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sábado, 12 de maio de 2018

Chamada de artigos – “Dossiê 80 anos da morte de Lampião: releituras do cangaço”



A memória de Lampião no cenário cultural brasileiro, em especial o nordestino, é o ponto de partida para a revisão da história do cangaço nos 80 anos da morte do dito “Rei do Cangaço”. Nesse contexto, está aberto o prazo de submissão de artigos para o “Dossiê 80 anos da morte de Lampião: releituras do cangaço”.
O prazo final para envio de artigos é 31 de maio. O Dossiê sairá na próxima edição da Revista Ponta de Lança, vinculada ao Grupo de Pesquisa História Popular do Nordeste do Departamento de História e dos Programas de Pós-Graduação em História e Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
O professor Me. Vagner Ramos, do Campus da UERN em Assu, é um dos organizadores do Dossiê junto com o Prof. Dr. Fernando Sá (UFS).
A chamada para publicação de artigos traz as seguintes reflexões: O que as novas pesquisas têm a dizer acerca do fenômeno nos 80 anos de morte de Lampião? Como tratam as disputas da memória em torno do cangaço? Quais as formas de lidar, refletir e entender um passado tão complexo?
O dossiê é um convite aberto à comunidade acadêmica e demais pesquisadores/as para problematizar peculiaridades diversas de um passado cercado de contendas de memórias.
Fonte: Portal da UERN

PROJETO DO NOBRE VEREADOR EDSON CAZUZA DE PASSA E FICA/RN ULTRAPASSA AS EXPECTATIVAS... PARABÉNS NOBRE VEREADOR!

 Banda FILARMÔNICA DA COMUNIDADE DO FERNANDO DA PISTA

Vereador EDSON CAZUZA

Mais um dia de Aula da Banda FILARMÔNICA DA COMUNIDADE DO FERNANDO DA PISTA. Um Projeto Sociocultural que está mudando a vida de muitas crianças, adolescentes e jovens do nosso município!

"Nós que fazemos o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN vem de PÚBLICO parabenizar a belíssima iniciativa do nobre vereador da cidade de Passa e Fica, região do Agreste Potiguar, EDSON CAZUZA! São essas iniciativas que glorificam as atitudes de grandes políticos! Continue assim nobre vereador, EDSON CAZUZA e conte conosco!" - EDUARDO VASCONCELOS - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

Por EVANDRO BORGES: "CENTO E TRINTA ANOS DA ESCRAVIDÃO

Por Dr. EVANDRO BORGES
Este ano no dia 13 de maio de 2018 completa cento e trinta anos da abolição da escravatura negra, em face da assinatura da Lei Aurea pela Princesa Isabel, que vislumbrava o terceiro reinado, mas, foi uma das causas da queda da monarquia, que as classes dominantes e conservadoras não aceitaram, queriam no mínimo indenização para as “peças”, quando o tráfico negreiro já estava proibido desde 1850.
 
É claro que abolição não se deve apenas a Princesa Isabel, até porque na colônia e monarquia pactuou-se com a escravidão, mesmo com a pressão exercida pela Inglaterra, mas também, é de ressaltar a resistência dos escravos, nas fugas e na formação de quilombos, ao movimento abolicionista, com o ingresso de poetas, escritores, intelectuais, podendo destacar Castro Alves com sua obra “Espumas Flutuantes”.  
 
A cultura da escravidão que precisa ainda, ser combatida, deixou marcas profundas na sociedade brasileira, pois, a abolição não ocorreu acompanhada da reforma agrária como defendia o pernambucano, advogado e deputado do império Joaquim Nabuco, consoante se lê na sua obra clássica da literatura nacional, “O Abolicionismo”, encontrada hoje, apenas em livro de bolso, uma leitura indispensável.
 
As comunidades tradicionais de origem quilombolas, agora estão sendo reconhecidas, na Região Metropolitana de Natal, existem em Macaíba, denominada “Capoeira dos Negros”, em Ceará Mirim o processo de reconhecimento está em estágio adiantado com a Comunidade de Coqueiros encravado nos limites com Extremoz, ensejando políticas públicas específicas em vista à exclusão e ao sofrimento humano.
 
Os seres humanos negros neste país fazem partem de uma franja social de exclusão, residentes na maioria da periferia e nas favelas, na margem da pobreza, sem afirmação de cidadania, analfabetos e sem qualificação profissional, atingidos pelo desemprego, um quadro motivador para as quotas, principalmente para ingressos nas universidades, fato positivo que se deve em muito aos governos Lula/Dilma.
 
