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Atrofia cultural

O cartunista  Miguel Paiva  afirma que a cultura brasileira segue ameaçada. Ele diz: “um país como o Brasil não pode ser entregue a ini...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

TIREM SUAS DÚVIDAS! E SAIBAM O QUE É FASCISMO, CAPITALISMO, COMUNISMO, SOCIALISMO E NAZISMO!

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Fascismo
Ideologia política
Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa e teve origem na Itália. Wikipédia
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Capitalismo
substantivo masculino
1.   1.
ECONOMIA
Sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na Irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro.
2.    2.
ECONOMIA•SOCIOLOGIA
Sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou Indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário.
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Comunismo
substantivo masculino
1.    1.
Organização socioeconômica baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.
2.    2.
ECONOMIA•POLÍTICA
Doutrina econômica e política que preconiza tal organização.
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Socialismo
substantivo masculino
1.    1.
POLÍTICA (CIÊNCIA POLÍTICA•IDEOLOGIA)
Doutrina política e econômica que prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição, mediante a supressão da propriedade privada e das classes sociais.
2.    2.
POLÍTICA (CIÊNCIA POLÍTICA•IDEOLOGIA)
Sistema político e econômico que põe em prática essa doutrina.

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Nazismo

Nazifascismo é um termo de conjunção entre o Fascismo italiano, doutrina totalitária desenvolvida por Benito Mussolini a partir do final da primeira guerra mundial em 1919 e tendo se mobilizado politicamente em 1917 associado ao nazismo alemão, em muitos aspectos emulando a primeira, que, embora tendo nascido em 1920, 

Fonte: Google

Saramago, o comunista que revelou ao Nobel um ideal de democracia

O primeiro e, até agora, único Nobel português da Literatura, nasceu na Azinhaga, no concelho da Golegã, em 16 de Novembro de 1922. Ainda menino foi para Lisboa com a sua família e desde cedo se envolveu com movimentos antifascistas. Em 1948/49 participou ativamente da candidatura de Norton de Matos à presidência da República.
Divulgação “A missão do escritor, se existe alguma, é não se calar” “A missão do escritor, se existe alguma, é não se calar”
Alguns anos mais tarde (1969), se tornou militante do PCP (Partido Comunista Português) e integrou a organização dos intelectuais de Lisboa. Depois do 25 de Abril [episódio conhecido como Revolução dos Cravos], integrou a Célula dos Escritores do Setor Intelectual de Lisboa e, juntamente com outros intelectuais comunistas, participou das jornadas de trabalho da Festa do Avante! [a tradicional festa do jornal do PCP].
Em 1975, data em que foi afastado do cargo de diretor-adjunto do grupo, na sequência do golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro, publicou o livro de poemas O Ano de 1993.
Dois anos mais tarde, lançou o romance Manual de Pintura e Caligrafia e em 1978 o volume de contos Objecto Quase. A partir de então, a sua obra cresce, consolida-se, ganha admiradores e torna-se também alvo de censura.
Em 1992, o escritor que lutava para ensinar a dizer não às injustiças e desigualdades, se vê afastado da candidatura ao prêmio literário europeu graças ao veto do subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva, Sousa Lara. A obra em questão era O Evangelho segundo Jesus Cristo e, por conta disso, Saramago optou por ir viver definitivamente em Lanzarote, no Arquipélago de Canárias, na Espanha.
Felizmente, o episódio não impediu que, em 1998, o país se levantasse em alegria, como afirmou Eduardo Prado Coelho [“É possível, como se viu nesta semana, que um país se levante em alegria porque alguém ganhou um prêmio de literatura”]. Saramago tinha ganho o Nobel da Literatura, o Nobel tinha-se rendido à visão humanista do escritor.
Entretanto, a sua obra saltou para outros domínios artísticos. O compositor Azio Carghi produziu a ópera Blimunda, a partir do Memorial do Convento, o diretor Fernando Meireles levou ao cinema o Ensaio sobre a Cegueira e obras como, por exemplo, a História do Cerco de Lisboa, foram interpretadas no teatro.
“A missão do escritor […] é não se calar”
No dia em que regressou a Lisboa, após a atribuição do prêmio, José Saramago foi recebido com uma homenagem do partido que escolheu para seu até ao fim da vida, no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa. Findada a cerimônia, seguiu em direção à Praça do Comércio, num gesto de solidariedade para com os que lutavam contra mais um pacote anti-laboral disparado pelo governo de Cavaco Silva.
Passados dez anos da atribuição do Prêmio Nobel da Literatura, e sem ter condições de participar da homenagem que lhe foi rendida na Festa do Avante! por motivos de saúde, enviou uma mensagem aos realizadores do evento, que, “com o seu trabalho voluntário, e não pedindo nada em troca, constroem a Festa”; aqueles para os quais “a Festa é indispensável” e que “são também indispensáveis à Festa”.
A atribuição do Nobel levou José Saramago a participar de conferências, seminários, fóruns, e outras iniciativas, a nível nacional e internacional, sobretudo na Espanha e na América do Sul. A reflexão sobre a sua obra, as desigualdades, o conceito de democracia e a atuação das “instituições” europeias foram alguns dos muitos temas sobre os quais manifestou sua opinião. Afinal de contas, admitiu, “a missão do escritor, se existe alguma, é não se calar”.
José Saramago morreu no dia 18 de junho de 2010. Na intervenção proferida na cerimônia fúnebre, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reconheceu: “Podia ter sido só um escritor maior da literatura portuguesa. Foi mais do que isso. Foi um homem que acreditou nos homens, mesmo quando os questionava, que deu expressão concreta à afirmação de Bento de Jesus Caraça da aquisição da cultura como um fator de conquista da liberdade”.
Fonte: Abril Abril
Brasil Cultura

