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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Povo Paresi recebe visita do presidente da Funai, Wallace Bastos

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O presidente da Funai, Wallace Bastos, se reuniu com lideranças indígenas de dez etnias matogrossenses (foto: acervo/Funai)

O presidente da Fundação Nacional do Índio, Wallace Moreira Bastos, visitou a Aldeia Bacaval e conheceu as lavouras mecanizadas da Terra Indígena Utiariti, noroeste do Mato Grosso, no último dia 30. "Este exemplo do Povo Paresi comprova, na prática, o potencial do desenvolvimento econômico sustentável que conjuga atividades agrícolas e conservação ambiental", disse Bastos durante a visita.

Foto de capa: Lideranças indígenas entregaram pessoalmente suas reivindicações ao presidente da Funai, Wallace Bastos [camisa branca], e ao chefe da Coordenação Regional de Cuiabá, Benedito César Garcia [de óculos]
Arnaldo Zunizakae, liderança indígena da Terra Indígena Utiariti, afirmou que a visita fora uma satisfação para o Povo Paresi e demais etnias da região. "Isso mostra para nós que a Funai é um órgão que realmente se preocupa com os povos indígenas e que tem interesse com as nossas escolhas de trabalho coletivo, Acompanhei todo o trajeto do presidente dentro do nosso território e nas unidades de produção da Cooperativa Copihanama", declarou.

Na ocasião, lideranças indígenas puderam tratar de temas importantes com o presidente Bastos, como as reivindicações sobre saúde indígena em relação ao Distrito Sanitário em Cuiabá-MT. Essa unidade atende cerca de dez povos do Mato Grosso: Paresi, Manoki, Niky, Enauenê Nauê, Nambikwara, Chiquitano, Gotó, Boró, Bacairi e Mutina.
A visita contou com o apoio logístico da Coordenação Técnica Local Campo Novo do Parecis. "Para nós, servidores da CTL, receber o presidente da Funai é sentir o reconhecimento do trabalho que realizamos junto ao povo Parecis. Esse acompanhamento e a abertura para o diálogo são motivadores imprescindíveis para a missão indigenista. É importante saber que a presidência conhece a nossa realidade e apoia os povos indígenas", afirmou Joelson Avelino Kinizokemaece, responsável pela chefia da CTL.

Assessoria de Comunicação Social / Funai

Funai e ICMBio estudam capturar e remover onças que ameaçam comunidades indígenas no Parque Xingu

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Os servidores da Funai [de verde], Eduardo Ribeiro e Otávio Moura, conversam com Rogério Cunha e o cacique Kotok, da aldeia Kamaiurá (fotos: ICMBio)

A morte da pajé Kuanap Kamayurá, uma senhora de 56 anos, por causa do ataque de uma onça pintada (dia 09/05), causou tristeza e preocupação em quatro comunidades indígenas do Alto Xingu, Mato Grosso. Nos últimos meses foram vistas muitas  onças perto das aldeias, o que é raro de acontecer. Essas ocorrências levaram o ICMBio e a Funai a estabelecer ações conjuntas para coibir outros ataques.


Com o objetivo de planejar a captura e remoção de uma das onças, a que tem mais se aproximado das aldeias e que fora responsabilizada pelo ataque, o presidente substituto da Fundação Nacional do Índio e diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Faleiro, recebeu o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Paulo Carneiro, nesta quarta-feira (30). Estiveram presentes na reunião Rosana Subirá, coordenadora-geral de Estratégias para a Conservação, Rogério Cunha de Paula, coordenador-substituto do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio), e servidores da Fundação.

Rodrigo Faleiro falou sobre a importância de parcerias entre o ICMBio e a Funai. "Ambos os órgãos estão trabalhando juntos no planejamento da captura e remoção daquelas onças, e também no estudo das condições que possam causar prejuízos à biodiversidade em consonância com a proteção das comunidades indígenas. Temos realizado a cooperação por meio de operações diretas em áreas cujas atuações governamentais se interpõem, como é o caso das Terras Indígenas e Unidades de Conservação", disse Rodrigo.

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A figura da onça envolve um universo místico para os povos indígenas do Alto Xingu

"Casos de ataque de onça a indígenas não são usuais. A gente conversa com as pessoas nas aldeias e elas dizem que morte por onça não acontece praticamente em nenhum lugar. É raríssimo. A morte da Sra. Kuanap trouxe um medo muito grande na região", disse Rogério Cunha. "Depois dos recentes ataques, os indígenas começaram a perceber que estão vulneráveis", conta o analista ambiental. Ele integrou a equipe que fez a identificação das onças nas aldeias Yawalapiti, Ipawu, Piyulaga e no Posto de Serviços Médicos Leonardo Villas-Bôas – local onde aconteceu o ataque à pajé Kuanap Kamayurá.

Por que os ataques?
A partir da informação de dois ataques feita pelo Instituto Socioambiental (ISA), a equipe do ICMBio buscou o contato com a Funai e começou a investigar as ocorrências envolvendo pessoas e onças na região. O propósito é tentar desvendar por que essas onças estão chegando tão próximas às aldeias e o quanto isso representa de risco para as comunidades indígenas.
Acompanhada por técnicos da Funai, A equipe do ICMBio avaliou as questões ecológicas e ambientais que pudessem ter influência sobre os ataques, o que não é normal no contexto da relações entre indígenas e animais silvestres. "Para muitos indígenas, a onça representa um elemento sagrado. Para outros, essa parte do sagrado se perdeu e eles passaram a considerar a onça como um problema a ser eliminado. Assim, nós trabalhamos tentando ver toda relação da onça com os povos do Alto Xingu. E também mapeamos o quanto que existia de relação negativa, da onça representando o medo", relata Rogério Cunha.

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Rogério Cunha, do ICMBio, instala armadilhas fotográficas acompanhado dos servidores da Funai

Lugares em que ocorreram os ataques:
(a área de amostragem foi de 300 Km²)



- Aldeia Piyulaga
- Aldeia Ipavu
- Posto Avançado Leonardo Villas-Bôas
- Saídão da Fumaça 

Na expedição de identificação das onças, a equipe instalou, em 20 locais diferentes, as armadilhas fotográficas para avaliar, além da presença dos animais, a frequência de ocorrência desses bichos ao redor e entre as aldeias. Essas câmeras registraram quatro fêmeas de onça-pintada e um macho considerado animal-problema e suposto responsável pelo ataque à pajé Kamayurá. Ele foi o animal mais registrado pelas câmeras rondando o perímetro das aldeias.
 
Locais onde as câmeras foram instaladas 
- Posto de Serviços Médicos Leonardo Villas-Bôas: 4 câmeras
- Aldeia Piyulaga - Waurá: 5 câmeras
- Aldeia Ipawu - Kamayurá: 6 câmeras
- Aldeias Yawalapiti - Amary: 5 câmeras

Também foram feitas 29 entrevistas com indígenas da região onde aconteceram os acidentes envolvendo pessoas e animais domésticos, como os cães.

(continuação: página 2)

NOVEMBRO NEGRO - Escravidão Africana- Pra não esquecer!




A escravidão é o grande sustentáculo do processo de colonização do continente americano, a partir do século XVI. Longe de se ater a uma forma homogênea de relação de trabalho, a escravidão foi marcada pelas mais diferentes caracterizações ao longo do período colonial. No caso da colonização lusitana, a utilização de escravos sempre foi vista como a mais viável alternativa para que os dispendiosos empreendimentos de exploração tivessem a devida funcionalidada


O tráfico negreiro ainda incentivava o desenvolvimento de outras atividades econômicas. A indústria naval crescia ao ampliar a necessidade de embarcações que pudessem fazer o transporte dos negros capturados. Ao mesmo tempo, incentivou as atividades agrícolas ao ampliar, por exemplo, as áreas de plantação do tabaco, produto agrícola usualmente utilizado como moeda de troca para obtenção dos escravos.

A obtenção de escravos era feita a partir de firmação de acordos comerciais com algumas tribos, principalmente as que se localizavam na região do litoral Atlântico do continente. Na verdade, a escravidão já integrava as práticas sociais e econômicas dos africanos mesmo antes do processo colonial. Em geral, essa população escrava era resultado da realização de guerras ou da aplicação de penas contra aqueles que cometessem algum tipo de delito.

A partir da chegada dos portugueses à África, a prática antes desenvolvida no contexto social e político das populações africanas, veio a integrar uma atividade comercial sistemática integrada à economia mercantilista europeia. Dessa maneira, a escravidão se transformou em uma atividade econômica de caráter essencial. Um dos resultados dessa transformação foi que, entre os séculos XV e XIX, o número de escravos provenientes da Costa Africana ultrapassou a marca dos 11 milhões de cativos.

Um imenso processo de exclusão socioeconômica e, principalmente, a questão do preconceito racial. Mesmo depositado no passado, podemos ver que as heranças de nosso passado escravista ecoam na constituição da sociedade no mundo...

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte: https://www.youtube.com/

Rosemberg Cariry: A triste noite

“Depois das lágrimas, os nossos olhos estavam mais límpidos e tudo ganhou uma insuportável transparência, nos adveio uma dolorosa lucidez. Sim, este é o País em que vivemos, em seu feitio mais brutal, violento, racista e autoritário. Sim, muitos colaboraram com a ascensão do fascismo, mas não todos. Como pode parte do povo brasileiro marchar de forma tão cega para o matadouro, arrastando consigo a outra parte? Como pode, de forma tão servil, renegar a liberdade?”
Rosemberg Cariry*
Sim, choramos, porque os nossos olhos não acreditavam no que viam e os nossos corações não podiam aceitar sem dor tamanha tragédia. Cercado por um aparato militar, o líder racista, da extrema direita, violento e cheio de ódio, falava em nome de Deus, da família e da pátria, sob os aplausos dos fiéis seguidores.
Depois das lágrimas, os nossos olhos estavam mais límpidos e tudo ganhou uma insuportável transparência, nos adveio uma dolorosa lucidez. Sim, este é o País em que vivemos, em seu feitio mais brutal, violento, racista e autoritário. Sim, muitos colaboraram com a ascensão do fascismo, mas não todos. Como pode parte do povo brasileiro marchar de forma tão cega para o matadouro, arrastando consigo a outra parte? Como pode, de forma tão servil, renegar a liberdade? Agora, em vez de diálogos, mais repressão. Em vez de livros, mais armas. Em vez de escolas e universidades, mais presídios. Em vez de florestas, mais risco de sua destruição. Em vez de justiça social, mais favorecimento dos ricos. O grande capital está em festa, abertas foram as porteiras da grande colônia Brasil para o saque final. Aleluia, aleluia, gritam os neopentecostais, guiados por seus pastores em transe. Agora são livres para massacrar gays, atacar terreiros de umbanda, acabar com os índios hereges e tomar as suas terras. Em nome do Senhor, vão querer decretar o fim do livre pensar e do livre arbítrio. Tentarão impedir o nosso sonho, vigiando o nosso sono, mas o sono acabou.
Quando os homens maus falam em nome de Deus e das armas, a vida corre perigo. Sob o guarda-chuva da força e do arbítrio se abrigam os covardes. De tudo isso sabemos, mas também sabemos que, daqueles que resistem, virá a flor e a canção de liberdade.
Parafraseando Sartre, afirmo que, mais do que nunca, é preciso compreender que somos livres para escolher de qual lado estamos. Mais do que nunca se faz necessária a poesia e a arte. Entre ruínas e escombros, não nos deve faltar a coragem de lutar e recomeçar. Mas, por precaução, amigo, põe em dia o teu passaporte, consulta os mapas e refaz as trilhas.
(Para Chico Buarque – a canção que resiste).
*Rosemberg Cariry é cineasta e escritor.
Fonte: Portal Brasil Cultura

Educação meramente técnica é visão obscurantista, diz diretor do Sesc

DANILO SANTOS MIRANDA
O superministro de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, anunciou que pretende remanejar recursos destinados ao Sistema S de forma a não financiar mais atividades culturais, apenas a formação técnica de profissionais. Para o diretor regional do Sesc São PauloDanilo Santos Miranda, esta visão é “obscurantista” e será um “prejuízo incalculável para o país”.
Em carta aberta, Miranda pede a intelectuais, artistas, formadores de opinião e parceiros do Sesc que se manifestem em defesa do Sistema, uma vez que a proposta do futuro governo ataca diretamente a instituição e prejudica o projeto consolidado há mais de 60 anos.
Para ele, qualquer pessoa que já tenha tido a oportunidade de visitar uma unidade do Sesc e conversar com os frequentadores tem noção da gravidade da proposta de Paulo Guedes. “Esse patrimônio não pode ser sacrificado no altar de prioridades transitórias, em nome das quais se engendra um prejuízo incalculável ao país. Tornar a Educação meramente técnica, burocrática e pragmática, dissociando-a do universo simbólico, subjetivo, crítico e criativo, cerne da Ação Cultural, é um evidente retrocesso, fruto de visão flagrantemente obscurantista”, diz o diretor.
“Certo de que compreenderão a gravidade dessa perspectiva, escrevo a vocês, formadores de opinião, representantes de classes, artistas, pensadores, amigos e parceiros do SESC para que se manifestem, pelos meios ao seu alcance, em prol da continuidade de nosso trabalho. Um projeto que, afinal, construímos juntos”, pede.
Na carta, Miranda explica como funcionaria a proposta. Segundo ele, a ideia é que parte da arrecadação das entidades do Sistema S seja remanejada para um novo Fundo, destinado apenas à formação técnica. “O fato, porém, é que as entidades do chamado Sistema S são em si resultado de Fundos já criados, lá nos anos 40, em parte, com a mesma finalidade”.
“O remanejamento dos recursos desses Fundos para outro novo Fundo, no entanto, implicará na restrição drástica da diversidade e do alcance da reconhecida ação do Sesc, em prejuízo da educação permanente promovida diariamente a seus milhares de frequentadores assíduos”, esclarece.
A medida proposta pelo futuro governo de Bolsonaro representa um imenso retrocesso e afetará diretamente a vida de todos os milhares de frequentadores do Sesc e suas famílias.
Do Portal Vermelho