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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sebastião Biano, 100 anos, toca a história da Banda de Pífanos de Caruaru

Com 100 anos, completados em junho, Sebastião Biano segue na ativa e mostra sua arte
Único remanescente do grupo original, Seu Biano se apresenta neste final de semana no Sesc Pompeia, em São Paulo.

São Paulo –Sebastião Piano assoprou um pífano (uma espécie de flauta) pela primeira vez aos 5 anos, em 1924, quando o pai, Manuel, agricultor e vaqueiro, criou um grupo que inicialmente tocava em cerimônias religiosas – enterros de “anjos” (crianças). Seu talento consolidou-se pelo interior, mas só criou fama nacional a partir dos anos 1970, quando Gilberto Gil, que voltara havia pouco ao Brasil, se encantou e gravou Pipoca Moderna, com a  Banda de Pífanos de Caruaru . É a primeira faixa do LP Expresso 2222, de 1972, quando a própria banda lançou seu primeiro álbum. Em 1975, seria a vez de Caetano Veloso gravar Pipoca Moderna, com letra. Pois “seu” Biano, como é conhecido, continua na ativa, aos 100 anos. Único remanescente da formação original, ele tocará neste final de semana em São Paulo.

O centenário foi completado em 23 de junho, quando Sebastião Biano – que mora na capital paulista desde 1978 – foi homenageado durante a tradicional festa de São João de Caruaru, onde o grupo se estabeleceu em 15 de julho de 1939, em uma região rural. Nascido em Mata Grande, sertão alagoano, ele já contou que “quando estava seco e não tinha o que comer” o pai mudava para “um canto melhor”, e assim ia fazendo, desde 1926 até conseguir se fixar em Caruaru, em 1939. Aos 7 anos, o menino tocou para Lampião.

As apresentações de “seu” Biano ocorrem no sábado (27), às 21h, e no domingo (28), às 18h30, no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, na zona oeste de São Paulo). No primeiro dia, o show tem participação de Zeca Baleiro. No segundo, Biano se apresenta com o grupo paulista A Barca. O ator Gero Camilo estará no palco nos dois dias, contando “causos”.

Operário durante duas décadas, Sebastião nunca largou a música. Já tocou com ícones da música modernista e brasileira, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Mas o primeiro álbum solo só saiu em 2015, aos 96 anos. “Às vezes falta fôlego no começo ou no fim da música”, diz ele, acompanhado pelo grupo Terno Esquenta Muié, com Júnior Kaboclo (segundo pífano), Eder “O” Rocha (zabumba e bateria), Renata Amaral (baixo) e Filpo Ribeiro (viola, rabeca e marimbau).

No ano passado, Sebastião Biano participou do programa Hora do Rango, na  Rádio Brasil Atual. Confira na página da RBA no Facebook.


José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.

José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) foi um escritor brasileiro, autor do romance juvenil “Meu Pé de Laranja Lima”, obra que se tornou um clássico da literatura brasileira.
José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) nasceu em Bangu, no Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro de 1920. Filho de imigrante português foi criado pelos tios, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Com 15 anos voltou para o Rio de Janeiro onde trabalhou em diversos empregos para se sustentar, foi carregador de bananas numa fazenda no litoral do estado, foi instrutor de boxe e operário. Mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como garçom de boate. Iniciou o curso de Medicina, mas abandonou a universidade. Recebeu uma bolsa para estudar na Espanha, mas também não se adaptou à vida acadêmica.
José Mauro e Vasconcelos se aventurou junto aos irmãos Villas-Boas, em uma viagem pelos rios da região do Araguaia. O resultado foi seu livro de estreia “Banana Brava” (1942), onde relata o mundo do garimpo da região. Em 1945 publica “Barro Branco”, seu primeiro sucesso de crítica. Escreveu “Longe da Terra” (1949), “Vazante” (1951), “Arara Vermelha” (1953), “Arraia de Fogo” (1955).
Seu primeiro grande sucesso veio com “Rosinha Minha Canoa” (1962). A obra foi utilizada no curso de Português na Sorbonne, em Paris. Nos anos seguintes escreveu “Doidão” (1963), “Coração de Vidro” (1964) e em 1968 seu maior sucesso popular, “Meu Pé de Laranja Lima”, onde relata a vida sofrida na infância e as buscas por mudanças. A obra foi adaptada para a televisão e para o cinema.
José Mauro de Vasconcelos trabalhou em diversos filmes, entre eles, Modelo 19 (1950), que lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator Coadjuvante, O Canto do Mar (1953), onde atuou como roteirista, Garganta do Diabo (1960), A Ilha (1963) e Mulheres & Milhões (1961), que também lhe valeu o Prêmio Saci de Melhor Ator.
Escreveu também: “Rua Descalça” (1969), “O Palácio Japonês” (1969), “Farinha Órfã” (1970), “Chuva Crioula” (1972), “O Veleiro de Cristal” (1973) e “Vamos Aquecer o Sol” (1974).
José Mauro de Vasconcelos faleceu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1984.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

