Postagem em destaque

CPC/RN PROMOVE DIA 11/12/2019 SUA III NOITE DAS HOMENAGENS NA CÂMARA DOS VEREADORES DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRA!

Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019 " "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!&...

sábado, 7 de dezembro de 2019

DIRETORIA DA ALAAP REUNIRAM-SE HOJE NA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN E APROVARAM CALENDÁRIO DE AÇÕES PARA 2020

 Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e Agente de Cultura registrando reunião da Academia de Letras e Artes do Agreste Potiguar - ALAAP, realizada hoje (7) na Casa de Cultura de Nova Cruz/RN
Após a reunião o CLIC registro

Hoje (7) a tarde na Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, radialista e Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos participou a CONVITE da reunião dos Membros da Academia de Letras e Artes do Agreste Potiguar - ALAAP, cujas pautas, foram: Informes, Prédio literalmente abandonado da DRAE/SEEC/RN na cidade de Santo Antonio; Prestamento de Conta e Calendário de atividades da ALAAP 2020 e encaminhamentos.

Após 3 horas e reunião foram aprovados o calendário de atividades para 2020 com reuniões bimestrais, conforme calendário: Fevereiro: dia Santo Antonio (CIAC) Março: Abril 11/04; junho 13/06; agosto: 08/08; outubro: 10/10 e dezembro: 12/12.

A ALAAP também propôs realizar um evento inicio do próximo em Nova Cruz em parceria com o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e Casa de Cultura, data a ser definida início do próximo ano.

Participaram da reunião os membros da ALAAP: Abílio Alves de Lima - Nova Cruz(presidente), Maria GORETE Orico - Santo Antônio; Admilson Amorim; Nova Cruz; Antonio Barbosa: Nova Cruz; Braz Faustino - Passa e Fica; Francisco de Assis da Silva e Eduardo Vasconcelos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A estratégia de Steve Bannon por trás das imbecilidades bolsonaristas

Parece não haver dúvida de que as estratégias de Steve Bannon e da equipe de marketing da extrema-direita brasileira – que trabalha para o governo Bolsonaro – estão conseguindo usar a grande mídia, a mídia progressista, os influenciadores digitais e até a oposição para seus próprios interesses.
Por Susiana Drapeau*
É mais do que perceptível que há uma articulação orquestrada para que, a cada dois ou três dias, um ministro de Bolsonaro, ou um membro do segundo escalão do governo, solte uma frase com imbecilidades bem planejadas e das mais absurdas. Quanto mais absurda a ideia, misturando religião, reacionarismo e cultura pop, melhor parece ser o resultado da estratégia. Então se mistura Beatles, demônio, Zumbi, maconha, calcinha, feminismo, rock, etc., etc., etc.
A grande mídia, a mídia progressista, influenciadores digitais e a oposição fazem o papel de impulsionadores das mensagens imbecis. Todos publicam e republicam essas mensagens nas redes sociais na mídia com aquele aspecto de indignação. A oposição ao governo faz uma reclamação formal nas chamadas instituições da República e a carruagem da insanidade segue.
Com isso, a equipe que trabalha para a extrema-direita bolsonarista nem precisa usar recursos financeiros para promover um obscuro desconhecido ou mesmo para manter na mídia um ministro desqualificado e sem expressão. E mais: desvia a atenção das questões importantes para o País, dos erros e da incompetência política do governo.
Depois de um período, já dá para mapear até o pensamento que está por trás dessa estratégia de marketing. As frases são semelhantes e partem de uma lógica que se dissemina nas redes sociais: o absurdo e o politicamente incorreto juntos. Com certeza, há uma equipe trabalhando e fomentando essas informações.
Basta saber até quando a oposição e a mídia progressista vão ser ludibriados e também até quando o marketing escatológico do bolsonarismo vai funcionar.

* Susiana Drapeau é editora colaborativa em rede da Carta Campinas
Publicado originalmente na Carta Campinas.

Como se formou a hegemonia pentecostal no Brasil

Bispo Edir Macedo, missionário R. R. Soares, apóstolo Estevam Hernandes, pastor Silas Malafaia, bispo Valdemiro Santiago, pastora Damares Alves, apóstolo Rina, pastor Marco Feliciano, apóstola Valnice Milhomens, pastora Cassiane. O que essas lideranças religiosas, destacadas por mídias brasileiras, têm em comum? São pentecostais, o segmento religioso cristão que mais se expandiu, numérica e geograficamente, no Brasil nas últimas décadas.
Por Magali do Nascimento Cunha
Hoje, compreender o pentecostalismo é imprescindível para quem se interessa pelas dinâmicas socioculturais e políticas que envolvem o país.
O pentecostalismo é uma das ramificações evangélicas formada por uma variedade de grupos, desde grandes igrejas, como a Assembleia de Deus (que também tem suas divisões), até pequenas denominações de uma única congregação, como a Igreja Evangélica Pentecostal Maná do Céu, em São Vicente (SP), e tantas outras vistas Brasil afora.
O segmento evangélico é bastante diverso. Tem origem na Reforma Protestante do século 16 que abriu caminho para o surgimento de luteranos, congregacionais, presbiterianos, batistas, metodistas, anglicanos. No século 20, surgiram os pentecostais, expressão de um movimento de protesto contra o racismo e o classismo nas Igrejas, e de afirmação da população negra, migrante, feminina e pobre nos Estados Unidos.
Os primeiros evangélicos chegaram ao Brasil por meio de missionários estadunidenses, na primeira metade do século 19. A identidade “protestante” nunca foi bem afirmada por boa parte deles, que sempre optaram por se denominar “evangélicos”, reforçando disputas religiosas com o histórico catolicismo romano ao colocarem-se como detentores “do verdadeiro Evangelho”.
Atualmente, o grupo mais significativo desse mosaico religioso são os pentecostais. Representam a maior fatia numérica (são cerca de 60% dos evangélicos, segundo o Censo de 2010), com presença geográfica importante, ocupação de espaço nas mídias tradicionais (rádio e TV) e intensa atuação na política partidária.
O que diferencia evangélicos pentecostais dos históricos é a crença no segundo batismo, uma experiência mística atribuída à ação do Espírito Santo, que leva os fiéis a falarem línguas estranhas como sinal de sua presença. Essa ação do Espírito Santo também atribui dons especiais, como profecia e cura pela oração.
Missionários trouxeram o pentecostalismo ao Brasil na primeira década do século 20 e se estabeleceram no Pará (suecos, Assembleia de Deus) e em São Paulo (estadunidenses, Congregação Cristã do Brasil e Evangelho Quadrangular). A partir dos anos 1950, com os intensos movimentos migratórios do campo para as cidades e o processo de industrialização do país, surgiram as igrejas pentecostais fundadas por brasileiros, como a Casa da Bênção, a Brasil para Cristo, a Deus é Amor, entre outras. Várias delas tiveram em programas de rádio um importante apoio para disseminar sua fé.
A ação pentecostal no país é historicamente marcada por presença mais voltada à população empobrecida e às periferias das cidades. Essa prática tornou possível maior enraizamento nas culturas populares, com lugar garantido para a emoção e expressões corporal e musical, ainda que marcada por um puritanismo de restrições morais e culturais. Isso deu aos grupos pentecostais condições de consolidação nos espaços religiosos e crescimento numérico mais expressivo.
Mas o boom pentecostal, de fato, ocorreu a partir da década de 1980 e transformou significativamente o perfil do segmento evangélico brasileiro. Essa expansão tão marcante tem alicerces nas transformações do mundo naquele período. Foi o momento dos processos de derrocada do socialismo, simbolizado pela queda do Muro de Berlim, e a consolidação do capitalismo globalizado e da cultura do mercado, baseados na lógica da plena realização do ser humano pela posse de produtos e serviços e pelo acesso à tecnologia da informática.
Grupos cristãos estadunidenses adequaram seu discurso à nova ordem mundial e criaram a Teologia da Prosperidade. Ela foi abraçada por uma parcela de pentecostais brasileiros que passou a pregar que as bênçãos de Deus, na forma de prosperidade material (posse de finanças, saúde e felicidade na família), são concedidas aos fiéis que se empenham nas práticas de devoção aliadas às ofertas em dinheiro às igrejas. A elas também é destinada a prosperidade, por meio de amplo número de fiéis, ocupação geográfica, aquisição de patrimônio e influência no espaço público. Os estudiosos da religião dizem que se trata de uma relação de troca com Deus, bem própria do clima social estabelecido pelo mercado neoliberal. 
Como essa noção de prosperidade também tem a dimensão da saúde plena, as propostas de cura se amplificaram, bem como se intensificaram as práticas de exorcismo contra os males (demônios) que impedem a felicidade. Isso representou um reprocessamento de elementos da matriz religiosa brasileira com a farta (re)utilização de símbolos e representações do catolicismo e de religiões de terreiros. 
Cura, exorcismo e prosperidade tornaram-se marcas de uma nova forma de pentecostalismo, que deixava de enfatizar a necessidade de restrições de cunho moral e cultural para que se alcançasse a bênção divina.
Esse pentecostalismo se expandiu no Brasil pelos anos 1990 e 2000, com a formação de um sem-número de igrejas. Estudiosos da religião denominam essa expressão religiosa de neopentecostalismo, ao qual estão vinculadas as Igrejas Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Renascer em Cristo, Mundial do Poder de Deus, Sara Nossa Terra, Bola de Neve, entre as maiores, somadas a inúmeras igrejas autônomas.
O crescimento pentecostal passou a exercer influência decisiva sobre o modo de ser das demais igrejas cristãs. A influência se concretizou de maneira especial no reforço aos grupos chamados “avivalistas” ou “de renovação carismática”, que têm similaridade de propostas e posturas com o pentecostalismo e que, em busca de crescimento numérico, passaram a conquistar espaços importantes na prática religiosa das igrejas chamadas históricas, incluindo a católica.
Mídias, política e mercado
O neopentecostalismo não significa a superação do pentecostalismo clássico do início do século 20. Pelo contrário, a Assembleia de Deus consolidou-se como a maior denominação pentecostal, e é também a maior igreja evangélica do Brasil, em termos numéricos e geográficos, com suas grandes e pequenas divisões em “ministérios”. A Congregação Cristã do Brasil, a Evangelho Quadrangular, a Deus é Amor e a Brasil para Cristo continuam a ter presença significativa em todas as regiões do país.
Entretanto, os grupos neopentecostais ganharam intensa visibilidade por conta da ocupação das mídias tradicionais, como rádio e TV, e dos projetos de participação política.
Na virada para o século 21, pastores e líderes neopentecostais tornaram-se empresários de mídia e detentores do que se poderia chamar “verdadeiros impérios” no campo da comunicação, buscando competir até mesmo com empresas não religiosas historicamente consolidadas (caso das Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Internacional da Graça de Deus). Chegou ao ponto de alguns desses grupos religiosos já nascerem midiáticos, isto é, a interação com as mídias passou a fazer parte de sua própria razão de ser.
Ao mesmo tempo, as grandes mídias (seculares) assimilam essa atmosfera e passam a produzir programas, ou parcelas deles, para disputar a audiência evangélica: espaço para a música cristã contemporânea (“gospel”) e seus artistas; patrocínio de festivais e megaeventos de rua; veiculação de programas de entretenimento com temática religiosa (inclusive com a concepção de personagens para telenovelas e criação das próprias telenovelas bíblicas).
A tudo isso se conecta o crescimento de um mercado da religião. Os cristãos tornam-se um segmento de mercado com produtos e serviços especialmente desenhados para atender às suas necessidades religiosas, sejam de consumo de bens, sejam de lazer e entretenimento. Passou a ser possível encontrar produtos os mais variados, como roupas, cosméticos, doces, viagens, filmes e jogos com marcas formadas por slogans de apelo religioso, versículos bíblicos ou, simplesmente, o nome de Jesus. A igreja católica passou a seguir a mesma trilha.
A maior presença dos evangélicos no campo da política partidária é parte desse contexto. Desde o Congresso Constituinte de 1986 e a formação da primeira bancada evangélica e seus desdobramentos, a máxima “crente não se mete em política” foi sepultada. A máxima passou a ser “irmão vota em irmão”.
A atuação daquela primeira bancada no Congresso Constituinte (1986-1989) foi marcada por fisiologismo e pela histórica farta distribuição de estações de rádio e canais de TV aos deputados evangélicos (determinante para a ampliação da presença de pentecostais nas mídias).
Depois de altos e baixos numéricos, decorrentes de casos de corrupção e fisiologismo nas legislaturas pós-Congresso Constituinte, a bancada evangélica consolidou-se como força a partir dos anos 2000, chegando a alcançar 92 parlamentares (88 deputados e 4 senadores) em 2014, e nas eleições de 2018, 94 (85 deputados e 9 senadores), sendo os pentecostais uma força hegemônica.
Essa potência solidificou-se na última década e meia, muito especialmente por conta da força de duas igrejas evangélicas que concretizaram, desde 1986, projetos de ocupação da política institucional do país: as Assembleias de Deus (AD) e a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Ambas passaram a ocupar, depois de 2003, espaços plenos de poder em partidos (respectivamente o Partido Social Cristão, PSC, e o Partido Republicano Brasileiro, PRB), maior quantidade de deputados e senadores no Congresso, conquistas de cargos públicos, como as nomeações de ministros de Estado de Dilma Rousseff (dois da Iurd) e de Michel Temer (dois da Iurd), e lançaram dois candidatos à Presidência da República (Marina Silva e pastor Everaldo, ambos da AD). A Iurd conseguiu ainda eleger o bispo, ex-senador e ex-ministro Marcelo Crivella como prefeito da cidade do Rio de Janeiro (2016).
Além disso, dois fatos impulsionaram o poder pentecostal na política. Um deles foi a inusitada nomeação do deputado Marco Feliciano (hoje, Podemos-SP) como presidente da comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, em 2013. Ela culminou no revigoramento de campanhas por legislação pautada pela moralidade sexual religiosa, sob o rótulo “Defesa da Família Tradicional”, contra movimentos feministas e LGBTI, em aliança com a bancada católica. Essas pautas encontraram eco na população conservadora não religiosa e reforçaram movimentos reacionários às conquistas de direitos alcançadas nas últimas duas décadas.
Outro fato foi a eleição do deputado federal pentecostal Eduardo Cunha (MDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, em 2015. Representou um poder sem precedentes para a bancada evangélica e facilitou tanto a defesa das pautas descritas aqui como a abertura à concessão de privilégios a igrejas no espaço público. A prisão e a cassação do deputado, em 2016, não afetou significativamente as conquistas políticas da bancada.
Tanto a Iurd como a AD ofereceram amplo apoio à eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018, acompanhadas por outras denominações pentecostais, no rastro das propostas conservadoras apresentadas por ele. Bolsonaro candidatou-se à Presidência com um discurso identificado como cristão, marcadamente evangélico conservador, embora declarando-se católico. Nesse contexto, a bancada evangélica se fortaleceu como interlocutora do novo governo e ganhou representantes nos ministérios da Casa Civil (Onyx Lorenzoni) e da Mulher, Família e Direitos Humanos (pastora Damares Alves), com fiéis alocados em cargos estratégicos no ministério da Educação.
Para refletir
Esse quadro retrata a ampliação da visibilidade pública alcançada pelos evangélicos no Brasil nas últimas décadas, por conta da hegemonia (neo)pentecostal. É um fenômeno que marca o momento sociopolítico e cultural do país, em que os evangélicos se colocam na arena como bloco organicamente articulado.
Eles não são mais “os crentes” ou os grupos fechados de outrora; desenvolvem uma cultura “da vida normal” que combina a religião com presença nas mídias, no mercado, no entretenimento e na política. Um segmento religioso que se vê fortalecido como parcela social que tem suas próprias reivindicações e pode eleger seus próprios representantes para os espaços de poder público.

