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sábado, 10 de fevereiro de 2018

O maracatu feminista de Nazaré da Mata

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As canções do grupo utilizam surdo, tarô, minero, porca, gonguê e sopro para musicalizar temáticas como feminicídio, violência, conquistas e reivindicações. Tudo que envolve o interesse da mulher, segundo a representante Eliane Rodrigues. A agremiação lançou dois CDs com músicas compostas por elas e cantadas pelas mestras e contramestras.
As luas (versos) que retratam o universo feminino gritam para quem quiser ouvir que a participação social da mulher também cabe na cultura popular. Sua peculiaridade fez com que o Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno servisse de material de estudo para diversas áreas, participando de documentários nacionais e internacionais, livros, TCCs e teses de mestrado.
A proposta da agremiação é tirar a mulher da posição coadjuvante e colocá-la como protagonista. O símbolo é uma tulipa com uma mulher desabrochando. Os trajes são lilás e cor de rosa. Os 16kg dos trajes das caboclas deixa clara a mensagem do grupo: com muito brilho, levam a fortaleza que há em cada mulher.
“Somos feministas quando vamos para a rua brigar por um espaço que também é nosso por direito. Todas as mulheres do maracatu têm essa consciência”, afirma Eliane. O grupo abre espaço para artistas como Lucicleide Silva, que há 11 toca surdo e encontrou nele uma forma de autonomia carnavalesca: “Quase não se via mestras, musicistas ou caboclas. Me faz sentir importante, empoderada e feliz.”
Lucicleide reforça a importância da mulher ser livre para mostrar o potencial em um cenário predominado por homens como forma de quebrar tabus. Antes, brincava em blocos, mas sem um papel de destaque. Com o Coração Nazareno, cada vez mais se força a aprender e multiplicar cultura e conhecimento para crescer e levar mais mulheres com ela, colocando em prática o conceito de sororidade.
O Maracatu Feminino de Baque Solto Coração Nazareno é um dentre os vários projetos da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam). Atualmente, desfilam cerca de 68 mulheres que perpassam várias gerações e unem foliãs de crianças de colo a idosas. A Rádio Comunitária, também organizada e coordenada por elas, é integrada a outras atividades e apresenta para as mulheres de Nazaré da Mata a cultura regional enquanto arte, valorizando sempre a cultura de paz.
Fonte: Revista Nabuco

Cultura – Arte & Cidadania

Pensar a Arte-cidadania significa refletir sobre o lugar da arte em nosso mundo, sob uma perspectiva abrangente e democrática, que reconhece indivíduos e comunidades como agentes da construção de nossa diversidade cultural e que reitera a importância da participação cultural na conquista das autonomias individuais e coletivas. Significa considerar um novo campo para a política pública de cultura no país. “ 
Além disso, as tendências de futuro mostram que, no século XXI,  a cultura e as indústrias criativas são o mais importante elemento para alavancar o desenvolvimento.
Porém, para que tudo isso seja possível é preciso uma “mudança cultural” em relação à cultura: é necessário que os vários setores da sociedade, inclusive o cultural, tenham maior consciência do papel da cultura e da arte nos processos de desenvolvimento e cidadania.
Brasil Cultura

Luz, câmera e samba na avenida, os últimos detalhes antes da folia

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Em meio à correria de uma sexta-feira de carnaval, a presidenta da Associação, Izaura Panfili, parou uns minutinhos para conversar com o Vermelho. Ela explicou que este trabalho já vai completar 18 anos. Ao longo destas quase duas décadas, gerações de sambistas passaram pelo camarim da Adesp antes de brilhar na avenida.
“Nós cuidamos dos últimos detalhes das fantasias, da maquiagem, temos costureiras, aderecistas, maquiadores, marceneiros, fazemos o possível para o desfile sair impecável”, explica Izaura que também é artista plástica.
A paixão pelo carnaval ocupa mais da metade do ano de Izaura que em meados de junho, julho, começa a organizar os cursos oferecidos pela Adesp para quem vai trabalhar no Carnaval do ano seguinte. Quem faz estas aulas preparatórias trabalha de forma voluntária nos bastidores da folia ao lado de grandes artistas, estilistas e artesãos.
“Nós valorizamos o trabalho do artesão, e os voluntários aprendem muito, além de ganhar um certificado da Adesp, que eles podem usar para ingressar em outros cursos, eles também adquirem experiência para trabalhar com costura, maquiagem… são muitas portas que se abrem para quem pretende trabalhar com Carnaval”, afirma.

Além de cuidar de todos os detalhes para as fantasias e as maquiagens entrarem na avenida impecáveis, a Adesp tem o cuidado com a segurança dos foliões. Entre os trabalhos desenvolvidos pela Associação está a conscientização sobre a necessidade de se desenvolver mecanismos eficazes de segurança para reduzir ao máximo os acidentes.
Quando vemos aqueles carros alegóricos imensos, todo o sistema elétrico e mecânico que dão conta de tamanho show, precisam ser pensados e desenvolvidos de forma a manter a segurança dos foliões que muitas vezes desfilam há metros de distância do chão. Os voluntários da Adesp colocam a mão na massa para cuidar de cada detalhe.
O camarim serve ainda para armazenar grandes fantasias que devido ao peso e volume precisam ser preparadas com muitas horas de antecedência ao desfile. E cada detalhezinho é pensado com carinho pelos artesãos que passam meses em função de fazer a festa na avenida acontecer.
Neste ano, que a entidade vai completar a maioridade, uma comitiva do consulado da África do Sul foi conhecer o trabalho dos voluntários, às vésperas do Carnaval, nesta sexta-feira (9). Esta é uma forma de promover o intercâmbio das culturas e apresentar ao país irmão um pedacinho da cultura do Brasil.
Segundo Izaura, qualquer pessoa pode participar deste processo, basta participar do curso ao longo dos meses que antecedem o Carnaval. Não precisa, necessariamente, já ter experiência na área. Quem tiver interesse pode entrar em contato com a associação através do e-mail adespcarnavalsp@gmail.com
Do Portal Vermelho, Mariana Serafini