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I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA PROMOVIDO PELA FJA/RN FOI UM SUCESSO!!!

FINAL DO I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA DO RN ATINGIU SEUS OBJETIVOS  Abertura com CHAVE DE OURO  Fotos: Momento...

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

RETROSPECTIVA: Guaranis-Kayowás têm Fundo de apoio. Salve-os da morte. http://www.fundodireitoshumanos.org.br

Tonico Benites Indígena Guarani-Kaiowá (Mato Grosso do Sul)

A realização de levantamento in loco para mapear a violência praticada contra famílias indígenas do povo Guarani-Kaiowá do MS 30-06-2012.
Tonico Benites à caráter
com irmãos Guarani-Kaiowás ectimorleste.blogspot.com
Pedagogo e antropólogo, Tonico Benites se propõe a realizar um levantamentos in loco para mapear, avaliar e denunciar a violência praticada contra as famílias indígenas do povo Guarani-Kaiowá, no sul Mato Grosso do Sul, que reivindicam parte dos territórios tradicionais de onde foram expulsos décadas atrás. De acordo com o pesquisador, essas famílias sofrem com ordens de despejo, ameaças de morte, torturas, sequestro, ataques de pistoleiros, assassinatos, entre outras agressões.

Expulsão de Grupos Ídigenas de suas Terraswww.fundodireitoshumanos.org.br















Para realizar o mapeamento, o proponente contará com uma equipe multidisciplinar e também com lideranças Guarani-Kaiowá representantes do Aty Guasu (Assembleia do Povo Guarani-Kaiowá). Essa equipe vai realizar visitas programadas a 20 acampamentos em conflito e acompanhar o atendimento que os indígenas têm recebido das instituições públicas, sobretudo, em relação à segurança, educação escolar e saúde. As demandas mais urgentes das comunidades serão encaminhadas às autoridades governamentais competentes para que sejam tomadas as devidas providências. Cada acampamento será visitado três vezes no decorrer do ano. Serão beneficiados diretamente com o projeto cerca de 2 mil indígenas.
Índia Sany KalapaloCriadora e representante do
MIA - Movimento Índigena em ação
em defesa dos Garanis-Kaiowás.
Atuando diretamente na Tribo
entre a matança, o extermínio e ou
Genocídio de seu povo pelos
fazendeiros que invadiram suas
Terras em Dourados - MS,
endereço na net do MIA -
  
xingu-otomo.net.br
Ao final das visitas, será realizada uma grande reunião para fazer aprofundamento da discussão e encaminhamentos. Além disso, com intuito de continuar as atividades previstas mesmo após o encerramento do projeto apoiado pelo Fundo Brasil, o grupo irá construir, em conjunto com os indígenas da região, uma representação formal organizacional das lideranças Guarani-Kaiowa.
Contexto
A história Guarani-Kaiowá no sul do Mato Grosso do Sul esteve marcada durante boa parte do século XX por políticas de Estado voltadas a diminuir seus territórios. Mesmo com essas investidas, os Guarani-Kaiowá nunca deixaram de ocupar a totalidade dos territórios de onde foram expulsos. Desde o início da década de 1980, inúmeras famílias indígenas passaram a reivindicar a demarcação de parte dos territórios que foram ocupados pelos seus antepassados, fazendo com que os conflitos só aumentassem.
Nos acampamentos indígenas localizados nas regiões litigiosas, as crianças, mulheres e idosos, por exemplo, têm dificuldades para receber qualquer tipo de atendimento do poder público, tendo impedido seu direito ao acesso à educação e à saúde. Nos casos onde os indígenas foram vítimas de ataques seguidos de morte, os autores e mandantes desses crimes nunca são investigados e punidos pelas instituições públicas, instalando assim uma situação de insegurança.


Cerca de 46 mil indígenas pertencem às etnias Guarani-Kaiowá e Ñandeva, em 26 municípios do Cone Sul-MS. A maior parte está distribuída em oito reservas/postos Indígenas, demarcadas pelo Serviço de Proteção aos Índios entre 1915 e 1928; outra parcela dessa população está assentada em parte dos territórios reocupados, que se encontram em processo de identificação, demarcação e regularização fundiária desde as décadas de 1980, 1990 e 2000. 
Índio Guarani-Kaiowá morto por lutar por suas terrasthinascimento.tumblr.com












Existem ainda oito grupos de Guarani e Kaiowá expulsos de sua terra tradicional que hoje estão acampados à margem da rodovia federal (BR) e seis grupos em um "cantinho" territórios antigos, aguardando identificação e reconhecimento oficial.

Tonico Benites, indígena Guarani-Kaiowá que está à frente deste projeto, é aluno de doutorado em Antropologia Social do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pesquisador do CNPq.
Twitter deste Blog @zedamotta

