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sábado, 29 de setembro de 2018

As raízes do ódio fascista no Brasil

Por Emiliano José, na revista Teoria e Debate:

Momento de exacerbação de ódio, como o que vivemos no Brasil, não pode ser compreendido senão circunscrevendo-o ao quadro mundial. Eu me lembro, quando clandestino e militante da organização revolucionária Ação Popular, que qualquer análise de conjuntura começava pela situação internacional. Talvez devêssemos retomar isso, por essencial. Sapo não pula por boniteza, mas por necessidade. Há ódio espalhado pelo mundo, incluído nos países capitalistas centrais. Não me anima a ideia da simplificação, como se esse sentimento brotasse espontaneamente, nem que pudéssemos aplacá-lo com quaisquer cantilenas românticas, linha paz e amor, ou com apelo a religiões, até porque há algumas crenças que terminam por incentivar o ódio, como se com isso purgassem os pecados do mundo. O buraco é mais embaixo.

Poderíamos, preguiçosamente, resolver isso com uma frase: esse ódio decorre da luta de classes. Não estaríamos inteiramente errados, mas falta muito para que isso possa diagnosticar o mal. Temos que cavar mais fundo ainda. Descobrir qual essa luta de classes, qual o quadro em que ela se dá. Jabuti não sobe em árvore. Encontrando-o lá, pode saber: alguém o colocou lá em cima.
Ninguém nasce odiando, desculpem o lugar-comum.
O ódio é da cultura, é construído. Assim como o racismo, a xenofobia, o machismo, a legebetefobia, a misoginia, como todos os preconceitos.
Mas cada momento reclama uma explicação.
Não queimam as mulheres em praça pública, como na Inquisição, mas elas continuam a ser mortas, agredidas, espancadas pelos homens com os quais vivem – quase os chamei companheiros, e recuei. Homossexuais são mortos a torto e a direito. Negros jovens pobres são assassinados diariamente. Imigrantes são violentamente atacados em todas as partes do mundo quando não sucumbem afogados na vastidão dos mares.
E não se fale apenas do Brasil, não obstante aqui tudo seja muito grave. O ódio dos dias atuais decorre de um quadro de afirmação do neoliberalismo, no qual desde o final dos anos 70 e início dos 80 do século passado, quando elevou-se o primado da concorrência, do absoluto poder do mercado, e, como consequência, e quase imperceptivelmente, consagrou-se que devesse o mundo reger-se pela concorrência mortal entre as pessoas. Como diriam Pierre Dardot e Christian Lavan, em A Nova Razão do Mundo, as formas de gestão na empresa, o desemprego e a precariedade, a dívida e a avaliação tornam-se poderosas alavancas da concorrência entre as pessoas e definem novos modos de existência, de se colocar no mundo, novos modos de subjetivação. O neoliberalismo tende não apenas a organizar a ação dos governantes, mas também a própria conduta dos governados, e nas últimas quase quatro décadas tem conseguido isso, majoritariamente.
A polarização entre os que desistem de procurar um emprego e os que são bem-sucedidos solapa, mina a solidariedade e a cidadania, estimula a disputa e alimenta o ódio. Ao invés de olhar para o sistema, para essa fase e essa face perversa do capitalismo, para os opressores, os excluídos miram aqueles que souberam “vencer na vida”. E os que foram vitoriosos dirigem sua raiva para os que eventualmente podem deslocá-lo dos postos que alcançaram por seus “próprios méritos”. Os dois autores, cujo livro recomendo entusiasmado, dizem, e isso é fundamental, que não se deve ignorar tais mutações na subjetividade, provocadas pelo neoliberalismo. Operam no sentido do egoísmo social, e esse egoísmo leva ao ódio e podem contribuir para desembocar em movimentos reacionários ou neofascistas.
Essa marcha batida do neoliberalismo ganhou força com Margareth Thatcher e Ronald Reagan, se não quisermos recuar ao Chile de Pinochet, primeiro laboratório desse novo modo de existir do capitalismo. De lá para cá, as novas forças motrizes se puseram em movimento, assim como suas agências ideológicas, extremamente ativas na disseminação das novas culturas da concorrência, do mercado, do empreendedorismo – é, o chamado empreendedorismo está presente na raiz da formulação teórica neoliberal. Cada um é sua própria empresa, seja num pequeno negócio organizado, seja vendendo pano de chão na rua. O centro de tudo é o indivíduo, que deve lutar contra tudo e contra todos para se afirmar. Odiar o outro é essencial para obter sucesso, para deslocar o outro, derrotá-lo.
O Brasil, desde há muito, é sociedade capitalista complexa, com todas suas contradições. Enfrenta hoje, como o resto do mundo, uma violenta mutação em sua estrutura de classes, particularmente da classe trabalhadora. Lembro de um livro de André Gorz, denominado Adeus ao Proletariado, em que ele antecipa o fim das concentrações fabris, que significa uma espécie de dobre de finados da classe operária tal e qual a compreendíamos desde sempre. Esse dia está chegando. Ou já chegou. É outra classe trabalhadora: dispersa, horizontalizada, profundamente precarizada, trabalhando dia sim, dia não, semana sim, semana não, à margem de consagrados direitos, retirados agora com virulência, pronta a receber a ideia de que cada um deve cuidar de si, utilizar-se de sua capacidade para derrotar o outro, e esse outro pode ser tão pobre quanto ele. Os sindicatos terão que lidar com isso. E estão atrasados, perdidos às vezes em seus dilemas corporativistas, agarrados ao passado.
Carregamos uma herança ancestral poderosa – os quase 400 anos de escravidão. Nenhum país passa impune por mais de três séculos de subjugação, de violência, genocídio contra povos negros, trazidos a ferro desde a África. Isso criou uma mentalidade fortíssima em nossas classes dominantes, difícil de ser combatida. O ódio aos pobres vem daí. E tanto mais ele cresce se há políticas destinadas a enfrentar a desigualdade. O golpe de abril de 2016 tem essa origem, entre outras. Não se aceitou que pudessem os miseráveis, os sem renda, os negros pobres, pobres do campo ou da cidade, pudessem ter uma renda, ínfima que fosse, para sobreviver, comer, vestir-se, e isso aconteceu com algo em torno de 36 milhões de pessoas. O fascismo cresce quando os pobres ascendem. Foi assim no mundo, não é diferente no Brasil. As camadas médias, ao menos a parte inconformada com essa ascensão, odeiam os pobres, odeiam de verdade, um sentimento que cresce, ferve na alma e se expressa quando as condições políticas permitem. E tais condições foram criadas.
No Brasil, a mídia é um partido político. Tem posição. É profundamente conservadora. Não só participou de todos os golpes, como desde sempre trabalha cotidianamente na disseminação de preconceitos, no fortalecimento da ideologia individualista, da meritocracia, e do Estado forte na defesa hoje do capital financeiro. Estado mínimo é para os pobres – estes devem ficar ao deus-dará, que se virem, e palmas para os que se salvarem com seus méritos próprios. A mídia e as igrejas e o sistema de ensino superior majoritariamente privado, um ensino médio precário, público ou particular, criam as condições na mente da pessoa para desenvolver o ódio, à medida que fortalecem as ideias básicas da concorrência e da lógica e o predomínio implacável do mercado, do individualismo. É tempo de murici, cada um cuide de si.
O ódio e seu regime político correlato só podem ser combatidos com a política. Quando o ódio cresce, avoluma-se também a criminalização da política, e surgem lideranças capazes de expressar esse sentimento tão próprio do fascismo, o ódio aos diferentes, o ódio de classe, aí sim. Será a luta que irá derrotá-lo. A luta mais imediata, que está aí à nossa frente, e que não cabe recusá-la, só cabe enfrentar. E a luta de longo prazo, que enfrente desde hoje a chamada nova razão do mundo, mercado e concorrência, e que vá colocando em seu lugar ideias de uma humanidade comum, solidária, em que os trabalhadores e trabalhadoras voltem a se dar as mãos na construção do mundo. Não vamos chegar a isso sem luta, sem indignação com a miséria. Mas podemos caminhar firmes e sem ódio. Fazendo política, única possibilidade de triunfo da civilização. Fazer a cada dia a luta política, ideológica, cultural, conscientemente. A história não existe senão pela ação dos homens e mulheres, não faz nada senão por eles. Mãos à obra.
* Emiliano José é jornalista e escritor, autor de Lamarca: O Capitão da Guerrilha com Oldack de Miranda, Carlos Marighella: O Inimigo Número Um da Ditadura Militar, Waldir Pires – Biografia (v. I), entre outros.

Brasil #EleNão, mulheres contra o fascismo

Usando a melodia da canção italiana que simboliza a repulsa mundial contra o fascismo – Bella Ciao – o vídeo com o qual a União Brasileira de Mulheres convoca o grande ato das mulheres deste sábado (29), em defesa da democracia proclama: “Vamos à luta / pra derrotar / o ódio e pregar o amor”.


As mulheres compõem mais da metade da população brasileira – segundo o último censo (2010), são 51%. Elas são também mais da metade do eleitorado (52%). Têm forte presença na força de trabalho do país (44% em 2016), sendo que elas são as mais afligidas pelo desemprego, que atinge mais da metade delas (54%). As mulheres chefiam também um número cada vez maior de famílias (40% em 2015, ou 28,9 milhões de lares).

Mesmo assim a presença feminina nos órgãos de poder e decisão na sociedade ainda é muito pequena, deixando o Brasil num vexatório 115º lugar a nível mundial. Um exemplo desta sub-representação política pode ser visto no baixo número de deputadas que existe entre os 513 membros da Câmara dos Deputados – elas são apenas 54 (10,5%) naquele ambiente onde predominam os homens.

A luta pela emancipação das mulheres, contra a desigualdade, o preconceito e a violência vem crescendo no Brasil, e se acelerou durante os governos Lula e Dilma (2003/2016). É ela que os setores reacionários, simbolizados pela candidatura fascista de Jair Bolsonaro, não aceitam. O candidato da direita se vangloria de, enquanto deputado federal, ter sido o único a votar contra o projeto de lei que estende às domésticas o cumprimento da legislação trabalhista. 

Entre os absurdos que Bolsonaro já declarou sobre as mulheres, um dos mais graves diz: “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” – isto é, para ele este é um grave defeito da condição feminina e de mãe, que ele ataca sem pudor. Na mesma linha, seu vice Hamilton Mourão afirmou que famílias onde não há pai ou avô, ou seja, são dirigidas por mães ou avós, são “fábricas de desajustados”.

As mulheres brasileiras dão corpo e vida a seu movimento que começou no meio eletrônico da internet e em pouquíssimo tempo angariou milhões de aderentes, e agora ocupa as ruas.

Faz tempo que as mulheres lutam pela democracia, contra o autoritarismo e o fascismo. Construíram uma extensa tradição que agora reiteram, “por um Brasil sem fascismo e sem horror”, como diz a canção no vídeo das mulheres.

As mulheres e os democratas e progressistas que aderiram a seu movimento antifascista não aceitam os preconceitos machistas, racistas, homofóbicos e contra os pobres em geral. Rejeitam o programa elitista, que favorece a especulação financeira e despreza direitos dos(as) trabalhadores(as) e do povo (como o fim do 13º salário, pretensão anunciada pelo companheiro de chapa de Bolsonaro). Repudiam também ações violentas dos partidários do candidato fascista que, como autêntica milícia de arruaceiros fascistas, invadiu a página no Facebook do movimento Mulheres contra Bolsonaro, além de emboscar e agredir a socos e coronhada, no Rio de Janeiro, uma das organizadoras do #elenão.

É com este espírito de amor pelos brasileiros e rejeição ao ódio, truculência e autoritarismo, que as ruas das cidades brasileiras – e no mundo – serão ocupadas nesse sábado, sob um brado uníssono: ele não!

As mulheres que já realizam muito à construção do Brasil, agora, quando a Nação se vê ameaçada pelo fascismo, assumem a vanguarda em defesa da democracia. 

