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FINAL DO I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA DO RN ATINGIU SEUS OBJETIVOS  Abertura com CHAVE DE OURO  Fotos: Momento...

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Funai debate pesquisa científica em terras indígenas

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Foto: Assessoria de Comunicação/Funai
Com o objetivo de colaborar com o debate a respeito da realização de pesquisa científica em terras indígenas, a Fundação Nacional do Índio participa do seminário do Conselho Nacional de Saúde com Povos Indígenas, realizado em Brasília nos dias 29 e 30 de agosto. Cerca de 120 lideranças, pesquisadores e agentes públicos integram o evento na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.

O diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Rodrigo Paranhos Faleiro, explica que, durante o seminário, a Funai pôde ampliar o debate com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), que atualmente realiza uma revisão de sua resolução sobre pesquisa em terras indígenas ao mesmo tempo em que Funai discute também suas normativas do acesso de pesquisadores a esses territórios.
"Essa coincidência permite destacar a simbiose que as duas ações podem ter, reafirmando a necessidade de não fragilizar os instrumentos normativos, de garantir a proteção já existente aos povos indígenas e, principalmente, de efetivar o retorno da produção científica, tecnológica, social e cultural traduzida em benefícios para os índios nas aldeias", ressalta Paranhos.
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Foto: Assessoria de Comunicação/Funai

Ninawá Inu Huni Kui, presidente da Federação do Povo Huni Kui do Acre [foto ao lado] afirma que toda pesquisa a ser desenvolvida em territórios indígenas "depende da autorização consensual decidida entre os membros das aldeias. São eles que decidem: homens, mulheres, anciãos, caciques e pajés".



O seminário do Conselho Nacional de Saúde com Povos Indígenas antecede a 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, cuja realização está prevista para o para o mês de maio de 2019, e que terá o objetivo de atualizar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
Ascom/Funai, com informações
do Conselho Nacional de Saúde

.Funai e GIZ Brasil definem plano operacional para desenvolvimento sustentável na Amazônia

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Foto: Paulo Ibituruna/Funai
Promover o desenvolvimento sustentável nas terras indígenas brasileiras da Amazônia Legal, prestando contribuição para a proteção das florestas e da biodiversidade nacional. Esse é o principal objetivo do Plano Operacional Anual do acordo de cooperação entre a Funai e a Agência Alemã de Cooperação para o Desenvolvimento - GIZ Brasil.

Em reunião realizada nos dias 23 e 24 de agosto, as três diretorias da Funai juntamente com a GIZ e o Instituto Internacional de Educação do Brasil, IEB, outro parceiro institucional na efetivação das ações, definiram as ações a serem contempladas no Plano Operacional Anual que se inicia em agosto de 2018.

O plano visa proporcionar efetividade às instâncias e instrumentos de governança da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) em nível nacional e em duas coordenações regionais piloto, no sudoeste do Amazonas – Médio Purus e Madeira.

Para o diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Paranhos Faleiro, a importância de acordos de cooperação internacional para o serviço público brasileiro à medida que ela contribui para sua modernização. "Sempre foi uma das contribuições mais positivas. O grande capital da cooperação internacional é quando ele traz um diálogo, uma troca de reflexão que as duas partes recebem. Essa cooperação não acontece só no âmbito institucional, mas acontece no âmbito das parcerias", salientou Paranhos durante a reunião.

O Diretor da GIZ Brasil, Anselm Duchrow, disse que, para a agência de cooperação alemã, "o Plano Operacional Anual é um instrumento muito importante de gestão do projeto compartilhado porque é voltado para o apoio à governança da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas".

Fonte: FUNAI

O Dia do Nutricionista é celebrado anualmente em 31 de agosto.

Esta data visa homenagear o profissional responsável por planejar programas de alimentação para as pessoas, além de preparar dietas específicas para ajudar a melhorar a qualidade de vida e saúde dos seus pacientes.
Os nutricionistas podem atuar nos mais diversos segmentos do mercado, desde em hospitais, escolas, ginásios esportivos, clínicas particulares e etc.
Aliás, o trabalho do nutricionista é fundamental para o sucesso do desempenho dos atletas.
O profissional de nutrição adquire uma importância maior a cada dia, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a estética, a saúde e o bem-estar do corpo, e principalmente as mulheres, estão sempre em busca da melhor forma física.
Origem do Dia do Nutricionista
O Dia do Nutricionista é comemorado nesta data em homenagem a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), fundada em 31 de agosto de 1949. Posteriormente, a ABN foi substituída pela Federação Brasileira de Nutricionista e, depois, pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Fonte: Brasil Cultura

“A cultura incomoda porque questiona”, diz Sérgio Mamberti

“Raios e trovões!!!”. Com um sorriso maroto, assim esbraveja o dr. Victor nos estúdios de TUTAMÉIA. É Sérgio Mamberti encarnando seu célebre personagem no Castelo Rá-Tim-Bum, série infanto-juvenil da TV Cultura. O mago da ficção televisiva tem 3000 anos e é amigo das crianças e dos animais.
Por Eleonora Lucena e Rodolfo Lucena
Ator, diretor, produtor, autor, Sérgio Mamberti está chegando aos 80 e fala de tudo nesta entrevista: lembra que via Pagu em Santos, rememora a festa que foi o fim da Segunda Guerra Mundial (e de sua desilusão com as bombas atômicas jogadas pelos EUA no Japão), conta como foi a resistência do teatro durante a ditadura militar, faz um balanço de seu trabalho no Ministério da Cultura no governo Lula –e fala de “Panorama Visto da Ponte”, peça de Arthur Miller em cartaz em São Paulo, na qual ele atua (acompanhe no vídeo acima).
Com mais de 50 anos de trabalho, Mamberti viu a peça em 1958, uma montagem estrelada por Leonardo Villar. O texto, escrito em 1955, foi feito no contexto do macarthismo, um período de “demonização das pessoas de esquerda”, destaca o ator. O enredo trata de imigração, delação, pobreza –temas atualíssimos. Autor, Miller (1915-2005) foi vítima de perseguição política nesse período nefasto da história norte-americana. Ele também escreveu o clássico “Morte de um Caixeiro Viajante”, que será encenada no Brasil no ano que vem igualmente por iniciativa de Mamberti.
Ódio e coerência
Impossível não fazer relação entre aquela época nos EUA e os dias atuais no Brasil. Petista e militante pela democracia, Mamberti fala das perseguições que sofreu no período recente. “Essa coisa de ódio que não tinha e passou a permear as relações na sociedade”, declara. Ao mesmo tempo, diz, sentiu muito apoio e solidariedade.
“Eu me sinto muito resguardado pela muita coerência e pela minha visão humanista, que é muito reconhecida publicamente. Não cultivo nenhum tipo de antagonismo irracional. Respeitar a opinião de cada um é o princípio democrático”, afirma. E segue:
“Eu lutei a minha vida toda pela preservação do Estado democrático, onde a cultura tem um papel estratégico fundamental. Faço minha militança política por meio da cultura. A cultura ligada a todos os processos de construção do Estado democrático. Luto em defesa da diversidade cultural. Eu me sinto muito feliz comigo mesmo de ter conseguido me manter coerente dentro dessa postura. A cultura incomoda porque a cultura questiona”.
Luta de classes
Mamberti rememora as ameaças que artistas recebiam também na época da ditadura militar. Fala de Vladimir Herzog, de Heleny Guariba, da repressão ao “Roda Viva”. Fala da desconstrução de políticas públicas, dos retrocessos em múltiplas áreas. Ele se emociona ao falar de Lula, da perseguição e da possibilidade de o ex-presidente participar da eleição.
“É o arbítrio. Há uma visão preconceituosa. Lula é tratado como um operário, e operário não tem direito de chegar à Presidência. É uma visão classista. É luta de classe. O mundo está precisando dessa visão universal de garantia de direitos, em que o cidadão esteja em primeiro lugar. A visão humanista deve prevalecer sobre essa visão puramente economicista”, afirma.
E ressalta:
“Essa luta que a gente está travando está totalmente relacionada com o futuro, é muito crucial. Tem uma candidatura extremamente ameaçadora a direitos. Não existe imites, há um despreparo absoluto”.
Mesmo com essa apreensão, sua mensagem é otimista:
“Vamos sair de 2018 mais fortes e olhando para o futuro com mais confiança”.
“Raios e trovões!!”
Assista a íntegra da entrevista: