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I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA PROMOVIDO PELA FJA/RN FOI UM SUCESSO!!!

FINAL DO I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA DO RN ATINGIU SEUS OBJETIVOS  Abertura com CHAVE DE OURO  Fotos: Momento...

domingo, 30 de junho de 2019

Pela cultura e pelo país, o jeito é ‘ir pra rua, tocar, cantar, fazer a nossa parte’, diz Moacyr Luz

“A gente está desperdiçando a oportunidade de crescer com educação, com cultura. Mandar filmar professores… São coisas impensáveis”, diz o compositor carioca Moacyr Luz.

Da Rede Brasil Atual - Aos 61 anos, completados em abril, Moacyr Luz conta que recentemente sentiu tristeza, uma certa depressão, pelo que acontece com o país. “A gente está desperdiçando a oportunidade de crescer com educação, com cultura. Mandar filmar professores… São coisas impensáveis”, diz o compositor carioca, que imediatamente dá a receita para resistir. “Ir pra rua, tocar cantar. É fazer a nossa parte”, afirma Moa, como é conhecido, ao lado do músicos que formam o Samba do Trabalhador, que nesta sexta-feira (28) estrearam um formato novo do programa Hora do Rango, gravado ao vivo no Sesc da Avenida Paulista, que lotou durante as duas horas de apresentação.