Publicado originalmente na Revista Cult, em parceira editorial com o site Outras Palavras.
Com o Portal BRASIL CULTURA

Mudança drástica na direção da Biblioteca Nacional

Simpatizante da Monarquia e Olavista.
O secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim , dará seguimento às mudanças que vêm fazendo na área cultural do governo com a troca de comando da Biblioteca Nacional . Seguidor de Olavo de Carvalho , Rafael Alves da Silva, que se apresenta como Rafael Nogueira , é o nome escolhido para substituir Helena Severo na presidência da fundação.  A previsão é que a troca seja oficializada nos próximos dias. Outras alterações que aguardam para serem publicadas no Diário Oficial da União são na Fundação Nacional de Artes (Funarte) e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Nas redes sociais, Nogueira se apresenta como professor de filosofia, história, teoria política e literatura, além de “aspirante a filósofo e a polímata.” No último domingo, visitou a Biblioteca Nacional de Lisboa e fez elogios ao local, mas observou que prefere o prédio da Biblioteca Nacional no Rio, cujo comando deve assumir. “A Biblioteca Nacional de Lisboa é um fenômeno em qualidade de arquivo, organização, ambiente e segurança de prédio, funcionários, acervo e usuários. Gosto mais do prédio da Biblioteca lá do Rio, e tenho mais interesse em seu acervo, mas temos muito a aprender com Portugal”, disse.
No dia seguinte, Nogueira participou de uma palestra, ainda em Lisboa, sobre o ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Em outubro, já havia palestrado na Cúpula Conservadora das Américas (CPAC), versão brasileira de um dos maiores eventos conservadores do mundo, liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Servidora de carreira da Fundação Biblioteca Nacional, Helena Severo se tornou presidente da Biblioteca em 2016, quando o atual deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) era ministro da Cultura do governo Michel Temer. Em fevereiro deste ano, a permanência dela no cargo foi confirmada pelo governo. Helena também foi secretária de Cultura do município e do estado do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Theatro Municipal. Antes de assumir a presidência da Biblioteca Nacional, ela passou 12 anos cedida ao Tribunal de Contas do Município (TCM).
Para a Funarte, que está com a presidência vaga desde que o próprio Alvim deixou o cargo para assumir a Secretaria, o nome escolhido é o do maestro Dante Mantovani . No Iphan, Kátia Bogéa deverá ser substituída pelo arquiteto Olav Schrader , presidente da Associação de Moradores de São Cristóvão
Mantovani aparece em fotos nas redes sociais com Rafael Nogueira durante o 3º Simpósio Nacional Conservador de Ribeirão Preto, realizado em outubro, e é igualmente fã de Olavo de Carvalho. Ele também faz parte da organização da CPAC — assim como Katiane de Fátima Gouvêa, nomeada na quarta-feira secretária do Audiovisual. Ainda é próximo de Camilo Calandreli, novo secretário de Fomento e Incentivo à Cultura , a quem já se referiu como “amigo-irmão”.
Ele se mostrou alinhado com seu futuro chefe, ao compartilhar, no último domingo, uma notícia sobre uma discussão da qual o secretário participou. “Este é o tom com o qual se deve falar com esquerdistas e comuno-globalistas; aprendam a lição com o mestre Roberto Alvim!”, escreveu.
Mantovani já se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, a quem presenteou com um exemplar do seu livro “Ensaios Sobre a Música Universal – Do Canto Gregoriano a Beethoven”. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi outro a receber um exemplar da obra, após uma reunião com membros da CPAC no ministério.
O indicado para assumir a presidência da Funarte tem um histórico de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF): nos últimos meses, defendeu o fechamento da Corte em ao menos duas oportunidades. Em agosto, afirmou que o se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto (o que acabou ocorrendo), era preciso “juntar pelo menos 1 milhão de pessoas, ir para Brasília e fechar o STF na marra”. Em outubro, disse que se tribunal e a Rede Globo fossem fechados, seriam “resolvidos todos problemas mais graves do Brasil numa tacada só”. Em outra ocasião, compartilhou uma notícia em que o jurista Modesto Cavarlhosa afirmava que há um “marginal” no STF, e acrescentou: “Um só?”
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA PARTICIPA DE MISSA ALUSIVA AOS 100 ANOS DE NOVA CRUZ RECEBE HOMENAGEM AO LADO DO RADIALISTA EDUARDO VASCONCELOS DE SUA ESPOSA NIZIA BARBOSA

Foto: Eduardo Vasconcelos, Governadora Fátima Bezerra e Nizia Barbosa, professora e esposa de Eduardo Vasconcelos

Na última quarta-feira (3) a Governadora FÁTIMA BEZERRA - PT/RN participou da Missa alusiva ao CENTENÁRIO de Nova Cruz e no momento em que foi receber a homenagem do Padre Aerton pousou para fotos ao lado do radialista , presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos* e sua esposa a professora, Nizia Maria Barbosa.

Um momento único e gratificante para Eduardo Vasconcelos, pois segundo ele passou um filme em sua mente, quando o mesmo morava em Natal e nas lutas dos educadores e de estudante conheceu Fátima Bezerra, época em que a mesma presidia a APRN, hoje SINTE/RN.

Momentos memoráveis e de muitas conquistas, disse Eduardo.

Para Eduardo Vasconcelos e Nizia a governadora, Fátima Bezerra irá fazer uma boa administração, principalmente para os que lutam na defesa da dignidade, da educação, da saúde, entre outras bandeiras. Concluiu Eduardo Vasconcelos.* 

10 fatos curiosos de Natal (RN) em cada década de sua existência

Até onde você sabe sobre Natal-RN?
Será que sabe tanto assim após ver esses 10 fatos marcantes e curiosos da cidade, um pra cada década?
O Curiozzzo tem conteúdo pra quase todas as décadas da cidade, mas essa surgiu da entrevista dos irmãos Fred e Carlos Sizenando Rossiter para a Tribuna do Norte, em Novembro de 2019, na qual eles contam como foi o processo de criação do livro “Natal no Século XX – Memória, fatos e fotos marcantes” (Editora Offset), que conta em mais de 500 páginas histórias do intervalo de 100 anos da capital potiguar.
Então com informações deles e nossas, vamos lá…

1901

Corridas do “Velo Club Natalense” na rua Conselheiro José Bonifácio em 1903
No começo do século Natal não era bem uma cidade de praia, era uma “cidade de rio”, isso porque era justamente do Rio Potengi que vinham as novidades para a cidade. A Igreja Matriz era o prédio mais alto que se tinha notícia, ela levantava as bandeiras dos países cujos navios chegavam no porto. Já abra aí na próxima aba: 10 fotos raras do Rio Grande do Norte nos anos 1900

1920

Nos anos 20 os natalenses só queriam saber de cinema. Era o principal lazer na época. Os picolés eram vendidos direto da forma gelada e ficaram conhecidos como “poli” por causa do Cinema Politeama, o primeiro cinema de Natal, criado em 1912, onde eram vendidos.

1930

Fachada do Quartel do Regimento Policial de Natal cravada de balas pelos soldados do 21º B.C e pelos civis comunistas, no contexto do levante de 1935.
O que marcou essa década foi a Intentona Comunista, de 1935. Durante quatro dias Natal ficou sob regime comunista. No meio de uma solenidade do Teatro Alberto Maranhão (TAM) tiros foram disparados e muita gente ficou apavorada. Prédios ficaram crivados de bala de confrontos entre manifestantes e polícia. Leia mais sobre isso em: Natal já esteve sob regime comunista por 4 dias

1940

Base americana em Parnamirim Field na época da 2ª Guerra Mundial.
A década de 40 foi marcada pela 2ª Guerra Mundial, em que o Brasil apoiou os EUA, e Natal abrigou a maior base militar americana fora daquele país, recebendo milhares de militares de lá. Em um documento da época enviado pelos americanos para o governo brasileiro havia algo como: “estamos enviando só pessoas comportadas”, formalizando que não mandariam soldados negros para o Rio Grande do Norte. Fotos daquela época realmente confirmam a ausência de negros. Não por imposição do governo brasileiro, mas um reflexo da forte descriminação racial presente nos EUA naquele tempo.

1950

50 é conhecida como “A Era do Rádio” em Natal, isso porque era pelo rádio que a sociedade ouvia se falar de novos hábitos, formas de viver, vestir, agir e pensar, e o interesse pela música levava centenas de natalenses aos palcos e às rádios da cidade. O período marcou a modernização, e assim a “transgressão” (à época), do comportamento da mulher. No jornal local “A Ordem” foi encontrada uma manchete que dizia: “segurem suas filhas, o Rock está chegando”. Inclusive, o rock chegou a ser proibido

1960

Nesta época a moda em Natal era das bandinhas dos colégios. Colégios que separavam totalmente seus alunos entre sexo masculino e feminino, então os festivais de música lotados do Palácio dos Esportes eram a oportunidade de todo mundo se encontrar. A música “Twister and Shout” (dos Beatles) inspirou o surgimento da banda The Shouters, e haviam outras bandas de nomes engraçados como a “The Dadas” e a “The Funtos”.

1970

Beira mar da Praia dos Artistas (Natal-RN) nos anos 70
Nos anos 70 a grande novidade foi a “Hippie Drive-in”, uma boate misturada com restaurante e clube ao mesmo tempo. Um lugar que à noite tinha luz negra e muito rock’n roll, e era tão efervescente que atraia caravanas até de estados vizinhos. Durante o dia famílias passeavam por um pequeno zoológico, o primeiro e único de Natal. Foi também época de curtir a praia (do Meio, do Forte e dos Artistas), da chegada do surf, do biquíni “asa delta”, e dos restaurantes à beira-mar. Quer saber mais sobre os anos 70? Clique aqui.

1980

Multidão participando da BandaGália nos anos 80. Foto: Tribuna do Norte.
Os anos 80 foi época dos gauleses, mas não os celtas do continente europeu, sim os gauleses potiguares; filhos boêmios da classe-média natalense, que naquele tempo eram contestadores da Ditadura Militar, e adoradores de carnaval. Eles seguiam a Bandagália, que arrastava uma multidão da Praia dos Artistas, até a Ribeira e Petrópolis, passando por todo tipo de bar até chegar na praia ao raiar do dia. Quer ver mais? Reportagem de 1986 mostra como era Natal naquela época

1990

A década de 90 foi marcada pela enorme expansão de Natal. A cidade cresceu para além dos limites imaginados na década anterior. Na praia se fazia topless. Era permitido pilotar sem capacete e dirigir carros abaixo dos 18 anos. Também teve a chegada dos celulares que virou febre entre as pessoas e o tão aguardado bug do milênio que assustou meio mundo. Veja como era Natal nos anos 90 aqui
Com informações de Ramon Ribeiro para Tribuna do Norte, e José Narcelio Marques Sousa (Engenheiro civil e escritor).

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

CPC/RN PROMOVE DIA 11/12/2019 SUA III NOITE DAS HOMENAGENS NA CÂMARA DOS VEREADORES DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRA!

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - FUNDADO EM 30/12/2009
Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019
" "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!"

No próximo dia 11 de dezembro no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz, Rio Grande do Norte, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN promoverá a III Noite das Homenagens, alusivo aos 10 anos de sua fundação, ocorrida em 30 de dezembro de 2009 - Natal/RN.

Momento em que artistas e grupos culturais, políticos, profissionais da educação, entre outros segmentos serão homenageados pelo CPC/RN, pois de forma direta ou indireta contribui ou contribuíram para os avanços da cultura no Estado e conseqüentemente nos municípios potiguares!

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN já realizou outras duas Noites de Homenagens. A primeira aconteceu em 2017 no Auditório do IFRN - Cidade Alta - Natal/RN e a II Noite das Homenagens ocorreu em Nova Cruz/RN em 2018 no Plenário da Câmara Municipal.

"Para Eduardo Vasconcelos,, presidente do CPC/RN, são esses reconhecimentos que fortalecem a luta e a união em defesa da cultura e contra qualquer tipo de discriminação, bem como identificar novos talentos e para isto a força destes apoios faz com que nossas atividades sejam concretizadas. Tem muito chão pela frente, conclui, Eduardo Vasconcelos."

Dandara vive


REPRODUÇÃO/INTERNET - dandara 
imagem do google

A luta de Zumbi dos Palmares, lembrada em 20 de novembro por todo o País, ecoa essa consciência. Dandara, mulher forte na história da luta do negro brasileiro, não FOI lembrada à toa na capital federal.


Os pés negros e ressecados, dedos esfolados e as unhas comidas pela correria daquele dia. O coração, que batia impulsionado pelo estresse, podia ser ouvido a poucos metros.
Em meio ao silêncio das matas do século XVII, a guerreira quilombola Dandara se jogava no vazio de um penhasco brasileiro. Dois anos antes da morte trágica de Zumbi, seu marido.


É o nome de Dandara que ecoou por Brasília esta semana.
É o nome dela e de tantas outras guerreiras negras que a Marcha Nacional das Mulheres, articulada há dois anos por inúmeros movimentos sociais e trabalhadoras, transbordou emoção e energia na principal via asfaltada no Plano Piloto da capital.
Dez mil mulheres entoaram cantigas afro, rezas tradicionais e palavras de ordem no trajeto até o Congresso Nacional.
Apesar de avanços em políticas públicas como cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, garantidos nos governos Lula e Dilma, foi no Parlamento que, pela ironia dos tempos, partem diversos ataques contra a população feminina negra:
Por meio de pautas como revisão do estatuto do desarmamento, de redução da maioridade penal (que extermina a juventude negra, filhos delas) e da criminalização do aborto legal, por exemplo, que essas mulheres são atingidas no seu dia a dia - nas grandes cidades, no campo e na periferia.
A população negra é, sim, a mais prejudicada pelo grande conservadorismo que toma a atual legislatura da Câmara dos Deputados.
As mulheres negras sofrem ainda mais com preconceito em diversos campos e áreas da vida.
Foi na chegada do grupo na Esplanada dos Ministérios que momentos vergonhosos ocorreram por parte de grupos que pregam o golpe contra o governo Dilma.
Acampados há dias no gramado em frente ao Parlamento, pessoas que pedem o "retorno da ditadura" hostilizaram as moças e senhoras negras que passavam pelo local.
Duas pessoas chegaram a disparar seis tiros para o alto e houve explosão de bombas, deixando pessoas feridas física e emocionalmente.
Mesmo com a resistência fracassada da extrema direita brasileira, que ora mostra suas garras, essas mulheres conseguiram dar seu recado: o racismo e o feminicídio negro não serão tolerados neste País.
O Mapa da Violência de 2015, que estuda as estatísticas de 2013, mostra que 2.875 mulheres negras foram mortas naquele ano. O número de negras mortas cresceu 54% em 10 anos.
Muitas dos crimes cometidos contra mulheres foram em decorrência de violência doméstica. O parceiro, aquele que deveria lhe amar e dar suporte, é aquele que lhe retira a vida.
É dentro da própria casa que famílias inteiras têm sido mutiladas com a morte de suas mães negras.
Políticas públicas para elas são urgentes. Combater a violência e assassinato das mulheres negras é dever de nosso país. É dever de todos congressistas presentes hoje no Parlamento. É dever de estados e municípios.
Construir uma sociedade sem essa realidade brutal urge dentro do campo progressista.
A luta de Zumbi dos Palmares, lembrada em 20 de novembro por todo o País, ecoa essa consciência. Dandara, mulher forte na história da luta do negro brasileiro, não será lembrada à toa na capital federal.
Dandara são todas as mulheres negras que lutam pela igualdade, pelo fim da violência e por mais direitos. Dandara marchou por Brasília esta semana!.
Adaptação pelo CPC/RN, em 03/12/2019.

Confira os selecionados da sociedade civil ao Conselho Nacional de Política Cultural

Resultado final do edital que selecionou os membros da sociedade civil que farão parte do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), órgão recém-integrado à estrutura do Ministério do Turismo. Previsto na Constituição Federal, o CNPC é responsável por articular e debater, com as esferas governamentais e a sociedade civil organizada, proposições de políticas públicas para o desenvolvimento e o fomento de atividades culturais brasileiras.
Foram selecionados representantes, titulares e suplentes, de organizações e entidades culturais nos seguintes segmentos: técnico artístico; patrimônio cultural; culturas populares; e expressões culturais afro-brasileiras. No total, foram selecionados três representantes para o segmento técnico artístico e um para cada um dos demais segmentos. Não houve entidade habilitada para o segmento de culturas dos povos indígenas. A indicação para esse segmento caberá ao Secretário Especial da Cultura, conforme previsto no edital de chamada pública.
Além disso, foram eleitos dois titulares e dois suplentes por macrorregião brasileira (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste), indicados pelos conselhos de cultura dos estados e do Distrito Federal. No total, mais de 3,6 mil eleitores de todas as regiões brasileiras votaram nos candidatos indicados por esses conselhos.
Essa nova representação visa fortalecer a atuação do CNPC, bem como dos conselhos estaduais e do DF, como instâncias propositivas, de consulta, monitoramento e debate sobre as políticas públicas de cultura no território nacional.

Rock ativa drogas, sexo, aborto e satanismo, diz novo presidente da Funarte. "Será PRECONCEITO ou que É?" - Apenas uma pergunta!

“O rock ativa as drogas, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”. A fala é do novo presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Dante Mantovani, um maestro de Londrina que foi nomeado nesta segunda-feira 02 ao cargo por Jair Bolsonaro. A análise está em um vídeo publicado no canal do Youtube de Mantovani que traz, além da associação em escala feita pelo novo presidente, outros pontos de uma indústria cultural que busca destruir a moral.
No vídeo, Mantovani comenta longamente sobre a Escola de Frankfurt e a relação dos filósofos com a cultura, em especial, a música. Para isso, exemplifica usando a banda inglesa The Beatles. “Eles precisavam destruir as famílias americanas porque elas eram a sustentação do capitalismo”, diz, relacionando os quatro britânicos a um plano da União Soviética de dominação global.
Na análise que dura 11 minutos, Mantovani, que é doutor em música pela Universidade de Londrina, costura uma narrativa que aponta nomes como Elvis Presley como parte de um experimento soviético para “destruir a juventude”.
“Nos anos 50, apareceu um tal de Elvis Presley, que fazia todo mundo cantar, sacolejar, balançar o quadril, né. Todo mundo ama esses caras. Começam a ser introduzidos certos comportamentos… o Elvis Presley morreu de overdose, né”, fala.
Depois, Dante passa a associar a CIA, a agência de inteligente norte-americana, à distribuição de drogas no Festival Woodstock, evento de 1969 que tinha como lema “Três dias de paz e música” em meio ao período da Guerra do Vietnã. “Existem certos indícios que a distribuição em larga escala de drogas foi feita pela CIA – pelos infiltrados soviéticos”, diz o maestro.
“Para fechar o raciocínio da associação do vídeo, Mantovani crava: “O rock ativa as drogas, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto”. Finalmente, o aborto, para ele, está ligado ao satanismo, que também está presente, segundo a análise, nos álbuns dos Beatles e nas falas de John Lennon.
FONTE Portal Brasil Cultura