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domingo, 12 de agosto de 2018

DIA DOS PAIS - DIA EM QUE MINHA LINDA FILHA ME ESCREVEU UMA LINDA CARTA!

Foto arquivo família: Da esquerda; Hudson - Eduardo - Heloiza e Heitor Vasconcelos

Hoje (12) como de costume me levantei cedo para fazer o que mais gosto nessa VIDA! Escrever e alimentar os blogs que estão sob minha responsabilidade e me deparei com UMA CARTA DENTRO DO MEU NOTBOOK! Carta essa escrita e assinada pela minha LINDA FILHA HELOIZA VICTÓRIA! De imediato começo a lê e de repente também comecei a viajar no tempo, desde o seu nascimento, desenvolvimento e até hoje como adulta, me emocionei todo! Sempre soube que "ELA" é muito inteligente, sábia e carinhosa, mas sua carta me comoveu de maneira que me inspirou a escrever essas poucas linhas para registrar o que estou sentido neste momento em que é comemorado em todo o mundo o DIA DOS PAIS! Presente melhor do que esse não existe!

Tenho três lindos filhos: Hudson (o mais velho), Heitor (o do meio) e Heloiza (a caçula), AMO-OS em igualdades. Para eles só tenho a dizer que apesar de não ter dados-lhes o amor constante, a educação exemplar, mas desde os seus primeiros dias de vidas, procurei dar-lhes carinho, amor e amá-los de forma ímpar! Sei das ausências com inúmeras viagens minhas o qual os mesmos sentiram e ainda sente minha falta! Mas a vida tem dessas coisas.

Hoje reflito tudo isso e cheguei a uma conclusão: Pedir-lhes DESCULPAS pelas minhas falhas e prometer-los que procurarei ser mais presente e a ama-los cada vez mais. Para o Hudson que se encontra hoje casado, morando um pouco distante da gente, digo-lhe que a muito tempo fico triste, primeiro por nunca ter-lo pedido perdão pela minha ausência em boa parte de sua vida, mas tenho em mente muito momentos lindos, desde do seu nascimento até uma boa parte de sua adolescência e que hoje ainda me emociono, Hoje você se encontra distante, mas  penso em você meu filho todos os dias! Deus estará com VOCÊ, SEMPRE!

O Heitor meu segundo filho também vai no mesmo sentimento que tenho poo Hudson, um pai ausente a quem também peço-lhe desculpas, mas saiba que o tenho também como um grande e valioso filho, e que o amo de forma igual a todos e que peço a Deus que o ilumine sempre e que tenhas uma vida promissora ao lado da sua amada, Nadja e quem sabe um dia vai me presentear com um lindo presente... Um neto! O mesmo serve para o Hudson e a Heloiza! E se possível colocá-lo o nome do avô paterno, seria um presente que ficará em minha memória para sempre!Eduardo ou Eduarda, presente melhor que esse não existe!

No mais meus filhos, Hudson, Heitor e Heloiza peço ao senhor Deus que os-iluminem sempre os seus caminhos e que possam vencer na vida, pois nunca é tarde para recomeçar! Amo-os todos e os seus presentes SÃO VOCÊS!  Sempre os AMAREI e sempre estarei com vocês na mente e no coração! AMO-OS!!! Sim! Desculpem os erros de português, nunca fui bom para escrever, mas o impulso foi maior. Beijos!  Seu PAI, EDUARDO VASCONCELOS.

Dia dos Pais: Maminha assada com manjericão

Dia dos Pais já chegou! Para quem ainda não decidiu o cardápio para hoje, passamos uma de receita rápida e fácil. Esse prato é bem simples de fazer, perfeito para a comemoração deste domingo.
Ingredientes
1,2 kg de maminha (1 peça)
1 colher (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) de molho de soja (shoyu)
1 colher (chá) de orégano
3 folhas de manjericão picadas
1/2 unidade de pimenta-dedo-de-moça picada
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 dentes de alho picados
  • sal a gosto
Modo de preparo
Retire o excesso de gordura da carne.
Misture o óleo, o shoyu (molho de soja), o orégano, o sal, o manjericão e a pimenta.
Cubra a carne com a mistura, tampe com papel-alumínio e leve ao forno, preaquecido a 220 ºC, durante 1 hora.
Retire o papel-alumínio e asse por mais 30 minutos ou até a carne ficar macia.
Em uma panela, aqueça o azeite e doure o alho.
Retire a carne do forno e, por cima, distribua o alho.
Sirva com batatas douradas na manteiga.
Dica: se preferir, sirva com uma massa ou arroz.
Fonte: BRASIL CULTURA

