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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

COMUNIDADE DE CONCEIÇÃO E MARANHÃO VÃO SE REUNIR PRÓXIMA SEXTA *2) PARA DISCUTIREM A CRIAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN
CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN
A convite de alguns moradores/lideranças das Comunidades do Sitio Conceição e Maranha, pertencentes a cidade de Nova Cruz, Rio Grande do Norte, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS participará de uma importante reunião, cujo objetivo é o de reaver a viabilidade de se criar juridicamente de se fundar uma associação cultural e desportiva naquelas comunidades, já que existe um leque muito grandes de artistas e desportistas naquelas comunidades.

Eduardo Vasconcelos sentiu-se feliz pelo convite e antecipou os agradecimentos, confirmando sua presença, afirmando também  o CPC/RN ajudar no que for possível para a legalidade da instituição que por ventura a comunidade almeja a tempo.

A referida reunião ocorrerá dia 2 de março, ás 19 horas na Quadra de Esporte "ANTONIO BELOS" na Comunidade do Sitio Conceição - Nova Cruz/RN e para os organizadores todos os desportistas e artistas, quadrilha junina, entre outros estão convidados a participarem desta importante reunião,

FILME SOBRE O IMPEACHMENT DA DILMA É AGRACIADO COM O TROFÉU "PINÓQUIO DE OURO" NO FESTIVAL DE BERLIM


Sou jornalista old fashion, que tem dificuldade para contemporizar e, em matéria de cinema, não sabe fazer o jogo dos interesses de produtores ou realizadores, mesmo porque não preciso agradar este ou aquele para retornar no próximo ano aoFestival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale.

E é meu dever informar que, neste ano, houve fake news brasileira na Berlinale. 


Para quem não sabe, fake news quer dizer notícia falsa; e foi justamente  uma notícia falsa sobre um prêmio da Berlinale que pipocou no Brasil, divulgada em alguns jornais e blogs por interesse político. 

Trata-se de algo inacreditável, quando se sabe e se conhece a dedicação, o esforço, o cansaço dos jornalistas presentes no Festival de Berlim para transmitir aos leitores de seus jornais ou blogs uma primeira impressão correta sobre os filmes vistos.

No domingo (25/02) de manhã, já enviado meu texto, dei uma volta pela Internet e logo nos primeiros cliques levei um susto. Jornais e blogs formadores de opinião até da grande imprensa noticiavam com destaque que um  filme brasileiro tinha sido premiado na Berlinale. 

Eu tinha comigo a relação dos prêmios oficiais e a relação dos prêmios de júris independentes, sabia, portanto, haver um erro. Seria voluntário esse erro, motivado por uma patriotada do tipo o Brasil é mesmo o maior e o melhor, ou uma fake news, uma notícia falsa política?

Tratava-se do documentário O processo, da braziliense Maria Augusta Ramos, sobre o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Filme que destaquei para o Correio do Brasil e para o Observatório da Imprensa, em janeiro, ao me chegar a notícia de ter sido selecionado para a mostra Panorama do Festival de Cinema de Berlim.

E qual era a notícia fake? A de que o documentário havia sido escolhido pelo público como o melhor filme da mostra Panorama.
Antes era só a imprensa sensacionalista que inventava coisas
O prêmio do público na mostra Panorama não faz parte dos prêmios oficiais do Festival de Berlim. Está incluído entre os prêmios independentes. Há três anos, a brasileira Anna Muylaert ganhou esse prêmio com o filmeQue horas ela volta?, apresentado nessa mostra. Esse filme obteve grande sucesso aqui na Europa. Cheguei mesmo a escrever um comentário bastante elogioso, pois denuncia a semi-escravidão das domésticas.

Porém, o documentário O Processo, mesmo tendo sido bastante aplaudido, não ganhou o prêmio do público, pois os espectadores da mostra Panorama (que exibiu seus filmes durante uma semana) preferiram votar numa coprodução anglo-americana, na categoria ficção; e num filme espanhol, na categoria documentário.

Então, por que noticiar uma vitória que não houve e fazer circular uma notícia falsa ou fake news, pensando que ninguém iria perceber? Porque o documentário mostra o impeachment de Dilma e noticiar que o público alemão teria votado nesse filme reforçaria a ideia de uma condenação da destituição de Dilma (como comentou o Conversa Afiada) pela Europa.

No final da tarde de domingo alguns onlines fizeram uma retificação – o documentário não havia ganhado o prêmio mas fora o terceiro colocado. 

