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domingo, 18 de novembro de 2018

Confira onde é feriado no Dia da Consciência Negra

Confira onde é feriado no Dia da Consciência Negra
O dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, será feriado em sete estados e mais de mil cidades. No Maranhão, será feriado pela primeira vez este ano em todo o Estado.

O Dia da Consciência Negra, comemorado por ativistas do movimento negro há mais de 30 anos em 20 de novembro, marca a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do maior quilombo do período colonial.

A data foi incluída no calendário oficial do país apenas em 2011, quando a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.519 que instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, mas não instituiu o feriado nacional porque o Congresso Nacional não legislou sobre o tema. Para aprovar o feriado, cada estado ou cidade brasileira tinha de aprovar uma lei regulamentando a data.

Atualmente, seis estados brasileiros aprovaram leis estaduais que determinam o feriado de 20 de novembro em todos os seus municípios: Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Maranhão.
O Estado de São Paulo não tem uma lei estadual, mas legislações municipais determinam o feriado em 106 cidades, incluindo a capital paulista.

No Distrito Federal e em oito estados – Acre, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe não é feriado em nenhuma cidade.

Mais de 1.260 cidades brasileiras regulamentaram o feriado via leis estaduais como no caso dos seis estados, ou municipais. Confira no fim deste texto a lista das cidades onde é feriado.

“O Dia da Consciência Negra é uma vitória importante para a população negra no Brasil. A data serve para reflexão da importância da etnia na história e da luta contra o racismo, mas foi uma conquista que nós não conseguimos concretizar do jeito que nós gostaríamos”, explica a secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Reis, se referindo a não regulamentação do feriado nacional.

A luta continua

Um Projeto de Lei (PL) nº 296/2015, do deputado Valmir Assunção (PT-BA), que determina que o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, seja feriado nacional já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e da Cidadania (CCJC) em outubro de 2017 e está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, mas segue engavetado.

Para Maria Júlia, não existe vontade política para aprovar o PL devido à falta de representatividade.  “54% da população é formada por negros, apenas 20% dos parlamentares, eleitos em 2018, se declaram pretos ou pardos. Os 80% dos não negros não sabem da importância desta conquista para contribuir com o fim do preconceito e discriminação”.

Confira onde é feriado em 20 de novembro:

Alagoas: é feriado em todos os municípios do estado
Amazonas: é feriado em todos os municípios do estado
Amapá – é feriado em todos os municípios do estado
Bahia: Alagoinhas, Camaçari e Serrinha
Espírito Santo: Cariacica e Guarapari
Goiás: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Flores de Goiás e Santa Rita do Araguaia
Maranhão - é feriado em todos os municípios do estado
Mato Grosso - é feriado em todos os municípios do estado
Mato Grosso do Sul: Corumbá
Minas Gerais: Belo Horizonte, Betim, Guarani, Ibiá, Jacutinga, Juiz De Fora, Montes Claros, Santos Dumont, Sapucai-Mirim, Paraíba e Uberaba
Paraná: Guarapuava e Londrina
Rio de Janeiro – é feriado em todos os municípios
Santa Catarina: Florianópolis
São Paulo: 102 municípios paulistas comemoram a data com feriado: Aguai - Águas Da Prata , Águas De São Pedro , Altinópolis, Americana, Americo Brasiliense, Amparo, Aparecida, Araçatuba, Araçoiaba da Serra, Araraquara, Araras, Bananal, Barretos, Barueri, Bofete,  Borborema, Buritama, Cabreuva, Cajeira, Cajobi, Campinas, Campos do Jordão , Canas, Capivari, Caraguatatuba, Carapicuíba, Charqueada, Chavantes, Cordeirópolis,  Cruz das Almas, Diadema, Embu, Embu Das Artes, Estância De Atibaia, Florida Paulista, Franca, Franco Da Rocha, Francisco Morato, Franco da Rocha, Getulina, Guaira, Guarujá, Guarulhos, Hortolândia,  Ilhabela, Itanhaem, Itapecerica da Serra, Itapeva, Itapevi, Itararé, Itatiba, Itu, Ituverava, Jaguariuna, Jambeiro, Jandira, Jarinu, Jaú, Jundiaí, Juquitiba, Lajes, Leme, Limeira, Mauá,  Mococa, Olímpia, Paraiso, Paulo de Faria, Pedreira, Pedro de Toledo, Pereira Barreto, Peruíbe, Piracicaba, Pirapora do Bom Jesus, Porto Feliz, Ribeirão Pires, Ribeirão Preto, Rincão, Rio Claro, Rio Grande Da Serra, Salesópolis, Salto, Santa Albertina, Santa Isabel, Santa Rosa de Viterbo, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São João Da Boa Vista, São Paulo, São Vicente, Sete Barras, Sorocaba, Sumaré, Suzano e Votorantim.
Tocantins: Porto Nacional

