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PRESIDENTE DO CPC/RN REUNIU-SE COM AS/OS CANTORES/AS JULIANA GOMES E DIEGO RAMOS - ASSUNTO: GRAVAÇÃO DE UM FUTURO CD!

Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura &...

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Após sofrer “miragens” homem cria “zoológico de pedra” em Apodi (RN)

Publicado porPor Henrique Araujo
Era uma vez um homem, que de tanto frequentar um bar e observar a paisagem com rochas ao fundo, sua mente começou a imaginar que elas tinham formatos de vários animais. Então ele pega pincel e tinta e resolve pintar nelas os animais que viu em pensamento.

Parece uma história tirada de um livro? Mas não é! Isso realmente aconteceu em Apodi (RN), mais precisamente no Sítio Santa Rosa, zona Rural da cidade.
Cidade de Apodi, RN. Fotohttp://apodiforte.blogspot.com
O professor municipal Antônio Gomes, em suas “resenhas cotidianas”, todas as tardes ia até o “Bar do Gato”, jogava sinuca, tomava uma cachacinha com os amigos, e observava calmamente que um conjunto de rochas próximo ao local castigado pela seca tinha um formato semelhante ao de vários animais.

A imaginação criativa e lúdica do professor Antônio via de tudo: gato, macaco, cachorro, tatu, leão, urso, galinha, jacaré. Então ele teve a iniciativa dar “vida” a sua imaginação, e jogou cores e beleza num lugar onde antes predominava somente pedras e mato seco, transformando totalmente o cenário do local e criando assim o “Zoológico de Pedras” de Apodi.
Antônio, além de professor, já teve várias outras profissões. Já foi serigrafista, técnico de serviços eletrônicos e músico. Ele conta que sentiu que as melhores pedras podiam receber um trabalho de escultura e ter mais vida com um outro trabalho, o de pintura e, começou a fazer sua seleção.

Segundo ele, algumas pedras não sofreram alterações. “Teve pedras que nem mexemos, já estavam na medida para pintar, cuja pintura foi feita com tinta plástica”. E assim foram meses de trabalho. Cada animal que nascia daquelas pedras lhe aumentava a inspiração e a vontade de concluir o trabalho.
Zoológico de Pedra (Apodi-RN). Foto: Alexandre Gurgel
O resultado hoje é um cenário colorido que destoa muito do tradicionalmente árido e triste. Que bela e bem humorada ideia, professor Antônio! Me lembrou até aquele parque de dinossauros potiguar feito à mao.

Quem quiser fazer visitação ao Zoológico de Pedra do Sítio Santa Rosa ele fica mais especificamente nas margem direita da RN-233, no trecho Apodi-Caraúbas, de onde dá pra ver também o “Bar do Gato”.

Fonte: CURIOZZZO

Morte de Leonel Brizola completa quinze anos - "Saudade de grande líder!" -- Eduardo Vasconcelos - radialista e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN


Há 15 anos, em 21 de junho de 2004, morreu aos 82 anos no Rio de Janeiro, Leonel de Moura Brizola. Vítima de um enfarte depois do agravamento de uma forte gripe, o gaúcho do interior de Carazinho, que foi um dos grandes pilares do trabalhismo brasileiro, deixou sua marca firme e entusiasmada na história da política nacional. Duas vezes governador do Rio de Janeiro e uma do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre e deputado estadual e federal, Brizola construiu, com a oratória carismática e improvisada dos líderes, uma maneira particular de falar ao povo, de arrebatá-lo e fazê-lo ter na memória os seus jargões, frases e discursos, mesmo uma década depois de sua morte.

Brizola é sempre lembrado pelo discurso apaixonado e eloquente. “Esse tipo de comunicação que ele tinha se aninhava na alma coletiva. E isso fica. Ele foi, do ponto de vista doutrinador, superior até a Getúlio”, declara o ex-governador do Estado Alceu Collares, parceiro político de Brizola.

Brizola chegou a Porto Alegre aos 14 anos e se estabeleceu na Capital trabalhando em toda a sorte de empregos, até ingressar na faculdade de engenharia da Ufrgs. Aos 24 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro, fundado por Getúlio Vargas. No PTB organizou a “Ala Moça” e iniciou sua trajetória militante, sendo eleito deputado estadual no ano seguinte, em 1947. “Nós morávamos em uma pensão naquela época. Lembro que almoçávamos e depois eu o ajudava a fazer os exercícios da engenharia”, conta o ex-prefeito de Porto Alegre Sereno Chaise, amigo e parceiro político de Brizola por mais de 50 anos, ao lado de quem ele fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Receita de Quentão à Ribeiro

quentaoaribeiro
Quentão é uma palavra de origem caipira, como o folclorista Amadeo Amaral em”O Dialeto Caipira”refere como uma das mais tradicionais bebidas servidas durante as quermesses e festas juninas no Brasil. É relacionada às noites frias das festas, principalmente nos estados de São Paulo e Paraná.
Consiste originalmente em uma mistura aquecida de aguardente, gengibre,açúcar e especiarias
Outra bebida popular, tipica também caipira e quase uma variação do quentão é o vinho quente. Este amplamente consumido nas festas do sul do Brasil.

Curiosidades:

Entre 1532 e 1548, os primeiros colonizadores descobriram o vinho da cana-de-açúcar. No séc.XVI, a cachaça já era moeda corrente para compra de escravos na África. Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça. Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o “literário”, para manter as faculdades da Côrte. Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa (daí a nossa cachaça se chamar “10 vidas”, em homenagem à Tiradentes).

Com o passar dos tempos melhoram as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso Quentão.

CACHAÇA “10 VIDAS” (da FAZENDA GOVÊRNO)… BULA E MODO DE USAR:
 
A cachaça amarela é pra ser tomada pura e resfriada (de preferência em torno de 16 graus). Um néctar dos deuses!
Os especialistas dizem que está entre as melhores do Brasil.
Com a branca, faça o seguinte:
Feche os olhos, vista uma roupa de época, prepare o seu Quentão e finja que está na Côrte.
Depois de alguns goles, a mágica realmente funciona!
A receita apresentada a seguir é da região de Botucatu – SP, da família Antunes Ribeiro.
  • quentao
  • Ingredientes
  • • 1 pedaço de gengibre pequeno
  • • suco de 2 limões
  • • 1 litro de pinga
  • • 2 colheres (sopa) de mel
  • • 4 cravos
  • • canela em pau a gosto
    • 1½ xícara (chá) de açúcar
Preparo
Raspe e pique o gengibre em pedaços pequenos, coloque numa panela grande, junte 2 litros de água, o açúcar, a canela, os cravos, o mel e o suco de limão. Deixe ferver por 15 minutos em fogo alto. Retire e coe a mistura. Volte a calda parara a panela junto com a canela e despeje a pinga. Deixe ferver por mais 5 minutos. Sirva em seguida, mantendo o quentão sempre em local aquecido e em recipiente tampado. Se preferir um quentão mais fraco, reduza a quantidade de pinga.

Festa junina que se preze tem comida, daquelas bem quentinhas como bolo de fubá, quentão, vinho quente, milho verde e muito mais.

Quadrilhas juninas lutam pela sobrevivência


Tradição cultural secular trazida diretamente de Lisboa por Dom João VI, as quadrilhas juninas chegaram ao Brasil como uma dança de salão executada apenas pela corte e elite europeia. Uma vez em terras tupiniquins, a “quadrille”, como era conhecida em francês, sofreu grandes transformações e acabou ganhando o nome de quadrilha, numa tentativa dos serviçais de imitar as danças que viam nos bailes promovidos nos casarões da elite. Da corte, a dança se espalhou pelo país e acabou ganhando o povo brasileiro, sendo ainda mais tradicional no nordeste. As quadrilhas então se tornaram uma marca do período junino. O que antes era uma festa popular que não envolvia ensaios orquestrados, figurinos elaborados e competições, virou uma manifestação cultural carregada de profissionalismo.

Os grupos de quadrilhas juninas categorizados como profissionais são formados por diretorias e possuem uma organização administrativa. As pessoas que assumem esses cargos ficam responsáveis por diversos aspectos da produção e da apresentação, como cronogramas de ensaios, escolha de tema, acompanhamento dos custos, entre outras funções. Augusto Reis, um dos diretores da quadrilha Capelinha do Forró, de Salvador, contou ao Bahia Notícias como funciona a organização deles: “Somos oito membros na diretoria, apesar de ter toda a formação jurídica, nós funcionamos realmente como diretório e tudo é decidido através de voto, é uma coisa bem democrática”.

Além dos membros do diretório, outros integrantes da quadrilha também fazem parte do grupo de forma voluntária. A cada um deles, é requisitada uma quantia média de R$ 1 mil para arcar com os custos do figurino e adereços que serão utilizados durante a apresentação. “Claro que essa quantia é dividida em várias parcelas dentro dos muitos meses que a gente já vem fazendo o trabalho”, explica Augusto. Como nem todo mundo que participa tem condições de pagar, o grupo elabora artifícios como bingos, festas e rifas para arrecadar dinheiro e ajudar a custear a quadrilha. “Temos gastos com os figurinos, cenários, equipes de profissionais que são contratados, a banda, custo com o marcador, que é o responsável por animar e puxar a quadrilha, com as pessoas que fazem os adereços e também temos os gastos com os coreógrafos”, pontua Mariete Lima, presidente da quadrilha Forró do ABC, também de Salvador.

A organização das quadrilhas para o São João se iniciam em julho, assim que as apresentações daquele ano são finalizadas. De acordo com o Presidente da Federação Baiana de Quadrilhas Juninas (Febaq), os grupos levam praticamente um ano inteiro “desenvolvendo, criando e projetando” os trabalhos para que possam ser apresentados durante o próximo período junino. Tanto Mariete quanto Augusto se reúnem com suas equipes assim que o mês de junho se encerra. “Por essa questão da temática, elaboração de figurino, questões e elementos coreográficos, a gente já começa a trabalhar logo após o término do ciclo junino do ano anterior, uma média de 11 meses de antecedência mais ou menos é o nosso processo”, conta o diretor. “A gente não para, os outros setores da quadrilha ficam de ‘férias’ e são convocados de acordo com as demandas”, afirma a presidente.
 
As apresentações realizadas pelas quadrilhas juninas, em um concurso que segue as regras da Febaq, duram 25 minutos. Os participantes têm 15 minutos para arrumar o cenário na quadra e organizar sua banda no palco. Segundo o presidente da federação, alguns grupos, principalmente aqueles do interior, utilizam cds ou pen drives no lugar de uma banda. Após a apresentação, as quadrilhas dispõem de 5 minutos para deixar a quadra e retirar todo o seu material, incluindo os equipamentos de som. Ao todo, os processos de apresentação dos grupos juninos duram 45 minutos. A presidente do Forró do ABC contou ao BN que quando eles realizam alguma apresentação particular, a performance pode chegar a 30 minutos: “Quando terminamos a dança, ainda fazemos brincadeiras com os convidados que estão no evento”.

No que se refere ao investimento necessário para uma apresentação, Mariete relaciona o custo das quadrilhas ao das escolas de samba. “Hoje para você fazer um grande trabalho você não gasta menos de R$ 150 mil porque existe todo uma equipe de contratados que são estritamente profissionais, então você tem gastos em todos os processos, sendo necessário um apoio”, pontua. É justamente no quesito financeiro que reside o maior problema enfrentado pelas quadrilhas atualmente. “Aqui na nossa cidade, nós não temos nenhum recurso e nenhum edital vindo da prefeitura ou do governo que beneficia as quadrilhas juninas, também não temos apoio de nenhum grupo privado”, lamenta a representante do Forró do ABC.
 
Apesar de ser uma manifestação cultural típica do nordeste, inclusive da Bahia, as quadrilhas juninas vem enfrentando dificuldades no que diz respeito ao apoio dos órgãos públicos. Para ter uma ideia da crise pela qual os grupos estão passando, estima-se que há alguns anos atrás haviam mais de 100 quadrilhas, somente em Salvador, enquanto hoje, apenas quatro delas sobrevivem, por enquanto. “Infelizmente a capelinha está no seu último ano”, revela Augusto. “São 20 anos de luta, tentando batalhar pra colocar esse grupo na rua, mas em 2019 a gente já não vai mais estar fazendo parte desses grupos, por causa de todas essas dificuldades financeiras”, contou. Com o fim da Capelinha, serão apenas três grupos na capital baiana. No entanto, segundo Augusto, pode ser que eles também não resistam, já que enfrentam os mesmos problemas.

 
Os dois representantes das quadrilhas concordam que falta apoio estatal para que os grupos continuem seus trabalhos. “Para os nossos governantes o Carnaval dura 12 meses do ano, e eles não respeitam a nossa cultura de um modo geral, eu falo principalmente pela cultura junina que é tão rica”, aponta Mariete. Durante a conversa com o BN, a presidente citou iniciativas realizadas por outros estados para incentivar a cultura dos grupos juninos. Em cidades como Fortaleza, Recife e Aracaju, o São João dura 30 dias e as quadrilhas dançam nos aeroportos, ficam nas rodoviárias, nos shoppings, nas ruas. “Existe todo um abraço pelas quadrilhas juninas”, opina Mariete. “O que falta é investimento nessa cultura. Infelizmente as quadrilhas vem ficando pra trás e esse movimento vem morrendo a cada ano que passa”, finaliza Augusto.

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