MTur valida municípios do novo Mapa do Turismo Brasileiro até 30 de julho

O Ministério do Turismo tem até o próximo dia 30 de julho para validar a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021, que vem cadastrada por Estados e municípios no Sistema de Informações do Programa de Regionalização do Turismo desde o dia 1º de abril. O trabalho dos governos estaduais e municipais foi feito com a orientação do MTur, que disponibilizou vídeo e documentos orientadores com o objetivo de sanar as dúvidas e auxiliar as cidades a se cadastrarem no programa. Atualmente, o Mapa do Turismo possui 3.285 municípios, que estão divididos em 328 regiões turísticas.
Para o ministro do Turismo interino, Daniel Nepomuceno, “é muito importante que os estados fiquem sob alerta para os critérios apresentados, pois com eles poderemos definir políticas públicas precisas para desenvolver o turismo em cada região. Com o Mapa, identificaremos as cidades que possuem vocação turística, o que facilitará a gestão e aplicação dos recursos da Pasta e beneficiando os destinos em suas necessidades e talentos”, destacou.
Todos os municípios inseridos nas regiões do Mapa são considerados, pelo Programa de Regionalização do Turismo do MTur, destinos de vocação turística ou destinos de apoio que podem contribuir ou se beneficiar da geração de emprego e renda induzidos pela atividade do setor. O Mapa do Turismo Brasileiro foi instituído em dezembro de 2013 e passou a ser atualizado de dois em dois anos a partir de 2016. Os estados, em parceria com os municípios, têm autonomia para a definição das regiões turísticas, incluindo ou removendo destinos.
A previsão é de que em agosto seja publicada a portaria que define o número de municípios e regiões turísticas que deverão compor o Mapa do Turismo Brasileiro 2019.
Brasil Cultura

Ana Paula Sousa: Cinema nacional em desespero e espanto com Bolsonaro

As notícias sobre as mudanças na estrutura institucional sobre a qual se apoia o cinema brasileiro foram recebidas com um misto de desespero e espanto pelo setor. Desespero ante as ameaças de que o edifício normativo erguido nas duas últimas décadas comece a ruir. Espanto diante das incongruências presentes num texto, originado num blog, que teria induzido Jair Bolsonaro a questionar os princípios da política audiovisual.
Por Ana Paula Sousa*
Bolsonaro dá sinais de que puxou o cinema para mais perto de si porque deseja interferir no tipo de filme que se produz.
Na manhã desta quinta-feira, temia-se a extinção da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Mas, ao longo do dia, foi ficando claro que tal medida era improvável. Primeiro, porque a dissolução de uma agência reguladora tem de passar pelo Congresso Nacional. Depois, porque o próprio governo acabou por anunciar a transferência do Conselho Superior de Cinema (CSC) do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. Isso significa, na prática, que o Conselho, encarregado de formular e monitorar a política, passa a ficar mais perto do presidente.
A mudança não é algo que Bolsonaro tenha tirado da cartola. O texto original da MP 2228-1, de 2001, que fornece as bases da política em vigor, estabelecia um tripé composto pelo CSC, pela Ancine e pela Secretaria do Audiovisual (SAv). Cada órgão tinha uma função e ficava subordinado a um ministério: o Conselho, na Casa Civil, a Ancine, num ministério da área econômica, e a SAv, no Ministério da Cultura (MinC) – hoje incorporado à Cidadania. Mas o governo Lula, ao assumir, deixou as três estruturas sob o MinC.
Ou seja, a medida retoma a estrutura original do projeto que criou a Ancine. A grande questão são as motivações por trás da medida. O próprio Bolsonaro já dá sinais de que puxou o Conselho para mais perto de si porque deseja interferir no tipo de filme que se produz. Tal posicionamento vai, inclusive, contra os princípios legais da distribuição de dinheiro público, que não pode impor barreiras temáticas ou julgar conteúdos.
Apesar de o texto do blog que supostamente inspirou Bolsonaro propalar, em tom de denúncia, que a Ancine apoia obras com temática transexual ou indígena, o fato é que a agência dá suporte a todo tipo de produção. É fácil encontrar, entre os contemplados com recursos públicos, filmes e séries religiosos ou policiais. Houve, por exemplo, na década passada, uma onda de filmes espíritas; neste ano, a agência aprovou a superprodução Assembleia de Deus – O Filme, sobre um casal de missionários suecos que, no início do século 21, chega a Belém para instalar a congregação.
Para além dessa aparente ameaça de interferência nas obras, a reordenação institucional é preocupante pelo fato de que, desde o início do ano, a Ancine vem passando por um processo de fragilização. Em abril, o Tribunal de Contas da União questionou o modelo de prestação de contas da agência, levando à paralisação parcial das atividades. Desde janeiro, aguarda-se a publicação do decreto da Cota de Tela, que estipula um determinado número de dias obrigatórios para que os cinemas exibam filmes brasileiros. Há dois meses, o ministro Osmar Terra assinou o decreto; mas sua publicação no Diário Oficial da União depende da assinatura presidencial.
Depende também de uma assinatura do presidente a definição do CSC, cuja composição foi refeita no fim de 2018, mas jamais oficializada. E não é só o Conselho que está esvaziado. O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que decide como alocar os recursos do FSA, aguarda a escolha de novos nomes; e uma das quatro cadeiras da diretoria da agência está vaga.
É pela ocupação desses vazios (não só de lugares) que deve se dar, a partir de agora, a grande batalha política, econômica e cultural do audiovisual brasileiro.
* Ana Paula Sousa, jornalista, é doutora em Sociologia da Cultura pela Unicamp
Fonte: Portal BRASIL CULTURA