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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Deputado Allyson Bezerra se emociona como paraninfo e defende educação e UERN



“Meu mandato sempre estará à disposição da educação e da UERN”, afirmou
o parlamentar que foi escolhido como paraninfo das turmas

“O meu primeiro contato com os livros foi numa creche de barro lá no
Sítio Chafariz. Eu me lembro muito bem quando eu ia para a escola a pé e
levava um caderninho dentro de uma sacola. Muita gente não teve a
oportunidade de terminar sequer o ensino fundamental, mas se tem uma
coisa que meus pais sempre me diziam era: meu filho, estude, estude e
estude!”. A declaração é do deputado estadual Allyson Bezerra
(Solidariedade), durante colação de grau de turmas da Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte (UERN) na noite desta terça-feira (26), em
Mossoró.

O parlamentar foi escolhido para ser paraninfo das turmas de Pedagogia,
História, Letras,  Música e Comunicação Social, com habilitação em
Jornalismo, Radialismo e Publicidade e Propaganda. A solenidade de
entrega dos diplomas aconteceu no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.
Durante seu discurso, o deputado estadual fez questão de res
saltar a importância que a educação tem em sua vida.

Engenheiro, servidor público e estudante de Direito da UERN, Allyson
Bezerra se emocionou ao falar do início dos seus estudos numa creche de
barro no Sítio Chafariz, onde residiu até a adolescência.  “Vendo vocês
receberem o diploma eu me lembrei de quantas vezes eu fui para aquela
creche, de tantos dias que eu tive a oportunidade de sair da zona rural
percorrendo as estradas de barro num pau de arara, indo e voltando todo
dia, para vim para Mossoró estudar”, afirmou.

O deputado também citou a importância da UERN para o estado. “A educação
transformou a minha vida e transforma diariamente a vida das pessoas e
são vocês estudantes e agora profissionais, vocês são a grande
transformação, meu mandato sempre estará à disposição da UERN e da
educação”, concluiu.

Fonte: Assessoria do Deputado Alysson

EDUARDO VASCONCELOS-CPC/RN CONCLUIU AGENDA ONTEM (27) NA CIDADE DE SANTA CRUZ/RN

Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS e LUCILENE SANTOS, Secretária Municipal de Cultura de Santa Cruz/RN

Ontem (27), o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN cumpriu agenda na cidade de Santa Cruz, "capital" da Região do Agreste Potiguar, cujo objetivo foi o preparar o próximo evento, que denominará SEMINÁRIO DE CULTURA "COMO FICARÁ A CULTURA BRASILEIRA SEM SEU MINISTÉRIO?", que correrá dia 29 de março no Auditório do IFRN de Santa Cruz.

O evento terá aproximadamente 100 (cem) participantes, entre estudantes, artistas culturais, instituições e palestrantes.  

A programação estará sendo fechada até o final desta semana, garante a direção do CPC/RN, mas uma coisa é certa: O local, CERTIFICAÇÃO para todos os participantes, apresentações de grupos culturais, elaborações de proposta na MESA REDONDA, entre outras. já é certa! Sim! não tem taxa de inscriçõe.

O presidente, Eduardo Vasconcelos resumiu sua estadia em Santa Cruz dizendo, que tudo está caminhando para mais um sucesso do CPC/RN e que o CPC/RN já se estrutura para outro evento em ABRIL w que será na cidade de SÃO GONÇALO DO AMARANTE, cidade histórica da Grande Natal.  O CPC/RN já antecipou a solicitação de audiência com o Prefeito de São Gonçalo e também com o secretário de cultura daquela pacata cidade, para justamente tratar deste próximo evento.

Ontem (27) Eduardo Vasconcelos se reuniu com a Secretária de Cultura de Santa Cruz, Lucilene Santos, que se prontificou a apoiar o evento e que também já garantiu presença no evento.  Após a reunião com a secretária, Eduardo esteve com o promotor de justiça da Comarca de Santa Cruz e debateu a Lei da MEIA ENTRADA e que garantiu do promotor estudar mais medidas para ajudar as instituições nas garantias de direitos adquiridos. Mais detalhes no novo contato que o CPC/RN terá brevemente com as autoridades de Santa Cruz.

Eduardo concluiu, afirmando que o sucesso destes eventos se concretizam por causa de parceiros que apoiam e incentiva as AÇÕES do Centro Potiguar de Cultura, que sem fins lucrativos segue em frente na DEFESA DA CULTURA POTIGUAR, DESCOBRINDO NOVOS TALENTOS. Finalizou, Eduardo Vasconcelos.


