Postagem em destaque

Secretária em test-drive, Regina Duarte já defendeu cortes na cultura e atacou indíos

No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do govern...

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Prêmio Nacional do Turismo: vote nos finalistas das categorias “Imprensa” e “Mídias Sociais”

O Prêmio Nacional do Turismo, cujos vencedores serão conhecidos durante uma cerimônia no próximo dia 4, em Belo Horizonte (MG), vai consagrar profissionais que contribuíram para o fortalecimento do setor no Brasil. E o Ministério do Turismo conta com a participação do público na escolha dos agraciados em oito categorias, que já somam um recorde de mais de 45 mil votos registrados, contra 44.202 da edição de 2018.
A fim de auxiliar na definição, a Agência de Notícias do Turismo publica nesta semana um especial com os finalistas de cada grupo. Nesta terça-feira (26), são apresentados os escolhidos nas áreas de “Imprensa” e “Mídias Sociais”. Confira!
IMPRENSA
Anelise Cardoso – Jornalista, mestre e doutora em Comunicação Social, é CEO da agência de comunicação Way Content, especializada em turismo e gastronomia, e fundadora do projeto Travelterapia, que divulga destinos e experiências. Lecionou Jornalismo em universidades como Unisinos e ESPM e, atualmente, pesquisa o papel da imprensa no desenvolvimento do turismo.
Maiara Silva – Jornalista com MBA em Marketing Digital, criou o blog Meu Destino é Logo Ali, que tem como objetivo compartilhar experiências adquiridas durante viagens, unindo conteúdo informativo e histórico com técnicas do jornalismo literário. É analista do Instituto Akatu, ONG que trabalha pela conscientização e a mobilização da sociedade para o consumo consciente.
Mariana Bueno – Jornalista com pós-graduação em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais, escreve para o próprio site/blog Mariana Viaja, onde fornece dicas de turismo e empoderamento feminino por meio de viagens. Acumula grande experiência na redação de matérias em diferentes segmentos, especialmente editorias femininas.
Roy Taylor – Com passagens por vários jornais e revistas, é presidente e fundador do Mercado & Eventos, veículo de mídia especializado em turismo no Brasil. Atuou no grupo Folha Dirigida, onde assumiu o projeto da Folha do Turismo, que, sob sua gestão, ganhou novo impulso com edições especiais das feiras nacionais e internacionais do setor.
Vote aqui
MÍDIAS SOCIAIS
Amanda Ribeiro – Formada em Administração de Empresas, é criadora do blog Mamãe que Viaja, onde dá dicas de roteiros para viagens com filhos. Mãe de uma criança autista, escreve sobre as adaptações necessárias à condição.
Cris Marques – Turismóloga e pesquisadora do Turismo Voluntário, é a criadora do blog Raízes do Mundo, onde divulga destinos pouco explorados no Brasil, abordando espaços ideais para o ecoturismo e o turismo cultural, entre outros.
Gilsimara Caresia – Jornalista e turismóloga, com MBA em Marketing e Finanças, é a responsável pelo projeto GirlsGo Viagens, que incentiva mulheres a viajar, além do grupo do Facebook Mulheres que Viajam e Mochileiras.
Lívia Lacerda – Assessora jurídica e blogueira, fundou o Liviajando, perfil do Instagram que divulga destinos e incentiva pessoas a viajar. É especialista em estratégias para redes sociais.
Mariza de Souza – Formada em Administração de Empresas, é a autora do blog Tem Que Ir, no qual, juntamente com a irmã, Karina, compartilha experiências de viagens e divulga variados roteiros pelo Brasil.
Vote aqui
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

A escravidão nos escritos de Machado de Assis

A obra de Machado de Assis contém inúmeras referências à escravidão, e a crítica está na maneira como o autor retrata seus personagens da classe dominante e a atitude que tinham ante o trabalho servil
Por José Carlos Ruy*
Joaquim Maria Machado de Assis é considerado o maior nome da literatura do Brasil. 
Machado de Assis foi um escritor atento aos problemas de seu tempo, e um arguto observador do comportamento de membros da classe dominante ante estas contradições. Sua obra traz inúmeras e precisas referências, quase documentais, de atitudes comuns da elite financeira, latifundiária e escravista de seu tempo.
O melhor exemplo são as referências à escravidão feitas em sua obra. Aquele era o grande problema da segunda metade do século XIX, período em que a obra machadiana floresceu.
Há críticos que acusam Machado de não ter tido uma atitude abertamente contrária àquele estatuto iníquo, e se surpreendem por ele (que era mestiço de negro e branco) não ter sido um abolicionista militante. A opinião destes críticos comete aquilo a que, em escritos históricos, se dá o nome de anacronismo. É uma forma de não compreender a atitude do escritor em seu próprio tempo e pretender que tivesse a vontade de outro tempo, a vontade de hoje. Essa atitude impede a compreensão completa e radical da obra do escritor ao não permitir entendê-la no quadro das contradições de sua época.
As referências à escravidão na obra de Machado de Assis são muito claras e fortes, e denotam a condenação, pelo autor, daquele regime e dos péssimos e injustos costumes sociais que decorrem dele.
É comum, quando se fala do tema escravidão na obra de Machado de Assis, lembrar-se do conto “Pai contra mãe” (1906), que traz a história de um caçador de escravos fugidos que, para ter dinheiro e poder cuidar de seu filho recém-nascido, captura uma escrava fugida e a devolve ao senhor, ocasião em que ela – que estava grávida – aborta. O tema é pungente, mas o conto vai além dessa narrativa dolorosa. Sua primeira parte traz uma descrição minuciosa, quase jornalística, dos “ofícios e aparelhos” que existam no tempo da escravidão. Machado de Assis escreveu: “Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres”, contra o vício da embriaguez. Máscara que é descrita em detalhes: “Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado”. “Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas”. Descreve também como o “ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.”
Contra os escravos fujões havia o ofício  de pegar escravos fugidos, emprego de Cândido Neves, o pai a que o título deste conto se refere.
Sobre as fugas, Machado registra: “Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo [o mercado de escravos no Rio de Janeiro – nota da redação], deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos [uma forma de referir-se aos escravos nascidos no Brasil], pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando”.
As referências agudas à escravidão são inúmeras na obra machadiana. Em certa altura, no romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), por exemplo, Machado descreve uma conversa entre dois personagens, numa recepção festiva, sobre a breve chegada de um navio negreiro, vindo de Angola, com um carregamento de escravos. Refletindo os hábitos de então, deixa claro que era “normal” em rodas sociais as pessoas conversarem sobre o sequestro e o tráfico de seres humanos, e os lucros alcançados com este comércio nefando. Um dos personagens dava ao outro notícia da breve chegada de um carregamento de negros novos,  repetindo o que diziam “cartas que recebera de Luanda”; elas garantiam que “podíamos contar, só nessa viagem, uns cento e vinte negros, pelo menos”.
Outras passagens ilustram a reação senhorial às medidas legais contra a escravidão. Em “Quincas Borba” (1891), ambientado na década de 1870, há o comentário do rico negociante Cristiano de Almeida e Palha condenando o governo pela fala do trono, vista por ele como “uma palavra relativa à propriedade servil”, que podia perturbar os negócios, mesmo que mandasse “respeitar a propriedade atual”.
Nessa mesma obra, Machado se refere à “discussão da lei dos ingênuos” – a Lei do Ventre Livre, de 1871. O comentário é atribuído a Camacho, um deputado e jornalista, para quem “a lei dos ingênuos absolvia a esterilidade e os crimes da situação”. Como muitos senhores pensavam na ocasião, a Lei do Ventre Livre eliminava o “problema” da escravidão pois a partir de então não nasciam mais escravos no Brasil, sendo uma solução adequada aos interesses da classe dominante, escravista, pois não tocava na sacrossanta propriedade privada representada pelos escravos.
A defesa da propriedade privada  aparece com clareza na posição do Barão de Santa Pia, em “Memorial de Aires” (1908), onde Machado descreve a reação senhorial à iminência da abolição. Santa Pia era um grande senhor de terras no Vale do Paraíba, produtor de café e dono de muitos escravos. Ele escreveu ao irmão, o desembargador Campos, sobre um boato da proximidade da lei de abolição. Em 20 de março, quase dois meses antes da lei de abolição, o Barão pensou em dar alforria coletiva a seus escravos. O irmão quis saber o que o levava a isso, pois “condenava a ideia atribuída ao governo de decretar a abolição”. A resposta do Barão foi um primor da arrogância senhorial e da clara condenação da intervenção do Estado na propriedade privada: “Quero deixar provado que julgo o ato do governo uma espoliação, por intervir no exercício de um direito que só pertence ao proprietário, e do qual uso com perda minha, porque assim o quero e posso”. Uma independência ante o Estado típica dos atuais neoliberais, e que podia leva à oposição ao Imperador: Santa Pia referiu-se também à reorganização do trabalho que resultaria da abolição, que chamou de “desmantelo que [o governo] vai lançar às fazendas”. E, como comentou o desembargador Campos, seria capaz de convocar outros senhores de terras e escravos a alforriar os escravos já, “e no dia seguinte propor a queda do governo que tentar fazê-lo por lei”. E havia também uma “esperteza” senhorial que a alforria coletiva podia representar. Sobre ela Santa Pia disse: “Estou certo que poucos deles deixarão a fazenda; a maior parte ficará comigo, ganhando o salário que lhes vou marcar, e alguns até sem nada,  pelo gosto de morrer onde nasceram”.
A lei de 13 de maio de 1888, que aboliu a escravidão, é tratada sobretudo no romance “Memorial de Aires” (1908), onde os  comentários do antigo embaixador, Aires, podem ser lidos como se fossem as opiniões do próprio Machado de Assis.  Aires registrou, em seu diário: a “dizem que, abertas as câmaras, aparecerá um projeto de lei. Venha, que é tempo. Ainda me lembra do que lia lá fora, a nosso respeito, por ocasião da famosa proclamação de Lincoln: ‘Eu, Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América…’ Mais de um jornal fez alusão nominal ao Brasil, dizendo que restava agora que um povo cristão e último imitasse aquele e acabasse também com os seus escravos. Espero que hoje nos louvem. Ainda que tardiamente, é a liberdade, como queriam a sua os conjurados de Tiradentes”. No dia 7 de maio, outro registro diz: “O ministério apresentou hoje à Câmara o projeto de abolição. É a abolição pura e simples. Dizem que em poucos dias será lei”. E, em 13 de maio: “Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da Regente.” E comentou também a reação popular: “Estava na Rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral”, com desfile de muitas carruagens, que “faziam grandes aclamações, em frente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Ainda bem que acabamos com isto. Era tempo. Embora queimemos todas as leis, decretos e avisos, não poderemos acabar com os atos particulares, escrituras e inventários, nem apagar a instituição da História, ou até da Poesia”.
O registro de Machado de Assis se refere, com certeza, ao ato de Rui Barbosa que, quando ministro da Fazenda, em 14 de dezembro de 1890, teria mandado queimar os documentos sobre a escravidão que existiam no ministério , para evitar pedidos de indenização pelos antigos senhores de escravos. Pode ser – e Machado de Assis tem razão: a queima de leis, decretos e avisos não apaga a mancha histórica da escravidão.
Há também, no “Memorial de Aires”, uma sugestão sobre o destino dos ex-escravos. Quando o Barão de Santa Pia morreu, sua filha Fidélia herdou a fazenda com os Iibertos, lá ficaram. E a solução que ela deu à propriedade foi a que teria sido preferida de Machado de Assis: Fidélia deixou a fazenda aos libertos. “Eles que a trabalhem para si”. E Aires registrou: “Aplaudi a mudança do plano, e aliás o novo me parece bem. Se eles [Fidélia e o marido, Tristão] não precisam do valor da fazenda, melhor é dá-la aos libertos.”
Há também, em “Esau e Jacó” (1904), a sugestão de que o fim da escravidão poderia ser o prenúncio de outra revolução, mais larga. Os protagonistas, os gêmeos Pedro e Paulo, avaliaram a abolição de maneira diferente. Para o monarquista Pedro era um ato de justiça; para o republicano Paulo, mais radical, seria o anúncio de outra revolução, como disse num discurso feito na Faculdade de Direito, em São Paulo, em 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipado o preto, resta emancipar o branco”.
Machado de Assis não foi certamente um revolucionário social, embora tivesse revolucionado as letras no Brasil.  Mas, escritor sensível, percebeu as graves contradições de seu tempo, e as registrou de maneira magistral em sua obra.
*É escritor, jornalista e tradutor