Uma arte plural, diversa e militante

Histórias Afro-Atlânticas é o tema que compõe duas importantes exposições que acontecem em São Paulo, no MASP e no Instituto Tomie Ohtake; a discussão é sobre a comemoração dos 130 anos da abolição da escravidão
Rodolpho Lindemann Rodolpho Lindemann, c., Retrato de ama negra com criança branca presa às costas, 1880. Cartão postal [carte de visite], Salvador. Coleção Apparecido Jannir Salatini. 10 x 6 cm aprox. Rodolpho Lindemann, c., Retrato de ama negra com criança branca presa às costas, 1880. Cartão postal [carte de visite], Salvador. Coleção Apparecido Jannir Salatini. 10 x 6 cm aprox.
Neste ano comemora-se os 130 anos da Abolição no Brasil, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. E, no entanto, são vivas e profundas as marcas da escravidão no País. Diariamente somos confrontados com as provas concretas da desigualdade racial, seja por meio de aterradores dados estatísticos ou através de dramas reais, como o assassinato de Marielle Franco, que relembram quão profundo e arraigado é o racismo no país. Apesar da sensação de que pouco avançamos para combater tal situação, a denúncia dessa segregação persistente parece pouco a pouco esgarçar o manto da invisibilidade que recobre a questão.
Nesse processo de denúncia, reflexão e combate, a arte desempenha um papel fundamental e amplificador, apesar de insuficiente para reverter um quadro de exploração que se perpetua há séculos. Se até há pouco eram raras as exposições de artistas afro-brasileiros e africanos, ou em torno de questões vinculadas ao passado escravista e ao presente racista – e o Museu Afro Brasil (ver ao lado) parecia ser um foco essencial, mas isolado, de resistência –, vimos nos últimos tempos um florescimento de manifestações neste sentido. Somam-se a mostras históricas realizadas nos últimos anos, como Histórias Mestiças, no Instituto Tomie Ohtake (2014); Territórios: Artistas Afrodescendentes no Acervo da Pinacoteca (2015/2016); Diálogos Ausentes, no Itaú Cultural, e SomxsTodxsNegrxs, no Videobrasil (ambas em 2017), uma quantidade considerável de exposições, eventos e reflexões poéticas sobre a situação do negro no Brasil e do mundo.
Neste momento, estão em cartaz simultaneamente na cidade de São Paulo as exposições Ex-África (CCBB), que traz a obra de 18 artistas contemporâneos africanos e de dois brasileiros, e a mostra de longa duração É Coisa de Preto, organizada pelo Museu Afro Brasil, que contempla um amplo número de núcleos expositivos.
No próximo dia 29 de junho, começa uma grande exposição, intitulada Histórias Afro-atlânticas, concebida por uma parceria entre o Masp e o Instituto Tomie Ohtake, que reunirá aproximadamente 400 obras realizadas por mais de 200 artistas da África, do Caribe e das Américas. Além dessa mostra gigantesca, que ocupa todos os espaços expositivos temporários do museu, o Masp tem dedicado toda sua programação de 2018 à discussão de questões relativas à arte africana e afro-brasileira. Além de um conjunto alentado de mostras de autores negros, como as atuais exposições de Aleijadinho, Emanoel Araújo e Ayrson Heráclito, uma pequena, mas significativa mudança foi feita em sua exposição permanente, colocando nessa coleção fortemente eurocêntrica uma nova tônica e dando destaque – a partir do segmento dedicado à arte moderna – à representação dos negros e à produção de artistas afro-brasileiros.
Histórias Afro-atlânticas terá oito diferentes núcleos. O primeiro deles, Mapas e Margens já sinaliza, segundo a curadora Lilia Schwartz, a perspectiva múltipla, plural, adotada pela equipe curatorial. “Nesse rio chamado Atlântico circularam símbolos, religiões, formas de produzir e sobretudo pessoas”, destaca ela, relembrando a importância de autores como Pierre Verger e Alberto da Costa e Silva (autor da metáfora do Atlântico como um rio) para o desenvolvimento deste projeto, que envolveu três anos de pesquisa e dois seminários internacionais.
mostra combina em seus diferentes núcleos abordagens históricas e contemporâneas, antropológicas e estéticas, aspectos que serão aprofundados tanto no catálogo como no livro de ensaios que serão lançados simultaneamente. Em termos internacionais, a produção africana, muito pouco conhecida por aqui, ganha destaque, bem como uma ampla produção de afrodescendentes do lado de cá do Atlântico (com uma forte presença da atual produção norte-americana). A seleção brasileira – ou produzida no Brasil – também é ampla, indo desde marcos históricos como as telas Negro Woman with Child e Negro Man, de Albert Eckhout, a uma série de trabalhos comissionados especialmente para a exposição.
Desde o final da década de 1980, com as celebrações em torno do centenário da abolição e a promulgação da Constituição cidadã, nota-se um crescente interesse por parte dos artistas brasileiros afrodescendentes de refletir sobre um passado que não acabou, substituindo pouco a pouco o modelo anterior que associava a arte brasileira de matriz africana essencialmente a um universo vinculado aos motivos religiosos e a arte popular.
Histórias Afro-atlânticas não apenas dá espaço para os artistas responsáveis por essa virada, dentre os quais se destacam nomes incontornáveis como os de Rosana Paulino, Eustáquio Neves, Sidney Amaral e Dalton Paula, que estiveram presentes em praticamente todas as mostras anteriores já citadas. A mostra procura também abrir espaço para identificar novos atores neste segmento. Apesar do lastro histórico importante, há também uma aposta em novos nomes dessa produção, tanto no Brasil (No Martins, Rafael RG…) como no exterior (TitusKaphar, Nina Chanel Abney…), afirma Hélio Menezes, um dos curadores da exposição ao lado de Lilia Schwartz, Tomás Toledo, Adriano Pedrosa e Ayrson Heráclito.
Estudioso da produção afro-brasileira contemporânea, Menezes diz não se iludir com o atual interesse que o mercado de arte vem dedicando a essa produção, que durante anos ficou ignorada. Mas, segundo ele, não há dúvida de que esses artistas vieram para ficar: “Estão se tornando incontornáveis ao debate”. Outro aspecto interessante que ele destaca na pesquisa é a diversidade. Apesar da ênfase em poéticas mais vinculadas à luta política, é preciso contemplar a ampla gama de linguagens e temas trabalhados por esses artistas. O curador exemplifica que o núcleo Modernismos Afro-atlânticos concentra-se na produção de artistas negros da África e da diáspora africana, cujos trabalhos são mais voltados para diálogos internos da história da arte.
Como diz Menezes, “cada exposição é um mundo”. O interessante é que, tanto pela dimensão grandiosa como pela fricção que promove entre a produção internacional e a cena nacional, Histórias Afro-atlânticas promete ampliar o conhecimento e o debate em torno da produção africana num país contraditório como o Brasil que, apesar – ou talvez por isso – de ter sido o primeiro país a trazer escravos, ter recebido a larga maioria da população africana escravizada ao longo de mais três séculos (calcula-se que 40% dos negros vendidos como escravos tenham aportado por aqui) e de ter sido a última nação ocidental a abolir tal prática, ainda desconhece enormemente sua história e os laços que o une à cultura negra.
Fonte: Página B!

