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domingo, 7 de abril de 2019

CULTURA - Internet derrota o último cinema pornô de Paris

Na década de 70, o Beverley recebia 7 mil clientes por semana. Terminou com menos de 500.

quartier de Saint-Denis, no coração de Paris, desde sempre ajudou a compor, juntamente com Pigalle, Le Moulin Rouge e o Crazy Horse Saloon, a imagem de uma cidade viciosamente erótica, ensandecidamente depravada. Aquela rua de traçado bêbado, ao lado do mercado do Halles, abrigava o comércio da carne e não por acaso serviu de cenário ao filme Irma La Douce, dirigido por Billy Wilder e protagonizado por Shirley MacLaine, em 1963.
A região foi pouco a pouco se glamourizando e, graças em parte à abertura do monumental Centre Pompidou, o Beaubourg, as prostitutas de cinta-liga sumiram do pedaço e os peep shows foram sendo substituídos por lojas de semigrifes. Dias atrás, o Beverley, que por mais de uma década segurou o estandarte de último cinema pornô de Paris, sucumbiu. Na época de ouro do pornocine, a capital francesa chegou a ter 900 salas como o Beverley. Em toda a França sobra agora apenas outro do gênero, em Grenoble.
Nostalgia à parte, ninguém verteu lágrimas pelo fim do Beverley. Na década de 70, quando foi inaugurado, ele recebia 7 mil clientes por semana. “Terminamos com menos de 500”, contou Mauricio Laroche, o ultimo proprietário. Entre esses sobreviventes, muitos estavam bem mais interessados em dar uma cochilada no escurinho da sala do que o que se passava na tela. Pelo preço único de 12 euros (54 reais), você podia assistir a dois filmes e ficar o tempo que quisesse no cinema.
Assim como as salas convencionais de espetáculo sofrem a competição dos canais de difusão do tipo streaming, a pornografia na tela grande foi dizimada pela internet e pelas redes sociais. Um clássico apimentado como Garganta Profunda, com a endiabrada Linda Lovelace, pode parecer um inocente conto de fadas para a garotada internética.



* O documentário acima está em sua versão original, sem legendas em português.
Fonte: CARTA CAPITAL



CARNE DE SOL ASSADA NA BRASA

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Aprenda a fazer uma saborosa carne de sol na brasa o Portal Brasil Cultura ensina com uma receita bem simples e fácil.
Ingredientes
  • 900 g de carne de sol (contrafilé, alcatra, maminha ou coxão mole)
  • 250 ml de leite de vaca
  • 1 litro de água 50 ml de manteiga de garrafa
MODO DE FAZER
Lave bem a carne de sol e deixe os pedaços em panela com água fria por duas horas. Substitua a água por leite de vaca e deixe de molho por mais três horas. Jogue fora o leite, lave a carne novamente em água fria e deixe escorrer bem. Ponha a carne em um espeto e leve ao fogo em brasa. Após 40 minutos ela estará pronta para ser saboreada. Durante o cozimento, regue-a constantemente com manteiga de garrafa. Para ficar mais mais gostosa, coloque uma fatia de queijo coalho por cima enquanto estiver braseando.
PAÇOCA
Ingredientes
  • 500 g de carne de sol (ou carne seca, já que será triturada)
  • 2 colheres (sopa) de manteiga comum ou o equivalente em manteiga de garrafa
  • 1 cebola grande picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 pimentas-malagueta pequenas
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca torrada.
MODO DE FAZER
Escorra a carne e corte-a em pedaços pequenos. Coloque a manteiga numa frigideira e aqueça em fogo médio. Junte os pedaços de carne e frite, mexendo até que fiquem dourados. Adicione alho e pimenta a gosto. Refogue a cebola até começar a dourar. Tire do fogo, junte farinha de mandioca e misture bem. Coloque parte da mistura num processador de alimentos e bata até a textura se tornar fina. Depois, repita a operação até processar toda a mistura (na falta de processador, a carne pode ser desfiada e apiloada até quase se desfazer). Coloque numa tigela e sirva.

