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Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN - 2009/2019 " "Dandara", simbolo de luta em favor da LIBERTAÇÃO da população NEGRA!&...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PRÓXIMO DIA 30 DE DEZEMBRO O CPC/RN COMPLETARÁ 08 ANOS NA DEFESA E RESGATE DA CULTURA POTIGUAR!!!

No próximo dia 30 de dezembro o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, completará 08 anos! Já foram realizados vários eventos culturais, campanhas, debates e realizações de projetos voltados para o fortalecimento da cultura potiguar, como o MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA POTIGUAR, aprovado no dia 06 de maio no IFRN de CURRAIS NOVOS/RN.

O CPC/RN continuará com o mesmo propósito, determinação na preservação das raízes negras e dos índios, nossos irmãos, além de procurar identificar talentos e ajudá-los a expandir suas criatividades, garante o CPC/RN.

ESSA LUTA É DE TODOS NÓS!!!

Aguardem!

PRESIDENTE DO CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS CONSEGUE PARCERIA PARA PROJETO DE BIBLIOTECA

 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN em audiência com o Diretor Presidente da EDITORA UNESP, Jézio Hermani Bomfim Gutierre
 Eduardo Vasconcelos na EDITORA UNESP enquanto aguardava a audiência

 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN em audiência com o Diretor Presidente da EDITORA UNESP, Jézio Hermani Bomfim Gutierre

Hoje (6) pela manhã o presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos foi recebido pelo presidente da Editora UNESP, professor JÉZIO GUTIERRE e após explanação do Projeto do CPC/RN, denominado de: "Se o estudante não vai a biblioteca, a biblioteca vai ao estudante", um sonho do CPC/RN, mas parece que vai se concretizar, afirma Eduardo Vasconcelos,

Eduardo confirma, que no início do ano de 2018 o CPC/RN lançará oficialmente o projeto, precisa-se apenas de alguns complementos, como a construções de 2 (duas) "arcas", que será ofertadas por uma maçonaria, e com a chegada de mais doações de livros, poderá, sim o CPC/RN inaugurar o projeto.

Como funcionará? Essas duas arcas percorrerá escolas e universidades dos municípios potiguares, expondo e explicando o projeto e em seguida faz-se o preenchimento da ficha daquele aluno que adere ao projeto, para só assim o CPC/RN emprestar o referido livro escolhido pelo estudante, que dentro de um prazo de 10 (dez) dias ele devolverá o livro a instituição.

O objetivo? Despertar o interesse pela leitura e evidentemente levar conhecimentos, saber e amor pela leitura.

Quanto a audiência de hoje, o Diretor Presidente da UNESP, Jézio Gutierre elogiou a iniciativa, parabenizando o presidente e a instituição pela ideia de levar a leitura aos alunos potiguares e garantiu enviar acervos como, livros, revistas e jornais ao CPC/RN, contribuindo dessa forma para o sucesso do projeto.

Eduardo Vasconcelos agradeceu ao professor, Jézio Gutierre em nome daqueles que amam a leitura. Lembrando que em contra partida a entidade colocará a logomarca no blog da instituição como uma forma de retribuição.

Preconceito e estereótipo- Diferenças entre Racismo, Preconceito, Estereótipo e Discriminação.


O Ministério do trabalho lançou um documento chamado: " Brasil, Gênero e Raça" em que distingue.

Para cada atitude há um conceito racional e cognitivo – crenças e ideias, valores afetivos associados de sentimentos e emoções que, por sua vez, levam a uma série de tendências comportamentais: predisposições.

Se liga: A atitude é cognitivo, um afetivo e um comportamental: 

A cognição – o termo atitude é sempre empregado com referência à um objeto. Toma-se uma atitude em relação a que? Este objeto pode ser uma abstração, uma pessoa, um grupo ou uma instituição social.

o afeto – é um valor que pode gerar sentimentos positivos, que, por sua vez, gera uma atitude positiva; ou gerar sentimentos negativos que pode gerar atitudes negativas.
o comportamento – a predisposição : sentimentos positivos levam à aproximação; e negativos, ao esquivamento ou escape.