A nota triste durou pouco. Conversando com Oswaldo Luiz Colibri Vitta, apresentador do Hora do Rango, destaque da Rádio Brasil Atual, Moacyr brincou, tocou, cantou e contou histórias saborosas de suas parcerias. Como a que resultou na música Saudades da Guanabara,  no final dos anos 1980, uma incomum parceria entre dois letristas do primeiro time da MPB, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro.
Estavam os três na casa de Moacyr, na Tijuca, zona norte carioca, diante de um samba cuja letra Beth Carvalho pediu para mudar. A cerveja acabou, e Aldir Blanc subiu até seu apartamento para pegar mais – ele e Moacyr moravam no mesmo prédio, no quarto e no primeiro andares. Pela narrativa, não se sabe se voltou com a bebida, mas depois de pouco tempo tinha pronta metade da música. Talvez se sentindo provocado, Paulo César fez logo a segunda parte. Lá pelas 7 da noite (“Para ela, era meio-dia”), Moacyr ligou para Beth e cantou a música toda. Trinta anos atrás, a sambista lançava LP com a canção que deu título ao álbum, Saudades da Guanabara. “Falar da Beth me emociona muito”, diz Moacyr.
A pedido de Colibri, o compositor fala sobre a origem do Samba do Trabalhador, movimento surgido há 14 anos no Clube Renascença, fundado por negros, no Andaraí, pequeno bairro da zona norte do Rio. Desde então, as apresentações são semanais, sempre às segundas-feiras. “Só se acontecer o imponderável, uma tempestade dessas de filme”, diz Moacyr. “Não foi nada programado. No primeiro dia, tinha 50 pessoas. No segundo, 200. A gente já viu coisas inacreditáveis, 2 mil pessoas la dentro e 2 mil fora.” Para o samba, ele diz que gosta da casa cheia. “Praia deserta é coisa para recém-casado”, brinca o compositor, que conta ter Ary Barroso como primeira referência musical. Coincidentemente, ambos flamenguistas.
Tem que saber tocar
O público continua chegando ao Sesc, se acomodando em cadeiras, almofadas ou em pé. Muita gente do samba paulista. Moacyr recorda seu primeiro show em São Paulo, em 1982. Lembra também de apresentações no Villaggio Café, espaço já desativado no bairro da Bela Vista (Bixiga), com Luiz Carlos da Vila, dona Ivone Lara. Shows com o grupo Café com Leite, que depois se tornaria o Quinteto em Branco e Preto.
E aproveita para apresentar seu grupo. “A maioria está comigo há 14 anos. Tem dia que eu erro o nome…”, afirma. “Quase todo dia”, brinca um deles. Estão no palco Daniel Neves (violão 7 cordas), Alexandre Marmita (cavaquinho), Nego Alvaro e Júlio de Oliveira (percussão), neto de Silas de Oliveira, compositor que morreu em uma roda de samba, em 1972. Mais adiante, eles cantarão Aquarela Brasileira, samba-enredo composto por Silas para a escola Império Serrano, no carnaval de 1964. Mas a primeira a ser tocada é A Reza do Samba, de Moacyr e Gustavo Clarão.
Pausa para falar que “no samba não tem essa coisa de corpinho”, tem que saber tocar. E nem idade: Moacyr lembra de gente que começou a aparecer depois dos 50 ou até dos 60, casos de dona Ivone Lara e Clementina de Jesus. Comenta diferenças entre sambas enredo, de raiz e de mesa, e vai para a segunda canção, Toda Hora. Os demais músicos se apresentam, contam um pouco de sua história, e já é hora de Coração do Agreste, parceria de Moacyr e Aldir Blanc.
Durante o programa, Moacyr Luz comenta sobre sambas-enredo e seu contato com o universo das escolas de samba. “É um mundo totalmente diferente. Encantador e assustador ao mesmo tempo”, diz o autor de composições para Renascer de Jacarepaguá, Grande Rio e Paraíso do Tuiuti, que se projetou com Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?, sucesso do carnaval de 2018 (“Pela luz do candeeiro/ Liberte o cativeiro social”.)
Moacyr fala também de seu trabalho como produtor, responsável por dois discos de Guilherme de Brito, famoso parceiro de Nélson Cavaquinho, e pelo único álbum de Casquinha da Portela. E conta que ele mesmo está para lançar um trabalho, já emendando com as dificuldades impostas pela nova realidade da indústria fonográfica: quem hoje em dia consome CDs e DVDs?
Uber e pirataria
O tema rende outra história: um dia, Moacyr estava saindo do mercado e fez sinal para um táxi, enquanto falava ao celular com sua mulher. O motorista achou que ele estava, na verdade, pedindo um Uber e começou a discutir, falando que aquilo tinha acabado com sua vida. Foi quando Moacyr reparou que no carro havia vários discos piratas, e foi à forra: “Sabe que eu sou compositor? Isso (pirataria) acabou com a minha vida”.  Sobre direito autoral, ele afirma: “Tem mês que eu compro um carro, tem mês que eu compro uma caixa de fósforo. Não dá pra contar”.
Depois de Pra quê pedir perdão?, Moacyr conta a história de outra música, Estranhou o quê?, que segundo ele tem duas origens. A primeira vem do projeto Batucadas Brasileiras, coordenado por Robertinho Silva, com oficinas de percussão para jovens. Lembra das dificuldades daquele meninos, sempre negros, tentando aprender um instrumento. A segunda vem de Angola, quando, em Luanda, ele observava “iate pra lá, iate pra cá”, sempre com negros a bordo. Alguém notou sua curiosidade e afirmou: “Tá estranhando o quê? Aqui quem manda somos nós”. E aí surgiu a composição: “Estranhou o quê?/ Preto pode ter o mesmo que você”.
Compor não exige recolhimento nem silêncio, explica o autor de mais de uma centena de obras. “Eu faço música com televisão ligada, empregada gritando”, diz, para emendar que o disco novo trará uma parceria com Zeca Pagodinho. “Estou apaixonadíssimo por essa música”, conta. O público pede, mas ele afirma que não pode cantar. Vida da minha Vida, parceria de Moacyr e Sereno, é um dos sucessos de Zeca. Foi composta em 2006, mas foi preciso um pouco de paciência, porque a gravação só aconteceu em 2010. Refere-se a Zeca como “o maior artista vivo do Brasil” e conta que ele escuta diariamente a Ave Maria.
Dá tempo ainda de falar sobre o seu Rio de Janeiro, “um grande reflexo do Brasil”, sofrendo com violência urbana e outras mazelas. “Não saio de lá por nada deste mundo.” Sobre o país, ele pede “respeito às diferenças”.
Alguém lembra de Beth Carvalho e Ivone Lara, cita Élton Medeiros, com problemas de saúde, e quer saber se esses e outros artistas da chamada velha-guarda conseguiram o devido reconhecimento pelo que fizeram para a música brasileira. Imediatamente, ele recorda da capa do disco Esquina Carioca, lançado em 2000. Uma fotografia com seis pessoas à mesa: Walter Alfaiate, Ivone Lara, Luiz Carlos da Silva, Beth Carvalho, João Nogueira e o próprio Moacyr. Os outros cinco já partiram. “Quando você decide fazer a samba, é por amor à música, é dedicação. Você sabe que não vai ter moleza”, afirma. “A velha-guarda sempre dá um jeito de sobreviver. Com dignidade.”
Fonte: Brasil 247