A emenda saiu pior que o soneto – o prêmio do público é para o filme mais votado pelos espectadores, não supõe classificação dos votos. Só há um ganhador em ficção e só há um ganhador em documentário. O processo não foi o mais votado, acabou, pronto!

Ainda ontem (26/02), alguns blogs corrigiram para exibido documentário sobre impeachment na Berlinale.

Decidi fazer esse comentário porque não podemos permitir que a paixão política provoque a distorção de notícias. Já bastam, já são suficientes as fakes news e as mentiras circulando nas redes sociais.

E para não haver dúvida ou exploração – sou de esquerda mas não concordo, não aceito e não tolero a inverdade e a distorção da verdade como método de propaganda política. (Rui Martins)

Nota do editor: é difícil rastrearmos a origem de uma notícia dessas, mas fiz uma rápida busca na web e fiquei com a impressão de que pode ter sido este texto, publicado no site nacional do PT e creditado à redação da Agência PT de Notícias (Celso Lungaretti)
Fonte: naufrago-da-utopia.blogspot.com.br

8 de Março-Escurecer o Feminismo e uma necessidade

UNEGRO - RJ
As necessidades das mulheres negras são muito peculiares e sem que seja feita uma profunda análise do racismo brasileiro.

O Feminismo Negro é um movimento social e um segmento protagonizado por mulheres negras, com o objetivo de promover e trazer visibilidade às suas pautas e reivindicar seus direitos. No Brasil, seu início se deu no final da década de 1970, a partir de uma fortedemanda das mulheres negras feministas: o Movimento Negro tinha sua face sexista, as relações de gênero funcionavam como fortes repressoras da autonomia feminina e impediam que as ativistas negras ocupassem posições de igualdade junto aos homens negros; por outro lado, o Movimento Feminista tinha sua face racista, preterindo as discussões de recorte racial e privilegiando as pautas que contemplavam somente as mulheres brancas.

"É importante que desnaturalizemos palavras usadas tão corriqueiramente como “mulher” e “negra”. As mulheres negras são mulheres negras porque são consideradas assim históricas, sociológica e culturalmente".

O problema da mulher negra se encontrava na falta de representação pelos movimentos sociais hegemônicos. Enquanto as mulheres brancas buscavam equiparar direitos civis com os homens brancos, mulheres negras carregavam nas costas o peso da escravatura, ainda relegadas à posição de subordinadas; porém, essa subordinação não se limitava à figura masculina, pois a mulher negra também estava em posição servil perante a mulher branca. A partir dessa percepção, a conscientização a respeito das diferenças femininas foi ganhando cada vez mais corpo. Grandes nomes da militância feminina negra foram fazendo história, a exemplo de Lélia Gonzalez , Sueli Carneiro  e outras. A atenção e a produção de conteúdo foram dedicadas a discussões de raça e classe, buscando romper uma zona de conforto que o ativismo feminista branco cultivava especialmente aquele que limitava sua ótica aos problemas das mulheres de boa condição financeira e acesso à educação.
UNEGRO RIO
No entanto, isso não foi suficiente para que o Feminismo Hegemônico passasse a
reconhecer as ativistas negras e resgatasse as memórias das mulheres que lutaram na linha de frente de diversos movimentos sociais. Para as meninas e mulheres que vêm a conhecer os movimentos pelos direitos da mulher, há um vácuo de modelos negros nos quais se espelhar, mas não por falta de pessoas atuantes e sim por causa da invisibilidade. É preciso que haja a iniciativa de buscar figuras inspiracionismo, caso contrário os nomes mais celebrados serão extremamente limitados.

Se liga: As mulheres brancas, são companheiras importantíssimas para a luta contra o machismo, mas estas também estão inseridas em um sistema que a protegeu durante todo o tempo, que não a jogou as ruas para conseguir o pão do dia-a-dia. Em muitos momentos estas se revelam enquanto opressoras.

As mulheres negras até hoje vivenciam a intervenção do racismo aquela que  foi o “esteio da família” brasileira, em nossas mãos estava o cuidado com os filhos das brancas e dos nossos, além de dar conta do sustento da família, (o IPEA também apresentou que as mulheres negras estão entre a maioria das chefes de família), vide que nós estávamos nas ruas, trabalhando, labutando, enquanto as companheiras brancas estavam relegadas ao espaço privado.