Dessa forma, entende-se o PRECONCEITO como uma atitude negativa que um indivíduo está predisposto a sentir, pensar, e conduzir-se em relação a determinado grupo de uma forma negativa previsível.

CARACTERÍSTICAS DO PRECONCEITO:

É um fenômeno histórico e difuso;
A sua intensidade leva a uma justificativa e legitimização de seus atos;
Há grande sentimento de impotência ao se tentar mudar alguém com forte preconceito.
Vemos nos outros e raramente em nós mesmos.

EU SOU EXCÊNTRICO, VOCÊ É LOUCO!

Eu sou brilhante; você é tagarela; ele é bêbado.
Eu sou bonito; você tem boas feições; ela não tem boa aparência.
Eu sou exigente; você é nervoso; ele é uma velha.
Eu reconsiderei; você mudou de opinião; ele voltou atrás na palavra dada.
Eu tenho em volta de mim algo de sutil, misterioso, de fragrância do oriente; você exagerou no perfume e ele cheira mal.

CAUSAS DO PRECONCEITO:

Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos.

Segundo Allport (1954) o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que, em determinadas circunstâncias, podem se transformar em raiva e hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas freqentemente não podem manifestar sua raiva contra um alvo identificável ou adequado; assim, deslocam sua hostilidade para aqueles que estão ainda mais “baixo”na escala social. O resultado é o preconceito e a discriminação.

Já para Adorno (1950), a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita.

 "Os seres humanos são “avarentos cognitivos” que tentam simplificar e organizar seu pensamento social o máximo possível. A simplificação exagerada leva a pensamentos equivocados, estereotipados, preconceito e discriminação".

Além disso, o preconceito e a discriminação podem ter suas origens nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar(conformidade social). Se nos relacionamos com pessoas que expressam preconceitos, é mais provável que as aceitemos do que resistamos a elas. As pressões para a conformidade social ajudam a explicar porque as crianças absorvem de maneira rápida os preconceitos e seus pais e colegas muito antes de formar suas próprias crenças e opiniões com base na experiência. A pressão dos colegas muitas vezes torna “legal” ou aceitável a expressão de determinadas visões tendenciosas – em vez de mostrar tolerância aos membros de outros grupos sociais.

REDUÇÃO DO PRECONCEITO: 

A convivência, através de uma atitude comunitária é, talvez, a forma mais adequada de se reduzir o preconceito.

COMO FUNCIONA O ESTEREÓTIPO:  É um conjunto de características presumidamente partilhadas por todos os membros de uma categoria social. É um esquema simplista mas mantido de maneira muito intensa e que não se baseia necessariamente em muita experiência direta. Pode envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa – idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é associada.

Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial.

RACISMO:  É a crença na inferioridade nata dos membros de determinados grupos étnicos e raciais. Os racistas acreditam que a inteligência, a engenhosidade, a moralidade e outros traços valorizados são determinados biologicamente e, portanto, não podem ser mudados. O racismo leva ao pensamento ou/ou:ou você é um de nós ou é um deles.

Um afro abraço
Claudia Vitalino

Músicos e gestores questionam Secretaria Estadual de Cultura

minasmusica
Fruto de articulação social e diálogo com o poder público, o programa Música Minas vive hoje um momento distante de sua vocação. É o que apontam músicos e gestores que participaram da construção do projeto ainda em 2007. As queixas giram em torno da falta de diálogo da Secretaria Estadual de Cultura, atual gestora da iniciativa, e das formas de seleção de projetos beneficiários do edital, que, hoje, destina R$ 700 mil para o programa de intercâmbio cultural, a fim de viabilizar viagens nacionais e internacionais.
“A atual gestão não tem dimensão do programa, que foi um dos mais importantes do Estado durante uma década”, afirma o músico Makely Ka. “Hoje, ele não é um programa vivo. A secretaria dá continuidade às ações mais operacionais, mas não percebe as demandas e não renova mais”, comenta Lailah Gouvea, ex-gestora do projeto pelo Fórum da Música.
Histórico. Parceria entre a sociedade civil e o Estado na organização de uma política pública, o histórico do programa remete aos tempos de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura a partir de um chamado nacional realizado pelo ministro. “Ele convidou a sociedade a formar o Fórum Nacional da Música. A partir disso, vários fóruns estaduais começaram a ser organizados. Nós, de Minas, reunimos entidades representativas do fazer musical, músicos, produtores, técnicos, jornalistas, pessoas ligadas ao universo da música. Em 2007, criamos o Fórum da Música”, relembra Makely.
Faziam parte do Fórum a Cooperativa da Música, o núcleo Negros da Unidade Consciente (NUC), a Sociedade Independente da Música (SIM), a Associação dos Músicos de Minas Gerais (AMMIG) e o Museu Clube da Esquina.
O Música Minas surgiu, então, a partir da articulação do Fórum, incumbido, pela então secretária de Cultura, Eleonora Santa Rosa, de organizar as demandas do setor. “Logo identificamos a necessidade de uma ação internacional, com editais de intercâmbio e passagens”, conta Makely.
De 2008 a 2014, o programa foi gestado pelo Fórum, que o transformou em uma plataforma centrada na divulgação da música mineira, a partir da participação em eventos e feiras do setor, e na produção de materiais de promoção, como catálogos, coletâneas e documentários, além da viabilização das ações de intercâmbio. “Minas foi o Estado que mais exportou música nesse período”, diz o músico.
O programa se tornou referência pelo protagonismo da sociedade civil na criação de uma política pública em parceria com o poder público e foi exemplo para a construção do Edital de Intercâmbio do Ministério da Cultura. Mas a chave começou a girar, segundo Makely, quando Ana de Holanda entrou no MinC e deu início a uma desarticulação da rede que foi organizada no período de Gil.
Por desentendimentos entre as entidades, denuncias de mau uso do dinheiro público por um beneficiário e também por ausência de assembleias regulares, o programa acabou por ser incorporado à SEC, que faz a gestão do projeto desde 2014.
“O programa se mostrou tão importante que tinha que ser incorporado pela Secretaria de Cultura. O erro foi a forma como deram continuidade ao Música Minas lá dentro, com poucos funcionários, que não dão conta do volume de trabalho. Não tratam o programa com o valor que merece, com a estrutura que merece”, afirma Lailah.
Para o músico e gestor Gabriel Murilo, o modelo de gestão realizado pela sociedade civil fazia com que o programa fosse aprimorado a cada ano, tornando-se mais significativo. “Quando o governo de Estado absorve a gestão e tira a participação do Fórum, as mudanças se tornam pouco proveitosas. Ele foi concebido enquanto programa, um conjunto de ações na perspectiva de internacionalização, circulação, posicionamento da marca Minas Gerais no mundo, formação. E tudo isso acabou e foi esquecido, em desrespeito a uma história construída pela sociedade civil”, afirma.
Lailah, no entanto, faz a ressalva. “O programa está no lugar certo. Ele deve ser gestado pela SEC porque é uma política complementar de Estado, mas a principal perda é não ter planejamento junto com a classe. Antes, novas ações eram pensadas a partir das demandas da classe porque as associações eram representativas. Hoje não existe esse diálogo mais. Os nossos artistas seguem circulando no exterior como resultado do que foi realizado pelo Música Minas na promoção da nossa música. O edital de passagens apenas viabiliza o intercâmbio, mas não promove. Hoje, não há mais participação em feiras, criação de catálogos pra fazer a promoção e divulgação desses músicos”, pontua.
BRASIL CULTURA