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PRESIDENTE DO CPC/RN REUNIU-SE COM AS/OS CANTORES/AS JULIANA GOMES E DIEGO RAMOS - ASSUNTO: GRAVAÇÃO DE UM FUTURO CD!

Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura &...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

CASA DO ESTUDANTE RN - CERN CORRE RISCO DE SER FECHADA DEFINITIVAMENTE !!! NÃO DEIXEM ISSO ACONTECER!!! LUTEMOS!

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A CERN RESISTE E PRECISA DE VOCÊ! APOIE ESTA LUTA!
O SOL NASCE PARA TODOS
Pois é, se a sociedade se descuidar poderemos sim, perdermos a CASA DO ESTUDANTE DO RN! É bem verdade que a mesma passa por uma das suas maiores crises em toda a sua existência!  Mas isso não pode simplesmente acabar fechando-a, muito pelo contrário, a sociedade deve sim abraçar essa luta que de todos!

Muitos que passaram por ela sabe de sua importância, lá se passaram vários estudantes oriundos de todas as regiões do estado e que hoje são juízes, advogados, promotores, prefeitos, médicos, jornalistas, etc, etc.  Por isso esta é uma luta de TODOS NÓS!

Ela passa por uma INTERVENÇÃO, cujo objetivo será o de fechá-la, é tanto que a comissão interventora deu um prazo até dia 10/12 para que os que ali residem e que "estejam" irregular saiam e com isso a mesma corre sério risco de ser fechada.

É bem verdade que deve existir "alguns estudantes irregulares" na casa, mas isso não é motivo para fechamento, inclusive os que realmente sonham em se formar na capital precisam da casa para sobreviver aos obstáculos e concluir seus estudos. E isso é fato!

O MP/RN tem sido em alguns momentos flexíveis, mas precisamos URGENTEMENTE de uma solução para resolver este problema.

Na última sexta-feira (30/11), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, juntamente com a presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes), Yara Costa, o jovem e talentoso advogado, Dr. TONY ROBSON, e os residentes da Casa GERLIANO E YGOR, representando a CERN.

É preciso que a sociedade potiguar abrace esta luta e fiquem do lado dos nossos estudantes, em que sua maioria são oriundas de interiores de várias regiões do estado, cheios de esperanças em concluir seus estudos e serem gente nesta sociedade tão egoísta e centralizadora. Sonho também de seus pais.

Conclamamos a todos e a todas as autoridades, entidades e a sociedade a se engajarem nesta luta em defesa da CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE e da IMPORTÂNCIA QUE A CERN REPRESENTA PARA O POVO POTIGUAR!!! A CERN É DO POVO! 

Espetáculo aborda promulgação do AI 5 no Brasil

O Sinpro promove o espetáculo Quem fez 68 não faz 69, que investiga os significados dos fatos que marcaram o ano de 1968, época que ficou marcada pela promulgação do Ato Institucional nº 5 no Brasil. Nessa data, marcada pela ditadura militar, foi instituído no país um golpe dentro do golpe. O espetáculo será realizado na sede do Sinpro, às 19h30, no dia 13 de dezembro.
O texto de Ricardo Guilherme tem uma dramaturgia dinâmica, bem humorada, construída por depoimentos de personagens militantes do período em que foi instaurado o famigerado AI 5 em nosso país, durante a Ditadura Militar. Faz uma revisão da história brasileira das últimas décadas, a partir dos anos 60, dando oportunidade para que os protagonistas de 1968 expressem autocrítica e análises comparativas entre os ideais emblemáticos daquele ano e ideias representativas do pensamento contemporâneo.
Mais informações pelos telefones 99154-7383 (Ruth Guimarães) e 98467-1498 (Sérgio Vianna).
Fonte: SINPRO/DF

Um pouco sobre cultura para entender o “novo”

