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CPC/RN PROMOVE DIA 11/12/2019 SUA III NOITE DAS HOMENAGENS NA CÂMARA DOS VEREADORES DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRA!

Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019 " "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!&...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Funarte propõe ao MinC mudança na instituição

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Autor da imagem: pilotis

Grupo de trabalho técnico sugere a transformação da Funarte em agência pública, para atuar no fomento e no investimento da atividade artística do país.

Com o objetivo de buscar alternativa que proporcione à Fundação Nacional de Artes – Funarte um modelo de modernização administrativa, com receitas próprias e capacidade de captação de recursos, foi estabelecido um grupo de trabalho técnico, que estuda, desde 2016, as possibilidades de uma nova modelagem. O resultado é a proposta de transformação da fundação em uma agência de direito público, com ênfase no fomento e investimento.
Mesmo considerando a especificidade de cada setor das artes – circo, dança, teatro, música, artes visuais e ópera –, o projeto foi basicamente inspirado na Agência Nacional de Cinema (Ancine), dada a transformação positiva que ela provocou no mercado.
Estímulo à cadeia produtiva das artes
Para que uma reestruturação ocorra, há a necessidade de um novo ordenamento jurídico da Funarte, que seria, de acordo com a proposta dos técnicos, renomeada para Agência Nacional de Artes (Anarte). Ela trataria das políticas públicas para as artes – em especial do fomento e do investimento em sua cadeia produtiva – estímulo ao empreendedorismo; a oportunidades de emprego e renda; e à formação de público e ao consumo dessa produção.
Na exposição do projeto, a Secretaria Executiva do MinC considerou que, com ele, a Funarte elaborou uma alternativa apropriada aos modelos mais modernos de gestão pública, “buscando cooperar com a eficiência do Estado brasileiro por meio da superação das contingencias orçamentárias e operacionais”. A Secretaria concluiu que a proposta do GT “soluciona um problema de ordem prática, que é o contingenciamento de recursos orçamentários, apresentando uma solução de sustentabilidade e alta eficiência”.
No momento, o Grupo segue no trabalho de difusão do estudo realizado, junto a profissionais da área e à sociedade civil em geral.
Fonte: FUNARTE

Adeus a Miúcha: Funarte lamenta falecimento

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Imagem da primeira edição do Estúdio F, homenagem da Funarte a Miúcha em vida. Foto: Site oficial da artista.

Cantora e compositora morreu na quinta-feira (27), no Rio de Janeiro, aos 81 anos.
O Centro da Música da Funarte, representando a instituição, lamenta o falecimento da cantora e compositora Miúcha, ocorrido na tarde do dia 27 de dezembro, quinta-feira, no Rio de Janeiro (RJ),
Aos 81 anos, Heloisa Maria Buarque de Holanda lutava contra um câncer,  e sofreu uma parada respiratória.
Miúcha Lançou 14 álbuns em seus 40 anos de carreira. Foi considerada uma das musas da Bossa nova, gênero que a consagrou e rendeu parcerias com Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Toquinho e João Gilberto. Casou-se com este, com quem viveu oito anos, e  teve uma filha, Bebel Gilberto.
De talento reconhecido como intérprete na música popular brasileira, Miúcha ganhou fama cantando Pela Luz dos Olhos teus (de Tom Jobim, em parceria com a própria), Vai Levando (Chico Buarque e Maria Bethânia) e Maninha, (de seu irmão, Chico Buarque, em parceria com ela) entre outras. Miúcha compôs também faixas como Triste AlegriaTodo Amor e No Carnaval de Olinda.
“A Funarte manifesta seu pesar pela perda dessa grande artista, que tanto contribuiu para a música brasileira”, diz Marcos Souza, diretor de Música da instituição.
Acesse abaixo o primeiro episódio da nova série Estúdio F, no qual a Funarte homenageou Miúcha em vida, com primeira publicação em março de 2017.
* Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

Funai fecha 2018 com ações de fortalecimento e defesa dos povos indígenas

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A Fundação Nacional do Índio, que tem como missão institucional proteger e promover os direitos dos povos originários brasileiros, trabalhou, durante todo o ano de 2018, para atender às necessidades dos mais de um milhão de indígenas espalhados pelo Brasil.

Buscando cumprir seu papel de promover políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável das populações indígenas, a Funai promove ações de etnodesenvolvimento, conservação e recuperação do meio ambiente nas terras indígenas, além de atuar no controle e mitigação de possíveis impactos ambientais decorrentes de interferências externas às TI's.


Fortalecimento da Funai

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Foto: Mário Vilela/Funai
Desde maio à frente do órgão, o presidente Wallace Bastos comemora ações importantes realizadas desde a sua posse. Destacam-se a chegada de mais 203 servidores concursados e o aumento do orçamento da Fundação, que passou de R$ 109 milhões para R$ 175 milhões em 2019.


