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GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO-NOVA CRUZ/RN REALIZOU O BATIZADO E TROCA DE CORDA FECHANDO COM CHAVE DE OURO! CONFIRAM!!!

FINAL - FOTO HISTÓRICA  - GRUPO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO MOMENTO DO "ESQUENTE"  MOMENTOS DECISIVOS - MUITA CONCENTRAÇ...

segunda-feira, 29 de julho de 2019

9 caricaturas criadas por um artista potiguar fenomenal

Cleyson Mota é um caricaturista potiguar fenomenal, isso porque ele faz caricaturas com muita qualidade e perfeição, confira aí:

Caetano Veloso

Kiko do Chaves

Neymar

Anthony Kiedis (Red Hot Chilli Peppers)

Lionel Messi

Luciano Huck

Seleção brasileira masculina de futebol

E este blogueiro que vos fala…

Henrique Araujo, criador do Curiozzzo
Quem quiser seguir o Cleyson este aqui é o instagram dele.
Para contratar esse gênio é só ligar para: (84) 99476-9973
Fonte: Curiozzzo

Em nota, Haddad, Flávio Dino, Boulos e Requião pedem afastamento de Moro - Fonte REVISTA FÓRUM

“Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder”, diz o documento.
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT); o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB); o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos (PSOL); e o ex-senador Roberto Requião (MDB) assinaram uma nota, na qual defendem a liberdade de imprensa e pedem o afastamento do ministro da Justiça Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol de suas funções.
O documento se baseia nas denúncias feitas pelo site The Intercept,  que revelam diálogos comprometedores entre Moro, Dallagnol e outros procuradores do Ministério Público.
Veja abaixo a íntegra da nota:
Nota em defesa da liberdade de imprensa e pelo afastamento de Moro e Dallagnol
Em face dos graves acontecimentos que marcaram os últimos dias no Brasil, vimos a público para:
1-Manifestar a nossa defesa firme e enfática das liberdades de imprensa e de expressão, das quais é consectário o direito ao sigilo da fonte, conforme dispõe a nossa Constituição Federal. Assim sendo, são absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald, seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da Portaria 666, do Ministério da Justiça. Do mesmo modo, estamos solidários à jornalista Manuela D’Avila, que não praticou nenhum ato ilegal, tanto é que colocou seu telefone à disposição para perícia, pois nada tem a esconder.
2-Registrar que apoiamos todas as investigações contra atos de invasão à privacidade. Contudo, desejamos que todo esse estranho episódio seja elucidado tecnicamente e nos termos da lei, sem interferências indevidas, como a praticada pelo ministro Sérgio Moro. Este agente público insiste em acumular funções que não lhe pertencem. Em Curitiba, comandava acusações que ele próprio julgaria em seguida. Agora, no ministério, embora seja parte diretamente interessada e suspeita, demonstra ter o comando das investigações, inclusive revelando atos sigilosos em telefonemas a autoridades da República.
3-Postular que haja o imediato afastamento do ministro Sérgio Moro, pelos motivos já indicados. Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder. Do mesmo modo, a Lava Jato em Curitiba não pode prosseguir com a atuação do procurador Deltan Dallagnol, à vista do escandaloso acervo de atos ilícitos, a exemplo do comércio de palestras secretas e do conluio ilegal com o então juiz Moro.
4-Sustentar que é descabida qualquer “queima de arquivo” neste momento. Estamos diante de fatos gravíssimos, que merecem apuração até mesmo junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, neste último caso por intermédio de Comissão Parlamentar de Inquérito. A República exige transparência e igualdade de todos perante a lei. Altas autoridades que estão defendendo a “queima de arquivo” parecem ter algo a temer. Por isso mesmo, nada podem opinar ou decidir sobre isso. A lei tem que ser para todos, de verdade.
5-Sublinhar que somos a favor da continuidade de todos os processos contra atos de corrupção ou contra atuação de hackers, e que todos os culpados sejam punidos. Mas que tudo seja feito em estrita obediência à Constituição e às leis. Neste sentido, reiteramos a defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, que não teve direito a um julgamento justo, sendo vítima de um processo nulo. A nulidade decorre da parcialidade do então juiz Moro, já que os diálogos revelados pela imprensa mostram que ele comandava a acusação e hostilizava os advogados de defesa, o que se configura uma grave ilegalidade.
6-Por fim, lembramos que quando os governantes dão mostras de autoritarismo, esse exemplo contamina toda a sociedade e estimula violências, como a praticada contra os indígenas wajãpis, no Amapá, com o assassinato de uma liderança após a invasão do seu território. Cobramos do Governo Federal, especialmente do Ministério da Justiça, providências imediatas para garantia da terra dos wajãpis e punição dos assassinos.
Chega de “vale-tudo”, ilegalidades e abusos. Não queremos mais justiça seletiva e parcial. Queremos justiça para todos”.
Ironia
O jornalista Ricardo Noblat fez uma postagem irônica sobre Moro, as denúncias da Vaza Jato e Bolsonaro.
“Sujeito de sorte, esse Moro. No dia em que saiu a reportagem mais explosiva sobre sua condição de juiz e assistente de acusação no processo da Lava Jato que condenou Lula, Bolsonaro sai a disparar barbaridades e, com isso, tira seu ministro de foco”.
Sujeito de sorte, esse Moro. No dia em que saiu a reportagem mais explosiva sobre sua condição de juiz e assistente de acusação no processo da Lava Jato que condenou Lula, Bolsonaro sai a disparar barbaridades e, com isso, tira seu ministro de foco.
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MPF investiga morte de indígena e invasão de garimpeiros na Terra Indígena Wajãpi