ESTADO SEM DIREITO - Advogados condenam projeto anticrime de Moro em audiência pública da OAB-SP

violencia policial em protesto.jpg

Violência policial: projeto ofende direitos de cidadania e garantias fundamentais da Constituição de 1988
por Eduardo Maretti, da RBA

Para operadores do Direito, proposta  “atécnica", incentiva a violência policial, afronta direitos básicos da Constituição e foi construída "como um produto" de campanha eleitoral.

São Paulo – A Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), realizou na tarde desta quarta-feira (27) uma audiência pública para a discussão do Projeto de Lei "anticrime" do Ministério da Justiça e Segurança Pública, assinado pelo ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro.
Advogados e operadores do Direito destacaram veementemente o caráter ofensivo a direitos de cidadania, às garantias fundamentais da Constituição de 1988 (como a presunção de inocência), ao Estado democrático de Direito, entre outros. A falta de diálogo do ministro da Justiça com a sociedade e os advogados do país, assim como os aspectos antidemocráticos de seu projeto do ponto de vista social, também foram destacados.
Para o professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) David Teixeira de Azevedo, por exemplo, o que Sérgio Moro quis foi na verdade "lançar um produto", objeto de campanha presidencial, que tem um grande apelo emocional e trabalha com sentimento de insegurança da população. Para ele, a caracterização do texto como “produto” pode ser observada logo no início do PL, em seu artigo primeiro, ao definir: “Esta Lei estabelece medidas contra a corrupção”.
Segundo Azevedo, ao contrário do que o próprio Moro afirmou em defesa própria recentemente, o projeto incentiva a violência policial. “Há autorização para a polícia matar? Há, sim. Não se está falando de legítima defesa. O que se trata é de autorização para matar”, disse o professor, que ironiza: “E para matar sob violenta emoção? Por medo, por risco? O policial militar não é treinado para não ter medo, para não ter surpresa, para não agir com violenta emoção? Mas é a este que se está dando a autorização.”
O projeto de Moro prevê expressamente: "O juiz poderá reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção".
Na opinião de Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro Segurança Pública, o pacote de Moro, com a “escusável emoção”, introduz no sistema penal brasileiro “a legítima defesa da honra como critério de absolvição sumária”.
REPRODUÇÃO
 Alice Bianchini
Parece que a gente vai vivenciar algo que já tinha sido superado, diz conselheira federal da OAB
Sobre esse tema, Alice Bianchini, conselheira federal da OAB, destacou que a "violenta emoção" merece especial atenção. "Desde a década de 70 conhecemos a ideia de que 'quem ama não mata'. E quando vimos aquilo de novo no projeto, ficamos muito preocupadas, porque parece que a gente vai vivenciar algo que já tinha sido superado, enterrado, e não se precisaria mais discutir. É uma preocupação do movimento de mulheres", assinalou.
O Conselho Federal da Ordem já instituiu um grupo de trabalho, do qual Alice faz parte, para analisar a proposta de Moro. O relatório final será apresentado no dia 20 de março. Uma de suas funções no grupo de trabalho, explicou, é fazer uma análise “precisa” sobre os aspectos que envolvem as mulheres no projeto de Sérgio Moro.

De cima para baixo

De modo geral, a proposta “anticrime” de Moro foi apresentada “de cima para baixo", como uma nova roupagem das dez medidas do Ministério Público”, disse o conselheiro seccional da OAB-SP Cristiano Ávila Maronna, em alusão ao projeto de 2015 do MPF que supostamente combateria a corrupção e a impunidade no Brasil.
“O Ministério da Justiça não proporcionou debate com a sociedade e propõe a supressão de garantias como a presunção de inocência. A Constituição é literal ao dizer que só pode haver execução da pena após trânsito em julgado. Não é necessário aqui esclarecer o que a Constituição Federal deixou evidente”, afirmou. A supressão de salvaguardas aos direitos individuais no projeto comprometem a democracia, destacou, já que são garantias que limitam a punição em qualquer democracia.
“E não foi apresentada evidência científica da eficácia dessas medidas”, aduziu Maronna. Além disso, o projeto não tem qualquer proposta para incrementar a investigação criminal, mas sua direção é apenas a da punição. Ele citou pesquisa que baseou a tese de doutorado do juiz Marcelo Semer, segundo a qual quase 90% das condenações por tráfico de drogas se dá em decorrência de prisão em flagrante e apenas cerca de 10% devido a investigação. “Isso mostra o baixo impacto da investigação criminal no país.”
O deputado federal Luiz Flavio Gomes (PSB-SP) também destacou que a prisão após condenação em segunda instância é inconstitucional. “Só com emenda constitucional. O Moro quer fazer por lei ordinária. Não Pode.”
O criminalista Alberto Zacharias Toron lembrou que, desde 1941 (o Código de Processo Penal entrou em vigor em 1° de janeiro de 1942), existe no país o recurso com efeito suspensivo, cujo objetivo é defender o réu de “acusações excessivas”. “Quer-se tirar a eficácia defensiva para ir mais rápido para o júri. O réu vai a júri, é condenado e fica condenado o recurso. Pressa é o nosso problema? Coloquemos prazo para julgar o recurso, e não tirar algo essencial”, disse Toron.
Para a advogada Marina Coelho Araújo, o projeto é “atécnico, desprovido de estudos de dogmática penal e não respeita técnicas legislativas”. Segundo ela, a legítima defesa já é um conceito inerente à legislação brasileira, e o intuito de ser colocada no projeto é bem diferente do alegado combate ao crime. “Na técnica jurídica já está incluída a ideia, não precisa falar de agentes de segurança pública. Estão querendo dizer que a gente precisa de uma polícia mais violenta para combater a criminalidade.”
O advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes comentou sobre Sérgio Moro: “Tem 44 anos de idade. Precisa viver para amadurecer e entender que um projeto de lei não se põe com desprezo a 780 mil técnicos (advogados) que estão esperando ser ouvidos”.
Fonte: Rede Brasil Atual

Grupo Brasileiro e Coral Brasileirinho (Curitiba) abrem vagas para novos integrantes

Coral Brasileirinho e o Grupo Brasileiro, mantidos pelo Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, estão com inscrições abertas para seleção de novos cantores. Os testes para o Grupo Brasileiro serão realizados nos dias 18 e 19 de março, e para o Coral Brasileirinho no dia 23 de março. As informações completas estão disponíveis no site do Instituto Curitiba de Arte e Cultura.
O Grupo Brasileiro, formado por jovens de 14 a 22 anos, tem quatro vagas: uma para cantora (soprano) e três para cantores (tenores e barítonos). Os interessados devem ter no mínimo 14 anos e no máximo 18 anos. A vaga para cantora é exclusiva para ex-integrantes do Coral Brasileirinho. As vagas para cantores estão abertas para toda a comunidade.
O agendamento se dará por ordem de inscrição, na entrega da ficha de inscrição e demais documentações solicitadas. Os resultados serão divulgados a partir do dia 21 de março. Os ensaios terão início no dia 25 de março. Não há taxa de mensalidade.
Brasileirinho – Para fazer o teste para o Brasileirinho, a criança deve ter no mínimo 8 anos e no máximo 10 anos. No teste, deverá cantar uma música de sua livre escolha, sem acompanhamento instrumental, quando será avaliada pelos diretores do Brasileirinho.
O agendamento se dará por ordem de inscrição, ao preencher e entregar a respectiva ficha na recepção do Conservatório de MPB. Os candidatos deverão chegar 10 minutos antes do horário agendado. Os resultados serão divulgados a partir do dia 26 de março, no edital do Conservatório de MPB, ou através do telefone 3321-3208. Os ensaios terão início no dia 27 de março. Também não há taxa de mensalidade.
Tradição – Criado há 25 anos e dirigido por Helena Bel e Milton Karam, o Brasileirinho realiza espetáculos temáticos que unem o canto e a interpretação cênica. O grupo tem o compromisso de executar e divulgar o melhor da MPB e seus maiores compositores, criando uma interpretação própria, sem desrespeitar a criação original das obras.
O Grupo Brasileiro é mais recente, mas o propósito de divulgar o repertório da música brasileira é o mesmo. Foi criado em 2016 para acolher os ex-integrantes do Brasileirinho, agora não mais crianças e sim jovens cantores. Em 2017 o Brasileiro estreou o espetáculo “Pixains e Cabeludos”. Em 2018 montou o espetáculo “Palavras”.
Serviço:
Testes de seleção para novos cantores do Grupo Brasileiro
Datas dos testes: 18 e 19 de março de 2019, das 19h às 21h
Edital de Seleção disponível no site www.icac.org.br

Testes de seleção para o Coral Brasileirinho
Data dos testes: 23 de março de 2019, das 9h às 13h
Edital de inscrição disponível no site www.icac.org.br

Local: Conservatório de MPB – R. Mateus Leme, 66 – Setor Histórico
Informações: (41) 3321-3208

(LINKS)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

ISSO É LEGAL? Ministério da Educação de Bolsonaro quer crianças sendo filmadas cantando hino

Crianças cantando hino
Mensagem enviada às escolas do país contém, ainda, carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que termina com o slogan da campanha eleitoral "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos
São Paulo – Uma solicitação enviada pelo Ministério da Educação (MEC) do governo Jair Bolsonaro às escolas do país, nesta segunda-feira (25), lembrou o Brasil dos tempos da ditadura militar.
A mensagem, encaminhada por e-mail, pede que as crianças sejam perfiladas para cantar o Hino Nacional Brasileiro. O ministério ainda especifica que as execuções devem ser gravadas em vídeos a serem enviados ao governo contendo nome da escola, número de alunos, de professores e de funcionários.
Além disso, que seja lida, nesse momento, uma carta assinada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que termina com o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, citação ao bordão da campanha de Bolsonaro nas eleições. 
Filmar crianças sem autorização dos pais, pode ministro?

Carta do ministro da Educação usa slogan de Bolsonaro
Enviada a escolas públicas e particulares de todo o Brasil, a mensagem causou imediata reação.
“Isso é ilegal, o MEC não tem competência para pedir nada disso às escolas”, afirmou o diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho, ao Estadão.
Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, o ministro da Educação cometeu crime de improbidade, ao enviar e-mail às escolas para determinar que crianças sejam “perfiladas” para cantar o hino e sejam filmadas nessa atividade.
“Nem a ditadura ousou impor esse tipo de medida absurda”, disse o parlamentar. “Vamos entrar na Justiça imediatamente contra esse indivíduo, que não merece ocupar o cargo de ministro da Educação.”
A assessoria do ministério informou que a carta é apenas uma recomendação e não uma ordem. E que a atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

Lançamento do livro “CRUZ MACHADO – Lenda virou história”

O jornalista e historiador Ulisses Iarochinski lançou mundialmente, neste sábado, na maior livraria online do mundo – a Amazon.com – seu livro em formato E-book. O livro de tem 261 páginas conta a história da maior colônia de imigrantes polacos do Brasil – Cruz Machado – localizada a 40 km de União da Vitória.
Resultado de cinco anos de pesquisas na Polônia e no Brasil, a obra ao mesmo tempo desmiStifica e desMitifica a oralidade histórica de pessoas reais e descendentes que transformaram em lenda uma história que não teve nada de trágica.
Iarochinski declara que levou 13 anos para publicar a obra. Depois de várias tentativas de publicar em papel através de patrocínio, editoras, apoios institucionais, leis de incentivo rendeu-se e acabou por lançar o livro não-impresso no formato online. “Teve que ser via E-book. Não porque não quis lançar em papel, mas porque nunca houve dinheiro para tal”.
Cruz Machado, hoje, município no Sul do Estado do Paraná, foi criado como colônia de emigrantes polacos, rutenos e alemães, em 19 de dezembro de 1910. Já nos dois anos seguintes recebeu 5.500 imigrantes. E foi aí que uma trágica lenda começou a ser contada. Mas Iarochinski ao ganhar uma bolsa de estudos do governo da Polônia, foi para Cracóvia para escrever uma tese sobre a maior tragédia ocorrida entre os fluxos imigratórios do Brasil.
Surpresas e contradições foram surgindo ao longo das pesquisas e das contraposições de informações. De um lado, o depoimento de pessoas ao redor do centenário de idade, e de outro lado, documentos primários, publicações oficiais, jornais da época, e relatos de viajantes polacos desmintindo e desqualilificando a oralidade dos envolvidos na tal “tragédia”.

Ulisses Iarochinski

Iarochinski afirma que teóricos da historicidade argumentam que existe ligação entre memória e
Ulisses Iarochinski
identidade. Que ambas se conjugam e se apoiam para produzir uma narrativa ou uma história – um mito. “A memória individual é um fragmento da memória coletiva, onde membros de um grupo produzem a respeito de uma memória comum. Fontes orais nos contam não apenas o que o povo fez, mas o que queria fazer, o que acreditava estar fazendo e o que agora pensa que fez. A história oral, trabalha com lembranças. Enquanto a memória é vida, gestada por grupos vivos, em permanente evolução; a história é uma reconstrução incompleta e problemática do passado.”
Para Iarochinski “se a memória é afetiva e mágica; a história é uma operação intelectual. Exatamente como a memória, a ciência história pode remontar o passado e foi isto que aconteceu em Cruz Machado. A oralidade tomou conta da história e a subverteu criando uma lenda fantástica e trágica para explicar as dificuldades de seu início. Ao ignorar, omitir e confundir a história real da colônia Cruz Machado oficializaram a lenda em detrimento dos fatos, registros e documentos”.
“CRUZ MACHADO – Lenda virou história” Está disponível para venda na Amazon.com no endereço https://www.amazon.com.br/dp/B07P197Y34, no valor de R$ 22,54 (vinte e dois reais e cinquenta e quatro centavos) preço Kindleunlimited.

