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I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA PROMOVIDO PELA FJA/RN FOI UM SUCESSO!!!

FINAL DO I CURSO DE CAPACITAÇÃO DOS AGENTES DE CULTURA DO RN ATINGIU SEUS OBJETIVOS  Abertura com CHAVE DE OURO  Fotos: Momento...

sábado, 15 de dezembro de 2018

Cultura - O AI-5 na era de Aquário


 
Em 13 de dezembro de 1968 uma sufocante névoa de trevas cobriu o país. A reunião ministerial convocada pelo general presidente Costa e Silva, gravada e disponibilizada, ratificou, através de um (literalmente) teatro político, o mais terrível dos Atos Institucionais da Ditadura Militar brasileira: o famigerado AI-5 – manobra autoritária que legalizava ações de intensa violência na perspectiva da manutenção do regime. Foi o maior petardo tecnocrático da história nacional contra as liberdades civis e o Estado Democrático de Direito. Ao completar 50 anos, agora em 2018, proponho uma abordagem cultural deste triste episódio.
 
1968 não foi um ano qualquer. Talvez tenha sido o ápice das produções mundiais da contracultura. 1968 se forja em fenômenos demográficos, políticos e culturais tão marcantes e inimagináveis que se fossem previsíveis no pós-Guerra muito provavelmente as elites políticas – capitalista e comunista – o teriam impedido ainda no início da Guerra Fria através de aparatos ideológicos implacáveis. Quando veio a repressão – e esta veio através de blindados e colunas marciais – não foi a tempo de estancar todos os estilhaços que sobraram daquele formidável calendário e, por isso mesmo, muitos especialistas chamam 1968 de o “ano que não acabou”.

Por incrível que pareça, o advento do conflito ideológico entre EUA e URSS representou um profundo ganho de qualidade de vida para as populações dos dois blocos. Os investimentos em educação pública e saneamento básico, principalmente, são superotimizados e, pela primeira vez na história, surgirá uma geração de crianças (oriundas de camadas populares) que poderá planejar sua vida dentro de uma perspectiva de bem-estar social.  Em meados da década de 1960, essas crianças tornam-se os jovens que inundam as universidades. Some-se a tal consequência, no Ocidente muito mais, uma fantástica expansão da sociedade de consumo e a superdinamização da mídia, trazendo consigo o entretenimento, a moda e, principalmente, novos comportamentos.

Essa geração rapidamente começa a fazer história. Organizada em interesses de classe e inseridos no ambiente acadêmico – o lugar por excelência da informação e do debate – ela ‘se percebe’ muito diferente de seus pais e radicaliza outras noções identitárias através da música, do cinema, do teatro, dos ideais, das roupas, dos gestos, dos valores e até dos sonhos. Enfim, pais, professores e velhos líderes não só deixam de ser referência como passam a ser repudiados. Ser ‘jovem’, significa acima de tudo ser ‘rebelde’. E da academia, a rebeldia se irradia para outros polos sociais. De repente, todas as certezas são postas em cheque; todos os conceitos são questionáveis e os ventos da mudança parecem bem-vindos e necessários para o frescor de novos tempos – que muitos chamaram, à época, de Era de Aquário. A contracultura transborda da estética e, fatalmente, chega à política.

Se num primeiro momento a contracultura não provocou ruptura com o sistema – sim, tanto no capitalismo como no comunismo foram oferecidas formas, produtos e estéticas ‘jovens’ (o rock and roll foi a principal) – quando esta passou a se confundir com ‘atitude política’ tudo ficou bem mais complicado. Não bastava mais ser ou consumir algo ‘diferente’. Falo aqui não de uma, mas de muitas revoluções. Em Praga, Tchecoslováquia, uma jovem intelectualidade movida por radiamadores organizou um levante capaz de desafiar o Pacto de Varsóvia e o Império Soviético por ‘liberdade’; nos átrios, ruas e lares ianques, milhões de cidadãos pediam o fim da Guerra do Vietnã após as contra-ofensivas vietcongues, e organizavam campanhas de deserção; estudantes europeus passam a enquadrar embaixadas e universidades exigindo políticas pacifistas e incremento de gestões sociais nas empresas privadas; em Paris, os universitários se juntam a grandes sindicatos e colocam o governo De Gaulle de joelhos; no México, praças são tomadas também por jovens em busca de mudanças; o ativismo feminista ganha as ruas exigindo o direito ao prazer sexual sem culpa e sem maternidade; o ativismo gay se assume maduro o suficiente para reagir às violentas e sistemáticas repressões a seus guetos; e o assassinato de Martin Luther King é a tragédia que contempla a irreversibilidade das conquistas civis por parte da comunidade negra norte-americana.

E o Brasil também entrou na “Roda Viva"

Dentre todos os generais presidentes, Costa e Silva certamente foi o mais ausente. Bonachão, demonstrava mais preocupação com o desempenho do Fluminense do que com o conturbado – e bota conturbado nisso! – período o qual, em tese, deveria comandar. 

No curso de 1968 a parte mais intelectual e esteticamente destacada da contracultura brasileira (acadêmicos, tropicalistas e músicos de festivais) se manifestava politicamente pelo mantra “abaixo a ditadura” e, depois da terem frustradas suas pretensões de poder devido aos evidentes sinais de manutenção dos militares no comando das Instituições, conservadores pareciam cada vez mais inclinados a se unirem ao coro pela redemocratização do país.

Da estética e da Universidade, o “abaixo a ditadura” passava a ecoar na classe média – estrato social fundamental para a organização de qualquer sistema de poder. Oficiais alinhados à linha-dura – seara militar radicalmente autoritária e paranoicamente antimarxista – inicia um processo de emparedamento de Costa e Silva: comunistas do sudeste asiático vencendo a maior máquina de guerra do Planeta? Degenerados sexuais e raciais obtendo nacos de inclusão?  Cabeludos maconheiros propondo uma sociedade anárquica? Artistas espinafrando valores morais, familiares e religiosos? Imberbes munidos de livros derrubando governos? Se algo não fosse feito o Brasil poderia ter o mesmo destino: a “desordem”, a “esculhambação”. Pouco a pouco o requentado discurso militar de “salvacionismo” passa a ressoar pelos bastidores e antessalas do poder na medida em que junto da contracultura (tão rejeitada pelo conservadorismo mais extremo), temos também o renascimento do movimento estudantil e sindical. 

O AI-5 estava em fase de gestação

Tudo leva a crer que mesmo diante da Passeata dos Cem Mil, Costa e Silva parecia procrastinar uma exigência dos quartéis, hesitando em carimbar uma pecha tão infame na própria biografia. Entretanto, se foi a recusa do Congresso Nacional em entregar a cabeça de Marcio Moreira Alves que o levou a encomendar o Ato, foi o editorial do jornal O Estado de S. Paulo que o fez assinar sem remorso. 

O “Instituições em Frangalhos” foi escrito em caráter pessoal por um jornal que até então era franco aliado da “Revolução”.  Uma crítica ácida e direta. Ele, um sujeito que sempre foi motivo de zombaria pelos parcos recursos intelectuais, era novamente, e agora na condição de presidente, chamado de incompetente e despreparado. As catilinárias de Júlio de Mesquita Filho não eram contra o Golpe, eram contra sua pessoa. Depois daquela sessão noturna e sinistra de 13 de dezembro de 1968, Costa e Silva queria ver se haveria alguém ousando atentar contra sua autoridade ou prestígio. O AI-5 estava decretado e iria durar por longos dez anos.

Termino este artigo reiterando que sem o clima da contracultura da época, não acredito que o parlamento brasileiro fosse corajoso o suficiente para rasgar a mordaça e afrouxar os grilhões – conduta à qual o Estadão reagirá desafiando publicamente o ‘entediado’ Costa e Silva. Também defendo que sem a mesma contracultura, inspirações e ações libertárias não teriam o peso que tiveram no acirramento da neurose conservadora pela manutenção da ordem.

50 anos depois temos novamente reações contra políticas de inclusão e cidadania a minorias. Rogo para que os estilhaços de 1968 que se fundamentaram em tantas conquistas históricas sejam suficientes para impedir que forças reacionárias nos imponham as mesmas tragédias da ditadura. Já basta uma meia dúzia de revisionistas querendo resgatar o AI-5 como algo ‘benéfico’ à nação. Que ainda nos cheguem hoje, ao menos, as brisas daquela era de Aquário.


*Guerreiro Parmezan é bacharel em História pela USP com especializações em economia e docência de terceiro grau. É professor da rede pública e privada.
As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Portal Vermelho.
Fonte: Portal Vermelho

FUNAI: Seminário que encerra o exercício de 2018 reúne Coordenações Regionais de todo o país


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Servidores e servidoras das 30 CR's e da Funai Sede durante o Seminário (fotos: André Benício)
Representantes de 30 Coordenações Regionais, Museu do Índio e Sede da Funai participaram do "Seminário de Encerramento do Exercício 2018", em Brasília, na última terça-feira (11). Realizado pela Coordenação-Geral de Orçamento, Contabilidade e Finanças (CGOF/DAGES), o evento discutiu questões administrativas e apontou um aumento de recursos orçamentários para a Fundação Nacional do Índio em 2019.


Imagem de capa: Ao microfone, o presidente da Funai, Wallace Bastos, ao lado do coordenador-geral de Orçamento e Finanças, Ricardo Cardoso (fotos: André Benício Amorim)

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O diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Paranhos, ao lado do diretor de Administração e Gestão, Adriano Guedes
Para o orçamento do próximo ano há uma projeção de incremento de 17% em relação ao ano de 2018. A proposta orçamentária – encaminhada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG) – é de R$ 170 milhões relativos a custeio e investimento (despesas discricionárias), destacou o coordenador de Orçamento e Finanças, Wendell Carlos de Araújo. De acordo com ele, nos últimos anos a Fundação Nacional do Índio "tem demonstrado alto índice de empenho dos recursos".



O presidente da Funai, Wallace Bastos, salientou a necessidade de ampliar a aproximação entre as CR's e a Sede da Fundação. "É algo com que eu tenho me preocupado muito. Eu tenho orientado muito o nosso pessoal para que a gente faça mais eventos como esse no próximo ano, duas ou três vezes. Para que a gente vá estreitando esse relacionamento e tirando dúvidas. Isso é fundamental", comentou.
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Na abertura do evento, a diretora de Proteção Territorial, Azelene Inácio



"Com certeza o evento realizado pela Diretoria de Administração e Gestão (DAGES), vai contribuir para o fortalecimento e desempenho da Funai. Muitas vezes, a tarefa árdua do operador de despesas [o servidor] acaba sendo invisível, mas sem ele nada acontece", afirmou o diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Paranhos Faleiro.

A diretora de Proteção Territorial, Azelene Inácio, ressaltou a importância da atividade administrativa exercida por "servidores empenhados no trabalho de gestão. A atividade meio e a questão administrativa são muito relevantes", afirmou.
(continuação: página 2)

A força simbólica das palavras

A linguagem, ou a língua, aqui tomadas como sinônimos, pode assumir, a grosso modo, duas dimensões: a pragmática (prática) e a simbólica, sendo que nem a primeira nem a segunda são puras: tanto a dimensão predominantemente pragmática está mesclada com expressões de natureza simbólica, quanto a dimensão simbólica está contaminada pela dimensão pragmática da linguagem.
Por Jeosafá Fernandez*
A dimensão pragmática da linguagem diz respeito ao uso cotidiano e prático da língua. Nela, os sentidos das palavras estão próximos e relacionados diretamente com os significados delas no dicionário linguístico: a palavra “caneta” representa um objeto empregado na escrita que se diferencia do lápis, feito com grafite, pelo emprego de tinta. Podemos, ao ouvir ou escrever “caneta”, imaginar uma infinidade de formas, tamanhos e cores de caneta, porém a palavra está associada diretamente aos objetos possíveis de comporem um conjunto formado pelos diversos modelos de caneta. Ao chegarmos ao balcão de uma papelaria e pedirmos uma caneta esferográfica azul, o funcionário rapidamente exporá a nossa frente as que tiver para vender: escrita fina, escrita grossa, com cilindro colorido ou transparente etc. Todas, canetas.
Do mesmo modo, no uso didático, as palavras assumem por função esclarecer ideias, tirar dúvidas, exemplificar, refletir sobre aspectos da aprendizagem entre outros significados. As palavras aqui tendem a evitar duplos sentidos, buscam expressar ideias, conceitos, fórmulas, pensamentos com a maior exatidão possível, eliminando tanto quanto possível ambiguidades que induzam ao erro.
O mesmo se dá nas linguagens científica (sejam elas no campo das ciências exatas, no das humanas ou ainda no das linguagens) e informativa (ou jornalística), que também tendem à exatidão para comunicar conceitos, modelos científicos, fórmulas, fatos, sistematizar experiências ou experimentos etc.
Na dimensão pragmática o peso interpretativo é mínimo e o descritivo, máximo. Tanto que para os cientistas a partir do século XIX a ciência é antes de tudo uma descrição da realidade.
Em muitos sentidos, a dimensão simbólica é oposta à pragmática. Nela, ao contrário do que se disse até aqui, a linguagem se distancia da exatidão, as palavras se afastam de seus significados no dicionário linguístico e assumem francamente caráter ambíguo (de múltiplos sentidos).
Num romance, conto ou poema em que uma personagem está o tempo todo com uma caneta na mão a rabiscar, rascunhar, escrever, a palavra “caneta” é mais que um objeto destinado à escrita: ela simboliza todas tensões vividas pela personagem, seus sonhos, ansiedades, fantasmas, expectativas, traumas, desejos etc. etc. etc. Quando em posse dessa caneta em movimento, a personagem pode estar se sentido realizada ou torturada, em êxtase ou em sofrimento profundo, próxima do gozo ou à beira do suicídio.
Aqui o uso pragmático da linguagem cedeu espaço ao uso simbólico, que carece não apenas do dicionário linguístico, se bem que também aqui ele tenha lugar, mas de dois outros tipos de “dicionários” desordenados que estão depositados na mente e no coração do leitor: seu repertório de imagens (visuais, auditivas, olfativas, palatais e táteis) e seu repertório próprio linguístico.
Para se penetrar na dimensão simbólica da linguagem, ambos esses repertórios precisam ser ativados – e não basta isso: enquanto essa ativação não for automática e rápida, os sentidos relacionados às palavras não se constituirão no espirito do leitor (é como um computador que entrou em looping, que gira, gira, gira, mas não abre a página desejada e acaba por travar).
Embora os significados das palavras no dicionário sejam a base do sentido simbólico (afinal a palavra “caneta” significa caneta mesmo, e remete à imagem da caneta), para alcançar os infinitos sentidos simbólicos de uma palavra ou expressão (conjunto organizado delas), é preciso interpretar a palavra enquanto representação de símbolos e imagens, que remetem a sensações, sentimentos, pensamentos, ideias, conceitos, lembranças, experiências alegres ou dolorosas de vida repousadas em nosso inconsciente.
O símbolo “caneta” precisa suscitar em nossa lembrança o prazer de se ter usado pela primeira vez esse objeto. Quando nossa professora falou “Agora vocês podem usar a caneta”, foi como se tivéssemos “ficado maiores”, mais responsáveis, como se tivéssemos “crescido”. Mas também o símbolo “caneta” remete seguramente a experiências que nos fizeram sofrer, por exemplo, aquela prova em que confundimos as alternativas na hora de fazer o X e marcamos por engano as erradas, embora soubéssemos as corretas.
Quanto mais imagens lembrarmos, quanto mais mobilizarmos nosso repertório de imagens, sensações, impressões visuais, auditivas, olfativas, palatais, táteis, conceituais (ideias e pensamento), maiores nossas chances de compreendermos as palavras-símbolo, que são o alfabeto da literatura.
Se a personagem inventada logo acima, presente em um texto de ficção, o tempo todo a rabiscar, escrever, anotar, num dado momento atira a caneta contra a parede e, não contente, a destrói com pisões, não é apenas uma caneta que está sendo destruída, mas talvez um sonho de escritor, poeta e de toda uma vida. Na caneta-símbolo destruída está selado o próprio destino de quem nela depositou tanta esperança subitamente frustrada.
Se essa personagem, arrependida, recolheu a caneta, guardou-a com carinho e a substituiu por outra para ressuscitar seu sonho no papel em branco, impulsos de vida triunfaram sobre os impulsos de morte. Porém se a personagem com a destruição da caneta pôs fim a seu sonho, enterrando-o definitivamente, podemos supor e mesmo deduzir, e mesmo apostar que o caminho de sua autodestruição se abriu como a boca de um dragão infernal. Daí para frente assistiremos à degradação de alguém que tinha tudo para dar certo, mas que perdeu-se definitivamente ao perder seu sonho.
A literatura depende dessa habilidade imaginativa do leitor, que pode e deve ser desenvolvida por meio de jogos simbólicos e práticas criativas de conversão da palavra-símbolo em imagens e da associação delas com situações, sensações, sentimentos, ideias, pensamentos já vividos por nós realmente (na forma de lembranças de experiências boas ou ruins) ou simbolicamente (filmes, músicas, peças de teatro a que assistimos, ou ainda jogos, brincadeiras, diversões prazerosas em que nos envolvemos durante a vida).
Quem não consegue imaginar, não acha graça em uma personagem ou situação hilária, porque simplesmente não a viu em sua mente, por conseguinte não a sentiu em seu espírito. Como rir do que, por não conseguirmos associar a nada, sequer visualizamos ou sentimos?
A cena da personagem pisoteando a caneta pode assumir um caráter trágico. Para captar essa tragédia, precisamos visualizá-la em detalhes. Porém, o autor pode introduzir um elemento de humor para “avisar o leitor” de que, afinal, o drama da personagem não é assim tão grave, e que seus exageros um tanto ridículos representam o ridículo a que todos nós estamos sujeitos quando perdemos o controle sobre nossas emoções.
No cinema, Chaplin foi campeão em extrair o riso dessas situações constrangedoras em que nos envolvemos sem querer, que parecem o fim do mundo, quando na verdade são apenas raiva momentânea e humanamente aceitável, digna de tudo, não de lágrimas.
A interpretação envolve assim a mobilização de dois repertórios interiores, o imagético e o linguístico, numa conversão (quanto mais automática possível, melhor) de palavras em imagens e símbolos, e destes novamente em palavras, que trazem para a consciência os segredos e mistérios embutidos nas imagens e nos símbolos.
Se não captamos a piada implícita, perdemos a oportunidade de rir e de extrair do riso a possibilidade de superação da dor que mora atrás ou no fundo de cada piada. Porém para captar a a ironia do riso, é preciso imaginar a cena toda e deduzir dela o ridículo, o engraçado, o vexame, o humor.
Assim, quem “não gosta” de literatura tem antes de tudo uma questão a resolver com sua própria imaginação. Sem imaginar, não dá para sentir, gozar, ter prazer – aliás, nem com literatura, nem com coisa nenhuma.
*Jeosafá é Doutor em Letras pela USP. Tem, entre seus mais de 50 títulos, O jovem Mandela, O jovem Malcolm X e o ciclo de romances paulistanos Era uma vez no meu bairro (Zonas Norte, Sul, Leste e Oeste).

Fonte: BRASIL CULTURA

Concerto de Natal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Theatro Municipal do Rio de Janeiro segue a tradição das melhores casas de música erudita do mundo inteiro e anuncia seu Concerto de Natal, com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência do maestro Claudio Cruz.
O repertório da noite do dia 19 foi escolhido com muito esmero pelo regente. “Quero que o público saia do Municipal com uma sensação de felicidade, vivacidade, como se tivesse participado de uma festa”, diz Claudio Cruz, que procurou incluir no programa compositores mais atuais, do século XX, como Béla Bartók (1881-1945) e Sergei Prokofieff (1891-1953).
A apresentação começa com o “Concerto Grosso em sol menor, Op.6, Nº 8”, composto por Arcangelo Corelli para a noite de Natal. Em seguida, serão executadas as suítes III e II da chamada Música Aquática de Händel, “duas peças que têm muito efeito e mostram a virtuosidade da orquestra”, explica o maestro.
No gran finale, a OSTM interpretará “A Christmas Festival”, do compositor americano Leroy Anderson (1908-1975), peça conhecida por encadear várias canções natalinas, como Noite Feliz e Jingle Bells, num vibrante pout-pourri. Um final apoteótico para uma noite que promete ser leve e agradável, a poucos dias da comemoração do nascimento de Jesus.
Ficha técnica
Concerto de Natal – Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal sob a regência do maestro Claudio Cruz
Repertório
Arcangelo Corelli
Concerto Grosso em sol menor, Op.6, Nº 8 – “Fatto per la Notte di Natale”
Vivace – Grave – Allegro
Adagio – Allegro – Adagio
Vivace – Allegro
Pastorale – Largo
Georg Friedrich Händel
Watter Music
Suite III, em ré maior
Suite II, em sol maior
Intervalo
Béla Bartók
Danças Romenas
  1. Joc cu bata/Allegro moderato
  2. Brâul/Allegro
  3. Pê-loc/Andante
  4. Buciumeana/Moderato
  5. Poarga Românesca/Allegro
  6. Maruntel/Allegro
Sergei Prokofieff
Sinfonia Clássica, em ré maior, Op. 25
Allegro
Larghetto
Gavotte – Non troppo alegro
Finale – Molto Vivace
Leroy Anderson
A Christmas Festival
Data e Horário
Dia 19 de dezembro, às 19h30
Preços dos Ingressos
Frisas, camarotes, plateia e balcão nobre – R$ 80,00
Balcão superior – R$ 40,00
Balcão superior lateral – R$ 20,00
Galeria: R$ 20,00
Galeria lateral: R$ 10,00.
Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com
O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro
PATROCÍNIO OURO PETROBRAS
Apoio: Livraria da Travessa, SulAmérica Paradiso e rádio BandNews FM
Realização: Theatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro
Lotação – 2.226 lugares
Censura Livre
Duração: 1h