Na manhã desta segunda-feira (29), Bolsonaro reafirmou o interesse em promover garimpo em terras indígenas.

Nota da Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Amapá

O MPF instaurou, neste sábado (27), procedimentos para apurar as circunstâncias da morte de um indígena e a invasão de garimpeiros na Terra Indígena Wajãpi, no Amapá. No decorrer do dia, o órgão acompanhou o desenrolar dos fatos, em contato com a Polícia Federal e com servidores da Funai, que estão na área.
A morte do indígena Waiãpi, que estaria relacionada ao caso, segundo a Funai, será apurada pelo MPF por meio de investigação criminal. Acerca das denúncias de invasão da TI Waiãpi por garimpeiros, o órgão solicitou informações à PF sobre as providências adotadas até o momento. Esclarecimentos também serão requeridos aos órgãos competentes.
Ainda na noite de sábado, efetivo da PF e policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram deslocados para a TI. A finalidade é evitar o agravamento do conflito. O MPF vai seguir acompanhando a situação a fim de assegurar os direitos dos indígenas.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Amapá

“… NÃO TEM NENHUM INDÍCIO FORTE QUE ESSE ÍNDIO FOI ASSASSINADO LÁ…”(JAIR BOLSONARO).
Apesar de ONGs, associações indígenas e da própria FUNAI terem acusado o assassinato de liderança indígena Wajãpi durante invasão de cerca de 50 garimpeiros, na manhã desta segunda-feira (29), Jair Bolsonaro voltou a afirmar que não existem indícios de que houve assassinato. Bolsonaro também reafirmou o seu interesse em promover o garimpo em terras indígenas, alegando que são áreas riquíssimas e fundamentais para a soberania do país, e que  Organizações Não Governamentais (ONGs) estrangeiras são contra a exploração de garimpo nessas propriedades porque querem que os índios continuem “presos num zoológico animal” e querem “ter para si a soberania da Amazônia”
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Fonte: Jornalistas Livres

Nota do Cimi sobre o assassinato de liderança na Terra Indígena Wajãpi

"Discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam ataques", diz Conselho Indigenista Missionário.
O Cimi recebe com imensa preocupação e pesar as notícias de ataque de garimpeiros e assassinato de uma liderança do povo Wajãpi, no estado do Amapá. Os discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam a invasão, o esbulho territorial e ações violentas contra os povos indígenas em nosso país.
Esperamos que os órgãos e autoridades públicas tomem medidas urgentes, estruturantes e isentas politicamente para identificar e punir, na forma da lei, os responsáveis pelo ataque aos Wajãpi. Esperamos também que o governo Bolsonaro adote medidas amplas de combate à invasão e esbulho possessório das terras indígenas no país.
Por fim, o Cimi exige que o presidente Bolsonaro respeite a Constituição Brasileira e pare imediatamente de fazer discursos preconceituosos, racistas e atentatórios contra os povos originários e seus direitos em nosso país.
Respeite os povos indígenas, presidente Bolsonaro.
Conselho Indigenista Missionário-Cimi
Brasília, 28 de julho de 2019

