projeto apresentado ao Legislativo prevê um corte de quase 43% do orçamento do Fundo Setorial do Audiovisual, para R$ 415,3 milhões em 2020. É a menor dotação nominal para o fundo desde 2012.
247 - Em mais uma ofensiva contra a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o Jair Bolsonaro agora ataca a principal fonte de fomento de produções audiovisuais no país. Um projeto de lei apresentado ao Poder Legislativo prevê um corte de quase 43% do orçamento do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), para R$ 415,3 milhões em 2020. É a menor dotação nominal para o fundo desde 2012, quando ele recebeu R$ 112,36 milhões.
A maior redução aconteceu nos chamados investimentos retornáveis ao setor audiovisual por meio de participação em empresas e projetos - R$$ 650 milhões para R$ 300 milhões. É com este tipo de iniciativa que agência aporta dinheiro em produções para ter retornos financeiros. 
Projetos audiovisuais específicos também terão suas cifras reduzidas, de R$ 3,5 milhões em 2019 para R$ 2,5 milhões em 2020. 
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex-ministro da Cultura e deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) afirmou que o corte nos recursos do FSA é uma declaração de guerra do governo a um setor que gera empregos e é considerado icônico da nova economia.
"Todos os países investindo em indústrias que se relacionem à criação, à criatividade, e o Brasil na contramão disso. Seja na parte de pesquisa e desenvolvimento científico, seja na parte de cultura e artes", disse. "São medidas que têm um componente ideológico muito forte."
Calero considerou ainda a neutralização da Ancine um processo "atrasado e obscuro" de conter a vanguarda de pensamentos. "No fundo você tem aí mais um elemento de um grande processo autoritário."
Fonte:BRASIL  247

José Lins do Rego

José Lins do Rego nasceu no dia 3 de julho de 1901, no Engenho do Corredor, município de Pilar, na Paraíba, propriedade do avô materno, onde passou sua infância. Fato que se tornou memorável em suas obras, nas quais freqüentemente cita a vida no engenho, o autoritarismo dos senhores de engenho, e a decadência da estrutura econômica voltada ao ciclo da cana-de-açúcar, como ele mesmo intitulou. Foi criado até os doze anos no canavieiro, em meio aos resquícios da época das senzalas e do período glorioso das oligarquias rurais e ascensão da industrialização da cana com a chegada das usinas.
Partiu da pacata vida no engenho para estudar em Itabaiana (PB) e, logo após, terminou os estudos na capital do mesmo estado e publicou seu primeiro artigo de jornal aos 17 anos. Em 1918, mudou-se para Recife para cursar Direito pela Universidade de Recife, onde manteve contato com a elite cultural pernambucana, como: José Américo de Almeida, Olívio Montenegro e Gilberto Freire, o que influenciou bastante seu intelecto.
Em 1926 foi nomeado promotor público em Minas Gerais, mas preferiu ir para Alagoas ser fiscal de banco, onde conheceu outros autores, com os quais formou a Geração do regionalismo de 30. Tentou, sem muito sucesso, publicar seu primeiro romance, “Meninos de engenho”, até que uma editora aceitou, desde que José Lins arcasse com as despesas. O livro foi publicado em 1932 e esgotou-se rapidamente, além disso, venceu o prêmio de melhor romance da Fundação Graça Aranha e deu marco ao início da carreira literária do autor.
Foi reconhecido publicamente e no universo literário com suas obras sobre o canavieiro nordestino. Em 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi fiscal de imposto, porém, ligado constantemente ao mundo literário e jornalístico. Morreu em setembro de 1957 nesta mesma cidade.
José Lins do Rego faz de sua obra um ciclo, chamado de “ciclo da cana-de-açúcar”, que constam das obras: Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Moleque Ricardo e Usina. Ainda há o “ciclo do cangaço, do misticismo e da seca”, que compreende as obras: Pedra Bonita e Cangaceiros e os romances independentes: Pureza, Riacho Doce, Água-mãe e Eurídice.
O conjunto de obras de José Lins do Rego é um marco histórico na literatura, pois representa de maneira singular o declínio do Nordeste canavieiro, principalmente na obra Fogo morto.
Fogo morto
(…) Fé! Já o conheci de fogo morto. E nada é mais triste do que um engenho de fogo morto. Uma desolação de fim de vida, de ruína, que dá à paisagem rural uma melancolia de cemitério abandonado. Na bagaceira, crescendo, o mata-pasto de cobrir gente, o melão entrando pelas fornalhas, os moradores fugindo para outros engenhos, tudo deixado para um canto, e até os bois de carro vendidos para dar de comer aos seus donos. Ao lado da prosperidade e da riqueza do meu avô, eu vira ruir, até no prestígio de sua autoridade, aquele simpático velhinho que era o Coronel Lula de Holanda, com o seu Santa Fé caindo aos pedaços. (…)
1957 – O escritor paraibano José Lins do Rego, pioneiro do romance social nordestino, morre aos 56 anos no dia 12 de setembro.
Por Sabrina Vilarinho