REDESCOBRINDO A CASA DO IMPERADOR

Museu Nacional Atualmente
Museu Nacional Antigamente
Ao longo do tempo, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu em um período de longa duração, tornando este edifício testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.
O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.
A moradia do imperador era dividida em três pavimentos: o primeiro era destinado a serviços gerais e primeiras recepções; o segundo era um pavimento mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e o terceiro era constituído de dormitórios e demais áreas da família.
Hoje, o Museu Nacional dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas: 63 salas do primeiro pavimento, 36 no segundo e 23 no terceiro. Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em 1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação ocorre até os dias de hoje.
Infelizmente não se tem atualmente uma perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à época do Império. As informações constantes nesta apresentação tiveram por base o trabalho da historiadora Regina Dantas*, referido abaixo, a que se pode reportar para maior aprofundamento sobre a casa no período de Dom Pedro II.
* DANTAS, Regina Maria Macedo Costa A Casa do Imperador: do Paço de São Cristóvão ao Museu Nacional/ Regina Abreu. Rio de Janeiro, 2007. Dissertação (Mestrado em Memória Social). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em Memória Social, 2007.
CLIQUE EM UMA DAS PLANTAS ABAIXO PARA COMEÇAR A EXPLORAR O PAÇO:
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EQUIPE DE PRODUÇÃO DO SÍTIO "REDESCOBRINDO A CASA DO IMPERADOR":
Antonio Ricardo Pereira de Andrade - Coordenação
Regina Maria Macedo Costa Dantas - Supervisão
WebDesigners

Jenyfer Lima;
Marcos Fonseca Junior;
Rodrigo Vidal da Silva

LOCALIZAÇÃO - Quinta da Boa Vista, São Cristóvão

Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20940-040

EXPEDIENTE
Nossas exposições estão fechadas ao
público por tempo indeterminado em
virtude do incêndio que destruiu

grande parte de nossas coleções.

O papel da educação no combate ao racismo

Conheça as diretrizes da Lei de ensino da história e cultura africana e afro-brasileira.

Escravidão, abolição e Dia da Consciência Negra. Estas são as situações nas quais a história do negro africano e brasileiro costumam aparecer no âmbito escolar. Para propor novas diretrizes curriculares sobre o tema, em 9 de janeiro de 2003, o então presidente Lula sancionou a Lei 10.639/03 que tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica.

No mesmo documento, também ficou estabelecido o dia 20 de novembro como a data que as escolas deveriam comemorar a consciência negra.
“Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”
Porém, somente em 10 de novembro de 2011, a Lei foi atualizada para nº 12.519 tornando a data oficial,  sem obrigatoriedade de que fosse feriado ficando à critério dos municípios. A data faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, que lutou para que aos costumes dos escravos fossem mantidos nos quilombos.  Zumbi foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares e era filho de africanos escravizados.
O Dia da Consciência Negra é importante para promover o reconhecimento da contribuição negra na construção da sociedade brasileira, além de fortalecer o combate ao racismo e a luta contra a desigualdade racial. Somente conhecendo sua própria história é possível que um povo respeite suas raízes, e a educação é fundamental para que isso aconteça.

Diretrizes da Lei

  • Ensino obrigatório da história e cultura afro-brasileira nos ensinos fundamental e médio, em escolas públicas e particulares;
  • A história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional devem estar presentes no conteúdo programático, com o intuito de resgatar a cultura do povo negro em todas as áreas da sociedade ao longo da história do Brasil;
  • O conteúdo referente ao tema deve estar presente em todo o  currículo escolar, em especial as áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileiras;
  • O dia 20 de novembro deve fazer parte do calendário escolar como “Dia Nacional da Consciência Negra”.

