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quarta-feira, 30 de maio de 2018

BRASIL, CANGAÇO, HISTÓRIA DO NORDESTE DO BRASIL, NORDESTE LAMPIÃO ENTRE DEUS E O DIABO NA MÚSICA POPULAR

cangaceiros
Racine Santos, diretor de teatro.
Publicado originalmente no jornal TRIBUNA DO NORTE, Natal-RN, Domingo, 07 de Agosto de 1988.
No último dia 28 de julho fez cinquenta anos da morte de Virgulino Ferreira da Silva, o famigerado Lampião. O bandido, o facínora, o malaventurado cangaceiro que durante vinte anos espalhou medo e morte pelos caminhos do sertão. Há cinquenta anos foi degolado aquele que semeou o terror e se fez dono de um reino de fogo, rei de um mundo pardacento, povoado por cascavéis e gaviões, miséria e Injustiça.
Barreira Cangaceiro (2)
Mas, afinal, quem foi esse senhor da vida e da morte? Esse terror do Nordeste? Um Atila, em Espártaco, ou um assassino frio e covarde indigno do mito que hoje o envolve? A verdade é que, cometendo todas as atrocidades que cometeu, ele tornou-se depois de morto uma legenda, uma coisa viva na imaginação popular. Personagem maior no fabuloso romance popular nordestino. Matéria de cinema, ficção, poesia e teatro. Um símbolo do Nordeste, como o mandacaru, o sol e a caatinga. Presente no artesanato, na música, no folclore, e em todas as manifestações artísticas da região. Seu chapéu, “um céu de couro à cabeça com três estrelas fincadas”, no dizer de Carlos Pena Filho, é hoje símbolo de uma cultura.
Curiosamente é que o mesmo povo que dele fugia com medo, inconscientemente o tinha como herói. Não um herói medieval, cheio de virtudes e princípios, mas um herói diferente, com as cores da miséria e da ignorância de um povo que solenemente mastiga areia, pedras e sol enquanto os eternos coronéis se alimentam de seu trabalho mal pago. O medo que o povo conscientemente tinha de Lampião, transformava-se em admiração â nível do inconsciente. Isso a partir de uma identificação: a contida revolta do povo contra a miséria e injustiça, com a insurreição de Lampião contra a polícia, os coronéis e tudo que cheirasse ao poder massacrante. Lampião gritou o grito preso na garganta de muita gente.
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Desenho de Ronald Guimarães – Fonte – http://marvel-nat.forumeiros.com/t186-trama-base-do-forum
A revolta do cangaceiro contra o poder, representado pela polícia, os coronéis, os latifundiários, os políticos, os grandes comerciantes, incorporava o sonho sonhado do povo. Quando ele “botava prá correr” as volantes da polícia, os pobres do Nordeste que sofriam na pele a arbitrariedade policial, exultavam de alegria. Quando seu grupo incendiava uma fazenda, achavam ruins os moradores explorados? Claro que Lampião não tinha a menor consciência do que representava ou significava. Mas ele era a personificação da revolta da gente pobre do campo, do explorado, do faminto, do sem terra, do sem eira nem beira.
Lampião foi uma das mais brutais e primitivas formas de revolta ocorrida no país. Como, por outros caminhos, fora Canudos de Antônio Conselheiro.
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Quadro de Sérgio Azol – Fonte – http://www.lilianpacce.com.br/e-mais/o-cangaco-mais-alegre-e-colorido-por-azol/
Entre o céu e o Inferno
Depois de morto Lampião virou mito, lenda, história. Senhor do sonho e da imaginação popular. Mexeu tanto com a imaginação do povo que o romanceiro popular, cansado de cantar suas bravuras e bravatas pelos sertões a fora, pelo chão dos penitentes, passou a cantá-lo nos mais diversos lugares, oferecendo-lhe os mais diferentes e insólitos cenários. Para o romanceiro popular a morte não matou Lampião. Transportou-o para outros mundos, deixando uma macabra saudade na alma do povo, como mostra o poeta em seus versos:
“A viola tá chorando
tá chorando com razão
soluçando de saudade
gemendo de compaixão
degolaram Virgulino
acabou-se Lampião”
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Fonte – canalcienciascriminais.com.br
Aquele que passou vinte anos saqueando, roubando e matando, pondo em sobressalto as populações sertanejas foi elevado a condição de herói pelo fato de ter incorporado, personificado, a revolta dos pobres do sertão. Embora as forças reacionárias não queiram admitir, Lampião foi um monstro gerado pela injustiça social.
Com sua morte, desaparecendo o perigo real, os poetas do povo, interpretando e liberando a contida admiração que as camadas pobres lhe tinham, as feiras e os alpendres sertanejos se encheram de versos que transformavam o bandido em herói.