Chamada Pública – XXIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea

A Funarte republicou a chamada pública para a XXIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea, com pequena correção, no dia 4/09/2019. No último parágrafo da página 7, onde se lia “As partes cavadas necessárias à execução de obras premiadas deverão ser enviadas até o dia 16 de outubro de 2019”, leia-se: “…20 de outubro…”,  Acesse aqui a nova versão.
INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 19 DE SETEMBRO DE 2019
A Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal Fluminense – UFF estão com as inscrições abertas, de 3 a 19 de setembro, para a seleção de partituras para a vigésima terceira edição da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a ser realizada no Rio de Janeiro entre os dias 9 e 14 de novembro.
Podem participar desta chamada pública compositores brasileiros ou domiciliados no país há no mínimo três anos. As obras devem ter sido compostas a partir de 2015 e não podem ter sido apresentadas em edições anteriores da Bienal. Cada proponente deverá enviar uma partitura em arquivo virtual, formato pdf, para a equipe organizadora, com o nome do compositor e a data de composição.
No total, serão selecionadas 36 obras, em três categorias:
  • Categoria 1 – contempla doze obras para orquestra sinfônica, podendo ter um solista;
  • Categoria 2 – contempla dezoito obras para formações de câmara com até nove intérpretes, regente inclusive. Um dos intérpretes pode atuar na difusão eletroacústica mista e outro poderá ser substituído por coro de dimensões reduzidas;
  • Categoria 3 – contempla seis obras de difusão exclusivamente eletroacústica.
Os compositores das obras que integrarem a programação de concertos da Bienal receberão um valor fixo de R$ 1.300,00 (hum mil e trezentos reais), referente aos direitos autorais e à utilização das partituras. Os recursos totais para a realização da XXIII Bienal somam R$ 350.339,00 (trezentos e cinquenta mil, trezentos e trinta e nove reais) e serão aplicados no pagamento aos compositores selecionados, aos músicos intérpretes, e em infraestrutura.
Os interessados devem verificar as condições e exigências estabelecidas nesta chamada pública. A ficha de inscrição e seus anexos (partituras em pdf), e a declaração do proponente devem ser preenchidos e enviados pelo compositor para o e-mail partiturasxxiiibienal@gmail.com, identificando a mensagem como CHAMADA PÚBLICA XXIII BIENAL – PARTITURA: (nome da obra). A divulgação do resultado será no dia 1º de outubro.
A XXIII Bienal vai homenagear compositores que se tornaram referência na música brasileira contemporânea, como Edino Krieger, Ernst Mahle, Edmundo Villani-Côrtes, Kilza Setti, Maria Helena Rosas Fernandes, Sérgio de Vasconcellos Corrêa, Jocy de Oliveira, Raul do Valle, Willy Corrêa de Oliveira, Marlos Nobre e Ricardo Tacuchian. No Anexo 2, está disponível um breve resumo sobre a trajetória de cada um dos homenageados e a história das Bienais.
As Bienais
As Bienais de Música Brasileira Contemporânea foram criadas por Edino Krieger e Myrian Dauelsberg em 1975, inspiradas nos dois Festivais de Música da Guanabara, realizados em 1969 e em 1970, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. As três primeiras Bienais foram organizadas pela Sala Cecília Meireles e, a seguir, assumidas pela Funarte, quando Krieger dirigia o então Instituto Nacional de Música da Fundação.
Desde o lançamento, em 1975, foram realizadas 22 bienais, sem nenhuma interrupção. Nessas 22 edições, foram apresentadas 1.740 obras, sendo 1.002 delas em primeira audição, o que significa a produção e o lançamento de material inédito que valoriza e amplia a importância do evento.
As Bienais propiciaram a participação de 472 compositores. Muitos deles, jovens que representam uma renovação de nomes e difusão da música de concerto produzida no Brasil, inclusive territorialmente. A produção se concentrava basicamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Hoje, através das sucessivas realizações, foram consolidados ou integrados centros musicais significativos em vários outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Amapá, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, além do Distrito Federal.
XXIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea
De 9 a 14 de novembro de 2019, no Rio de Janeiro
Inscrições: De 3 a 19 de setembro
Divulgação do resultado: 1º de outubro
Outros esclarecimentos podem ser obtidos pelo endereço eletrônico musicadeconcerto.funarte@gmail.com ou pelos telefones: (21) 2279 8105 / 2240 5158.