Outro pernambucano o sociólogo Gilberto Freire com duas obras espetaculares que precisam ser lidas, para compreensão do Brasil contemporâneo  Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mocambos, coloca a cultura da escravidão como instituição, e não somente a falta de liberdade mínima de ir e vir, e do sofrimento físico que eram imposto, que causava todo o processo de subordinação, como também, o tratamento destinado as classes trabalhadoras pela elite.
 
O trabalho análogo ao escravo, hoje, atinge negros e brancos, combatido com toda veemência pelo Ministério Público do Trabalho, pelos Sindicatos e movimentos sociais, atinge de mácula os princípios constitutivos da República previstos no texto constitucional, como o que se refere à dignidade humana, direito essencial para o Estado Democrático de Direito.  

PLANALTO DECIDIU SOBRE A VIDA E A MORTE DE PRESOS POLÍTICOS QUE ESTAVAM SOB A GUARDA DO ESTADO

Matias Spektor revelou a existência do documento
O memorando da CIA traz informações novas sobre a
política de execuções sumárias na segunda
 metade da ditadura militar
O Palácio do Planalto decidiu sobre a vida e a morte de presos políticos sob a guarda do Estado. Ou seja, além da já sabida luta contra os guerrilheiros do Araguaia e outros grupos organizados, o documento implica os presidentes Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo na política de eliminação de oponentes desarmados. 

O documento ainda revela que Geisel, dias depois de assumir o poder, chamou para si a responsabilidade de arbitrar a respeito dessas execuções. Ele iria abrir o regime, mas o faria mantendo viva a caça a subversivos perigosos. Essa transição ocorreria junto com a linha mais dura do regime, e não em detrimento dela.

A fonte primária também estima em 104 o número de execuções sumárias pelo Centro de Informações do Exército durante os 12 meses anteriores ao encontro relatado, no governo Médici. E joga luz sobre o fato de que o general Figueiredo, ao promulgar a Lei da Anistia, estava, na prática, concedendo uma anistia a si próprio. 

Há ainda muito que não sabemos. Como a CIA obteve a informação? Aqui, há três possibilidades: uma escuta secreta, um depoimento direto de um dos quatro participantes ou um relato de segunda mão, dado por um assessor do governo brasileiro de segundo ou terceiro escalão. 

Qual era a avaliação da CIA a respeito da conversa? Isso o memorando não revela. Para responder a essa pergunta, será necessário suspender o sigilo dos trechos ainda tarjados nesse documento, que permanecem fechados à pesquisa pública, ou correr atrás de fontes novas.

Durante mais de 30 anos, a CIA guardou seu segredo a sete chaves. Mas a documentação da época sugere que a agência também manteve a informação sobre essa conversa longe da própria embaixada americana no Brasil. Ao que tudo indica, os diplomatas lá lotados não tinham informação sobre a ligação dos presidentes brasileiros à política de assassinato de opositores. 

Este documento é apenas um de muitos outros que virão a público nos próximos anos, graças à abertura sistemática de fontes secretas nos Estados Unidos sobre aquele período. É lamentável que os documentos brasileiros daquela época tenham sido destruídos, perdidos ou permaneçam escondidos.

"O que sinto nesta ocasião/ o terei de comunicar,/ algo triste vai ocorrer,/
algo horrível nos sucederá./ É a morte que surgirá,/ galopando
na escuridão,/ já sou velho e sei que ela virá"


Postado por (https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/)

CONVOCATÓRIA DO I ENCONTRO NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA E ANTI RACISTA DA UJS

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CARD1
A história da formação do povo brasileiro é sedimentada em torno de desigualdades construídas a partir da colonização e da escravidão de negras e negros. Um povo escravizado, que nunca aceitou passivamente as correntes impostas pela elite brasileira. E, dos navios negros às cadeias super lotadas, de Zumbi e Dandara à Clovis Moura e Angela Davis, resistem ao racismo estrutural e institucionalizado.
A maioria da população brasileira declara-se negra (preta ou parda). Entre 2012 e 2016, o número de brasileiros que se autodeclaram pretos aumentou 14,9% no país. Uma maioria que configura entre os mais pobres, desempregadas (os), que nunca pode acessar os direitos básicos como educação, saúde, trabalho digno e alijado dos espaços de poder.
Fruto da nossa luta, durante os governos progressistas de Lula e Dilma , conquistamos políticas de ações afirmativas nos concursos públicos, a garantia do ensino da historia e cultura africana e afro-basileira nas escolas, o estatuto da igualdade racial, a criminalização do racismo. Ampliamos 200% a presença de negras e negros nas Universidades com a conquista das cotas raciais.
O golpe em curso no país recolocou no poder as classes dominantes, implementando um projeto anti-popular, entreguista, machista, lgftfóbico e racista, aprofundando as desigualdades e fortalecendo o caráter autoritário do estado. Não será nos marcos de Governo Temer e do capitalismo que retomaremos a agenda de luta anti-racista e desenvolvimentista. A luta do nosso tempo segue sendo por liberdade e democracia.
Mesmo a escravidão chegando ao fim, o sistema capitalista reaproveita algumas de suas características e mecanismos para continuar a explorar, oprimir, marginalizar e matar a população negra. Ampliou-se 54% o índice de violência contra as mulheres negras, hipersexulizadas em todos os meios de comunicação. De acordo com o Atlas da Violência 2017, a população negra corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios. É a juventude negra que segue morrendo nas periferias, mas sonha com oportunidades e resiste através da cultura, do funk, do hip-hop, por exemplo.
A luta anti-racista é a base objetiva da luta de classes no Brasil, sendo esta uma luta estruturante para o desenvolvimento nacional. A União da Juventude Socialista desafia-se a enfrentar o racismo, histórica mazela social, dentro e fora da nossa organização, valorizando a questão racial colocando como um desafio central. Construir o socialismo perpassa pela superação do racismo, no Brasil. E, essa deve ser uma luta de toda sociedade. Nesse sentido, convocamos o I Encontro de Juventude Negra e Anti-Racista da UJS – “Negras e Negros no Poder, Construindo um Novo Projeto de Nação!”. Cantemos a esperança de um país onde negras e negros sejam verdadeiramente livres!
Fonte: UJS

"O Maio de 68 foi o Março de 68 para o Brasil", afirma historiadora

Cena da passeata dos Cem Mil que aconteceram após o Maio de 68 francês

O ano marcou uma série de manifestações ao redor do mundo; confira a entrevista com a historiadora Angélica Müller sobre a época no País
O ano era 1968 e o mundo - incluindo o Brasil - passava por diversas mudanças. Na França , o governo de Charles de Gaulle propunha mudanças cada vez mais assertivas geranto uma revolta icônica da população. Se por um lado as medidas liberais e conservadoras se faziam hegemônicas, o movimento estudantil francês buscava lutar contra essa ascensão, reivindicando diversos direitos políticos e sociais. As greves foram constantes e, as reações policiais, mais ainda. O conflito já estava generalizado e ao lado dos operários, os franceses iniciaram uma greve geral durante o mês de Maio de 68.

Wikipedia
Cena da passeata dos Cem Mil que aconteceram após o Maio de 68 francês
Cena da passeata dos Cem Mil que aconteceram após o Maio de 68 francês

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Apesar da efervescência política – e também comportamental e cultural – no país, as mudanças não eram exclusivas da França. Para a professora do instituto de História da UFF e pesquisadora associada do centro de história social do século XX da Universidade de Paris, o Maio de 68 para o Brasil foi o Março de 68. “O meio francês é o mais reconhecido em todas as contestações que existiram, mas na verdade você tem dos Estados Unidos, o Japão, países da África, todos com rebeliões que estão contestando o movimento em voga”, comenta.

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Segundo a pesquisadora, na América Latina o despertar começou com muita influência da revolução cubana, que acabava de acontecer mostrando que havia uma possibilidade de mudanças. Em contrapartida, o Brasil fechava o primeiro ciclo do governo ditatorial de Castelo Branco com crescimento da militarização.
Morte de estudante causou revolta durante o mês de março de 1968 no Brasil
Reprodução
Morte de estudante causou revolta durante o mês de março de 1968 no Brasil.

O ápice, entretanto, veio em Março de 1968 durante uma manifestação estudantil por melhores condições no restaurante Calabouço que teve como fim a morte do estudante Edson Luís. “Tem uma conjuntura muito específica. É bem verdade também que a própria conjunta francesa política pauta o movimento de lá que se tem uma ideia na memória que o movimento francês é muito maior em termos culturais e de comportamento, o que necessariamente não é uma verdade”, explica.

