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quarta-feira, 6 de março de 2019

EM SÃO PAULO - No carnaval de SP, cresce a força da cultura negra. Na passarela, deu Mancha Verde



Mancha Verde 2019
Mancha teve alas Lágrimas da Dor, Marcas da Tortura, Marca da Violação do Seu Corpo e Mar Vermelho de Sangue
por Redação RBA
Carnaval de São Paulo aos poucos foi se moldando pelas tradições afro-brasileiras, e as escolas de samba se tornaram espaços de resistência. Este ano, enredo de negras raízes deu título à Mancha Verde.
São Paulo – A Mancha Verde é a campeã do carnaval 2019 de São Paulo. A escola levou o troféu pela primeira vez após conduzir, na noite de sexta-feira (1º), desfile inspirado na princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares. O enredo levou para a passarela alas e alegorias propondo uma reflexão sobre o passado de escravidão e suas consequências históricas para os direitos de negros e mulheres – passando pela intolerância religiosa.
Temática semelhante embalou os desfiles da Mangueira e da Paraíso do Tuiuti, no Rio de Janeiro.
No sambódromo do Anhembi, a Mancha Verde alcançou pontuação máxima, 270, um décimo de ponto à frente de Dragões da Real e Rosas de Ouro. 
A escola que disputa o grupo especial desde 2005 é a segunda originária de torcida de clube de futebol a alcançar o título da liga paulistana. A corintiana Gaviões da Fiel, que terminou em oitavo este ano, já venceu quatro vezes. A Dragões da Real, ligada a uma torcida organizada do São Paulo, foi vice este ano e em 2017.
Uma das escolas mais admiradas e tradicionais do carnaval de São Paulo, a Vai-Vai ficou numa surpreendente lanterna e disputará o grupo de acesso, junto com a penúltima Acadêmicos do Tucuruvi. Apenas 1,2 ponto separou a última colocada da primeira. 
No final de 2018, a diretoria do Palmeiras, campeão brasileiro de futebol, convidou o presidente eleito Jair Bolsonaro para a festa no campo. A parte da torcida que saudou o "mito", porém, talvez não deva contar com ele na celebração da escola de samba.
A crítica ao racismo, à escravidão, à intolerância religiosa e ao machismo não cabem no perfil de Bolsonaro –cujo início de governo tem se anunciado desastroso nesses quesitos, em sintonia com a história política do ex-capitão. Bolsonaro é a antítese das mensagens de alas da Mancha Verde, como "Lágrimas da Dor", "Marcas da Tortura" ou "Mar Vermelho de Sangue", assim como de todo espírito de diversidade, liberdade, irreverência – e até de protesto –, associado aos ritos do carnaval. Não por acaso, os gritos de "ei, Bolsonaro, vai tomar no c*" têm sido o grande hit do carnaval nas cidades de todo o país.
A Saga de uma Guerreira Negra

Tambores vão ecoar, a festa vai começar
O meu batuque traz a força do terreiro
A mancha verde é kizomba amor
Salve a princesa! Viva o povo negro!

O ora ie ie ô ora ie ieu mamãe oxum
Um ventre de luz, o fruto do amor
Kaô kabecilê xangô
África, suntuosa riqueza
África, reluz o encanto e a nobreza
A fé conduz o povo a lutar
Tristeza marejou meu olhar
Oh senhor, tem piedade
Dos corações sem liberdade

A alma que chora, a pele que sangra
Qual será o meu valor?
Entrego minha vida
Rainha do mar, Iemanjá

Aportou, na terra do sol e do maracatu
Vidas no suspiro derradeiro
Na fria solidão do cativeiro
Mãos calejadas a lavourar
Não perdi a fé nos orixás
Senhora do rosário, oh nossa senhora
Aos pés do seu altar, clamo a igualdade
Palmares, vi um céu de luz e liberdade
A força de zumbi a nos guiar
Nas bênçãos de oxalá 

A força da cultura negra 

O carnaval de São Paulo surgiu na região central da cidade e, no início, era considerado uma festa branca. O repórter Jô Miyagui mostra que, aos poucos, a folia foi se moldando às tradições musicais afro-brasileiras e as escolas de samba tornaram-se espaços de resistência da população negra. 
Confiram os vídeos abaixo!
 Fonte: RBA

CLIPE - SAMBA ENREDO MANCHA VERDE 2019

Carnaval: cultura, luta e resistência da população negra

DÉBITO OU CRÉDITO? - Bolsonaro e família gastam 16% a mais com cartão corporativo da Presidência