Fotógrafo Gervásio Baptista morre aos 95 anos

O fotógrafo Gervásio Baptista morreu nesta sexta-feira (5), em Brasília, aos 95 anos. Gervásio é o autor de muitas fotos famosas, entre elas a de Juscelino Kubitschek acenando com a cartola para o povo na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
“Ele manifestou em vida que fizéssemos os mesmos procedimentos que fizemos com minha mãe”, contou o filho Júlio Baptista. “A ficha ainda não caiu. Mesmo que eu já viesse me preparando há tanto, tanto tempo. Ouvia ele dizer que já estava cansado, que queria muito partir. A gente acha que está preparado, mas, quando a coisa acontece, a gente vê que não estava.”
Gervásio Baptista trabalhou na Agência Brasil por cerca de três décadas. Em 2018, foi condecorado com a Medalha Ranulpho Oliveira, da Associação Bahiana de Imprensa, destinada aos maiores nomes do jornalismo que trabalharam na imprensa da Bahia.
Carreira
Gervásio Baptista nasceu em 1923 em Salvador. Aos 27 anos, quando já se destacava no Diário de Notícias de Salvador, Assis Chateaubriand viu o talento do jovem fotógrafo e o levou para o Rio de Janeiro para trabalhar na revista O Cruzeiro, mas logo Gervásio mudou-se para a revista Manchete, de Adolpho Bloch, no início dos anos 1950.
Em 80 anos de carreira, Gervásio registrou raridades de Getúlio Vargas, Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Fotógrafo oficial de Tancredo Neves, Gervásio fez com exclusividade a clássica e última foto do presidente, acompanhado da equipe médica do Hospital de Base do Distrito Federal, em que ele aparece sentado de pijama e roupão.
Registrou momentos da Revolução Cubana, em 1959, fotografou os líderes Fidel Castro e Che Guevara. Acompanhou a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, e foi ao Vietnã, nos anos de 1970, para registrar a guerra. Fotografou sete Copas do Mundo e 16 concursos de Miss universo.
Até 2015, Gervásio Baptista fotografava no Supremo Tribunal Federal e na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Um mestre para os fotógrafos
A morte de Gervásio Baptista deixa a área de fotografia da Agência Brasil de luto. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi o local em que Gervásio passou os últimos anos de sua carreira. Ele é conhecido por ter captado com suas lentes imagens icônicas que ganharam o mundo. Entre os profissionais que conviveram com ele, resta tristeza e saudade.
“Com ele, aprendi muito do que sei. Um grande pai. Um grande mestre”, disse o coordenador da fotografia da Agência Brasil, Marcello Casal Jr.
José Cruz, que é de uma família de quatro fotógrafos, acrescentou que todos os profissioinais de imagem de alguma forma foram alunos de Gervásio. “Um colega excelente. Conviver com ele representou um aprendizado. Uma convivência para poucos. Foi um prazer imenso estar ao lado dele.”
Os técnicos Wladimir Teixeira e Cláudio Sodré, que conviveram por cerca de três décadas com Gervásio, afirmaram que ele deixará um legado para todos. “É uma referência. Isso é inegável. Foi o único fotógrafo brasileiro a ir para a Guerra do Vietnã”, disse Wladimir. “Ele sempre tinha uma boa história para cada situação”, completou Sodré.
O jornalista Aécio Amado, chefe de reportagem da Agência Brasil, lembrou com saudades do amigo. “Conheci o Gervásio pessoalmente quando estava na Presidência da República e ele foi homenageado no Palácio do Planalto. Um grande contador de histórias. Era a simpatia em pessoa. Não tinha como ficar ao lado dele sem prestar atenção no que ele dizia. Fará falta.”
“Gervásio Baptista brilhou em todas as coberturas que fez, fotografando fatos e personagens. Viagens à Amazônia, ao país e mundo inteiro, de concurso de misses a conflitos sociais e políticos. Por exemplo, a importante foto que fez do Presidente Juscelino Kubitschek com o chapéu de feltro em frente ao Congresso, na epopeica era da inauguração de Brasília. E também da sequência da atriz Vanja Orico sendo presa por soldados no Centro do Rio quando pedia passagem para a manifestação contra o regime militar, em 1968”, lembrou o fotógrafo Orlando Brito.
Nos últimos anos, Gervásio morava no Espaço Sênior, no Bairro de Vicente Pires, em Brasília. Frequentemente era visitado pelos amigos fotógrafos Hermínio Oliveira, Sérgio Lima, André Dusek, Eugênio Novaes, Marcello Casal, entre outros. “Gervásio parte para outro plano no Universo, mas deixa aqui no nosso planeta um casal de filhos — Selma e Júlio — um sem fim de admiradores, amigos e um trabalho referencial para a fotografia brasileira”, acrescentou Orlando Brito.
Fonte: Agência Brasil