Camila de Moraes lança documentário e renova cinema brasileiro

Após 34 anos, o Brasil voltou a ter um filme dirgido por uma cineasta negra: o documentário “O Caso do Homem Errado”, de Camila de Moraes, entra em cartaz
O primeiro longa-metragem de uma cineasta brasileira negra a entrar em cartaz no circuito comercial foi “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio, lançado em agosto de 1984- e que, na época, não teve notoriedade, sendo reconhecido apenas depois de algum tempo.
“O Caso do Homem Errado” veio para relembrar a diversidade daqueles que produzem bons filmes para o cinema no país. Estreou em Porto Alegre (cidade natal da diretora), passando em seguida para Salvador, Acaraju e Rio Branco; em São Paulo, entra em cartaz nessa semana.
Como conta a Folha de São Paulo, Moraes revive no longa um episódio trágico ocorrido em Porto Alegre em 1987, ano em que ela nasceu. O operário negro Júlio César de Melo Pinto foi confundido com ladrões pela polícia e, quando foi levado à viatura, tinha só um ferimento na boca. Minutos depois, chegando no hospital, estava morto: levou dois tiros no trajeto.
A polícia não quis participar do filme. Em 76 minutos, Moraes ouviu familiares, advogados e ativistas dos direitos humanos, que comentam o crime. A diretora disse à Folha que, apesar de já ter assistido ao longa dezenas de vezes, ainda se emociona nas sessões.
Camila de Moraes, diretora do longa “O Caso do Homem Errado”
O longa foi feito com um orçamento de 100 mil reais, valor modesto para um longa, mesmo que no geral documentários tenham custos mais baixos do que obras de ficção. O projeto foi possível graças a doações de representantes do movimento negro, e 20 pessoas participaram da equipe- todos voluntários.
“Eu era sempre a única pessoa negra nos festivais. Precisamos ocupar mais esses espaços”, disse Moraes à Folha. Segundo a diretora, há cada vez mais espectadores dispostos a refletir sobre as questões raciais. Ainda que lentamente, o cenário tem mudado.
Cerca de cinco longas de cineastas negras estão em produção no país. Um deles é “Um Dia de Jerusa”, de Viviane Ferreira, que deve ser lançado em 2019. O filme foi possível graças a um edital do Ministério da Cultura para longas de ficção voltados às ações afirmativas; Viviane crítica o fim do programa de apoio.
Do Portal Vermelho