Domingo Fernandes: Marighella tinha o dom de simplificar as coisas

O lançamento no Brasil de “Marighella”, filme de Wagner Moura inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães, ocorrerá em um momento em que, quem for ver o filme, vive um contexto de confronto na sociedade semelhante aquele que Carlos Marighella viveu na década de 60 no país.
“As pessoas verão o filme vivendo um contexto de confronto semelhante ao que a gente vivia quando o Marighella estava vivo. Nós não vamos ver o filme como os ingleses ou os franceses. Isso facilita, pois você acaba sendo invadido pelo contexto que o país está vivendo”, diz Domingos Fernandes, ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional, que conviveu e militou junto com Marighella na luta armada contra a ditadura.
Militante da ALN no Rio de Janeiro, Jorge – nome de guerra de Domingos Fernandes na luta contra a ditadura – foi preso em 1969, pouco mais de um mês após a morte de Marighella por agentes do DOPS, em São Paulo. Ele foi libertado no ano seguinte, integrando o grupo de 40 presos políticos trocados pelo embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, seqüestrado em 1970. De lá percorreu um longo caminho, passando por Argélia, Cuba, Itália, Chile, Argentina e Portugal até regressar ao Brasil em 1979, com a Anistia. De volta ao Brasil, apoiou Brizola na fundação do PDT e, mais tarde, participou da criação do Partido Verde no país, de onde saiu após o partido ser dominado por um grupo que desvirtuou seus propósitos originais. Agora, prepara-se para voltar a disputar os rumos do PV.

Domingos Fernandes esteve com Marighella poucos dias antes do líder da ALN ser morto em São Paulo. Em entrevista concedida por telefone, Fernandes fala sobre como conheceu Marighella, do contexto que marcou a luta armada contra a ditadura e de algumas das principais características do homem e do dirigente político que faz parte da história política do Brasil no século XX. Militante comunista desde a juventude, eleito deputado federal constituinte em 1946, Marighella criou aquela que seria a maior força armada de oposição à ditadura instalada no país após o golpe de 64 contra o governo de João Goulart.
Na entrevista, Fernandes aponta a simplicidade e a busca de soluções claras e objetivas como uma das principais qualidades de Marighella. Ele cita o livro Manual do Guerrilheiro Urbano para exemplificar essa característica: “Eu datilografei o manual em um porão da minha casa em Bonsucesso. Eu dava gargalhadas sozinho com algumas passagens. Se você ler o manual verá que ele tem algumas saídas muito simples e geniais sobre coisas complicadas”. E acrescenta: “Ele tinha o dom de simplificar as coisas e torná-las mais acessíveis para você entender, tanto do ponto de vista militar como do ponto de vista político”.
Quando e em que contexto você conheceu Carlos Marighella?
Domingos Fernandes: Em dezembro, completei 73 anos. Com 13 anos de idade eu rompi com a minha família, saí de casa e entrei na Polop (Política Operária). Em 1962, resolvi brigar lá na minha escola, no quarto ano ginasial, contra um grupo do Partido Comunista. Eu me envolvi na política estudantil e acabei virando presidente do grêmio. Na família, a minha mãe era minha guia. Ela tinha vindo de Laguna e era uma mistura de índia xocleng com o povo africano. Meu pai era um português conservador. Ao entrar na Polop tomei conhecimento da existência da esquerda do Partido Comunista que, para mim, era conservador no sentido das coisas que propunha para aquele período.
Mais adiante, já depois pelo golpe, perto de 1968, tomei conhecimento da luta interna do Partido Comunista. Entrei no Partido Comunista para rachar, para criar grupos à esquerda. Foi aí que tomei conhecimento da existência do Marighella que era do comitê central do partido em São Paulo. Na época, ele vivia com uma pernambucana que era mãe de dois meninos, um deles colega meu na Escola Técnica Nacional, que reunia uma elite da política estudantil do Rio. Esses dois, Iuri e Alex (já mortos) eram meus amigos. Foi através dela que eu conheci Marighella, em uma reunião na Tijuca onde apareceu. Ele estava vindo de uma reunião da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), realizada em Cuba, em 1967. Depois dessa reunião, ele voltou ao Brasil e começou a organizar aquilo que virou a Ação Libertadora Nacional.
Inicialmente, a dissidência organizada em torno de Marighella se chamava Agrupamento Comunista de São Paulo. Ele defendia que, no contexto brasileiro de então, não era mais possível fazer luta política sem um componente de luta armada. Marighella tinha voltado da reunião em Cuba já com um desenho do que era possível e do que não era possível fazer. Daquele momento em diante, ele decidiu mandar para Cuba todas as pessoas que ele achava que precisavam de um treinamento militar. Eu me recusei e disse a ele: ‘Olha Preto (que é como chamávamos ele), eu não vou pra Cuba. Servi o exército em 64, ano do golpe, aprendi a atirar, gosto de coisas militares, mas não vou fazer treinamento militar. Meus dois parceiros do Rio foram pra Cuba e acabei sendo preso no final de 69.
Há muita mitologia e besteira que se fala sobre Marighella. Ele não foi um herói, no sentido babaca do termo. Ao ser morto, ele estava abrindo uma bolsa de mão que os homens usavam antigamente para tentar pegar o revólver e o cianureto que a gente trocava a cada quinze dias. Ele não queria ser preso e torturado de novo. Sabia que não tinha chance de resistir ali. Ele foi morto no dia 4 de novembro (de 1969). Dois ou três dias antes, encontrei-me com ele no Rio. Ele já sabia que o negócio dos (freis) dominicanos estava bichado.
Marighella era uma pessoa muito simples, não tinha frescuras. Era estranho fisicamente, meio grandalhão e usava uma peruca horrível. A careca denunciava muito a fisionomia dele, por mais que só andasse à noite. Era uma figura que não era fácil de disfarçar. Eu me encontrava com ele no Méier, perto da Central do Brasil. A gente se encontrava em esquinas, sempre andando, nunca parados. Os carros da repressão, que chamávamos de “carroção”, circulavam muito pelas ruas na época.
Você se encontrou com Marighella poucos dias antes da morte dele, então?
Domingos Fernandes: Sim. Não vou te assegurar que foi no dia 1°, mas foram nos primeiros dias de novembro. Como disse, ele sabia que o esquema dos freis dominicanos estava bichado e mandou todo mundo embora do Brasil. Essa militância dos freis dominicanos vinha desde o Congresso da UNE, em Ibiúna, quando foram presos cerca de 900 estudantes. Eles continuaram militando e acabaram se aproximando da ALN via Toledo (Joaquim Câmara Ferreira). A chamada dissidência universitária que, no Rio, formou o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), aqui em São Paulo não formou uma nova organização. A dissidência comandada pelo José Dirceu, antes de ser preso, rachou. Uma parte foi para a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e outra parte veio para a ALN.
Havia um debate importante na época. Hoje, como já se passou muito tempo, quase ninguém fala da divergência política que ocorreu entre as organizações que acabaram fazendo luta armada. Essa divergência era o seguinte: o Brasil vive uma etapa onde é possível fomentar o socialismo ou estamos em uma fase anterior, de libertação nacional, onde a luta engloba uma parte muito maior da sociedade. A tese da ALN, onde eu me incluía, era pela etapa da libertação nacional. Fomentou-se uma ideia de que era tudo a mesma coisa, mas não era. Havia uma diferença entre quem pensava que o país vivia uma etapa onde era possível falar de socialismo e quem achava que a etapa era de libertação nacional e o objetivo principal era derrubar a ditadura.
Marighella discutiu e brigou com Apolônio de Carvalho quando ele criou o PCBR. Essa discussão está apagada na história, mas era muito acesa na época. Quando você chegava para uma pessoa, tentando recrutá-la para lutar contra a ditadura, e falava que estava construindo o socialismo, era um choque. A palavra “socialismo” ficou caracterizada por uma coisa que envolvia o leste europeu, toda a chamada União Soviética e a China.
O que aconteceu contigo depois da morte de Marighella?
Domingos Fernandes: O Marighella foi morto no dia 4 de novembro de 1969. Eu fui preso no dia 9 de dezembro do mesmo ano, lá no Rio. Em junho de 1970 aconteceu o seqüestro do embaixador da Alemanha. Eu estava preso na Ilha Grande e fiz parte do grupo de presos políticos trocados pelo embaixador. Fui para a Argélia, mas fiquei pouco tempo lá. A melhor maneira de voltar para o Brasil era ir para Cuba e eu fui pra lá. O Iuri foi pra Cuba na época e me disse: não dá pra você voltar, Jorge (que era o meu nome de guerra). A ALN está um bagaço e você muito queimado. Como eu não queria ficar em Cuba, ele me tirou de lá e fui para a Itália.
Depois fui ao Chile para ir para o Peru, governado na época pelo general Alvarado, que era meio progressista. O Partido Comunista Italiano, que estava meio no governo da Itália, tinha um convênio com esse Alvarado. Então, eu cheguei ao Chile com o plano de ir trabalhar em umas comunas agrícolas no Peru que eram apoiadas pelos italianos. Mas como a ALN tinha mais de cem pessoas exiladas no Chile, acabei me envolvendo com isso. Isso foi em 1973. Fiquei no Chile até que veio o golpe contra o Allende. Fui para a embaixada argentina, em Santiago, e o Pinochet acabou dando salvo conduto para que a gente fosse embora para a Argentina. Lá, Perón não quis nos receber como exilados. Ele não queria fazer um confronto direto com a ditadura brasileira. Antes do golpe do Videla, fui embora para Lisboa. Como meu pai era português, eu virei português também. Fiquei em Portugal até voltar para o Brasil, na Anistia, em 1979. Voltei já com o Brizola, participando da fundação do PDT. Era pra ser a refundação do PTB, mas o Golbery acabou dando a sigla para a Ivete Vargas.
Qual sua expectativa em relação ao filme de Wagner Moura? Pretende assisti-lo logo?
Domingos Fernandes: Sim. Sem pressa, mas eu quero ver. Eu admiro o Wagner Moura. Não quero ir na correria. Esse filme tem que ver com calma, de preferência com outras pessoas com quem possa conversar depois tomando um cafezinho, um chopp ou um vinho. Você nunca percebe tudo sozinho.
Como você avalia o significado da produção e exibição deste filme no Brasil, considerando o atual contexto político que o país está vivendo, com a eleição de um presidente de extrema-direita?
Domingos Fernandes: O Brasil está vivendo um momento que deve ser contextualizado com o que está acontecendo no planeta. Há momentos que representam verdadeiros solavancos na história, onde as estruturas balançam e as mudanças vão acontecendo de maneira abrupta. 1968 – e eu me considero um meio – foi um momento desses que se reproduziu pelo mundo afora: na França, na China, nos Estados Unidos, no Brasil e assim por diante. Nós estamos vivendo um momento desse. Não adianta achar que isso está acontecendo só no Brasil. Bolsonaro não representa nada de excepcional. Ele não está preparado para ser presidente e sabe disso.
Acho ótimo o lançamento desse filme neste momento. As pessoas verão o filme vivendo um contexto de confronto semelhante ao que a gente vivia quando o Marighella estava vivo. Nós não vamos ver o filme como os ingleses ou os franceses. Isso facilita, pois você acaba sendo invadido pelo contexto que o país está vivendo. Ninguém sabe exatamente quanto tempo o Jair vai ficar no governo, mas eu tenho certeza que o Mourão vai acabar assumindo. Ele está muito mais preparado que o Jair para ser presidente da República, não por ser um general mas porque entende mais do assunto.
Se você tivesse que destacar uma qualidade do Marighella como liderança política, qual seria?
Domingos Fernandes: A simplicidade. O Partido Comunista tem uma histórica recheada de coisas boas e coisas ruins. O que sobrou politicamente do Partido Comunista depois que a Internacional mandou fazer aquela merda em 1935 (a chamada Intentona Comunista), virou um caminho de elite, não no sentido econômico da palavra, mas da luta política. Os dirigentes do Partido Comunista eram muito metidos e o Prestes mais metido que os outros. O Marighella contrariava isso. Quando ele participava das reuniões, era caracterizado como o cara que sempre saía com a solução mais objetiva e mais simples. Isso não era comum. Algumas pessoas, como o Mário Alves (que junto com o Apolônio de Carvalho criaria o PCBR), até o criticavam por isso, dizendo que ele simplificava muito as coisas. A esquerda sempre foi meio intelectualizada e continua sendo. Marighella era a favor de buscar a saída mais simples e objetiva. Se você ler o Manual do Guerrilheiro Urbano verá essa característica presente. Quem datilografou esse manual fui eu.
Não sabia disso. Ele entregou o texto manuscrito e você datilografou?
Domingos Fernandes: Sim. Eu datilografei o manual em um porão da minha casa em Bonsucesso. Eu dava gargalhadas sozinho com algumas passagens. Se você ler o manual verá que ele tem algumas saídas muito simples e geniais sobre coisas complicadas. Tornar alguém guerrilheiro urbano não é uma tarefa muito simples. Marighella era simples porque fazia política desta maneira. Ele mandou o Joaquim Câmara Ferreira, que era o segundo homem dele, para Cuba porque sabia que podia morrer. Ele não falou isso pra ninguém, mas sei que o mandou para Cuba porque achou que iria morrer. Joaquim Câmara era o grande guerrilheiro da ALN. Contra a ideia de Marighella, ele foi para o Rio fazer o seqüestro do embaixador.
Marighella foi contra a ideia de seqüestrar o embaixador americano?
Domingos Fernandes: Sim. Ele achava que isso iria acabar com a organização, o que de fato acabou acontecendo. O seqüestro foi feito pela ALN e pelo MR-8. Só que a ALN levou o comandante (Toledo) aqui de São Paulo para chefia a operação no Rio. O Franklin Martins, que planejou a ação e que eu respeito, pode te falar tudo isso que estou te contando. Eles não se sentiam seguros e a ALN do Rio era muito pequena porque Marighella tinha tirado quase todo mundo de lá e enviado para Cuba. A ALN no Rio ficou reduzida a um GTA.
O que era um GTA?
Domingos Fernandes: Grupo Tático Armado. A gente fazia banco. Faltava dinheiro e era fácil fazer. A gente sabia que os tesoureiros também roubavam um pouco. A gente levava “x” e eles diziam que tínhamos levado “y”. Então, a gente sabia fazer isso, mas não tinha capacidade de dirigir um sequestro como esse. O Toledo levou para o Rio o Paulo de Tarso, o Mané Cirilo e o Virgílio (Jonas), que comandou o sequestro, realizado no dia 7 de setembro. Quando chegou pra mim a notícia de que o Marighella era contra eu disse que, se pudesse votar, seria a favor. Mas eu não decidia coisa nenhuma, era um dirigente local. E não tinha nenhuma votação. A ALN era muito compartimentada, por decisão dele. Quando ele morreu, despedaçou tudo. Estou contando isso pra te passar um pouco o clima da época. O lado mais “terrorista” da ALN era o Toledo. O Marighella era um dirigente político.
Na época, antes de ser preso, eu vivia com uma moça carioca, que fazia banco comigo. Ela era guerrilheira como eu. Um dia eu disse para o Marighella: – Preto, vou ter que desaparecer por uns dias porque vou ter que casar. A família dela está desconfiada e se eu não casar no papel vai criar um problema. Ele recomendou que eu não fizesse isso, pois poderia arrumar um problema maior para o futuro. Eu acabei casando, pois achei que não tinha como não casar naquela situação envolvendo a família dela. Mas ele sempre procurava simplificar.
Ele tinha o dom de simplificar as coisas e torná-las mais acessíveis para você entender, tanto do ponto de vista militar como do ponto de vista político. Lembro que, na primeira reunião que fez comigo, lá na Tijuca, ele estava vindo de Paris e me contou tudo o que viu na rua e que iria dar no maio de 68. Ele contava como as pessoas estavam embriagadas por aquela movimentação toda. As pessoas estavam andando pela rua e tomavam a iniciativa de fazer alguma coisa em reação a situações que estavam acontecendo. Eu acho que estamos vivendo um momento muito parecido hoje.
Fonte: Sul21

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Fórum Nacional Popular de Educação se organiza para resistir em 2019

União de estudantes e trabalhadores prepara agenda para defender um ensino público com qualidade e democracia.

O Fórum Nacional Popular de Educação, que reúne dezenas de entidades e movimentos educacionais, com a participação de estudantes e trabalhadores, realiza o primeiro encontro de 2019 nesta quinta (21) e sexta (22), em São Paulo.
O principal tema de discussão nestes dias é o enfrentamento a propostas do novo governo, como privatização e militarização do ensino, além da retirada da autonomia das universidades. Para as entidades que compõem o Fórum, é necessário um calendário de ação frente a estes retrocessos.
Pedro Gorki, presidente da UBES, participou do debate de conjuntura abordando a necessidade de unir os que defendem a educação pública e democrática em uma ampla frente pela escola e universidade pública e privada.
FNPE
A UBES participou da construção do Fórum Nacional Popular de Educação e o compõe desde sua criação, em 2017. A ideia foi criar um espaço paralelo de discussão sobre políticas públicas para a área, após o desmonte do Fórum Nacional de Educação (PNE). Este outro fórum teve várias entidades expulsas com a portaria 577/17 do Ministério da Educação.

Dica da UBES:

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Maior encontro de DCEs do Brasil acontecerá de 22 a 24 de março em SP

por Cristiane Tada.
DCEs, UEEs, federações e executivas podem baixar a ata e se inscreverem; credenciamento será no dia 20 de Março 
O maior encontro de DCEs do Brasil, o 67º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE já tem data e local para acontecer. Nos dias 22, 23 e 24 de março de 2019, vão se reunir em São Paulo além de representantes de DCEs,  Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs), federações e executivas de cursos credenciados.
Tem direito a voz e voto no fórum representantes das entidades estudantis devidamente credenciados. Para fazer o credenciamento é necessário comparecer com a documentação prevista no Regimento do 67º CONEG  no dia 20 de março das 10h às 22h, na sede da UNE em São Paulo ( Rua Vergueiro, 2485).
O 67º CONEG vai trazer na sua programação mesas, painéis, grupos de discussão, atos, atividades culturais e a plenária final.

Fonte: UNE