Bernardo Kucinski: Bolsonaro supera qualquer possibilidade da imaginação humana

Em entrevista à TV 247, o jornalista e escritor Bernardo Kucinski falou sobre o início do governo Bolsonaro e sobre o lançamento de seu livro ficcional que retrata o momento político brasileiro; “As distopias, em um certo sentido, são alegorias, você sabe que tudo aquilo é irreal mas é parecido com algo que é real , acaba dando mais relevo a coisas do real que a pessoa não estava percebendo”, explicou; assista.

Kucinski contou como trabalhou o texto da obra e como são feitas as alusões ao atual governo. “O livro é uma distopia, eu montei ele como duas narrativas paralelas: tem uma narrativa ficcional, que é muito louca, e tem uma narrativa na forma de notas alentadas de rodapé que vão descrevendo os éditos da Nova Ordem, são como os Atos Constitucionais. Esses éditos são referências claríssimas ao governo Bolsonaro, tem o édito que acaba com o ministério do Trabalho, tem o édito que acaba com as universidades federais, e vai por aí”.
O escritor brincou ao dizer que Bolsonaro quase acabou com a literatura por ultrapassar os limites da imaginação com suas ações como presidente. “Bolsonaro quase conseguiu matar a literatura brasileira porque é impossível um ficcionista conseguir retratar o absurdo que se instalou no Brasil com o Bolsonaro, ele supera qualquer possibilidade da imaginação humana, um guru na Virgínia que usa os palavrões mais cabeludos que você possa imaginar, os filhos dando palpites, os decretos dele, cada um mais pernicioso que o outro”.
Bernardo Kucinski avaliou que as distopias, como classifica seu livro, podem realçar pontos da realidade que o leitor ainda não havia percebido. “As distopias, em um certo sentido, são alegorias, você sabe que tudo aquilo é irreal mas tudo aquilo lembra, é parecido com algo que é real, é semelhante, acaba dando mais relevo a coisas do real que a pessoa não estava percebendo”.
O jornalista ainda disse que o atual governo não pode ser colocado como ditatorial por ser “esculhambado demais” para isso. “A gente só não pode dizer que é uma ditadura porque ele é caótico e esculhambado demais para a gente chamar de ditadura. A atitude é ditatorial, a atitude é de arrogância, de imposição, é um governo de desconstrução de anos em que a gente foi construindo participação popular, inserção popular, direitos das minorias e trabalhadores”.  


Fonte: Brasil 247

Especialista desafia Moro a entregar seu celular à PF

O professor Sérgio Amadeu sugeriu ao ex-juiz que “entregue o celular para uma auditoria independente. Você não tem credibilidade. Você claramente transformou o Judiciário em uma milícia particular”.
Da revista Fórum – A estratégia do ministro da Justiça Sérgio Moro de tentar desqualificar as matérias do The Intercept Brasil e dizer que as informações reveladas no escândalo Vaza Jato são “adulterações” não só está falhando em convencer os internautas de fora das bolhas bolsonarista e lavajatista, como também tem despertado uma demanda em comum entre os seus críticos: para que ele entregue seu celular a uma perícia independente, se quer mesmo comprovar que as mensagens estão manipuladas.


O tema foi um dos preferidos entre os brasileiros nas redes sociais neste sábado (29), e muitos dos comentários foram para questionar o discurso de Moro.
Um deles foi o do sociólogo Sérgio Amadeu, que também é professor da UFABC (Universidade Federal do ABC), pesquisador de cibercultura e membro da comunidade do software livre. Ele sugeriu ao ex-juiz que “entregue o celular para uma auditoria independente. Você não tem credibilidade. Você claramente transformou o Judiciário em uma milícia particular”.
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247
Fonte: Brasil 247

"Nossa HOMENAGEM AO DIA DO CAMINHONEIRO " - 30 DE JUNHO! DIA DO CAMINHONEIRO!