2018 COM TODOS OS DIREITOS. Participe deste movimento!

O DIA EM QUE PARNAMIRIM MUDOU DE NOME PARA “EDUARDO GOMES” E A POPULAÇÃO NÃO GOSTOU NEM UM POUCO

Foto: Prefeitura de Parnamirim
Entre 1973 e 1987 (14 anos) a cidade de Parnamirim, a terceira maior cidade do Rio Grande do Norte, famosa por abrigar a base militar americana na época da Segunda Guerra Mundial, se chamou Eduardo Gomes.
Em 1973, os pouco mais de 15 mil moradores da cidade foram surpreendidos com a notícia de que deputado Moacir Duarte (partido Arena) apresentara na Assembleia Legislativa do RN um projeto de lei alterando o nome, isso para homenagear o militar Eduardo Gomes, que era comandante da 2ª Zona Aérea, a qual estava subordinada a base aérea durante a Segunda Guerra. Entendeu?
Agora imagine andar numa cidade cheia de protestos contra seu nome? Pois é, a população era unânime no desgosto desta mudança, e pichou muros, praças e prédios, numa forte campanha para que ela retornasse ao nome original. O prédio da Caixa Econômica Federal na época estava “decorado” com: “volte Parnamirim!”. Além disso muitos comerciantes se recusaram a retirar o nome “Parnamirim” de suas fachadas.
Maternidade Sadi Mendes antigamente. Foto: Prefeitura de Parnamirim
Antigo terminal rodoviário. Foto: Prefeitura de Parnamirim
Apesar do rebatismo, a cidade permaneceu com um centro social, um conjunto residencial, lojas e algumas placas de carros com o nome Parnamirim. Toda essa revolta porque o deputado Moacir Duarte mudou o nome da cidade sem consultar nenhuma vez a população. E tem mais um detalhe: em 1973, apesar de estar vivo, Eduardo nem se quer compareceu à cidade para receber a homenagem, mandando um representante.
Mas quem foi Eduardo Gomes? Eduardo Gomes nasceu em Petrópolis (RJ) foi um aviador, militar e político brasileiro, com uma extensa folha de serviços prestadas ao país. Porém nunca quis a homenagem e sequer esteve presente na cerimônia de alteração da toponímia.
O militar Eduardo Gomes (Foto: Wikipedia)
Em reportagem da época do jornal Tribuna do Norte, o motorista de táxi Luiz Alves de Medeiros disse que nunca entendeu a transformação da cidade porque a prefeitura gastou recursos na construção de um monumento em homenagem a Eduardo Gomes em detrimento de problemas da cidade.
Foto: Prefeitura de Parnamirim
Um dos moradores da cidade símbolo do enfrentamento pela preservação da identidade de Parnamirim foi José Siqueira de Paiva, ou simplesmente “Zezinho”, um pioneiro no comércio de ferragens e material de construção. Zezinho desembarcou em Parnamirim no dia 04 de setembro de 1944 para trabalhar na construção da casa do avô, onde viveu até seus 90 anos. Um abaixo-assinado, de iniciativa de José Siqueira, conseguiu 4.665 assinaturas a favor da volta do nome histórico.
José Siqueira de Paiva (“Zezinho”). Foto: Tribuna do Norte
A volta do nome da cidade para o nome original era um assunto político tão delicado que o governador da época, Geraldo Melo, teve de fazer uma costura para não provocar a ira da Aeronáutica. Antes de sancionar a nova lei, revogando a anterior, editou um ato dando o nome do marechal do ar Eduardo Gomes ao trecho entre Natal e Parnamirim. A Lei 5.601 foi publicada no dia 6 de agosto de 1987 e a cidade voltou a se chamar Parnamirim.
Com informações de TOK de História e Tribuna do Norte

Povos indígenas participam de congresso sobre saúde mental em Brasília

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Representantes dos povos Kariri-Xocó, Pataxó, Bacairi, Fulni-ô e Xucuru participaram, entre os dias 2 e 4, do 6º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, Agir e transformar: pessoas, afetos e conexões, em Brasília. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Mental, teve por objetivo promover o debate sobre os desafios da reforma psiquiátrica e o sistema público de saúde e contou, também, com a presença da Funai.

A participação dos indígenas é histórica no evento e altamente significativa diante dos dados alarmantes do Ministério da Saúde que mostram que essa população tem o maior número de casos de suicídio do Brasil.

Thiago Fiorott, indigenista especializado e Ouvidor da Funai, foi um dos participantes da mesa de abertura ao lado de representantes do Ministério Público Federal, Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Ministério de Direitos Humanos, Fundação Oswaldo Cruz e outras instituições.

Ao discursar sobre o papel da Funai na promoção e proteção dos direitos indigenas, Fiorott explica a importância do olhar atento à população indígena no que diz respeito à saúde mental, levando em consideração as especificidades desses povos nas dimensões da espiritualidade, cosmologia e nos aspectos externos à cultura que influenciam diretamente nas condições de vida das comunidades, como a incessante luta pela terra e pela garantia de direitos. "Os profissionais de saúde mental, ao abordarem os povos indígenas, precisam ir além do olhar sobre o indivíduo. É necessário ter um olhar amplo e coletivo para essas populações porque as questões são, geralmente, de sofrimento coletivo. Os principais agravos que a população indígena sofre são depressão, ansiedade, uso abusivo de álcool e suicídio e, grande parte das vezes, está diretamente relacionado a essas questões que corroboram para o sofrimento mental.", reforça o indigenista.
A Funai articulou e apoiou a presença dos indígenas no congresso que também trouxeram aos demais participantes cantos, danças e artesanato de seus povos.artesanato

Dijone Fulni-ô, uma das expositoras, destacou o aspecto integrador promovido pelo evento: " Foi muito bom o encontro de etnias, de amigos." Já Iasmin Kariri-Xocó, também artesã, reforçou o congresso como espaço de ocupação para os indígenas. "Gostei muito da conferência. É uma grande oportunidade para divulgar nossa cultura também.", declarou.


Assessoria de Comunicação/Funai 

‘O Grande Circo Místico’ vai representar o Brasil no Oscar 2019

“O Grande Circo Místico” será o representante do Brasil na disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2019. Dirigido pelo cineasta Cacá Diegues, o longa venceu uma disputa entre 22 produções nacionais para a indicação, anunciada nesta terça-feira, 11, pela Academia Brasileira de Cinema (ABC).

Com os atores Bruna Linzmeyer, Vincent Cassel e Mariana Ximenes no elenco, o filme – uma adaptação do poema de Jorge de Lima – conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, de 1910 aos dias de hoje. Após passagem pelo festival de Cannes e de Gramado, a estreia comercial está prevista para o dia 15 de novembro. Assista ao trailer: