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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

AÇÃO E REAÇÃO - Chico César encara o retrocesso do Brasil em ‘O Amor é um Ato Revolucionário’. E está no ‘Hora do Rango’

Segundo Chico César, o novo álbum é um comentário robusto de suas vivências político-sociais, no contexto do convulsionado momento do Brasil nos últimos anos
É o nono disco de inéditas do cantor paraibano, convidado desta sexta-feira (18) no programa "Hora do Rango".
São Paulo — O paraibano Francisco César Gonçalves, mais conhecido como Chico César, é o convidado do programa Hora do Rango desta sexta-feira (18), a partir do meio-dia, na Rádio Brasil Atual . Nascido em Catolé do Rocha, interior da Paraíba, em 26 de janeiro de 1964, se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e aos 21 anos foi morar na cidade de São Paulo, onde trabalhou como repórter e revisor de textos, ao mesmo tempo em que começou a compor.
Após uma turnê na Alemanha, em 1991, se empolgou com a repercussão e tomou coragem em deixar o jornalismo e se dedicar exclusivamente à música. Formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum), e passou então a se apresentar na casa noturna paulistana Blen Blen Club.
Em 1995, Chico César lançou seu primeiro álbum, o acústico Aos Vivos, com participações de Lenine e Lanny Gordin. O sucesso foi estrondoso. No ano seguinte veio o segundo disco, Cuscuz Clã, consolidando o brilhante início de carreira. De lá pra cá, foram quase 25 anos e mais seis álbuns até chegar ao novo trabalho, lançado agora em 2019: O Amor É um Ato Revolucionário. É o nono álbum de inéditas de Chico César, numa trajetória que inclui discos ao vivo, DVDs, vinis e até livros, sendo um deles de poemas eróticos e outro um conto para crianças.
O novo disco é um comentário robusto de suas vivências político-sociais, no contexto do  convulsionado momento do Brasil nos últimos anos. Todas as 13 faixas, letra e música, são assinadas apenas por Chico César. O álbum tem como convidados a adolescente paraibana Agnes Nunes (com quem divide os vocais na música De Peito Aberto), a jovem cantora pernambucana Flaira Ferro (em Cruviana) e o guitarrista paulistano Luiz Carlini (na música que dá título ao álbum).
“Muitas canções foram imediatamente publicadas nas redes sociais em formato voz e violão assim que compostas, é o primeiro registro delas”, explica Chico César, justificando o nascimento de músicas como HistoryPedradaLike e Eu Quero Quebrar.
Nos shows do novo álbum, Chico César se apresenta acompanhado por Helinho Medeiros (teclados), Ana Karina Sebastião (baixo), Gledson Meira (bateria), Simone Sou (percussão), Sintia Piccin (sopros) e Richard Fermino (sopros).
Depois de ganhar, em 2018,  o Prêmio da Música Brasileira como melhor álbum pop com o disco Estado de Poesia – Ao Vivo, Chico César vem ao programa Hora do Rango apresentar as canções de O Amor É um Ato Revolucionário, relembrar momentos marcantes da carreira e, como não poderia faltar, analisar o conturbado momento político brasileiro.
O programa
Hora do Rango, apresentado por Colibri Vitta e também premiado pela APCA, recebe ao vivo, de segunda a sexta-feira, ao meio-dia, sempre um convidado diferente com algo de novo, inusitado ou histórico para dizer e cantar. Os melhores momentos da semana são compilados e reapresentados aos sábados e domingos, no mesmo horário.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

Feminismo em pauta, entrevista com Eleonora Menicucci

Abertura do 5º EME contou com a presença da ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres.

