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I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA PROMOVIDO PELA FJA/RN FOI UM SUCESSO!!!

FINAL DO I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA DO RN ATINGIU SEUS OBJETIVOS  Abertura com CHAVE DE OURO  Fotos: Momento...

sábado, 30 de março de 2019

10 FOTOS DA ASSEN NOS ANOS 90 QUE VÃO MEXER COM SUAS LEMBRANÇAS


Clube ASSEN, fica localizada na Av. Prudente de Morais - Cidade Alta - Natal
Talvez você não saiba mas a ASSEN é sede de uma associação de militares, na realidade sua sigla significa: “Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército em Natal”. Ela se localiza na Av. Prudente de Morais (nº 826), no bairro do Tirol.
Pouco se tem registros na internet sobre a origem da associação, só se sabe que ela foi construída no ano de 1963, tendo como arquiteto Raimundo Costa Gomes e como engenheiro Wilson Miranda, e que já foi palco de muita badalação nos anos 90 em Natal, quem lembra?
O prédio, que já recebeu várias festas e eventos, desperta lembranças em muita gente. Então aqui estão algumas fotos daquela década para ativar suas lembranças nostálgicas:
Primeiro vamos dar uma boa olhada no por fora do prédio entre 1995 e 1999: 
E agora com a fachada na cor verde…
Que depois mudou pra azul piscina
Foto: Tribuna do Norte
E vamos entrando…
 

E mais ali um banco característico…
E aquela escada “símbolo”…

Hoje em dia, apesar de se manter fechado sob vigilância, parece que parte do prédio está em abandono.Moradores do bairro denunciaram um descaso perigoso com a piscina , após um surto de viroses pela região.
Será que a ASSEN volta a bombar como antigamente?
E você? Tem histórias interessantes pra contar dela?
Fonte: Trabalho disciplinar de Mara Camila Azevedo (2001) e OLIVEIRA, Alana. “Memória moderna da minha cidade Natal” (2012) e LIMA, P. Arquitetura no Rio Grande do Norte: uma introdução (2002).
Curiozzzo

3 FOTOS DE DENTRO DO ANTIGO HOTEL REIS MAGOS QUE VOCÊ AINDA NÃO HAVIA VISTO

Resultado de imagem para imagens 3 FOTOS DE DENTRO DO ANTIGO HOTEL REIS MAGOS QUE VOCÊ AINDA NÃO HAVIA VISTO
Imagem do Google
Muito se fala do antigo e grendioso Hotel Internacional dos Reis Magos, considerado um símbolo do turismo potiguar, já que foi o primeiro empreendimento turístico de alto padrão do Rio Grande do Norte.
O hotel, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1965, viveu seu auge nos anos 80, agitando a Praia do Meio, em Natal, e impressionando muita gente pelo seu tamanho e sua arquitetura moderna.
Pela internet, já vimos várias fotos dele por fora, como esta:
Ou esta:
Mas você já teve a oportunidade de ver as instalações internas desse antigo patrimônio arquitetônico da cidade? Então aqui estão algumas fotos raras que mostram que ele era a última palavra em luxo e sofisticação na cidade na época, confira:

Recepção


Hotel Reis Magos, recepção, Natal. Arquitetos Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres Acervo Waldecy Pinto [TRIGUEIRO, Edja; et. al. O Hotel Internacional Reis Magos e sua importância histórica]

Hall


Hotel Reis Magos, hall de entrada, Natal. Arquitetos Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres Acervo Waldecy Pinto [TRIGUEIRO, Edja; et. al. O Hotel Internacional Reis Magos e sua importância histórica]

Quarto


Hotel Reis Magos, quarto, Natal. Arquitetos Waldecy Pinto, Antônio Didier e Renato Torres Acervo Waldecy Pinto [TRIGUEIRO, Edja; et. al. O Hotel Internacional Reis Magos e sua importância histórica]

Infelizmente, após passar pelas mãos de várias empresas, ele acumulou dívidas, hoje em dia é mais um lugar abandonado da cidade.
Com imagens e informações de Minha Cidade
Curiozzzo

FECHAMENTO DO MINC é tema de debate em Santa Cruz pelo CPC/RN


 Participantes do Seminário "Como fica a cultura brasileira sem o MINC?"
Presidente do CPC/RN falando da importância do MINC - "É preciso lutar pelo MINISTÉRIO DA CULTURA, foi uma grande conquista do POVO BRASILEIRO em ESPECIAL os ARTISTAS!" - Inicio Eduardo Vasconcelos.

O Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN com sede em Nova Cruz realizou mais um seminário de debates sobre temas sociais ligados à cultura, na ultima sexta feira, 29 de Março, no auditório do Istituto Federal –IF, de Santa Cruz, região do Trairí. Desta vez o tema abordado foi: "COMO FICA A CULTURA BRASILEIRA SEM O MINC - (Ministério da Cultura)?.O evento contou com representantes da cultura e da educação e de artistas de Santa Cruz e de Nova Cruz, cidades capitais de suas regiões,
Roda de Conversa: "Seminário - Como Fica a Cultura Brasileira sem o MINC?"
Representantes culturais prestigiando
Diretora da EMATER de Santa Cruz fazendo uma belíssima intervenção sobre o assunto
Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS falando da importância de luta em DEFESA DO MINC!
Centro: Robson - Casa de Cultura de Santa Cruz/RN, fazendo boas intervenções sobre o tema
Todos os participantes receberam certificados
O seminário foi dirigido por Eduardo Vasconcelos, diretor da entidade organizadora, e que contou como palestrantes, a diretora do IF anfitrião, Professora , Samira Fernandes Delgado, Robson - Agente de Cultura de Santa Cruz, Edgar Santos que no ato representou o prefeito da cidade, Ivanildo Ferreira Lima Filho, além de Erica Sabino representante da UNOPAR local e do professor Meirison Fernandes, diretor da 7ª Diretoria Regional de Educação e Cultura – DIREC, com sede em Santa Cruz.

Há uma enorme preocupação com as ações que estão sendo exercidas pelo governo federal na gestão de Bolsonaro em relação ao Ministério da Cultura MINC, que sinalizam claramente a iniciativa de fechá-lo e torna-lo membro da pasta do Ministerio da Cidadania, o que “levaria ao retrocesso das conquistas adquridas com o passar das décadas no setor da cultura brasileira”, alertou Robson, representante do Ponto de Cultura de Santa Cruz.

Segundo Eduardo Vasconcelos, do encontro foi elaborado um documento que traz a manifestação contrária ao que vem ocorrendo com o MINC por parte das regiões Agreste e Trairí do estado. Outros seminários serão realizados com o mesmo objetivo em outras regiões cujos documentos neles produzidos serão o esteio do documento de manifesto estadual do Rio Grande do Norte sobre o assunto. Cada estado estará produzindo manifestos semelhantes e que ao final se fundirão em um grande movimento anti fechamento do Ministério da Cultura, pretendido pelo atual governo.
Fotos e Matéria Claudio Lima/Eduardo Vasconcelos
 Seminário/roda de conversa
 Apresentação do Grupo de Capoeira BOA VONTADE de Nova Cruz/RN, fazendo bonito



Após o seminário Delegação de Nova Cruz visita a Santa Rita de Cássia - Santa Cruz/RN
Eduardo Vasconcelos e o cantor/compositor, Diego Ramos

Nosso agradecimento ao IFRN - Campus de Santa Cruz na pessoa de Samira Delgado,nossos agradecimentos também aos sindicatos: SINTE/RN, SINDSAÚDE/RN, SINDICATO DOS PORTUÁRIOS DO RN, SINAI/RN, CUT NACIONAL, a UBES, GRÊMIO DO IFRN - SANTA CRUZ, UNOPAR -  SANTA CRUZ, Aos Gerentes do BB, CEF e BNB, como a Prefeitura de Santa Cruz, Secretaria Municipal de Cultura de Santa Cruz, da Secretaria M. de Educação de Santa Cruz, Câmara Municipal de Santa Cruz, da EMATER Escritório de Santa Cruz, Rádio AM Santa Cruz, O BOTICÁRIO/SANTA CRUZ, CONSELHO M. DE CULTURA/SANTA CRUZ, 7ª DIREC, CASA DE CULTURA/SANTA CRUZ, TEATRO MUNICIPAL CANDINHA BEZERRA, PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA CRUZ, ao STR de STA CRUZ, AO RESTAURANTE POPULAR DE SANTA CRUZ , JM  ART & GRÁFICA - SANTA CRUZ/RN - FONE: (84) 99969 9630/98824 8124, Dr. CABRAL, A COMPANHEIRA DÉBORA, que de forma direta ou indireta ajudaram na concretização deste seminário.

