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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Artesanato Brasileiro (História)

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A história do artesanato tem início no mundo com a própria história do homem, pois a necessidade de se produzir bens de utilidades e uso rotineiro, e até mesmo adornos, expressou a capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho.
Os primeiros artesãos surgiram no período neolítico (6.000 a.C) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais.
No Brasil, o artesanato também surgiu neste período. Os índios foram os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário feitos com penas e plumas de aves.
O artesanato pode ser erudito, popular e folclórico, podendo ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas utilitária, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. E também encontram-se nas pinturas e desenhos (primitivos), esculturas, trabalhos em madeiras, pedra guaraná, cera, miolo de pão, massa de açúcar, bijuteria, renda, filé, crochê, papel recortado para enfeite, etc.
O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região.

Tipos de artesanatos brasileiro:

Cerâmica e bonecos de barro
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É a arte popular e de artesanato mais desenvolvidas no Brasil e desenvolveu-se em regiões propícias à extração de sua matéria prima – o barro. Nas feiras e mercados do Nordeste, se encontram os bonecos de barro, reconstituindo figuras típicas da região, como os cangaceiros, retirantes, vendedores, músicos e rendeiras.

Renda
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A renda, presente em roupas, lenços, toalhas e outros artigos, tem um importante papel econômico nas regiões Norte, Nordeste e Sul, e é desenvolvida pelas mãos das rendeiras.

Entalhando a madeira
É uma manifestação cultural muito utilizada pelos índios nas suas construções de armas, utensílios, embarcações, instrumentos musicais, máscaras e bonecos.
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Os artesanatos em madeira produzem objetos diversificados com motivos da natureza, do universo humano e a fantasia. Exemplos disso são as carrancas, ou cabeças-de-proa, os utensílios como cocho, pilão, gamelas e móveis simples e rústicos, os engenhos, moendas, tonéis, carroças e o maior produto artesanal em madeira – contando com poucas partes de metal – são os carros de bois.
Cestas e trançados
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A arte de trançar fibras, deixada pelos índios, inclui esteiras, redes, balaios, chapéus, peneiras e outros. Quanto à decoração, os objetos de trançados possuem uma imensa variedade, explorada através de formas geométricas, espessuras diferentes, corantes e outros materiais. Esse tipo de artesanato pode-se encontrar espalhados em diversas regiões do Norte e Nordeste do Brasil como, na Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Pará e o Amazonas.

Artesanato indígena
Cada grupo ou tribo indígena tem seu próprio artesanato. Em geral, a tinta usada pelas tribos é uma tinta natural, proveniente de árvores ou frutos. Os adornos e a arte plumária são outro importante trabalho indígena.
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A grande maioria das tribos desenvolvem a cerâmica e a cestaria. E como passatempo ou em rituais sagrados, os índios desenvolveram flautas e chocalhos.

Vítima da aids, cartunista Henfil faleceu há 31 anos

A morte do cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, completa hoje (4) exatos 31 anos. Vítima da aids, ele faleceu no Rio de Janeiro em 4 de janeiro de 1988. O cartunista contraiu o HIV em uma das transfusões que realizava com frequência, já que era hemofílico assim como seus irmãos, o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário.
O cartunista é o criador de tirinhas famosas nos anos 1970 e 1980, como a Graúna, o Fradim Cumprido e o Fradim Baixim. Engajado na vida política e social do país, seus traços criticavam a ditadura militar. Ele trabalhou para o semanário O Pasquim, cuja linha editorial era contrária ao regime da época. Mais tarde, participou de movimentos importantes, como a mobilização pela anistia a presos e exilados políticos e as Diretas Já! Cujo bordão é inclusive de sua autoria.
Se fosse vivo, Henfil teria hoje 74 anos. Mineiro de Ribeirão das Neves, nasceu em 5 de fevereiro de 1944. Em outubro do ano passado, a história do cartunista foi retratada no documentário Henfil. Dirigido por Angela Zoe e lançado no Festival do Rio, o filme tem depoimentos de figuras próximas a ele, como seus colegas no semanário O Pasquim: Ziraldo, Jaguar, Sérgio Cabral e Tárik de Souza. “É um erro chamá-lo de cartunista, porque ele foi um multiartista”, diz Tárik de Souza em um dos depoimentos.
Fonte: BRASIL CULTURA

Bolsonaro ameaça liberdade de imprensa

Associações destacam que postura em relação aos jornalistas na posse ‘é incompatível com a democracia’.
NOTA OFICIAL
A Associação Brasileira de Imprensa expressa profunda preocupação com o excesso de restrições impostas aos jornalistas credenciados para a cerimônia de posse do Presidente da República Jair Bolsonaro. Não há registro de comportamento discricionário semelhante na história recente no País. O que se viu em diferentes cenários de Brasília é incompatível com o regime democrático. O respeito à imprensa é um dos principais indicadores das nações que se consideram civilizadas.
A ABI espera que os exageros no trato com os jornalistas sejam creditados à inexperiência da nova criadagem do Palácio do Planalto e dos serviçais que assumiram a segurança periférica do Presidente.
Não é aceitável que repórteres e cinegrafistas sejam mantidos durante horas em determinados locais, como se estivessem em cárcere privado, impedidos de se locomoverem, e até de falar com o público.
Não se pode confinar a imprensa em alambrados como gado de corte.
Estamos convencidos de que as patuscadas que enodoaram a cerimônia de posse acabem se circunscrevendo a esses deploráveis episódios, e não voltem a se repetir.
A construção da democracia é um exercício diário que exige submissão aos mandamentos da Constituição além de extraordinária capacidade de doação e respeito pelo outro.
A partir de hoje, Jair Bolsonaro é o Presidente de todos os brasileiros, mesmo daqueles que não o honraram com o seu voto, nas eleições de outubro.
O Novo Mandatário também precisa ser alertado que a campanha eleitoral terminou.
Domingos Meirelles
Presidente da ABI