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sexta-feira, 19 de abril de 2019

ACAMPAMENTO TERRA LIVRE - 'Não é nesse governo que os povos indígenas vão baixar a cabeça'

Acampamento Terra Livre
Lindomar Terena diz que o Estado brasileiro está em dívida com os índios, cuja luta envolve também a defesa da natureza
Por Rede Brasil Atual
Liderança indígena afirma que manifestação programada para o dia 23 ocorre todos os anos com o objetivo de defender os direitos dos índios previstos na Constituição.
São Paulo – O tradicional Acampamento Terra Livre, que este ano está marcado para ocorrer entre os dias 24 e 26, nunca protagonizou violência. A afirmação é do líder indígena Lindomar Terena, integrante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Terena considera a decisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, de convocar a Força Nacional de Segurança para atuar em Brasília pelos próximos 33 dias uma demonstração de incapacidade de conviver com a democracia e de respeitar os direitos dos índios.
“É um contexto diferente, em que o Estado se posiciona declaradamente contra os direitos dos povos indígenas. É evidente que não vamos sair da nossa região para afrontar alguém, vamos lá defender o nosso direito, o futuro das nossas gerações. Agora, uma vez que o Estado decreta por 33 dias o uso da Força Nacional, dizem eles que é para cuidar do patrimônio público, quando na verdade demonstra a incapacidade de diálogo no sentido de cumprir o que diz a Constituição Federal brasileira”, afirma Terena à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual. “Não vamos confrontar, mas não vamos recuar. Não é nesse governo que os povos indígenas vão abaixar a cabeça e dizer amém para eles.”
Segundo ele, o encontro será um grande evento, reunindo lideranças indígenas de diversos lugares do país. Lindomar Terena explica que o Acampamento Terra Livre, a principal e a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, representa uma luta de resistência pelo direito de existir e pelo reconhecimento territorial que vem desde 1500.
“A luta dos povos indígenas não é apenas dos povos indígenas, é a defesa do meio-ambiente e da natureza, e acima de tudo a luta pelos nossos direitos. O Estado brasileiro está em dívida com os povos indígenas. Os povos indígenas têm cobrado a demarcação do seu território, têm cobrado a implantação de uma saúde diferenciada, de uma educação de melhor qualidade. Tudo isso dentro da lei. É uma luta que sempre foi pacífica, sempre foi buscando o que está escrito na Constituição Federal brasileira”, pondera o também integrante do Conselho do Povo Terena.
Por outro lado, ele reclama que a violência protagonizada por ruralistas contra os índios brasileiros não é motivo de preocupação por parte do governo Bolsonaro.

Fonte: RBA

NA MEMÓRIA - Nome de Mestre Moa do Katendê substitui o de Victor Civita em escola na Bahia

Moa do Katendê
Homenagem ao Mestre Moa era uma da comunidade escolar, dos moradores do bairro e do movimento negro
por Redação RBA
Capoeirista foi assassinado durante as eleições de 2018, após uma discussão política.
São Paulo – Colégio Estadual Mestre Moa do Katendê. Este é o novo nome do agora ex Colégio Estadual Victor Civita, localizado na comunidade Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, em Salvador. O capoeirista foi assassinado durante as eleições de 2018, após discussão com um apoiador de candidato Jair Bolsonaro.
A mudança foi determinada pela Portaria 471/2019, publicada no Diário Oficial do Estado, assinada pelo secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues. Era uma reivindicação da comunidade escolar, dos moradores do Engenho Velho de Brotas e do movimento negro.
Renilda Costa, sobrinha do Mestre Moa, comemorou a homenagem. "Estamos muito felizes e vibrando com isto que, para nós, tem um significado enorme pela importância que foi meu tio, não só para a comunidade local, mas para todo o país. É um orgulho danado ter a escola onde estudaram tantos parentes, filhos e sobrinhos com o nome dele", declarou, emocionada.
Moa do Katendê foi morto com 12 facadas por Paulo Sérgio Ferreira de Santana, eleitor de Bolsonaro (PSL), após o capoeirista declarar voto em Fernando Haddad (PT). Paulo Sérgio confessou a motivação política no assassinato. 

