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sábado, 30 de junho de 2018

João Guimarães Rosa: Homem Humano


Êh! Fácil não é, nunca foi. Fosse pra ser fácil não valia a pena. Pra ler o mestre Rosa é preciso paciência, tomar gosto devagarinho, ir aprendendo a gostar de pouco em pouco, até quando, sem nem perceber, a gente já tá ali gostando de verdade, não parando mais de acompanhar o mestre.
Por Joan Edesson de Oliveira*
Ilustração: Tainan Rocha Liso do Sussuarão – Ilustração: Tainan Rocha Liso do Sussuarão – Ilustração: Tainan Rocha
Eu tinha quase trinta anos já, quando li a primeira vez. Comecei do maior e fui voltando para as estórias menores, mas não menos importantes. Comecei com o “Grande Sertão”. O vivente, pra terminar aquele sertão todo, tem de enfrentar primeiro o Liso do Sussuarão, feito os medeirovazes. Assim, cinquenta, oitenta páginas primeiras do livro. Se conseguir, se der conta disso, não volta mais, segue Riobaldo e Diadorim até o fim, até quando o jagunço Tatarana vê pela primeira vez o corpo nu, sem vida, do jagunço Reinaldo. Mas pra chegar lá, tem um sertão inteiro a se cumprir. Se não passar na travessia do deserto, se não aguentar o Liso do Sussuarão, melhor voltar, esperar um tempo, até tentar de novo o desafio. Ou se corre o risco de desgostar, de incompreender, de largar o sertão e ir em busca de outras paragens.
Mestre João criou um mundo inteiro. O sertão é um mundo.
“O sertão está em toda a parte. […] Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”
É mesmo assim. A obra do mestre Rosa é como fosse um sertãozão, imenso, sem fim. Manda quem é forte. Quem quiser se aventurar por ela, que venha armado. Ah! Mas que vale a pena. A obra do mestre é feito uma lonjura de boniteza, que o vivente, por mais que peleje, não consegue abarcar com a vista. As duas cadernetinhas da viagem com a boiada, com os apontamentos dele, eu comecei a ler depois que já tinha lido tudo dele. Voltei pro princípio, praqueles garranchos, as páginas transcritas datilografadas, cheias de riscos, de anotações. Que coisa linda, sabe?
Antônio Callado indagou o mestre Rosa, certa vez, sobre o conto “A terceira margem do rio”.
Callado achou bonito, perguntou de onde veio, qual a fonte, a ideia. A resposta do mestre Rosa era de um personagem seu: “Ai, Callado, nem me pergunte, eu cheguei a ficar assustado, parei pra rezar.”. Assim fiquei eu, ao ler as cadernetinhas da viagem com os bois. Descrente que sou, quase parei pra rezar, de tão assustado. Precisei compartilhar aquelas coisas com alguns amigos, de tão grandes, de tão bonitas que não cabiam dentro de mim sozinho, que eu precisava guardar em outros aquelas bonitezas.
É quase uma unanimidade comparar o mestre João com Joyce. Dizem que é um escritor joyciano. Sei não. Acho que a gente pode é dizer que algum outro seja rosiano. Mestre João não era assim comparável, era ele, apenas ele. Verdade que concordo quando dizem que ele leu outro mestre, o Euclides, que ele estudou os sertões descritos por Euclides. Mas o sertão do mestre Rosa era dele, sabe? Um sertão rosiano.
“Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar.”
Assim com a obra de seu João. Ali, parece que o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder dele mesmo. Aqueles personagens, aqueles lugares, dizem que acabou, que não existe mais, que aquele sertão não existe mais. Há quem diga que nunca existiu. Ah! O sertão sobrevive dentro do sertão. Lugares há iguaizinhos àqueles, ainda, do mesmo jeitinho, com as mesmas casinhas, a mesma igrejinha, os mesmos vaqueiros, as mesmas mulheres Joana Xaviel contando histórias. Tudo, tudo igualzinho, sobrevive ainda em recantos escondidos e esquecidos dentro do sertão. Até os bois, os burros, a vaca Porcelana, os paus d’arcos cheirosos, as porteiras gemendo.
Tudo igual, igualzinho, assim a gente entrasse num livro do mestre Rosa. Ainda há os mesmos amores, os ódios, as traições, os homens matando outros, em perversidades, as bondades, as malvadezas, deus e o diabo no meio do redemoinho. Ah! Existe sim, o sertão, existe sim. Precisa é conhecer o sertão, adentrar lá dentro, com a mesma disposição e a mesma paciência que fosse pra ler o mestre. Se conseguir, se entrar… Ah! Moço! Não volta nunca mais não. Fica sendo sertão a vida inteira. Porque sertão mora é dentro da gente.
“O sertão é do tamanho do mundo.”
