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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CULTURA: UFRJ: Martinho da Vila é doutor honoris causa

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Vila Isabel, Portela, intelectuais... tudo misturado! (Reprodução)
Vitória da luta contra o racismo!

Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila, cantor, compositor, músico, escritor, poeta e defensor da cultura negra, é também, a partir de hoje (31), doutor honoris causa, título concedido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a partir de uma proposta apresentada pelo Departamento de Letras Vernáculas da Faculdade de Letras.
O título aprovado pelo Conselho Universitário indica que o artista “tornou-se um mediador entre a cultura popular e a erudita, por suas qualidades biculturais de mestre popular e de ídolo da indústria cultural, o que potencializou sua atuação na promoção da cultura popular e na militância contra o racismo na sociedade brasileira”.
Com uma atuação em tantos campos, nada mais natural que todos estivessem representados na sessão solene do Conselho Universitário da UFRJ, no prédio da Faculdade de Letras, na Ilha do Fundão, zona norte do Rio. Desde integrantes da velha guarda e da ala de baianas da Unidos de Vila Isabel, a escola de samba do coração de Martinho, a representes das letras, da música e da comunidade negra, todos queriam prestar homenagem ao cantor e compositor. “Para nós, é uma alegria muito grande ver um parceiro nosso, amigo receber esse título. Adorei ver isso”, disse o compositor Manuel Silva, de 71 anos, componente da velha guarda.
Para a integrante da ala de baianas da Vila, Ivonete da Silveira, de 63 anos, foi “excelente” poder ver o reconhecimento de Martinho, que segundo ela, é uma figura importante da escola. A baiana lembrou que é sempre uma emoção desfilar com um samba de autoria dele. “É uma emoção. O coração começa a bater mais forte. A mente fica sem saber o que pensar”, contou, acrescentando, que melhora se vier acompanhado de um campeonato da escola. “Aí fica tudo melhor, fica tudo bem”, disse sorrindo.
Entre os parentes, uma pessoa em especial: dona Elza, a irmã mais velha, que aos 90 anos fez questão de comparecer à cerimônia de entrega do título. E Martinho ficou feliz com a presença dela. “Foi uma surpresa para mim que a substituta da minha mãe, a número 1, como a gente chama, saiu lá de Curicica [bairro da zona oeste] e veio aqui, a Elza, representando toda a minha família”, revelou apontando para a irmã, que estava sentada na primeira fila.
Depois da cerimônia, emocionada, dona Elza falou de Martinho, que para ela é mais que um irmão. “Eu criei ele. Foi criado aqui na minha mão. Trabalhamos muito para criar ele. Ele estudou. Tenho ele como um filho. É uma alegria. Nunca pensei em chegar aos 90 anos”.
Martinho destacou ainda, entre os presentes, o babalaô Ivanir dos Santos e a professora Helena Teodoro, que lançaram a indicação para que ele recebesse o título aprovado por unanimidade pelos colegiados da UFRJ. “Hoje, para mim, é um dia de graça”, apontou o artista.
Na saudação ao homenageado, a professora Carmen Tindó, que apresentou a proposta de concessão do título a Martinho no Conselho Universitário, destacou que a cultura negra está sempre representada nas músicas do artista. Ela lembrou ainda que o artista sempre se posicionou politicamente, inclusive no período da ditadura, como no samba enredo Sonho de um sonho. “E eu cito: ‘Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado. Um sonho de um sonho magnetizado. As mentes abertas, sem bicos calados. Juventude alerta e seres alados’. É clara neste fragmento citado, a mensagem poética que sonha um país sem censura”, apontou.
O reitor Roberto Leher afirmou que ter um intelectual do porte de Martinho da Vila nos quadros da UFRJ é muito importante para a afirmação da juventude negra, que tem conseguido cada vez mais espaço na universidade por meio de políticas públicas como as cotas. “É muito importante que esta instituição possa acolher esta juventude, e acolher naquilo que podemos dar de melhor, que é o conhecimento”, disse.
O homenageado está bem consciente dessa referência, não só para a juventude negra, mas para a sociedade brasileira. “É um título que tem muita representatividade e muito significado. Então, aumenta muito a responsabilidade. Não posso abandonar a luta e dizer agora vou descansar. Não posso. E também honrar essa universidade. Eu tenho uma certa presença por aqui e eles sentem que sou parte da turma, mas é uma emoção só”, afirmou, depois da cerimônia cercado de amigos.
“São tantos amigos e de várias áreas. Foi uma sessão solene acadêmica que era bem mista. Velha guarda da Vila Isabel, gente da Portela, músicos, artistas, intelectuais. Tudo misturado”. A cerimônia, que tinha começado com o Hino Nacional cantado por Martinho da Vila e, em alguns trechos, com acompanhamento próximo do samba, terminou com um show do grupo de se apresenta com o cantor pelo mundo afora.
Fonte: CONVERSA AFIADA

Quando o obscurantismo investe contra o brilhantismo de um artista. Por Carlos Fernandes