Hoje é Sexta-feira da Paixão

Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira santa é um feriado religioso comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo, e faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias.
A sexta-feira da Paixão é considerada uma data móvel, ou seja, não possui um dia específico para ser comemorado anualmente. Por regra, deve ser celebrada na sexta-feira que precede o domingo de Páscoa.
De acordo com a tradição, para se definir o dia em que é celebrada a sexta-feira santa, considera-se a primeira sexta-feira de lua cheia após o equinócio de primavera (no Hemisfério Norte) ou equinócio de outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a sexta-feira da Paixão pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Após a definição da data da sexta-feira santa, outras comemorações são estabelecidas, como o domingo de Páscoa, a quarta-feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma) e o Carnaval.
De acordo com o cristianismo, a Sexta Feira Santa é um de reflexão sobre o sacrifício de Jesus na cruz. Para os católicos, tradicionalmente, a sexta-feira da Paixão é um dia de rituais e penitências, como o jejum ou a abstinências de prazeres mundanos.
É comum ver reconstituições, encenações, homenagens e outras formas de representações artísticas de como teriam sido os últimos momentos de vida de Jesus Cristo, seu julgamento, crucificação e ressurreição do “mundo dos mortos”.

FILO tem nova gestão e depende de apoio para acontecer

“A edição dos 50 anos do FILO (Festival Internacional de Londrina) só tem chances de acontecer se a comunidade de Londrina, principalmente os empresários, se envolverem”, sentencia Maria Fernanda Coelho, produtora cultural e uma das integrantes da nova comissão gestora do evento. Formada por representantes da UEL (Universidade Estadual de Londrina), da Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e produtores culturais da cidade, a equipe foi criada para gerenciar a crise pela qual passou o festival, cuja edição do ano passado foi cancelada por falta de recursos financeiros. “É uma estrutura de gestão coletiva e colaborativa que visa abrir novos caminhos e soluções diante do novo cenário político nacional que não prioriza a cultura.”
Segundo os integrantes da comissão – os quais trabalham todos de forma voluntária – um novo cronograma de ações já foi estabelecido e o grupo corre contra o tempo na fase de captação de recursos emergenciais. A previsão de data para a realização do evento é de 15 de agosto e 1 de setembro de 2019. “Um grande aceno que aguardamos é por parte do Governo Estadual, via Secretária de Estado da Cultura. O novo secretário, Hudson José, e a superintendente, Luciana Pereira, firmaram o anúncio de posição no final deste mês de abril”, diz Jackeline Seglin, integrante da comissão. Ainda assim, se houver repasse, não se sabe como este será feito e, muito menos, sobre valores que, certamente, ficarão aquém do montante necessário de cerca de R$ 1,4 milhão.
O município, por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), disponibilizará R$ 350 mil, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura, único recurso certo. Segundo o diretor da Àmen, Luiz Bertiplagia, a resposta do Estado se faz necessária para que o evento tenha garantias mínimas de execução e prospecção de curadoria. “Diante do histórico do festival, não há como fazermos algo menor. Contudo, além do Estado, precisamos de mais parceiros. Essa é a hora da comunidade local mostrar se o festival é, realmente, importante para a cidade. Se não existe interesse para o empresário, então talvez não exista mais sentido para a cidade, infelizmente”, destacou.
Além do novo modelo de gestão, o grupo prepara uma remodelação no formato do evento, com o retorno de atividades que já foram realizadas em décadas anteriores, como os projetos socioculturais para o desenvolvimento da economia criativa. De acordo com a integrante Patricia Braga Alves, as ações do grupo também apontam para a extensão do festival, principalmente em outras cidades do Estado, transformando a região num grande corredor cultural. “Essa medida vai ao encontro da política estadual de interiorização da cultura. O FILO sempre levou a grade de espetáculos e oficinas para outras cidades, mas isso tende a se intensificar.”
OUTROS FESTIVAIS
Na contramão da grande maioria dos festivais de teatro realizados pelo Brasil e que também foram suspensos ou cancelados no ano de 2018, a última edição do Festival de Curitiba teve um orçamento estimado de R$ 11 milhões. No entanto, o formato do FILO, conforme os integrantes da nova comissão, não caminha no mesmo molde ou curadoria curitibana, que prioriza espetáculos mais comerciais, além de eventos paralelos de gastronomia. “Historicamente, as capitais sempre conseguem mais recursos. Porém, aqui, realizamos um conceito totalmente diferente de festival. Jamais faremos algo parecido com Curitiba, isso está totalmente descartado”, adiantou Bertiplagia.
GOVERNO DO ESTADO
Em recente passagem por Londrina, o secretário de Comunicação e Cultura, Hudson José, afirmou que colocaria o assunto “FILO” em pauta na próxima reunião da pasta como prioridade, mas sem garantir valores específicos ao evento. Já a superintendente Luciana Pereira disse que a gestão vai priorizar a otimização dos agentes e estruturas que demandam aporte fixo do Estado como MON (Museu Oscar Niemeyer), Teatro e Balé Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná. Segundo ela, como não há previsão de recurso para ser aplicado diretamente nos eventos do Estado, uma das alternativas seria a contrapartida de participação desses agentes nos eventos de todo Estado, bem como o intercâmbio de espetáculos em todo Paraná.
FONTE - Brasil Cultura