Dia do Caminhoneiro é celebrado anualmente em 30 de junho.
Esta data é uma homenagem a todos os profissionais que atravessam as longas estradas brasileiras e internacionais, transportando as mais diversas mercadorias e movimentando a economia nacional.
No Brasil, existem três datas comemorativas que homenageiam os caminhoneiros: 30 de junho25 de julho e 19 de setembro.
O 30 de junho é considerado uma data regional, pois celebra a profissão de caminhoneiro na região do estado de São Paulo. Esta data foi oficializada através da lei nº 5.487, de 30 de dezembro de 1986.
Já a nível nacional, o ex-vice-presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva, decretou através da lei nº 11.927, de 17 de abril de 2009, o Dia Nacional do Caminhoneiro para ser comemorado em 19 de setembro.
Mas, a nível popular, o Dia do Caminhoneiro continua a ser celebrado em 25 de julho, data que também se comemora o Dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas.

Mensagem para o Dia do Caminhoneiro

O caminhoneiro nunca está sozinho! Leva sempre consigo, guardo no lugar mais especial do coração, a sua família e amigos. Nós lhe admiramos e nos orgulhamos do seu trabalho! Mesmo passando dias nas estradas e a saudade apertando, estaremos sempre com você! Parabéns e Feliz Dia do Caminhoneiro!
Costurando o chão do país, desbravando e conhecendo lugares que não imaginaríamos que existia… Ser caminhoneiro é um grande orgulho e privilégio! Mesmo às vezes a saudade batendo forte, o amor que sente pela estrada é o alivio para os momentos de tristeza! Feliz Dia do Caminhoneiro!

sábado, 29 de junho de 2019

O ano novo dos indígenas e as festas juninas pré-cabralinas

indígenas brasileiros

O ano novo dos indígenas e as festas juninas pré-cabralinas

Jack D'Emilia
Desde 1972, o 5 de Junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, e alertar o público e governos de cada país sobre os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar do mundo em que vivemos. Isso é muito importante, com certeza.
Mas esta data também lembra-nos, ou deveria lembrar-nos, por melhor dizer, a comemoração do ano novo feita pelos povos indígenas do Brasil, antes da chegada dos colonizadores europeus.
Mesmo não tendo conhecimento maior do universo e da mecânica celeste, não sabendo calcular matematicamente os eclipses e as órbitas dos planetas, os indígenas do Brasil pré-cabralino criaram uma cosmologia bem desenvolvida, a que não faltam explicações pitorescas sobre a origem das fases da Lua, os cometas, os meteoros, a Via-Láctea etc.
Foi a necessidade de medir o tempo através da determinação do retorno das épocas de chuvas e secas, que conduziu esses astrônomos elementares a observar o movimento dos astros e relacionar o aparecimento de certas estrelas, ou constelações, com as mudanças das estações.
O mais importante agrupamento estelar que caracteriza o conhecimento dos aborígenes do Brasil é o das Plêiades. Duas são as razões desta importância: a primeira, o fato das Plêiades constituírem um dos objetos de mais fácil identificação; a segunda relaciona-se com o fato que sua aparição no céu, em Junho, antes do nascer do Sol, no lado do nascente, indicava aos indígenas que nesta época a Natureza começava a se renovar e, dependendo da região, a estação das chuvas estava acabando, ou principiando.
O aglomerado estelar das Plêiades (M45) é visível perto da constelação do Touro. Trata-se de um agrupamento estelar relativamente jovem, na ordem dos 30-40 milhões de anos, que dista aproximadamente 450 anos-luz da Terra.
São muitas as lendas sobre as Plêiades, popularmente conhecidas também como Setestrelo, por serem visíveis a olho nu, apenas sete estrelas desse aglomerado celeste. Os interessados podem ler, se quiser, um breve ensaio¹ que escrevi a propósito disso.
Muitas etnias indígenas de diferentes regiões do Brasil utilizavam as Plêiades para construir seu calendário. Eles consideravam principalmente os dias do nascer helíaco, do nascer anti-helíaco e do ocaso helíaco das Plêiades. Cerca de um mês por ano, as Plêiades não são visíveis porque ficam muito próximas da direção do Sol. O nascer helíaco das Plêiades ocorre no dia 5 de junho, o primeiro dia em que elas se tornam visíveis de novo, perto do horizonte, no lado Leste, antes do nascer do Sol. Esse era o dia que marcava o início do ano para a maioria das etnias indígenas do inteiro Brasil.
Por volta do dia 10 de novembro, as Plêiades nascem logo após o pôr do sol, este dia recebe o nome de nascer anti-helíaco das Plêiades, pois o Sol se encontra no lado Oeste e as Plêiades no lado Leste. Perto do 10 de maio, acontece o ocaso helíaco das Plêiades, pois elas desaparecem do lado Oeste, logo após o pôr do Sol. Depois desse dia, elas não são mais visíveis à noite, até perto do dia 5 de junho quando ocorre, novamente, seu nascer helíaco. Pode-se bem admitir, então, um ano sideral, baseado no nascer helíaco das Plêiades.