"Conseguimos trazer para a Fundação mais 203 servidores concursados, que já estão atuando em todas as regiões do país. E continuamos lutando, até o último dia de validade do concurso, junto aos ministérios da Justiça e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, para nomear os 50% excedentes. Essa é uma grande carência que precisamos sanar para que possamos atender cada vez melhor as populações indígenas", afirma o presidente.

Bastos priorizou também o acompanhamento das demandas das comunidades in loco. Em apenas sete meses, o presidente visitou Coordenações Regionais localizadas nos Estados do Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão e Santa Catarina, responsáveis por mais de 200 Terras Indígenas.
"Fiz questão de sair do gabinete em Brasília para visitar várias comunidades e Coordenações Regionais, com o objetivo de conhecer a realidade e as principais necessidades dos nossos povos e servidores das pontas".

A pedido do presidente, foram priorizadas neste ano ações de capacitação com o objetivo de atender todas as unidades da Funai e seus servidores. O SEI - Sistema Eletrônico de Informações - chegou às 37 Coordenações Regionais, facilitando o trabalho de 680 servidores. Além disso, foi realizado curso de ambientação aos novos servidores e melhorada a infraestrutura da sede da Funai, em Brasília, para o melhor desenvolvimento e produção dos nossos colaboradores.

"Buscamos melhorar a infraestrutura da Funai em todas as regiões do Brasil, proteger as terras indígenas, promover projetos para aprimorar o desenvolvimento sustentável das populações e promover a segurança, o direito social e a educação indígena. Contamos com o apoio de todos os colaboradores da Funai e de cada povo para alcançarmos esses objetivos", ressalta o diretor de Administração do órgão, Adriano Guedes.

Para 2019, a Funai deve firmar cooperações internacionais com o Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) para capacitação de servidores e fortalecimento institucional.


Desenvolvimento Sustentável
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Foto: Funai/Cacoal



Apenas em 2018, a Fundação, por meio da Coordenação Geral de Etnodesenvolvimento, apoiou mais de 100 projetos para o desenvolvimento sustentável e turismo em terras indígenas, gerando renda e trabalho para várias comunidades. Essas parcerias contemplam pesca esportiva; turismo cultural, religioso e de escalada; Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER); identificação geográfica; cisternas; agroecologia; sementes tradicionais; além da produção de grãos, camarão, e vários outros produtos desenvolvidos pelos indígenas e comercializados em todos os Estados brasileiros e até fora do País.

É o caso da coleta de castanha na Terra Indígena Sete de Setembro, habitada pelo povo Paiter Suruí, e nas Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã, dos Cinta Larga, que teve, em 2018, uma safra recorde de 200 toneladas após acompanhamento e aporte financeiro da Funai, já que, devido à escassez de chuva, a safra não passava de 100 toneladas em anos anteriores.

"Aproximadamente 120 famílias que trabalharam na coleta de castanha foram apoiadas pela Funai a partir do fornecimento de ferramentas, combustível para equipamentos e sacarias. Participamos, ainda, no transporte e escoamento da produção, desde os castanhais aos locais de venda, evitando, assim, os atravessadores", comemorou o coordenador regional de Cacoal, Ricardo Prado.

Fonte: FUNAI

II NOITE DAS HOMENAGENS! SUCESSO COM LINDAS HOMENAGENS DE ARTISTAS E PERSONALIDADES DA TERRA AGRESTEIRA!

 Fotos dos HOMENAGEADOS!!!
 Entrega dos Diplomas de HONRA AO MÉRITO! Ricardo Melo/Targino Pereira - Prof Antonio Duarte/SINTE REGIONAL DE NOVA CRUZ - Diretores da E. E. ROSA PIGNATARO: Professores GEORGE e LEÃO, diretor e vice diretor. E a professora e poetisa, ILVAITA COSTA
 Da esquerda: Prof. Leão e professor, Georfe - E. E. ROSA PIGNATARO
 Da esquerda: Ten Cel. Genilton Tavares, homenageado, AFRÃNIO PATRÍCIO, Ricardo Melo, Valdo, presidente da Câmara e Eduardo Vasconcelos - CPC/RN.
 Damião Gomes, representando o STRAF de Nova Cruz, juntamente com diretoras, agradecendo as homenagens.
Antonio Duarte - SINTE e VALDO - Presidente da Câmara
 
 Professores/as: Lene Rosa e Francinaldo Soares, ambos ladeados pela mesa do evento, recebendo seus respectivos diplomas, ocasião em também receberam os diplomas da Escola Estadual ALBERTO MARANHÃO
Professora e poetiza, ILVAITA recebendo diploma das mãos do presidente da Câmara, VALDO SALÚ
 
 Professor, FRANCINALDO SOARES, recebendo Diploma das mãos do Comandante do 8º BPM, Ten Cel, GENILTON TAVARES
 Professor, MIGUEL ROSA - Diretor da 3ª DIRED, recebendo diploma das mãos de RICARDO MELO e em seguida ladeados pelas autoridades da mesa.

