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Lei Aldir Blanc: FJA prorroga prazos de nove editais para 18 de novembro

A Fundação José Augusto (FJA) prorrogou o prazo de inscrições de nove editais da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc para 18 de novembro...

sábado, 25 de agosto de 2018

Gastronomia Brasileira

Ao longo de mais de 500 anos de história, a culinária brasileira é resultante de uma grande mistura de tradições, ingredientes e alimentos que foram introduzidos não só pela população nativa indígena como por todas as correntes de imigração que ocorreram no período. Cada região do país tem sua peculiaridade gastronômica e sua culinária adaptada ao clima e à geografia. Além disso, o próprio descobrimento do Brasil remete à culinária, já que as caravelas portuguesas desembarcaram aqui em 1500 enquanto navegavam em busca das Índias e suas especiarias. Devido às diferenças de clima, relevo, tipo de solo e de vegetação, e povos habitando uma mesma região, é muito difícil estabelecer um prato típico brasileiro. A unanimidade nacional é, talvez, o arroz e o feijão, cujo preparo varia conforme a região. No entanto, a mistura de dois ingredientes tão comuns na mesa do brasileiro, apesar de característica, ainda não é suficiente para resumir toda a complexidade e a riqueza da culinária nacional.

Região Norte

Influências: A forte presença indígena mesclada com a imigração européia diferencia a gastronomia do Norte de qualquer outra encontrada no país. É considerada por muitos o maior exemplo de culinária tipicamente nacional. Apesar de suas raízes amazônicas, a cozinha regional sofreu influência forte de imigrantes portugueses, logo no início da colonização. Depois, com o ciclo da borracha, outros povos chegaram e deixaram seus traços na culinária, como é o caso de libaneses, japoneses, italianos e até mesmo os próprios nordestinos que migraram para a região nesse mesmo período.
Principais ingredientes: mandioca, cupuaçu, açaí, pirarucu, urucum (açafrão brasileiro), jambu, guaraná, tucunaré, castanha do Pará.
Pratos típicos: Pato no Tucupi, Caruru, Tacacá, Maniçoba.

Região Nordeste

Influências: A diversidade climática (tropical na costa e semi-árido no interior) tem reflexos diretos na culinária nordestina. Desde o litoral de Pernambuco até o da Bahia, a presença africana se nota mais forte devido aos resquícios da escravidão durante o ciclo da cana. Já em Alagoas, os frutos do mar são mais recorrentes devido às suas diversas lagoas costeiras. No Maranhão, a influência portuguesa é ainda mais forte que nos demais estados da região, e o consumo de temperos picantes, muito comum no litoral, é menor. No sertão nordestino, o próprio clima favorece o consumo de carnes, sobretudo a carne-de-sol e os pratos feitos com raízes. A culinária das comemorações juninas também é típica do interior.
Principais ingredientes: Azeite de dendê, mandioca, leite de coco, gengibre, milho, graviola, camarão, caranguejo.
Pratos típicos: Acarajé, vatapá, caranguejada, buchada, paçoca, tapioca, sarapatel, cuscuz, cocada.

Região Centro-Oeste

Influências: A culinária da região é altamente influenciada pela pecuária, uma das principais atividades econômicas do território, daí a grande preferência da população do Centro-Oeste por carnes bovina, caprina e suína. Os ciclos de imigração também trouxeram a culinária africana, portuguesa, italiana e síria. E a forte presença indígena liderou a preferência regional por raízes. Ao norte do estado, a proximidade com o Pará refletiu diretamente no preparo de alguns pratos, principalmente os que são feitos com carne-de-sol e pequi. O Mato Grosso do Sul, no entanto, sofreu forte influência da culinária latino-americana, sobretudo nos ensopados de peixe. Devido à diversidade da fauna pantaneira, carnes exóticas e peixes típicos da região, como o Pacu, o Pintado e o Dourado também fazem parte do cardápio local.
Principais ingredientes: Pequi, mandioca, carne seca, erva-mate, milho
Pratos típicos: Arroz com pequi, picadinho com quiabo, sopa paraguaia, empadão goiano, caldo de piranha, vaca atolada.

Região Sudeste

Influências: Até o século XIX, a cozinha do Sudeste era essencialmente influenciada pelas origens portuguesas, indígenas e africanas. Alimentos simples, como raízes, carnes, grãos e vegetais foram disseminados por todo o território do Sudeste, o que fez com que a gastronomia de cada estado se tornasse bastante similar em ingredientes e no preparo dos alimentos. A exceção é a culinária capixaba que, por sua proximidade com o Nordeste e grande área litorânea, tem uma forte presença de peixes e frutos do mar nos pratos do dia-a-dia. Após a chegada de imigrantes japoneses, libaneses, sírios, italianos e espanhóis, a diversidade gastronômica, sobretudo em São Paulo, aumentou. No estado, a culinária internacional mais integrada com a culinária típica paulista é a italiana.
Principais ingredientes: arroz, feijão, ovo, carnes, massas, palmito, mandioca, banana, batatas, polvilho

Pratos típicos: Tutu de feijão, virado à paulista, moqueca capixaba, feijoada, picadinho paulista, pão de queijo.

