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Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura &...

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Duas décadas de Bienal: a história da produção estudantil brasileira

Abertura da 9ª Bienal da UNE no Rio de Janeiro 


 11ª edição do Festival chega em 2019 com fôlego renovado e muita história pra contar
Janeiro de 2019 é o mês de mais uma Bienal da UNE. Com seus quase 82 anos de vida, a entidade celebra duas décadas de existência do maior festival estudantil da América Latina. O nascimento da Bienal marcou na história o início de um longo projeto de entendimento e investigação sobre a formação do povo brasileiro, com uma rica troca entre artistas já consagrados e estudantes, além da conexão das muitas juventudes do país e a arte independente produzida dentro das universidades.
Assim, para dar visibilidade à produção estudantil, em 1999, acontece a 1ª Bienal da UNE, em Salvador (BA), com a participação de 5 mil estudantes. A pluralidade artística de propostas e projetos se confirmou com a participação dos músicos Chico César, Jorge Mautner e de um debate com Mano Brown, do Racionais MC´s.
Após essa primeira edição, foi criado o Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, responsável dali em diante por colaborar na organização de todas as outras edições do festival e articular espaços físicos nas instituições de ensino por meio de uma rede de diálogo com os estudantes.
Já expandindo sua rede, o CUCA da UNE realiza a 2ª Bienal, desta vez no Rio de Janeiro, com discussões sobre o fomento dessas áreas nas universidades, que de lá para cá tem crescido e sendo mais divulgada. Cresceu também nessa edição de 2001 o público: 8 mil jovens participaram.
Todas as atividades levantavam a reflexão do tema “Nossa Cultura em movimento”, instigando uma discussão sobre a variedade de criação e produção no país. As presenças marcantes foram Augusto Boal, Ziraldo, Oscar Niemeyer, O Rappa e Tom Zé.
O “Lado B” (espaço para programação não-oficial) e o “Lado C” (visita e interação com as comunidades, projetos e programas do Rio de Janeiro) foram as grandes novidades.
3ª Bienal, em 2003, volta ao Nordeste, e desembarca em Recife (PE), com o compromisso de ressaltar a identidade nacional brasileira. O tema “Um encontro com a cultura popular” foi burilado por convidados do quilate de Gilberto Gil (na época ministro) e Ariano Suassuna. Foi também momento também de avaliar a postura do novo governo federal, eleito em 2002, em relação às políticas culturais e valorização da diversidade. (Assista a parte 1 dessa edição aqui)
Etapas preparatórias foram realizadas em diversos estados, como a 2ª Bienal da UEE-SP e a etapa mineira, da UEE-MG, em conjunto com o Festival Coração de Estudante de Música Universitária, na cidade histórica de Ouro Preto..
Em 2005, a 4ª Bienal recebe estudantes de toda a América Latina, com o tema “Soy Loco por ti América”, em São Paulo e paralelamente o XIV Congresso Latino Americano e Caribenho de Estudantes (CLAE), discutia “Outra América é Possível”. A junção dos dois eventos provocou uma grande integração entre os povos do continente e suas culturas.
Personalidade como o ministro da educação de Cuba, Vecinno Alegrete; Aleida Guevara (médica cubana e filha de Che); Enio Candotti; Mino Carta; Aziz Ab’saber; Nação Zumbi e Serginho Groisman estiveram presentes.
A edição seguinte, em 2007, ficou marcada pela celebração dos 70 anos da entidade. O local escolhido para sediar a 5ª Bienal, foi a o “berço” da entidade”: o Rio de Janeiro. Sob as influências dos Orixás, “Brasil-África: um Rio Chamado Atlântico”, as regiões da Lapa e da Cinelândia foram ocupadas pelos estudantes e artistas. As atividades foram realizadas na Fundição Progresso e no Circo Voador, que receberam intelectuais como Alberto da Costa e Silva e Abdias do Nascimento, o escritor angolano Ondjaki; músicos como Martinho da Vila, Lenine, Naná Vasconcelos, Mr. Catra e Beth Carvalho foram as presenças que trocaram energias com o público.
Ao fim do encontro, uma imensa passeata cultural, a famosa “Culturata”, ocupou e retomou a antiga sede da UNE, na Praia do Flamengo 132, um marco na luta do estudantil.
Já na 6ª Bienal, Salvador é novamente escolhida a sede do encontro. O tema “Raízes do Brasil” levantou a reflexão sobre a formação do povo brasileiro num festival carregado por atividades ao ar livre, incluindo o Forte. As novidades desta edição foi a realização do Conselho Nacional de Entidades de Base, o CONEB da UNE, ampliando o caráter do projeto. Marcelo D2, Alceu Valença, Armandinho e Cordel do Fogo Encantado se apresentaram nesse ano.
Último show da 6ª Bienal com Alceu Valença 
Na 7ª Bienal, em 2011, realizada ao ar livre no Aterro do Flamengo, os estudantes sambaram durante uma semana, com muita festa e luta no Rio de Janeiro. Com o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”, o grande encontro debateu a força desse ritmo, que é uma manifestação popular brasileira, seu caráter festivo e de resistência em diversos momentos da história nacional. A Bienal teve como madrinha Beth Carvalho e Elza Soares deu as caras em um show memorável na Lapa.
8ª Bienal tomou as ladeiras de Olinda em 2013 e homenageou o centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o Gonzagão. O tema “A volta da Asa Branca” reverenciou o sertão nordestino e os shows de Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Silvério Pessoa e Mundo Livre S/A entram para a história nesta edição. Um dos principais artistas do Brasil e do mundo, o xilogravurista J. Borges foi um dos homenageados e teve uma exposição com obras suas nos dias da mostra.
Essa 9ª da Bienal foi realizada novamente ao Rio de Janeiro, com maratona de atividades na histórica Fundição Progresso e shows nos Arcos da Lapa. A abertura foi uma grande homenagem a Mário de Andrade e a Semana de Arte Moderna, com a presença de artista como Pascoal da Conceição.
A edição realizada em 2015, foi regida pelas“ Vozes do Brasil”,que celebrou a língua nacional com suas raízes, variações, misturas e possibilidades, remetendo à formação do povo brasileiro, sua construção e traduzindo as “brasilidades” e suas idiossincrasias.
O doc oficial do evento dá uma ideia de como essa festa invadiu a cidade maravilhosa. Assista:
Em 2017, a 10ª edição aconteceu de 29 de janeiro a 1 de fevereiro, em Fortaleza. O tema ”Feira da Reinvenção” remontou a imagem e o conceito das feiras-livres na cultura popular. Ali,  a Bienal propôs um espaço de troca de tendências e estéticas, reciclagens e reconexões, encontros inusitados e férteis entre os ingredientes que formam o país de norte a sul.
Os quatro dias de festival abrigaram mais de 100 atrações,15 shows, 70 convidados, 1.140 trabalhos inscritos na maior mostra estudantil de arte do Brasil e um público total de mais de 70 mil pessoas. Gente como Emicida, Fernando Haddad, José Celso Martinez Corrêa, Gaby Amarantos, Franklin Martins, Ciro Gomes, Luciana Genro, Eryk Rocha e Juca Ferreira passaram por lá e deram sua contribuição.
 Fonte: UNE

