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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Festa do Pau da Bandeira de Barbalha é reconhecida como patrimônio cultural cearense

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Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural do Ceará(Coepa) declarou a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha como Patrimônio Cultural do Estado do Ceará. A proposta do registro foi uma iniciativa do Centro Pró-memória de Barbalha Josafá Magalhães.
Desde 2015 que o festejo é reconhecido como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O reconhecimento por parte do Estado é uma forma a mais de segurança, principalmente para a construção de um plano de salvaguarda para garantir e melhorar a festa.
“Esse é um ato importante porque na política de patrimônio cultural tínhamos apenas os tesouros vivos, composto pelos mestres, grupos tradicionais e também coletivos. Essa é a primeira expressão, o primeiro registro de patrimônio imaterial do Ceará”, explicou Fabiano Piúba, secretário de Cultura do Ceará em vídeo divulgado pela instituição nas redes sociais.
O secretário adiantou ainda que outras manifestações poderão ganhar o título em 2019, como a Festa de Lemanjá, Maracatu, Reisado e o Baião de Dois.
Tradição
A tradição do Pau da Bandeira remete ao ano de 1928, quando o pároco José Correia de Lima, então vigário de Barbalha, promoveu o cortejo do mastro em cujo topo seria hasteada a bandeira de Santo Antônio.
A festa tem duração de duas semanas e tem seu ponto alto no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio. A celebração é a versão local do costume de erguer, em frente à Igreja Matriz da cidade, um tronco de grande porte para receber a bandeira do santo padroeiro da cidade.

Fátima Bezerra anuncia titulares para a Fundação José Augusto e Secretaria de Desenvolvimento Rural do RN

A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) anunciou na sexta-feira (14) o nome de Crispiniano Neto para a Fundação José Augusto (FJA) – responsável pela gestão da cultura – e o futuro secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Alexandre Lima. Ambos são de Mossoró, na região Oeste potiguar.
Crispiniano Neto afirmou que a ideia é, à frente da fundação, reatar e ampliar parcerias e gerenciar recursos disponíveis com criatividade e zelo. “Nossos artistas e arte agora serão uma prioridade”, destacou o cordelista.
No âmbito da Sedraf, Alexandre Lima considerou que quer contribuir com o governo na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Agricultura Familiar, sempre levando em consideração as propostas do programa de governo.
“Também reafirmo o respeito e diálogo com os movimentos sociais que serão parceiros estratégicos. A minha indicação também reafirma o papel estratégico que a UERN terá no novo governo”, disse ele, que é professor da universidade estadual.
Crispiniano Neto
Formado em Engenharia Agrônoma e em Direito, Crispiniano Neto assumirá pela terceira vez a diretoria-geral da Fundação José Augusto. Ele é membro da Academia Brasileira de Literatura e Cordel – cadeira de Câmara Cascudo – e do Instituto Histórico do RN. É autor de 22 livros, dos quais 200 mil exemplares foram vendidos e adotados em mais de 500 escolas.
Alexandre Lima
Alexandre de Oliveira Lima é engenheiro agrônomo e professor adjunto do Curso de Gestão Ambiental da UERN. Possui mais de 20 anos de experiência em planejamento e execução de projetos de desenvolvimento rural, ligados à agricultura familiar.
Fonte:Ponto de Vista

PERNAMBUCO: AGENDA CULTURAL Em Caruaru, aniversário de Luiz Gonzaga FOI comemorado com forró

Evento contara com a participação de artistas como Anderson do Pife e Banda Café com Leite - Créditos: Renan Zovka/Divulgação

Evento contara com a participação de artistas como Anderson do Pife e Banda Café com Leite / Renan Zovka/Divulgação


Rei do Baião completaria 106 anos na última quinta (13)

No último dia 15 de dezembro, às 22h aconteceu um baile em comemoração aos 5 anos da Casa do Pife, ao aniversário do Rei do Baião. Trata-se de um intercâmbio cultural entre França e Brasil com Anderson do Pife e Banda Zé do Estado e a Banda Café com Leite. O evento ocorreu na Vivenda Campestre, em Caruaru e os ingressos custaram 20 reais.
Edição: Marcos Barbosa
Fonte> BRASIL DE FATO
Adaptado pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN

O verdadeiro significado da árvore de Natal.