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

DIEGO RAMOS UM JOVEM TALENTOSO QUE COMEÇA A BRILHAR! CONFIRA!


O jovem cantor e compositor, DIEGO RAMOS, SUA ESTRELA COMEÇA A BRILHAR! Um jovem de uma família tradicional de cantores e compositores, como seu saudoso avô, JOÃO RAMOS, vem brilhando em suas apresentações e shows. 

Sua agenda vem ficando pequena para tantas propostas que aparecem constantemente. 

20 de dezembro o mesmo se apresentará na FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DE FIM DE ANO DOS FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES da E. E. GETÚLIO VARGAS - NOVA CRUZ/RN.

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN o parabeniza-o pela sua garra e determinação para alcançar sua estrela.

Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN confessa que o jovem tem talento, bem como tantos outros jovens que também vem se revelando, como a Joyce Karla, Juliana Soares, Márcio, Silvanddreison, Edmarcio (Timbaúba dos Batistas/RN), Juliana Gomes e tantos outros, ou seja nós temos um celeiro de jovens cantores, que precisam só de uma oportunidade para MOSTRAREM QUE TODOS SÃO TALENTOSOS. Concluiu, Eduardo.

CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN RECEBEU HOJE (28) VISITA DE 3 ESCOLAS - CONFIRAM!


Professora, LENE ROSA da E. E. ALBERTO MARANHÃO acompanhada pelos seus alunos
Alunos prestando a atenção nas explicações do Agente de Cultura, Eduardo.
E. E. ALBERTO MARANHÃO clicado após sua visita a Casa de Cultura - NOVA CRUZ
 Visita da E. E. FIRMA FRANCELINA DE OLIVEIRA  - Turmas de 1º ao 4º ano iniciais. Os alunos estavam acompanhados pelos professores, Maria do Socorro Gomes, , Ceiça Francisca Miranda , Cristina, Ingrid, Adriana, Marize, Lucia 
 Visita da E. E. FIRMA FRANCELINA - turno matutino - Esteve também visitando a Casa de Cultura, os alunos estavam acompanhados pelos professores/a, ANIELLY com seus alunos  do 8º e 7º ano matutino,

Hoje (28) tanto pela manhã como pela tarde o movimento na Casa de Cultura "LAURO ARRUDA CÂMARA"- Nova Cruz/RN foi bastante concorrido, pois 03 (três) escolas estaduais se fizeram presentes a casa para de certa forma conhecer um pouco de sua história, pois antes de casa de cultura era a Estação de Trem, inaugurada em 1938.

Todos os alunos e professores foram recepcionados pelo Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos, que também é o atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, explicando a importância da casa no CENTENÁRIO da cidade de NOVA CRUZ, como também sua importância para o desenvolvimento cultural e econômica da cidade.

Eduardo mostrou alguns quadros que retrata um pouco da casa, bem como alguns "equipamentos antigos", que registra os avanços na comunicação e desenvolvimento da cidade na época. Eduardo Vasconcelos respondeu a todas as peguntas dos alunos bem como convidou-os para participarem da próxima atividade da casa, que será dia 11 de dezembro de fronte a referida casa.

Por fim o mesmo agradeceu a todos pelas visita.




quarta-feira, 27 de novembro de 2019

EDUARDO VASCONCELOS PRESIDENTE DO CPC/RN AGRADECE A PROFESSORA SOCORRO PELO APOIO DA SEEC/RN

Foto: Chefe de Gabinete da SEEC/RN, professora MARIA DO SOCORRO DA SILVA BATISTA e o EDUARDO VASCONCELOS, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e também Agente de Cultura de NOVA CRUZ/RN.

Hoje (27), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos esteve pela manhã no gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Desportos e Cultura, professora, Maria do Socorro da Silva Batista.  Eduardo aproveitou para agradecer o apoio que a SEEC/RN vem dando ao CPC/RN e a Casa de Cultura de Nova Cruz nas ações voltadas para cultura e a Casa de Cultura.

Para Eduardo Vasconcelos estes apoios são fundamentais, pois dá mais vida e energia para continuarmos lutando pelo o fortalecimento e resgate da cultura e a Casa de Cultura de Nova Cruz precisa e muito destes apoios, portanto devemos também reconhecermos os esforços que a referida secretaria vem dando para a cultura potiguar, apesar das dificuldades.

Eduardo Vasconcelos aproveitou para agradecer também ao secretário, Getúlio Ferreira que sempre quando pode e dentro dos seus limites contribui para que estes sonhos se tonem realidade como oc aso da nossa casa de cultura, que passou mais de 2 (dois) praticamente sem atividades em virtude de dificuldades, mas agora a mesma começa a respirar e com certeza em 2020 a mesma voltará a abrir sua portas para os artistas e grupos culturais, que tanto precisam desses apoios.

Finalizando, Eduardo acrescenta que brevemente os artistas da terra terá uma surpresa boa! É só aguardar. Finalizou, Eduardo Vasconcelos.
Eduardo Vasconcelos entrega o CERTIFICADO  do I Curso de Formação promovido pela Fundação José Augusto - FJA, dias 18, 19 e 20/11 ao Agente de Cultura de Goianinha, Dennis Diego das Chagas Dantas a pedido dos coordenadores de cultura, Messias e Jefferson. 

E por falar na Casa de Cultura de Goianinha, os agentes, Rosângela e Dennis vem fazendo um excelente trabalho frente aquela instituição em favor dos artistas locais. Concluiu, Eduardo.


NOVA CRUZ/RN: "Culminância Geral do Projeto Escolas Conectadas Intercâmbio no Combate ao Racismo"

Fotos de Francinaldo Soares e Lene Rosa

Ontem (26) as escolas ALBERTO MARANHÃO, ROSA PIGNATARO, DJALMA MARINHO,, E. M; NESTOR MARINHO, entre outras (todas de NOVA CRUZ) UNIDAS fizeram a diferença no mês da CONSCIÊNCIA NEGRA, fechando com chave de OURO!

Foram várias apresentações de grupos de danças, grupo de percussão, entre outras atrações.

Professor, Francinaldo Soares e Lene Rosa:

"Culminância Geral do Projeto Escolas Conectadas Intercâmbio no Combate ao Racismo"...
Em nome de todas as escolas que fazem parte do Projeto, queremos agradecer a todos os professores, coordenadores e diretores pelo apoio...

Queremos agradecer o apoio da Secretaria Municipal de Educação do nosso município...
Também queremos agradecer o apoio da Casa De Cultura de Nova Cruz...
Em especial, queremos agradecer a todos os estudantes das escolas envolvidas no Projeto, porque sem vocês não seria possível a realização do mesmo. Parabéns pelos belíssimos trabalhos! Parabéns pelo desempenho nas apresentações. Apesar das dificuldades vocês foram uns verdadeiros guerreiros, junto a direção e coordenação das escolas.
Concluímos com sucesso nossos trabalhos.""
Professora Lene Rosa e professor, FRANCINALDO SOARES.
"Os agentes de cultura da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara de Nova Cruz, *Eduardo Vasconcelos e Teobanio participaram do evento dando todo apoio ao evento.

* Eduardo Vasconcelos é também o atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

TODOS PELO NOVO FUNDEB: Entenda por que o assunto é urgente

É impossível se importar com a escola pública do Brasil sem se preocupar com o Fundeb. Quase metade do dinheiro que sustenta a educação pública no Brasil vêm deste fundo! Ele é composto por verbas de municípios e estados, complementado pela União.
O problema é que este mecanismo essencial acaba em 2020 e precisa ser renovado com urgência. Para a UBES, UNE e ANPG, deve ser uma ferramenta permanente e com maior participação da União.
As entidades estudantis lançam nesta quarta (27/11), no Congresso Nacional, a campanha Todos Pelo Novo Fundeb, movimento para mobilizar parlamentares e a sociedade por esta causa. 
“Se não pautarmos o financiamento da educação, será o fim da escola pública brasileira. É um tema de interesse de toda a sociedade”, pontua Pedro Gorki, presidente da UBES. Secundaristas têm debatido o tema com preocupação desde 2018.
O atual Fundeb foi criado por um Projeto de Lei de 2006, com duração até 31 de dezembro de 2020. Há três Projetos de Emenda Constitucional em tramitação para substituí-lo. O mais avançado é a PEC 15,  que já passou por 30 audiências públicas. A relatora, deputada Professora Rosinha (DEM), defende aumento gradual dos repasses da União de 10% para 40%: “Estamos falando de um esforço de país. Não queremos todas as escolas com piscina, estamos falando de escolas que não podem ser chamadas de escolas”.
Entenda por que o assunto é tão urgente:

1) QUEM DEPENDE DO FUNDEB

Unidades públicas do ensino infantil ao ensino médio, principalmente nos lugares com menos verba para a educação
Todos os anos, recebem dinheiro do Fundeb os 9 ou 10 estados com menos verba por estudante.

2) PARA QUE SERVE O DINHEIRO DO FUNDEB

Em 2019, são 156 bilhões de reais distribuídos pelo Fundeb para municípios e estados com menos dinheiro para investir em educação. A verba ajuda a:
  • Maior parte, 60%, complementar salário de professores em lugares que não atingem o piso da profissão (atualmente R$ 2.557,74)
  • Aquisição de materiais escolares, livros didáticos, carteiras, projetores, etc
  • Funcionamento das unidades, custeio de luz, água, gás, etc
  • Reformas e melhorias da estrutura física das escolas, creches e construção de novas unida
  • Formação de professores
  • Remuneração de trabalhadores da educação (porteiros, merendeiras, inspetoras, coordenadores)

3) DA ONDE VEM O DINHEIRO DO FUNDEB

De parte dos impostos cobrados por estados e municípios, mais uma contribuição da União.
Cada estado contribui com 20% das receitas dos seus impostos para educação, e a União adiciona mais 10% do valor.

4) O QUE QUEREMOS PARA O NOVO FUNDEB


  • Um fundo permanente, garantido pela Constituição Brasileira.
  • Aumento da contribuição da União, que hoje é de 10%
  • Outras melhorias possíveis: distribuição de acordo com índices dos municípios, não dos estados; criação de um CAQ (Custo Aluno Qualidade)

5) POR QUE LUTAMOS PELO AUMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DA UNIÃO

  • O Censo Escolar de 2018 mostra desafios gigantes na Educação, por exemplo: 
49% das escolas não estão ligadas à rede de esgoto
26% não possuem acesso à água encanada

  • Estão atrasadas 16 das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo relatório do Inep de 2018. Faltam, por exemplo: vagas em creches; equiparação salarial de professores; aumento do período integral; estudantes no ensino médio na idade correta
  • O investimento por estudante ainda é metade dos países desenvolvidos.
A comparação é feita com dados da OCDE, uma entidade com 33 países para analisar políticas públicas. A média destes países é de 10,8 mil dólares por estudante por ano. No Brasil, o investimento é de apenas 5,6 mil dólares.
Investimento por aluno da educação básica por ano (em dólar)*
Média OCDE……. $ 10,8 mil
Brasil……………… $ 5,6 mil
(*dados da OCDE/ 2017)
Fonte: UBES

Elisa Lucinda: Quero a história do meu nome

Resultado de imagem para IMAGENS Elisa Lucinda: Quero a história do meu nome

Quanto mais aprendemos com os povos originários, mais acessamos os antídotos para mazelas atuais, mais encontramos explicações para o que somos, de onde viemos, para onde vamos.


É Brasil. Há uma esfera civil que os perseguidores da democracia não alcançam. Algo parece estar para acontecer. Estou em Brasília no Simpósio Internacional “Indígena-Negro, da ancestralidade ao futuro”, promovido pelo MPT e a OIT. Estou entre os meus e descubro que minha tribo me perdeu. Quando entraram aqueles parentes cantando, vibrando seus maracás nas mãos ornadas, fiquei tonta: rostos pintados cobertos de simbologia; dos cocares aos adornos de peito, mãos, quadris e pés, o corpo tela. Pigmentos, cores, tudo vindo da natureza sem a ajuda de uma papelaria para pincéis ou tintas. Segue a tonteira, a doidera, a ancestralidade gritando na cabeça. É que a maioria do povo brasileiro conta que teve uma avó pega a laço. Ora, se de um lado somos herdeiros de tais estupros, por outro, somos também filhos de uma força que existe há muito mais de 40 mil anos. E que é sabedora dos poderes da natureza mais do que qualquer um da civilização branca. Começo a chorar. O que dói no meu peito é o vácuo. Nunca conheci minha bisavó Domingas. Como se chamaria originalmente? Só ouvi dizer. Que não gostava de usar calcinha. Teria nome de flor? De pássaro? Quem saberia? Foi pega a laço, roubada de sua aldeia, sua gente, sua família. Seu corpo ficou à disposição de seu caçador. Quem sabe me dizer como se chamava antes de receber o nome Domingas?
Julio e o filho, Yonã
O indígena Júlio, dono do cocar mais bonito do simpósio, me apresentou seu menino Yonã e me disse com um sorriso luminoso, banhado de puro Oxóssi: significa “Aquele que caminha sobre as águas”, na língua Xucuru. O outro veio me dizendo o seu nome original, do qual agora não me recordo, e me diz que significa “Barulho que faz o rio que corre à beira dos cajueiros”. Uma outra ainda, linda, pintada de urucum meticulosamente em volta dos olhos, precisa, e absolutamente roots, como se tivesse pulado de um quadro para a realidade, me disse com olhos sorridentes que seu nome era Pekāshaya que significa “Pena linda e verdadeira”. Mas, como não era permitido que indígenas pusessem nomes indígenas nos seus filhos (seria cômico se não fosse trágico) deram-lhe o nome de Edna. Um verdadeiro poema lhe foi tirado para ser nomeada com um nome que não conta a sua história, o seu lugar na sua tribo.
Depois veio a conversa com os Kalungas, os quilombolas, o povo preto que está no mundo desde os primórdios, o primeiro homem. A mesma história se repete, nomes lindos que em sua tradução ficam parecendo versos: “A que veio para trazer a paz”“Os olhos de Deus”“Presente de OxalᔓA que traz grande honra”. Veio uma jovem escritora linda me dizendo que seu nome era Semayat, em aramaico, língua etíope, e que quer dizer “Sol ou Céu do meio dia”. Meus olhos se encheram de lágrimas de novo ao saber disso. A hora em que nasci! Me senti órfã também da história do nome africano que me antecedeu.
Estou aqui entre Guaranis, Kaiowás, Kalungas, Pataxós, Fulniôs, quilombo Buriti do Meio, Terenas, Xukuru, Shanenawas, Bororós, Xoklengs, quilombo Retiro dos Bois de Minas, Kadiweu, Kariri xocó, Quilombo de Mesquita, Tupinambás ha ha hãe, Quilombo João Borges de Uruaçu, Jardim Cascata de Aparecida, Xavantes, BarésMundurucus e quilombo Conceição das Criolas. Estou em casa. Entre memórias. Se a gente tivesse se juntado antes, índios e negros, Crivella não tinha ganhado no Rio, nem o Witzel. Faltou terreiro, faltou maracá. Pouca gente sabe, porque isso nossa história oficial não quer contar, que em Palmares viviam indígenas, pretos refugiados e até brancos legais. Consta que eles já existiam naquela época. Inconformados, Lgbts, os sensíveis em geral, orientados por Xangô, pelo Sol, pela Lua, fundaram ali uma nação justa. O Sol, deus indígena, governa para todos. O Sol é de esquerda já que ilumina sem diferenças de classes, em relação a negros, indígenas e baianos. A união dessas forças sob fundamentos tão comuns é mesmo imbatível. Para o indígena, ele é quem pertence à mata, não é dono dela, por isso é guardião. Ele cresceu brincando de fazer a própria casa com material vindo da natureza: barro, palhas, galhos, troncos, folhas. Não sobrevive sem as coisas que planta ou que caça. Da mesma maneira, um filho de Oxóssi não desmatará pois é ele próprio a mata. Uma filha de Yemanjá não ofende o mar pois é ela o próprio mar. E assim por diante.
Alguma coisa parece que vai acontecer, uma coisa nova. Sinto os tambores, a força do canto desses dois povos. Ser humano é um ser ambientalista naturalmente. Fomos separados, foram queimados os nossos nomes, fomos pulverizados em navios diferentes para que não nos juntássemos, vivemos numa hora em que essa união se tornou irreversível. Há pouco tempo raramente se via um elenco de maioria negra em cartaz. Agora, pelo menos nas principais cidades brasileiras, o que se vê é uma proliferação imparável do que estão chamando de lugar de fala. Uma ocupação de espaços nunca dantes navegados em grupo. Era sempre um único preto solitário em cada elenco, em cada trincheira. Agora que avançamos e que o sistema de cotas misturou as cartas do jogo, agora quando nós somos a maioria pela primeira vez nas Universidades, não se pode dar mais ré nisso, e podemos dizer que o Brasil está realmente se preparando para ser um novo país. No último dia do simpósio, com saudações aos orixás, à ancestralidade, às sagradas escrituras todas expostas na natureza e nela refundadas, todos tínhamos a impressão de que algumas coisa muito grande estava para acontecer. Não passou um dia e deu bem alto nos jornais virtuais e gerais que Lula estava livre! Eu sabia que alguma coisa ia acontecer.
Toda dominação branca que nos acostumou a chamá-la de civilização tem muito que aprender com os fundamentos dos que tenta, há anos, dizimar.
Eu só sei dizer que quanto mais aprendemos com os povos originários, mais acessamos os antídotos para mazelas atuais, mais encontramos explicações para o que somos, de onde viemos, para onde vamos. Apartada e separatista, longe dos princípios amorosos com o planeta, a humanidade civilizada segue batendo cabeça, longe de si e louca por dinheiro, motivo de crimes,roubos e infelicidades.
Voltei mais nutrida, tomei lição de casa. Não sei se no meu nome indígena corre um rio, nem sei se há no meu nome africano uma estrela do mar, mas caminho na linhagem da ancestralidade e quanto mais pesquiso, quanto mais aprendo sobre o que mataram ou tentaram ocultar, fica mais fácil lembrar.
Fonte: Jornalistas Livres

BOM DIA COM POESIA - GÉLSON PESSOA

Resultado de imagem para IMAGEM DE POESIAS
Imagem do Google
Bom dia com poesia*
Não existe cedo ou tarde,
Quando se quer aprender.
Não existe tempo certo,
Sempre é tempo de viver.
E tudo sempre acontece,
No tempo de acontecer.


*Gélson Pessoa*

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

“Contrato Verde e Amarelo” não é solução para a juventude

Novo tipo de trabalho do governo Bolsonaro promete mais vagas para jovens, mas tira direitos.


Diante de uma taxa grave de desocupação e desemprego no Brasil, o governo federal criou no dia 11 de novembro o contrato de trabalho “Verde e Amarelo”, uma modalidade com menos custos para empresas contratarem jovens. O problema é que, neste modelo, também há menos direitos e perspectivas para a juventude.
A UBES luta por soluções que aqueçam a economia e diminuam o desemprego, não por vagas com menos direitos, menos salários e menos chance de crescimento. Para a entidade, a juventude deveria ser parte do desenvolvimento do país, não mão de obra barata.
O novo tipo de contratação foi lançado pela Medida Provisória 905/19, que ainda vai tramitar no Congresso Nacional, mas já vale a partir de janeiro de 2020 para pessoas entre 18 e 29 anos no seu primeiro emprego, em contratos de até dois anos, com salário de no máximo 1,5 salário-mínimo (1.497 reais).
Entenda por que não é uma solução para o Brasil nem para a juventude:

1) Menos direitos

Os principais prejuízos para uma pessoa com “contrato Verde e Amarelo” são quanto ao fundo de garantia e ao valor que recebe em caso de demissão.
Nos contratos normais, todos os meses a empresa paga 8% do salário para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de cada um. No “verde e amarelo”, apenas 2% por mês.
Em caso de demissão, a multa rescisória paga pela empresa não será, como hoje, 40% do valor depositado na conta do trabalhador, mas sim 20% do valor depositado (que já será um total menor).
Outros direitos também são “flexibilizados”, como: permitido trabalho aos domingos (com folga em outro dia da semana) e possibilidade de parcelar 13º salário ao longo do ano.

2) Salários menores

Se uma pessoa tem o perfil para ser contratada pelo tipo “Verde e Amarelo”, o salário será no máximo 1,5 salário-mínimo, mesmo que o piso da categoria seja maior. 
Ou seja, é possível que um profissional “Verde e Amarelo” tenha a mesma função de um colega que receba mais, sem o direito de equiparação salarial (que existe nos contratos de CLT).

3) Falta de perspectiva

O contrato “Verde e Amarelo” pode ter até dois anos e não propõe nenhuma garantia de estabilidade nem plano de crescimento na empresa. 
Se nada for feito para aquecer o mercado, é grande a chance de que, ao fim do contrato, o jovem seja substituído por outro jovem também sob o regime “Verde e Amarelo”.

4) Taxas para desempregados

Se voltar ao desemprego, o jovem sofrerá ainda com outra mudança da MP 905/19: quem recebe seguro-desemprego passa a contribuir com o INSS. 
Isso é para compensar a contribuição que as empresas deixarão de pagar nos novos contratos do tipo “Verde e Amarelo”. Nesta modalidade, empresários não precisam pagar ao sistema de previdência os 20% sobre os salários, obrigatórios nos contratos em CLT. Eles também estarão liberados das contribuições com o Sistema S e o Salário Educação.
Resumindo: a medida alivia empresas, mas para isso taxa desempregados, que pagarão 7,5% do seguro-desemprego ao INSS, contribuição que hoje não existe.

5) Nova reforma trabalhista disfarçada

A proposta do “contrato Verde e Amarelo” seria parte de uma nova reforma trabalhista pensada pelo governo Bolsonaro. O problema é que nunca chegou a ser feita uma avaliação da reforma trabalhista já aprovada em 2017. As mudanças prometiam dois milhões de novas vagas, o que não aconteceu em dois anos. 
Fonte: UBES

Carteira do governo é retaliação à luta contra os cortes na educação

Entidades estudantis lançam abaixo-assinado contra ataque à autonomia do movimento estudantil. Apoie!
por Cristiane Tada.
Na tentativa de enfraquecer a luta das entidades estudantis contra suas suas medidas que visam acabar com o ensino público no país o presidente da República, Jair Bolsonaro quer acabar com o financiamento das entidades. A receita proveniente da emissão de carteiras é fonte de aporte de toda esta rede de entidades estudantis brasileiras, o que reforça a capacidade de independência e organização da rede do movimento estudantil, e são estas milhares de entidades estudantis organizadas que o Governo Federal pretende prejudicar com a medida proposta.
A UNE está recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado contra a medida.  Entidades do movimento estudantil e social que queiram apoiar podem entrar em contato pelo redacao@une.org.br

ABAIXO-ASSINADO

*Carteira do governo é retaliação à luta contra os cortes na educação e o Future-se e ataque à autonomia do movimento estudantil*

A edição da Medida Provisória 895/2019 pelo Governo Bolsonaro tem o exclusivo objetivo de retaliar e tutelar os estudantes, diante do enfrentamento que o movimento estudantil têm realizado contrário aos cortes na educação e o Future-se. Tal afirmação está evidenciada em diversas manifestações das autoridades governamentais, inclusive as do Presidente da República, como quando chamou os Centros Acadêmicos de “ninhos de rato”, ou do próprio Ministro da Educação ao se referir às universidades como ambientes de “balbúrdia”. O Governo Federal mobilizar suas instituições e políticas públicas contra organizações da sociedade civil organizada é um tema grave, que não compatibiliza com a democracia e merece ser rechaçada energicamente. Esta não é a primeira medida antidemocrática, atacaram os sindicatos em meio a discussão sobre a reforma da previdência acabando com o imposto sindical, atingiram o financiamento da imprensa que crítica as ações do governo Bolsonaro, e agora atacam a autonomia financeira do movimento estudantil. Entretanto, reafirmamos que não daremos um segundo de paz a um governo que quer sufocar os investimentos, privatizar a universidade pública e acabar com a autonomia universitária.
Soma-se a isso uma absurda inversão de prioridades. Nossa educação, a ciência e a tecnologia têm vivido um dos momentos mais difíceis de sua história no Brasil, após cortes de investimentos, que podem paralisar uma série de instituições de ensino superior, e cortes de bolsas de pesquisa que estão travando a produção científica do nosso país. Enquanto a educação pública carece de recursos, Bolsonaro e Weintraub se preocupam em criar uma nova despesa para o estado brasileiro movido pelos seus objetivos ideológicos, afinal de contas a produção dessa carteira exigirá custos para gerenciamento de dados e tecnologia que esse tipo de serviço exige, informação que o governo distorce.
Devemos alertar também sobre como os estudantes são tratados, exemplo claro disso é serem chamados pelo Secretário de Ensino Superior do MEC de “clientes”, conceito que subverte a lógica da educação vista como um dever do estado. Também em maio deste ano foi pública a tentativa do MEC em acessar os dados sigilosos de estudantes nas bases do INEP, iniciativa que foi negada pela procuradoria federal e que gerou a queda do então presidente do Instituto. Como serão obtidos e tratados esses dados sigilosos de estudantes de todo o país?
Em uma cerimônia caricata, marcada por frases de efeito, ataque às entidades estudantis e informações sem embasamento na verdade, havia também a suspeita presença do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, que já foi notificado pelo Ministério Público e processado pela justiça por divulgação de informações falsas, além de ser um devedor de mais de R$ 160 milhões com a receita federal. Uma presença que certamente não tem absolutamente nenhuma relação com os estudantes brasileiros.
Destaca-se também o discurso falacioso apresentado pelo presidente ao tentar relacionar o papel das entidades estudantis com um pretenso objetivo de “promover o socialismo” nas universidades, mas que na verdade tenta, sem sucesso, mascarar o caráter autoritário dessa medida e um comportamento recorrente nesse governo de não conseguir conviver com as lutas organizadas da população que tem por objetivo defender nossos direitos e nossa educação.
Além disso tanto o presidente quanto seus ministros mentiram, ao divulgarem informações e dados equivocados sobre o número de carteiras emitidas e a gratuidade do documento. Desde a sanção da nova lei, a UNE emitiu em média cerca de 150.000 documentos por ano sendo que mais de 20.000 de forma gratuita. Portanto um pouco mais de 2% do total de estudantes de ensino superior emitiram documentos diretamente com a UNE, sendo que a ampla maioria o fez diretamente com seus Grêmios, Associações de Pós-Graduandos, Centros, Diretórios Acadêmicos e Entidades municipais e Estaduais. As insinuações do Governo e do próprio Presidente da República com números milionários das entidades nacionais são provocações infundadas para confundir a opinião pública brasileira. A receita proveniente da emissão de carteiras é fonte de financiamento de toda esta rede de entidades estudantis brasileiras, o que reforça a capacidade de independência e organização destas entidades, e são estas centenas de entidades estudantis organizadas que o Governo Federal pretende prejudicar com a medida proposta.
Vale reforçar ainda que a Lei Federal 12.933/2013 garante que estudantes de baixa renda tenham acesso gratuito ao documento de estudante, portanto, a UNE, a UBES e a ANPG já garantem esse direito, o que contrasta com o discurso falacioso e demagógico adotado pelo governo para enganar a população brasileira.
Cabe destacar ainda que a legislação da meia entrada foi fruto de intenso debate que durou anos entre sua aprovação e regulamentação – que se deu em 2015 – envolvendo parlamentares, artistas, produtores e entidades estudantis em uma votação histórica que contou com ampla maioria dos deputados e senadores do Congresso Nacional em uma vitória supra-partidária. Agora Bolsonaro quer destruir todo esse acúmulo através de uma Medida Provisória.
Portanto, o que fica claro, é que esse anúncio não trata de liberdade, nem tampouco de avanço nos direitos dos estudantes, mas de mais uma medida autoritária para calar as entidades estudantis e criar mais polêmicas desnecessárias no país, tentando esconder os verdadeiros problemas do país e a crise que esse governo vive, tentando assim manter as condições para que Bolsonaro siga a todo vapor com seu projeto de desmantelamento das nossas escolas, universidades e da ciência brasileira. Atacar a carteira de estudante, conquista que surgiu da nossa luta, é atacar todos Centros Acadêmicos, Diretórios Centrais dos Estudantes, Grêmios, Associações de Pós Graduandos, Entidades municipais, estaduais, e todas demais entidades estudantis.
A existência e o fortalecimento das organizações estudantis são elementos da nossa democracia que Bolsonaro demonstra não respeitar, nós não nos calaremos diante de mais esse abuso, e seguiremos lutando pelos nossos direitos de nos organizar e pelo respeito à educação e ao povo brasileiro.
Fonte: UNE