ANTI-INTELECTUALISMO, A DOENÇA SENIL DO CAPITALISMO AGÔNICO

Num interessante artigo do último domingo (28/07), o filósofo e jornalista Helio Schwartsman atribuiu o atual "anti-intelectualismo cada vez mais exacerbado e do qual as pessoas têm cada vez menos vergonha" ao fato de que muitos cidadãos recebem agora uma "profusão de narrativas sobre tudo", sem que estejam aptos a decidir sobre boa parte desses temas.

Daí a hipótese formulada por Schwartsman, de que, nestas condições, "as pessoas estejam simplesmente desistindo da ideia (...) de que suas crenças —ou pelo menos parte delas— devam estar amparadas por fatos verificáveis e raciocínios lógicos e estejam optando por adotar a opinião que mais lhes dá prazer", mesmo que seja a de que a Terra é plana, a de que os estadunidenses não pisaram na Lua ou de que Adão e Eva realmente existiram. 

Tentarei lançar mais algumas luzes sobre os motivos do gritante retrocesso civilizatório atual, igualmente sem a pretensão de esgotar o assunto.

A transição do sociedade patriarcal para a de massas correspondeu à evolução do capitalismo industrial para o pós-industrial, em que as máquinas trabalham e os seres humanos se ocupam predominantemente de atividades financeiras, burocráticas e de serviços. 
Uma das consequências de o capitalismo haver concluído sua etapa ascendente, entrando em crise cada vez mais acentuada e vergando sob o peso de suas contradições, foi terem se tornado desnecessários ou bem menos necessários os titãs do passado, que lideravam conquistas e avanços. Diluiu-se, portanto, a autoridade dos expoentes nos quais a sociedade patriarcal se mirava. 

Líderes empresariais e associativos, governantes, cientistas, pensadores, professores, engenheiros, médicos, juízes, etc., deixaram de ser vistos como exemplos a serem imitados e como pessoas cuja opinião devesse merecer especial respeito. A integridade, o saber ou a competência passaram a pesar muito menos que a riqueza e a fama.

A ênfase da sociedade de consumo é toda no cliente: ela se organiza para proporcionar a cada consumidor em potencial tudo aquilo que ele tiver grana para bancar. Endinheirados serão sempre tratados como príncipes, mesmo que não passem de repulsivos sapos.
E, existindo mercado, surgirá inevitavelmente quem ultrapasse quaisquer limites para explorá-lo, nem que seja proporcionando drogas pesadas, pedofilia, snuff ou mesmo pessoas para serem pessoalmente torturadas pelo tarado (a Operação Bandeirantes foi uma das pioneiras neste nicho), partes do corpo para transplante extraídas de gente viva, etc. O freguês tem sempre razão.

Completaram esse tão admirável quanto detestável mundo novo:
1. uma desrepressão sexual quase ilimitada (mas acompanhada de uma desvinculação do amor, a ponto de muitas pessoas praticarem o Kama Sutra inteiro com parceiros catados ao léu, mas rejeitarem peremptoriamente envolvimento sentimental e, como as prostitutas de outrora, não beijarem...); e, claro,
2. as redes insociáveis nas quais qualquer boçal ignaro emite opiniões sobre assuntos dos quais não entende bulhufas, sempre encontrando boçais ignaros que o aplaudem. Antes, para difundir suas opiniões, os indivíduos precisavam ter como colocá-las em livros, jornais, revistas, obras de arte, microfones, palanques, etc. Agora basta tuitar.

Como cantaram Carlos Gardel e Caetano Veloso, 
"¡Todo es igual! / ¡Nada es mejor! / Lo mismo un burro / que un gran profesor. / No hay aplazaos ni escalafón, / los ignorantes nos han igualao..."  

Então, não deve nos espantar que a idiotia religiosa, da qual a humanidade vinha aos poucos se libertando desde o iluminismo, tenha voltado com tudo exatamente a partir da segunda metade do século passado.

E que agora, à medida que a crise capitalista se agudiza e as pessoas se tornam cada vez mais miseráveis e desesperadas, recrudesça um populismo de extrema-direita tão grosseiro e turbulento que chega a nos lembrar os nefandos tempos do nazifascismo. 

Tal pesadelo, no Brasil, já conduziu à Presidência da República um sujeito que é quase um analfabeto funcional, mas consegue tuitar seus zurros e encontrar os que com ele se identificam, para juntos tentarem destruir uma civilização que, mesmo com tantos defeitos e mazelas, eles jamais teriam sido capazes de construir. (por Celso Lungaretti).

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Para evitar o fim que Bolsonaro quer dar ao mundo

Há pouco mais de duas semanas, quando apoiadores de Sérgio Moro atiraram rojões contra o Barco Flipei na Festa Literária Internacional de Paraty, onde o jornalista Glenn Greenwald participava de um debate, acontecia, quase ao mesmo tempo, um outro encontro no auditório principal da Flip, ao lado da Igreja Matriz. Nele se reuniam o ator e diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, e o líder indígena Ailton Krenak para, mais do que uma conversa, uma comunhão.
Os poucos e ruidosos apoiadores de Sérgio Moro certamente não sabiam quem eram os homens que estavam na praça. Se soubessem, talvez compreendessem que aquele era um encontro menos óbvio, porém ainda mais eminentemente político do que o que acontecia no barco pirata ancorado do rio Perequê-Açú. Numa poltrona, o representante de uma arte que não apenas resiste, mas reexiste; na outra, o rosto que entrou para a história, há mais de 30 anos, coberto de tinta preta de jenipapo em defesa da inclusão dos direitos indígenas na Constituição da República.
Ouvindo o foguetório violento, foi Krenak quem comentou: “Quando decidiram homenagear Euclides da Cunha na Flip, não sabiam que estavam trazendo Canudos junto”.
Todos esses personagens estão, de certa forma, no centro das tragédias que se descortinam agora (e, provavelmente, nem a imaginação encenadora de Zé Celso ousaria tanto). Pouco mais de 15 dias depois, a violência daqueles rojões se materializa na perseguição de Moro a Greenwald, inclusive com a tentativa de intimidação por meio da perigosa Portaria 666. Enquanto isso, Canudos se revive no Amapá, onde um grupo de homens armados invadiu a aldeia indígena Waiãpi, depois de ter assassinado o cacique Emyra Waiãpi e, com ele, os direitos dos povos indígenas de cuja luta Krenak se tornou símbolo.
É contra tudo isso que a Contee expressa seu repúdio, seu pesar, sua indignação. O governo Bolsonaro é uma ameaça à liberdade de imprensa. O governo Bolsonaro é uma ameaça à arte, à ciência, à cultura. O governo Bolsonaro é uma ameaça aos povos da floresta — e à própria floresta. O governo Bolsonaro — como discutimos na semana passada, bem no meio desse turbilhão, durante o Conatee Extraordinário — é uma ameaça aos trabalhadores, ao movimento sindical, à educação.
O governo Bolsonaro é uma ameaça.
“Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamada humanidade”, escreveu Krenak, no livro lançado na Flip, defendendo que é essencial preservar os vínculos profundos com nossa memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade. Incluamos nisso o comprometimento total e coletivo com nossa luta.
O livro de Krenak tem um título provocador: “Ideias para adiar o fim do mundo”. De certo modo, não é também isso o que o Conatee discutiu? Propostas para evitar o fim que Bolsonaro e as forças nefastas que o sustentam querem dar ao mundo pelo qual lutamos?
O governo Bolsonaro é uma ameaça. E enfrentá-la é preciso e urgente. Copiando o que diz o texto na orelha do livro, “só assim poderemos ressignificar nossa existência e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo”.
Por Táscia Souza
Fonte: CONTEE