A autonomia  do feminismo negro- A combinação de preconceitos como o racismo e o machismo têm sido pensados através da interseccionalidade, conceito que se refere mais amplamente às articulações entre a discriminação de gênero, a homofobia, o racismo e a
exploração de classe. Ele teve origem nas reivindicações de feministas negras, judias, lésbicas, operárias, etc., que demandaram atenção para a multiplicidade contida na ideia de “mulher”, argumentando que a opressão não poderia ser entendida unicamente pelo viés da diferença de gênero.
UNEGRO RIO
A relação das mulheres negras com o movimento feminista hegemônico nunca foi fácil. Por deterem o domínio racial e contarem com maior número de lideranças consolidadas, as feministas brancas resistem às questões das mulheres negras. Grande parte das reclamações relatadas são repetições de um único discurso: as negras criam caso, plantam confusão e discórdia, enxergam racismo onde há boas intenções e não são compreensivas.

A luta das feministas negras é uma batalha contínua para nivelar seu lugar ao lugar das mulheres brancas. Isso, por si, levanta a importante reflexão sobre a representação feminina na mídia, seu espaço no mercado de trabalho, o lugar de vítima da violência sexual, o protagonismo da maternidade, entre outros temas, pois se há tanto por que as mulheres brancas precisam lutar, é bastante preocupante o fato de que as mulheres negras nem sequer conquistaram igualdade quando em comparação com outros indivíduos do seu próprio gênero.
Nós também podemos- Nos espaços de militância mistos também as mulheres negras precisam disputar, falar sobre economia, conjuntura política do século XXI, direito, historia,cultura,ciências sociais e quaisquer outros assuntos pertinentes à sociedade que não cabelo, racismo, empoderamento estético e  Portanto ressaltamos que partimos de contextos históricos e sociais diferenciados, onde as mulheres negras necessitaram construir espaçosespecíficos para a sua militância .  
Esses contextos históricos diferenciados levarão a pautas diferenciadas, onde as mulheres negras trazem para si também a luta contra o racismo, exercendo sua militância também nos espaços mistos do movimento negro pois uma mulher negra no poder, uma presidenta negra, uma “direção” negra, certamente mexe com o psicológico de toda uma um grupo e consequentemente de uma nação negra  e apropriação cultural. A mulher negra tem autonomia política para se expressar livremente, caso ela tenha conhecimentos teóricos para além do racismo, mesmo que ela mostre uma clara gama de instrução sobre outras linhas de conhecimento.

Um afro abraço.


Claudia Vitalino.

Rebele-se Contra o Racismo! 

CULTURA: Documentário mantém viva a memória do Golpe

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"O Processo" terá pré-estreia em abril
A respeito do documentário O Processo, o Conversa Afiada reproduz, da Carta Maior, artigo de Léa Maria Aarão Reis:

