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Atrofia cultural

O cartunista  Miguel Paiva  afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a ini...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

11 DE AGOSTO É DIA DO ESTUDANTE!

Dia dos estudantes

É DIA DE LUTA NAS UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS!

 A Fasubra sindical em conjunto com o ANDES-SN e SINASEFE está convocando atos públicos no dia do estudante com o objetivo de denunciar para toda sociedade a grave crise que passa as universidades e institutos federais por conta do bloqueio de verbas. Segundo a Andifes caso essa situação não se reverta várias instituições vão fechar suas portas em Setembro.

Cumprindo deliberação de nossa última plenária estamos orientando a construção de assembleias comunitárias com Técnicos, docentes e estudantes. Convidando inclusive as reitorias para que se posicionem diante dessa situação fortalecendo o diálogo com a opinião pública sobre a gravidade da crise que tem como responsável a política de ajuste fiscal do governo Temer.  

Orientamos também que seja convocada toda a imprensa local para expormos a situação precária das IFES para a população e alertar pelo perigo de que muitas instituições de ensino poderão fechar suas portas prejudicando toda a sociedade com a paralisação das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Queremos aproveitar a oportunidade para denunciar também o desmonte do serviço público e as consequências das reformas que atacam direitos históricos dos trabalhadores.

Todos os sindicatos da base da FASUBRA devem imediatamente se articular com os sindicatos de docentes e com o movimento estudantil para construirmos atos que alcancem a população e aumente a indignação contra o governo ilegítimo de Temer.

Mãos a obra!

A culpa não é do povo – Por Caio Botelho

Os retrocessos civilizacionais em curso no Brasil são imensos e o governo golpista liderado por Michel Temer conta com a repulsa da quase unanimidade dos brasileiros, de acordo com as recentes pesquisas de opinião. Diante desse cenário, não é estranho perguntar: onde está, afinal, o povo? Como se mantém silente mesmo quando estão em jogo questões tão fundamentais, como os direitos trabalhistas e a garantia de sua aposentadoria?
A despeito de uma combativa agenda de lutas capitaneada pelas Centrais Sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e por um amplo leque de entidades do movimento social e partidos políticos, é correto constatar que a imensa maioria da população brasileira – inclusive aquela que é vítima direta desses retrocessos – aparenta, até o momento, pouca disposição para ir às ruas fazer o enfrentamento direto à essa agenda.
Dentre as explicações para esse fenômeno, destacamos aquela que costuma culpar o próprio povo pela sua desmobilização. Sobram acusações de letargia diante do caos imposto, e o rótulo de “acomodado” é mais uma vez atribuído aos brasileiros. Sabemos que se trata de acusação injusta, própria do senso comum e de uma análise superficial da história. Que as elites defendam essa perspectiva não é novidade, mas que ela ganhe adeptos mesmo entre parte dos setores progressistas, é fato a se estranhar.
Como todos os fenômenos sociais, este é de uma complexidade tamanha que não pode ser respondido com facilidade, menos ainda por análises “facebookianas” – tão comuns em nossos dias – sempre prontas a descobrir a pólvora e falar o óbvio. Justamente por isso, não se pretende aqui responder a questão de “porque o povo brasileiro não está indo às ruas”, mas tão somente apresentar (ou melhor, fazer recordar) ao menos dois elementos que podem contribuir com o debate.
O primeiro deles é a noção de que “as ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes”, conforme escreveram Karl Marx e Friedrich Engels no clássico “A Ideologia Alemã” (altamente recomendável ler ou reler esta obra, diga-se de passagem). Mais do que uma frase de efeito, trata-se de uma constatação da realidade. As elites, através da dominação dos meios de produção e de seus aparatos ideológicos, impõem ao povo um conjunto de valores com o objetivo de tornar a exploração algo “natural”. Não é a toa que a própria classe trabalhadora tanto reclama, por exemplo, do imposto sindical, insignificante para seu bolso, mas ignora a existência da mais-valia, que rouba quase toda riqueza por ela produzida.
Esta alienação imposta pelas elites impede, portanto, que a classe trabalhadora tome conhecimento de seu potencial e assuma ela própria as rédeas de seu destino.
Outro elemento – ligado diretamente ao primeiro – trata da subestimação da luta de ideias nos últimos anos, principalmente no auge do ciclo dos governos liderados por Lula e Dilma, quando uma combinação de crescimento econômico e melhora nas condições sociais levaram as próprias forças progressistas à certa acomodação, cumprindo pouco o seu papel de elevar o nível de consciência da população que trabalha e produz riqueza (registre-se: importante não simplificar demais essa questão, muito mais complicada do que essas superficiais linhas podem fazer parecer).
Certo é que apontar o dedo acusatório para o povo não é o melhor caminho, além de representar uma postura um tanto arrogante, pra dizer o mínimo. A secular luta pela emancipação da classe trabalhadora exige muita paciência e capacidade não apenas de ensinar, mas também de aprender.

Uma mulher fantástica’ arrepia a plateia na abertura do Cine Ceará

Uma garçonete transexual que sonha em ser cantora lírica, mas tem a sua vida revirada do avesso após a morte do namorado 20 anos mais velho, abriu a 27ª edição do Cine Ceará. Uma mulher Fantástica, do diretor chileno Sebastián Lelio, já havia passado pelo Festival de Berlim, em fevereiro, onde levou o Prêmio Teddy e o Urso de Prata na categoria melhor roteiro, e agora foi muito bem recebido pelo público em sua estreia brasileira no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.
É um filme delicado e ao mesmo tempo sufocante. Seu epicentro não envolve a violência contra transgêneros de maneira geral, mas se limita ao microcosmo da vida particular da protagonista, Marina. Também por isso não poderia ser classificado como um drama transexual, pois transcende esta temática. “Não queríamos contar o drama de ser transgênero”, diz Maria Soledad, montadora do filme, no dia seguinte à sua estreia, em Fortaleza. “Queríamos contar a história de um ser humano. Por isso optamos por tirar Marina do universo da violência”.
As agressões sofridas por Marina limitam-se ao mundo privado da protagonista, que sofre ataques físicos e verbais da ex-mulher e do filho de Orlando, seu namorado que morreu subitamente. Após a morte, a família de Orlando pede de volta o carro e o apartamento para a garçonete, que não consegue ficar nem mesmo com a cachorra, Diabla, que era do casal. Ao longo da trama, a resiliência de Marina incomoda: suas reações ao massacre, principalmente psicológico ao qual é submetida, são quase nulas.
O filme, segundo conta Soledad, se adequou à intérprete, e não o contrário. A transexual Daniela Veiga, que faz o papel de Marina, não era atriz, mas é cantora lírica – as cenas dela cantando são, portanto, reais. Soledad acredita que o lançamento do longa no Chile trouxe à tona o debate sobre transgêneros em um país conservador, que engatinha agora rumo à aprovação da lei que permite o aborto em alguns casos. “[A exibição do longa] abriu uma porta muito importante e que estava fechada, que é a temática dos transgêneros”, diz Soledad. Ela explica que, após a estreia do filme, Daniela Vega virou modelo e apareceu na capa de duas revistas da direita chilena, algo impensável até pouco tempo atrás. Nesse sentido, o filme pode ser classificado como um fenômeno, já que suscitou o debate sobre a temática trans na conservadora sociedade pós-Pinochet. “Minha avó foi assistir ao filme e adorou”, diz, orgulhosa.
“Filme Flamboyant”
Soledad conta que o diretor Sebastián Lelio define seu mais novo longa como “um filme Flamboyant”. “Passei um mês e meio até entender o que ele queria dizer com isso”, diz ela. “Penso que ele se refere às formas, cores, às luzes neons, algo entre o kitche e o universo transexual”, diz, tentando explicar as metáforas do diretor.
Lelio dirigiu o premiado Gloria (2013), sucesso de crítica e público. Quase 200.000 espectadores pagantes. Uma mulher fantástica teve, até o momento, 50.000 pagantes. Mas os produtores comemoram da mesma forma. Soledad diz que Daniela Veiga é forte candidata à indicação ao Oscar 2018.
E para quem sentiu falta de alguma menção à ditadura chilena, temática sempre muito presente principalmente na literatura daquele país, uma curiosidade: Orlando é cremado no mesmo crematório onde o ditador Augusto Pinochet fora cremado, em dezembro de 2006. “E o senhor que empurra o corpo de Orlando para o forno foi, na vida real, o mesmo que empurrou o de Pinochet”, assegura Soledad.
O Cine Ceará acontece em Fortaleza até o dia 11 de agosto.
Brasil Cultura

Mostra em Recife traz como um dos enfoques as lutas políticas atuais

Até a 18 de agosto 21 filmes (oito inéditos no Recife) serão exibidos no Jardim Botânico, Cinema São Luiz, UFPE e na comunidade Ilha de Deus, com presença de realizadores. Oficinas, saraus, debates e atividades culturais completam a programação em três eixos temáticos: Cidades & Conflitos, Povos & Territórios e Ecossistemas & Biodiversidade; sessão especial de “Terra em Transe” marca os 50 anos da obra de Glauber Rocha.
A arte oficial do evento traz um conceito de encaixes gráficos desenvolvido pelo animador Bruno Cabús. A curadoria do crítico e pesquisador André Dib é composta por três longas e 17 curtas-metragens, além da Sessão Guerrilha, com filme surpresa na UFPE.
Segundo o coordenador da mostra e produtor cultural Rafael Buda, a terceira edição da MARÉ pretende trazer à tona questões que apesar de urgentes, não são debatidas com profundidade pela população da Região Metropolitana do Recife. ”A 3ª MARÉ se consolida com um debate urgente sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. Seus conflitos, a interação do homem com o meio ambiente e as lutas políticas atuais são fios condutores para uma reflexão que permeia toda a programação. Assim, como o fluxo da maré, apresentamos filmes que traduzem esse sentimento e escancaram nossas contradições”.
Nessa edição, a MARÉ não abordará uma única temática, como em edições anteriores. Três temas guiarão as sessões de exibição, assim como os debates e demais atividades. Os desafios da mobilidade urbana, a luta pelo direito à moradia, o desmonte dos espaços públicos coletivos e outros tópicos estarão reunidos no debate acerca das Cidades & Conflitos.
Já o processo de homogeneização das tradições e culturas, provocadas pela globalização, serão refletidas no eixo Povos & Territórios, que discutirá a busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento e a valorização da cultura popular, o respeito pelas diferentes etnias e a manutenção dos povos tradicionais. E como não poderia deixar de ser em uma mostra ambiental, problemáticas atuais envolvendo Ecossistemas & Biodiversidade serão discutidas.
A MARÉ será dividida em duas etapas. A primeira, de 07 a 11 de agosto, com a realização das oficinas de Sensibilização Ambiental (com Daniele Carvalho, bióloga, professora, educadora ambiental e coordenadora de formação da MARÉ) e Vídeo ambiental (com Lilian Alcântara, cineasta), na Escola Professor José da Costa Porto, localizada na Ilha de Joana Bezerra (comunidade do Coque) e na Escola Poeta Jonatas Braga, em Campo Grande. A segunda etapa acontece entre os dias 12 e 18 de agosto, com a apresentação da mostra audiovisual, debates e atividades culturais no Jardim Botânico do Recife, no Cinema São Luiz, na UFPE e na Ilha de Deus.
Seis curtas-metragens abrem a MARÉ no Jardim Botânico do Recife: História Natural (PE), de Júlio Cavani; Retratos da Alma (DF), de Leo Bello; Ruínas (PE), do coletivo Jacaré Vídeo; Frequências (PE), de Adalberto Oliveira; Disforia Urbana (PE), de Lucas Simões; e Da margem do rio o mar (GO), de Rei Souza. Nesse dia, também será ofertada uma oficina de Sensibilização Ambiental. Já no segundo dia, haverá mais quatro curtas-metragens: a ficção paulista Animais (SP), de Guilherme Alvernaz; Exília (PE), de Renata Claus; Lá do alto (RJ), de Luciano Vidigal; e Em busca da terra sem males (RJ), de Anna Azevedo. O Sarau Poético Cordel Animado fecha a programação do Jardim Botânico.
De segunda a quarta (14 a 16 de agosto) o Cinema São Luiz será a casa da MARÉ, numa programação com mesas de debate e filmes exibidos no padrão profissional DCP, com entrada ao preço único de R$ 5 (bilheteria abre às 18h). Seis filmes serão exibidos, quatro deles inéditos no Recife; antes de cada sessão será formada uma mesa com debatedores que tratarão sobre os temas: “A contradição do capital tem gênero, cor e orientação sexual”; e “O colapso ambiental e a segunda natureza”.
Ocorrerá também, no mesmo cinema, a sessão comemorativa de 50 anos de Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. O filme reflete sobre a sociedade brasileira da década de 1960, e continua muito atual dentro da conjuntura política do país. Após ser restaurado em 2007 por Paloma Rocha, cineasta e filha do diretor do filme, a obra voltou as salas de cinema nesse ano de 2017. A MARÉ será a responsável pela primeira exibição no Recife, no dia 14 de agosto, as 19h30. A sessão será precedida pelo debate: “Terra em Transe – 50 anos depois num país em transe”, que contará com a participação de Alexandre Figueiroa, que é professor e crítico de cinema, e com mediação de Luiz Joaquim, também professor e crítico de cinema.
No último dia de atividades, o evento acontecerá na comunidade da Ilha de Deus, que fica localizada no bairro da Imbiribeira. Os presentes participarão de uma visita guiada e ao chegar na comunidade, serão recepcionados pelo Sarau Poético “As Cumade”. Logo após, será formada uma mesa com o tema “Fissura no capital e o turismo de base comunitária” e serão exibidos, na sequência, cinco curtas: os pernambucanos Pequena área, de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante; Fora Presídio, do Coletivo Ficcionalizar; Fotograma, de Luís Henrique Leal e Caio Zatti; Iluminadas, de Gabi Saegesser; e o baiano Latosolo, de Michel Santos.
O festival contará ainda com três saraus: “O Cordel Animado”, no domingo (13) projeto integrado pela escritora e contadora de histórias Mariane Bigio, e sua irmã, a musicista Milla Bigio. A dupla prepara um repertório de histórias autorais em Cordel, permeadas por música e sonoplastia; “SLAM da Maré”, na quinta (17), que será comandado pelo Coletivo recifense Controverso Urbano e consiste numa batalha poética em que pessoas leem ou recitam textos autorais. O SLAM é visto como um espaço livre de expressão da cena artística alternativa e jovem, principalmente da periferia; por fim, na sexta (18) haverá o espetáculo “As Cumade”, formado pelas poetas Anaíra Mahin e Lu Rabelo, que desenvolvem um trabalho hibrido com poesia, teatro e música. As apresentações performáticas e temáticas possuem grande viés político de conscientização.
A MARÉ é uma realização Asaga Audiovisual e conta com produção da Bonsucesso Comunicação e Cultura, incentivo do Fundo Municipal de Meio Ambiente do Recife e apoio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentabilidade e Meio Ambiente do Recife.
Confira a programação completa do festival:
Sábado 12/08
Jardim Botânico do Recife (Entrada franca)

09h – Mostra de curtas
História natural (PE, 2014, 14’), de Júlio Cavani
Retratos da alma (DF, 2017, 20’), de Leo Bello *
Ruínas (PE, 2017, doc, cor, HD, 3’24’’), do Coletivo Jacaré Vídeo

10h – Mostra de curtas
Frequências (PE, 2017, doc, cor, DH, 19’), de Adalberto Oliveira
Disforia Urbana (PE, 2015, doc, cor, HD, 12’), de Lucas Simões
Da margem do rio o mar (GO, 2017, doc, cor, HD, 13’), de Rei Souza *
10h – Oficina de Sensibilização Ambiental

Domingo 13/08
Jardim Botânico do Recife (Entrada franca)

09h – Mostra de curtas – 60 minutos
Animais (SP, 2016, fic, cor, HD, 13’), de Guilherme Alvernaz *
Exília (PE, 2016, doc, cor, HD, 24’), de Renata Claus
Lá do alto (RJ, 2016, fic, cor, HD, 8’), de Luciano Vidigal *
Em busca da terra sem males (RH, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo *
10h – Sarau Poético: Cordel Animado

Segunda 14/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “Terra em Transe – 50 anos depois num país em transe”, com Alexandre Figueiroa (professor e crítico de cinema) e mediação de Luiz Joaquim (professor e crítico de cinema)
19h30 – Exibição:
Em busca da terra sem males (RJ, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo *
Terra em Transe (Brasil, 1967, fic, pb, 35mm, 111’), de Glauber Rocha ** SESSÃO COMEMORATIVA DE 50 ANOS

Terça 15/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “A contradição do capital tem gênero, cor e orientação sexual”,
Com Fabiana Moraes (jornalista e cineasta), Cida Pedrosa (poeta e Secretária da Mulher do Recife) e Laudijane Domingos (Presidenta da União Brasileira de Mulheres / PE)
Mediação: Daniele Carvalho (bióloga e educadora ambiental)
19h30 – Exibição:
Dia de Pagamento (PE, 2016, doc, cor, HD, 28’), de Fabiana Moraes **
Cidades Fantasmas (2017, doc, cor, HD, 71’), de Tyrell Spencer *

Quarta 16/08
Cinema São Luiz (Preço único: R$ 5)

17h – Mesa: “O colapso ambiental e a segunda natureza”,
Com Rafael Amorim (cineasta), Maurício Guerra (Secretário Executivo de Meio Ambiente do Recife) e Augusto Semente (Movimento Mata Uchôa)
Mediação: Patrícia Caldas (geógrafa e pesquisadora)
19h30 – Exibição:
Nanã (PE, 2017, doc, cor, HD, 25’), de Rafael Amorim * **
O Botão de Pérola (El botón de nacár, Chile, França, Espanha, 2015, doc, cor, HD, 82’), de Patricio Guzmán *

Quinta 17/08
UFPE – Praça do CAC (Entrada franca)

17h – SLAM da MARÉ
Com o Coletivo Controverso Urbano
18h – Sessão Guerrilha
19h – Mesa: “A produção do espaço e a gentrificação da cidade”
Com Cristina Araújo (professora DAU-UFPE), Tiago Delácio (cineasta e mestrando em DAU-UFPE) e Luana Varejão (advogada popular e mestranda em DAU-UFPE)
Mediação: Rafael Buda (produtor cultural e coordenador da MARÉ)

Sexta 18/08
Ilha de Deus (Entrada franca)

16h – Visita guiada na Ilha de Deus
17h – Sarau Poético: As Cumade
18h – Mesa: “Fissura no capital e o turismo de base comunitária”,
Com João Paulo (turismólogo e doutorando no MDU-UFPE) e Josenilda Pedro – Nalvinha (Centro Educacional Saber Viver)
18h30 – Mostra de curtas –
Pequena área (PE, 2014, doc, cor, HD, 12’), de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante **
Fora presídio (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Coletivo Ficcionalizar **
Fotograma (PE, 2016, doc, cor, HD, 9’11’’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti **
Iluminadas (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Gabi Saegesser **
Latossolo (BA, 2017, doc, cor, HD, 18’), de Michel Santos *

* filmes inéditos no Recife
** presença de realizadores e / ou equipe

Sinopses dos filmes:
Animais (SP, 2016, fic, cor, HD, 13’), de Guilherme Alvernaz
Sinopse: Sob a rígida lei da selva, cada um procura defender como pode seu bem mais precioso, a vida.

Exília (PE, 2016, doc, cor, HD, 24’), de Renata Claus
Sinopse: Dona Bernadete visita Dona Leriana, sua antiga vizinha na Ilha de Tatuoca.

Lá do alto (RJ, 2016, fic, cor, HD, 8’), de Luciano Vidigal
Sinopse: Um menino sonhador tenta convencer seu pai a levá-lo ao alto de uma pedra, na favela do Vidigal. Ali, perto do céu, ele acredita que poderá se comunicar com a avó, de quem sente saudades.

Em busca da terra sem males (RJ, 2017, doc, cor, HD, 15’), de Anna Azevedo
Sinopse: Na mitologia Guarani, Terra sem males é o lugar onde os índios encontram a paz. Nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, um grupo indígena sem terra ergue uma pequena aldeia chamada Ka´aguy hovy Porã, Mata Verde Bonita. Ali, crianças crescem entre as antigas tradições, como a língua Guarani, e a cultura das grandes cidades contemporâneas, como o rap. Mas sempre sob a tensão de um dia surgir “os donos da terra” e o eterno pesadelo de, outra vez, terem que sair em busca da terra sem males.

História natural (PE, 2014), de Júlio Cavani
Sinopse: Um homem encontra um misterioso objeto orgânico no topo da árvore mais alta de uma floresta.

Retratos da alma (DF, 2017, 20’), de Leo Bello
Sinopse: O documentário conta as histórias de pessoas que têm uma estreita relação com o meio ambiente, e nos convidam a refletir sobre a natureza humana.

Ruínas (PE, 2017, doc, cor, HD, 3’24’’), de Jacaré Vídeo
Sinopse: Novo episódio do É Por Aí Mobilidade, série de programas produzida pela Jacaré Vídeo, mostra o que está acontecendo nas ruas e os problemas de locomoção enfrentados no Recife.

Frequências (PE, 2017, doc, cor, HD, 19’), de Adalberto Oliveira
Sinopse: Na retina, raios luminosos que giram revelam um novo mundo.

Disforia Urbana (PE, 2015, doc, cor, HD, 12’), Dir. Lucas Simões
Sinopse: A vida na cidade, com todo seu movimento e celeridade, é na verdade solitária e monótona.

Da margem do rio o mar (GO, 2017, doc, cor, HD, 13’), de Rei Souza
Sinopse: Breve ensaio sobre a beira da rua

Terra em Transe (Brasil, 1967, fic, cor, 35mm, 108’), de Glauber Rocha
Sinopse: País fictício da América Latina, Eldorado, é palco de uma convulsão interna desencadeada pela luta em busca do poder.

Dia de Pagamento (PE, 2016, doc, cor, HD, 28’), Fabiana Moraes
Sinopse: Em Rio da Barra, sertão de Pernambuco, a transposição de um rio possibilitou a compra de biscoito, casa, suco de caixinha, perfume, terreno. Quase todos foram usados como substitutos da cidadania.

Cidades Fantasmas (2017, doc, cor, HD, 71’), de Tyrell Spencer
Sinopse: Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina, onde as ruínas e o silêncio são o plano de fundo da nossa jornada. Alguns de seus antigos moradores ainda guardam na memória o que viveram ali e, através de relatos mais intimistas, evocam lembranças de um passado que não querem esquecer. Com um olhar contemplativo sobre o que restou, refletimos sobre o que deixamos e podemos deixar do nosso legado, entendendo que tudo pode ter um fim e que nada está livre da luta contra o esquecimento.

Nanã (PE, 2017, doc, cor, HD, 25’), de Rafael Amorim
Sinopse: Em um complexo portuário e industrial, a população enfrente o processo de gentrificação do território. A resistência é a terra.

O botão de pérola (El botón de nacár, Chile, França, Espanha, 2015, doc, cor, HD, 82’), de Patrício Guzman
Sinopse: O oceano contém a história de toda a humanidade. No mar estão as vozes da Terra e de todo o espaço. O litoral chileno esconde o segredo de dois misteriosos botões encontrados no fundo do mar. Com mais de 4 mil km de costa e o maior arquipélago do mundo, o Chile apresenta uma paisagem sobrenatural, com vulcões, montanhas e glaciares. Nessa paisagem estão as vozes da população indígena da Patagônia, dos primeiros navegadores ingleses que chegaram ao país, e também a voz dos presos políticos do governo de Augusto Pinochet. Alguns dizem que a água tem memória. Este filme mostra que ela também tem voz.

Fotograma (PE, 2016, doc, cor, HD, 9’11’’), de Luís Henrique Leal e Caio Zatti
Sinopse: Uma mulher negra caminha por um bairro de classe média alta no Recife, Brasil. Um muro e duas câmeras de segurança a separam de um condomínio de luxo. “Fotograma” disseca esta imagem cotidiana, buscando pensar suas inscrições históricas. Imagens da cultura e inscrições da barbárie.

Iluminadas (PE, 2016, doc, cor, HD, 13’), de Gabi Saegesser
Sinopse: Luz, sombra, mistério: uma abordagem poética do cotidiano de parteiras que atuam na capital, zona da mata e agreste pernambucanos.

Latosolo (BA, 2017, doc, cor, HD, 18’), de Michel Santos
Sinopse: A relação do homem com seu ambiente natural, e a ocupação de uma cidade localizada sobre o latossolo vermelho amarelo.


Serviço:
Quando: de 07 a 18 de agosto de 2017
Onde: Jardim Botânico do Recife, Cinema São Luiz, CAC-UFPE e Comunidade Ilha de Deus.
Quanto: Entrada franca (exceto Cinema São Luiz, R$ 5 – preço único; bilheteria abre às 17h)

PRESIDENTE DO CPC/RN VIAJA AO SERIDÓ PARA DAR POSSE AOS NOVOS DIRETORES/AS

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO CPC-RN
Fotos da Assembleia Geral Extraordinária do CPC/RN, realizada no último domingo (6), no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - NOVA CRUZ/RN
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO CPC-RN

Nesta quinta-feira (10) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, viaja ao Seridó Potiguar para em Currais Novos e Parelhas dá posse aos novos diretores Vices Regionais, eleitos na última Assembléia Geral Extraordinária, realizada no último domingo (6) domingo no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN.  São eles: EMERSON SILVA DO NASCIMENTO – CPF nº 708.072.734-06 e RG nº 003.507.476/SSP/RN e LUCAS MACEDO RODRIGUES – CPF nº 016.479.976-47 e RG nº 003.487.550-SSP/RN , ambos da cidade de Curais Novos e  MARIA DAS GRAÇAS FERNANDES – CPF nº 023.588.654-86 e RG nº 001.605.896-SSP/RN, JOSÉ RICARDO DA SILVA – CPF nº 086.661.454-94 e RG nº 2.611.276/SSP/RN todos residentes em Parelhas.

Com a posse dos nobre colegas o CPC avança no objetivo de germinar a semente na busca de identificações novos talentos e na defesa da cultura potiguar.

Em Parelhas além da posse dos novos dirigentes, o presidente do CPC/RN coordenadora a Assembleia Geral para aprovação dos Estatutos e Eleição da Associação Brasileirinhos Sensação Nordestina - ABSN, que ocorrerá no Auditório da Escola Municipal Arnaldo Bezerra - EMAB, ás 19h.

Breve será a vez das regiões do Litoral, Oeste e Alto Oeste.