 Miguel Rosa agradecendo a homenagem e aproveita para fazer um balanço de sua gestão frente a 3ª -DIRED - NOVA CRUZ
 Professor e poeta, ANTONIO BARBOSA, recebe das mãos do Ten Cel TAVARES seu diploma de Honra ao Mérito
 STRAF E DIRETORES POUSANDO PARA AS FOTOS APÓS RECEBEREM OS DIPLOMAS 
DE HONRA AO MÉRITO
 Professor de capoeira e presidente do CBV - Capoeira Boa Vontade - Nova Cruz, recebe das mãos de Valdo Salú o Diploma
 Marlene Malaquias, presidente da APAE - Nova Cruz, recebendo das mãos do Ten. Cel. Tavares os respectivos diplomas.

 Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS elogia os jovens talentosos: Diego Ramos (cantor) e Raphael (desenhista ), na entrega dos diplomas de ambos


 Canto do Hino Nacional
Apresentações culturais: Capoeira BOA VONTADE e Grupo de Dança da E. E. ALBERTO 
MARANHÃO

No final do evento, DIEGO RAMOS fechou com chave de ouro a II NOITE DAS HOMENAGENS, promovida pelo CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN

Ontem (30) no aniversário de 9 anos do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN, realizou sua II Noite das HOMENAGENS no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz/RN, homenagens feitas a várias personalidades, como jovens talentosos, professores, dirigentes e políticos.

São formas de agradecer e reconhecer os méritos destes personagens muitas vezes no anonimato e que de forma direta ou indiretamente promovem em si o seu potencial artístico, dedicação e compromisso com a mesma; Pessoas que amam a cultura, seja na musica, seja na arte, na dança, enfim, fazem a cultura a sua arte de vida.

Por isso em seus 9 anos de existência o CPC;RN os homenageia em uma forma simples, mas tendo em mente do seu dever cumprindo, pois são esses os principais compromissos do CPC;RN com a cultura do seu estado e evidentemente com o seu país;

Lista dos HOMENAGEADOS
01-) JOSÉ EVALDO BARBOSA, Presidente da Câmara de Nova Cruz e a Câmara Municipal);
02-) Prefeito de Nova Cruz, TARGINO PEREIRA DA COSTA NETO;
03-) RICARDO MARQUES DE MELO;
04-) Ten. Cel. GENILTON TAVARES (Comandante do 8º BPM – Nova Cruz/RN);
05-) E. E. ROSA PIGNATARO E SEUS RESPECTIVOS DIRETORES: SEVERINO GEORGE DOMINGOS DA SILVA e JOSÉ LEÃO MARTINS JÚNIOR, respectivamente, Diretor e Vice Diretor;
06-) ILVAITA MARIA COSTA (Professora e artista cultural);
07-) E. E. ALBERTO MARANHÃO E SEU DIRETOR, PROFESSOR,  MATIAS FRANCISCO DA COSTA JUNIOR; (Obs. Prof. Francinaldo Soares, representando-os);
08-) Professor MIGUEL ROSA FILHO (Diretor da 3ª DIRED);
09-) Professores/as, FRANCINALDO SOARES e sua esposa, professora LENE ROSA GOMES SOARES;
10-) YARA VITÓRIA DOS SANTOS COSTA – Presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes – De Nível Superior);
11-) ANTÔNIO BARBOSA (Sindicalista, professor e POETA NOVACRUZENSE);
12-) JOÃO LEONEL DE ALBUQUERQUE PONTES , Gerente do Escritório do SEBRAE – Nova Cruz);
13-) SINTE – REGIONAL DE NOVA CRUZ e o Coordenador, professor ANTONIO DUARTE SILVA;
14-) STRAF – NOVA CRUZ (Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais e Agricultura Familiar), juntamente com seu presidente,
EDMILSON GOMES DA SILVA e MARIA DANIELE DE ARAÚJO ADELINO, Diretora Financeira do STRAF;
15-) GRUPO DE CAPOEIRA BOA VONTADE – NOVA CRUZ E GERALDO GOMES DOS SANTOS PRESIDENTE DO GCBV – NOVA CRUZ/RN;
16-) ROGÉRIO FELIPE DE LIMA, Secretário Municipal de Educação e Cultura do Município de Nova Cruz/RN;
17-) A APAE – NOVA CRUZ E SUA PRESIDENTE, MARLENE MALAQUIAS DOS SANTOS;
18-) AFRANIO PATRÍCIO DE OLIVEIRA, (Coordenador da Casa de Cultura de Nova Cruz/RN);
19-) RAPHAEL PINHEIRO FELIPE – ARTISTA DESENHISTA REALISTA e;
20-) DIEGO RAMOS DE OLIVEIRA – JOVEM CANTOR DA MPB
Obs. Os homenageados, desembargador, Dr. VIVALDO OTÁVIO PINHEIRO; Pe AERTON SALES DA CUNHA, APURN e seu presidente JOSÉ MELO receberam as homenagens antecipadas em virtude de compromissos já pré assumidos posteriormente ao evento.