A decisão correta é segui-las! Marchar lado a lado com elas, #elenão.

A experiencia do ancião e a valorização da tradição na literatura africana


As civilizações africanas, no Saara e ao sul do deserto, eram em grande parte civilizações da palavra falada, mesmo onde existia a escrita, como na África ocidental a partir do século XVI, pois muito poucas pessoas sabiam escrever, ficando a escrita muitas vezes relegada a um plano secundário em relação às preocupações essenciais da sociedade. Seria um erro reduzir a civilização da palavra falada simplesmente a uma negativa, "ausência do escrever", e perpetuar o desdém inato dos letrados pelos iletrados, que encontramos em tantos ditados, como no provérbio chinês: "A tinta mais fraca é preferível à mais forte palavra". Isso demonstraria uma total ignorância da natureza dessas civilizações orais. Como disse um estudante iniciado em uma tradição esotérica: "O poder da palavra é terrível. Ela nos une, e a revelação do segredo nos destrói" (através da destruição da identidade da sociedade, pois a palavra destrói o segredo comum).

A civilização oral

Um estudioso que trabalha com tradições orais deve compenetrar-se da atitude de uma civilização oral em relação ao discurso, atitude essa, totalmente diferente da de uma civilização onde a escrita registrou todas as mensagens importantes. Uma sociedade oral reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas também como um meio de preservação da sabedoria dos ancestrais, venerada no que poderíamos chamar elocuções-chave, Isto é, a tradição oral. A tradição pode ser definida, de fato, como um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra. Quase em toda parte, a palavra tem um poder misterioso, pois palavras criam coisas. Isso, pelo menos, é o que prevalece na maioria das civilizações africanas. Os Dogon sem dúvida expressaram esse nominalismo da forma mais evidente; nos rituais constatamos em toda parte que o nome é a coisa, e que "dizer" é "fazer".

A oralidade é uma atitude diante da realidade e não a ausência de uma habilidade. As tradições desconcertam o historiador contemporâneo - imerso em tão grande número de evidências escritas, vendo-se obrigado, por isso, a desenvolver técnicas de leitura rápida - pelo simples fato de bastar à compreensão a repetição dos mesmos dados em diversas mensagens. As tradições requerem um retorno contínuo à fonte. Fu Kiau, do Zaire, diz, com razão, que é ingenuidade ler um texto oral uma ou duas vezes e supor que já o compreendemos. Ele deve ser escutado, decorado, digerido internamente, como um poema, e cuidadosamente examinado para que se possam apreender seus muitos significados - ao menos no caso de se tratar de uma elocução importante. O historiador deve, portanto, aprender a trabalhar mais lentamente, é refletir, para embrenhar-se numa representação coletiva, já que o corpus da tradição é a memória coletiva de uma sociedade que se explica a si mesma. Muitos estudiosos africanos, como Amadou Hampâté-Ba ou Boubou Hama, muito eloqüentemente têm expressado esse mesmo raciocínio. O historiador deve iniciar-se, primeiramente, nos modos de pensar da sociedade oral, antes de interpretar suas tradições.

A natureza da tradição oral
A tradição oral foi definida como um testemunho transmitido oralmente de uma geração à outra. Suas características particulares são o verbalismo e sua maneira de transmissão, na qual difere das fontes escritas. Devido à sua complexidade, não é fácil encontrar uma definição para tradição oral que dê conta de todos os seus aspectos. Um documento escrito é um objeto: um manuscrito. Mas um documento oral pode ser definido de diversas maneiras, pois um indivíduo pode interromper seu testemunho, corrigir-se, recomeçar, etc. Uma definição um pouco arbitrária de um testemunho poderia, portanto, ser: todas as declarações feitas por uma pessoa sobre uma mesma seqüência de acontecimentos passados, contanto que a pessoa não tenha adquirido novas informações entre as diversas declarações. Porque, nesse último caso, a transmissão seria alterada e estaríamos diante de uma nova tradição.

Algumas pessoas, em particular especialistas como os griots, conhecem tradições relativas a toda uma série de diferentes eventos. Houve casos de uma pessoa recitar duas tradições diferentes para relatar o mesmo processo histórico. Informantes de Ruanda relataram duas versões de uma tradição sobre os Tutsi e os Hutu: uma, segundo a qual, o primeiro Tutsi caiu do céu e encontrou o Hutu na terra; e outra, segundo a qual Tutsi e Hutu eram irmãos. Duas tradições completamente diferentes, um mesmo informante e um mesmo assunto! É por isso que se inclui "uma mesma seqüência de acontecimentos" na definição de um testemunho. Enfim, todos conhecem o caso do informante local que conta uma história compósita, elaborada a partir das diferentes tradições que ele conhece.

Uma tradição é uma mensagem transmitida de uma geração para a seguinte. Mas nem toda informação verbal é uma tradição. Inicialmente, distinguimos o testemunho ocular, que é de grande valor, por se tratar de uma fonte "imediata", não transmitida, de modo que os riscos de distorção do conteúdo são mínimos. Aliás, toda tradição oral legítima deveria, na realidade, fundar-se no relato de um testemunho ocular. O boato deve ser excluído, pois, embora certamente transmita uma mensagem,


é resultado, por definição, do ouvir dizer. Ao fim, ele se toma tão distorcido que só pode ter valor como expressão da reação popular diante de um determinado acontecimento, podendo, no entanto, também dar origem a uma tradição, quando é repetido por gerações posteriores. Resta, por fim, a tradição propriamente dita, que transmite evidências para as gerações futuras.