Caetano no ato do MTST após a proibição do show
Por 
Carlos Fernandes

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche uma vez disse que o fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.
Sendo verdade, muito explica sobre a decisão da juíza Ida Inês Del Cid – e como sabemos, não só dela – ao proibir o show que Caetano Veloso faria na ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) nesta segunda (30).
Num país minimamente civilizado, uma apresentação gratuita, politizada, bela e simbólica como um show de um artista internacionalmente consagrado como Caetano não só deveria ser aplaudida como defendida, reverenciada até.
Mas, no Brasil, o Ministério Público de São Paulo, na falta de questões mais urgentes a tratar, achou do interesse público que mais uma representação artística fosse censurada.
Os motivos alegados ultrapassam a linha do absurdo.
Entre outras desculpas, a excelentíssima questionou a estrutura do local e a possibilidade do “brilhantismo” do músico atrair muitas pessoas à apresentação.
Quando o poder judiciário passou a dar tanta atenção a eventos culturais é algo que me foge ao conhecimento.
Ademais, se vivêssemos numa democracia, algo dessa natureza e importância seria tratada com todo o cuidado e respeito pela própria prefeitura.
Isso, claro, se o próprio prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB-SP), não fosse um obtuso a ocupar o poder executivo.
É evidente que a proibição do show de Caetano Veloso representa uma retaliação política não só ao cantor, mas a todo o movimento progressista.
Se não soubéssemos no que esse país se transformou, sobretudo após o golpe parlamentar de 2016, seria chocante a constatação do nível de influência que a política exerce sobre nossos juízes e promotores.
Se não temos uma nação governada por um representante do povo devidamente outorgado pelo poder soberano e indivisível do voto, tão pouco temos um judiciário povoado por funcionários públicos dispostos a exercer a sua sagrada defesa da lei e da Constituição acima de todas as outras coisas.
Frente a mais esse grotesco episódio em que a arte foi mais uma vez subjugada por um Estado paralelo em que poderes distintos se entrelaçam em prol da manutenção do atual status quo, não pude deixar de lembrar do famoso show dos Beatles no terraço de um prédio em Londres.
Felizes os meninos de Liverpool, e toda a humanidade dali pra frente, que não precisaram se preocupar com uma juíza a incitar a polícia contra uma das mais simbólicas apresentações musicais de nossa história.
Ao autorizar o uso da força policial, “caso necessário”, para barrar a música, a excelentíssima juíza mostra que Nietzsche continua certo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

Morre Saul da Silva Bueno, O Saul Trompete

Saul-Trumpet
Fantástico  Trompetista Paranaense atuante nas noites, teatros de Curitiba, morreu nessa quarta feira (01/11) em Curitiba.  Saul Trompet, nasceu em Bandeirantes no norte do Paraná. Em 1970 mudou-se para Curitiba, onde passou a integrar a Aquarius Band. Não demorou para ficar conhecido como um dos grandes nomes do jazz paranaense ao interpretar composições de Milles Davis, Freddie Hubbard. Tocou ao lado de músicos como Waltel Branco, Claudionor Cruz, Hermeto Pascoal, Leni Andrade, Arismar do Espírito Santo, Hélio Brandão, entre outros. Tem dois discos gravados Saul Trumpet ao Vivo, no qual interpreta nomes do jazz nacional e internacional.
Tocava nas “bocas” com ele mesmo dizia. Nos anos noventa teve bar em Curitiba (um dos primeiros do país voltado exclusivamente para o jazz). Saul continuava, mesmo com muitas dificuldades, tocando na noite e, teve que enfrentar as consequências do tratamento de um câncer de próstata.
velório  13:30 na capela 3 do Cemitério Água Verde. Sepultamento as 17hs
Seus amigos, o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro e Gerson Bientinez compuseram em homenagem a ele uma canção que acabaria gravada pelo compositor e cantor Nelson Angelo: Saul Trumpet Bar

ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA

Saul Trumpet Bar
(Gerson Bientinez e Cláudio Ribeiro)

Caminho pelas ruas
E o som de meus passos
Teima em me dizer que estou só
Muito só
De bares que conheço
Vem a musica e inebria
Feito mulher sedutora
Me chama… Vem…
Amiga amada irmã
Parceira do amanhã
Confidente dos meus ais
Porto seguro
Meu cais
“Saul Trumpet Bar - Claudio Ribeiro e Gerson Bientinez”
Audio Player

Dia de Todos os Santos

todos-os-santos-e-santas
Dia de Todos os Santos é celebrado anualmente em 1 de novembro
Esta é uma data dedicada à celebração e homenagem de todos os santos e mártires das igrejas cristãs. O Dia de Todos os Santos não é feriado no Brasil. A celebração é reconhecida pelos Católicos, Ortodoxos, Anglicanos e Luteranos.
Supostamente, a ideia de homenagear todos os santos Mártires teria começado por volta do ano 835 d.C, quando a Igreja Católica Romana decidiu dedicar o dia 1º de novembro a todos aqueles que tiveram uma vida santa, mas não foram lembrados ao longo do ano.
Normalmente, o Dia de Todos os Santos é celebrado nesta data em todo o ocidente, enquanto que no oriente a comemoração acontece no primeiro domingo após o Pentecostes.
De acordo com as tradições da Igreja Católica, após a celebração da Festa de Todos os Santos (Festum Omnium Sanctorum, em latim) em 1º de novembro, celebra-se o Dia de Finados, em 2 de novembro.
Fonte: BRASIL CULTURA