Na prática

A abordagem da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas auxilia no autoconhecimento e aceitação da identidade de jovens e crianças negras, além de contribuir para a igualdade étnico-racial desde a infância. A Lei também aponta para currículos menos etnocentristas e uma formação mais ampla e plural.
Mas, de acordo com o Censo Escolar de 2015, apesar da lei estar em vigor há 15 anos, a diversidade racial não está na pauta de 52% das escolas públicas no Brasil. Para Dandara Tonantzin, Conselheira no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), que esteve presente na mesa de debate “Combate ao Racismo” durante o Seminário de Educação da UBES, este dado reflete a invisibilização da história negra e acredita que “a educação tem um papel fundamental na luta contra o racismo”:
“Na escola, passamos a maior parte da nossa infância e adolescência. Precisamos romper com a lógica Eurocêntrica dos currículos, descolonizar os saberes e práticas educativas. A implementação da Lei 10.639 é fundamental neste processo”.
Fonte: UBES 

CIANORTE – A cidade que se redescobriu e se tornou a Capital nacional do Vestuário

Cianorte foi fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – da qual herdou o nome: Cia (Companhia) e norte (de Norte do Paraná) – em 26 de Julho de 1953. Era o início da colonização das regiões Norte e Nordeste do Paraná, que atraiu desbravadores de outros estados, principalmente do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Vinham em grandes levas, motivados pelas perspectivas de prosperidade e de um futuro melhor divulgadas pelas notícias de que a região era um verdadeiro eldorado de solo roxo e fértil. E foi a partir da terra, especialmente da cultura do café, que Cianorte prosperou e se firmou como uma das mais promissoras cidades do Norte paranaense.
Até os anos 1970, o café sustentou a economia do município, mas, no final da década, as fortes geadas e mudanças na política econômica nacional, que afetaram drasticamente o setor cafeeiro, alteraram o curso da história. Como os demais municípios da região, Cianorte enfrentou o desemprego e o êxodo rural, mas não se deixou abater. O espírito desbravador e forte de sua gente viu na crise um desafio para novas oportunidades. Na busca de alternativas para manter seu ritmo de desenvolvimento, Cianorte descobriu uma vocação para o setor de confecções e apostou na industrialização. Empresários, comerciantes e antigos produtores rurais passaram a investir em maquinário, a construir fábricas e buscar mão-de-obra para o novo ofício. Preocupado com a qualidade das peças produzidas, o Governo Municipal, em parceria com entidades representativas de classe, buscou apoio técnico e instrutores especializados, o que resultou na instalação de vários cursos de aperfeiçoamento e qualificação de mão-de-obra na cidade.
Expansão contínua
Com o esforço na busca de melhorias para produzir com qualidade a evolução foi rápida. Em pouco tempo, Cianorte se destacou no cenário nacional como o maior pólo atacadista do Sul do País e passou a ser conhecida como a “Capital do Vestuário”. Hoje, a indústria de confecções de Cianorte soma mais de 450 empresas e 600 grifes, emprega mais de 15 mil pessoas (a cada cinco cianortenses, dois trabalham no setor de confecções) e movimenta uma série de setores paralelos, como corte e costura, bordados, lavagem de tecidos e cursos de moda, gerando cerca de 30 mil empregos indiretos. Responde, ainda, pela realização da maior feira do vestuário do Sul do País: a Expovest. No PIB do município, a indústria é responsável por 44,30%, enquanto os setores de comércio e serviço representam 38,30%. Os 17,40% restantes vêm das atividades rurais.
Com a consolidação da indústria de confecções, a cidade ganhou grandes centros atacadistas, como os shoppings e a Rua da Moda, que recebem, diariamente, centenas de compradores de todas as partes do Brasil. Hoje, Além das confecções,  o parque industrial de Cianorte, que começou com uma fábrica de refrigerantes ainda na década de 50,  inclui empresas dos mais variados ramos, como metalúrgicas, fábricas de barbantes, reciclagens, embalagens plásticas, móveis e estopas. Há, ainda, o setor alimentício com produção de enlatados, doces, bebidas (refrigerantes) e frios; e uma forte atuação dos setores avícola, frigorífico e de laticínios, com produtos que vêm, gradativamente, conquistando o mercado brasileiro.
A diversificada oferta de oportunidades profissionais geradas pela expansão econômica do município nos últimos anos vem atraindo famílias inteiras de pequenas cidades da região e de outros Estados, o que movimenta também o setor de habitação. Somente de 2007 a 2008 foram registrados três novos loteamentos residenciais no município
Também é crescente o número de profissionais liberais como advogados, dentistas, médicos de variadas especialidades, professores, designers, arquitetos, contadores, entre tantos outros, que escolheram a cidade para atuar.
Reforçando sua posição de pólo regional, Cianorte passou a abrigar um campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e outro da Unipar (Universidade Paranaense) e a oferecer uma série de opções de entretenimento e lazer – outro setor em franca ascensão na economia local.

A Capital do Vestuário

Referência no mercado de moda no Brasil, Cianorte vem, há quase três décadas, ancorando sua economia em torno das indústrias de confecção. Foram anos de luta e investimentos em prol do desenvolvimento de um setor para o qual a cidade descobriu ter uma vocação inata.
De um lado o governo municipal, que sempre incentivou a instalação das fábricas, concedendo terrenos e serviços como terraplanagem e construção de vias de acessos, além da isenção de impostos; e de outro, os empresários que buscaram qualificação e diversidade para oferecer produtos de qualidade inquestionável.
Foi justamente essa característica que atraiu marcas famosas do Brasil e do exterior, que passaram a transferir para as confecções cianortenses a produção de suas peças.
As grifes locais, aos poucos, também foram se expandindo e conquistando espaço no competitivo mercado nacional, projetando Cianorte como forte polo de moda, a ponto de ser reconhecida como a Capital do Vestuário. Cianorte, hoje, é responsável por 20% de todo jeans comercializado no país, o que representa 12 milhões de peças por mês.

TURISMO EM CIANORTE

A Igreja Matriz
O Santuário Eucarístico Diocesano Nossa Senhora de Fátima, a Igreja Matriz, é a maior construção católica de Cianorte. Localiza-se na região central da cidade, na Praça João XXIII, ao lado do bosque de vegetação nativa. A atual obra arquitetônica em arcos conta com um sino de 82 quilos tocado diariamente. Começou a ser construída em 1966 e quatro anos depois substituiu a pequena capela de madeira construída na década de 50 com recursos dos pioneiros católicos, na área determinada pela Companhia Melhoramentos.
Enquanto a nova Igreja Matriz era construída, a igrejinha foi mantida dentro dela onde continuaram a ser realizadas as manifestações religiosas. No ano de 1967, a capela foi transportada para outro bairro da cidade onde foi tombada como patrimônio histórico e, hoje, funciona a Casa da Memória.
O prédio mais bonito da cidade abriga obras em madeira do paranaense Dirceu Rosa como a “Via Crucis” e o “Cristo”, que foi esculpido em 1973 e é considerada a primeira grande obra do artista. A arte de Dirceu Rosa sintetizada nas mãos representando a fraternidade é um dos maiores acervos artísticos do município e não pode deixar de passar pelo olhar dos visitantes.
Casa da Memória
A Casa da Memória Padre Luiz Mark é um resgate do passado e guarda a memória do município, a começar pelo edifício em madeira construído no início dos anos 50 onde funcionou a primeira igreja matriz de Cianorte. Em 1967, a igreja foi transportada do local onde hoje é atual igreja matriz para a Zona Sete, levando o nome de Igreja Sagrado Coração de Jesus. Com a ajuda da Prefeitura Municipal ela foi reconstruída com uma base mais alta, mas aproveitando a parte de madeira e telhas originais. Também foi pintada nas mesmas cores: azul e branco.
A igreja foi tombada em 1990 e em 2002 se encerrou as celebrações passando a ser a Casa da Memória. Em 2006, a construção foi restaurada pelo Instituto Morena Rosa a fim de conservar o aspecto original. Mantém ainda, uma exposição permanente de fotos que revelam a história da cidade desde a sua fundação.
O local tem capacidade para 150 pessoas e se tornou palco para as apresentações artísticas de Cianorte. A Casa da Memória ganhou painéis nas janelas e um novo sistema de som para proporcionar um ambiente adequado para os artistas e expectadores.
Igreja Sagrada Família
Visita imperdível, a Paróquia Sagrada Família tem arquitetura moderna e arrojada com obras em metal do artista plástico Aristeo Piovesan como a “Via Sacra”.
Memorial 500 anos
O monumento foi criado pela arquiteta Rosalice Ioshini Uehara em homenagem aos 500 anos do Brasil. Localizado próximo à rodoviária, a obra representa a mistura das raças que construíram o nosso país. Cada um dos três pilares que sustentam o mapa do Brasil é representado pela figura do negro, do português e do índio. As cores verde e dourado foram escolhidas por conta da grande riqueza natural e prosperidade existente no país.
Praça Francisco Kanô
Planejada para homenagear os imigrantes japoneses, a praça recebe o nome do advogado Francisco Kanô que fez parte da Câmara Municipal no mandato de Ramon Máximo Schulz (1963-1968). Conhecida pelos cianortenses como a “Pracinha do Japonês”, foi construída em meados dos anos de 1980, inspirada nos espaços públicos orientais constituídos por pedras, lago, pagode (torres sobrepostas com múltiplas beiradas), jardins e pontes.
A vegetação é um misto de plantas japonesas e brasileiras. A tranquilidade e os detalhes orientais deixam a praça graciosa e encantadora.
Haras Ribeiro
Fundando em 1998, o Haras Ribeiro localiza-se na Rodovia Aeroporto a quatro quilômetros do centro. Com profissionais experientes, o centro de treinamento oferece lazer e qualidade de vida por meio de aulas de equitação e da equoterapia. Cuidadosamente estruturado pela família Ribeiro, o encanto e beleza do local atrai visitantes de todo o Brasil.
Pesqueiro Pantanal
O ambiente familiar e acolhedor faz do pesqueiro um ponto de encontro diferenciado para os apreciadores da natureza e de uma boa pescaria. Quiosques, churrasqueiras e lanchonete complementam o ambiente de paz e descontração. Os tanques para pescaria contrastam com o verde das árvores que circundam o local. O pesqueiro serve pratos como o “Tilápia à Mineira”, criado especialmente para receber os visitantes.
Rancho Urbano
Combina o cenário de antigos saloons com o charme de um antiquário. Em meio a móveis e peças antigas, é possível degustar um farto café colonial com pratos típicos preparados pela Vó Mira e sua família de origem alemã.
Chácara Viola de Ouro
O lugar tranquilo e agradável é rodeado de mata nativa tendo os doces e conservas caseiras o principal atrativo. A Chácara dispõe de salão de festas com capacidade para 200 pessoas e pousada com 80 acomodações, além de oferecer café da manhã, almoço e jantar.
Hidroponia 
Em Cianorte, a técnica e o manejo do cultivo de hortaliças (agrião, alface, almeirão e salsa) na água foram introduzidos pelos irmãos Bataglini. São eles que explicam aos visitantes o sistema de plantio chamado de hidroponia.
Orquidário
Voltado para a produção e cultivo de orquídeas, conta com enorme variedade somando aproximadamente seis mil plantas de mais de 150 híbridos e espécies. Além de preservar espécies brasileiras, fornece mudas para cultivadores e colecionadores desta fascinante flor.
Viveiro Totibana
Chácara especializada no plantio e comercialização de rosas, gérberas e crisântemos. Abriga também um Memorial Fotográfico com imagens históricas de Cianorte e registros da evolução tecnológica da fotografia.
Pátio Colonial
Situado nas antigas instalações da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, o prédio passou por transformações arquitetônicas para o estilo colonial. Além da beleza externa, possui galeria comercial, restaurante, pizzaria e cafeteria. No interior, conta ainda com amplo pátio gramado.
Portal
Quem passa pela rodovia PR-323, de longe percebe que está na Capital do Vestuário. O primeiro e único Portal da Moda do Paraná – localizado pouco depois da Polícia Rodoviária Estadual, no sentido Maringá – mostra ícones da potência local no setor têxtil numa estrutura gigantesca. O monumento conta com sofisticada iluminação noturna.
O portal é uma iniciativa da administração municipal, em parceria com o Ministério do Turismo. O projeto é do arquiteto cianortense Luiz Herrera que elaborou um grande cone, com um zíper em aberto cruzando a rodovia, sustentado por uma agulha e um alfinete. Em toda a extensão há uma linha. E simbolizando todos os trabalhadores do setor, uma manequim. Para construí-lo, foram necessárias 31 toneladas de ferro e concreto.
O Portal da Moda era um sonho antigo, desde a primeira gestão do prefeito Edno Guimarães (88/92), quando Cianorte projetou-se como a Capital do Vestuário, principalmente depois da concepção da Expovest, em 1990. A obra exigiu quase R$ 500 mil para ser concluída, pela Construtora Nabhan. O projeto foi concebido a partir de sugestões e opiniões de empresários e lideranças do setor.
Parque Cinturão Verde
Criado em 28 de abril de 2000, pela lei muncipal 2.067, o Parque Cinturão Verde é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral composta por 313 hectares de Mata Atlântica. O parque circunda toda a cidade abrigando animais silvestres como macacos, quatis, cobras, ouriços, lagartos, pássaros, tamanduás e jaguatiricas.
É a segunda maior reserva florestal urbana do país e um dos poucos remanescentes da grande floresta que cobria quase toda a região noroeste do Paraná. Pelo interior da floresta, foram construídas trilhas como a Trilha da Peroba e a do Fantasminha. Já na beira de toda a extensão do Parque, há pistas de caminhadas que são um convite à prática de hábitos saudáveis em meio à natureza.
Em 2009, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) começou a implantar o Plano de Manejo do Parque Cinturão Verde, um amplo programa para estabelecer diretrizes de uso e ocupação do espaço, por meio do zoneamento ambiental e, assim, assegurar a manutenção dos recursos naturais para o correto usufruto das gerações atuais e futuras.
Uma das metas é ampliar a área total para 900 hectares e também definir prioridades na recuperação de áreas degradadas indicando as benfeitorias que deverão ser feitas para garantir o máximo de proteção à flora e à fauna da reserva.
Trilhas
Trilha da Peroba
A trilha recebe o nome da árvore símbolo de Cianorte e comporta também inúmeras outras espécies nativas, animais silvestres e nascentes de rios. Caminhar por ela é garantia de encanto, tranquilidade e harmonia com a natureza.
Trilha do Fantasminha
Cheia de histórias e lendas, esta trilha exige conhecer um pouco da história do Ribeirão São Tomé, conhecido popularmente como Rio Fantasminha. Diz a lenda que em noites de lua cheia, um estranho fenômeno acontece: as águas do rio correm em sentido contrário ao do seu curso natural. Nessas noites, no mês de agosto, há quem jure que o guardião da floresta pode ser visto caminhando por ela. Pontes estreitas e caminhos bifurcados completam os atrativos dessa trilha.
Pistas de caminhada
Construídas no entorno do Cinturão Verde, as pistas de caminhada proporcionam mais do que saúde e lazer. Também contribuem para a conscientização ecológica, uma vez que proporcionam aos usuários o contato com a flora e a fauna da reserva florestal cianortense.
As pistas comportam as Academias da Terceira Idade (ATIs) e aparelhos para alongamento. Ao todo, são 12 pistas interligadas que juntas têm aproximadamente 105 mil metros quadrados de área. É um espaço de confraternização e ponto de encontro para os moradores dos bairros.
Duas delas são acompanhadas em toda extensão por uma ciclovia. Assim, além da prática de exercícios, essas pistas oferecem maior segurança e agilidade às pessoas que utilizam bicicletas como meio de transporte, principalmente no trecho entre Cianorte e o distrito de Vidigal.
Fonte: BRASIL CULTURA

O fascismo, Fellini e outras lembranças de menino

Quem viu Amarcord, de Fellini? Eu assisti mais de dez vezes. Não há uma única cena do filme que eu não aprecie. Gosto da música de Nino Rota, de Gradisca, Volpina, do maluco tio Teo, do pavão do Conde, da cena final com o casamento e um acordeom tocando nostálgico… Amo Fellini e queria ter assinado a direção de todos os filmes que ele realizou. Todos, não. Julieta dos Espíritos é muito chato.
Por Ronaldo Correia de Brito*
Divulgação Amo Fellini e queria ter assinado a direção de todos os filmes que ele realizou Amo Fellini e queria ter assinado a direção de todos os filmes que ele realizou
Agradam-me os artistas com pátria, paisagem na memória, uma pequena cidade que sempre aparece nas suas criações. Mesmo quando as personagens desfilam por Paris ou Nova York, parece que caminham pelo lugar ancestral que o artista carrega dentro de si. Garcia Márquez tem Aracataca; Kazantzákis, Creta; Kaváfis, Alexandria; Lorca, Granada; Fellini tem Rimini.
Rimini é o centro do mundo. Nada deixou de acontecer ali. Em Amarcord, os celtas são lembrados na queima da bruxa, no início da primavera; os romanos na grandiloquência; e os americanos numa feérica elaboração do superficial e do falso. As duas cenas no Grande Hotel, a chegada do Xeique e o encontro de Gradisca com o Príncipe, são paródias hilariantes dos musicais de Hollywood. Acho que é por essas sacadas que eu gosto tanto de Fellini. Ele descobriu uma fórmula de tratar política, religião e a mais funda angústia existencial com humor e poesia. A maneira como ele expõe o histrionismo de Mussolini e o ridículo do poder, em Amarcord, me parece mais sincera que Spielberg falando do povo judeu no filme A Lista de Schindler. Fellini deixou que seus olhos de criança dirigissem a câmera que mostra a Itália fascista, onde os absurdos e os crimes se revelam entre peidos e risos.
Com o olhar assombrado de um menino de 12 anos, vi cenas da história recente do país. Num primeiro de abril de 1964, dia consagrado à mentira, papai me proibiu de ir à escola, na cidade cearense do Crato. Minha mãe, aflita, acendia velas para Nossa Senhora Aparecida, uma imagem de louça que o irmão mais velho e eu ganhamos de presente na primeira comunhão.
O perigo do comunismo ateu está erradicado, mamãe repetia ingênua, sem saber o que dizia, doutrinada como todos os católicos da época, pela Igreja e a propaganda americana da Guerra Fria. As mesmas mentiras criadas e plantadas nos dias de hoje, 54 anos depois, através dos fake news, para enganar sobretudo os evangélicos e a população humilde, e que também alcançou os “esclarecidos”, ou que se julgam assim. Naquela época, ainda existia União Soviética e Mao Tse-tung na China. Mas e agora, por que essa paranoia de comunismo e socialismo, Venezuela e Cuba?
Meu pai anunciou solene que os militares haviam feito uma revolução. Deram um golpe, rebateu o irmão da nossa mãe, que morava conosco em casa. As crianças só viam proveito no acontecimento. Tinham o dia livre para brincadeiras e banhos de rio. O vizinho da rua Teófilo Siqueira, Seu Zé Correia, fechou as portas de casa, enlutado. Janista fanático, havia queimado uma bateria de fogos, do começo ao fim da rua, quando Jânio Quadros e sua vassoura ganharam as eleições para presidente. Era uma quinta-feira, dia em que o gado subia para o matadouro da cidade. Assombrados com o tiroteio, sem saber para onde correr, bois e vacas entraram no palácio do bispo.
Prenderam Dedé Alencar, dono do armazém de farinha, porque tocou na radiola um disco com a música da campanha de Miguel Arrais. Prenderam Juvêncio Mariano, que ninguém sabia que era comunista. Todos o conheciam como o dono da sapataria. Minha mãe ficou preocupada porque ele nos vendia à prestação. Levaram um bancário da nossa rua. Assistimos a cena sem compreender nada. Era um vizinho legal, tinha um Jeep e dava bigu quando voltávamos da escola. A mulher dele olhava para nós, perguntando em tom de desafio: nunca viram um homem honesto sendo preso?
Na igreja tocavam os sinos e o bispo celebrou missa de ação de graças pelo golpe. Meu pai era udenista e confiava nos militares. Nós ainda não compreendíamos o que fosse capitalismo e comunismo. O Crato era distante como Rimini e as notícias nos chegavam tarde, nos jornais das Atualidades Atlântida, que antecediam aos filmes. Os desejos pueris dos meninos se enganavam nos seriados do cinema, falsos como as trinta concubinas do Xeique de Amarcord.
Essas lembranças me ocorreram no dia em que assisti ao primeiro discurso do novo presidente. À pantomima do eleito e seus assessores orando de mãos dadas e olhos fechados. Seria hilário como um quadro de humor, se não apontasse para a gravidade do que nos espera. Não estava à altura da fantástica cena de Roma de Fellini, onde rugosas matriarcas, ao lado de cardeais decrépitos, lamentam a perda do prestígio da nobreza e do clero. O que se via sem deformação de lentes era a imagem nua e crua do futuro sombrio da nossa democracia.
*Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor
Fonte: BRASIL CULTURA