O ambiente da cultura brasileira, não é de hoje, carece de renovação enquanto aprofunda-se a relação da indústria cultural (gravadoras, promotoras de eventos, canais de TV, revistas, salas de cinema) com manifestações artísticas as mais vendáveis possíveis, tornando a promoção da cultura escrava da lógica liberal. Sendo assim, proliferam-se sertanejos universitários, comédias românticas globais, livros de youtubers ou painéis à Romero Brito que não se justificam em sua hegemonia no campo do entretenimento, em que pese sua total legitimidade e consumo pelo público (seja devido à identificação pessoal, faixa etária ou, simplesmente, desconhecimento de outras opções).
A falta de opção dada aos brasileiros, sobretudo nos últimos vinte anos, quando da ascensão do neoliberalismo a partir do ex-presidente Fernando Collor (PRN, 1990-1992), resultou na consolidação de produtos “tipo exportação” no campo das artes, seja o axé baiano, seja os filmes, séries e novelas policialescos passados no Rio de Janeiro. Refém da cultura neoliberal, o consumidor médio não mais tem acesso a raízes da cultura brasileira como o samba de Cartola, Baden Powell e João Bosco.
Por esse motivo, no ano 2000, diversos cineastas, atores e agentes culturais reuniram-se na casa de eventos Canecão, no Rio de Janeiro, para assinar e enviar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002) um manifesto, eternizado como “Manifesto do Canecão”, pedindo ao Governo mais atenção ao cinema nacional. O argumento era de que um país que não investe em seu cinema deixa prejudicada a preservação da própria cultura.
O resultado foi a criação da Ancine e, aproveitando o bom momento deixado por produções como “O quatrilho”, “O que é isso companheiro?” e “Central do Brasil”, o surgimento de uma forma de fomento ao cinema brasileiro que permitiu concorrência à então única vertente lucrativa da sétima arte nacional: a Globo Filmes com suas produções em metalinguagem com seus próprios programas.
Daí por diante, dezenas de cinebiografias e produções históricas e regionais, ainda que não tenham lotado salas de cinema, permitiram que o país fosse visto e discutido pelo seu povo, emplacando sucessos vez por outra (“Dois filhos de Francisco”, “Cidade de Deus”, “Gonzaga: de pai para filho”), mas sempre permitindo produções artísticas fundamentais ao autorreconhecimento e valorização de minorias como trabalhadores (“Lula: o filho do Brasil”) homossexuais (“Eu não quero voltar sozinho”), mulheres (“Zuzu Angel”), negros (“Meu tio matou um cara”) e indígenas (“Xingu”).
Fosse a cultura atrelada ao lucro, não só a arte que permite a visibilidade e discussão do mal-estar das minorias não seria possível, mas também aquela de vanguarda. Qual ramo da iniciativa privada brasileira investiria em “Barravento” de Glauber Rocha, no Teatro Oficina antes de consolidado, em “Beneath de Remains” da banda Sepultura, em “Da lama ao caos” de Chico Science e a Nação Zumbi?
Todos os projetos aqui citados nasceram de três vertentes de financiamento: público, através de editais promovidos por fundações de amparo à cultura (praticamente todos os filmes); mão na massa de artistas independentes que, num misto de competência e acaso, lograram um lugar ao sol que outros tantos, igualmente talentosos, não (José Celso e o Oficina, os pernambucanos da Nação Zumbi); reconhecimento externo da iniciativa independente, empreendida às custas dos privilégios de se integrar a classe média (caso de praticamente todo o rock nacional e, em especial, do Sepultura e sua ascensão meteórica após excursão nos Estados Unidos).
Sendo assim, a proposta para a cultura do autoproclamado Partido “novo?” (PN), que governará Minas Gerais com o empresário Romeu Zema a partir de 1o de janeiro, é desmontável em meia dúzia de argumentos, como mostra esta coluna. A ideia de que não cabe ao Estado promover peças culturais, sob a justificativa de que esta é a antessala da ideologização do entretenimento, cabendo àquele apenas o provimento de espaço e segurança, desfaz-se na medida em que nenhuma das grandes expressões da arte brasileira (mundial, talvez), tenha nascido unilateralmente da iniciativa privada. Esta, na sua zona de conforto que almeja o lucro, sequer teria aceito o impressionismo de Monet, Turner e Degas no século XIX, visto ter sido a escola amplamente rejeitada quando de sua apresentação à burguesia europeia.
Caso Zema, ao tomar posse em Minas Gerais e promover os seus tais processos seletivos para preenchimento das vagas do secretariado, assuma a política cultural do PN nos próximos quatro anos, veremos limitada a crowdfundings e a muita mão na massa a cultura popular em Minas Gerais. Pior ainda se a iniciativa se espalhar para as gestões de João Dória (PSDB) em São Paulo, Wilson Witzel (PSC) no Rio de Janeiro e Jair Bolsonaro (PSL) no Planalto, o que não é um cenário improvável no médio prazo.
Sem a atuação dos Fundos Estaduais e o abatimento de impostos a empresas que financiem a cultura, teremos a consolidação do projeto cultural de afirmação do conservadorismo via iniciativa privada, além da entrada em massa de produtos estrangeiros por streaming e formatos tradicionais da indústria cultural (TV, Cinema, rádio), sem que o país possa dar uma resposta à altura e competir no mercado cultural internacional. Isto chegou a ocorrer nos últimos 20 anos com o animador Carlos Saldanha e seus filmes “Rio”, com o Grupo Galpão de teatro, de Belo Horizonte, as esculturas de Francisco Brennand expostas no Recife ou a carreira de sucesso dos roqueiros do Angra, banda nascida das escolas de música de São Paulo.
Será difícil. Porém, neste país continental e multiétnico, a cultura sobrevive, e nela suas formas de resistência. Quer queiram os gestores públicos e o poder econômico, quer não.
HÉLIO ROCHA
Repórter de meio ambiente e direitos sociais de Plurale em Revista, correspondente em Minas Gerais para o Brasil 247
FONTE Portal Brasil Cultura

Prefeitura adia prazo de inscrições das eleições do Conselho Municipal de Política Cultural

Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) divulga novo cronograma referente à eleição dos membros da sociedade civil que irão compor o colegiado durante o biênio 2019/2020. Interessados terão até as 17h do dia 11 de janeiro de 2019 para realizar cadastro e inscrição no Mapa Cultural de Fortaleza. O CMPC é um órgão integrante do Sistema Municipal da Cultura de Fortaleza, vinculado administrativamente e financeiramente à Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), com a finalidade de promover a gestão democrática e autônoma da Cultura do Município de Fortaleza.
As inscrições, iniciadas em 31/10 e previstas até 16/11, foram primeiramente prorrogadas até esta sexta-feira (30/11). Com nova prorrogação, o período de cadastramento segue até 11 de janeiro de 2019.
Ao todo, serão escolhidos por votação pública 22 conselheiros titulares de diversos segmentos culturais e territórios, além de conselheiros suplentes em mesmo número. Eleitores e candidatos poderão se cadastrar em apenas um dos segmentos culturais. Um mesmo participante não pode se cadastrar, se candidatar e votar em mais de um segmento ou Região Administrativa (território).
Podem participar, como candidatos, pessoas físicas maiores de 18 anos; como eleitores, maiores de 16 anos, emancipados, e pessoas físicas maiores de 18 anos domiciliados no Município de Fortaleza. Eleitores devem comprovar pelo menos um ano de atuação no campo cultural da cidade de Fortaleza no segmento escolhido. Já os candidatos devem comprovar pelo menos dois anos de atuação no campo cultural escolhido.
A comprovação de atuação pode ser feita por meio de portfólio, currículo, clipping de mídia, catálogos de exposição, filiação a entidades representativas, certificados, diplomas em curso técnico ou superior na área específica.
Segmentos
Serão escolhidos um titular e um suplente para cada um dos segmentos culturais: Artes Visuais, Fotografia, Audiovisual, Literatura, Música, Teatro, Dança, Circo, Cultura Tradicional, Popular, Produtores Culturais, Humor, Moda, Mídia Digital, Artesanato e Organizações da Sociedade Civil (Antigas Organizações Não Governamentais); e territórios: Região Administrativa I de Fortaleza, Região Administrativa II de Fortaleza, Região Administrativa III de Fortaleza, Região Administrativa IV de Fortaleza, Região Administrativa V de Fortaleza, Região Administrativa VI de Fortaleza e Região Administrativa do Centro de Fortaleza.

Durante o período de cadastramento, a Secultfor disponibilizará suporte aos proponentes em dias úteis, das 8h às 12h e das 13h às 17h, por meio do e-mail cmpc.secultfor@fortaleza.ce.gov.br.
Votação
A votação ocorrerá na Vila das Artes (Rua 24 de maio, nº 1221 – Centro) entre os dias 22 a 25 de janeiro de 2019, das 9h às 18h, e no dia 26 de janeiro, das 9h às 12h. É obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto no ato da votação.

Será eleito como representante titular o candidato que ficar em primeiro lugar na contagem dos votos do respectivo fórum ou território. O representante suplente será o candidato que ficar em segundo. Para que a eleição do candidato seja válida, ele deve receber um mínimo de cinco votos.
Conselho
O Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), criado pela Lei no 9.501/2009, alterada pela Lei nº10.336, de 1º abril de 2015, é um órgão colegiado permanente, de caráter normativo, deliberativo, fiscalizatório e consultivo, integrante do Sistema Municipal da Cultura de Fortaleza, vinculado administrativamente e financeiramente à Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), com a finalidade de promover a gestão democrática e autônoma da Cultura do Município de Fortaleza, bem como fomentar a articulação governamental com os demais níveis federados.

Serviço
Eleição para o Conselho Municipal de Política Cultural 2019 / 2020
Inscrição: Até 11/01/2019, em http://mapacultural.fortaleza.ce.gov.br/
Votação: 22 a 25 de janeiro de 2019, das 9h às 18h, e no dia 26 de janeiro, das 9h às 12h, na Vila das Artes (Rua 24 de maio, nº 1221 – Centro)

Fonte: BRASIL CULTURA

TODOS OS PROFISSIONAIS, SOB O CAPITALISMO, ESTÃO SUBMETIDOS À 'LIBERDADE DE ESCOLHA COMPULSÓRIA'

Por dalton rosado
O JORNALISMO SUFOCADO E
AS REDES SOCIAIS ELETRÔNICAS
A cobertura econômica efetuada pela grande mídia — seja a impressa (hoje com menor tiragem), a radiofônica (ainda com muita agilidade e estilo próprio insuperável) ou a televisiva (com grande força de comunicação) — serve ao lucro e ao sistema político do qual é dependente; assim, os seus profissionais da comunicação, os jornalistas, são submissos a esse interesse patronal, ainda que queiram prestar informações pretensamente isentas.

A novíssima variante disso é a mídia eletrônica via internet, que interligou o mundo em tempo real, com acessibilidade fácil e generalizada. Livre das concessões estatais (embora alguns países façam restrições ao seu uso indiscriminado), a mídia eletrônica, entretanto, não está imune à interferência do capital na formação da opinião pública. 

Descobriu-se mais recentemente (como ficou claro nas últimas eleições brasileiras) que é possível produzir-se um massacre de informações negativamente manipuladas por essa nova mídia, a partir de mecanismos empresariais robóticos ou utilizando-se internautas pagos.

Além da doutrinação sobre conceitos, valores morais e comportamentais equivocados, a veiculação em massa de notícias pela internet geralmente vem acompanhada das chamadas fake news, que de tanto serem repetidas e de constantemente martelarem as cabeças dos usuários, terminam por estabelecer como verdades informações falsas numa dimensão muito maior que a das transmissões a rádio a mando de Joseph Goebbels na Alemanha nazista.
Lia-se o trabalho liberta logo ao entrar no campo de Auschwitz

Entretanto, o mais grave no jornalismo ligado às grandes empresas de mídia é a incidência de informações parciais sub-repticiamente positivadas como virtuosas, que são introjetadas de modo sublinear ou mesmo explícito nas mentes dos indivíduos sociais mal aculturados.

Aliás, tais ensinamentos formam conceitos que vêm desde os bancos das escolas (que sempre tiveram e terão partido, no sentido doutrinário) que positivam as categoriais capitalistas pelo via do ensino fundamental até as academias de ensino superior. 

Exemplo mais flagrante da positivação do negativo, seja pela grande imprensa burguesa ou pelo sistema educacional, é a frase o trabalho dignifica o homem, que sempre nos foi ensinada como edificante, quando, na verdade, representa a escravização e a alienação do ser humano sob o modo de produção social que lhe é imposto. Uma variante, o trabalho liberta, era o primeiro slogan que os prisioneiros liam ao chegarem nos campos de concentração nazistas.

O jornalismo acrítico, ou politicamente superficial (com algumas exceções que confirmam a regra) considera a mediação social sob a forma-valor (leia-se capitalismo) como dado antropológico natural da sociabilidade humana e como forma ontológica da vida social, corroborando o objeto teleológico do comando midiático empresarial com a superficialidade das críticas comportamentais sociais dos políticos e empresários (um viés que impregna até o noticiário aparentemente neutro, como o policial, o esportivo, etc.).

Assim, os profissionais da grande mídia não conseguem (nem podem) exercer suas funções profissionais com abordagens fora da lógica sistêmica, e acabam atuando como se não fossem possíveis formas sociais alternativas.
"as mazelas do capitalismo são incorrigíveis"
Isto se repete, inclusive, no jornalismo ligado aos partidos de esquerda e aos ditos partidos comunistas ligados ao marxismo tradicional, cuja linha atual tem sido de defesa do desenvolvimento econômico (ou seja, mais capitalismo) como forma de viabilizar a vida social mercantilizada a qualquer custo.     
Daí a incapacidade de contradita jornalística ao que está posto como forma de relação social.

O jornalismo tradicional, mesmo quando se apresenta como crítico, atua como se fosse possível corrigir, por meio de matérias investigativas, as incorrigíveis mazelas inerentes à mediação social político-econômica sob o capital.  

Tal forma de crítica, ao invés de ser transformadora, procura manter vivo o sistema ao fazer crer que, se lhe retirassem os desvios comportamentais, viveríamos num mar de rosas. Assim, desvia a atenção da necessidade da superação da essência do modo de ser social existente.  

Querer consertar a debacle capitalista a partir de denúncias de corrupção e incompetência administrativa (como os desperdícios em obras superfaturadas, inacabadas, mal construídas a ponto de desabarem, etc.) é função contributiva social, mas que incorre na mesma superficialidade do atual surto justicialista do Poder Judiciário contra a corrupção endêmica.

A função jurisdicional estatal, ao mesmo tempo, descriminaliza o roubo oficial do capital que é feito pela via da extração da mais-valia como se tal prática fosse algo natural e socialmente benéfico. 

Vivemos sob uma ética avessa a qualquer código moral humanista mais aceitável (lato sensu). Vai daí que os Moros da vida, quando conscientes do ethos social vigente, são estatistas hipócritas no que tange à busca e promoção do bem-estar social equânime; quandoinconscientes, não passam estatistas ignorantes.
Sérgio Moro: um estatista hipócrita?

Ambos os tipos de magistrados, enquanto pertencentes à estrutura superior de poder do Estado, são, por determinação profissional, carrascos sistêmicos e fieis cumpridores das leis burguesas (magistrados corruptos, tais quais os policiais corruptos, enquadram-se em categorias abjetas, subprodutos sistêmicos que transcendem o escopo deste texto).     

Um jornalismo implicitamente enquadrado, impedido de fazer reflexão científico-filosófica sobre o que está subjacente às mazelas sociais que se aprofundam, repete, cansativamente, fatos econômicos e político-criminais, sem que tal noticiário tenha o condão de contribuir para modificar o que está posto. 

São poucos os jornalistas que se dispõem a uma prática jornalística fora da caixa, como o que é praticado no blog Náufrago da utopia.

Como advogado que sou, diariamente exerço a minha profissão com os mecanismos jurídico substantivos (leis ordinárias) e adjetivos (leis processuais) que me são facultados, tal como fazem todos os trabalhadores assalariados para garantirem o seu sustento pessoal, dando, mesmo que eventualmente contra as suas vontades, sustentação ao capitalismo com suas produções diárias de mercadorias (serviços aí incluídos) e valor.       

Sob o capitalismo, todos os comportamentos profissionais remunerados são imanentes àliberdade de escolha compulsória, ou seja, àquela na qual se tem de escolher entre reproduzir valor para o capital ou morrer de fome; e no jornalismo não é diferente. 
"liberdade de escolha compulsória"

Os jornalistas, em que pese a sua função social informativa e educativa, também não podem fugir dessa camisa-de-força, justamente porque, como os demais trabalhadores, são assalariados que devem cumprir o seu papel a partir do caráter onívoro da mercadoria, que tudo transforma em valor econômico. 

Assim, há que se compreenderem as limitações das funções jornalísticas e seus conteúdos, principalmente das atuações não voluntárias. Há também muitos jornalistas que convergem voluntaria e conscientemente para o objeto teleológico da mídia que cumpre o papel de fiel serviçal dos interesses empresariais (estes são os mais incensados e premiados), utilizando suas aptidões para o desiderato socialmente trágico do capital. Nem sempre o talento vem acompanhado de caráter.  

Mas, como disse Marx, a própria sociedade cria os mecanismos de superação dos seus males; então, a mídia eletrônica tem todas as condições de atuar de modo emancipacionista, como o que vimos fazendo pela via desse tipo de comunicação que ora está sendo lida. 

A comunicação eletrônica, pela natureza de sua forma, é de mais difícil controle sistêmico, pois não há como selecionar o que interessa ao capital daquilo que lhe é contrário (nesse sentido, os Steve Jobs da vida, mesmo querendo ganhar dinheiro e em razão das contradições inerentes à vida sob o capital, foram revolucionários). 

É aí que se pode introduzir a cunha capaz de abrir a fissura do dique. 
"massacre de informações manipuladas"

Nós, que não aceitamos passivamente viver sob as botas do capital e que temos discernimento para promover a emancipação social ao facilitar a compreensão dos problemas estruturais por parte dos cidadãos comuns, devemos e podemos divulgar textos esclarecedores e estimular a participação de pessoas capazes de refletir conceitualmente sobre a possibilidade de um novo modo de sociabilização. 

Ainda que o capital possua recursos para intervir poderosamente na comunicação via internet, como vimos na última eleição presidencial, podemos nos contrapor a isso formando um contingente de emancipacionista lúcidos e dispostos a abrir novos caminhos, diferentemente do velho travestido de novo que se nos apresenta para os próximos anos sob Boçalnaro, o ignaro (aquele que brevemente vai evidenciar-se como a maior de todas as fake newsbrasileiras).

(por Dalton Rosado) - Fonte: naufrago-da-utopia.blogspot.com