INSCREVA-SE NO PROJETO TALENTOS DAS CIDADES NAS CASAS DE CULTURA - NOVA CRUZ/RN PRESENTE! FAÇAM SUAS INSCRIÇÕES, É ATÉ SEXTA-FEIRA (13)!

A Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN informa aos artistas cantores/as que as inscrições para participarem do Projeto: TALENTOS DAS CIDADES nas Casas de Cultura encerra-se próxima sexta-feira (13), aproveitem e façam suas inscrições só 15 (quinze) inscrições!

Sua inscrição pode ser feita das 8h ás 11 horas e das 14h ás 16 horas na Casa de Cultura de NOVA CRUZ/RN. aproveite e demostre que você tem TALENTO!  O classificado irá disputar a Etapa Estadual em Natal.

Nova Cruz é quem vai abri o Projeto TALENTOS POTIGUAR próximo dia 19 de setembro na Casa de Cultura. Participem!

Maiores informações, ligue: (84) 99101 7222/98805 6338.

ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL ANTONIO PEIXOTO MARIANO VISITARAM A CASA DE CULTURA HOJE (11) PELA MANHÃ-CONFIRAM!


 Eduardo: Através das fotos fala como surgiu a casa de cultura e sua atividades desenvolvidas nesses últimos 16 anos!



 Eduardo falando sobre a importância do TREM para o desenvolvimento da cidade e região
 Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos explicando como surgiu a Casa de Cultura

Eduardo Vasconcelos, agente de cultura recepcionou hoje pela manhã os alunos do 4º e 5º  da Educação em Tempo integral Escola Municipal ANTONIO PEIXOTO MARIANO, que estavam acompanhados pelos professores/as: Ângela e Piedade, além do colaborador, Luciano.

Todos fizeram uma "rápida viagem" no tempo!

Eduardo agradeceu a todos os professores, funcionários, diretores, José Aldo (diretor) e Junior, vice diretor, além das professoras, Ângela e Piedade, como também o colaborador, Luciano.

Para Eduardo Vasconcelos é muito importante que as crianças se interessem pela história de sua cidade, valorizando-a e em futuro próximo possam repassar para os seus filhos e netos. A memória deve ser guardada na nossa memória para que seja repassada para as novas gerações.  Ninguém vive sem o passado! Concluiu, Eduardo Vasconcelos.