O Processo: drama e tragédia no Senado Federal

Nos últimos anos o Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais importantes e o mais respeitado, hoje, na Europa e no mundo ocidental, costuma receber uma representação brasileira de respeito. Cidade de Deus, Tropa de Elite Um e A que horas ela volta? foram alguns dos agraciados com vários prêmios, com notoriedade no mercado internacional de cinema, menções e aplausos. No caso do filme de Anna Muylaert, aplausos de uma plateia de pé, em meio à projeção – um fato inédito.
Este ano, na 68ª edição (...) o Brasil se [fez] presente na Mostra Panorama, a principal da festa do cinema, no documentário muito especial de Maria Augusta Ramos, cineasta de 54 anos, nascida em Brasília, com currículo recheado de prêmios internacionais e obra reconhecida em diversos países.
Chama-se O Processo e trata do desenrolar dos fatos, em Brasília, que resultaram no golpe o qual culminou com o impedimento  e a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff no dia 31 de agosto daquele ano. O doc é produzido pela NoFoco Filmes, co-produzido pelo Canal Brasil e tem distribuição da Bretz Films.
As 450 horas filmadas durante um período de cinco meses por Maria Augusta e sua equipe resultaram em um documentário de duas horas e quinze minutos aguardado atualmente com grande expectativa. No prólogo, a sequência histórica e vergonhosa da votação viciada comandada pelo então presidente da Câmara dos Deputados, hoje na cadeia. E como grande protagonista do filme, o Senado Federal e seus personagens: cenas, sequências e momentos tensos da votação de inadmissibilidade da presidente e suspensão do seu mandato, os trabalhos nas comissões e, culminando, a votação final.
O Processo se inicia no Senado – cenas de bastidores e de plenário, filmadas"bem de dentro", explica a diretora - e termina quando Dilma Rousseff deixa o Palácio do Planalto. Mas"o final do filme é segredo," ela diz.
O que ocorreu no Senado, para a cineasta cuja formação foi a musical, da Universidade de Brasília e, depois, a cinematográfica, na Netherlands Film and Television Academy, de Amsterdã,"é o momento mais dramático de todo esse processo político-judicial que tem todos os ingredientes da tragédia". Traições, conspiração, o papel de Cunha, conchavos, dissimulação, ‘‘tudo se reveste de drama", lembra a diretora.
Momento que mais a mobilizou? “Fiquei realmente tocada filmando o último discurso da presidente Dilma, no Planalto."
Na sua conversa com Carta Maior, antes de embarcar para a Alemanha, ela explica que não usa narração nem comentários ou entrevistas no filme – como, aliás, ocorre em seus outros documentários. "Sigo os personagens e através deles acompanho o desenrolar dos acontecimentos no cenário de Brasília."
O filme mostra as comissões, o plenário, a defesa de Dilma, a liderança do PT, e a presidente no Alvorada, conversando, recebendo pessoas. "É um assunto tão forte e histórico que pode ser tema de três, quatro filmes sobre ele abordados de várias formas." Dois outros cineastas já preparam também os seus docs sobre o golpe: Anna Muylaert e Douglas Soares.
"O Processo é para ser discutido e para ser debatido", nos diz a diretora."É um momento importante da nossa história, importante para o país e minha proposta é – como também nos meus filmes anteriores - olhar para uma situação, um momento social ou econômico, político ou histórico de modo a refletir sobre o que está acontecendo e trazer, com essa reflexão, outras narrativas."
"São 450 horas de filmagens com minhas escolhas subjetivas; eu não faço filmes defendendo uma tese. O que pretendo aqui é trazer à tona elementos que não estavam claros."
"O filme também é um processo durante o qual vamos descobrindo um universo através dos personagens; das pessoas. É uma visão subjetiva, é um olhar meu como diretora. A imparcialidade não existe. Em O processo existe é uma proposta de cinema procurando estimular a reflexão e olhar para a realidade de outra maneira; rever essa realidade e trazer outro ponto de vista, outras narrativas."
Narrativas do espectador. Do cidadão que deseja clarear diversas zonas de sombra ainda encobrindo os lamentáveis fatos do processo do golpe de 2016 contra a presidente da República - embora algumas dessas zonas cinzentas estejam sendo, pouco a pouco, desvendadas.
Trata-se de uma proposta de cinema que clama por rememorar e manter a memória viva de todos nós para que tal fato político sórdido não caia nem no esquecimento nem na indiferença. Proposta de fazer cinema (documentário) que chamaríamos de"austera" no sentido de que"o roteiro vai sendo feito na edição," como diz a autora, embora o rigor cinematográfico e a concisão sejam as marcas essenciais."Não há nada de música neste doc. Aliás, como em qualquer outro filme de minha autoria. Acho que música, trilha musical pode distorcer a realidade."
A escola cinematográfica de Maria Augusta é a mesma de dois outros célebres documentaristas. Os que ela mais admira. O francês Raymond Depardon, que começa a ser conhecido em larga escalada no Brasil, e motivo de fascinante mostra, mês passado, em São Paulo, e o holandês Johan van der Keuken, morto precocemente há pouco tempo e professor da brasileira em Amsterdã. Ambos, mestres do cinema sem adjetivos e de uma limpeza excepcional.
(...) A pré estreia no Brasil está marcada para abril, e no fim deste primeiro semestre começará a ser exibido comercialmente. 
Testemunha do encadeamento dos fatos dramáticos, senão trágicos, que resultaram na mais séria crise política do país e no colapso atual das instituições democráticas, o doc de Maria Augusta Ramos é, como ela afirma,"uma forma de contribuir para a afirmação da cinematografia brasileira." 
Mas a relevância do filme, sobretudo, é a de ser mais um veículo de repercussão poderosa para chamar a atenção para o dramático momento atual do país.
Leia também no Conversa Afiada:

Fonte: CONVERSA AFIADA - Paulo Henrique Amorim

CULTURA: Primeiro, levaram os advogados...

Furna-se.jpg
Depois vão te levar, seu otário!
A propósito da TV Afiada "Bretas vai arrombar a tua porta às 6h00 da manhã"​, o navegante Flavio Carvalho no Facebook do C Af reproduziu poema de Bertolt Brecht:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Leia também no Conversa Afiada: