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domingo, 12 de maio de 2019

Algumas garotas são grandes mães - Por WILLIAM ELOI

Já faz um tempo que não conversamos. Você emudeceu de repente, tornou-se fria comigo. E mesmo assim, sou eu quem lhe trago flores- Espero que você goste; você sabe, nunca fui de mandar flores a ninguém. Então pedi ajuda a um vendedor, que me explicou o significado cada de cor. Eu simplesmente balancei a cabeça e coloquei algumas cédulas amassadas em sua mão- Que me acenou com um sorriso.
Escolhi uma camisa menos surrada e limpa para o nosso encontro-Você percebeu quando cheguei?- das que estavam amontoadas dentro do guarda- roupa. É o mínimo que se espera de um homem que carrega flores.
– Por favor, não se preocupe com o café. Não precisa se dar ao trabalho.
Sei que você não gosta, mas posso acender um cigarro? Tudo bem se minhas cinzas caírem sobre você?
Não que fosse preciso que você soubesse, mas o bilhete, que deixei junto ao arranjo; demorei-me cuidadosamente em cada linha, fazendo o melhor uso de cada letra, exatamente como quando você também se demorava, tentando me ensinar.
Mas sei que você nunca aprendeu a ler muito além do próprio nome, então imagino o quanto foi difícil para você dar o que não tinha. Mas tudo bem. Eu posso ler o que está escrito aqui nesse cartão, como às tantas cartas que escrevi, quando você me pedia para ler antes que fossem enviadas.
A propósito, tornei-me um “escritor” – que não ganha um tostão com as coisas que escreve- é o que escuto sempre- e não um marinheiro que anda todo vestido de branco, o qual um dia você sonhou. Desculpe-me. Mas às vezes as coisas não saem como a nosso gosto.
Eu não vim aqui lhe pedir dinheiro – e como poderia? -embora, nunca se saiba. Entretanto, sei que mesmo assim, você volveria céus e terras se lhe pedisse.
Queria saber como está você, pois a última vez que lhe vi, antes de você ter se mudado para cá, saí de forma abrupta, amuado. Sem querer dar ouvidos a ninguém, ou falar com quem que fosse que estivesse ao meu redor, onde tentavam me agarrar naquele momento, pedindo para que eu ficasse.
Eu não havia lhe contado, sem me despedir de você, parei no primeiro bar e bebi até tarde. Chorei debruçado a outros bêbados e algumas putas, que não me conheciam, e que também choraram comigo e que me beijaram na boca- atitude essa que meu pai reprovaria completamente, você diria, e mais: “Não foi para isso que lhe criei”.
Talvez o maior motivo que me trouxe até aqui foi a lembrança de chegar da rua cheirando a álcool, largado em teu colo como um Jesus de Pietà. Você me enrodilhando os cachos, me censurando, dizendo-me que “nenhum amor merece aquilo”. Então essas flores que trouxe comigo são para fazer as pazes contigo.
Acho que você deve saber que dia é hoje. As lojas e os restaurantes estão cheios. Mas tudo o que eu tinha, gastei nesse buquê de flores. E mesmo se eu tivesse algum você não se moveria daí, não é? Não sairia do seu quadrado.
Nós nunca tivemos esse hábito, de nos reunirmos em “família”. Sua ideia de reunião em família era acordar cedo, antes de o sol nascer, teu ventre úmido, colado a um tanque. Sonhar teus sonhos miúdos e dormir.
Então o fato de estar tão parada agora não deve lhe causar tamanha estranheza. Não lhe faz a menor diferença.
E já que não posso te levar comigo, devo lhe dizer: Longe desses muros faz um sol agradável. Estou aqui há horas e você ainda não me disse palavra. Talvez o convívio por aqui esteja lhe afetando. Esse silêncio. Essa paz. Onde não vemos vivalma.
Outro dia alguém afirmou que “uma família sem a presença de um pai ou um avô é uma fábrica de desajustados”. Acho que o que ele não sabe é que algumas garotas “nasceram para ser grandes mães”.
Os portões do cemitério já vão fechar.
Tchau, mãe. Espero que tenha gostado das flores.
E por favor, não me espere para o jantar.
In memoriam de Maria de Lourdes Lima Eloi
Dedicado a Dona Wanda e Donas: Socorro, Ivonete, Salete, Neide, Maria, Carmelina, Aurea, Kalene e todas as mães do mundo e as que fizeram e fazem parte de minha vida. Theotokos, obrigado!Vocês são foda!
*O título refere-se a um verso da canção da banda inglesa The Smiths ”Some Girls Are Bigger Than Others

História do Dia das Mães

maedia
No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.
Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.
Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.
Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.
Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.
Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário.
Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.
Brasil Cultura