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É quase impossível falar de Natal sem falar na árvore de Natal. Em muitas casas, esse enfeite é o adorno principal nessa data. Mas, de onde vem esse costume de montar a árvore de Natal? As crianças vão gostar muito de saber a história e a origem desse adorno natalino. Para isso, é preciso nos reportarmos até o segundo e terceiro milênio a.C. para descobrir as origens da árvore de natal.
Lendas e histórias da árvore de Natal
Naquela época, os povos indo-europeus que se expandiam pela Europa e Ásia, celebravam o nascimento do deus da fertilidade, Frey, adornando uma árvore perene nas datas próximas ao Natal cristão.
Com a evangelização desses povos, os cristãos tomaram essa tradição, mas transformando seu significado, para celebrar o Natal e o nascimento de Jesus. Como o passar do tempo, tornou-se costume enfeitar a árvore de Natal com luzes, anjos, laços, guirlandas, etc.
A árvore do menino Jesus. Conta a lenda que, na primeira metade do século VIII, um carvalho que os pagãos consideravam sagrado caiu sobre um abeto (árvore nativa das florestas temperadas da América do Norte, Ásia e Europa). Milagrosamente o abeto ficou intacto, e assim foi proclamado “árvore do menino Jesus”. Sua forma triangular se dizia que representava a trindade, com o Deus pai no ápice da árvore.
O abeto do cristianismo. Uma história muito similar à anterior diz que, também no século VIII, o monge inglês Winfrid derrubou na noite de ano novo um carvalho que era utilizado nas festividades pagãs para oferecer vidas em sacrifício. Nesse mesmo lugar brotou milagrosamente um abeto, e assim decidiram tornar essa árvore como símbolo do cristianismo.
A árvore iluminada. Outra lenda nos leva até o rei Arthur. Diziam que Persival, um dos cavaleiros da Mesa Redonda, descobriu uma árvore cheia de luzes brilhantes, que se moviam como estrelas, enquanto buscava o Santo Graal, o cálice da última ceia de Jesus.
Também o escritor alemão Goethe, em seu livro “Werther” fez menção a um frondoso arbusto cheio de caramelos e figuras religiosas.
A árvore da vida eterna. Alguns contam que a origem da árvore se atribui ao monge inglês São Bonifácio. Contam que em uma de suas viagens, encontrou um grupo de pagãos em volta de um grande pinheiro no instante que iam sacrificar uma criança em homenagem ao deus Thor.
Para evitar o sacrifício e salvar o pequeno, São Bonifácio derrubou a árvore com um poderoso e potente golpe com os punhos. O santo disse aos que estavam reunidos ali, que esse pinheiro era a árvore da vida eterna de Cristo.
 Luzes e cores no bosque. Certa história conta que Martin Luther King, caminhando por um bosque nas vésperas do Natal, ficou deslumbrado com a beleza de milhões de estrelas que brilhavam através dos ramos das árvores.
Ficou tão impressionado que decidiu cortar uma pequena árvore e levá-la à sua casa. Ali recriou a mesma beleza que viu no bosque pendurando luzes de cores.
A história da árvore de Natal
A moderna árvore de natal provém da Alemanha. Suas primeiras referências datam do final do século XVI, quando uma árvore foi decorada para ambientar o frio do Natal, costume que se difundiu rapidamente por todo o mundo.
Até o século XIX chegaria à Grã Bretanha, França, Estados Unidos, Porto Rico, China e Japão. A tradição do abeto decorado saiu da Inglaterra aos Estados Unidos, nos tempos da colonização. Atribui-se a August Imgard, um homem de Ohio, a instalação da primeira árvore de natal, em 1847.
A partir daí, a cultura norte-americana ficou como precursora em matéria de decoração de Natal. Na Espanha, a árvore de Natal chegou no início do século XX, assim como na América Latina.
Como montar uma árvore de Natal
As árvores de Natal têm diversos tamanhos e podem ser naturais, ou artificiais, e podem ser mais ou menos decoradas, mas todas as árvores são montadas com o mesmo carinho e fantasia. Quer montar uma? Veja alguns conselhos:
– Antes de começar a decorar a árvore de Natal é necessário escolher um lugar agravável e que tenha uma tomada perto. Uma vez escolhido e montada a árvore, é o momento de começar a decorar.
– Colocam-se as luzes de baixo para cima, distribuindo bem por toda a árvore.
– Com a ajuda das crianças, podemos decorar, de forma homogênea, os enfeites de Natal, como anjos, pinhas, laços, bolas, estrelas,guirlandas, sinos, etc. Os mais pesados devem ser colocados na parte de dentro e os mais leves nas pontas dos ramos.
– Por último, coloca-se o enfeite maior e mais pesado, uma estrela, um anjo, ou inclusive um Papai Noel, na parte mais alta da árvore de Natal para coroá-la.
BRASIL CULTURA

Tradição da Ceia de Natal no Brasil

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Conforme consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de sua casa aberta no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família e confraternizassem nesse dia.
Aí está o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares. E o prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru.
O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil.
Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa.
Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.
Outros alimentos tradicionais do Natal são as frutas secas, as nozes, as castanhas e o panetone. Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões.

Mas, independentemente das lendas em torno da história do panetone, ele está sempre presente nas mesas de Natal de todo brasileiro.
O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar.
O banquete do natal varia conforme a região do Brasil, do sul ao nordeste, adaptando os pratos tradicionais de suas terras com os alimentos típicos oferecidos na data especial, na qual todos se reunem para comemorar o aniversário do menino Jesus.
A ceia de natal brasileira incorporou várias receitas locais como a rabanada e o bolinho de bacalhau, que chegou ao país com a colonização portuguesa
Mas uma ceia tradicional precisa ter também assados como peru, pernil, leitão, lombo, e doces diversos. Também é tradição o vinho e o champanhe, gelados. Cada país preserva costumes variados em relação a Ceia de Natal. Vem dos americanos a tradição do peru. Nozes, castanhas, amêndoas e avelãs são costumes europeus, que também preenchem as mesas brasileiras. A história mostra que na Roma antiga, era costume presentear amigos e parentes com estas frutas secas, como forma de desejar boa sorte.
QUE ESTE ANO SEJA UM NATAL BEM BRASILEIRO…
Feliz Natal!
Natal brasileiro, sem nada estrangeiro,
Calor de dezembro, sem neve, sem frio.
Natal todo nosso, com sinos tocando
As velhas matrizes do nosso Brasil.
Feliz Natal!
Na hora da ceia não sirva peru,
Sirva um bom café, vatapá, caruru.
Família reunida, contente da vida,
Que bom festejar, festejar o Natal a cantar
(“Não há, o gente, oh não…”)
Natal tão bonito, Natal tão azul.
Luar do sertão e o Cruzeiro do Sul
A iluminar o Brasil por inteiro.
Eu quero este ano, ver Papai Noel
de Verde-Amarelo,
chegar alta noite e em cada chinelo
deixar o orgulho de ser brasileiro!
Fonte: BRASIL CULTURA 

Bananas e podres poderes

A força das ideias gera a história, movimenta os povos, muda sistemas. Nas artes, inúmeros artistas não ignoraram o que aconteceu em seu próprio tempo, criando obras que foram testemunhos históricos e ao mesmo tempo marcos estéticos de suas épocas. No Brasil dos tempos da ditadura militar, um artista se destacou: Antonio Henrique Amaral.
Por Mazé Leite*
  • Sem saída”, xilogravura, Antonio Amaral, 1967
Antonio Henrique Abreu Amaral nasceu em São Paulo, capital, em 1935 e faleceu em 2015. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, mas seguiu a carreira artística. Sua formação se inicia em 1952 na Escola do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Ele foi também aluno de gravura do artista Lívio Abramo que, em 1956, ensinava essa técnica do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM.
Em 1958, Antonio Amaral viajou para Chile e Argentina, realizando diversas exposições. Nessas viagens, conheceu o poeta Pablo Neruda. No ano seguinte, além de expor em Washington, EUA, participou de oficinas com artistas norte-americanos em Nova York. Retorna ao Brasil em 1960 e passa uma temporada no Rio de Janeiro, onde entra em contato com Candido Portinari, Djanira e Oswaldo Goeldi, este também gravador.
Voltou para São Paulo em 1961, onde passou a trabalhar como redator publicitário, mas sem abandonar sua atividade artística.
Com o golpe militar de 1964, Antonio Henrique Amaral incorporou a seu trabalho uma temática mais incisiva, com críticas claras à falta de liberdade e à censura. Em 1967 lançou o livro de xilogravuras intitulado “O meu e o seu”, com apresentação do poeta Ferreira Gullar. Nesse álbum, ele sintetiza a questão do autoritarismo político dos militares no poder. Neste ano, inicia seu trabalho com a pintura.
Em 1968, veio o AI5, radicalizando ainda mais a perseguição dos militares a artistas e intelectuais e a todos os opositores do regime. Começou a trabalhar numa série de pinturas intitulada “Bananas”, onde está muito clara a sua denúncia política contra a ditadura. Era uma referência também às ideias do Tropicalismo, mas também ao tema da antropofagia defendido pelos modernistas de 1922, como Oswald e Mário de Andrade.
Em 1971 ganhou um prêmio no Salão de Arte Moderna do RJ, com uma viagem ao exterior. Foi novamente para Nova York e voltou ao Brasil em 1974. Nesses anos fora do Brasil, Antonio exibiu suas obras em exposições em diversos países.
Sua série das “Bananas” mostra claramente sua crítica ao que estava acontecendo em nosso país. Um desses trabalhos apresenta uma banana cortada e envolta por um garfo, ambos amarrados por um grosso barbante. Como uma metáfora do regime militar, o artista expõe bananas apodrecidas, espetadas por garfos pesados, que parecem denunciar a tortura cruel aos presos políticos.
A metáfora das bananas sempre foi usada em diversos momentos da nossa história, desde a pintura “Tropical” de Anita Malfatti (1889-1964), passando pela “A Negra” de Tarsila do Amaral (1886-1973), e até “Bananal” de Lasar Segall (1891-1957). Na década de 1930 o compositor Braguinha explicitou na letra da música “Yes nós temos bananas”, de forma gaiata, a exploração das riquezas do Brasil por parte dos estrangeiros. Na década de 1940 Carmen Miranda balançava suas curvas nos Estados Unidos, criando a imagem caricata da latino-americana com seu chapéu excêntrico carregado de bananas e outras frutas. Ou seja, Antonio Henrique voltava à mesma metáfora para mostrar que o país da banana e do carnaval sofria com a ditadura militar.
Uma de suas pinturas mais explícitas é “A morte no sábado – homenagem a Vladimir Herzog”, na qual o artista denuncia o assassinato do jornalista da TV Cultura nos porões da ditadura dos generais brasileiros.
*Mazé Leite é artista plástica, bacharel em Letras-USP, membro do Ateliê Contraponto de Arte Figurativa.