Pois se for? A obra do mestre João é assim também, do tamanho do mundo. Esse conto mesmo que falei há pouco, “A terceira margem do rio”, é assim, do tamanho do mundo, um conto imenso, que não tem fim. E “A hora e a vez de Augusto Matraga”, o que dizer dele? E “Meu tio o Iauretê”, que Callado disse ser a história curta mais importante da literatura brasileira, comparável com “A metamorfose”, de Kafka? E “Conversa de bois”, uma das mais fantásticas fábulas que já li? E “O burrinho pedrês”, trágica história de amor e traição sem par na nossa literatura? E…? E…? A obra do mestre é assim, feito o sertão, do tamanho do mundo, sem fim. Paulo Mendes da Rocha escreveu que “O ‘Grande sertão: veredas’ é uma universidade toda de escrita naquelas poucas linhas”. Ah! Que é isso mesmo. A obra do mestre Rosa dá uma universidade, da graduação ao doutorado.
“Senhor vê, o senhor sabe. Sertão é o penal, criminal. Sertão é onde o homem tem de ter a dura nuca e mão quadrada.”
O sertão do mestre Rosa é amor, é ódio, é dialética pura. Afinal, o que é a obra do mestre? É o sertão. E o que é sertão? Ora, o sertão é o Brasil, é o mundo. O sertão é ainda maior do que o mundo, sem fim, sem começo, dentro de nós e se esparramando pra fora, derramando-se assim pelas beiradas do universo. O sertão é isso. Leia o mestre e depois se aventure por aí, pelo sertão, deixe que ele adentre pela sua alma, pra conhecer. Ou faça o contrário, entre pelo sertão, sinta os cheiros e as cores dele, converse com o povo sertanejo, e depois vá ler o mestre Rosa, que está tudo lá, tudinho, um no outro, a obra dele no sertão, o sertão na obra dele, tudo misturado, a dialética rosiana, o amor, o ódio, o sertão. Sertão é o quê? A gente, os sertanejos, isso é o sertão.
“Sertão é isto, o senhor sabe: tudo incerto, tudo certo. Dia da lua. O luar que põe a noite inchada.”
O que eu acho mesmo, pensando como o mestre, é que a gente tinha que fazer um ajuntamento de muita gente, pra ler a obra dele, pra divulgar pelo sertão afora, pra todo mundo poder conhecer e ter o direito de entender, assim, tim-tim por tim-tim, tudo o que ele escreveu. A homenagem a ele era ler, ler muito, o que ele e o que outros escreveram sobre o Brasil. Porque o mestre Rosa escreveu mesmo sempre, foi sobre os problemas universais do homem. Antônio Cândido disse isso, que “através do homem do sertão havia uma presença dos problemas universais”. E disse mais, que “o mundo de Guimarães Rosa não é em Minas, o mundo de Guimarães Rosa é o mundo. Porque o sertão é o mundo…”.
“A gente tem de sair do sertão! Mas só se sai do sertão é tomando conta dele a dentro…”
Pois vamos fazer isso, vamos tomar conta do sertão, desse mundão rosiano que ainda há por aí. Vamos ler o mestre Rosa, e entender melhor esse país.
“… cidade acaba com o sertão. Acaba?”
Acaba nunca. Nunca acaba. O sertão há de haver mesmo quando não houver mais nada, ainda assim há de haver o sertão. Enquanto houver homem humano haverá o sertão. Rosiano. O sertão que houve e que ainda há, escondido, esquecido, dentro de tantos outros sertões.
O que proponho, então, aos todos poucos que aqui leem, é que vão buscar o mestre João, esquecido nalguma prateleira, vão em busca dele, leiam, releiam. Depois, se quiserem uma prosa, vou me dispondo, enquanto termino a leitura das cadernetinhas, pensando naquela boiada chefiada por Manoel Nardy, com João Guimarães Rosa na culatra, ou como flanqueador no contra-coice do lado esquerdo, sua posição predileta.
Riobaldo Tatarana ficava se perguntando, martirizado: era pautário? Tinha feito o trato? Não sei. Mas e o mestre João? Era pautário? Fico com seu conterrâneo Drummond: “Tinha parte com… (sei lá/ o nome) ou ele mesmo era/ a parte de gente/ servindo de ponte/ entre o sub e o sobre/ que se arcabuzeiam/ de antes do princípio,/ que se entrelaçam/ para melhor guerra,/ para maior festa?/ Ficamos sem saber o que era João/ e se João existiu/ de se pegar”.
Mestre João Guimarães Rosa era pautário, fez trato com o coiso, naquela sua escrita onde o demo salta de cada linha? Porque aquilo que ele escreveu, aquela lindeza que ele escreveu, aquelas bonitezas todas… Ah! Aquilo é coisa de gente, de homem? Tão bonito daquele jeito, será? Ah! Riobaldo que responda:
“Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”
*Joan Edesson de Oliveira é poeta, no outubro seco do sertão do Ceará

Quilombo das Américas

Cooperação: Parceria com MDA, EMBRAPA; IPEA; Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB); UNIFEM; e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA); e Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE).

O Projeto “Quilombos das Américas – Articulação de Comunidades Afrorrurais” tem como objetivo geral a promoção da soberania alimentar e a ampliação do acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais de comunidades afrorrurais nas Américas, buscando fomentar a construção de rede de cooperação interinstitucional.
As ações de cooperação internacional para a promoção da soberania alimentar e a ampliação do acesso aos direitos econômicos, sociais e culturais de comunidades afrorrurais nas Américas, se justificam em vista da comum experiência da diáspora africana e a presente situação de vulnerabilidade da população negra latino-americana inserida na diversidade cultural formação dos Estados nacionais na América Latina e Caribe.
Trata-se de uma iniciativa piloto que abarca três comunidades afrorrurais no Equador, Panamá e Brasil. Por meio de metodologia específica de pesquisa, serão levantados aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos e culturais destas comunidades. O Projeto Quilombos das Américas trabalhará com dois componentes de pesquisa. O levantamento com base em dados secundários visa delinear um panorama geral da situação de comunidades afrorrurais nos países partícipes. Trata-se de uma aproximação preliminar, com vistas a situar a pesquisa in loco, principal foco das equipes de pesquisa. Os dados secundários serão mesclados a dados de campo, resultantes da segunda etapa de pesquisa, que consistirá nas missões a serem realizadas em cada uma das quatro comunidades contempladas. Nessa segunda etapa, nossa principal fonte será a memória oral das comunidades afrorrurais, que acessaremos por meio do diálogo empreendido durante a observação participante e de entrevistas semi-estruturadas, quando for o caso.

Comunidades Quilombolas - PROGRAMA BRASIL QUILOMBOLA

Comunidades quilombolas são grupos com trajetória histórica própria, cuja origem se refere a diferentes situações, a exemplo de doações de terras realizadas a partir da desagregação de monoculturas; compra de terras pelos próprios sujeitos, com o fim do sistema escravista; terras obtidas em troca da prestação de serviços; ou áreas ocupadas no processo de resistência ao sistema escravista. Em todos os casos, o território é a base da reprodução física, social, econômica e cultural da coletividade. Até março de 2013, a Fundação Cultural Palmares certificou 2040 comunidades quilombolas, presentes nas cinco regiões do país, com maior concentração nos Estados do Maranhão, Bahia, Pará, Minas Gerais e Pernambuco.
Acesse o Guia de Políticas Públicas para Comunidades Quilombolas
O Programa Brasil Quilombola foi lançado em 12 de março de 2004, com o objetivo de consolidar os marcos da política de Estado para as áreas quilombolas. Como seu desdobramento foi instituída a Agenda Social Quilombola (Decreto 6261/2007), que agrupa as ações voltadas às comunidades em várias áreas, conforme segue:
Eixo 1: Acesso a Terra – execução e acompanhamento dos trâmites necessários para a regularização fundiária das áreas de quilombo, que constituem título coletivo de posse das terras tradicionalmente ocupadas. O processo se inicia com a certificação das comunidades e se encerra na titulação, que é a base para a implementação de alternativas de desenvolvimento para as comunidades, além de garantir a sua reprodução física, social e cultural;
Eixo 2: Infraestrutura e Qualidade de Vida – consolidação de mecanismos efetivos para destinação de obras de infraestrutura (habitação, saneamento, eletrificação, comunicação e vias de acesso) e construção de equipamentos sociais destinados a atender as demandas, notadamente as de saúde, educação e assistência social;
Eixo 3: Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local - apoio ao desenvolvimento produtivo local e autonomia econômica, baseado na identidade cultural e nos recursos naturais presentes no território, visando a sustentabilidade ambiental, social, cultural, econômica e política das comunidades;
Eixo 4: Direitos e Cidadania - fomento de iniciativas de garantia de direitos promovidas por diferentes órgãos públicos e organizações da sociedade civil, estimulando a participação ativa dos representantes quilombolas nos espaços coletivos de controle e participação social, como os conselhos e fóruns locais e nacionais de políticas públicas, de modo a promover o acesso das comunidades ao conjunto das ações definidas pelo governo e seu envolvimento no monitoramento daquelas que são implementadas em cada município onde houver comunidades remanescentes de quilombos.
A coordenação geral do Programa é de responsabilidade da SEPPIR, que atua em conjunto com os 11 ministérios que compõem o seu Comitê Gestor. Contudo, cabe ressaltar que as ações executadas por diversas vezes extrapolam a competências desses órgãos. Nesse sentido, conforme necessário, são estabelecidas parcerias com outros órgãos do Governo Federal.
A Gestão Descentralizada do PBQ ocorre com a articulação dos entes federados, a partir da estruturação de comitês estaduais. Sua gestão estabelece interlocução com órgãos estaduais e municipais de promoção da igualdade racial (PIR), associações representativas das comunidades quilombolas e outros parceiros não-governamentais.
A SEPPIR tem acompanhado e estimulado a instituição de Comitês Gestores Estaduais, sendo que, até o presente momento, foram iniciados processos de constituição dessas instâncias estaduais, sendo algumas já formalizadas por decreto do Governador, em 05 Estados: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Paraná. Os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo estão em fase de conclusão desse processo. Nessa perspectiva foram criados os Seminários de Ações Integradas do PBQ, visando a consolidação dos Planos Estaduais de Ações Integradas do Programa.
Interface com PPA 2012-2015
A pauta das comunidades quilombolas entrou no PPA pela primeira vez na peça de 2004-2007. De lá pra cá os dados apontam que houve um notório crescimento da inclusão das demandas quilombolas, refletido também nas ações orçamentárias.
O Plano Brasil Maior - PPA 2012-2015, no programa temático 2034 - Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial, de execução da SEPPIR, prevê iniciativas de coordenação, monitoramento e avaliação das ações governamentais voltadas para as comunidades quilombolas.
Além disso, as ações para comunidades quilombolas estão previstas de forma explícita em mais 14 programas temáticos, contemplando iniciativas de praticamente todos os ministérios que compõem o Comitê Gestor do PBQ. 
por Carmen Cira Lustosa da Costa — publicado 09/04/2014 11h51, última modificação 09/06/2015 16h25
Fonte: seppir.gov.br

Indígenas do Paraná e Paraíba serão atendidos por novas unidades da Funai

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Entra em vigor, a partir desta segunda-feira (2), a criação de duas Coordenações Regionais(CR) da Funai no Sul e Nordeste, por meio do Decreto nº 9.425, publicado em 27 de junho. As novas coordenações estão situadas em Guarapuava-PR e João Pessoa-PB.

Povos Potiguara, Tabajara, Guarani, Kaingang e Xetá serão atendidos pelas unidades que passarão a funcionar juntamente com as Coordenações Técnicas Locais (CTL) existentes nas cidades.

A criação das unidades já era assunto em discussão e deverá dinamizar o atendimento das áreas que, atualmente, compõem demandas da CR Interior Sul, em Chapecó-SC, responsável pelo suporte a mais de 21,5 mil indígenas nas regiões de Santa Catarina e Paraná, e da CR Nordeste II , em Fortaleza-CE, que presta serviço a mais de 50 mil indígenas no Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte.

Fonte: Ascom/Funai

CAIS DO SERTÃO - RECIFE - PE - "Vale a pena conhecer!" - CPC/RN

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Foto: Google

Com recursos de tecnologia inovadores, automação e interatividade, além da leitura generosa de cineastas, escritores, artesãos, artistas plásticos, artistas visuais e músicos de todo o país, o Cais apresenta os fortes contrastes que marcam a vida nos sertões nordestinos, proporcionando aos visitantes uma experiência de imersão nesse universo.
O espaço é um empreendimento de economia criativa e está localizado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, vizinho ao Centro de Artesanato e ao Marco Zero do Recife. A área total é de 7.500m², e os investimentos advêm de recursos do Ministério da Cultura e do Governo de Pernambuco.
O Bairro do Recife atualmente possui um grande acervo de museus e centros culturais capazes de transmitir aos visitantes as características culturais, econômicas e históricas do povo pernambucano. A poucos metros do Marco Zero do Recife, está instalado o Cais do Sertão, um museu que, localizado no litoral, presta sua homenagem à cultura, às histórias, ao povo sertanejo brasileiro. O Museu faz parte do projeto Porto Novo Recife, que está transformando os antigos armazéns portuários em um grande polo de turismo, serviços, entretenimento e lazer.
Inaugurado em abril de 2014, o Módulo 1 do Cais do Sertão comporta uma exposição permanente e interativa sobre a cultura sertaneja e promove uma grande celebração da vida e obra do cantor e compositor Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Nascido em Exu, Sertão de Pernambuco, Gonzagão consagrou a música nordestina em todo o Brasil. Nada escapou à sua sensibilidade. E o Cais do Sertão é um polo de reconhecimento de sua genialidade. Um museu com tecnologia de ponta e abordagens contemporâneas que tem se tornado um espaço de transformação da rotina cultural da capital pernambucana. Local de troca, convivência, interação, um espaço que convida o público a parar, estar, estudar, criar, experimentar e vivenciar o rico universo de histórias, personalidades, memórias e linguagens artísticas.
Concepção e Desenvolvimento – A concepção e o desenvolvimento do Museu ficaram a cargo de um grupo de especialistas, incluindo a pernambucana Isa Grinspum Ferraz, responsável pela curadoria e direção de criação. A ideia original é do antropólogo e poeta Antonio Risério. Isa, que também trabalhou na concepção do Museu da Língua Portuguesa, trouxe para o Cais do Sertão o conceito de um espaço dinâmico de convivência, diversão e conhecimento, polo gerador de novas ideias e vivências. Já a equipe de criação envolve nomes como Tom Zé, José Miguel Wisnik, Antonio Risério, Frederico Pernambucano de Mello, entre outros.

Cineastas pernambucanos como Kleber Mendonça Filho, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Marcelo Gomes e Camilo Cavalcanti, além do xilogravurista e cordelista J. Borges estão entre os que produziram conteúdo para compor o acervo.

ENDEREÇO: Av. Alfredo Lisboa, S/N.Recife Antigo.(81) 40420484 CONTATO@caisdosertao.org.br

Fonte: CAIS DO SERTÃO