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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

ECONOMIA: Como o Brasil caiu à Série B da economia global e nunca mais voltou

 
  Breve história de como o País, campeão mundial de crescimento na metade do século XX, se rebaixou.


O debate brasileiro sobre o desenvolvimento está amesquinhado nos escaninhos das políticas econômicas de curto prazo.

Sofrem prejuízo as investigações que tomam como guia a “dinâmica das estruturas”, ou seja, as transformações financeiras, tecnológicas, patrimoniais e espaciais determinadas pela interação entre os movimentos da economia internacional e as estratégias nacionais de “inserção” das regiões periféricas.

Um olhar para o passado pode estimular a compreensão do presente e, talvez, a imaginação dos futuros.

O passado futuro

No Brasil dos anos 30 do século passado, o governo de Getúlio Vargas reagiu à derrocada dos preços do café, causada pela Grande Depressão, com políticas de defesa da economia nacional: a compra dos estoques excedentes e a moratória para as dívidas dos cafeicultores, entre outras. Essas medidas e a desorganização do mercado mundial, provocada pela Depressão e depois pela Guerra, ensejaram um forte impulso à industrialização do País.

O segundo conflito mundial ampliou as oportunidades de crescimento da indústria de bens de consumo não duráveis (têxteis, calçados, alimentos e bebidas) e de alguns insumos processados, como óleos e graxas vegetais e ferro-gusa.

Esses setores cresceram rapidamente não só para suprir a demanda doméstica, mas também para atender às exportações. Ainda durante a Guerra, o presidente Vargas negociou com os norte-americanos a construção da Siderúrgica de Volta Redonda. Esse empreendimento, crucial para as etapas subsequentes da industrialização, entrou em operação em 1946.

Nos países periféricos, predominantemente exportadores de produtos primários, acentuaram-se os movimentos em prol do desenvolvimento da indústria.

A industrialização era vista como a única resposta adequada aos inconvenientes da dependência da demanda externa. A renda nacional dependia da exportação de produtos sujeitos à tendência secular de queda de preços e flutuações cíclicas da demanda.

A economia brasileira havia mudado e evoluído entre 1930 e 1945. A velha economia primário-exportadora deixou uma herança de deficiências na infraestrutura (energia elétrica, petróleo, transportes, comunicações), nas desigualdades regionais e na péssima distribuição de renda.

Eleito em 1950, Vargas lançou no ano seguinte o Plano de Eletrificação, criou o BNDE em 1952 e a Petrobras em 1953.

O avanço da industrialização só poderia ocorrer com a modernização dos setores existentes e a constituição dos departamentos industriais que produzem equipamentos, componentes, insumos pesados e bens duráveis.

Vargas cometeu suicídio em agosto de 1954. As eleições de 1955 transcorreram num ambiente turbulento. As forças que o levaram ao suicídio no ano anterior tentaram impedir a posse de Juscelino Kubitschek, eleito em 1955. O golpe foi frustrado pela reação pronta do general Henrique Duffles Teixeira Lott.

JK tomou posse em 1956 e seu mandato foi ameaçado por novas tentativas de golpes militares. Prometeu avançar 50 anos em 5. Pode-se dizer que cumpriu a promessa. Governou sob a orientação do Plano de Metas elaborado a partir de dois estudos: o da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e o da Comissão Mista Cepal-BNDE – Esboço de um Programa de Desenvolvimento para a Economia Brasileira.

O Plano de Metas contemplava cinco prioridades: energia, transportes, alimentação, indústrias de base e educação. O projeto de democratização da educação estava apoiado nos trabalhos do pioneiro Anísio Teixeira.

O governo acelerou os gastos na infraestrutura. A construção de Brasília e a abertura de estradas, como a Belém-Brasília, integravam o projeto de interiorização do desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, foram constituídos os grupos executivos, coordenados pelo conselho nacional de desenvolvimento, formados por empresários do setor privado e técnicos do BNDE, com o propósito de coordenar os programas de investimento e a divisão do trabalho entre o capital estrangeiro e o nacional nas diversas áreas.

Essa era a tarefa do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), do Grupo Executivo da Construção Naval (Geicon), do Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes (Geipot) e do Grupo Executivo da Indústria Mecânica Pesada (Geimap). Em 1958, foi criada a Sudene, com o propósito de promover o desenvolvimento do Nordeste.

O Plano de Metas articulou, portanto, as ações do governo, do setor privado nacional e do capital produtivo internacional, que experimentava uma forte expansão. A grande empresa norte-americana movimentava-se dos Estados Unidos para a Europa em reconstrução.

As empresas europeias, em maior número, e as norte-americanas transladavam suas filiais dessas regiões para os países em desenvolvimento dotados de estruturas produtivas mais avançadas e que apresentavam taxas de crescimento mais elevadas. O Brasil, entre 1956 e 1960, cresceu, em média, 7% ao ano e tornou-se a economia mais internacionalizada do então chamado Terceiro Mundo.

Muito ao contrário do que pregam os caipiras-cosmopolitas, aquela malta que circula pelo mundo sem entender nada do que acontece, o projeto juscelinista integrou a economia brasileira ao vigoroso movimento de internacionalização do capitalismo do pós-Guerra.

Ao longo do período 1930-1980, o Estado brasileiro constituiu formas superiores de organização capitalista, consubstanciadas em um sistema financeiro público e na coordenação entre empresas estatais, privadas nacionais e estrangeiras.

O setor produtivo estatal, em um país periférico e de industrialização tardia, funcionava como um provedor de externalidades positivas para o setor privado: (1) O investimento público era o componente “autônomo” da demanda efetiva (sobretudo nas áreas de energia e transportes) e corria à frente da demanda corrente; (2) as empresas do governo ofereciam insumos generalizados (energia, aço, não ferrosos) em condições e preços adequados; e (3) começavam a se constituir, ainda de forma incipiente, em centros de inovação tecnológica.

O futuro passado

No início dos anos 1990, os países vitimados pela crise da dívida externa da década anterior foram submetidos aos aconselhamentos do Consenso de Washington.

As palavras de ordem do “novo consenso” eram abertura comercial, liberalização das contas de capital, desregulamentação e “descompressão” dos sistemas financeiros domésticos, com a liberalização das taxas de juro, reforma do Estado, incluída a privatização de empresas públicas e da seguridade social, abandono das políticas “intervencionistas” de fomento às exportações, à indústria e à agricultura.

As políticas industriais e de fomento coordenadas pelo Estado foram lançadas no rol dos pecados sem remissão.

Não é surpreendente que as interpretações liberais invertam as relações de determinação entre a derrocada fiscal dos anos 1980 e a crise do balanço de pagamentos. Foi o colapso do endividamento externo “neoliberal” dos anos 70 que desatou a desordem fiscal e monetária dos anos 80, a década perdida.

O financiamento em moeda estrangeira dos projetos listados no II PND engendrou a fragilização financeira das empresas públicas e privadas. Constrangidas pelas ilusões do dinheiro estrangeiro fácil e barato, as empresas estatais enfiaram-se no descasamento de moedas.

Mais do que as privadas, foram abalroadas pelo choque de juros desatado em Washington em 1979. O início dos anos 80 foi marcado por uma abrangente socialização dos prejuízos mediante a estatização das dívidas, as maxidesvalorizações cambiais, a aceleração da inflação acompanhada do “aperfeiçoamento” da indexação financeira, matriz da deformação da riqueza privada, concentrada na dívida pública e protegida pelas taxas de juro pós-fixadas.

A desorganização financeira e fiscal que se seguiu à crise da dívida externa forneceu combustível para alastrar as chamas da purificação mercadista. Ainda hoje, os economistas do consenso liberal-conservador apontam o “estatismo” do II PND como responsável pela crise da dívida externa. Calam-se e tratam de esconder os erros crassos cometidos em nome da abertura financeira e de seus “mercados eficientes”.

O opus magnum das concepções que se lambuzam na crítica do desenvolvimentismo foi o “desmanche” da estrutura produtiva criada ao longo das cinco décadas inauguradas nos anos 30 do século XX. Depois de liderar, até meados dos anos 70, a “perseguição” industrial entre os países ditos periféricos, com forte atração de investimento direto na manufatura, o Brasil caiu para a Série B do torneio global das economias “emergentes”.

A vitória do Plano Real sobre a hiperinflação não impediu que a execução do plano cobrasse uma conta salgada. Insufladas pelo primitivismo das “aberturas” comercial e financeira dos anos 90, a taxa Selic real média de 24% ao ano e a valorização cambial ministraram extrema-unção à indústria brasileira. A infeliz agoniza.
O Brasil dos Meirelles & Cia. engana a torcida com as reformas da Ponte para o Passado e com a “abertura da economia”, apontadas como critérios de classificação do País para disputar a Série A do torneio global.

Os “aberturistas da velha matriz” expulsam o investimento nacional e estrangeiro da manufatura e lançam os Canarinhos na Segunda Divisão. Conseguem duas proezas: o ajuste que desajusta e a integração que desintegra.

O futuro do presente

Em seu livro sobre o desenvolvimento recente dos países asiáticos, o professor da Escola Americana de Paris Philip S. Golub avalia as diferenças entre os países “emergentes” na era da globalização.

“Graças a um Estado desenvolvimentista forte, a China realiza seu projeto mais do que centenário de modernização. Diferentemente dos países mais vulneráveis que aprisionaram os poderes públicos na função de agentes do ajustamento da economia nacional às exigências da economia mundial, o Estado chinês soube garantir sua autonomia – entre altos e baixos, administrando as consequências sociais e ambientais do crescimento.”

A desdita dos fracassados foi agravada pela escalada chinesa e seu projeto nacional de integração à economia global.

A integração chinesa à economia mundial em transformação, o sinoaberturismo, desrespeitou os cânones das novas e ridículas teorias macroeconômicas ensinadas nas universidades norte-americanas e transportadas para o Brasil pelos vira-latas que hoje infestam os mercados financeiros e a academia.

Apoiados no investimento direto estrangeiro, em suas empresas estatais, em seus bancos idem e no câmbio administrado (argh!), os chineses sustentam taxas elevadas de investimento. Em três décadas, alcançaram o almejado adensamento das cadeias produtivas, também articuladas no espaço interasiático. O feito resultou na redistribuição do valor agregado manufatureiro global para o colo do Império do Meio e de seus vizinhos.

A experiência chinesa combina o máximo de competição (a utilização do mercado como instrumento de desenvolvimento) e o máximo de controle. Entenderam perfeitamente que as políticas liberais recomendadas pelo Consenso de Washington não deveriam ser “copiadas” pelos países emergentes.

Assim, no mesmo compasso em que abriam a economia para o investimento estrangeiro, os chineses dedicaram-se a manter sob controle o sistema de crédito, modernizaram e fortaleceram as empresas estatais e sustentaram a política de subvalorizarão do câmbio. Os bancos públicos foram incumbidos de dirigir e facilitar o investimento produtivo e em infraestrutura.

Jogo feito.

*Luiz Gonzaga Belluzzo é economista e professor, consultor editorial de CartaCapital. 


 Fonte: Carta Capital

Mangueira terá verso contra onda de conservadorismo

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Escola de Samba MANGUEIRA
Samba enredo da escola Mangueira terá crítica direta a politica nacional e a decisão de Marcelo Crivella (PRP – RJ) em cortar pela metade a subvenção direcionada às escolas de samba para o carnaval do Rio de Janeiro, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira terá um samba enredo irônico no ano de 2018.
A decisão de troca do trecho do samba recém-eleito foi tomada e, levanta o questionamento direto as atitudes recentes do governante em relação à festa. Confira como ficou:

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal Pecado é não brincar o Carnaval!

Eu sou Mangueira meu senhor, sou Universal
Pecado é não brincar o Carnaval!

Segundo Crivella, este corte orçamentário está vinculado com o aumento de verba para as creches da cidade, mas sabemos que pontos principais de gasto de verba pública serão intocados. Para o prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal, o conservadorismo é algo latente já que também já noticiou a decisão de que a prefeitura não apoiará a parada LGBT da cidade, sendo que esta é a segunda maior do país.
Este corte orçamentário na maior festa do país, juntamente com o da parada LGBT, a censura da exposição Queermuseu, faz parte dos ataques ideológicos que não só Crivella, mas também Michel Temer, no âmbito federal – com o projeto de projeto de escola sem partido e a cura gay – vem fazendo a classe trabalhadora. Como séculos atrás, as ideologias religiosas perpassam as decisões políticas para impedir a livre expressão da maioria.
Confira a íntegra samba enredo da escola Mangueira
O ano era de 1943. Enfrentando um regime ditatorial, o Brasil acabará de declarar guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O ingresso na guerra modificaria o hábito dos autores das marchinhas de carnaval. Sem poder manejar a sátira política que continuava na mais absoluta clandestinidade, os compositores populares focaram suas composições nos motivos líricos e aos temas folclóricos.
De acordo com a imprensa da época, o carnaval de 1944 estava ameaçado devido à tristeza e, sobretudo à crise financeira que o país passava. Começou aí uma campanha para que os compositores fizessem músicas e não deixassem passar em branco a maior festa popular do Brasil. Deste pedido, nasceu a marchinha “Eu brinco”, de Pedro Caetano e Claudionor Cruz.
A marcha teve gravação de Francisco Alves e resultou num grande sucesso para o carnaval daquele ano. A letra não deixa dúvida sobre o sentimento na época.
Pedro Caetano e Claudionor Cruz – ‘Eu brinco’ -1943
Com pandeiro ou sem pandeiro,
Ê, ê, ê, ê, eu brinco,
Com dinheiro ou sem dinheiro,
Ê, ê, ê, ê, eu brinco.
(bis)
No céu a lua caminha,
Tão triste, sozinha,
Pra não ser triste também,
Com pandeiro ou sem pandeiro, meu amor eu brinco.
Tudo se acaba na vida,
Morena querida,
Si o meu dinheiro acabar,
Com dinheiro ou sem dinheiro, meu amor eu brinco

Confira os enredos das Escolas de Samba do Grupo Especial para o carnaval 2018

enredos-2018-GRUPO-ESPECIAL
O Carnaval se aproxima, e as escolas já estão a todo vapor com seus preparativos e batuques.
Com a apresentação do enredo da Beija-Flor de Nilópolis, todas as agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro enfim estão com seus enredos definidos para o Carnaval de 2018, e as quadras estão em ritmo de escolha do samba-enredo.
Confira, por ordem de apresentação, todos os enredos das 13 escolas da elite do carnaval:
Império do Samba
O Império Serrano, que esse ano retorna ao Grupo Especial e vai fazer de tudo para se manter na elite do carnaval, vai levar para a Sapucaí a cultura milenar chinesa. Com “O Império do Samba, na rota da China”, do carnavalesco Fábio Ricardo, a verde e branca da Serrinha fará uma viagem extraordinária pela cultura, tradições e mistérios da rota da seda.
SÃO CLEMENTE

Apostando todas as suas fichas no talentoso carnavalesco Jorge Silveira, a São Clemente vai levar para Avenida a história dos 200 anos da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, a EBA, a mais importante escola de arte da América Latina, e sua importância na revolução estética que transformou as escolas de samba no maior espetáculo da Terra. Com o enredo: “Academicamente Popular” o estreante no Grupo Especial quer unir o clássico e o popular para contar a trajetória da instituição por onde passaram lendas do carnaval, como Fernando Pamplona, Rosa Magalhães, Maria Augusta e outros mais.
VILA ISABEL
Com a reformulação da diretoria e a chegada dos carnavalescos Paulo Barros e Paulo Menezes, a Vila Isabel mostra que não está vindo para brincadeiras no Carnaval de 2018. Juntos, os carnavalescos farão uma reflexão quanto ao futuro, com o enredo “Corra que o futuro vem aí”. A Escola de Noel quer traçar uma trajetória de descobertas e invenções que trouxeram a humanidade até aqui: luz, roda, escrita, telefone, computador, fotografia, rádio, televisão, cinema, entre outras. E, ao final, questiona: “como será o amanhã?” e a necessidade de uma vida sustentável e em harmonia com a natureza.
PARAÍSO DO TUIUTI

Uma das primeiras escolas a definir o enredo e a primeira escola com samba-enredo já escolhido, o Paraíso do Tuiuti talvez seja a agremiação mais adiantada do Grupo Especial. A Coroa de São Cristóvão vai falar sobre os 130 anos da Lei Áurea no Brasil, com o enredo: “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, que questiona se a escravidão realmente chegou ao fim; o despreparo da sociedade para receber os libertos, e sobre igualdade de direitos e segregação racial.
GRANDE RIO

Depois de 15 anos dedicados ao Salgueiro, os carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage assumiram os pincéis da Grande Rio para o Carnaval de 2018. A tricolor de Duque de Caxias vai prestar uma homenagem ao centenário de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, com o enredo “Vai para o trono ou não vai?”, contando sobre seu início no rádio, sua história de vida, até o programa de TV que abalou a sociedade e transformou Chacrinha em um fenômeno da comunicação.
 MANGUEIRA

A Mangueira vai levar para a Sapucaí o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, do talentoso carnavalesco Leandro Vieira que assina seu terceiro carnaval na Verde e Rosa. O título é inspirado na marchinha carnavalesca dos anos 1940 “Eu brinco” e a agremiação vai fazer uma crítica ao corte da subvenção para as escolas de samba e exaltar o caráter popular do carnaval questionando os padrões e modelos impostos pelos desfiles atuais.
PORTELA
 Atual campeã do Carnaval 2017, ao lado da Mocidade, a Portela agora conta com ninguém menos que Rosa Magalhães. A carnavalesca aposta numa mensagem humanitária contra a discriminação, a perseguição religiosa e a intolerância à diversidade dos povos, com o enredo: “De Repente de lá pra cá e Dirrepente de cá pra lá”. A Águia vai contar a saga de imigrantes em busca de liberdade e paz, mostrando como judeus fugidos da Europa no século XVII, com destino à Pernambuco, tiveram papel fundamental na formação da cidade de Nova York.
UNIDOS DA TIJUCA
A Unidos da Tijuca, que perdeu Mauro Quintaes, mas manteve os carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo na Comissão de Carnaval, homenageará Miguel Falabella e aposta no talento do ator, diretor e escritor para fazer um belo carnaval. Com o enredo: “Um coração urbano: Miguel, arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, o desfile contará a trajetória deste artista multimídia, desde o seu começo no Tablado, a faculdade de Letras, os programas de humor, as novelas, os musicais no teatro e o carnaval – onde Falabella já foi destaque, carnavalesco e dirigente.
UNIÃO DA ILHA
Após um belo desfile e o resultado positivo de 2017, a União da Ilha manteve o carnavalesco Severo Luzardo à frente do seu carnaval. Para 2018, Luzardo promete levar um banquete bem brasileiro para a Avenida. Com o enredo “Brasil Bom de Boca”, a tricolor insulana vai apresentar a diversidade da culinária brasileira, com hábitos, histórias e influências que compõem o nosso complexo paladar.
ACADÊMICOS DO SALGUEIRO
Com a difícil missão de substituir a dupla Renato Lage e Márcia Lage, o carnavalesco Alex de Sousa recupera a tradição da temática afro da agremiação e aposta no enredo “Senhoras do Ventre do Mundo”, que vai destacar a importância e a força da mulher negra ao longo do tempo. Deusas, guerreiras, rainhas, sacerdotisas e matriarcas vão invadir a Sapucaí.

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

A Imperatriz Leopoldinense, que continua com o competente carnavalesco Cahê Rodrigues, irá celebrar o bicentenário do Museu Nacional com o enredo “Uma Noite Real no Museu Nacional”. A escola pretende destacar a importância do Museu Nacional – que foi a morada da família real, localizado no Palácio de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista – como a instituição científica mais antiga do país e que abriga a história das artes, da cultura e das ciências no Brasil.

BEIJA-FLOR
Última a definir seu enredo para 2018, a Beija-Flor vai apresentar na Avenida o “Monstro é aquele que não sabe amar! Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, uma crítica à exclusão social e política, e à discriminação religiosa. Fazendo um paralelo entre a situação atual do país e a história do monstro “Frankenstein”, a agremiação de Nilópolis questiona a falta de amor ao próximo e o desrespeito às diferenças.
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Fonte: BRASIL CULTURA