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Centro de Documentação Cultural Eloy de Souza - Cedoc O  Centro de Documentação Cultural Eloy de Souza (Cedoc) está sediado no Solar Joã...

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES

O Presidente da Diretoria Executiva da APURN, no uso de suas atribuições e com base no Artigo 51 do Estatuto, convoca os associados em pleno gozo de seus direitos a comparecerem às Eleições para Escolha da Diretoria Executiva, biênio 2018/2020 e renovação dos Conselhos Deliberativo e Fiscal que serão realizadas no dia 21 de dezembro de 2017, no horário das 08:00 h. às 17:00 h. em sessão eleitoral no Centro de Convivência do Campus Central da UFRN. O processo será coordenado pela Comissão Eleitoral designada pelo Conselho Deliberativo para esta finalidade, orientando-se pelo que estabelece os Artigos 43, 44 e 45 do Estatuto e o registro de candidaturas será realizado no período de 20 a 23 de novembro de 2017, na Secretaria da APURN, no horário das 08 h. às 12 h. e 13 h. às 17 h.
Natal (RN), 17 de novembro de 2017
José Melo de Carvalho
Presidente da APURN

Racismo na infância e na escola ainda é pouco discutido - A Cor da Cultura - Bruna e a Galinha d'Angola


Apesar de pouco discutido, o racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, na opinião de professores e especialistas ouvidos na reportagem. Eles destacam a pouca representação de crianças negras nos meios de comunicação como uma das causas do problema.

“Enfrentar o racismo na infância é crucial e deve mobilizar toda a sociedade brasileira, porque ali estão sendo moldadas todas as possibilidades de identidade das pessoas”

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte:colunas.revistaepoca.globo.com/

PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA PARTICIPA DA PLENÁRIA DA FASUBRA APÓS ATOS PROMOVIDOS EM BRASÍLIA

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 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN parabeniza as últimas ações recentemente promovida pela FASUBRA, que com essa ação garantiu em breve uma reunião com os Ministérios do Planejamento e da Educação

Momento da aprovação do relatório/Ata. 4 horas de debates, presentes aprovam relatório feito pela FASUBRA

Gibran Jordão finalizando/lendo o relatório final das últimas ações da FASUBRA (28 e 29/11)
 Plenária na FASUBRA realizada ontem (29) no auditório do SINTFUB
 ROBERTO LUIZ (Robertinho) - SINTEST/RN-FASUBRA fazendo suas intervenções a favor dos trabalhadores e prestando conta de suas ações nos últimos 3 dias...Um Guerreiro!
 Comando de greve e representantes dos estados.
 Robertinho - SINTEST/RN-FASUBRA fazendo suas intervenções a favor dos trabalhadores e prestando conta de suas ações nos últimos 3 dias...Um Guerreiro!

Ontem (29), o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos a convite da Plenária de Avaliação das últimas ações promovidas pela FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Técnicos administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil). A Plenária aconteceu no auditório do SINTFUB - (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação  Universidade de Brasília - UNB), inicio da tarde.

Após dezenas de intervenções dos presentes, foi aprovado o relatório de avaliação das ações dos últimos dias (27 e 28/11) e agenda dos próximos 10 dias.

É bom que o SINTEST/RN foi uma das maiores delegações a fazer presente aos dois atos promovido e convocado pela FASUBRA.

O resultado foi positivo, pois logo no dia 27 e 28 de novembro, pois foram recebidos pelo secretário  do Ministério do Planejamento, onde o mesmo se prontificou após reunião com o comando de greve/FASUBRA a marcar em duas semanas uma nova reunião com a presença do MEC e a outra vitória foi a audiência no dia 28 com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que "se prontificou-se" a encaminhar as propostas da FASUBRA com relação a Previdência Social.

Para Eduardo Vasconcelos os atos foram positivos, onde milhares de trabalhadores na educação superior junta-se e siaram vitoriosos, onde a sociedade os apoiaram.  Nova ações virão para que mais e mais universidades tomem suas decisões de aderirem a GREVE GERAL, única forma de "forçar" o Governo Federal negociar com o Comando de Geral de Greve e o CPC/RN apoia essa luta da FASUBRA e dos sindicatos envolvidos nessa ação. Concluiu Eduardo Vasconcelos.