Mentores culturais de Bolsonaro ensaiam perseguição à ‘arte degenerada’

‘Já está feito, já pegou fogo. Quer que eu faça o quê?’, foi a reação do candidato do PSL ao incêndio do Museu Nacional.
A reação, em 4 de setembro, do candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao incêndio no Museu Nacional, fogo que destruiu um dos maiores patrimônios históricos, étnicos e linguísticos do País, já seria um manifesto inequívoco do grau de afeto que esse candidato nutre pela cultura.
Seu programa de governo registrado na Justiça Eleitoral é decisivo sobre o assunto: há apenas uma referência acerca do tema. Ei-la: “Nos últimos 30 anos o marxismo cultural e suas derivações como o gramscismo, se uniu às oligarquias corruptas para minar os valores da Nação e da família brasileira”.
Alerta ao revisor e ao leitor: a concordância anômala e a colocação errada da vírgula na frase não são nossas, estão no texto do programa original do presidenciável registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Provavelmente, isso seria suficiente para preconizar uma idade das trevas da cultura num eventual governo Bolsonaro. Mas a candidatura dele vai ainda mais longe: na sexta-feira, dia 28, o general Aléssio Ribeiro Souto, que formula diretrizes para um eventual governo Bolsonaro, deu uma declaração que se coaduna com a distopia de Fahrenheit 451 (livro de Ray Bradbury transformado em filme por François Truffaut em 1966).
“Os livros de história que não tragam a verdade sobre o regime de 1964 têm que ser eliminados”, disse Souto.
“Eliminar livros” para erradicar ideias divergentes é o tipo de barbárie que só encontra guarida em regimes sanguinários. O nazismo queimou 40 mil livros em praça pública em 10 de maio de 1933 e disseminou o conceito de “arte degenerada” (termo de conotação racial usado pelos nazistas para designar todas as obras de arte e movimentos culturais que não estavam de acordo com o ideal artístico do regime).
Já em 1938 os nazistas, sob a batuta de Joseph Goebbels (chefe da Câmara da Cultura do Reich, posição que lhe dava o comando da literatura, da imprensa, do rádio, do teatro e da música no país), haviam proscrito cerca de 500 autores e 4 mil livros.
No governo Bolsonaro, a cultura, disse o general Souto (um dos que reúnem os atributos para se tornar o equivalente a ministro da Cultura de um eventual governo do PSL, por observar com atenção as pistas de Goebbels), seria transformada num “módulo organizacional” abrigado no Ministério da Educação.
“O ideário de Gramsci tem que ser eliminado na formação dos professores”, disse o general, repetindo a generalidade do tosco programa de governo de Bolsonaro.
Os artistas demonstram compreender com exatidão o que representa o espectro bolsonariano. Nos últimos dias, cresceu o bloco de rejeição ao que ele preconiza.
Atrizes e cantoras como Fernanda Montenegro, Leandra Leal, Renata Sorrah, Sophie Charlotte, Daniela Mercury, Anitta, Marília Mendonça (e até a inglesa Dua Lipa e a americana Madonna e o ator inglês Stephen Fry) fizeram advertências sobre a ameaça desse tipo de pensamento.
A falta de ideias no programa cultural de Bolsonaro preenche uma lacuna, mas ainda se encontra quem deposite expectativas nele. Parece ser o caso da atriz Regina Duarte, que ironizou o movimento espontâneo contra o bolsonarismo batizado de #EleNão, que levou às ruas mais de 2 milhões de pessoas, a maioria mulheres, no sábado 29.
Felizmente, a eleição presidencial chega ao primeiro turno com contrapontos ao deserto de ideias de Bolsonaro na área cultural. Embora a maioria dos candidatos faça apenas menções vagas ao tema, como Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo), ou obscuras, como Alvaro Dias (Podemos), outros postulantes à Presidência da República forneceram subsídios importantes para o debate.
O adversário de Bolsonaro no segundo turno, Fernando Haddad (PT), tem demonstrado disposição em resgatar a cultura do limbo em que os dois anos de administração Temer a colocaram.
No dia 21 de setembro, em Ouro Preto (cidade que tem o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco), Haddad firmou um compromisso público em relação às políticas para a cultura, com destaque para os museus e o patrimônio histórico e artístico material e imaterial.
O candidato petista preconiza a retomada de políticas para patrimônio e museus através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Acontece que o Ibram, criado em 2009, foi extinto em 10 de setembro pela gestão Michel Temer (PMDB), por intermédio da Medida Provisória nº 850.
Temer criou no lugar a Agência Brasileira de Museus (Abram), Serviço Social Autônomo, para “gerir as instituições museológicas, reconstruir o Museu Nacional, bem como assegurar a implementação de políticas públicas para o setor museal”.
A Abram segue inoperante, travada por inconsistências no texto que a criou (como a disposição de retirar seu orçamento da contribuição parafiscal destinada ao Sebrae, que não foi consultado sobre o tema). Por sinal, nenhuma instituição museológica do País foi ouvida sobre o tema, nem especialistas.
Consulta pública realizada no site do Senado Federal mostrava, no dia 2, que mais de 7 mil pessoas rejeitavam a MP de Temer, contra 216 que apoiavam. O eventual governo Haddad pretende cancelar a MP, assim como diversas outras medidas levadas a cabo pelo atual Ministério da Cultura.
No momento, é bastante ventilado o nome de Manoel Rangel (ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema, ligado ao PCdoB) para ocupar o futuro cargo de ministro da área.
O programa do candidato Guilherme Boulos (PSOL) no primeiro turno e agora aliado de Haddad conta com trechos inteiros dedicados à cultura e repele o reformismo em toda a sua extensão. “Desde 2015, a adoção da agenda de ajuste fiscal pela via dos cortes de investimentos e gastos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, ciência e tecnologia, cultura e demais serviram para aprofundar a recessão brasileira e ampliar desigualdades”, diz o texto.
Boulos prega a adoção do Fundo Nacional de Cultura como mecanismo de fomento principal do seu governo e o fim das leis de renúncia fiscal, “em especial a Lei Rouanet, maior exemplo de privatização no campo cultural”.
Ciro Gomes (PDT), que também aliou-se a Haddad no segundo turno – fala em aperfeiçoar os “objetivos e alcance da Lei Rouanet” e criar um sistema federativo de gestão de políticas.
Marina Silva (Rede) – que teve apenas1% dos votos no primeiro turno e declarou-se neutra no segundo – tem um texto alentado em seu programa sobre o tema. “O Brasil tem como grande riqueza sua diversidade cultural. A cultura é direito humano fundamental, ela preserva a memória, transmite conhecimento, aumenta repertório e estimula a criação.
A política cultural deve fomentar a produção e o acesso à cultura e à arte, em suas diversas manifestações e em interface com a educação”, afirma a candidata. O programa de Marina incorpora ao conceito de cultura o conhecimento científico de fundo humanístico: “Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, e visuais de tradições orais e da produção contemporânea; e realizar tombamentos, a preservação e revitalização ambiental”.
A pesquisadora Gisele Jordão, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que coordenou a pesquisa Panorama Setorial da Cultura Brasileira, considera que a política cultural é um potente instrumento para “florescer as diferenças e minimizar as desigualdades”.
E o diálogo, acentua, é requisito essencial dessa aproximação. O fim do diálogo, portanto, representa também o fim da cultura.
Fonte: BRASIL CULTURA