A origem das tradições pode, portanto, repousar num testemunho ocular, num boato ou numa nova criação baseada em diferentes textos orais existentes, combinados e adaptados para criar uma nova mensagem. Mas somente as tradições baseadas em narrativas de testemunhos oculares são realmente válidas, o que os historiadores do Islã compreenderam muito bem. Desenvolveram uma complicada técnica para determinar o valor dos diferentes Hadiths, ou tradições que se pretendiam palavras do Profeta, recolhidas por seus companheiros. Com o tempo, o número de Hadiths tomou-se muito grande, e foi necessário eliminar aqueles para os quais a cadeia de informantes (lsnad) que ligava o erudito que as havia registrado por escrito a um dos companheiros do Profeta não podia ser estabelecida. Para cada ligação, o cronista islâmico determinava critérios de probabilidade e credibilidade idênticos aos empregados na crítica histórica atual. Poderia a testemunha intermediária conhecer a tradição? Poderia compreendê-la? Era seu interesse distorcê-la? Poderia tê-la transmitido? E, se fosse o caso, quando, como e onde?

Notaremos que a definição de tradições apresentada aqui não implica nenhuma limitação, a não ser o verbalismo e a transmissão oral. Inclui, por- tanto, não apenas depoimentos como as crônicas orais de um reino ou as genealogias de uma sociedade segmentária, que conscientemente pretenderam descrever acontecimentos passados, mas também toda uma literatura oral que fornecerá detalhes sobre o passado, muito valiosos por se tratar de testemunhos inconscientes, e, além do mais, fonte importante para a história das idéias, dos valores e da habilidade oral.

As tradições são também obras literárias e deveriam ser estudadas como tal, assim como é necessário estudar o meio social que as cria e transmite e a visão de mundo que sustenta o conteúdo de qualquer expressão de uma determinada cultura. f:. por isso que nas seções seguintes trataremos respectivamente da crítica literária e da questão do ambiente social e cultural, antes de passarmos ao problema cronológico e à avaliação geral das tradições.


A tradição como obra literária
Numa sociedade oral, a maioria das obras literárias são tradições, e todas as tradições conscientes são elocuções orais. Como em todas elocuções, a forma e os critérios literários influenciam o conteúdo da mensagem. Essa é a principal razão das tradições serem colocadas no quadro geral de um estudo de estruturas literárias e serem avaliadas criticamente como tal.
Um primeiro problema é o da forma da mensagem. Há quatro formas básicas, resultantes de uma combinação prática de dois conjuntos de princípios. Em alguns casos, as palavras são decoradas, em outros, a escolha é entregue ao artista. Em alguns casos, uma série de regras formais especiais são sobrepostas à gramática da língua comum, em outros, não existe tal sistema de convenções.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
Fonte:http://afrologia.blogspot.com.

Marta a mulher negra 6 vezes fez história nos esportes do Brasil


Marta, a maior do futebol

Primeira mulher e negra – ou primeira negra e mulher – a jogar uma partida internacional de futebol masculino. Primeira jogadora de futebol feminino nacional. Embaixadora da Boa Vontade, eleita pela 

Organização das Nações Unidas. Bola de Ouro e Chuteira de Ouro, pela Fifa, a melhor jogadora do mundo por cinco anos seguidos, entre 2006 e 2010, um recorde entre mulheres e homens. Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira, masculina e feminina. Supera Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, em número de gols com a camisa da Seleção Brasileira: 117 contra 95. Maior artilheira da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols em quatro competições. Uma entre os 100 brasileiros e brasileiras mais influentes do ano de 2009, segundo a revista Época.

A artilheira dos gols não contabilizados...

Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva. Um recorde entre mulheres e homens. Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009 Em 2015, ela se tornou a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também se tornou a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) com 101 gols. É considerada a maior futebolista de todos os tempos.

Após grandes exibições recentes e, principalmente, nos Jogos Pan-americanos de 2007, a alagoana declarou que se emocionou ao saber que o rei do futebol acompanhou os jogos da seleção feminina.

Marta iniciou a carreira profissional no Vasco da Gama em 2000 aos 14 anos. Após três anos no time cruzmaltino, foi emprestada ao time mineiro Santa Cruz, onde jogaria por mais duas temporadas, antes de ser negociada pelo time carioca, para defender o Umeå IK, da Suécia. Por este clube, tornou-se muito mais conhecida na Europa e foi se destacando cada vez mais, até ser considerada a melhor jogadora do mundo.

Seleção brasileira - Conquistou, com a Seleção, a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, liderando a artilharia da competição com 12 gols nestes últimos. Foi ainda medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008.

Em 27 de setembro de 2007, durante a partida de semifinal na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2007, realizada na China, contra os EUA, marcou o gol mais bonito da competição e, para alguns, o gol mais bonito marcado durante toda a existência deste torneio e ajudou o Brasil a chegar pela primeira vez em sua história à final dessa competição. O Brasil ficou em 2º lugar e Marta foi escolhida a melhor jogadora da Copa, recebendo o prêmio Bola de Ouro e também foi a artilheira da competição com 7 gols.

Em 2015, Marta se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de futebol feminino, com 15 gols.

Mesmo ano em que se tornou a maior artilheira da seleção brasileira completando 117 gols. Ela superou Pelé que tem 95 gols marcados com a camisa da seleção.


Recorde -Na partida em que bateu o recorde de Pelé em número de gols com a camisa de Seleção Brasileira, em 9 de dezembro de 2015, a atacante marcou nada menos que cinco dos 11 gols da equipe, e da partida, no massacre sobre Trinidad e Tobago, na Arena das Dunas, em Natal RN), durante o Torneio Internacional de Futebol Feminino. Na época, ela declarou: "Estou feliz pelos gols, pelo recorde”, em entrevista à TV Bandeirantes. Naquele dia, o placar foi: 98 Marta x 95 Pele. Mas a jogadora continua na ativa e a distância não pára de crescer.


Marta é eleita a melhor jogadora do mundo da FIFA pela sexta vez

A brasileira Marta venceu nesta segunda-feira, em Londres, o Prêmio FIFA - The Best 2018 como melhor jogadora da última temporada, chegando a seis conquistas individuais (2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018) da entidade máxima do futebol. Entre os homens, o croata Luka Modric ficou com o prêmio de melhor jogador; Didier Deschamps, da seleção francesa, foi o melhor treinador, enquanto Salah ficou com Puskás Award, que homenageia o gol mais bonito do ano. A eleição do gol 


foi popular, enquanto as outras foram entre jogadores, treinadores e jornalistas de todo o mundo.Oito anos após vencer pela última vez, Marta, que tem 32 anos e defende atualmente o Orlando Pride, equipe norte-americana, se torna a maior vencedora de prêmios individuais da FIFA com os seis troféus. Além dos títulos, a capitã da seleção brasileira também ficou entre as três primeiras em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016

Atualmente, Marta joga pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos.