Bolsonaro e Michelle
De acordo com reportagem, mais de 98% dos gastos da família Bolsonaro foram mantidos em sigilo
Órgão que registrou aumento é responsável pelas despesas do presidente e familiares. Na transição, ministro prometeu acabar com "farra de gastos", uma das principais promessas de campanha.
São Paulo – Os gastos da Presidência da República com cartões corporativos subiram 16% nos dois primeiros meses de mandato de Jair Bolsonaro, em relação à média dos últimos quatro anos para os meses de janeiro e fevereiro. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (6), as despesas com cartões somam 1,1 milhão de 1º de janeiro até agora.  Do total, 98,6% dos gastos realizados pela Presidência foram mantidos sob sigilo
As informações foram requeridas à Controladoria-Geral da União (CGU). A cifra se refere apenas aos gastos realizados pela Secretaria de Administração da Presidência da República, responsável pelas despesas do mandatário, seus familiares e das residências oficiais. 
A reportagem lembra que, durante a transição, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, chegou a defender a extinção dos cartões corporativos, justificando o "novo tempo" que viria para acabar com o que chamava de "farra de gastos". 
Questionada, a Secretaria de Comunicação do governo não explicou o aumento das despesas, nem a falta de transparência nas informações. Apenas R$ 15,5 mil do total de despesas pagas com cartão corporativo tiveram origem declarados e incluem pagamentos de material de papelaria e manutenção de veículos. 
Um dos casos citados é de um funcionário do Ministério da Defesa que pagou com cartão corporativo uma conta de R$ 500 em uma churrascaria no Rio de Janeiro.
Segundo o Estadão, o conjunto do governo gastou R$ 5,3 milhões nos cartões corporativos, o que representaria redução de 28% em relação à média dos últimos quatro anos. Contudo, não foram computadas todas as despesas de fevereiro, o que impede a comparação precisa. 
Fonte: Rede Brasil Atual