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Lampião – Fonte – http://www.itribuna.com.br
E a imaginação dos poetas do povo não tem limites. Assim, Lampião, cansado de enfrentar batalhões de polícia e valentões pelos sertões a fora, foi parar na porta do céu. Claro que lá não entrou. Foi expulso por São Pedro e um batalhão de santos armados com paus e pedras. Em “A chegada de Lampião no céu e a discussão com São Pedro”, o poeta Manoel Camilo dos Santos empresta a seus personagens as cores de seu próprio ambiente e cultura, criando um céu deveras prosaico:
“Chegou no céu Lampião
a porta estava fechada
ele subiu a calçada
ali bateu com a mão
ninguém lhe deu atenção
ele tornou a bater
ouviu São Pedro dizer:
demore-se lá quem é
estou tomando café
só depois vou atender”.
Cópia de 13- Recompensa oferecida pelo cangaceiro
O já conhecido anúncio de recompensa por Lampião, pretensamente oferecido pelo governo baiano.
Expulso do céu por um São Pedro humano e pachorrento, Lampião, conduzido pelas mãos e pela pena do poeta José Pacheco, foi parar nas profundas do inferno, atanazando o próprio Satanás. Lá também não ficou. Depois de uma renhida luta com um batalhão de diabos soldados de Lúcifer, onde, feito Sansão contra os filisteus, chegou a usar como arma uma queixada de boi, o cangaceiro deixou o inferno em péssima situação:
“Houve grande prejuízo
no Inferno nesse dia
queimou-se todo o dinheiro
que Satanás possuía
queimou-se o livro de ponto
perdeu-se vinte mil contos
somente em mercadoria”
Reclamava Lúcifer:
“Horror maior não precisa
os anos ruins de safra
agora mais essa pisa
se não houver bom inverno
tão cedo aqui no inferno
não se compra uma camisa”.
Cangaço (17)
Armas de fogo, munições e armas brancas encontradas em grutas que serviram de abrigo aos cangaceiros na Batalha da Serra Grande, em 1926, na zona rural de Serra Talhada.
Lampião vive na imaginação do povo que o transformou nesse estranho herói. Isso no plano da cultura popular. Já no terreno da cultura erudita, a dita cultura de elite, o tema está ainda á espera de um grande escritor, como mereceu Canudos. Segundo Hermilo Borba Filho, o aventuroso amor de Maria Bonita pelo Rei do Cangaço é muito mais rico em situações dramáticas do que a traição sofrida pelo noivo de “Bodas de Sangue”. Mas, enquanto não aparece um Lorca, um Euclides da Cunha ou mesmo um Mario Vargas Llosa, o mito de Lampião voa solto pelas caatingas desafiando os talentos como desafiou o poder. É verdade que sobre ele muitos
escreveram, mas muito pouco disseram. Pois, mais uma vez lançando mão de Carlos Pena Filho…
“… dele mesmo não sabem
e nem nunca saberão,
pois ele nunca viveu,
não era sim, era não,
como essas coisas que existem
dentro da imaginação.
Quem puder que invente outro
Virgulino Lampião”.
SOBRE RACINE SANTOS 
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É um homem de teatro. Autor, produtor, diretor e editor. Tem toda uma vida dedicada ao teatro. Na juventude foi ator, mas um acidente de automóvel o afastou da cena, não do palco.
Nasceu em Natal (RN), em 1948. Boa parte de sua infância passou na pequena cidade de Macaíba (25 Km de Natal), onde teve seus primeiros e marcantes contatos com a cultura do povo, assistindo as brincadeiras de boi-de-reis, pastoril, João-redondo e lendo seus primeiros folhetos de poesia popular. De 1961 a 1965 estudou no Recife, onde conheceu Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho e o artista plástico Abelardo da Hora, pessoas que considera importante para sua formação cultural e maneira de ver o Nordeste e sua gente.
De volta a  sua cidade liga-se ao Teatro de Amadores de Natal, grupo criado e dirigido por Sandoval Wanderley. Em 1976 escreve e dirige sua primeira peça: A Festa do Rei. Onde já se percebe um autor que trabalha a tradição popular assentada em bases eruditas.
Sua preocupação com o teatro da região o leva a fundar em 1992, juntamente com Luís Marinho, Luís Maurício Carvalheira, Altimar Pimentel, Tácito Borralho, Romildo Moreira e outros, a Associação dos Dramaturgos do Nordeste, da qual foi o presidente.
Autor de mais de uma dezena de peças, tem na cultura popular do Nordeste sua grande fonte, não para reproduzi-la, mas como meio de entender sua gente  e falar para ela de maneira direta, clara e viva. 
Além da três peças publicadas neste volume, são de sua autoria, entre outras: A Festa do Rei, A Farsa do Poder, Elvira do Ypiranga, A Ópera do Malazarte, Maria do Ó, Chico Cobra e Lazarino, O Voo do Cavalo do Cão, Bye Bye Natal ( Musical), O Autor do Boi de Prata e a infantil, O Congresso das Borboletas.