Ontem, quinta-feira, 17, na Faculdade Zumbi dos Palmares, em SP, aconteceu a abertura do 5º Encontro de Mulheres Estudantes da UBES (EME). A socióloga e ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres do governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci de Oliveira, esteve presente para a mesa de abertura do evento que teve como tema “Revolta: mulheres contra o autoritarismo, secundas por uma escola sem machismo”.
À UBES, a também ex-militante, falou sobre os desafios da luta feminista.
Como você vê o fato da Secretaria de Política para Mulheres ter perdido o status de Ministério e hoje estar vinculada à Ministra Damares Alves?
Para falar da Secretaria de Políticas para Mulheres não dá pra não falar deste governo que foi eleito com base em mentiras. A questão da Secretaria para Mulheres está dentro deste contexto, não se pode pensá-la apartada disso de forma nenhuma, porque a política do governo define como alvos principais as mulheres, a população negra, LGBTQ+, indígena e trabalhadora. E entre as mulheres, prioritariamente as negras. Então, a Damares é uma representante oficial da proposta desse governo. Aliás, ela é muito inteligente, não vamos menosprezá-la, ela é um quadro da direita, evangélica, reformista, reacionária, conservadora, sexista e machista. É sob a titularidade dela que as “políticas para mulheres” estão, ou seja, não estão, porque ela acabou com todas as políticas para as mulheres e com as políticas de direitos humanos.
Como o desmonte de políticas públicas impacta na política para mulheres?
Existem dois focos, o da implementação doa a quem doer das políticas mais cruéis neoliberais e o outro da política fundamentalista, conservadora, completamente de perda de direitos trabalhistas, individuais e sociais que nós tínhamos conquistado. Dou uma assessoria para mulheres do bairro Heliópolis, nós começamos um curso que se chama “Escola Feliz”, elas querem se subsidiar do que é o feminismo. Elas já lutam, o que elas querem é se fortalecer como sujeito feminista. As mulheres brasileiras estão se organizando no campo, na floresta, nas águas, nas cidades, nas escolas. São negras, são brancas, são gordas, são magras, são indígenas. Nós acabamos de ter duas marchas maravilhosas das mulheres indígenas e das Margaridas, eu estava com muito receio porque este governo institui o medo. Esse ódio que está instalado é pra impedir que as pessoas saiam às ruas.
Você passou pelo terrível momento da Ditadura, foi presa e torturada. Diante de nosso atual cenário político, qual seu sentimento e maior preocupação, principalmente para as meninas e mulheres?
O medo na Ditadura era de morrer, ser assassinada, ser presa e torturada. Aquela geração não tinha alternativa, ou entrava na luta ou não entrava e a grande maioria entrou, e entraram de várias formas. Hoje, o medo é maior porque o inimigo não está tão explícito. Temos uma censura que não está explícita, mas nós temos censura. As forças armadas tinham um projeto que era nacionalista. Hoje, qual é o projeto? Não tem. É entregar o Brasil. Nós, mulheres, somos as que mais sofremos porque estamos nos empregos mais precarizados, mais intermitentes. Segundo o Atlas da Violência, o feminicídio aumentou em 47,8% dentro de casa com armas de fogo, em 9 meses, e pra mim, é muito fácil a resposta: o Bolsonaro está incentivando o porte das armas, isso significa “é permitido matar”. É uma barbaridade!
Quais as principais diferenças entre o atual movimento de jovens feministas com o período em que você foi militante?
Durante a Ditadura nós não sabíamos que éramos feministas, diferentemente das mulheres norte-americanas e europeias daquela época. O conceito só passou a fazer parte do movimento de mulheres brasileiras em 1978, mas nós éramos feministas porque rompemos com as famílias, com os anos dourados da juventude, nós pusemos calça comprida, cortamos o cabelo curto, usamos camisa e fomos à luta. Mulheres foram assassinadas, mortas, desaparecidas, incineradas, fomos torturadíssimas. Quando saí da cadeia, em 1974, saí assumidamente feminista e fui buscar grupos de mulheres para discutir. Assim como a conceitualização tardia do feminismo, foi com o feminicídio que já existia desde a colonização, eu tive a honra de ter sido ministra quando a Lei 3.404, de 2015, foi aprovada no Congresso e assinada pela presidenta Dilma.
De certa forma, o discurso imposto pelo governo marginaliza as militantes feministas. Qual o intuito dessa postura?
O neoliberalismo constrói um modelo de sociedade onde a mulher só interessa se capturada pelo sistema neoliberal. As jovens feministas representam o futuro da mulher, vocês estão dizendo “nós não aceitamos isso!”. Vocês tiveram a oportunidade de passar por dois governos de conquista de direitos, os quais não querem perder. O ódio que eles têm de mulheres determina que eles não aceitam a mulher como sujeito de direito da sua própria vida e de suas próprias decisões.
Redação: Aline de Campos, de São Paulo
Foto: Patricia Santos