Tempos depois, a passeata dos Cem Mil emergiu no Rio de Janeiro protestando contra a violência policial e, em especial, contra a morte do jovem de 18 anos. Na época, o fotojornalista Evandro Teixeira ganhou destaque pelas suas imagens fazendo registros que até hoje são utilizadas para relembrar o momento no país. Suas peças acabaram servindo de inspiração, inclusive,  para que outras performances artísticas sobressaíssem no país, como Carlos Drummond de Andrade que compôs o poema "Diante das fotos de Evandro Teixeira".
A Tropicália foi um movimento que revolucionou a cultura brasileira. Na música, foi representada por Jorge Ben Jor, Os Mutantes, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Nara Leão
A cultura no Maio de 68 - Divulgação

A Tropicália foi um movimento que revolucionou a cultura brasileira. Na música, foi representada por Jorge Ben Jor, Os Mutantes, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Nara Leão
Nesse âmbito de efervescência cultural, a historiadora relembra que, no ano anterior no Brasil em âmbitos culturais, os festivais de música traziam muita música engajada como a MPB de Chico Buarque e Elis Regina. Entretanto, nem tudo foram flores. “É nesse ano que entra a tropicália. Eles são vaiados porque parte dessa juventude mobilizada do movimento estudantil era bem conservadora em termos comportamentais e estéticos. E quando digo conservadora é homofóbica e machista. Naquela época o feminismo nem era pauta”, comenta.

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Ainda que o Brasil mostrasse uma tendência de se abrir para o novo em termos culturais, algo que para a França já não era uma questão central, essa nova trajetória foi sentida só mais tarde, com influências também de outros movimentos, como o de contracultura dos Estados Unidos. “Certos anos que eles não podem ser reduzidos a um único calendário. O ano de 68 acaba abrindo uma certa agenda política e cultural, mas não se pode reduzir 68 só aos acontecimentos daquele ano, temos que entender o que está antecedendo em conjuntura maior e ver os desdobramentos disso”, comenta.

Ainda que emergiam novas formas de pensamento e de se expressar no País, o fim do ano de 1968 terminou com a instauração do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que ficou conhecido por ser o mais severo de todos em que a cultura sofreu uma forte censura do governo. Os reflexos, por sua vez, apareceram nos anos 1970, trazendo como um ícone do momento o festival da gravadora Phonogram

Chico Buarque e Gilberto Gil tiveram o microfone desligado durante apresentação
Reprodução
Chico Buarque e Gilberto Gil tiveram o microfone desligado durante apresentação

Com a música Cálice, que trazia diversas metáforas em que a crítica ao governo ditatorial era praticamente explícito,  Chico Buarque e Gilberto Gil subiram ao palco e tiveram os seus microfones cortados quando iniciaram a executar a canção. “Parte do movimento estudantil ainda estava tentando fazer luta armada, outra parte estava dentro das universidades fazendo luta pacífica e utilizando de ferramentas culturais”, comenta a historiadora.


Influências francesas
Glauber Rocha ficou conhecido pelo
Reprodução
Glauber Rocha ficou conhecido pelo "Cinema Novo" no fim dos anos 1960.

A relação do Brasil com a França, por outro lado, não era de grandes convergências. “Naquela época tínhamos uma estética no Brasil de produção cultural que era muito voltada para valorização do nacional. Temos Glauber Rocha, por exemplo, com o cinema novo em 1968, que vai falar sobre esse país eldorado”, afirma. Este cenário por sua vez explica a reação à contracultura tropicália, que trazia influências externas, e a exaltação do MPB.

Ainda que Caetano Veloso com sua inovação musical ressurge na época com a frase “É proibido proibir”, retirada dos cartazes das manifestações de Maio de 1986 na França, a historiadora defende que, diretamente, o Maio de 68 não influenciou nos acontecimentos culturais no País.

“Dizer que o envolvimento de contestação ocorre por conta de um movimento francês não faz sentido porque temos todas essas especificidades. Entretanto, os eventos acabam conectando-se porque são construídos e reconstruídos em âmbito local”, explica.  “A gente pode pensar que, de certa maneira, aquela época era o início de uma determinada pauta global. 68 é uma tomada de consciência coletiva”, finaliza.

Fonte: http://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-10/maio-68-no-brasil.html