AGRADECIMENTOS FINAIS

Nossos agradecimentos aos HOMENAGEADOS, familiares e a sociedade presentes a esta solenidade e agradecimentos aos de instituições pelos apoios a nossa instituição CENTRO POTIGUAR DE CULTURA – CPC/RN, aproveitando também para conclama-los para que juntos possamos fazer cada vez mais pela nossa cultura potiguar, principalmente na defesa e resgate das nossas tradições locais, regionais e brasileira e identificando novos talentos! 

EDUARDO VASCONCELOS – Presidente do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN

Desembargador, DR VIVALDO OTÁVIO PINHEIRO, justifica a ausência e agradece a honraria, enviando ofício ao CENTRO POTIGUAR DE CULTURA, que segue abaixo:


Câmara Cascudo: Descobridor do Brasil

Dentre os tantos que se dedicaram a estudar o povo brasileiro, gosto de destacar três nomes, que deram gigantescas contribuições para entendermos a história e a formação do nosso povo, e que colocaram esse povo como centro das suas preocupações.
Por Joan Edesson*
Ilustração: Jô de Oliveira
O primeiro desses estudiosos é o cearense João Capistrano de Abreu, responsável por introduzir o povo na nossa historiografia, que até ele se resumia aos grandes feitos das elites, das classes dominantes. O segundo é o mineiro Darcy Ribeiro, que compreendeu a unidade do povo brasileiro estudando a sua diversidade. Povo uno e único, com uma complexa e rica diversidade, na formulação dialética do mestre Darcy. O terceiro é o potiguar Luís da Câmara Cascudo, o que talvez mais fundo mergulhou no Brasil para conhecer os brasileiros.
Três mestres sertanejos, já que o mineiro Darcy nasceu em Montes Claros, no norte de Minas, sertão do polígono das secas. Se devemos a Capistrano o pioneirismo no trato do povo como protagonista da história brasileira, devemos a Darcy a compreensão da nossa unidade. Mas foi Cascudo aquele que, léguas adiante de todos, melhor compreendeu o nosso povo, o brasileiro que ele dizia ser o melhor produto do Brasil.
O provinciano incurável que se recusava a deixar o Rio Grande do Norte, pois “alguém deveria ficar estudando o material economicamente inútil para poder informar dos fatos distantes na hora sugestiva da necessidade”, escreveu 150 livros, 300 artigos e 1.500 cartas. Era um escritor compulsivo, voluptuoso, um homem que paria a palavra. Só é possível entender tal voluptuosidade literária buscando as motivações de Cascudo para escrever tanto e sobre tantas coisas:
“Queria saber a história de todas as cousas do campo e da cidade. Convivências dos humildes, sábios, analfabetos, sabedores dos segredos do Mar das Estrelas, dos morros silenciosos. Assombrações. Mistérios. Jamais abandonei o caminho que leva ao encantamento do passado. Pesquisas. Indagações. Confidências que hoje não têm preço. Percepção medular da contemporaneidade.”
Cascudo buscou incansavelmente a história de todas as coisas do campo e da cidade, como dizia. Alcançou muita coisa, mas tanta, que o poeta Patativa do Assaré, sabiamente, afirmou que “não há em nosso universo/ quem possa dizer em verso/ o que ele em prosa escreveu”.
Cascudo vaquejou a memória dos “brasis” escondidos dentro do grande Brasil, e de lá voltou com o mais completo panorama que um único homem traçou sobre o nosso povo. Seu Dicionário do Folclore Brasileiro, sozinho, já valeria por uma existência. Sua História da alimentação no Brasil, se fosse sua única obra, já bastaria para imortalizá-lo. Quando foi a África, para pesquisar sobre as origens da nossa alimentação, um jornalista indagou-lhe sobre o motivo de sua presença ali. A resposta do mestre veio carregada de poesia: “Vim ver o sol se pondo no mar”.
Creio que o grande mérito de Cascudo foi exatamente o de conseguir uma abrangência tal nos seus estudos sobre o povo brasileiro, que pouquíssimos aspectos foram deixados de fora. Da rede de dormir aos jangadeiros, vaqueiros, cantadores, passando pelos mitos, superstições, costumes, até as tradições da pecuária e os contos populares trazidos de Portugal, quase nada escapou ao olhar arguto do mestre.
Seu interesse não esbarrou apenas no “folclore”, como por vezes se cai na tentação de reduzir a sua obra. Aliás, aos que o tratavam como “folclorista”, com certo reducionismo, com certo menoscabo, Cascudo deu uma resposta deliciosa: “Faço questão de ser tratado por esse vocábulo que tanto amei: professor. Os jornais, na melhor ou na pior das intenções, me chamam folclorista. Folclorista é a puta que os pariu”.
Cascudo estudou os mais variados aspectos da nossa história, as contribuições portuguesa, holandesa, francesa, africana, indígena. Estudou sobre a presença de mouros e judeus na nossa cultura, escreveu sobre Dante Alighieri e a tradição da nossa cultura popular, pesquisou e escreveu sobre a cachaça, o açúcar, foi poeta e crítico literário.
Estudou sobre a religião, preocupado em descobrir como o povo ressignificava os ensinamentos religiosos, tanto nas práticas oficiais quanto nas manifestações religiosas populares, nos oratórios das camarinhas e nas procissões, nos cultos públicos e nos terreiros escondidos.
Cascudo estudou os nossos gestos, nossa forma de olhar, o comportamento do nosso corpo, como elementos da nossa identidade cultural e do nosso dizer, da nossa afirmação cultural. Para os apreciadores da famosa “água que passarinho não bebe” Cascudo escreveu um Prelúdio da cachaça, pesquisa minuciosa, saborosa como tudo o que o mestre fazia.
Cascudo foi, sem dúvida, o descobridor do Brasil. Poucos conseguiram, como ele, se aproximar daquilo que poderíamos chamar de “alma” brasileira. Alma não em um sentido subjetivo e metafísico, mas como a soma dos elementos constitutivos da nossa cultura mestiça e das nossas tradições forjadas num cadinho de múltiplas influências. Essas múltiplas influências, forjadas nesse caldeirão de alquimia chamado Brasil, deram origem ao povo uno de que nos falava Darcy Ribeiro.
Pois foi esse povo uno o único objeto de estudo de Câmara Cascudo. Sem sair do Rio Grande do Norte, sem jamais se afastar da sua terra Natal (com trocadilho e tudo), Cascudo estudou e descobriu os inúmeros brasis que formam o nosso país. Com tanto amor pelo povo, não soa estranha a sua afirmação de que o melhor produto do Brasil é o brasileiro. Plenamente convencido disso, Cascudo dedicou sua vida ao estudo e ao entendimento desse povo.
*Joan Edesson de Oliveira é educador, Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Leandro Karnal: Em época de crise, ler é um gesto de resistência

Em artigo publicado no site do jornal O Estado de S. Paulo, o historiador e professor da Unicamp, Leandro Karnal, oferece dicas de leitura para o período “pós-Natal’ e comenta que “em época de crise de livrarias, ler é quase um gesto de resistência”
IMAGEM –  O artista chinês Daniel Lai usa uma técnica de dobrar papel parecida com o origami para realizar seu trabalho feito com livros O artista chinês Daniel Lai usa uma técnica de dobrar papel parecida com o origami para realizar seu trabalho feito com livros
Confira, abaixo, a íntegra do artigo:
Férias cerebrais
Muita gente prefere passar horas diante de um celular ou outra tela, em redes sociais, jogos eletrônicos, canais de streaming
por Leandro Karnal
O Natal passou mais uma vez. A casa guarda ainda algum vestígio da festa, a geladeira está repleta de sobras e, finalmente, muitos de nós estão de férias ou têm o ritmo de trabalho bem diminuído por causa do fim do ano. As próximas duas semanas são mortas em termos de produtividade, salvo pela posse de novos governantes. Nada melhor do que aproveitarmos o tempo que (finalmente!) parece ser maior para colocar leituras em dia.
Muita gente prefere passar horas diante de um celular ou outra tela, em redes sociais, jogos eletrônicos, canais de streaming. Outros, que ainda lembram como é o mundo real, fogem para balneários, retiros e acampamentos. Todas as opções para relaxar são válidas, mas ler é ir a qualquer lugar sem precisar sair de onde está. Viajou? Leia no avião, no ônibus, na cadeira de praia, na rede. Ficou em casa? Livre-se do smartphone por algumas horas e abra um livro. Jogue-se numa poltrona ou na cama e saboreie o mundo contido nas páginas a sua frente. Se o vício em telefones é muito grande, baixe um aplicativo que bloqueie outras atividades, um leitor de PDF ou de formatos de e-book e… voilà! Leia no bendito aparelho que não sai de suas mãos e entorta cada vez mais seu pescoço.
Está desatualizado ou sem prática? Vou recomendar alguns textos que me marcaram este ano e alguns clássicos para sua quinzena que se abre. Meu sonho é que o bichinho da leitura lhe pegue e que a quinzena se abra para o ano todo de textos e de ideias. Por ora, meu desejo é que suas férias sejam cerebrais. Descansar o corpo exercitando a mente. Desejo dar vigor à massa cinzenta e aumentar nosso repertório cultivando o hábito de crescer pela leitura.
Como este foi um ano de política e de tentativas de imaginar futuros melhores, vou começar com Yuval Harari e suas 21 Lições para o Século 21. Sapiens mergulhou em nosso passado como espécie. Homo Deus, o livro seguinte (já insinuado no final de Sapiens), arriscava previsões de longo prazo para nossa espécie. Agora, o premiado historiador israelense nos provoca, refletindo sobre nossa atualidade e sobre o porvir imediato. Deus, guerras, terrorismo, fake news, imigração, pós-verdade, ignorância e trabalho. Esses são apenas alguns dos temas que o farão pensar antes de fazer votos para o ano novo.
Ainda na mesma toada, Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Um best-seller necessário para os dias atuais. Os autores apresentam os norte-americanos diante da ascensão (para muitos, inexplicável) de Donald Trump, analisam a política antidemocrática desde o nazi-fascismo nos anos 1920 e 1930, passam pelos governos militares na América Latina e chegam ao atualíssimo avanço da extrema direita na Europa. Nesse voo, Levitsky e Ziblatt percebem que as democracias, frágeis e necessárias como sempre, não morrem mais em tomadas de poder, nas mãos de ditadores com porretes nas mãos, mas sim em… eleições. Daí por diante, o que eu disser será spoiler. Corra para ler!
O filósofo germano-coreano Byung-Chul Han lançou os dois livros seguintes há alguns anos. As obras continuam a impressionar pelo exercício que promovem em nosso cérebro e por serem “fininhas”: ninguém pode ter preguiça de lê-las! Não há ordem recomendada e ele tem outros livros muito bons, mas comece por A Sociedade do Cansaço e por A Sociedade da Transparência. Este ano conheci pessoalmente e pude dividir o palco com Gilles Lipovetsky, criador do termo hipermodernidade. Seus livros sobre moda são ótimos, entretanto fiquemos com o último traduzido para o português (Da Leveza: Para Uma Civilização do Ligeiro). Aqui, há uma análise precisa da arte, da cidadania (passando pela lógica da Netflix), para pensarmos nosso mundo e seu feitio hiperconsumista.
No campo da ficção, vamos a um clássico: Quarto de Despejo, escrito por Carolina Maria de Jesus, em 1960. A mineira radicada em São Paulo teve pouquíssimo estudo formal, mas manteve um diário descoberto por um jornalista e publicado na sequência. O cotidiano das favelas paulistas pela visão arguta, crítica, dolorosa e angustiante da autora. Tudo de forma objetiva, em linhas retas e linguagem informal. Uma origem similar a Geovani Martins, a grande descoberta do ano para quem gosta de contos. Nascido na periferia do Rio, formado em oficinas literárias, e já traduzido em nove idiomas, o carioca criou o ótimo O Sol na Cabeça, arrebatando vários prêmios literários.
Bráulio Bessa é um jovem e popular poeta cearense, inspirado pelo cordel e Patativa do Assaré. Tem gente que não gosta porque ele é pop. Eu o li justamente porque ele, em um campo quase abandonado da literatura, vende como pão quente e com ingredientes de qualidade. Seus temas são cotidianos e fazem pensar. Para quem não tem o hábito de ler poemas, funciona como porta de entrada.
Ainda difícil de encontrar, pois não foi publicado por grande editora, está a surpresa do prêmio Jabuti deste ano: outro cearense, Mailson Furtado, que escreveu o longo poema À Cidade, em 2015, fazendo também suas ilustrações e diagramação. O Brasil é um país de bravos e escassos leitores e autores.
Por fim, minha homenagem a Zygmunt Bauman, um dos pensadores com quem mais dialoguei nos últimos anos. Leia seu Retrotopia, escrito pouco antes de sua morte em janeiro de 2017. Um exame lúcido da cisão, do vasto oceano que existe entre o poder e a política em nossos tempos líquidos.
Revisitar clássicos (Diário de Anne Frank ou contos de Clarice Lispector) é sempre um prazer infalível. Em época de crise de livrarias, ler é quase um gesto de resistência. Um livro pode ser bem mais barato do que uma camiseta. É preciso ter esperança.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Funai e Sesai publicam portaria conjunta que regulamenta ações de saúde para povos isolados e de recente contato

Portaria da Funai e MS estabelece diretrizes para atendimento de povos isolados e de recente contato. Na imagem, uma comunidade isolada do povo Yanomami. Foto: Guilherme Gnipper
Na manhã desta sexta-feira (28), foi publicada uma portaria conjunta da Fundação Nacional do Índio e do Ministério da Saúde que regulamenta as ações de atenção à saúde dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato. São diretrizes, princípios e estratégias para atuação conjunta da Funai e Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI, voltadas para o planejamento, coordenação, execução, monitoramento e avaliação das atividades voltadas para a saúde dessas populações.

Dentre os aspectos tratados, o documento enfatiza o caráter emergencial de medidas que reduzam a mortalidade em situações de contato, surtos e epidemias com esses povos e a adequação às peculiaridades socioculturais e à vulnerabilidade epidemiológica dessas populações. O normativo estabelece ainda que, em situações de contato ou de sua iminência, a FUNAI comunicará à SESAI/MS a existência de Povos Indígenas Isolados, objetivando um diagnóstico que direcione o atendimento de saúde específico.

Outro tópico da portaria diz respeito à elaboração de um Plano de Contingência para Situações de Contato, que será formulado de modo a responder de forma adequada a esse tipo de ocorrência. O plano deverá abranger um conjunto de atividades e procedimentos para estabelecer medidas de prevenção ou mitigação de possíveis efeitos negativos em eventos dessa natureza.

Uma inovação trazida pelo instrumento é a criação de uma Sala de Situação, que subsidiará a tomada de decisão dos gestores e a ação das equipes locais diante do estabelecimento de situações de contato, surtos ou epidemias envolvendo o público-alvo do normativo. A Sala de Situação terá como objetivos o compartilhamento de informações, a tomada de decisão, a organização de ações contingenciais e o monitoramento e avaliação das intervenções realizadas.

As decisões da Sala de Situação deverão ser implementadas pela Equipe de Referência Local, que será composta por, pelo menos, dois membros indicados pelo Distrito Sanitário Especial Indígena da SESAI e dois membros indicados pela Frente de Proteção Etnoambiental da FUNAI.


Vagner Campos
Assessoria de Comunicação/Funai

Funai publica cartilhas sobre a relação dos povos indígenas e meios urbanos em Santa Catarina

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Com a finalidade de contribuir para uma relação respeitosa entre indígenas e não-indígenas em Santa Catarina, a Fundação Nacional do Índio, através da Coordenação Regional Litoral Sul, lançou recentemente duas cartilhas que orientam atores sociais e agentes públicos sobre a questão da presença indígena nas cidades.

A Presença Indígena no Contexto Urbano de Santa Catarina e A Presença Indígena em Florianópolis são produtos provenientes da demanda de artesãos indígenas dos povos Guarani, Kaingang e Xokleng. Essas pessoas, ao se deslocarem para grandes centros no intuito de comercializarem sua produção, frequentemente enfrentavam dúvidas e se viam em situações de vulnerabilidade frente a situações ocorridas nos meios urbanos. Mesmo entre servidores públicos de outras entidades e órgãos, eram frequentes os ruídos de comunicação e de interpretação de prerrogativas e obrigações, o que faz desses agentes um dos públicos-alvo desse material.

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Apesar de a cartilha frisar a relação dos artesãos indígenas com a cidade, a conexão dos povos originários com grandes centros não se resume a isso. É o que afirma Luís Filipe Bueno, indigenista especializado da CR Litoral Sul. "A relação dos povos indígenas com a cidade é ancestral e se deve a diversos fatores. Nessa cartilha estamos tratando de forma mais específica sobre as famílias de artesãos indígenas que vem à cidade comercializar suas peças, mas não é o único fator que leva essa população a meios urbanos. A relação do indígena com o meio urbano não se reduz à questão do artesanato. São estudantes, membros de fóruns políticos, pacientes em busca de tratamentos mais complexos. Há uma presença bastante atuante e diversa de povos indígenas nas cidades".


As cartilhas de forma didática e embasada tratam de temáticas contextuais à região, mas também de questões mais amplas. Dentre os aspectos mais gerais, destacam-se os capítulos que tratam do direito à cidade e a autodeterminação indígena, a importância de políticas públicas integradas dos entes federativos, além de diretrizes básicas de convivência urbana entre populações indígenas e não-indígenas. Já nos temas mais regionais, a relevância do artesanato para os povos indígenas locais e recomendações para autogestão por parte desses indígenas nos alojamentos ganham destaque.

Baixe as cartilhas em:




Vagner Campos
Assessoria de Comunicação/Funai

Cultura Brasileira – Simpatiaspara ‘garantir’ um ano novo mais feliz

Começar o ano novo com o pé direito é quase uma regra. Afinal, quem não deseja um novo ano cheio de energias positivas? Por isso, fazer algumas ‘simpatias’ pode ser divertido e mal não vai fazer, certo? Se você acreditar, melhor ainda! Então escolha aqui aquela ou aquelas que mais combinam com você e boa sorte em 2013!
Atrair ou manter um amor

Quem é casada e quer manter o relacionamento deve acender duas velas amarelas. Peça a Oxum – a deusa do amor, da fertilidade, da pureza e do ouro – estabilidade no relacionamento. Se for solteira, acenda uma, e peça para que apareça alguém especial em sua vida. Depois de acesa, derrame mel em volta da vela, coloque quatro búzios, quatro moedas de mesmo valor e oito ou dezesseis rosas amarelas. Para dar certo é preciso ficar na praia até a vela terminar de queimar.

Para o amor voltar
Escolha oito pedaços de fitas coloridas com 1 metro (todas devem ter cores diferentes, menos preto e vermelho). Olhe na direção do mar e coloque quatro fitas em cada ombro. Com os pés na água, despetale três rosas amarelas. Jogue as pétalas por cima da sua cabeça e deixe que elas caiam no mar. Solte então uma fita de cada vez na água e peça que Oxum traga de volta quem você ama.

Para ter sorte no amor
Pegue cinco ou oito rosas brancas (números de Iemanjá e Oxum), perfume de alfazema, fitas com as cores da harmonia (azul, amarelo,rosa, branco e verde), espelho, talco, sabonete e bijuterias. Forre uma cesta com celofane, amarre uma fita no cabo de uma flor e jogue um pouco de talco e de perfume por cima. Depois, coloque o espelho, o sabonete e as bijuterias na cesta e leve para o mar. Conte três ondas e, na quarta, ofereça a cesta à
Iemanjá e a Oxum.

Para ter felicidade
Comece a usar, a partir do dia 28 de dezembro, um par de meias brancas novas. No quarto dia, coloque a meia do pé direito no sol. Depois atire-a longe -cuidado para ela não cair em nenhum lugar úmido. À meia-noite do dia 31 coloque a meia do pé esquerdo ao luar e depois jogue longe dizendo: “Minhas meias foram longe. Não têm teia, nem idade. Se elas se foram, porque se foram, virá a felicidade. Assim seja”.
Para afastar maus fluidos

Na beira do mar, com a água na altura da canela, derrame pipoca ao longo de seu corpo, da cabeça aos pés. Deixe que o mar leve a pipoca, que é um elemento do orixá Omolu, senhor da vida, da cura e da saúde.

Para ter paz, tranqüilidade e prosperidade
Misture pétalas de rosa branca, arroz cru e uma essência e passe pelo corpo. Olhando para o mar, reze pedindo paz e prosperidade para o ano que se aproxima. Tire os sapatos e entre no mar vestida com uma roupa branca. Dê três mergulhos e dê costas para a areia.
Para ter dinheiro o ano inteiro
Leve para a praia sete rosas brancas, sete moedas do mesmo valor, perfume de alfazema e um champanhe. Reze para Iemanjá e para os orixás que têm força no mar. Conte sete ondas e jogue as flores no mar. Em seguida, coloque o conteúdo do champanhe e ofereça aos orixás. Lave as moedas com o perfume e coloque-as na mão direita. Mergulhe a mão na água e peça proteção financeira. Deixe o mar levar seis moedas e fique com uma, que deve ser guardada como amuleto durante o ano.

Crendices e superstições de Ano Novo
• Acredita-se que comer lentilha traz sorte, pois, como é um alimento que cresce, faz a pessoa crescer também;

• Uma das simpatias mais comuns feitas no Ano Novo para atrair dinheiro é a da romã. Chupe sete sementes na noite de Réveillon, embrulhe todas num papel e guarde o pacotinho na carteira para ter dinheiro o ano inteiro;

• O consumo de aves, como o peru e o frango, e o de caranguejo não é indicado na ceia de Ano Novo. Como esses animais ciscam ou andam para trás, acredita-se que quem comê-los regride na vida;

• Guarde uma folha de louro na carteira durante o ano inteiro para ter sorte;

• Coma três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas;

• Jogue moedas da rua para dentro de casa para atrair riqueza;

• Dê três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar nenhuma gota, e   jogue todo o champanhe para trás para deixar tudo o que for ruim no passado;

• Passe as 12 badaladas em cima de uma cadeira ou banquinho
e depois desça com o pé direito;

• Pule num pé só (o direito), à meia-noite, para atrair coisas boas;

• Não passe a virada do ano de bolsos vazios para não continuar o ano inteiro com eles vazios;

• Coloque uma nota no sapato para chamar dinheiro;
• No dia 31, faça uma boa limpeza na casa, varrendo-a de trás para frente. Coloque para fora todo lixo, objetos quebrados e lâmpadas queimadas. Não guarde as roupas do avesso;

• Para evitar energias ruins, muitas pessoas lavam os batentes das portas com sal grosso e água e borrifam água benta nos quatro cantos da casa;

• Na primeira noite do ano, use lençóis limpos;
• À meia-noite, para ter sorte no amor, cumprimente em primeiro lugar uma pessoa do sexo oposto;

• Quem pretende viajar bastante no ano que se aproxima, deve pegar uma mala vazia e dar uma volta dentro de casa;

• Abra as portas e janelas da casa e deixe as luzes acesas;
• O primeiro negócio do ano nunca deve ser fiado nem com pessoa pobre.

(Fonte: Guia dos Curiosos)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Brasiliana Fotográfica publica o texto “Novos acervos: Museu Histórico Nacional”

Grupo tirado no dia 15 de novembro de 1907, 1907. Mato Grosso / Acervo Museu Histórico Nacional.
Grupo tirado no dia 15 de novembro de 1907, 1907. Mato Grosso / Acervo Museu Histórico Nacional.

BRASILIANA FOTOGRÁFICA
A Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores seu nono parceiro, o Museu Histórico Nacional (MHN), com o artigo “Os salesianos, os Bororos e a banda de crianças indígenas que mudou a história”, da historiadora da instituição, Maria Isabel Ribeiro Lenzi, e com a disponibilização das imagens do álbum “Missão em Mato Grosso”que pertence à Coleção Miguel Calmon, ministro da Viação e Obras Públicas no governo do presidente Afonso Pena.

O álbum “Missão em Mato Grosso”, de 1908, retrata os trabalhos dos salesianos e das irmãs de Nossa Senhora Auxiliadora com os índios Bororos. São 69 fotografias do início do século XX que documentam o trabalho de educação desenvolvido pelos missionários pelo qual ensinavam música, português, matemática, prática agrícola e ciências, além de promoverem a evangelização. Infelizmente, a autoria das fotografias é desconhecida.

Fonte: Biblioteca Nacional

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