A cultura como ferramenta de resistência negra no Brasil


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Por Teddy Falcão*
A história dos negros no Brasil mostra o quanto o país escravizou de forma extrema os afrodescendentes tornando-se um dos países mais escravistas do mundo. Com uma herança de violência e total desrespeito a qualquer direito que a pessoa humana poderia ter.
O Brasil nasceu escravizando e nem mesmo após a “abolição” o negro foi realmente livre. Pois da escravidão do Brasil colônia até hoje, o negro é impedido de viver a sua liberdade, sempre sendo posto à margem. Condenado à separação movida essencialmente por causa da sua cor.
A contribuição histórica, social e cultural dos afrodescendentes para a formação da sociedade brasileira é inegável. Mesmo com a tendência que a história tem de apagar ou esconder o negro, ainda há a resistência quase natural da negritude brasileira.
Em contrapartida a uma literatura em que não existem as “pessoas de cor”, há a música e sons que ecoam o “ser negro” de forma que ao ouvir, brancos, asiáticos, todos conseguem ter a dimensão do que significa fazer parte de um povo que precisa se reinventar sempre para continuar existindo, sobrevivendo.
Nas artes então, estão muitos elementos que formam e mostram a identidade do negro brasileiro.
A cultura afrodescendente mostra, por meio dos mais diversos segmentos, essa história, na história do Brasil. A religião, a dança, as artes plásticas, mais que cultura, ferramenta para a sobrevivência de um povo.
Estas questões são mais que identitárias, são políticas. O negro guerreiro não é só o capoeirista, o dominador das formas de luta. Mas também o artista, o intelectual, o político.
Uma roda de capoeira, um culto de candomblé transforma-se em algo a mais: um ato político. Fazendo nascer as articulações e organizações para lutar por direitos básicos para o afrodescendente do Brasil. Isso num contexto histórico em que o Brasil começa a desenvolver sua identidade como nação. Um país com muitas faltas para com os seus, seguindo adiante sem nenhuma pretensão de ao menos amenizar toda a situação criada através dos anos desde a chegada dos portugueses. O Brasil de tantos erros, mesmo após tanta história de violência contra o seu próprio povo ainda se mostra indiferente com a população negra.
Infelizmente o Brasil ainda é um dos países que mais matam negros. O racismo carregado de história, repercute em 2017 muito da violência que os negros sempre sofreram no país onde sociedade e estado continuam colocando o negro à margem.
O afrodescendente é herdeiro de uma história que o Brasil já deveria ter revertido. Uma história que deveria ser lembrada para que não voltasse a se repetir. Mas que apenas tomou novas formas, fazendo nascer novos personagens através das idades. Pessoas que nascem em desvantagem em uma sociedade minoritariamente branca, forçadas a dar continuidade à história de exploração dos negros no Brasil.
A formação da Sociedade Brasileira de forma desordenada, aconteceu até hoje sem se preocupar em reparar erros e atrocidades que não deveriam ser deixados de lado. E assim, permitiu-se que o negro continuasse a ser escravizado, explorado, seja pela herança da escravidão, pelo racismo, formas que continuam a repercutir na história do Brasil sem que haja quaisquer impedimentos.
A identidade cultural do negro brasileiro é sua principal arma de luta contra tudo o que a sociedade sempre lhe impôs.
O negro no Brasil não é apenas cor. É quilombola, capoeirista, candomblecista, musicista, artista. A sociedade negra brasileira se forma com o passar dos tempos com base na sua própria história, que está contida na história do Brasil. É triste o fato de que há essa separação. Separação que o Brasil impôs desde a colônia, República, ditaduras, golpes.
Preencher as lacunas que a história do Brasil deixou, só será possível quando a sociedade brasileira se perceber como multicor que é. Isso leva tempo, e é preciso disposição política e principalmente social e cultural.
O Brasil precisa se descobrir como país indígena e afrodescendente que é.
*Teddy Falcão é realizador audiovisual e cineclubista acreano, mestrando em educação, arte e história da cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), membro do Conselho Nacional de Cineclubes e do Cineclube Opiniões, e pesquisador do Laboratório de artes cinemáticas e visualização – LABCINE.
BRASIL CULTURA

