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domingo, 29 de julho de 2018

Cinco cidades vão receber apoio federal para se candidatarem à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

O Ministério da Cultura (MinC) vai oferecer, pela primeira vez na história, apoio técnico às cidades brasileiras que queiram se candidatar ao título de cidade criativa da UNESCO. O MinC lançou o edital nesta sexta-feira (27), durante oficina de capacitação sobre leis federais de incentivo para produtores culturais em Vitória (ES).
As cidades selecionadas receberão consultoria especializada para a elaboração do dossiê de candidatura. Cada cidade deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa na cultura e na economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas na segunda quinzena de agosto. 
"Na prática, ao ganhar o selo da UNESCO, a cidade passa a ter suporte e condições de desenvolver sua vocação criativa, fortalecendo a cadeia de empreendimentos e atividades da área temática pela qual foi escolhida, seja ela gastronomia, design, cinema ou outra. Isso resulta na atração de mais turistas, na geração de emprego, renda e desenvolvimento para a região. Por isso é tão importante investir na candidatura ao título", enfatiza o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, com o edital, o MinC quer ajudar as prefeituras a apresentarem propostas mais competitivas na próxima seleção de cidades criativas, que acontecerá em 2019.
Oito cidades brasileiras já fazem parte da Rede de Cidades Criativas: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema. O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da rede.
O edital tem como objetivo estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que, além de estimular a economia criativa e que tenham a cultura como base, contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Podem participar do certame quaisquer municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não tenham sido eleitas cidades criativas pela UNESCO. 

Rede de Cidades Criativas

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; de realizar estudos, pesquisas e de criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.
Para serem integrantes da Rede, as cidades precisam passar por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da UNESCO. A proposta de candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade em contribuir com os compromissos das cidades criativas. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas que serão executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Novo artigo na Brasiliana Iconográfica: É plágio? A repetição de personagens e cenas nos registros dos artistas viajantes

Obra Danse de sauvages de la Mission de St: José, de Jean-Baptiste Debret, do álbum Voyage Pittoresque dans le Brésil.
Obra Danse de sauvages de la Mission de St: José, de Jean-Baptiste Debret, do álbum Voyage Pittoresque dans le Brésil.

Por BIBLIOTECA NACIONAL

BRASILIANA ICONOGRÁFICA

Tomar como referência o trabalho de outro artista ou copiá-lo era prática comum entre os estrangeiros que registraram o Brasil no século XIX, como Debret, Rugendas e Chamberlain. Novo texto publicado na Brasiliana Iconográfica sinaliza que registros feitos por artistas viajantes que integram o acervo da Brasiliana Iconográfica permitem identificar personagens que se repetem em obras de diferentes autores.

A observação direta nem sempre era praticada, pois as viagens eram caras, e os lugares, distantes entre si. Assim, era comum desenhar cenas, lugares e pessoas jamais vistos pessoalmente, embasados por registros de terceiros. A prática, que hoje pode ser considerada plágio, era bastante utilizada no século XIX para ampliar o conteúdo dos livros dos artistas viajantes. Tais obras pretendiam mostrar, de forma abrangente, a paisagem, a sociedade e a economia dos locais por onde os artistas passavam. O francês Jean-Baptiste Debret, por exemplo, ilustrou um grupo de índios da missão de São José, que ele não presenciou. Tudo indica que ele usou como base imagens de índios norte-americanos feitas pelo naturalista Georg Heinrich von Langsdorff que registrou, em 1812, uma missão de São José na Nova Califórnia.

Acesse

XIII Encontro Nacional de Acervos Raros – convocatória para apresentação de trabalhos

EVENTO

A Biblioteca Nacional, por meio do PLANOR – Plano Nacional de Obras Raras –, comunica que está aberta a convocatória de trabalhos para serem apresentados durante o XIII ENAR - Encontro Nacional de Acervos Raros, a ser realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2018, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, de 9h às 17h.

COBERTURA-4181-XIII-ENCONTRO-NACIONAL-ACERVOS-RAROS.JPG

O tema deste ano será Políticas deSegurança e Salvaguarda de Acervos Raros e Especiais. Os trabalhos deverão ser encaminhados até o dia 1º de junho de 2018, de acordo com as normas de apresentação a seguir.

Apresentação de trabalhos

  • Os autores dos trabalhos selecionados deverão confirmar sua participação através de e-mail até 45 dias antes do evento.
*Serão excluídos da relação de trabalhos aprovados, aqueles em que nenhum dos autores possa vir apresentá-lo na data do Evento.

Publicação e exposição dos trabalhos

Os trabalhos poderão ser publicados nos Anais da Biblioteca Nacional e/ou no Boletim Informativo e página do PLANOR, se devidamente autorizado pelos autores em formulário específico.

Procedimentos para o envio de trabalhos completos

A padronização dos trabalhos técnico-científicos deverá seguir as versões mais atualizadas das seguintes normas:
  • NBR 6022 Informação e documentação Artigo em publicação periódica científica impressa Apresentação;
  • NBR 6023 Informação e documentação: elaboração de referências;
  • NBR 6028 Resumo/Abstract (Tipo Informativo);
  • NBR 10520 Informação e documentação: citações em documento Apresentação.

Formatação do texto

  • O trabalho todo deverá conter no máximo entre 10 (dez) e 15 (quinze) páginas, incluindo imagens em alta resolução (300 dpis), anexos, tabelas e gráficos;
  • Cada trabalho deverá conter na primeira página, o título em letras maiúsculas, o nome do(s) autor(es), o nome e o endereço da instituição onde atua, incluindo o nome do país e os respectivos endereços eletrônicos;
  • As tabelas e os gráficos na mesma versão (fonte Times New Roman), corpo 11);
  • Espaçamento entrelinha de 1,5 cm e espaçamento duplo entre os parágrafos;
  • Margens superior e esquerda da página, de 3 cm e margens inferior e direita da página, de 2,5 cm;
  • Para a elaboração do trabalho deverá ser utilizada no mínimo a versão 7 do Windows e a versão mais atual do editor de texto.

Comunicação oral

  • Tempo para exposição de 20 minutos, seguido de 5 minutos para debate;
  • Priorizar o problema da pesquisa, a metodologia e os resultados obtidos;
  • O autor deverá informar à Comissão Técnica, em até 10 dias antes do evento, os equipamentos necessários para sua apresentação.
  • Será permitido apenas a dois autores, no máximo, apresentarem oralmente o trabalho, desde que tenham preenchido e assinado o formulário específico para este fim.

Envio do trabalho

Encaminhamento da documentação via e-mail: planor.eventos@bn.gov.br.
  1. Carta de solicitação para apreciação do trabalho;
  2. Trabalho original e completo em formato PDF.
# Serão encerrados os recebimentos de trabalhos antes do prazo estabelecido, caso tenhamos completado o número de trabalhos aceitos para o Evento (16 trabalhos).

Contatos

  • Rosângela Rocha Von Helde
    Bibliotecária
    Chefe do PLANOR
    Tel. 21- 22202588
  • Silvia Fernandes Pereira
    Bibliotecária
    Chefe Substituta do PLANOR
    Tel.: ( 21) 30953892

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Fonte: BRASIL CULTURA