Inscrições abertas para oficinas livres na Escola de Cinema Darcy Ribeiro (RJ)

As oficinas acontecem entre novembro e janeiro
Escola de Cinema Darcy Ribeiro, localizada no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para oficinas livres de cinema para os meses de novembro, dezembro e janeiro. As inscrições são feitas presencialmente e os preços variam de R$ 250 a R$700 reais.
Nos dias 01, 08 e 15 de dezembro acontecerá a Oficina de Cinema Negro Feminino Contemporâneo, ministrada por Rosa Miranda, a primeira mulher negra formada em licenciatura em Cinema e Audiovisual no Brasil.
Outras oficinas com vagas disponíveis, são: “Imagem-Espaço: Cinema e Direção de Arte”; “Interpretação para Cinema e TV”; “Cinema Mundial em Quatro Tempos – Do Expressionismo Alemão à Nova Hollywood”; “Cinema Ampliado”; “Produção e Mixagem para Áudio 360º”; “Figurino para Cinema e Audiovisual” e “A Construção Sonora De Uma Obra Audiovisual”.
As oficinas “Captação de Som/Som Direto (Básico) ”, “Audiovisual e Negócios: Transformando Competências em Diferenciais” e “Atuação para Cinema” ainda não tiveram os preços divulgado.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais aponta crescimento de games no Brasil

River Raid, Mario Bros, Plantas versus Zumbis. Não importa a idade, nem a região brasileira, nem o estilo de jogo. O fato é que o mercado de games cresce no Brasil, ganha cada vez mais adeptos e tem chamado, nos últimos anos, a atenção de diversas políticas públicas.
É o que mostra o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, realizado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira (7) durante o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), em São Paulo.
O estudo indicou crescimento do mercado de jogos eletrônicos brasileiros em todas as regiões do Brasil. De 2014 a 2018, o número de desenvolvedoras passou de 142 para 375, um aumento de 164%. Apesar de as empresas ainda se concentraram no Sul e Sudeste, as regiões Norte e Centro-Oeste foram as que apresentaram o maior crescimento proporcional de novos empreendimentos nos últimos quatro anos.
Alguns dos dados destacados por Luiz Sakuda, um dos coordenadores da pesquisa, mostram que as empresas são, em sua maioria, pequenas (faturam, anualmente, menos de R$ 81 mil por ano) e jovens (mais de metade têm menos de cinco anos).
O estudo também revela que, somente nos últimos dois anos, foram produzidos 1.718 jogos no País, 43% deles desenvolvidos para dispositivos móveis, como celulares, 24% para computadores, 10% para plataformas de realidade virtual e realidade virtual aumentada e 5% para consoles de videogame. Dentro desse universo, foram 874 jogos educativos e 785 voltados ao entretenimento.

Políticas públicas para o setor

Durante a palestra, Ivelise Fortim, também coordenadora do Censo, falou sobre a importância do MicBR e destacou a necessidade de políticas públicas voltadas ao setor de games. “Acho que é importante incluir a área de jogos no MicBR, e apresentar o censo aqui é importante, porque tem gente de toda a América Latina”, afirmou.
Ivelise enfatizou que, segundo o Censo, 50% dos entrevistados pretendem se candidatar a editais e 62% consideram que o governo tem papel importante nos próximos passos da indústria.
O tema foi aprofundado pelo palestrante Pedro Zambom, que trouxe histórico de políticas para games e apresentou metas para o futuro. “O governo é importante na indústria de games. Uma iniciativa que tenho apoiado muito são as de incubação e aceleração das empresas porque surgem iniciativas, mas tem desafios para que elas alcancem infraestruturas maiores”, explicou.

Audiovisual no Brasil e na Coreia do Sul

A superintendente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Luciana Rufino, apresentou, também na tarde desta quarta-feira (7), durante o MicBR, dados sobre a Economia do Audiovisual e comparou a trajetória desse setor no Brasil e na Coreia do Sul desde a década de 1990, quando ambos estavam em situação de sucateamento e de dificuldade de produção e de exibição nacional. Explicou ainda as políticas públicas que ambos países implementaram e como elas transformaram o setor e impulsionaram a economia.
“Na Coreia, em 20 anos fizeram uma série de politicas para superar esse gap e saíram de uma participação de mercado de 2,1% para alcançar 57% em 2014”, disse. “No Brasil, hoje, a cada R$ 1 investido no cinema, obtemos R$ 2,90 de receitas de bilheteria desse filme e retorno de R$ 3,70, contando efeitos indiretos. Ou seja, você quadruplica o retorno na economia”, exemplificou.

MicBR

O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocorre até 11 de novembro, em São Paulo. O megaevento reúne milhares de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos em atividades de capacitação, rodadas de negócios e apresentações artístico-comerciais, além de um público geral de aproximadamente 30 mil pessoas. Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia.
Brasil Cultura

20 de novembro: Vidas negras importam


dia da consciencia negra post final
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), neste 20 de Novembro – Dia da Consciência Negra, convida para o debate, a promoção e o apoio às ações contra a violência racial. A entidade apoia a campanha nacional “Vidas Negras”, do Sistema ONU Brasil, como parte da implementação da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).
A iniciativa busca ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país. O objetivo é chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência.
A sensibilização para temática torna-se ainda mais imprescindível em tempos de ataques à população negra, com cenário político que incentiva a violência e ameaça conquistas como a política de cotas. Ao longo do mês, a Confederação abordará o assunto no site, nas redes sociais e no jornal mural CNTE Notícias.
Fonte: CNTE