Cultura – Arte & Cidadania - A doce poética do ferro

A doce poética do ferro

Pensar a Arte-cidadania significa refletir sobre o lugar da arte em nosso mundo, sob uma perspectiva abcrangente e democrática, que reconhece indivíduos e comunidades como agentes da construção de nossa diversidade cultural e que reitera a importância da participação cultural na conquista das autonomias individuais e coletivas. Significa considerar um novo campo para a política pública de cultura no país. “ 
Além disso, as tendências de futuro mostram que, no século XXI,  a cultura e as indústrias criativas são o mais importante elemento para alavancar o desenvolvimento.
Porém, para que tudo isso seja possível é preciso uma “mudança cultural” em relação à cultura: é necessário que os vários setores da sociedade, inclusive o cultural, tenham maior consciência dcukturao papel da cultura e da arte nos processos de desenvolvimento e cidadania.
Fonte: Brasil Cultura

Filmes de premiado diretor boliviano serão exibidos em São Paulo

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A mostra tem o objetivo de difundir o trabalho cinematográfico comunitário e indígena boliviano. Nascido na capital La Paz, em 1936, o diretor Jorge Sanjinés, ao longo de seus mais de 50 anos de carreira, tem sido o primeiro cineasta do país a incorporar as línguas Quéchua e Aymara nos filmes bolivianos. Também professor e escritor, Sanjinés é autor do livro Teoria e Prática de um Cinema Junto ao Povo, tendo desenvolvido uma estética cinematográfica voltada para um imaginário contra-hegemônico, junto às comunidades indígenas.
Sanjinés também foi diretor do Instituto de Cinematografia Boliviana, e um dos fundadores do movimento Nuevo Cine Latinoamericano.
O diretor já foi premiado nos Festivais de Berlim, Veneza e Locarno, tendo dirigido mais de uma dezena de longas-metragens.
Entre os filmes exibidos, estará seu longa mais recente, Juana Azurduy, guerrilheira da pátria, que estreou no Festival de Berlim em 2016 e foi premiado como melhor filme no 2º Festival Internacional de Cinema de Guayaquil, no Equador. Também comporão a mostra os filmes Ukamau, primeiro longa-metragem do diretor; A Coragem do Povo; e O Inimigo Principal, que será exibido em película 35mm.
O evento também contará com uma conferência para debater a produção cinematográfica latino-americana, que terá a presença da professora da Universidade de Buenos Aires (UBA) María Aimaretti, e da professora de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Yanet Aguilera. A atividade acontecerá no dia 2 de dezembro.
A Mostra Jorge Sanjinés tem o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, da Prefeitura Municipal de São Paulo, do CCSP e do Circuito SPCine, e é produzida pela Associação Cultural Fábrica de Cinema em parceria com a Buena Onda Produções. O evento tem entrada gratuita e a bilheteria será aberta às 14h para retirada de ingressos das sessões do dia.
Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EDUARDO VASCONCELOS - CPC-RN PRESENTE AO ATO DA FASUBRA HOJE (28) EM BRASÍLIA

 Eduardo Vasconcelos (esquerda) ao lado de amigos/as (Léa - FASUBRA)

Eduardo Vasconcelos ao lado de Léa - FASUBRA
 Lideres sindicais do SINTEST
 LIDERANÇAS DO SINTEST/RN

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos participou ativamente  do ato promovido pela FASUBRA em Brasília, apoiando assim as lutas dos trabalhadores nas universidades federais.  

O resultado foi satisfatório, pois o governo recuou e atendeu, através do secretário do Ministério do Planejamento a comissão formada para levar as reivindicações dos trabalhadores.

Ficou abordado que haverá uma nova reunião de negociação com a presença do MEC.