O Setestrelo no Vale do Assu e no Seridó

No Vale do Assu e no Seridó, interior do Nordeste, terras dos tapuios Tarairiú e Cariri, o simbolismo das Plêiades estava estritamente ligado ao mundo invisível dos mitos ancestrais.
Todos os bisamus² cariris colocavam seus mistérios nas Plêiades e na constelação de Orion, moradia celeste do deus Poditã, herói civilizador do grupo étnico Kariri. O mito de Poditã estava cercado de mistérios e sutilezas, que deixaram muitos intrigados, pois tinham os indígenas como regra sagrada guardar os ensinamentos do deus, conservando segredos que jamais foram revelados a quem não fosse do mesmo grupo étnico.
Seja os Cariris que os Tarairiús começavam a contar o ano pelo nascimento das Plêiades, que nesses sertões marcava o fim do “inverno”, estação da chuva, e a chegada da “primavera”, época de renovação da flora e da fauna.
Cantos e danças faziam parte dos cultos em honra do Setestrelo realizados pelos tapuios. Eram as arcaicas festas juninas, depois sincretizadas e inseridas no calendário religioso da igreja católica. A comida típica das festas era quase toda à base dos grãos e raízes que os indígenas cultivavam, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca. Com boa fartura de caças, peixes e frutas, os indígenas comemoravam em grande estilo: comiam, bebiam, dançavam e, inebriados, farreavam por dias e dias, cada dia com renovada energia. A demorada comemoração chegava a alcançar e incluir nos festejos também o dia do solstício, que cai entre os dias 21 e 22 de junho.
Segundo Marcgrave, quando os frutos silvestres já estavam na maior parte maduros, os Tarairiús saiam em romaria do acampamento principal, situado nas margens do rio Otschunoch (Assu), caminhando por dois dias até as cabeceiras do rio Quoauguho (Upanema), onde realizavam cultos de adoração ao Setestrelo durante semanas. A festança era grande!
Câmara Cascudo, em seu “Nomes da Terra”, confirma que tal Lima Pacheco, em 1689, recebeu em sesmaria 24 léguas na ribeira do rio Upanema, “principiando de uma penedia que está onde o rio nasce, a qual o gentio denominava Sete Estrelas”.
Quando o rio Assu voltava ao seu leito, os Tarairiús dedicavam-se ao plantio do milho, jerimum, amendoim e fava, entre outros. Antes do plantio, havia umas cerimônias realizadas pelos feiticeiros, destinadas a propiciar a fertilidade do terreno; cerimônias, cujos rituais Jacob Rabbi, judeu alemão que viveu junto aos tapuios Janduís por anos, descreveu em todos os pormenores; seu famoso relatório, dedicado ao conde Mauricio de Nassau, é uma das maiores fontes de noticias sobre os Tarairiús para todos os pesquisadores, desde os cronistas da época da colonização europeia até hoje.
¹ “Astronomia Indígena – O Setestrelo” – 2018 Edições Igaruana

² Bisamu é o curandeiro, feiticeiro, autoridade espiritual; o mesmo que pajé em tupi.


Trilha sonora sugerida:

Este lindo crepúsculo à beira do rio Açu com certeza merece 1 minuto de sua atenção

Durante a expedição “Solstício de Inverno”, realizada entre os dias 21 a 24 de Junho de 2019, Jack d’Emilia, colunista do site Papo de Cultura, ligou sua câmera e vez uma bela filmagem levemente estática do crepúsculo às margens do Rio Piranhas-Açu. Essa é a dose de paz e reflexão que você precisava hoje! A trilha sonora é de Kevin MacLeod, confira:

O que é um crepúsculo?

Crepúsculo são os instantes em que o céu próximo ao horizonte no poente ou nascente toma uma cor gradiente, entre o azul do dia e o escuro da noite. Normalmente, acontecem no instante em que o Sol, “ao nascer” ou “se pôr”, encontra-se escondido porém próximo à linha do horizonte, iluminando as camadas superiores da atmosfera.

O Rio Assu

Na verdade se chama “Piranhas–Açu”. É um curso d’água que banha os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Quando ele está na Paraíba é chamado de Rio Piranhas, e após passar pela Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no município de Itajá mas que pertence ao município de Assú, ele é chamado de Rio Açu.
O Piranhas–Açu nasce da junção das águas dos rios do Peixe e Piancó na Paraíba e após percorrer centenas de quilômetros desemboca na cidade potiguar de Macau.
Fonte: Curiozzzo

Dia 29 de Junho – São Pedro

Principal discípulo de Jesus Cristo, apóstolo e missionário da primitiva Igreja cristã. Seu nome verdadeiro era Simão e, segundo a tradição, foi o primeiro bispo de Roma, onde morreu martirizado.
As fontes de informação sobre Pedro encontram-se nas epístolas de São Paulo, escritas entre os anos 50 e 60; nos quatro evangelhos canônicos, nos Atos dos Apóstolos — escritos entre o ano 65 e fim do século I —, nas epístolas canônicas das quais foi autor mas escritas, provavelmente, por outra pessoa, no século II.
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“Se Santo Antônio era casamenteiro, São João, o santo distraído, São Pedro, o mais sério dos três santos, representava a última esperança de casamento para as jovens.
Diziam que Santo Antônio arranjava logo marido, São João escolhia mais, e o melhor marido era arrumado por São Pedro, pois o santo fazia as coisas bem feitas.”
E muitas eram as sortes – a aliança amarrada a um fio de cabelo bateria na borda do copo o tempo de espera pelo eleito; a cera pingaria no fundo de um prato a forma da letra de seu nome e uma chave debaixo do travesseiro propiciaria os sonhos com o amado. Papeizinhos com versos de amor amanheciam à janela dos jovens enamorados.
Nas comemorações da festa de São Pedro, protetor dos pescadores, embora mais simples, também, são encontrados os componentes dos festejos juninos e, ainda, procissões marítimas no litoral e fluviais no rio São Francisco.
Saiba mais aqui…

É São Pedro! Comida típica da festa!

receitas-de-festa-junina-deliciosas
A festa junina é comemorada em diversos lugares ao redor mundo e foi trazida para o Brasil pelos portugueses. É celebrada em todo país e é composta por muitos elementos, como fogueiras, mastro de São João, quadrilha, bandeirinhas, trajes caipiras e várias brincadeiras, que tornam a festividade muito mais animada.
Com os “arraiás” se aproximando, além da decoração e trajes a caráter, as deliciosas comidas típicas também devem estar presentes para que a diversão fique completa. Cada região pode usar seus ingredientes típicos para o preparo dos pratos, mas o milho normalmente é o alimento mais usado.
A maioria dos pratos são originários da cultura do campo e do interior, os ingredientes costumam ser bem simples e com preço acessível.
Cuscuz
Também feito com milho ou farinha de tapioca, o cuscuz é um prato popular, principalmente no nordeste, e não faz sucesso apenas em festas juninas. Existem diversas variações do prato, por exemplo, em São Paulo, os paulistas consomem o cuscuz paulista.
Pipoca
A pipoca são grãos de milho estourados na panela e é um dos itens que não pode faltar na festa junina e pode ser servida doce ou salgada.
Arroz Doce
O arroz doce é um receita criada com arroz e leite, muito tradicional, e pode ser acrescentado leite condensado, canela, cravo e raspas de limão.
Maçã do Amor
A maçã do amor é um doce típico romântico bem simples, sendo o tradicional mergulhado na calda de açúcar. Foi criada pelo espanhol Antonio Farre Martinez e patenteada em 1959. Surgiram novas variações da maçã com calda de chocolate, granulado e outras delícias. Até a uva do amor foi incluída na história.
Bolos Diversos
O bolo de fubá é um dos mais requisitados nessas comemorações, ele é produzido com milho e pode ser consumido com uma xícara de café. Outros tipos são o Bolo de Aipim, Milho e Mandioca.
Cocada
Com diversos sabores, a cocada é um doce de festa junina, feito com coco ralado, ovos, leite de coco, rapadura e leite condensado. Para deixá-la diferente, durante a preparação, pode-se acrescentar polpa de frutas.
Canjica
A canjica, também chamada de mingau de milho branco ou curau, é um prato popular feito com leite comum ou leite de coco, milho branco ou verde ralado e açúcar.
Pé de Moleque
O pé de moleque é um doce feito com amendoim, leite e calda de açúcar. Ele surgiu no século XVI e é muito tradicional no estado de Minas Gerais.
Curau de Milho
O curau ou canjica nordestina (nome comum no nordeste) é uma receita popular nas festas e é muito simples de fazer.
Outras Comidas Populares
♦Baião de Dois ♦ Biscoitos de Polvilho ♦ Churrasquinho ♦ Doces (Banana, Abóbora, Coco, Manjar, Quindim, Doce de Batata Doce) ♦ Milho Assado ou Cozido ♦ Maria Mole ♦ Suspiro ♦ Rosquinhas de São João.
Bebidas de Festa Junina
As principais receitas de bebidas são o quentão e o vinho quente. O quentão é uma bebida feita, geralmente com açúcar, gengibre, canela, cravos da índia, cascas de laranja, água e pinga. De acordo com as regiões, a receita poderá sofrer modificações específicas dos costumes dos estados. Com a disseminação da cachaça pelo interior do país, essa bebida quente tornou-se ideal para os invernos. Há estados que consomem o quentão com a canela em pó, outros com canela em pau e limão. Já o vinho quente, pode ser feito com frutas picadas (como maçã), açúcar, canela, cravo, vinho e água.
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Aprenda a Fazer Receitas Típicas Juninas

Receita de Arroz Doce
Ingredientes
⇒ 1 litro e meio de leite
⇒ 2 xícaras (chá) de arroz
⇒ 3 xícaras de açúcar
⇒ 1 lata de leite condensado
⇒ canela em pau
Modo de preparo

Lave o arroz, e escorra normalmente.
Depois de limpo, cozinhe o arroz junto com o leite (1 litro e meio), e com a canela.
Utilize uma panela bem grande, para que o leite não derrame. Enquanto cozinha, mecha de vez em quando, e depois de 20 minutos, acrescente o açúcar.
Depois de colocar o açúcar, deixe mais 20 minutos, e depois acrescente o leite condensado, e deixe mais 20 minutos.
Depois de pronto, coloque na travessa para ser servido.
Receita de Canjica Caipira
Ingredientes
⇒ 1 xícara (chá) e ½ de canjica branca
⇒ 1 lata de leite condensado
⇒ 400 ml de leite
⇒ 250 g de amendoim
⇒ canela em pó
Modo de preparo
De véspera, deixe a canjica branca de molho na água.
Depois, coloque-o em um pano, e pressione até soltar as casquinhas.
Depois de cozir a cajica, coloque-a em outra panela, e acrescente o leite condensado, o leite, e o amendoim, e deixe ferver por 5 minutos.
Quando estiver pronto, coloque em uma travessa, ou em tigelas de pequenas porções, e polvilhe com canela.
Receita de Curau
Ingredientes
⇒ 7 espigas de milho verde
⇒ 600 ml de leite
⇒ 2 xícaras (chá) de açúcar
⇒ 1 colher (sopa) rasa de manteiga
⇒ canela em pó
Mode de Preparo
Retire os grãos de milho da espiga, raspando com uma faca.
Coloque os grãos no liquidificador, com um pouco do leite. Coe o “caldo”, e em um recipiente fundo, coloque-o junto com o restante do leite, a manteiga e o açúcar.
Leve a mistura ao microondas, e deixe de 12 a 15 minutos, na potência alta, até que se forma um creme. E mecha a cada 3 minutos que estiver no microondas.
Coloque em uma travessa, e polvilhe com canela.
Depois de frio, leve à geladeira.
Fonte: BRASIL CULTURA