Parabens Mata.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte: CARTA CAPITAL

Artistas da música brasileira e Intelectuais contra o fascismo

BRASIL CULTURA – PORTAL DA CULTURA BRASILEIRA
A ideia de um manifesto contra a candidatura fascista do deputado Federal Jair Bolsonaro surgiu entre músicos do grupo de futebol Madrugada Futebol Clube, a maioria deles ligada ao universo do samba. Ao contrário do que dizem que diz o ditado, eles querem discutir política e futebol. Na figura do cantor e compositor paulista Douglas Germano o manifesto ganhou adesão de artistas, intelectuais e apoiadores de inúmeros segmentos.
Por Railídia Carvalho
Martinho da Vila, Noca da Portela, Pedro Miranda, Gisa Nogueira, Nei Lopes, Fabiana Cozza, Toinho Melodia, Inimigos do Batente, Nelson Sargento, Aldir Blanc, Guiga de Ogum, Nelson Sargento, Bambas de Sampa, Amigas do Samba, Chico Buarque, Luís Nassif, José Trajano e Edil Pacheco são alguns dos signatários do movimento, lançado nesta sexta-feira (28) nas redes sociais.
Confira abaixo o manifesto na íntegra:
“Artistas da música brasileira, intelectuais e apoiadores em favor da democracia e da política contra o fascismo.” 