Eduardo Vasconcelos além de ser presidente do CPC/RN, também é coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Servidores públicos federais fecham entrada da Câmara dos Deputados e exigem reunião com Rodrigo Maia

 Após intensa pressão dos trabalhadores e com o apoio de parlamentares da oposição, o presidente se comprometeu a receber os representantes das entidades nacionais às 18h.

Nesta manhã, 28, cerca de 3.000 servidores públicos federais sitiaram a entrada do Anexo II, da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF. Em protesto contra a reforma da Previdência e o pacote de maldades do presidente ilegítimo Michel Temer, os trabalhadores técnico-administrativos em educação das universidades públicas e instituições de ensino superior engrossaram as fileiras da manifestação.

Os servidores exigiram uma reunião com o presidente da Casa, Rodrigo Maia. Após intensa pressão dos trabalhadores e com o apoio de parlamentares da oposição, o presidente se comprometeu a receber os representantes das entidades nacionais às 18h.

Com faixas, buzinas, bandeiras e palavras de ordem de “Fora Temer”, “Não tem arrego, você tira a previdência e eu tiro seu sossego”, a manifestação tomou a via principal, após a intervenção da polícia militar no protesto.


Enquanto isso, centenas de caravaneiros foram barrados pela polícia militar em uma atitude autoritária, na altura da Catedral de Brasília junto a manifestantes do MST, MTST e estudantes que vieram apoiar os servidores. Com auxílio dos parlamentares que negociaram junto à polícia militar, os manifestantes foram liberados após duas horas.

A FASUBRA destaca que a greve dos técnico-administrativos teve um papel fundamental no ato realizado na manhã de segunda-feira (27) no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e na manifestação de hoje, e possibilitou o agendamento da reunião de hoje com o presidente da Câmara. “Agora nossa tarefa é ampliar a greve e participar ativamente da Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais no dia 05 de dezembro”.

A Federação  convoca as entidades filiadas a realizar ações conjuntas com atos nos estados, pressão sobre os parlamentares nos aeroportos. “Neste momento, os trabalhadores devem tomar as ruas para resistir os ataques do governo e garantir os direitos”.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

BRASILIA - Pressão dos trabalhadores das universidades força governo a dialogar


O secretário de Gestão de Pessoas (MPDG) se comprometeu a  realizar uma reunião dentro de duas semanas com a FASUBRA e o Ministério da Educação (MEC) para discutir a pauta categoria.  

Após bloquear as entradas do prédio do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento  e Gestão, os trabalhadores das universidades públicas foram recebidos pelo governo nesta manhã, 27. Os representantes da FASUBRA Sindical em reunião com Augusto Chiba, secretário de Gestão de Pessoas apresentaram as reivindicações da Categoria.

Diálogo
Chiba se comprometeu em realizar uma reunião dentro de duas semanas com a FASUBRA, o Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) para discutir a pauta categoria.

Para a Federação, a partir do ato dos trabalhadores em greve o governo deixou de ignorar as reivindicações de diálogo. “ Todas as pautas da greve e outros assuntos que estão pendentes vão entrar em discussão”.

O secretário afirmou que questões que geram impacto financeiro não serão discutidas. “Nem tudo vai dar pra solucionar”.

Reestruturação das carreiras
Na ocasião, a FASUBRA questionou sobre o plano do governo de reestruturação da carreira. De acordo com o secretário, as mudanças são direcionadas para aqueles que ainda não ingressaram no serviço público. “Quem está na carreira, não vamos mexer em nada, acho que é só desgaste e não é justo também”. Citou como exemplo os médicos inseridos em diversas carreiras recebendo salários diferentes. “Equalizar para não ter diferença de uma carreira para outra”.


O governo avalia que neste ano seria difícil alguma medida em relação às carreiras. Segundo Chiba, enquanto a reforma da Previdência não for aprovada, “as outras coisas também não andam”.
Representação
A FASUBRA destacou que é a única representante dos trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições de ensino superior públicas. “Não existe representação por nível de escolaridade, mas por categoria’, afirmou a coordenação se referindo a outra entidade que reivindica representação por grau de ensino.

Com a aprovação da lei de negociação coletiva, o governo vai checar quais são as entidades que representam as categorias de acordo com a lei.

A Federação solicitou um cronograma de reuniões para discutir a pauta e não perder o diálogo. O secretário afirmou não ter condições de realizar  muitas reuniões devido a quantidade de categorias.

Audiência pública
Nesta tarde, 27 de novembro, acontece a audiência pública com o tema “Qual serviço público que queremos?” no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, às 14h. O evento organizado pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), tem como objetivo pressionar parlamentares contra a aprovação de projetos que atacam servidores.

Na ocasião, será entregue às lideranças do Congresso Nacional um documento solicitando apoio aos servidores públicos. Serão destacadas a Medida Provisória 805/17 (adiamento de reajustes e aumento da contribuição previdenciária), alvo de ações judiciais pelas entidades representantes dos servidores públicos, e o PLS 116/17 que prevê demissões e a reforma da Previdência.

Caravana Nacional
Milhares de servidores públicos prometem ocupar a Esplanada dos Ministérios em Brasília-DF, com caravanas de todo o país, no dia 28 de novembro. A FASUBRA Sindical engrossa as fileiras de mobilização em defesa do serviço público, contra os ataques ao funcionalismo e em defesa da Carreira e Educação Pública.

Ato no Judiciário
Na quarta-feira, 29 de novembro, os representantes das entidades dos servidores públicos realizam um Ato Público no Supremo Tribunal Fedral (STF) para apresentar as ações jurídicas contra a MP 805/17. Também será entregue um memorial que questiona a inconstitucionalidade da EC 95/16, que congela investimentos em políticas públicas por 20 anos.
Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 Participação da Delegação do RIO GRANDE DO NORTE

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CPC/RN SE SOLIDARIZA COM OS TRABALHADORES DO SINDSAÚDE E DA UERN!!!


 Egídio, coordenador do SINDSAÚDE concede entrevista ao lado de Rivânia Moura - ADUERN
 Grevista unidos para resistir
 Rivânia Moura concedendo entrevista a repórteres 
 Governo do Estado politicamente "morto" - protesto dos grevistas
 Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN solidariza com os grevistas da ADUERN/SINDSAÚDE/RN
 "Governo politicamente "morto"
 Grevista se prepara para "recepcionar" a polícia
 Egídio e Rivânia, ambos concedendo entrevista a repórteres 
Enterro simbólico do governo Robinson

Hoje (24) o governo truculento de Robinson Faria chegou ao extremo! Autorizou a polícia militar a "expulsar os trabalhares da saúde e da UERN, mas que foi preciso a polícia usar bombas de efeito moral para dispersar os grevista, uma forma covarde por parte da polícia. Foi um momento tenso e ao mesmo tempo triste, pois a bem pouco tempo essa mesma polícia foi as ruas pedir apoio da sociedade pelo mesmo motivo, ou seja, salários atrasados! E hoje ela se volta contra os trabalhadores.

Após esse momento os grevistas se reuniram de fronte a SEPLAM para traçar novas estratégias de luta e mobilização.

O governo deveria fazer uma reflexão a não ordenar a polícia a frontar quem trabalha honestamente, como é o caso dos funcionários públicos da saúde e da UERN.

A sociedade deve sim apoiar os trabalhadores. 

O CPC/RN se solidariza com os trabalhadores grevistas, pois a greve é a sua arma para de pressão para garantirem seus direitos.  Vamos para os próximos capítulos.

APOIAR AS MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DE DIRETOS É DEVER DA SOCIEDADE, 

Á Luta companheiros/as!

João Cândido Felisberto o líder da Revolta da Chibata


João Cândido, líder da Revolta da Chibata, teve a sua anistia reconhecida apenas em 2008. 

Mesmo velho, pobre e doente, permaneceu sempre sob as vistas da Polícia e do Exército, por ser considerado um "subversivo" e “perigoso agitador".