Fonte: UBES

Literatura e cultura negras marcam Virada da Consciência em novembro

Lançamento da Virada da Consciência, que ocorrerá entre os dias 18 e 20 de novembro, em São Paulo.
A cidade de São Paulo recebe entre os dias 17 e 20 de novembro a segunda edição da Virada da Consciência, com diversos eventos culturais, de formação profissional e diversão ligados ao Dia da Consciência Negra. A programação foi anunciada hoje (16) na Faculdade Zumbi dos Palmares, zona norte da capital.
Festa literária
Integra o calendário a sétima edição da Flink Sampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra. O escritor Machado de Assis foi escolhido como patrono deste ano, em um esforço de resgate da herança negra do autor. “Nós vamos trazer alguns especialistas em Machado de Assis para falar conosco”, disse o curador da mostra literária, Tom Farias, citando o professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo de Assis Duarte que escreveu um livro especificamente sobre Machado de Assis afrodescendente como um dos convidados. O livro de Assis Duarte será lançado na Flink Sampa.
Outros nomes de destaque são o do professor e membro da Academia Brasileira de Letras Domício Proença Filho e o do presidente de Cabo Verde, o escritor Jorge Carlos Fonseca. Nomes contemporâneos, como a escritora Jarid Arraes, e de importância nos últimos anos, como Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, também estarão presentes.
Novos autores
“A Flink veio com a proposta de aproximar esses escritores, mostrar que eles existem e colocá-los diante do público. Esse partilhamento de ideias, de pensamento, que faz com que as grandes editoras e livrarias passem a expor e publicar autores negros”, explica Farias sobre os objetivos do evento.
Para o curador, o país vive atualmente um momento de expansão no número de escritores e leitores, inclusive, através das redes sociais. “A gente vêm muita gente hoje lendo. A rede social fez com que as pessoas lessem. Você não precisa ler só livro, você lê outros livros pela rede social”, diz Farias a respeito das novas dinâmicas da escrita. Segundo ele, os resultados dos prêmios de literatura têm mostrado que o Brasil tem produzido cada vez mais autores jovens. “O escritor antigamente era o idoso, ninguém conhecia. A gente só lia autores mortos. E hoje, não. Os escritores estão muito próximos da gente”, diz.
Escolas, universidades e até restaurantes
Além da mostra literária, a Virada terá atividades de gastronomia e sobre tecnologia, envolvendo a rede estadual de ensino. A programação envolve ainda, de acordo com o reitor da Zumbi dos Palmares, José Vicente, os Sescs da capital e do interior, assim como os campi da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Vicente acredita que a expansão do número de parceiros pode fazer com que a Virada deste ano envolva até 1 milhão de pessoas. “Aumentou o número de parceiros, foi para mais cidades e tem uma comunicação muito mais forte para divulgar o evento”, ressaltou sobre o crescimento do evento em relação ao ano passado.
Os estudantes da rede estadual do ensino técnico e regular (público e privada) vão ser convidados a participar do Festival AfroMinuto. “Em que os alunos constroem a trajetória de um herói negro em uma historiazinha de um minuto. Toda a rede Paula Souza e as escolas públicas do estado de São Paulo estão participando desse trabalho”, detalhou o reitor.
As atividades contam ainda com a parceria de empresas, shoppings e restaurantes. “A gente tem uma rede de quase 50 restaurantes que produziram um prato especial para esta data”, acrescentou Vicente.
Tony Tornado
O Troféu Raça Negra, que há 17 anos é entregue a personalidades com destaque na causa negra no país, homenageia neste ano o ator Tony Tornado. Com 89 anos, Tony começou a carreira artística como cantor e dançarino na década de 1960. No entanto, se consolidou tempos mais tarde, na década de 1970, como ator, com importantes papeis na televisão, onde trabalhou por mais de 40 anos.
O ator e cantor, Tony Tornado, fala durante o lançamento da Virada da Consciência.

STF oficializa fim da filiação obrigatória à Ordem dos Músicos

No dia 7/10, o Supremo Tribunal Federal publicou a ata de julgamento da ADPF 183, comunicando, em seguida, o acórdão ao Congresso Nacional e à Presidência da República. Com isso, está formalmente extinta a obrigatoriedade de pagamento de anuidade à Ordem dos Músicos para o exercício da profissão.
O remédio jurídico contra a lei de 1960, que criou a Ordem dos Músicos com poderes de fiscalização, foi proposto há dez anos por um movimento encabeçado por Carlos Giannazi, com apoio técnico da procuradoria da Casa. “Não posso deixar de homenagear o competente procurador Carlos Dutra, que elaborou representação provocando a Procuradoria Geral da República”, afirmou o parlamentar, em pronunciamento na tribuna da Alesp.
Segundo o parlamentar, existem profissões que devem ser fiscalizadas, como a de médico, dentista, advogado, engenheiro, arquiteto. “São atividades que colocam em risco a vida, a saúde, a liberdade e a segurança das pessoas. Já os músicos não podem fazer mal a ninguém, por isso não precisam ser fiscalizados, nem podem ser obrigados a pagar uma anuidade para que tenham o direito de trabalhar.”
Giannazi esteve em Brasília várias vezes, em audiências com os relatores Ayres Britto e Teori Zavascki, e, em São Paulo, organizou manifestações, audiências públicas e abaixo-assinados. “Foram dez anos de luta, mas agora os músicos de todo o país estão livres desse pagamento.”

Portal BRASIL CULTURA

VOCÊS SABIAM QUE ONTEM (17) FOI COMEMORADO O DIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA? N;ÃO? ENTÃO LEIAM A MATÉRIA ABAIXO!

Dia da Música Popular Brasileira é comemorado anualmente em 17 de outubro.
Também conhecido como o Dia Nacional da MPB, esta data celebra e homenageia o nascimento da primeira compositora oficial da Música Popular Brasileira: Chiquinha Gonzaga, que nasceu em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro.
O Dia da MPB foi criado a partir do Decreto de Lei nº 12.624, de 9 de maio de 2012, outorgado pela presidente Dilma Rousseff.
Chiquinha Gonzaga compôs diversas canções que fazem muito sucesso até os dias de hoje, além de ter servido de inspiração para outros grandes nomes da MPB, como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso e etc.
Também ficou imortalizada como a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais.

Origem da Música Popular Brasileira

A MPB surgiu a partir da influência de vários gêneros musicais, desde os típicos da Europa, até os africanos e indígenas.
As suas raízes estão ainda durante o período colonial, no entanto, somente a partir dos séculos XVIII e XIX a MPB começa a se formatar nas grandes cidades.
No começo do século XX surge o samba e a MPB se consolida como é conhecida nos dias de hoje.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, em 18/10/2019