Marcelo Coelho: A vingança do circo contra o cinema

Em 1970, por encomenda da RAI (emissora de TV italiana), Federico Fellini (1920-1993) lançou Os Palhaços (I Clowns), um dos mais belos e tristes tributos do cinema ao circo. Misto de documentário e drama, o filme só estreou no Brasil no final de 2002, ocasião em que recebeu uma crítica à altura do cientista social Marcelo Coelho. Nos marcos do Dia Mundial do Circo (27 de março), o Prosa, Poesia e Arte recupera o texto de Coelho, prestando homenagem às artes circenses – e também a Fellini.
Lançado em 1970, filme de Fellini estreou no Brasil 32 anos depois Lançado em 1970, filme de Fellini estreou no Brasil 32 anos depois
A vingança do circo contra o cinema
Por Marcelo Coelho, na Folha de S.Paulo
Um grupo de pessoas rindo, afirmou o filósofo Theodor Adorno, já não passa de uma paródia, de uma caricatura da humanidade. Escrita por volta de 1945, a frase era uma reação tanto à barbárie nazista quanto aos horrores da indústria do entretenimento, com a qual o teórico marxista era forçado a tomar contato em seu exílio norte-americano.
Os Palhaços, semidocumentário de Federico Fellini rodado na década de 70, só agora estreou em São Paulo. No começo do filme, aquela idéia de Adorno parece ter sido posta de cabeça para baixo. Fellini lembra que, quando criança, tinha muito medo dos palhaços de circo: impressionava-o a semelhança que tinham com algumas personagens reais, os loucos, os tarados, os mendigos de sua cidade natal.
Aqueles tipos ridículos e desgraçados eliminavam qualquer possibilidade de achar divertido um espetáculo de circo. As primeiras cenas do filme reconstituem um picadeiro paupérrimo, em que truques banais e figuras grotescas se alternam diante dos olhos assustados de um menino provinciano.
Reconstituem também algumas imagens da cidade de Rimini, que mais tarde viriam a ser imortalizadas em Amarcord, a obra-prima do diretor. Fellini recria com realismo o ambiente, os lugares, os personagens daquela pequena cidade italiana dos anos 30, enquanto, no circo, as cenas mais implausíveis e as enganações mais baratas se sucedem pateticamente.
No circo, um falso Tarzã agarra bufando um canhão de papel cinzento, enquanto “lá fora”, no filme, uma cidade real, com sua estação de trem, seus cafés e calçadas é mostrada de modo persuasivo para o espectador. Mas é claro que a Rimini de 1930 não existe mais e que o filme nos engana com seu realismo.
À primeira vista, assim, toda a nostalgia de Fellini com relação ao mundo do circo seria um tanto contraditória: lamentando a morte das formas ingênuas de espetáculo, Os Palhaços estaria também contribuindo para enterrá-las. O cinema, afinal, constrói ilusões muito melhores, muito mais fantásticas e convincentes. Se há algo de comovente no circo, é porque com o tempo aprendemos a perceber a miséria de seus prodígios.
O bonito de Os Palhaços, entretanto, é que o filme inteiro vai minando essa conclusão. Fellini transforma o seu documentário numa vingança do circo contra o cinema, denunciando todos os truques “realistas” da linguagem cinematográfica.
O filme se apresenta como um documentário, com o próprio Fellini entrevistando palhaços e especialistas na história do circo. No estilo que, hoje em dia, nos acostumamos a ver nos documentários de Eduardo Coutinho, a equipe de filmagem do diretor aparece explicitamente em cena, insistindo o tempo todo em que, naquele filme, não há ilusão nenhuma, tudo é real, e, portanto, o mundo das ilusões “autênticas” será ainda e sempre o circo.
Mas isso também é falso. Numa outra reviravolta, Fellini deixa entrever que aquela equipe de filmagem, o cameraman, o sonoplasta, até a secretária da produção, nenhum deles é de fato profissional do ramo. Encarregada de datilografar um texto, a secretária rasga o papel; um ajudante gordo dá topadas em todo lugar; o sonoplasta tem uma cara esquisitíssima; as próprias lentes da câmera, filmadas de perto por Fellini, mostram-se feitas de celofane…
Sim, aquilo tudo é uma vasta palhaçada – e o espectador, que se comovia diante da primária e pungente farsa dos cirquinhos de província, não mais capazes de enganar ninguém, termina vendo que foi enganado o tempo todo por artistas de circo “reais”.
O que era uma elegia sobre o circo se transforma, então, em apoteose, num daqueles finais triunfantes que Fellini gosta de fazer. Mas um momento. O filme ainda não acabou. Uma vitória do circo sobre o cinema seria, ela própria, falsa. As deslumbrantes imagens de um cortejo de palhaços, a princípio fúnebre e, depois, carnavalesco, vão ficando mais frenéticas a cada minuto. A cena se prolonga, vai dando vertigem, os clowns vão caindo de cansaço.
Se o filme começava mostrando cenas pungentes, pobres e tristíssimas de um circo mambembe e termina num esplendor de cores, roupas bizarras, marchas frenéticas e serpentinas, nem por isso se deixa de falar da mesma realidade, com a mesma angústia.
Quando vemos aqueles palhaços do início trocando marteladas na cabeça, tentando exercer o ofício de carpinteiros, barbeiros e cozinheiros, entregues à mais convulsiva incompetência, é sem dúvida a vida real -o cotidiano do trabalho manual e da violência física- que está sendo retratada no circo.
O cinema mais lírico, “poético” e “mágico” costuma ocultar com facilidade coisas desse tipo. Mas Fellini escapa das armadilhas do cinema “de arte”. Pois as cenas mais exaltadas e fantasiosas do final do filme são também marcadas pelo ritmo cansativo, mecânico e escravizante daquelas atividades que os palhaços parodiam. Trabalho e sonho se misturam, miséria e magia se alimentam e se destroem mutuamente.
Os Palhaços termina como que pelo esgotamento dos próprios recursos de ilusão e de ironia. E só então, quando ficção e realidade parecem ter rodopiado até morrer, uma perseguindo a outra, o filme subitamente se aquieta e a câmera passeia pela arquibancada escura e vazia. Nesse momento, em que sono, cansaço e noite se abatem sobre a tela, os fantasmas coloridos e irreais do circo podem finalmente aparecer. Só existem, parece dizer Fellini, quando fechamos os olhos.
(Texto originalmente publicado em 8 de janeiro de 2003)
As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Portal Brasil Cultura