Ópera Tosca, de Puccini, é destaque no 22º Festival Amazonas de Ópera

A programação do 22º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que vai até 30 de maio, segue a pleno vapor. Neste fim de semana, é a estreia da ópera Tosca, de Giacomo Puccini (1858 – 1924), no Teatro Amazonas, em Manaus. Para celebrar o Dia das Mães, o festival preparou o concerto Amor Popular Brasileiro: Temas de amor na MPB. O espetáculo será com a Orquestra de Violões do Amazonas e o Coral Infanto-juvenil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro.
O Festival contou com a colaboração do Teatro Solís, no Uruguai, para a produção e o cenário de Tosca. A ópera, que estreou em 1900 no Teatro Costanzi, em Roma, é baseada em uma peça teatral do dramaturgo francês Victorien Sardou, de 1887. A narrativa conta a história da célebre cantora de ópera Floria Tosca, do pintor Mario Caravadossi e do chefe de polícia Baron Scarpia. A ação se passa em 1800, quando a Itália era ameaçada pela invasão do exército de Napoleão Bonaparte.
“É uma das óperas mais cinematográficas de Puccini, uma obra intensa em todos os três atos”, declara o maestro Fernando Malheiro, que rege e dirige a ópera no Teatro Amazonas. Tosca será apresentada pela Amazonas Filarmônica, Coral do Amazonas e Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro. O espetáculo tem duração de três horas.
Atividades especiais
O espetáculo L’enfant et les Sortilèges (O Menino e os Sortilégios), de Maurice Ravel, é apresentado em forma de teatro de marionetes pelos artistas do Pequeno Teatro do Mundo (Foto: Divulgação)
O projeto Ópera Mirim, voltado ao público infantil, é outra das atividades paralelas do Festival. O espetáculo L’enfant et les Sortilèges (O Menino e os Sortilégios), de Maurice Ravel, é apresentado em forma de teatro de marionetes pelos artistas do Pequeno Teatro do Mundo. É a história de um menino, que, com a ajuda de objetos encantados, encontra uma forma de viver mais generosa.
Ainda como parte da programação, o Festival organiza, no dia 26 de maio, o encontro Os Teatros de Ópera e a Economia Criativa na América Latina, que será realizado no Centro Cultural Palácio da Justiça. Serão apresentados dados e casos de sucesso sobre a Indústria da Ópera na América Latina.
Festival
Em sua 22ª edição, o Festival Amazonas de Ópera celebra o centenário do maestro e compositor amazonense Claudio Santoro. A programação diversificada ocorre em diversos locais de Manaus – nos teatros Amazonas e da Instalação; centros culturais Palácio Rio Negro e Palácio da Justiça; shoppings, hospitais e escolas e também em cidades do interior do estado.
Além de fomentar e dar visibilidade à ópera no País, o Festival também tem o objetivo de estimular a formação de novos artistas, gerar empregos e movimentar atividades econômicas relacionadas ao turismo. O evento busca se consolidar como uma referência para a economia criativa da região.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

17ª Semana Nacional de Museus começa nesta segunda-feira (13)

Começa nesta segunda-feira (13) a 17ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania. Com o tema Museus como Núcleos Culturais: O Futuro das Tradições, o evento propõe um debate sobre o papel dos museus como centros disseminadores e receptores de práticas, costumes e pensamentos de nossa cultura. No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País. Confira a programação completa.
Um dos destaques da programação é o lançamento de cinco volumes da série República em Documentos, na sexta-feira (17), no Museu da República, no Rio de Janeiro. A instituição também preparou os seminários Haja Hoje para tanto Ontem – a fotografia no trânsito da história (13/5), Os efeitos do Movimento e do Corpo como primeiro patrimônio (14/5) e Haja hoje para tanto ontem: o que a Abolição não aboliu (15/5). A programação ainda prevê a abertura da exposição Palácio, Presidência, Museus, sobre a história do Palácio do Catete, antiga sede da Presidência da República.
Já o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, apresenta a exposição 230 Anos da Inconfidência Mineira: Caminhos e Descaminhos, sobre o movimento que levou à independência brasileira. O museu ainda organizou um ciclo de palestras, de 13 a 21 de maio, sobre a cultura afro-brasileira em Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. No dia 18, a oficina de bordado Não me Kahlo, com sorteio de cinco exemplares do livro Pequeno guia de incríveis mulheres que sempre foram consideradas menos importantes que seus maridos (Uruatu, 2018). Saiba mais.
O Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis, oferecerá visitas guiadas especiais para crianças e turmas escolares. Outra atividade preparada para a Semana Nacional de Museus é a oficina de roteiro e stop-motion, direcionada a membros do Centro de Atenção Psicossocial de Florianópolis. Veja como participar das atividades.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus foi pensada como uma ação para dar ainda mais relevo ao Dia Internacional dos Museus (18/5), criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Trata-se de um momento propício para fomentar debates no campo museal e para estimular a realização e o desenvolvimento de projetos e atividades museológicas que podem ser de curta, média ou longa duração.