O Samba, um dos elementos fundamentais da cultura brasileira, sempre foi porta-voz das lutas pela liberdade e dos anseios do nosso povo.
O fascismo que se expressa na candidatura de Bolsonaro é um perigo que merece o posicionamento de todos e todas nós.
É hora de uma defesa direta e clara de nossa sociedade e cultura.NÃO ACEITAMOS O RACISMO REPRESENTADO POR ELE!
NÃO ACEITAMOS O MACHISMO REPRESENTADO POR ELE!
NÃO ACEITAMOS A MISOGINIA REPRESENTADA POR ELE!
NÃO ACEITAMOS A PERDA DE DIREITOS TRABALHISTAS REPRESENTADA POR ELE!
NÃO ACEITAMOS A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA REPRESENTADA POR ELE!
NÃO ACEITAMOS O PRECONCEITO REPRESENTADO POR ELE!Nos posicionamos como brasileiros, artistas criadores, porque nossa origem e nossa arte REPUDIAM O QUE ELE REPRESENTA!
Bolsonaro é um retrocesso civilizatório e um risco para as futuras gerações brasileiras.
#SambaContraoFascismo
Se você também quer assinar mande uma mensagem com seu nome ou deixe um comentário.
Abaixo a lista de artistas que assinam este manifesto:
Ademir Assunção – Poeta e jornalista
Adriana Morais – Advogada
Adriana Moreira – Cantora
Adriano Dias – Músico e compositor
Ahmed Zoghbi – Historiador
Aládia Quintella – Professora
Aldir Blanc – Compositor
Alessandra Ribeiro – Comunidade Jongo Dito Ribeiro
Alessandro Penezzi – Músico
Alexandre Lemos – Compositor
Alexandre Mitsuro Silveira Yassu – Arquiteto e músico
Alexandre Rezende – Cantor e compositor
Alexandre Ribeiro – Músico
Alexis Martins – Compositor
Alfredo Castro – Músico
Aline Calixto – Cantora e compositora
Alisson Geraes – Cantor
Allan Abbadia – Músico
Allan da Rosa – Escritor e angoleiro
Alma do Ritmo – Grupo
Alzira Espíndola – Compositora e cantora
Amigas do Samba – Coletivo
Ana Lessa – Cantora
André Domingues – Jornalista e escritor
André Galvão – Comerciário
André Hosoi – Músico
André Pereira – Jornalista e compositor
André Santos – Músico e historiador
Andrei S. Nunes – Produtor
Andreia Preta – Cantora
Ángel Calvo Ulloa – Curador
Angelo Lorenzetti – Fotógrafo
Aninha Batucada – Cantora
Anita Galvão Bueno – Cantora
Anna Torres – Cantora
Anthone de Cidra – Músico e Educador
Antonio Leones – Professor UFS
Antônio P. L. Brito – Funcionário público
Áries Araújo – Músico
Arismar do Espírito Santo – Músico
Arthur Tirone – Cantor e compositor
Arturo Hartmann – jornalista
Assis Ângelo – Jornalista e escritor
Augusto Diniz – Jornalista
Bambas de Sampa – Grupo
Bando de Lá – Grupo
Barbara Kirchner – Intérprete
Batalhão da Vagabundagem – Coletivo
Bateria Alcalina – Grupo
Batuqueiros e sua Gente – Grupo
Bel Borges – Cantora
Berenice Bento – Professora UNB
Bernardo Torres – Produtor
Biancamaria Binazzi – Radialista e produtora cultural
Billy Malachias – Educador
Binho Sá – Cantor e compositor
Bira da Vila – Cantor e compositor
Bruna Volpi – Cantora
Bruno Conde – Arquiteto e urbanista
Bruno Cupertino – Cantor e compositor
Bruno Lima – Cantor e compositor
Bruno Ribeiro – Jornalista
Cabral – Cantor e compositor
Cadu Ribeiro – Músico
Caio Góes – Músico
Camilo Arabe – Jornalista e produtor
Camilo Gan – Instrumentista
Carla Casarim – Cantora
Carla Roeher de Abreu – Cantora e professora
Carlinhos Antunes – Dir. da Orquestra Mundana
Carlinhos Vergueiro – Cantor e Compositor
Carlos José Fernandes Neto – Músico
Carlos Zimbher – Compositor e Dramaturgo
Carlota Joaquina – atriz
Carmen Queiroz – Cantora
Carmen S. V. Moraes – FEUSP
Carolina Cordeiro – Artista Visual
Carolina Starling – Geógrafa
Casa Gramo – Coletivo
Celso Lima – Músico e Compositor
César Barreto – Ogãn Ase Opo Ewe
Cesinha Pivetta – Músico
Chapinha – Compositora
Chico Aguiar – Cantor
Chico Alves, Cantor e compositor
Chico Buarque de Holanda – Cantor e compositor
Chico Moreira – Maestro arranjador
Chico Santana – Músico
Chiquinho do Pandeiro – Músico
Choro Pro Santo – Grupo
Cidinha Zanon – cantora e produtora
Cinthia Filomeno — Escritora e pesquisadora do samba
Clarindo Silva – Produtor
Claudia Alexandre – Jornalista
Cláudia Coutinho – Musicista
Cláudio Jorge – Compositor
Claudio Monteiro de Carvalho – Músico
Cláudio Ribeiro – Jornalista, Compositor
Coisa da Antiga – Grupo
Coletivo Roda Gigante – Coletivo
Conjunto João Rubinato – Grupo
Conjunto Picafumo – Grupo
Consuelo de Paula – Cantora e compositora
Cordão Cheiroso – Grupo Carnavalesco
Cordão da Mentira – Coletivo
Cris do Samba – Produtora
Cristiano Castilho – Jornalista
Cristiano José da Silva – Professor
Cristiano Tomiossi – Ator e diretor
Cristina Buarque de Holanda – Cantora
Dani Sá – Artista Gráfica
Danilo Medeiros – Produtor
Dé Lucas – Cantor e compositor
Deivid Domênico – Compositor
Deni Domênico – Músico
Deni Lantzman – Artista visual
Denis Costa Denão – Cantor, músico e compositor
Dentinho – Poeta e compositor
Dentinho do Oxóssi – Músico
Dercília Relicário – Produtora
Di Moretti – Roteirista
Didi Monteiro – Músico
Didu Nogueira – Cantor
Dois por Quatro – Grupo
Dora Vergueiro – Cantora
Douglas Germano – Compositor
Dr Bigu – Médico e Presidente do Sindicato dos Médicos RJ
Dudu Baradel – Músico
Dudu Nicácio – Cantor e compositor
Dudu Pinheiro – Cantor e compositor
Edil Pacheco – Maestro
Edinho Silva – Músico
Eduardo Gallotti – Compositor
Eduardo Goldenberg – Advogado
Eduardo Gudin – Compositor
Edvaldo A. Bergamo – Prof. UnB
Eliane Weinfurter – Atriz e educadora
Elisa Aparecida Gondim Simiao – Musicista
Elisa Gudin – Cantora
Emerson Urso – Compositor
Erika Winand – professora da UFS
Ernesto Pires – Cantor
Esperando o Trem – Grupo
Estela Pereira – IFSP
Everaldo F. Silva – Funcionário público
Fabiana Cozza – Cantora
Fabiane Ramos – Costureira e cantora
Fábio Augusto Moreno Cavalcante – Professor
Fábio Giorgio – Produtor
Fábio Mandika – Músico
Fábio Peron – Músico
Fagundes Emanuel – Ator e músico
Felipe Ataíde – Músico e compositor
Felipe Siles – Músico
Felipe Vaistman – Jornalista
Felipe Victor Lima – Historiador e professor
Felix Sanchez – Professor
Fernanda Azevedo – Atriz
Fernando Bento – Músico e compositor
Fernando Carvalho Pereira – Advogado e musico
Fernando Kinas – Diretor teatral
Fernando Mattoso de Azevedo – Músico
Fernando Neninho – Mestre de bateria
Fernando Pellon – Compositor
Fernando Ripol – Cantor e compositor
Fernando Szègeri – Cantor
Flavia Teixeira – Universidade Federal de Uberlândia
Flávio de Castro – Professor de Literatura
Flávio Rubens – Clarinetista
Flora Poppovic – Cantora
Fran Bergamo – Servidora pública
Fran Nóbrega – Cantora
Fran Zaila – Cantora
Gabriel Alves – Produtor
Gabriel Cavalcanti – Cantor
Gabriel Deodato – Músico
Gabriel Goulart – Compositor
Gabriel Paz Lima – Professor e músico
Gabriela Starling – Artista visual
Georgette Fadel – Atriz
Geovana – Cantora, Compositora
Geraldo Adriano Campos – Professor da UFS e Batuqueiro
Gerson Bientinez – Músico
Gian Correa – Músico
Gilson Negão – Produtor
Gisa Nogueira – Cantora e compositora
Giselle Couto – Cantora e compositora
Gloria Bonfim – Cantora
Gregory Andreas – Músico
Guego Favetti – Músico
Guiga de Ogum – Compositor
Guilherme Bareta – Compositor
Gustavo Dias do Vale – Engenheiro de som
Gustavo Maguá – Cantor e compositor
Heleno Augusto – Cantor e Compositor
Helinho Oliveira – Músico
Hélio Guadalupe – Músico
Henrique Araujo – Músico
Henrique Dídimo – Educador e cineasta
Ildo Silva – Músico
Inimigos do batente – Grupo
Ilcéi Miriam – Cantora
Iraê Garcia – Produtora cultural
Iura Ranevsky – Violoncelista e professor da UFRJ
Jackeline Severina Bezerra Vicentini – Compositora e Geógrafa.
Jair Marcatti – Professor
Jana Mor – Cantora e compositora
Jaqueline dos Santos Rocha – Cantora
Jaques Morelenbaum – Músico
Jean Garfunkel – Músico
Jeferson Santiago – Músico
Jefferson Alves –Animador cultural
Joana Gudin – Designer
João Gabriel GD – Produtor cultural
João Poleto – Músico
João Priolli – Professor
Jonas Euzébio de Oliveira Barros – Poeta e compositor
Jonas Lopes – Músico
Jorge Alexandre – Músico
Jorge Leite Jr – Departamento de Sociologia – UFSCar
Jorge Luiz Garcia – Designer e músico
Jorge Simas – Músico
José Alves – Maestro, violinista da Sinfônica Brasileira
José Carlos Ruy – Jornalista e escritor
José Eduardo de Souza – Jornalista e radialista;
José Trajano – Jornalista
Júlia Engler – Produtora
Julia Zakia – Cineasta
Juliana Amaral – Cantora
Juliana Senatore Lago – Economista
Juliano Gentile – Músico
Júlio César – Músico
Júnior Pita – Músico
Karine Telles – Cantora
Kaya na Gandaia – Bloco Carnavalesco
Kennedy Piau – Pesquisador e produtor cultural
Kiko Dinucci – Compositor
Kiwi Cia. de Teatro
koka Pereira – Músico
Kristal Oliveira – Cantora
Leila Bourdokan – Produtora e jornalista
Lela Simões – Cantora
Lello Di Sarno – Compositor
Lena Benzecry – Professora e produtora
Lenir Boldrin – Produtor musical
Leo Gola – Músico e Produtor
Leonardo Escobar – Produtor cultural
Leonardo Karasek – Dir. Teatral
Leonardo Thomsen – Músico
Lincoln Antonio – Músico
Livia Mannini – Produtora cultural
Lydio Roberto – Professor e Músico
Lourenço Assumpção – Músico
Lua Cristina – Cantora
Lucas Fainblat – Cantor e compositor
Lucas Miranda Pinheiro – Professor da UFS
Lucas Nóbile – Escritor
Lucas Prata Fortes – Roteirista
Lucas Silveira Martins – Administrador e músico
Luciano Bom Cabelo – Compositor
Lucila Ferrini – Musicista
Lucio Pereira – Administrador
Luís Dávila – Jornalista
Luis Nassif – Jornalista
Luísa Gouvêa – Cantora e Atriz
Luísa Maita – Cantora
Luiz Antônio Simas – Historiador
Luiz Antônio Xavier – Músico
Lula Barbosa – Compositor
Maísa de Aguiar – Produtora artística
Mana Dinga – Grupo
Manu Dias – Cantora e compositora
Marcelinho do Cavaco – Músico
Marcelle Britto Moreira – Cantora
Marcelo Amorim – Compositor
Marcelo Homero – Músico
Marcelo Masagão – Cineasta
Marcelo Mendez – Jornalista e escritor
Marcelo Preto – Cantor
Márcia Feres – Cantora e compositora
Márcia Gemaque – Advogada
Marco Antônio – Compositor
Marco Sá – Jornalista e produtor cultural
Marcos Aurelio Pereira – Historiador
Marcos Clemente – Músico
Marcus Vinicius de Andrade – Maestro e compositor
Maria Cristina Pires – Cantora
Maria Teresa de Arruda Campos – Psicóloga e pedagoga
Mariel – Cantora
Marina Gomes – Cantora e compositora
Marina Miranda da Nóbrega – Arquiteta e produtora
Marina Rago – Arquiteta e cantora
Marina Vieira – Cantora e educadora
Marlene Mendes – Educadora e cantora
Marquinhos Diniz- Cantor e compositor
Marquinhos Jaca – Compositor
Martinho da Vila – Cantor e compositor
Mauricio Carrilho – Músico e compositor
Maurício de Melo Prince – Músico e compositor
Mauricio Pito – Cantor, compositor e músico
Max Gonzaga – Compositor
Mazinho Lima – Músico
Merylin Esposi – Fotógrafa
Mestre Anderson Miguel – cantor e compositor
Michael Pipoquinha – Músico
Miguel Fontes – Biólogo e produtor
Milton Hatoum – Escritor
Miró Parma – Músico
Música compartilhada – Coletivo
Nani Medeiros – Cantora
Nego Alvaro – Músico e compositor
Nei Lopes – Compositor
Nelson Rufino – Compositor
Nelson Sargento – Compositor
Nervos de Aço – Grupo
Neto Paes de Barros – Músico
Noca da Portela – Compositor
Núcleo de Samba Cupinzeiro – Coletivo
Ó do Borogodó Bar – Música
Osni Ribeiro – Compositor
Oswaldo Luiz Colibri Vitta – Jornalista e produtor
Pagu – Bloco carnavalesco
Paranapanema – Grupo
Patricia Gifford – Atriz
Paula Ávila de Oliveira – Psicóloga
Paula Klein Flecha Dourada – Atriz
Paula Sanches – Cantora
Paulão 7 Cordas – Músico
Paulinho Timor – Músico
Paulino Neves – cantor e compositor
Paulo Godoy – Músico
Paulo Padilha – Compositor
Paulo Perdigão – Compositor
Paulo Serau – Músico e arranjador
Pedro Amorim – Músico e compositor
Pedro Ferreira Alexandre – Cientista TI
Pedro Miranda – Cantor e compositor
Pedro Moreira – Músico
Pedro Paulo Gomes Pereira – Universidade Federal de São Paulo
Pedro Paulo Malta – Jornalista e pesquisador
Pedro Romão – Músico
Pedro Tierra – Poeta
Pipa Vieira – Músico
Pratinha Saraiva – Músico
Professor Denis – Músico
Projeto Nosso Samba – Coletivo
Quarteto de Cordas Vocais – Grupo
Quim – Compositor
Rafael Frydmann – Cineasta
Rafael Galante – Músico e pesquisador
Rafael Soares – Cantor e compositor
Rafael Toledo – Músico
Rafael Y Castro – Músico
Railídia Carvalho – Cantora e Jornalista
Raimundo do Pandeiro – Cantor e compositor
Raphael Maqueda – Professor
Raphael Moreira – Músico
Rappin’Hood – Rapper e compositor
Regional Imperial – Grupo
Renata Saito – Cantora e eutonista
Renato Braz – Cantor
Renato Dias – Compositor
Renato Enoki – Músico
Renato Fontes – Professor e compositor
Renato Gama – Compositor
Renato Martins – Compositor
Renato Passarinho – Músico
Renê Rivaldo Ruas – Músico
Ribeka Suzuki – Professora e percussionista
Ricardo Bispo – Compositor
Ricardo Perito – Músico
Ricardo Rabelo – Músico
Rildo Carvalho – Músico
Roberta Oliveira – Cantora
Roberta Valente – Instrumentista e produtora
Roberto Amaral – Músico
Roberto Didio – Compositor
Roberto Ribeiro – Músico e compositor
Rodolfo Gomes – Professor e músico
Rodrigo Campos – Compositor
Rodrigo Pirituba – Músico
Rogério de baru – Ogã MSO
Ronaldinho da Cuica – Músico
Rubens Amatto – Produtor
Samba Camará – Grupo
Samba das Estações – Coletivo
Samba das Flores – Grupo
Samba do Bilhetinho – Coletivo
Samba do Bule – Coletivo
Samba na Feira – Coletivo
Sambachaça – Coletivo
Sami Bordokan – Músico
Samuel Bussunda – Compositor
Sandro Saraiva – Desenhista
Sayid Marcos Tenório – IBRASPAL
Selito SD – Compositor
Seo Carlão do Peruche – Baluarte
Serginho Beagá – Cantor e compositor
Sergio Arara – Músico
Sérgio Santa Rosa – Jornalista
Sidnei Padeirinho da Cuíca – Músico
Sidnei Souza – Músico
Silvio Carneiro – Professor UFABC
Sindicato do Samba – Coletivo
Soraia Karvalho – Musicista
Stefania Gola – Produtora
Suzuki Tanin -Psicóloga
Swami, Jr. – Músico
Tânia Mara Campos de Almeida – Departamento de Sociologia/U
Tânia Viana – Cantora
Tatiana Rocha – Musicista e Yalorixá
Te Pego no Cantinho – Bloco Carnavalesco
Terreiro Grande – Coletivo
Thiago B. Mendonça – Cineasta
Thiago Cassis – Jornalista
Thiago Delegado – Compositor
Thiago Miranda – Cantor
Thiago Peixe Franco – Prof. da UFS
Thiago Trindade – Prof. UnB
Thomaz Panza – Músico
Tiganá Macedo – Músico
Toca do Samba – Coletivo
Toinho Melodia – Cantor
Tomás Bastian – Músico e professor
Toninho Ferraguti – Músico
Toninho Geraes – Cantor e compositor
Toninho Nascimento – Compositor
Trio Gato com Fome – Grupo
U-Gueto – Cantor
União Altaneira – Bloco cultural
Unidos Venceremos – Bloco carnavalesco
Valdineia – Grupo
Valéria de O Julião – Professora e cantora
Verônica Borges – Musicista