Região Sul

Influências: A mistura étnica ocorrida na região Sul resultou em uma culinária completamente diferente do resto do país, com a presença ainda mais forte da cozinha italiana, alemã, além das já presentes portuguesa e espanhola. O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. Para catequizar os índios da região na época da colonização, os padres jesuítas introduziram a criação de gado e deixaram o rebanho sob a responsabilidade dos nativos. Com a chegada dos tropeiros paulistas e mineiros, que escravizaram os índios, o gado permaneceu solto pelos campos e se espalhou pelo sul do território, pois não havia predadores. Daí a abundância de pastos e a tradição do churrasco gaúcho. Com a chegada dos italianos, as massas, a polenta e o frango foram integradas ao hábito alimentar regional. Já a influência alemã, ficou restrita às colônias no interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O Paraná, apesar da forte influência italiana, conta com uma presença também significativa da culinária indígena, sobretudo com raízes e grãos.
Principais ingredientes: carne bovina e ovina, farinha de milho, erva-mate
Pratos típicos: Barreado, churrasco, galeto, sopa de capeletti, arroz carreteiro, sopa catarinense.

AQUI TUDO SOBRE CULINÁRIA BRASILEIRA

Fontes: - Fundaj

Destinos de cinema para curtir a 7ª arte

Festivais de cinema de norte a sul do Brasil são uma aposta certeira para casar a paixão pelas telonas com o prazer de viajar. Em todo o país, os eventos se convertem em roteiros de viagem e contabilizam ganhos para a economia do Turismo, que percebeu neste nicho uma oportunidade de ampliação do fluxo de turistas nos períodos de baixa ocupação dos destinos.
Na Região Sul, um dos principais expoentes é o Festival de Cinema de Gramado, que termina neste sábado (25) e dispensa apresentações. Na cidade luz de clima e matizes europeias, das hortênsias e do Natal Luz, o festival é mais um ingrediente para reforçar a vocação turística de Gramado e região, lotando os hotéis e atrativos da serra com o movimento dos cerca de 300 mil visitantes esperados para o evento.
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Pedra Furada, “janela do céu” no Parque Nacional de São Joaquim, fica próxima a Urubici (SC). Foto: Beto Garavello/Divulgação

Subindo por Santa Catarina, São Joaquim, Urubici e Lages promovem, de 21 a 29 de setembro, o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, que exibe documentários e filmes de animação. Já a capital paranaense, Curitiba, realiza de 4 a 8 de outubro o Curta 8, Festival Internacional de Cinema Super 8. Como diz o nome, a competição é para curtas captados no formato super 8 – novas tecnologias surgem a todo tempo mas o formato Super 8 continua sendo o “queridinho” dos profissionais e interessados em cinema.
Chegando ao Sudeste, está a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que promove de 18 a 31 de outubro uma competição para produções de longa-metragem. Dá pra emendar e dar um pulinho na capital carioca para o Festival do Rio, que começa dia 1º de novembro e se estende até o dia 11, com longas de todos os gêneros. Quem quer fazer as malas antes, já pode se programar para o Festival de Cinema de Vitória (ES), que começa no próximo dia 3 e reúne produções experimentais, de ficção, animação e documentários.
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Avenida Beira Mar, Vitória (ES). Crédito: VitorJubini/Divulgação MTur

Passando pelo Planalto Central, não é à toa que a capital da República é chamada de cidade cinematográfica. Palco do histórico Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, cuja 51ª edição acontece de 14 a 23 de setembro, aumenta sua presença no cenário cultural do país com o “Curta Brasília – Festival Internacional de Curta Metragem”, programado para dezembro. Para além da tela, os fãs da 7ª arte podem aproveitar a visita para conhecer monumentos, como a Catedral, Palácios do Itamaraty e da Justiça, e o urbanismo dos eixos e superquadras, com as assinaturas de monstros sagrados da arquitetura como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
A região do Pantanal também é cenário (de cinema e) para curtir cinema. Em outubro, acontece em Cuiabá (MT) a 17ª edição da Mostra de Audiovisual Universitário da América Latina (Maual). O evento é considerado uma das principais vitrines da produção audiovisual universitária e independente do Brasil e da América Latina. É também uma oportunidade de se conhecer a capital mato-grossense e sua culinária repleta de receitas de peixes variados. Se tiver um tempinho a mais, vale pegar estrada até a Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 km de distância, e desbravar o Pantanal Norte. É na Chapada, a propósito, que acontece o “Tudo Sobre Mulheres”, festival temático de cinema que vai de 5 a 9 de setembro.
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Entardecer na Chapada dos Guimarães (MT). Foto: Beto Garavello/Divulgação

No Nordeste, o 13º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, de 26 a 30 de setembro, promete lotar os cerca de 700 leitos da pequena cidade de Floriano. O município piauiense está localizado às margens do Rio Paranaíba, seu principal atrativo turístico, margeado de balneários e prédios históricos. Durante o festival serão oferecidas oficinas, palestras, debates e painéis com produtores, diretores e atores.
Em São Miguel do Gostoso, badalado point turístico do Rio Grande do Norte, a 5ª Mostra de Cinema de Gostoso se realiza de 23 a 28 de novembro. Serão seis dias dedicados à apresentação dos mais recentes lançamentos cinematográficos do país em um telão que será montado na Praia de Maceió, um cenário de areia branca e águas azuis no destino onde os ventos convidam à prática de esportes náuticos, como o windsurfe e kitesurf. Distante 110 km de Natal, “Gostoso” é cheio de charme, com praias lindas e boa comida, um destino de referência para descanso e aventura.
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Pôr-do-sol exuberante na orla de São Miguel do Gostoso (RN). Foto: André Martins/MTur

No Norte, volta à cena, depois de cinco anos, o 13º Festival Chico – Festival de Cinema e Vídeo do Tocantins. O evento, de estímulo à produção cinematográfica, promete movimentar a capital Palmas de 25 a 29 de setembro com as mostras Nacional e Tocantins. Vale dedicar um tempo para conhecer a mais nova capital do país. Localizada entre o rio Tocantins e a Serra do Lajeado, a cidade é banhada pelo lago artificial de Palmas com mais de 100 km de extensão, um dos principais atrativos locais com opção de passeios de barcos e outras atividades náuticas pelas praias urbanas e ilhas. Bares e restaurantes pontuam a orla urbana. Com maior disponibilidade, o Jalapão pode entrar na agenda.
Há também casos em que um único festival passeia por diversas cidades. É o caso da Festival Mimo de Cinema 2018, que levará em sua 15ª edição produções inéditas que tratem de música para Paraty (28 a 30/09), candidata ao título de patrimônio natural e cultural; Rio de Janeiro (15 a 17/11), principal destino de lazer do país; São Paulo (19 e 20/11), destino internacional da gastronomia, e Olinda (23 a 25/11), cujo centro histórico é patrimônio cultural da humanidade. Paralelamente ao festival, serão realizados concertos gratuitos de artistas brasileiros e estrangeiros.
Edição: Vanessa Sampaio

Comunicado: Ônibus da Cultura

A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, COMUNICA para conhecimento de quantos possam se interessar, que iniciou o procedimento visando a realização de implantação do projeto ônibus da Cultura. Nesse contexto, esta recebendo propostas comerciais  a ser encaminhada no e-mail smccompras@prefeitura.sp.gov.br  também poderá ser visualizado o Termo de Referência. 

Fonte: BRASIL CULTURA

Dia do Artista – 24 de agosto

Ontem foi comemorado o dia 24 de agosto foi escolhido como data para celebrar a existência do artista em nossa sociedade. O artista é qualquer pessoa que dedica sua vida ou algum tempo dela à arte. Aqui, entenda-se arte como qualquer modalidade das mais tradicionais que você faça com muito amor e dedicação. Na maioria das vezes, para ser artista é necessário que a pessoa tenha nascido com um dom. Seja ele para pintura, interpretação, atuação em peças teatrais, cinema e novelas. Esses setores se destacam como importantes espaços para o surgimento de excelentes artistas.
O mundo está cheio de artistas e não são só os famosos que fazem parte dessa lista, existem os autônomos, que são artistas de rua, que com uma maquiagem e alguns acessórios tentam viver dessa arte que nem sempre é uma fonte de riqueza. Existe também a arte de viver. A vida é uma luta constante, por onde passamos por altos e baixos, mas quase sempre saímos triunfantes.
Já tentou imaginar se eles não existissem? O mundo seria menos colorido sem as obras de arte, e menos divertido sem os atores que nos proporcionam tantas risadas, seja no palco, nas telinhas e até mesmo nas ruas.
Fonte: BRASIL CULTURA
Adaptado pelo CPC/RN