"Há muito tempo nas águas da Guanabara... O dragão do mar reapareceu... Na figura de um bravo Marinheiro... a quem a história não esqueceu."

Dois decretos e uma lei, em momentos distintos da República, explicam um pouco da história brasileira, que ainda resiste a ser contada. O primeiro é o Decreto Federal nº 3, de 16 de novembro de 1889, assinado pelo marechal Deodoro da Fonseca um dia depois da Proclamação: “Fica abolido na Armada o castigo corporal”. Mas no ano seguinte o governo criou as chamadas companhias correcionais, para os “praças de má conduta”. Foi contra esses castigos que se insurgiram 2.300 marinheiros, em 1910, na Revolta da Chibata. No final de 1912, João Cândido Felisberto, identificado como líder do movimento, foi julgado por um conselho de guerra e considerado inocente.

A REVOLTA DA CHIBATA - As embarcações haviam aportado com autoridades para a posse do marechal Hermes da Fonseca na Presidência da República. No encouraçado Minas Gerais — o maior navio de guerra brasileiro, atracado a poucos metros do cais do porto — o clima não era nada festivo. Ao raiar do dia, toda a tripulação fora chamada ao convés para assistir aos castigos corporais a que seria submetido o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes.

Ele tinha ferido a navalhadas o cabo Valdemar Rodrigues de Souza, que o havia denunciado 
por tentar introduzir no navio duas garrafas de cachaça. Sua pena: 250 chibatadas. Esse seria o estopim para a eclosão da chamada Revolta da Chibata, movimento deflagrado pelos marinheiros contra os maus-tratos, que paralisaria a coração do Brasil por quatro dias e custaria a vida de dezenas de pessoas, entre civis e militares. 

Naquela manhã, depois de ser examinado pelo médico de bordo e considerado em perfeitas condições físicas, o marinheiro Marcelino Menezes, conhecido como “Baiano”, foi amarrado pelas mãos e pés e submetido ao castigo. Primeiro soaram os tambores. Em seguida, o comandante do navio, Batista das Neves, ordenou a entrada dos carrascos, que apanharam uma corda de linho e amarraram nas pontas pequenas e resistentes agulhas de aço. A guarda entrou em formação. Tiraram as algemas das mãos do marujo e o suspenderam, nu da cintura para cima, no “pé de carneiro”, uma espécie de ferro que se prendia num corrimão. Os oficiais assistiram à cerimônia em uniforme de gala, com luvas brancas e armados de suas espadas. Alguns viraram o rosto para o lado, para não ver a tortura.

Educar na Marra- A punição pela chibata foi um hábito herdado pelo Brasil da Marinha portuguesa. Os castigos tinham a função de educar na marra os supostos maus elementos que compunham os quadros inferiores. Como diziam os oficiais, as chicotadas e lambadas tinham o objetivo de “quebrar os maus gênios e fazer os marinheiros compreenderem o que é ser cidadão brasileiro”.

Os Marinheiro - Na noite seguinte aos castigos sofridos por Marcelino, os demais marinheiros do Minas Gerais, recolhidos em seus beliches, decidiram que a situação não podia continuar daquela forma. “Isso vai acabar”, disse o marujo João Cândido, um negro alto, de 30 anos, que despontava como o líder absoluto da revolta que se aproximava.

Depois de muita conversa, decidiram tomar o poder dos navios à força, na noite de 22 de novembro. Na data estabelecida, tudo aconteceu dentro da estratégia programada. O sinal combinado entre os marujos para dar início ao movimento foi a chamada das 10 horas. 

Naquela noite, o toque do clarim não pediu silêncio e sim combate.
Cada um assumiu o seu posto e a maioria dos oficiais já estava em seus camarotes. Não 
houve afobação. Cada canhão foi guarnecido por cinco marujos, com ordem de atirar para matar contra quem tentasse impedir o levante.
Logo depois do toque da corneta, o comandante Batista das Neves — que estivera num jantar a bordo do cruzador francês Duaguay Trouin — voltou ao seu navio em companhia do ajudante de ordens. Conversou rapidamente com o segundo-tenente Álvaro da Mota Silva – que assistia à faxina no convés – e recolheu-se aos seus aposentos.

No momento em que descia as escadas inferiores do navio e se despedia do comandante, Mota Silva recebeu uma forte pancada no peito, um golpe de baioneta desferido em cheio por um marinheiro que estava de tocaia. O segundo-tenente tropeçou, mas ainda conseguiu apoiar-se com a mão esquerda na arma do marujo e com a direita sacou sua espada. Com a força que ainda lhe restava, atravessou o estômago do marinheiro que, aos gritos, deu alguns passos e caiu.Atraídos pelo ruído, muitos marujos foram ao convés, para onde subiram também outros oficiais procurando conter os revoltosos. A tribulação, bradando vivas e aclamando “liberdade” e “abaixo a chibata”, avançou contra o pequeno grupo de superiores para massacrá-lo. O comandante Batista das Neves ainda tentou acalmar os ânimos e manter a disciplina. Atacado, reagiu e lutou de espada em punho cerca de 10 minutos, até ser atingido na cabeça, por golpes de machadinha.

Primeiro Disparo- O marujo Aristides Pereira, conhecido como “Chaminé”, chegou perto do corpo estendido do comandante, certificou-se de que ele estava morto e urinou sobre seu cadáver. O corpo permaneceu horas no convés e alguns marinheiros ainda fizeram graça com o comandante morto, imitando movimentos de ginástica à sua volta. A ironia referia-se ao fato de que Batista das Neves obrigava os marujos a fazer ginástica pesada todas as manhãs, para compensar a relativa imobilidade física da vida de bordo nos navios.Cinquenta minutos depois, quando cessou a luta no convés, João Cândido mandou disparar um tiro de canhão, sinal para dar o alerta aos outros navios aliados: o São Paulo, o Bahia e o Deodoro. O estrondo do primeiro tiro de canhão, vindo da direção do mar, fez tremer a cidade do Rio de Janeiro. Nem cinco minutos depois, novo tiro. Dessa vez, janelas e vidraças foram quebradas em casas do centro da cidade.

"O líder do movimento ordenou que todos os holofotes iluminassem o Arsenal da Marinha, as praias e as fortalezas. Expediu também uma mensagem por rádio para o Palácio do Catete, sede do governo federal, informando que a esquadra estava rebelada para acabar com os castigos corporais".

O presidente recém-empossado, marechal Hermes da Fonseca, e todo seu ministério assistiam, no Clube da Tijuca, à apresentação da ópera Tanhauser, de Wagner, numa inesquecível recepção que ainda fazia parte dos festejos pela vitória eleitoral. Depois do
primeiro tiro de canhão, ele voltou imediatamente para o Catete.

Almirante Negro - De início, o governo resolveu endurecer. Avisou que mandaria torpedear as embarcações caso não houvesse rendição. A repercussão da notícia, no entanto, gerou pânico na cidade. O presidente preferiu então abrandar a reação. Ele dispunha de 2 630 homens para enfrentar os 2 379 rebeldes. O poder de fogo dos amotinados — instalados naqueles que eram alguns dos mais sofisticados navios de guerra do mundo-entretanto, era muito maior. Diante da impossibilidade de combate e com o perigo iminente de um bombardeio, Hermes da Fonseca convenceu-se de que era muito mais prudente negociar com os marinheiros revoltosos.

Enquanto o governo se debatia atrás de uma solução, a esquadra rebelada permanecia atenta, com a rotina de navios em guerra. Cada soldado tinha uma função predeterminada. Foram designados turnos de trabalho para que nunca um serviço ficasse desguarnecido.

Astuto e desconfiado, o Almirante Negro — como passou a ser chamado João Cândido pela imprensa — determinou que uma barca abastecesse os navios de água. Antes que o líquido fosse descarregado, no entanto, ele ordenou que o condutor da embarcação provasse para ver se não havia veneno. Com seu uniforme branco, já bem velho e desgastado, um pé calçado num chinelo e outro numa botina, a única marca que diferenciava o líder dos demais marujos era um lenço vermelho que levava amarrado ao pescoço. Aquele era o seu distintivo.Caricatura da revista “O Malho” de novembro de 1910, mostrando a anistia para os marinheiros rebelados.

Em tempo recorde, a anistia foi aprovada a toque de caixa pelo Congresso Nacional e, na manhã de 26 de novembro, com o sol brilhando sobre a Guanabara, os navios iniciaram a aproximação para a rendição. Os morros, o cais e as praias estavam lotados de curiosos, alguns com binóculos, para assistir à chegada dos marinheiros. A bordo o clima era de festa e euforia.

Motim da Ilha das Cobras- Mas a anistia não durou dois dias. Em 28 de novembro, os marinheiros foram surpreendidos pela publicação do decreto número 8.400, que autorizava demissões, por exclusão, dos praças do Corpo de Marinheiros Nacionais “cuja permanência se torne inconveniente à disciplina”. O decreto abriu uma brecha para que a Marinha excluísse de seus quadros quem bem entendesse, sem maiores formalidades. As demissões foram muitas. Vários navios ficaram sem pessoal suficiente para os serviços essenciais.

"Instaurou-se um novo clima de tensão nas Forças Armadas – pela publicação do decreto – e as autoridades encontraram justificativa para pensar na convocação de um regime de exceção, com poderes amplos e irrestritos para o presidente da República".

Circulavam boatos de que na ilha das Cobras — sede dos Fuzileiros Navais, localizada em frente ao cais do porto e ao lado da ilha Fiscal – o batalhão de terra organizava outro motim.Os boatos partiram das próprias autoridades, interessadas em incitar uma segunda rebelião para decretar o estado de sítio. Os oficiais esperavam apenas o primeiro tiro para entrarem em ação e deflagrarem o conflito armado.]
No dia 9 de dezembro, houve a rebelião esperada na ilha das Cobras. Às 9 horas e 30 minutos, foi dado o toque de recolher e, em vez de se dirigirem para suas camas, parte dos fuzileiros permaneceu no pátio, em grande algazarra, dando vivas à liberdade. Um primeiro tiro foi disparado, não se sabe vindo de onde. As luzes da ilha foram apagadas e os marinheiros começaram a caçar os oficiais. No escuro, disparando tiros de fuzis, eles gritavam: “Viva a liberdade. Morram os oficiais”.
A luta durou toda a madrugada, a manhã do dia seguinte e só parou ao entardecer, com a morte da maioria dos amotinados. Por todos os lados, junto aos canhões e metralhadoras destruídas, havia corpos de marinheiros. As forças fiéis aos oficiais estavam preparadas e esmagaram os rebeldes.

Presos e Mortos- O governo federal decretou o estado de sítio, tendo como justificativa a revolta dos fuzileiros navais na ilha das Cobras. As autoridades determinaram o desembarque imediato da tripulação dos navios Minas Gerais e São Paulo, que haviam tomado parte no primeiro levante. João Cândido foi preso assim que colocou os pés em solo e levado ao quartel-general do Exército. No dia 24 de dezembro, o Almirante Negro e mais 17 companheiros foram transferidos para a ilha das Cobras e colocados numa prisão sem iluminação e com ventilação imprópria, localizada no subterrâneo do Hospital Militar.

Na madrugada de 25 de dezembro, dia de Natal, o guarda da prisão notou movimento estranho na cela e ouviu gritos. O fato foi comunicado ao oficial de serviço e, em seguida, o recado chegou ao comandante Marques da Rocha, responsável pela ilha das Cobras. Nenhuma providência foi tomada.

Se liga: Na manhã seguinte, o comandante Marques da Rocha, que havia levado as chaves,
abriu a prisão. A cena chocaria até mesmo o mais insensível dos militares: jogados num extremo estavam 16 corpos de marujos mortos por asfixia. Num outro canto, em estado de choque, os dois únicos sobreviventes – João Cândido e o soldado naval João Avelino. Acabava assim uma das mais violentas rebeliões militares no Brasil.
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.
UNEGRO - RIO