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sábado, 14 de abril de 2018

UEE/RN - I E II DIA DO CONGRESSO - CURRAIS NOVOS-RN

 Plenário literalmente lotado!

CREDENCIAMENTO

LOGOMARCA DA UEE/RN (União Estadual dos Estudantes)

Ontem (13) e hoje (14), o IFRN de Currais Novos/RN é palco de um maiores congresso estadual de estudantes universitários do estado do Rio Grande do Norte!

Várias lideranças universitárias dos DCEs, CAs, entidades em geral e autoridades estão desde de ontem debatendo assuntos inerentes não só ao seu I CONGRESSO, mas a conjuntura nacional e estadual, além temas ligados as universidades e importância da construção de uma entidade que defenda verdadeiramente os estudantes potiguares;

Além de representantes de entidades, como a UNE e UBES, participaram da mesa de abertura o Deputado Estadual e pré candidato a Deputado Federal, FERNANDO MINEIRO e o prefeito de Currais Novos, Odon Júnior;

Ontem a noite foi a abertura e hoje (sábado) segue com vários debates e amanhã será a vez das elaborações de propostas e suas aprovações. como também a eleição de sua PRIMEIRA DIRETORIA!

Axé e um abraço a todos/as!

Pleno do FNPE se reúne e delibera alterar data da etapa nacional da CONAPE que ocorrerá em Belo Horizonte


Reagendada para os dias 24, 25 e 26 de maio, expectativa do FNPE é ampliar a mobilização e fazer em BH um movimento histórico, massivo e popular em defesa da educação brasileira.
O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) se reuniu no sábado, dia 17 de fevereiro, na Casa do Professor, espaço da APEOESP, e mobilizou cerca de 40 representantes das entidades que compõem o FNPE. Na pauta, os informes da Comissão Local do FNPE relativos à etapa nacional da Conape, a se realizar em Belo Horizonte-MG; a proposta de alteração de data do evento; os critérios de participação de delegados(as); as dinâmicas relativas ao Documento Referência e seus desdobramentos e as Conferências Livres, entre outros assuntos.O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) se reuniu no sábado, dia 17 de fevereiro, na Casa do Professor, espaço da APEOESP, e mobilizou cerca de 40 representantes das entidades que compõem o FNPE. Na pauta, os informes da Comissão Local do FNPE relativos à etapa nacional da Conape, a se realizar em Belo Horizonte-MG; a proposta de alteração de data do evento; os critérios de participação de delegados(as); as dinâmicas relativas ao Documento Referência e seus desdobramentos e as Conferências Livres, entre outros assuntos.
O Coordenador do FNPE, Heleno Araújo, iniciou a reunião fazendo um breve histórico das últimas ações do FNPE e dos processos de definição relativos à etapa nacional da Conape, passando pela constituição da Comissão Local, que vem trabalhando fortemente com o Governo de Minas e outras instituições para chegar aos compromissos já firmados.
Em seguida, o representante da Comissão Local e membro do FNPE, Tino Lourenço, Secretário Nacional de Cultura da CUT, fez todo o relato da reunião realizada em Belo Horizonte -MG e sobre os encaminhamentos relativos à infraestrutura, alimentação, hospedagem e outros aspectos, bem como as dificuldades para mediar a necessidade de espaço amplo e que comporte milhares de pessoas com a capacidade de financiamento limitada do FNPE. A avaliação trazida por Tino foi de que a alteração de data abre maiores possibilidades de engajamento e apoio e, ainda, colabora no sentido de promover maior participação e capacidade de organização em todo o país.
Um dos aspectos considerados para a alteração de data foi a indisponibilidade de espaços no período anterior (26 a 28 de abril) para comportar pelo menos 6 mil pessoas e as condições objetivas de financiamento para infraestrutura. O Governo de Minas Gerais, com a nova data, se compromete a prestar forte apoio para garantir infraestrutura local.  Uma comissão do FNPE já se reuniu com o Governador e com a Secretaria de Educação, além de estar dialogando com outras pastas e a Prefeitura de Belo Horizonte, que também vem expressando compromisso no sentido de apoiar a etapa nacional.
Na avaliação de Tino (CUT) a reunião foi muito importante e confirmou a necessidade de fortalecer a mobilização da CONAPE como espaço de luta e resistência. “Os encaminhamentos confirmam a Conape e sua etapa nacional como espaço de denúncia, que precisa ser amplo, de massas, popular e, nesse sentido, o ajuste de datas ajuda na melhor condição de organização e potencializa mobilizações em todo o país”, sinalizou o secretário da CUT.
O coordenador da CONTEE, Gilson Reis, que vem participando e acompanhando localmente as tratativas, também ponderou a importância do ajuste. “Teremos um importante apoio na questão da infraestrutura e apoio local na nova data que é fundamental para imprimir ao evento esse caráter massivo, forte, popular e democrático que a Conape precisa reafirmar. É um avanço poder realizar a etapa nacional com um tempo um pouco maior e com uma pegada mais forte ainda e em melhores condições objetivas”, destacou Reis que também defendeu a construção de um Manifesto para a etapa nacional.
Gil Vicente, do PROIFES, também fez uma breve avaliação do cenário e reafirmou a importância de que a etapa nacional efetivamente consiga dialogar ainda mais com a sociedade, razão pela qual defendeu o Manifesto para a etapa nacional e a necessidade de tornar mais objetivas proposições e ações em face do cenário de inúmeros retrocessos, da educação básica à pós-graduação.
Os estudantes Guilherme Barbosa (membro titular) e Mário Magno (membro titular), respectivamente representando a UBES e a UNE, expressaram a necessidade de ampliar as possiblidades de financiamento e destacaram alternativas para garantir a mobilidade para a etapa nacional, como organizar caravanas e outras ações. Também reafirmaram a necessidade de maior liberdade na indicação de delegados(as) e o caráter popular e de massas que deve ser efetivamente a marca da Conape.
Foi formada uma Comissão que não só iniciará a construção do Manifesto da I Conape como discutirá a conformação do documento referência com as contribuições dos estados para a etapa nacional, que poderá redundar em um documento síntese com propostas objetivas e concretas para a política educacional no país. A Comissão será composta por: PROIFES, CONTEE, ANPED, CNTE, CUT, ANFOPE, Rede Estrado, UBES, FINEDUCA, CTB e Fóruns de Eja do Brasil.
A representante dos Fóruns de EJA do Brasil também destacou a reunião e seus encaminhamentos como positiva e avaliou que propiciará maior organização em termos de comunicação, articulação e mobilização, agregando ainda mais sujeitos nos processos da Conape e na etapa nacional.

O FNPE ainda encaminhou no sentido: de fortalecer e intensificar a divulgação e amplitude internacional da etapa nacional da Conape; de incrementar e massificar as alternativas de financiamento; de ampliar a divulgação da marca e das informações da CONAPE e do FNPE nos portais das entidades e estimular a realização das Conferências Livres e populares em todo o país, promovidas pelo FNPE e suas entidades.
Outra orientação debatida é que as entidades devem se mobilizar para pensar atividades na etapa nacional e promover a mobilização de suas bases para a etapa nacional em Belo Horizonte, além de planejar mais conferências livres. Já estão programadas Conferências Livres em Salvador e Belo Horizonte: Dia 16 de março, enfatizando o eixo da gestão democrática, ocorre a Conferência Livre “Participação Social na Construção das Políticas Educacionais, na tenda da CUT, dentro das atividades do Fórum Social Mundial, em Salvador-BA. Dia 28 de março, ocorre a Conferência Livre da Educação Superior, na UFMG, sob o tema “Em defesa da Universidade Pública e da Democracia”. Estão previstas ao menos outras quatro conferências livres, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e no Paraná.
As deliberações do FNPE foram efetivadas por unanimidade e o Pleno ratificou, ainda, que os estados devem manter o calendário de realização das conferências estaduais e distrital, condição para garantir melhor planejamento da etapa nacional, organização das delegações e sistematização do Documento-Base, entre outros aspectos organizativos.
Estiveram presentes as representações da ABdC, Anfope, Anped, Caed, Campanha, Cedes, CFF, CNTE, Contee, CTB, CUT, FEJA, Fineduca, Fite, MIEIB, MST, Proifes-Federação, Red Estrado, UBES, UBM, UNCME, UNE, Sindsep, Fetam, FEE-SP, UFPR, Levante Popular da Juventude, entre outros presentes.

A próxima reunião do FNPE será no dia 14 de março, dentro das atividades do Fórum Social Mundial, em Salvador-BA.
DELIBERAÇÕES DO FNPE

1. Alterar a data da etapa nacional da CONAPE para os dias 24 a 26 de maio de 2018, na mesma cidade de Belo Horizonte-MG, ajuste que propiciará, entre outros aspectos, espaços adequados e apoio fundamental do poder público, em especial pelo Governo de Minas Gerais. Ratificamos as datas previstas para as conferências estaduais e do DF, solicitando que o cronograma seja preservado.
2. Reafirmar a flexibilização dos critérios para delegados(as), conferindo ainda mais liberdade aos estados e permitindo que sejam credenciados(as) delegados(as) nas etapas estaduais e distrital à etapa nacional o máximo de pessoas, sem limite estabelecido. Será especificado um prazo para que os estados informem sobre as delegações das etapas preparatórias, bem como sobre delegados(as) escolhidos em conferências livres promovidas pelo FNPE, informações que serão tornadas públicas.
3. Manter a dinâmica relativa ao Documento Referência e a metodologia para seu aperfeiçoamento, reconhecendo que os municípios, os estados e o Distrito Federal estão em qualificados processos em andamento e estão atualizando o debate em face da conjuntura nacional e local pela via das emendas apresentadas, discutidas e aprovadas nas conferências e que serão encaminhadas ao FNPE.
4. Estimular e intensificar a realização das Conferências Livres e populares em todo o país, promovidas pelo FNPE e suas entidades, à luz daquelas já previstas para Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Paraná. A orientação é garantir ainda mais visibilidade para a Conape e potencializar seus conteúdos na sociedade.
5. Construir um Manifesto da I CONAPE, sintético, de caráter político e referenciado no Documento Referência, tarefa a ser executada desde já por uma Comissão do FNPE. Este documento será apreciado na etapa nacional da Conape e será consolidado pelo FNPE com base nas contribuições das conferências preparatórias.
Fotos: Rogério Cavalheiro e Jordana Mercado.
Fonte: http://fnpe.com.br

Índia supera dificuldades para cursar graduação "Siga esse exemplo" - EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN

Índia supera dificuldades para cursar graduação
Meyriane é da Tribo Katu, de Goianinha ´- RN
Meyriane Costa faz Licenciatura em Educação no Campo em Canguaretama
A indígena da comunidade de Katu dos Eleotérios – Goianinha (RN) - Meyriane Costa de Oliveira, 38 anos, sabia que realizar o sonho de cursar uma graduação não seria fácil, mas resolveu enfrentar os desafios: de segunda à sexta-feira, à noite, atravessa um rio e pega dois ônibus para chegar ao campus Canguaretama do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017, ela é estudante do curso de licenciatura em Educação no Campo.
Primeira indígena de Katu a cursar graduação, Meyriane despertou o desejo de estar dentro da sala de aula quando foi selecionada para ingressar no programa Mulheres Mil. “Em 2015, o IFRN procurou a nossa liderança e ofereceu o programa às mulheres que mais estavam precisando de ajuda na época. Eu e mais três fomos selecionadas para cursar Agricultura Familiar. E o curso superou minhas expectativas: mostrou que tínhamos que amar uns aos outros e também que era possível vencermos várias etapas na vida.”
Ao lado das outras três mulheres da comunidade selecionadas para o programa, Meyriane passou seis meses fazendo um percurso tão intenso quanto o de atualmente: três vezes por semana atravessava o Rio Catu, pegava ônibus e depois caminhava por 30 minutos sob o sol até chegar ao destino. Ela afirmou que dar conta do trajeto não é nada fácil, principalmente em época de chuva. No entanto, isso nunca foi um empecilho para realizar os sonhos e planejar o futuro.
“Estou me sentindo muito realizada. Pretendo cursar mestrado quando terminar a graduação. E eu tenho uma real preocupação com a educação no campo. Meus pais são meus exemplos. Os dois são pescadores e durante minha vida acompanhei as dificuldades deles até conseguirem a aposentadoria. Antes mesmo de ingressar no Mulheres Mil e na graduação, eu já estava confiante. Mas, há três anos, quando entrei no programa, me senti empoderada mesmo não acreditando que iria conseguir”, disse.
Desafios das mulheres indígenas – Questionada se o incentivo à educação ainda está entre os principais desafios enfrentados pelas mulheres indígenas, a estudante não hesitou. “Existe um fator que pesa muito: a autoestima. Mas eu percebo que o Mulheres Mil proporciona maior interesse às mulheres que fazem parte do programa, elas já estão de olho na graduação. Dá um despertar, atrai e dá esperança para construir um novo caminho.”
Meyriane ainda lembrou que, para assegurar os direitos das índias, é preciso garantir a demarcação territorial. “Como vamos garantir alimentação e uma vida social para a nossa comunidade se não existir esse limite? Vale lembrar que a mulher tem papel importante nesse contexto, porque passa mais tempo com os filhos, então precisamos levar a educação para eles. Para isso, é necessário termos esse espaço.”
IFRN – O Instituto Federal do Rio Grande do Norte acompanha a história de Meyriane desde o momento que ingressou na instituição por meio do Mulheres Mil. Sobre o programa, o reitor do IFRN, Wyllys Farkatt, fez o seguinte posicionamento: “junto às comunidades indígenas e quilombolas existentes no Rio Grande do Norte, o programa Mulheres Mil reforça o poder da identidade das mulheres e promove nelas o desejo por lutar, através da educação, por mais espaço na sociedade. Como aconteceu com Meyriane, elas são incentivadas a buscar outras oportunidades de qualificação. Isso também é feito com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI), criado no IFRN para ter um olhar especial sobre essas comunidades que, como as mulheres, ainda se encontram em processo de luta por mais direitos, respeito e reconhecimento.”
Mulheres Mil – O projeto foi criado em 2004 pelo Colleges and Institutes Canada (CICan – sigla em inglês), à época Associação dos Colleges Comunitários Canadenses (ACCC), em parceria com 12 institutos federais brasileiros, das regiões Norte e Nordeste. A iniciativa mobilizou instituições dos dois países durante a fase piloto, entre elas o Conif, o Ministério da Educação (MEC), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional. Em 2011, o MEC instituiu o programa nacionalmente, tendo a Rede Federal como referência no país.
Baseado nos eixos educação, cidadania e desenvolvimento sustentável, o Mulheres Mil tem como principais segmentos: possibilitar o acesso à formação; promover a elevação de escolaridade; contribuir para a redução de desigualdade sociais e econômicas de mulheres; promover a inclusão social; defender a igualdade de gênero; combater a violência contra a mulher.
Fonte:
Marina Luísa Oliveira
Assessoria de Comunicação do Conif
IFRN

A tecnologia em busca de novos horizontes

A tecnologia em busca de novos horizontes
Suzy Oliveira, Analista e Desenvolvedora de Sistemas pelo IFRN, co-fundadora do Code Girl e CEO da Linkest, fala sobre empreendedorismo. Foto: Thuan Duarte
Estudantes e servidores do IFRN discutem inovação e justiça social para o mundo conectado
A maior experiência tecnológica do mundo. É assim que a Campus Party se define. Um evento para debater tecnologia, mas, principalmente, reunir pessoas. Pela primeira vez em Natal, a CP, como também é chamada, reúne nos seus 5 dias de atividades estudantes e servidores de todos os campi do IFRN (o evento começou na quarta, 11 de abril, e segue até domingo, dia 15) .
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte tem na tecnologia um dos seus eixos principais. Cursos já conhecidos do público como Informática, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores se unem a novas propostas como Mecatrônica e Desenvolvimento de Jogos Digitais. São os servidores e alunos desses cursos os principais representantes do Instituto na CP Natal.
Mas não só eles. A professora Vanessa Paula Trigueiro, de Fotografia (Campus Natal-Cidade Alta), se uniu a Ana Eliza Trajano, de Sociologia (Campus Santa Cruz), Maria Luiza Lopes, de Arte (Campus Mossoró), e Pedro Baesse, de TI (Campus Ceará-Mirim), para levar à Campus Party Natal uma discussão sobre hackeamento do sistema escolar. “Nosso objetivo é mostrar como é possível inovar e subverter as práticas em sala de aula, a fim de repensar nosso engessado modelo escolar”, explicou Ana Eliza (a palestra começa á 0h deste sábado, 14 de abril).
Falando também sobre novas propostas pedagógicas, o professor Amadeu Albino, de Física (Campus Natal-Central), realizou a palestra “Da Magia à Ciência: a criação de vídeos como veículo de motivação e aprendizagem”. A atividade aconteceu no palco “Educação para o Futuro”, que ficou lotado de pessoas para ouvir como o professor utilizou a ferramenta Youtube para transformar suas aulas. “O segredo é sempre criar envolvimento. Não adianta mostrarmos como funciona. Precisamos encantar nossos estudantes para que eles se tornem curiosos por descobrir como acontece”, declarou. Com o seu canal no Youtube, Amadeu passou a ser conhecido como o Mago da Física.
O professor Rodrigo Ronner, de TI (Campus Mossoró) apresentou no espaço “Coders and Makers” um workshop sobre simuladores e emuladores de redes de computadores. Mas, talvez, sua participação mais importante tenha sido como avaliador dos projetos apresentados na “Campus Future”. “A ideia é expor projetos acadêmicos de estudantes universitários que tenham destaque pela utilização da tecnologia, sejam inovadores, criativos e também tenham um impacto social relevante”, destacou.
Nas suas palavras, o professor sintetizou a missão do IFRN: usar a tecnologia e a ciência de forma criativa e inovadora para transformar a sociedade. No “Campus Future”, projetos como “Robótica Pedagógica Livre”, do Natal-Zona Norte, mostraram como é possível levar a iniciação à programação a estudantes da rede pública da Zona Norte de Natal, melhorando os processos de ensino-aprendizagem. O projeto foi desenvolvido por alunos do Curso de Licenciatura em Informática, avaliado no início deste ano com Conceito 5 pelo MEC. Na entrada da CP Natal, um estande da prefeitura de Parnamirim também apresentava robôs criados no campus do IFRN da cidade para levar a robótica a estudantes de escolas estaduais e municipais.
DE ONDE VEM A INOVAÇÃO
A Campus Party é um espaço colaborativo. Não há paredes separando pessoas. Quatro palcos principais ficam localizados nas margens de um grande salão onde mesas conectadas com energia e internet unem ideias e pessoas. Algumas jogam enquanto outras desenvolvem novos softwares ou se juntam para falar sobre um tema específico.
Em uma delas, as integrantes do projeto Code Girl, do Campus Natal-Central, procuram novos caminhos para integrar mais mulheres na área de TI. Em uma outra mesa de trabalho, estudantes do curso de Programação de Jogos Digitais, do Campus Ceará-Mirim, procuram formas de colocar o Rio Grande do Norte no centro do cenário de produção de jogos com o Potiguar Indie Games, ou simplesmente PONG. “Em minha palestra na CP Natal, falei sobre como uma pessoa com o mínimo de conhecimento pode criar um controle alternativo para os seus projetos de jogos digitais”, explicou Saulo Daniel Ferreira Pontes, aluno de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFRN Natal-Central e integrante do PONG.
No salão principal da Campus Party Natal, ideias convencionais (ou nem tanto) se unem para formar novas. Ao fundo do espaço físico, uma porta de vidro leva a uma visão do mar, com o horizonte ao final. É em busca desse novo horizonte social que a tecnologia é pensada na CP Natal e no IFRN.
Fonte: Portal do IFRN

Quem matou Marielle Franco? Mulheres estudantes se manifestam em todo o Brasil

Confira as ações que rolaram no Dia Nacional de Mobilização #MarielleVive

Nesta sexta-feira (13/4) mulheres estudantes de todo o Brasil realizaram atos no Dia Nacional de Mobilização #MarielleVive. A data de hoje marca 30 dias desde que a vereadora carioca foi assassinada, sem resolução ou avanço nas investigações.
A mobilização foi encaminhada na plenária final do 8º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE em Juiz de Fora no último dia 01 de Abril.
Por Marielle, por Cláudia, por Carolina Maria de Jesus, por Dandara, por Helenira, por Lélia Gonzalez, por Cristina Poeta continuaremos resistindo, reivindicando e sonhando com uma universidade popular e um novo mundo onde sejamos totalmente livres e iguais”, diz trecho da carta aprovada.
A estudantes também lançaram a campanha “Defender as vida das mulheres nos UNE” que deve se desdobrar em diversas ações nas universidades Brasil afora.
Confira o que rolou:

Nordeste:

UFPI: Vigília com velas e cartazes com fotos/frases 18h na Praça de Filosofia
UESPI: Roda de conversa 17h na Praça do CCHL e lambes


PE
UPE – Nazaré 
Calourada tema: Em Defesa da Vida das Mulheres #MariellePresente
Em meio aos show iremos fazer um jogral em homenagem a Marielle.

UFPE:
14h Roda de conversa no centro de educação, campus Recife, seguido de colagem de lambes

CE
UNILAB:  intervenção na calourada e lambes
Horário do almoço:  intervenção no Restaurante Universitário

IFCE e UFC:  colagem de lambes.
BA
UNILAB: Memorial e Sarau, intervenção de poesias e cartazes, poesias sobre a morte da Marielle feitas pelas meninas, às 16:30.
UNEB: atividades terça-feira
UFBA: Sábado, concentração no graffiti de Marielle na Faculdade de Dança, às 6h

Sudeste:

RJ
UFRJ:
O Fundão quer saber quem mandou matar Marielle?” – campus fundão, prédio da letras
10h Microfone aberto na Maré
11h30: Oficina de cartazes no pátio da letras
12h e 14h: Intervenção no bandejão da letras
13h: Roda de conversa sobre intervenção militar – Pátio do Aulário, campus PV
14h30: Colar lambes e cartazes pelo prédio da letras
16h Concentração em frente à Faculdade de Letras para ir até a atividade unificada no IFCS
16h Concentração na FND para ir até a atividade unificada no IFCS
16h: Debate “Mulheres Negras Movendo Estruturas” + cultural com coletivo “Nós na Rua” + intervenção “Marielle Vive!” – IFCS

UERJ: Montagem de mural na entrada principal do campus do Maracanã
SP
USP: 
Colagem de lambesFATEC: Panfletagem nas saídas das aulasEscola da Cidade: Confecção e exposição de faixa no pátio central
MG
UFMG:
 Colagem de lambes às 21H na FAFICHPUC Minas: Colagem de lambes
PUC São Gabriel: colagem de lambe e panfletagem.

ES
UFES: Colagem de lambes de 11h às 13h e sarau
Sul:
RS
UFRGS: participação com faixa e cartazes no ato,18h na esquina democrática.

PR
UFPR:
 Atividades sábado

Fonte: UNE

Dia 19 de Abril ou Todo dia é dia de índio?


Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras...

“A palavra chegou até o século XXI e continua sendo um fantasma a assustar os nativos brasileiros. [...] Ao conseguir se livrar deste modo genérico de referir-se aos povos indígenas, a sociedade brasileira irá dar um passo enorme na sua capacidade de conviver com a diferença. [...] Aqui não há índios, há indígenas; não há tribos, mas povos; não há uma gente indígena, mas muitas gentes, muitas cores, muitos saberes e sabores.”

Índio = ˈĩdju
ETNOGRAFIA antiquado relativo aos povos aborígenes do continente americano ou aos grupos étnicos descendentes dos nativos americanos(Índios) nome masculino

ETNOGRAFIA antiquado membro de um desses grupos ou povos depreciativo designação preconceituosa, discriminatória ou ignorante de indígena americano

Impactos do contato- As estimativas sobre os contingentes populacionais dos povos que habitavam a região que agora denominamos Brasil variam mais de acordo com os interesses políticos de seus autores do que com relação à metodologia adotada.

A dominação européia: "Em nome de Deus"-A modernidade emergiu sob o mito da criação de uma racionalidade instrumental, que levou o homem europeu a confrontar-se com o outro, que habitava o "novo mundo". Cristóvão Colombo, representante máximo da mentalidade "moderna" européia, deixou registrado em seu diário que o objetivo final de suas viagens era 
o enriquecimento e a expansão do cristianismo; porém, logo se percebeu de que o Deus dos espanhóis era o ouro: "Estava atento e tratava de saber se havia ouro... Não quero parar, para ir mais longe, visitar muitas ilhas e descobrir ouro". Colombo pedia, em suas orações, que Deus o ajudasse a encontrar o referido metal: "Que nosso Senhor nos ajude, em sua misericórdia, a descobrir este ouro..." . A segunda intenção de Colombo era a de expandir o cristianismo aos povos "bárbaros", com o apoio dos Bispos e do Papa, juntamente com toda a Igreja, com o objetivo final de obter maior financiamento para tal empreendimento: as viagens às Américas. A sua próxima viagem será "para a glória da Santíssima Trindade e da Santa religião cristã" e, para isso, Colombo "espera a vitória do eterno Deus, como ela sempre me foi dada no passado" e sintetiza: "Espero em Nosso Senhor poder propagar seu Santo nome e seu Evangelho no universo". Todos sabiam que Colombo era um fervoroso cristão, inclusive que não viajava aos domingos, respeitando, assim, os mandamentos de Deus, seguindo os ensinamentos da Igreja.

Alguns autores estimam a população indígena no século XVI entre 2 e 4 milhões de pessoas, pertencentes a mais de 1.000 povos diferentes; Darcy Ribeiro afirma que desapareceram mais de 80 povos indígenas somente na primeira metade do século XX, sendo que a população total teria diminuído, de acordo com esse autor, de 1.000.000 para 200.000 pessoas(1). O extermínio de muitos povos indígenas no Brasil por conflitos armados, as epidemias, a desorganização social e cultural são processos de depopulação que não podem ser tratados sem uma análise das características internas e da história de cada uma dessas sociedades. Estudos sobre os diferentes impactos que uma mesma epidemia teve sobre diferentes povos ainda estão por surgir; as relações entre esses povos e diferentes agências indigenistas ou frentes de colonização e seus impactos na dinâmica demográfica de suas populações também não foram ainda estudadas.

A partir de análises demográficas e antropológicas de populações autóctones de diferentes regiões colonizadas pelos europeus, sabe-se que, após um longo período de perdas populacionais causadas por guerras, epidemias e pelos processos de escravização, os povos indígenas iniciam um processo de recuperação demográfica, muitas vezes consciente. Alguns estudos exemplares demonstram essa tendência de recuperação e, portanto, crescimento acelerado dessas populações, quando se tem acesso a fontes de dados com séries históricas.A comemoração do “Dia do Índio"

A escolha do dia 19 de abril é uma referência à data em que lideranças indígenas se reuniram pela primeira vez em assembleia, no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México em 1940. Fora do continente americano, a homenagem é feita no dia 9 de agosto, por determinação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na visão de Munduruku, a comemoração nas escolas é, em geral, um equívoco, porque costuma generalizar a diversidade indígena, criando uma imagem equivocada e distante da realidade. “Dessa maneira, as crianças acabam aprendendo a discriminar em vez de se aproximar. Isso naturalmente gera uma desinformação capaz de alimentar o preconceito contra nossos povos.”

A saída seria, então, esquecer o Dia do Índio como data comemorativa e pensar em como aproveitar a ocasião para fazer uma leitura crítica das questões que afetam esses povos. “É 
importante que as escolas comecem a pensar os indígenas como seus contemporâneos, ou seja, como grupos que estão vivendo este mesmo tempo, com todas as suas facilidades tecnológicas e, mesmo assim, procurando manter vivas suas tradições. Assim, todos poderão perceber que são povos que lutam por dignidade e pelo direito de manter suas formas ancestrais de vida.”

"Qualquer estimativa da população global de 1500 terá de levar em conta fatores históricos, tais como efeitos diferenciados das doenças sobre povos distintos e os movimentos espaciais de grupos indígenas em decorrência do contato, entre outros." 

(Jonh Monteiro. A Dança dos Números, in Tempo e Presença, São Paulo: CEDI, ano 16, n. 273, 1994).

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
UNEGRO-RJ

Fonte: HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 1986./LAS CASAS, Bartolomeu. O paraíso destruído: brevíssima relação da destruição das Índias./Porto Alegre: L&PM, 1984, p. 32.LEÓN-PORTILLA, Miguel. A conquista da América vista pelos índios. Petrópolis: Vozes, 1984./OLIVEIRA, Adélia Engracia de. Esta terra tem dono. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, SBPC, v. 2, n.º 10, jan./ fev., 1984)./TODOROV, Tzvetan. A Conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p. 9.

50 vagas para especialização em estudos culturais e políticas públicas


A Universidade Federal do Amapá (Unifap) oferta 50 vagas no processo seletivo para o curso de especialização em estudos culturais e políticas públicas. As inscrições gratuitas são on-line seguem até 10 de maio.
O curso propõe formar especialistas no planejamento e execução de pesquisa voltada a compreender a sociabilidade contemporânea na perspectiva dos estudos culturais nas esferas públicas e nos espaços sociais, investigando fenômenos midiáticos, religiosos, artísticos, educacionais, linguísticos e políticos no campo cultural.
A seleção será por meio de prova escrita, apresentação de carta de intenção, pré-projeto e realização de entrevista. Os locais da prova escrita serão divulgados a partir de 15 de maio. As vagas serão distribuídas em duas linhas de pesquisa: “Cultura, Identidade e Linguagem” e “Cultura, Diversidade e Política Pública”.
As aulas estão previstas para começar no segundo semestre deste ano. Elas serão na modalidade semipresencial, com estudos presenciais aos sábados no campus Macapá e 25 horas de conteúdo à distância.
Doze das 50 vagas ofertadas serão destinadas a candidatos (as) pretos, pardos, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência e pessoas trans.
O resultado final deverá ser publicado até 6 de junho e as chamadas para matrículas acontecerão em julho.
Fonte: BRASIL CULTURA