BAIRRO DA RIBEIRA - NATAL/RN PEDE SOCORRO!

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Emanuel Amaral Casarão faz parte do conjunto arquitetônico do Corredor Cultural - Imagem do Google
Bairro da Ribeira
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A Samaritana, prédio que fica na Ribeira - Imagem do Google

Essas duas imagens são apenas poucas das dezenas espalhadas pela cidade do Natal.

Parece que os nossos governantes não querem que a população tenha conhecimento do passado histórico que a nossa querida cidade Natal representa no cenário nacional.

Não se preocupar com a preservação destes prédios é querer apagar a história ou mesmo a consciência do nosso povo potiguar e em especial os natalenses.

Por isso, desde do ano passado que o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN teve a iniciativa de procurar elaborar um DOCUMENTÁRIO sobre os prédios históricos abandonados nas capitais nordestinas, cujo objetivo será o de logo após esse documentário provocar o debate para os governantes possam elaborar formas para a sua total preservação e utilização voltada para a população traçando sua história e importância da preservação.

É claro que isso será apenas um pingo no oceano, mas já é um bom começo e evidentemente que outras instituições já fizeram, estão fazendo e outras também irão fazer.

Apoiem essas iniciativas! PRESERVAR A NOSSA HISTÓRIA, É PRESERVAR AS NOSSAS ORIGENS E LUTAS!

6 LUGARES ABANDONADOS DE NATAL QUE DÃO PENA DE VER

Pinheiros da Via da Costeira

Depois daquele sucesso dos carros abandonados de Natal, trazemos aqui lugares abandonados da cidade, e muitos deles guardam histórias importantes e curiosas.
Este era um antigo clube de uso coletivo de Natal chamado de Vale das Cascatas, criado após a construção da Via Costeira (na época Avenida Beira Mar) de Natal em 1985.
O clube era uma boa atração potiguar. Tinha piscinas, tobogãs, restaurante, banheiros, e provavelmente está na lembrança de muitos moradores da cidade.
Em 2014 a estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFRN, Érica Mendes, criou um projeto de monografia para restauração do local, mantendo a área arborizada.
O Governo do Estado apoiou a ideia, e o projeto está em andamento pelo IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente).

Presépio de Candelária

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal)
Este prédio se chama Presépio de Candelária. A construção é a mais antiga obra de Oscar Niemeyer na capital potiguar, e está abandonada desde que foi inaugurada, em 2006.
Em 2013 a então governadora Rosalba Ciarlini anunciou que ele seria transformado em Centro Cultural do Banco do Brasil, mas um ano depois, a assessoria de imprensa do Banco do Brasil afirmou que não havia nenhuma previsão de expansão dos Centros Culturais Banco do Brasil em outras cidades, e a revitalização do local não passou de promessa.

Teatro Sandoval Wanderley

O Teatro Municipal Sandoval Wanderley é um pequeno teatro de arena da cidade de Natal. Ele fica na Avenida Presidente Bandeira, no bairro do Alecrim.
Ele foi o segundo tratro a ser construído em Natal, foi no ano de 1962 (o primeiro foi o Teatro Alberto Maranhão, em 1904), e foi palco de muitas apresentações bacanas para crianças e adultos nos anos 90.
O teatro ficou abandonado durante muitos anos, e em 2009 foi interditado por tempo indeterminado pelo Corpo de Bombeiros e Ministério Público por falta de saídas de emergência e acessibilidade.
Em Março de 2017 um empresário paulista anunciou que deseja compra-lo para a construção de um grande shopping no local.

Hotel Reis Magos

O imenso Hotel Internacional dos Reis Magos é um hotel localizado na Praia do Meio, em Natal, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1965, com direito a Orquestra de Frevos e tudo mais.
O hotel, que viveu seu auge nos anos 80, foi o primeiro empreendimento turístico de alto padrão do Rio Grande do Norte, e por isso considerado um símbolo do turismo potiguar.
Ao longo do anos ele já foi administrado por várias empresas, ficando mais de 10 anos sem investimentos e acumulando altas dívidas.
Sua revitalização sempre foi vista como de grande impulso ao desenvolvimento turístico da Praia do Meio, porém em 31 de Janeiro de 2017 o MPF (Ministerio Publico Federal) foi favoravel a sua demolição.

Ponte de Igapó - Zona Norte

A Ponte de Igapó, localizada no bairro de Igapó, Zona Norte de Natal, era antigamente chamada de Ponte de Ferro.
Ela levou 3 anos para ser construída, sendo inaugurada em 1916. A ponte é considerada a primeira grande obra de Natal, sua função era permitir a passagem de trens, facilitando o transporte entre a Capital e o interior do Rio Grande do Norte, que até então só era possível através de barco.
Embora seja uma estrutura histórica, a obra foi abandonada pelas autoridades, e hoje mais parece um simples amontoado de ferro totalmente enferrujado.

Fortaleza dos Reis Magos

A história chora diante deste descaso. Este enorme patrimônio, talvez o mais importante de toda a história do Rio Grande do Norte, que foi erguido pelos portugueses em 1598 e usado para defender nossa costa de vários ataques de estrangeiros na 1ª Guerra, está praticamente entregue ao abandono há anos.
O marco do começo da cidade do Natal hoje está com infiltrações, ferrugens, mofo, partes quebradas, lodo, entulhos, e vários outros problemas, como mostra esta matéria da Tribuna do Norte:
É… vamos esperar bom senso, respeito e atitude daqueles que podem fazer algo, né? E se gostou curta nossa página lá no Facebook.
Informações:curiozzzo.com

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival completa 15 anos afinado

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Com entrada franca, evento ocorrerá entre 15 e 17 de junho e trará opções de música, gastronomia e artesanato
Música, gastronomia, artesanato. O que não falta é opção na programação do Festival de Jazz e Blues, previsto para ocorrer entre 15 e 17 de junho, em Rio das Ostras (RJ). O evento, com entrada gratuita, chega neste ano a sua 15ª edição e se consolida como impulsionador da economia da região.
“É um evento importante, não apenas para o município, mas para a Região dos Lagos. Ele acontece sempre na baixa temporada, que é uma época de frio, e conseguimos ter uma ocupação de quase 100% da rede hoteleira da cidade”, explica o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Alan Machado.
Desde sua criação, em 2003, o evento vem se consolidando e cativando um público fiel, já ostentando a marca de 1 milhão de espectadores somados ao longo desses anos. A organização também computa mais de 550 shows apresentados nos diversos palcos instalados na cidade e cerca de 100 palestras e workshops. “O festival é importante para o setor hoteleiro, para a gastronomia. Temos um estudo da Fundação Getúlio Vargas, que mostra que, a cada edição, ele movimenta uma quantia de R$ 6 milhões”, diz Machado.
Neste ano, a expectativa é de que cerca de 15 mil pessoas passem pelo evento a cada dia, conferindo os palcos espalhados pela cidade e aproveitando o setor gastronômico. O evento também estimula o trabalho realizado pela Fundação de Cultura do município com apresentações de alunos da escola de formação de dança e teatro (o vencedor tem direito ao palco principal). Além disso, são criados cerca de 100 empregos indiretos em áreas como a da limpeza.
As apresentações serão realizadas em três palcos: Área de Eventos de Costazul, Concha Acústica (Centro) e Lagoa do Iriry, mais a Casa do Jazz (dentro da Área de Eventos de Costazul). Entre os nomes confirmados, está o do guitarrista americano Stanley Jordan. Com o adiamento do evento por causa da paralisação dos caminhoneiros (era para ter ocorrido entre 31 de maio de 3 de junho), a programação completa ainda será divulgada pela Prefeitura de Rio das Ostras.
(Crédito da foto: Allexandre Costa)

Nada de Papai Noel: Manuel Bandeira acreditava em fadas


Uma das vivências mais caras da infância de Manuel Bandeira era um costume da véspera de Natal. De noite, ele colocava chinelinhos atrás da porta do quarto e, no dia seguinte, os encontrava cobertos de presentes. Mas não os atribuía a Papai Noel. Segundo a “encantadora mentira dos verdadeiros mimoseadores”, como o poeta definia a artimanha dos pais, os agrados eram trazidos por uma fada.
No poema Versos de Natal, em que Bandeira escreve sobre a sensação de se ver adulto no espelho, lembra que, apesar da idade, guardava a antiga sensação de otimismo: O menino que não quer morrer, / Que não morrerá senão comigo, / O menino que todos os anos na véspera de Natal / Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
POR BRUNO HOFFMANN
Da Redação do Almanaque Brasil