Daniela Mercury para Bolsonaro: não ataque a arte, alma do brasileiro

“Quando se ataca a arte de um país, quando se ataca os ‘artistas’ brasileiros, se ataca a alma do povo desse país. Mereço respeito pelo que sou, pelo que represento e pelo que faço constantemente pela sociedade brasileira em diversas causas, não apenas na arte”
Foto: Reprodução
Em resposta a publicação de Jair Bolsonaro que criticou a música “Proibido o Carnaval”, de Daniela Mercury e Caetano Veloso, e ameaçando-os com o corte da Lei Rouanet, a cantora emitiu uma nota pública, dizendo que o mandatário não compreendeu a canção e está distorcendo a Lei: “mereço respeito”, completou.
O presidente usou as redes sociais nesta terça-feira, último dia de festividades do Carnaval, para atacar Daniela e Caetano. Na publicação, tratou com ironia, chamando-os de “famosos” com aspas, e aproveitou para ameaçar que “esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”.
“Dois ‘famosos’ acusam o Governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. A verdade é outra: esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, escreveu Bolsonaro.
Uma das ofendidas, Daniela Mercury, emitiu uma nota pública para rebater o mandatário. “Sr. Presidente, sinto muito que não tenha compreendido a canção ‘Proibido o Carnaval’, que defende a liberdade de expressão e é claramente contra a censura”, introduziu.
“Mas acho que isso nem vem ao caso aqui porque percebo que há uma distorção muito grave sobre a lei Rouanet. Parece que ela ainda não foi compreendida. Por isso, me coloco à disposição para explicar como funciona o passo a passo dessa lei. E aproveito para tranquilizá-lo. Usei muito pouco de verba pública de impostos da lei rouanet em cada projeto que tive aprovado”, continuou a cantora.
“Em 20 anos, Eu tive apoio (TUDO DENTRO DA LEI) de cerca de um milhão de reais de verba de impostos da Lei Rouanet. R$ 1 milhão em 20 anos, ressalto!!! Dá cerca de 50 mil reais por ano, se assim dividirmos. Considere, sr. Presidente, que eu comecei o movimento de trios sem cordas, de graça para o público, há 21 anos. Essa fake news sobre a Lei Rouanet criada na eleição não pode continuar sendo usada para desmerecer o trabalho sofrido e suado dos artistas brasileiros”, seguiu.
Leia, abaixo, a carta completa:
Sr. Presidente, sinto muito que não tenha compreendido a canção ‘Proibido o Carnaval’, que defende a Liberdade de expressão e é claramente contra a censura. Mas acho que isso nem vem ao caso aqui porque percebo que há uma distorção muito grave sobre a lei Rouanet. Parece que ela ainda não foi compreendida. Por isso, me coloco à disposição para explicar como funciona o passo a passo dessa lei. E aproveito para tranquilizá-lo. Usei muito pouco de verba pública de impostos da lei rouanet em cada projeto que tive aprovado.
Para que o senhor entenda, cada desfile de trio sem cordas (sem cobrança de ingresso, de graça para os foliões), custa cerca de 400 mil reais. Em 20 anos, Eu tive apoio (TUDO DENTRO DA LEI) de cerca de um milhão de reais de verba de impostos da lei rouanet. 1 milhão em 20 anos, ressalto!!! Dá cerca de 50 mil reais por ano, se assim dividirmos. Considere, sr. Presidente, que eu comecei o movimento de trios sem cordas, de graça para o público, há 21 anos. Eles custaram, por baixo, cerca de 10 milhões de reais! Se tive cerca de 1 milhão de verba pública nesses 20 anos, isso significa que o restante (9 milhões) paguei ou do MEU BOLSO diretamente ou com o patrocínio de empresas privadas.
Em 35 anos de carreira, fiz muitas apresentações de graça no Brasil, bancadas do meu bolso. Essa fake news sobre a lei rouanet criada na eleição não pode continuar sendo usada para desmerecer o trabalho sofrido e suado dos artistas brasileiros. A arte, além de tudo, tem um valor imensurável e o retorno do nosso trabalho para a sociedade, para o turismo, para a economia é gigante.
Para que compreenda melhor, apenas com 1 ano do sucesso O Canto da Cidade (uma música “famosa” minha), Salvador ganhou 500 mil turistas a mais. Mais um exemplo: eu tenho cerca de 50 milhões de reais de retorno de mídia espontânea em cada carnaval de Salvador. Esse retorno, a partir de minhas apresentações (6 horas por dia cantando e dançando sem parar nem para comer – somadas a mais 5 horas prévias de preparação – e mais 2 horas pós apresentação para recuperação da voz e do corpo – durante 6 dias seguidos) traz uma valorização gigantesca para a imagem da cidade, do estado e do país.
Tudo isso estimula o turismo e turbina a economia. Tenho visto que estimular o turismo é um objetivo do senhor. Não se engane: trabalhamos muito. Quando se ataca a arte de um país, quando se ataca os “artistas” brasileiros, se ataca a alma do povo desse país. Mereço respeito pelo que sou, pelo que represento e pelo que faço constantemente pela sociedade brasileira em diversas causas, não apenas na arte. Reitero aqui a minha disposição de conversar com o senhor e com sua equipe sobre a lei rouanet. Se assim desejar, irei com minha esposa, que é também minha empresária, até Brasília para conversar com o senhor sobre o assunto. Abraços e feliz carnaval.
Daniela Mercury
Fonte: GGN

Mancha Verde é campeã do Carnaval de São Paulo 2019

SP – CARNAVAL 2019/SP/MANCHA VERDE – GERAL – A rainha de bateria, Viviane Araujo, destaque na Agremiação Mancha Verde, terceira escola a entrar na avenida no Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, zona norte da capital paulista, na madrugada deste sábado (02). 02/03/2019 – Foto: ALAN MORICI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
A escola de samba Mancha Verde é a grande campeã do Carnaval 2019 em São Paulo. Com o enredo “Oxalá, Salve a Princesa! A saga de uma negra guerreira”, sobre a princesa africana Aqualtune, a agremiação levou para a avenida uma reflexão sobre escravidão, direito dos negros e intolerância religiosa. É a primeira vez que a escola vence a disputa paulista.
Os jurados avaliaram nove quesitos que se destacaram no desfile das escolas paulistas: bateria, samba-enredo, evolução, fantasia, harmonia, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, enredo e alegoria. Cada categoria teve quatro jurados, com notas de nove a 10, fracionadas em décimos.
Os desfiles
Na sexta-feira (1º), sete escolas do grupo especial de São Paulo entraram na avenida: Colorado do Brás, Império de Casa Verde, Mancha Verde, Acadêmicos do Tucuruvi, Acadêmicos do Tatuapé, X-9 Paulistana e Tom Maior.
No sábado (2), Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e Gaviões da Fiel cruzaram a passarela do Anhembi.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA