Postagem em destaque

CPC/RN PROMOVE DIA 11/12/2019 SUA III NOITE DAS HOMENAGENS NA CÂMARA DOS VEREADORES DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRA!

Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019 " "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!&...

domingo, 4 de março de 2018

Baía do Sancho é eleita a segunda melhor praia do mundo em 2018

baia
Fernando de Noronha (PE)
Pela quarta vez, a Baía do Sancho, praia de Fernando de Noronha (PE), apareceu na lista das mais bonitas do planeta. A avaliação, feita por usuários do TripAdvisor, site especializado em viagens, deu à praia o segundo lugar no ranking mundial de 2018.
Com águas cristalinas e em tons de azuis, a praia foi reconhecida pela bela vista, preservação da paisagem, além de ser ideal para a prática de mergulho e de surf. Durante o passeio pela Baía do Sancho, os turistas também podem visitar o mirante com vista para o Morro Dois Irmãos, reconhecido como um dos cartões-postais do arquipélago.
Segundo o TripAdvisor, a Praia do Sancho já havia sido eleita como a melhor no mundo, em 2017. O resultado tem como base votos efetuados por usuários que frequentaram as praias nos últimos 12 meses.
Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Turismo e do TripAdvisor

Os estrangeiros do Oscar fogem do “clichê regional”

oscar
Por José Geraldo Couto*
Diferentemente do que costuma ocorrer, nenhum deles se baseia em exotismos, em “cor local”, interesse etnográfico ou algum grande evento histórico. Com a possível exceção do libanês O insulto, de Ziad Doueiri, que aborda em chave de drama judicial as tensões culturais e religiosas de sua região, todos os outros poderiam se ambientar virtualmente em qualquer lugar do mundo urbano contemporâneo.
O que acabei de dizer é verdade apenas em parte. Pois é claro que as constrições morais que cercam a protagonista transexual do chileno Uma mulher fantástica, de Sebastián Lelio, teriam outro tom e intensidade se a história se passasse, por exemplo, num país nórdico e não na América Latina. Inversamente, as questões culturais e políticas urdidas no sueco The square, de Ruben Östlund, dificilmente encontrariam uma expressão tão límpida fora da sociedade afluente e ultracivilizada da Escandinávia.
Amor e desamor

Nessa linha de raciocínio, pode ser interessante observar em conjunto, ou em cotejo, os dois representantes do leste europeu, o russo Sem amor, de Andrey Zvyagintsev, e o húngaro Corpo e alma, de Ildikó Enyedi, a única cineasta mulher concorrendo na categoria.

Ambos são dramas urbanos contemporâneos, centrados em afetos esquivos, abortados ou insuficientes entre personagens de classe média, sem grandes carências materiais.
Por coincidência, os dois começam com imagens quase idênticas: um bosque embranquecido sob a neve. No russo, porém, a imagem é de total desolação, em que o único sinal de vida é um quase imperceptível pato deslizando no lago no fundo do quadro; no húngaro, surgem e interagem dois cervos: um macho, de galhada frondosa, e uma fêmea. Aí está inscrita talvez a diferença essencial entre as duas obras: o húngaro é um filme de amor; o russo, de desamor.
“Os corpos se entendem, mas as almas não”, escreveu Manuel Bandeira num verso memorável. Sem amor e Corpo e alma podem ser vistos, se quisermos, como diferentes desdobramentos ou questionamentos dessa afirmação.
No filme russo, o menino Alyosha (Matvey Novikov), de 12 anos, vê-se rejeitado pelos pais recém-separados (Maryana Spivak e Aleksey Rozin). Imersos em novos relacionamentos e absorvidos por seus trabalhos, nenhum dos dois quer ficar com ele, que parece destinado a um internato. Até aí nada de novo, pelo menos desde o romance Pelos olhos de Maisie, de Henry James. A novidade é que aqui um belo dia o menino desaparece, e o restante do filme passa a ser a procura por ele.
Há uma construção narrativa enxuta e rigorosa, que de certo modo espelha a busca sistemática por Alyosha, empreendida por uma ONG especializada em pessoas desaparecidas. Nas elipses precisas, nos diálogos objetivos, na sutileza das trocas corporais, na definição clara dos espaços (os apartamentos, a escola, o bosque, os locais de trabalho, a casa rural da avó maluca, o hotel ou clube em ruínas que os meninos usavam como esconderijo, etc.), configura-se um suspense lento, em cujas frestas o filme como que secreta seu tema, sua quase-tese, da esterilização dos sentimentos, da “morte do amor”, para dizer de um modo dramático, no mundo atual.

Trailer de Sem Amor:

Corpo e alma

Em Corpo e alma, passamos quase sem transição das imagens dos cervos em liberdade para a de bois confinados num matadouro. Assistimos mesmo ao sistemático abate e esquartejamento de um deles – e é dessa ação brutal que o quadro se abre para o ambiente em que se moverão os personagens: estamos num frigorífico moderno, local de trabalho dos protagonistas, o veterano diretor financeiro Endre (Morcsányi Géza) e a jovem supervisora de qualidade Mária (Alexandra Borbély).

É interessante observar a direção desse movimento: do animal para o humano (e a diretora faz questão de nos colocar brevemente no ponto de vista do boi), do carnal para o social, para o psicológico e, em última instância, para o espiritual. O corpo vem antes, a alma depois. A relação entre os protagonistas, porém, parece ir na contramão dessa tendência. Antes de pensar em se aventurar no contato físico eles se (des)entendem no plano intelectual.
Em comparação com o realismo psicológico implacável do russo Zvyagintsev, o olhar da diretora Ildikó Enyedi é mais empático, afetuoso, apesar da aparente crueldade inicial, que enfatiza as faltas ou deficiências de cada um: o braço paralisado de Endre, a postura robótica de Mária, a pusilanimidade de um colega de trabalho, a desfaçatez de outro…
Mais que isso: Enyedi não teme romper a verossimilhança e lançar mão de uma ideia quase pueril: dois personagens que têm simultaneamente o mesmo sonho, como se o inconsciente de um estivesse em perfeita sintonia com o do outro. Do ponto de vista de um realismo convencional, haveria inúmeras outras fragilidades e inconsistências no filme, entre elas o descabido interrogatório dos funcionários do frigorífico por uma psicóloga, no bojo de uma igualmente descabida investigação policial sobre o furto de estimulantes sexuais bovinos do laboratório da empresa.
A partir de certo momento, fica claro que para a cineasta nada disso (isto é, dessas regras de verossimilhança, de coerência lógica e psicológica) importa. Estamos no cinema, é tudo construção e fantasia, deixa correr, o importante é ver depois aonde vamos chegar. E o lugar aonde chegamos é cinema puro: uma das mais belas sequências de tentativa de suicídio já filmadas é seguida quase imediatamente por uma cena de sexo não tão bela, mas igualmente inspirada. A violência e o amor, a carne e o espírito, traduzidos em imagens em movimento. Por um momento os corpos se entendem e as almas também.
Trailer de Corpo e Alma: 
*José Gerado Couto é crítico de cinema e tradutor. Publica suas criticas no blog do IMS

Cordel do Fogo Encantado retorna em abril com novo álbum

cordel118982
Além de disponibilizar todos os sucessos nas plataformas de streaming, a banda cênica se prepara para lançar um novo trabalho: o álbum Viagem ao coração do sol.
“Esse agora, Viagem ao coração do sol, é como se seguíssemos a história e, saindo desta hibernação, saímos de dentro da terra e estamos em um caminho em direção ao sol, onde mora a filha do vento que chamamos de liberdade. São personagens que a gente desenvolveu para contar essa história e musicalmente a mesma formação, com os mesmo tambores.” conta o letrista e vocalista Lirinha.
Com voz que exala poesia, José Paes de Lira, o Lirinha, diz que foi em 2016 que os integrantes se reuniram novamente para organizar a discografia e decidiram voltar, mas mantiveram segredo.
“Nessa tentativa da gente organizar este material, os integrantes se reuniram e os sentimentos foram aquelas mesmas coisas do início. Aquela vontade de mandar a mensagem do Fogo Encantado”, revelou.
O novo disco, que tem previsão de lançamento em abril, promete fazer “chuver” poesia, segundo o violonista Clayton Barros, que está na expectativa pela retorno da banda:
“Esse disco fala de um ressurgimento, de uma retomada, como se estivéssemos passado este tempo como sementes embaixo da terra esperando para eclodir novamente. Eu estou muito feliz e realizado com essa volta, com o que eu tenho recebido das pessoas nas redes sociais, da movimentação, do resultado do trabalho. Estou confiante.”
O álbum Viagem ao coração do sol foi produzido pelo cearense Fernando Catatau, que deixa seus arranjos registrados na faixa Sideral.
O carro-chefe da banda continua sendo os tambores de raízes africanas, o violão e a poesia. A força da tradição popular é a marca que fica evidente nos trabalhos, inclusive nos anteriores, incluindo o primeiro disco, de 2001, chamado Cordel do Fogo Encantado, produzido pelo instrumentista Naná Vasconcellos.
Barros fala sobre a volta da banda em um período político conturbado e como as histórias contadas nas canções criadas pelo grupo vão abordar os temas atuais e populares.
“Continuamos defendendo a classe indígena, a classe negra, continuamos cada vez mais defendendo a diversidade sexual, a figura da mulher e as questões sociais que envolvem a mulher no mundo de hoje, a disparidade…”, comenta.
No ano passado, Lirinha participou da inauguração do campo Dr. Sócrates Brasileiro da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ele gravou a música “O campo é o corpo”.
“Neste período de oito anos que passamos sem a banda, eu me aproximei muito do MST, por isso essa relação com o campo Dr. Sócrates. Considero que foi uma das melhores coisas que eu vivenciei, eu tenho uma identificação muito grande com os pensamentos, com a luta do movimento e o Cordel do Fogo Encantado tem essa origem num entendimento da importância de uma Reforma Agrária Popular”, conclui Lirinha.
O lançamento do novo álbum está marcado para o dia 6 de abril, mas as datas de apresentações e turnês ainda não foram divulgadas. Para ir matando a saudade, o Cordel do Fogo Encantado reuniu todos os sucessos anteriores nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e na loja Itunes.
Brasil de Fato