Vicente Ribeiro – Professor, Maestro
Victor Sete – Compositor
Victoria dos Santos – Musicista
Vinicius do Vale Alcântara – Psicólogo e musicista
Vítor Alves – Cantor e compositor
Vitor Casagrande – Músico
Warley Henrique – Compositor
Xeina Barros – Musicista
Yamandú Costa – Músico
Zagaia – Coletivo
Zé Alexandre – Produtor
Zé Catimba – Cantor e compositor
Zé Paulo – Cantor e compositor
Zeca Barreto – Músico
Fonte: BRASIL CULTURA

“O feminismo é o contrário da solidão” – Mulheres unidas no #EleNão

“O feminismo é o contrário da solidão”, diz a escritora e candidata ao governo do Rio de Janeiro, Márcia Tiburi. Sendo assim, neste sábado (29), milhões de mulheres estarão unidas, nas ruas de todo o país, para repudiar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato à presidência que desrespeita as minorias e ataca os direitos já conquistados pelos trabalhadores.
Por Alessandra Monterastelli e Mariana Serafini
Neste sábado (29), mulheres tomam as ruas em defesa de direitos Neste sábado (29), mulheres tomam as ruas em defesa de direitos
Ao longo da semana, dezenas artistas e intelectuais aderiram à campanha #EleNão, cujo objetivo é denunciar o posicionamento reacionário de Bolsonaro e combater a candidatura dele que atualmente lidera as pesquisas de intenção de votos.
Um grupo do Facebook chamado “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, tinha mais de 2,5 milhões de participantes quando foi crackeado por apoiadores de Bolsonaro, que desde o início da organização do movimento tentam intimidar as responsáveis pela criação do gigantesco espaço de discussão política. Uma das administradoras do grupo foi agredida com socos e coronhadas por três homens no dia 24, no Rio de Janeiro. Maria (assim identificada por precaução), manifestou-se dizendo estar abalada, mas que “a luta continua e não será em vão”.
A hashtag #EleNão, que faz menção ao candidato do PSL sem citá-lo para não populariza-lo, ganhou força após o grupo do Facebook ser invadido por bolsonaristas. Milhares de mulheres aderiram à causa que ganhou mais visibilidade com a participação de artistas e intelectuais.
As atrizes Bruna Linzmeyer, Letícia Sabatella, Nanda Costa, Camila Pitanga, Claudia Raia, Bruna Marquezine, Deborah Secco, Patrícia Pillar, Fernanda Lima, entre outras, se manifestaram contra o candidato conhecido pelos seus discursos machistas, sexistas, homofóbicos e pelas suas declarações racistas.
As cantoras Anitta, Daniela Mercury e Maria Gadu e as apresentadoras Monica Iozzi e Rachel Sheherazade também aderiram ao #EleNão.
O grupo no Facebook agora já tem mais de 3 milhões de mulheres. Recentemente o Datafolha divulgou uma pesquisa onde mostra que 90% das mulheres de baixa renda rejeitam Bolsonaro. Com o passar dos dias, a campanha feminina inversamente proporcional ao candidato que estagnou nas pesquisas.
As mulheres saem às ruas para dizer que estão unidas contra o retrocesso, que o feminismo, de fato, é o contrário da solidão e que se depender delas #EleNão chega à rampa do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019.
Veja a campanha de atrizes.
As mulheres se unem contra Bolsonaro! 👊E dia 29 vai ser gigante!
Publicado por Quebrando o Tabu em Terça-feira, 25 de setembro de 2018