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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Música e Trabalho: A Voz do Povo, de João do Vale e Paulinho da Viola

O Prosa, Poesia e Arte publica, a cada semana, a seção Música e Trabalho, em parceria com o Centro de Memória Sindical. A canção de hoje é A Voz do Povo, que consagrou a parceria entre João Batista do Vale, seu compositor, e Paulinho da Viola, o intérprete. Confira.
O cantor carioca  Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, em foto de 1969 O cantor carioca  Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, em foto de 1969
A melodia é um incentivo àqueles que acreditam na ação social, no papel transformador do ativista social. João do Vale desceu de São Luís (MA) para o Sul pegando carona, fazendo biscates e trabalhou na construção civil no Rio de Janeiro, quando já fazia suas composições. Integrou o primeiro grupo que apresentou em 1964 a peça Opinião, com Nara Leão e Zé Kéti.
A Voz do Povo
Meu samba é a voz do povo
Se alguém gostou
Eu posso cantar de novo
Eu fui pedir aumento ao patrão
Fui piorar minha situação
O meu nome foi pra lista
Na mesma hora
Dos que iam ser mandados embora
Eu sou a flor que o vento jogou no chão
Mas ficou um galho
Pra outra flor brotar
As minhas folhas o vento pode levar
Mas o meu perfume fica boiando no ar
[Composição: João do Vale (1965) | Intérprete: Paulinho da Viola]

Morre precocemente a roteirista e atriz Fernanda Young

A atriz,escritora e roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), em São Paulo. Ela, que tinha 49 anos, estava no sítio da família, em Gonçalves (MG), quando sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca e não resistiu. Seu corpo será velado no Cemitério de Congonhas, em São Paulo, e o enterro está marcado para as 16h no mesmo local.
Roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), aos 49 anos. Roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), aos 49 anos.
Fernanda nasceu em Niterói (RJ), dia 1 de maio de 1970, iniciou sua carreira na TV em 1995, na série “A Comédia da Vida Privada”, onde adaptou textos de Luis Fernando Verissimo.  trabalho foi feito em parceria com o marido, Alexandre Machado, e foi exibido pela Rede Globo. 
Seus trabalhos de maiores sucessos foram as séries “Os Normais” e “Minha Nada Mole Vida”, ambas exibidas na Rede Globo e das quais foi roteirista. Fernada também produziu os roteiros de “Os Aspones” e “O Sistema”, além de ser autora de 14 livros, entre eles, “Pos-F”, “Estragos” e “A mão esquerda de vênus”.
Ela deixa quatro filhos.
Nas redes sociais, amigos, conhecidos e fãs lamentaram a morte precoce da roteirista e escritora de grande sucesso:
A deputada e líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) escreveu: “Fomos pegos de surpresa hoje com a morte da escritora, roteirista e atriz Fernanda Young. Sua criatividade reconhecida, suas críticas ácidas e vivacidade em se expressar deixarão saudades. Minha solidariedade à família, amigos e fãs. Domingo triste."
Portal BRASIL CULTURA

Racismo linguístico é tema de livro de escritor baiano

O preconceito linguístico é assunto já bem explorado em livros e trabalhos anteriores no Brasil. Porém, quase nunca esse preconceito foi relacionado ao racismo. Esse é o tema do livro “Racismo linguístico: Os subterrâneos da linguagem e do racismo” (Editora Letramento) é, segundo o autor, Gabriel Nascimento, uma tentativa de teorizar sobre a relação sempre íntima entre linguagem e racismo.
Talita Ishiro
Livro de Gabriel Nascimento fala sobre linguagem e racismo. Livro de Gabriel Nascimento fala sobre linguagem e racismo.
Segundo ele, que é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e foi Visiting Scholar na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o racismo ganha corpo na língua. “A própria nomeação do que é o negro é um evento da modernidade, e se construiu através das línguas modernas”.
“Além disso, as políticas linguísticas no Brasil foram construídas através do silenciamento, ora dos indígenas ao impor a eles o uso da língua portuguesa no século XVII, ora aos negros por meio dessa tragédia que foi o tráfico negreiro no Atlântico”.
Para o autor isso é uma prova de que raça e colonialidade não poderiam se construir se não fosse o papel fundamental das línguas e da linguagem.
Segundo o professor Joel Windle, pesquisador da Monash University e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o livro “aborda um tema quase totalmente ausente da linguística brasileira, se posicionando de forma lúcida e engajada nos debates de intelectuais negros, muitas vezes esquecidos, e mostrando suas contribuições para uma visão mais inclusiva da linguagem dentro da sociedade brasileira”.

Ou seja, a linguagem, que durante muitLivro “Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo” (Pré-venda)
o tempo foi usada para as pessoas brancas e ricas mostrarem sua força e seu capital político, tem sido o mesmo instrumento para excluir pretos e pobres na escola e nas universidades.
“O livro discute como essas identidades são racializadas e, por essa razão, apontam como a linguagem é espaço de produção e manutenção do racismo no Brasil”, completa Mariana Mastrella-de-Andrade, professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília.
Para ela, “considerando que somos constituídos na língua em todo o tempo, neste livro encontramos argumentos para entender como fazemos coisas com a linguagem e fazemos, assim, a nós mesmas/os e às/aos outras/os, já que cada ato de fala é identitário por natureza”.
O livro já está disponível no site da Editora Letramento (link a seguir) para pré-venda e terá lançamento em breve em cidades como Salvador, Porto Seguro e São Paulo, além de eventos científicos.
Fonte: A Tarde