"SÃO PEDRO DE TODOS" - NOVA CRUZ/RN ENCERRA-SE HOJE COM 3 ATRAÇÕES: BONDE DO BRASIL - GLEYDSON GAVIÃO E FELIPE BARBOSA E BANDA


Hoje (29) NOVA CRUZ/RN encerra seu "SÃO PEDRO DE TODOS" com 3 atrações, são elas: BONDE DO BRASIL, GLEYDSON GAVIÃO, FELIPE BARBOSA E BANDA!

O São Pedro já tradicional, oportunidade onde centenas de novacruzenses que residem em outros estados e outras cidades vem em sua maioria prestigiar o SÃO PEDRO em Nova Cruz, oportunidade de rever seus parentes e amigos.

Outro ponto positivo é que o São Pedro é feito na RUA para que todos possam participar sem custo financeiro. Além disso a festa tem PARQUE DE DIVERSÕES, BARRACAS,ENTRE OUTRAS ATRAÇÕES, bem como muita MULHER BONITA e HOMENS também.

Hoje encerra-se com CHAVE DE OURO!

Iniciativa Prefeitura Municipal de Nova Cruz/RN - Prefeito FLÁVIO NOGUEIRA.

AGENTES DE CULTURA DE NOVA CRUZ CONVIDA ARTISTAS PARA SUA PRÓXIMA REUNIÃO SEGUNDA-FEIRA (01/07) VISANDO MANUTENÇÃO DE AGENDA 2019! PARTICIPEM!!! CONFIRAM MATÉRIA

"Juntos seremos mais fortes!" - Eduardo Vasconcelos

Próxima segunda-feira (1/7) os Agentes de Cultura, EDUARDO VASCONCELOS e TEOBANIO TAVARES promovem mais uma reunião com artistas e amantes da cultura potiguar. A reunião ocorrerá na Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara", ás 19h e 30m.

As pautas são: Festa dos 16 anos da Casa de Cultura, que ocorrerá dia 16 de julho; Efetivação da Agenda de Agosto (semana alusiva ao DIA DO ESTUDANTE), entre outros.

Desde já, os Agentes de Cultura agradecem a todos que comparecerem na busca do fortalecimento de vínculos direto com os artistas e resgate da cultura local.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Outra agressão a Lula: Lava Jato encena um 'bloqueio' a dinheiro que ele não tem e nunca teve

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Nota da assessoria de Lula denuncia mais uma manobra da Lava Jato contra o ex-presidente: inventam um 'bloqueio' de R$ 78 milhões, dinheiro que ele não tem nem nunca teve, para manobrar a opinião pública.

A Lava Jato sabe muito bem que se trata de grosseira falsidade, pois seus procuradores e a Receita Federal fizeram uma devassa arbitrária e ilegal nas contas de Lula, de sua família, da empresa LILS Palestras e até do Instituto Lula, sem encontrar 1 centavo obtido ilicitamente. Lula sequer foi acusado de receber tais valores.
247 - Leia a nota da assessoria de Lula sobre o "bloqueio" inventado:

O ex-presidente Lula não tem e nunca teve patrimônio sequer aproximado da quantia de R$ 78 milhões que o juiz da 13a. Vara Federal de Curitiba determinou bloquear.
A decisão do juiz é ilegal e abusiva. Seu único resultado é produzir manchetes enganosas, associando o nome de Lula a uma quantia astronômica, como fez a Lava Jato em outros episódios. O ex-presidente já teve seus bens bloqueados em valores muito acima do definidos pelo STJ.
O bloqueio sem fundamentação jurídica é mais uma medida de perseguição política para inviabilizar o sustento de Lula, sua família e sua defesa. A defesa irá recorrer de mais essa violência.
Assessoria do ex-presidente Lula.
Fonte: Brasil 247