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Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura &...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Artesanato promove manutenção da cultura Kaingang no Sul do país

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O artesanato é uma importante representação da identidade Kaingang. (foto: Mário Vilela/Funai)
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Brincos, pulseiras, colares e anéis; filtros de sonho, tiras e peneiras. O artesanato produzido por cerca de 230 famílias indígenas no noroeste do Rio Grande do Sul é a principal fonte de renda e subsistência das aldeias Kaingang localizadas nos municípios gaúchos de Iraí, Vicente Dutra e Lajeado do Bugre. Além da importância econômica, a atividade artesanal representa o resgate de aspectos culturais imprescindíveis à própria identidade indígena.

Brincos, pulseiras, colares e anéis; filtros de sonho, tiras e peneiras. O artesanato produzido por cerca de 230 famílias indígenas no noroeste do Rio Grande do Sul é a principal fonte de renda e subsistência das aldeias Kaingang localizadas nos municípios gaúchos de Iraí, Vicente Dutra e Lajeado do Bugre. Além da importância econômica, a atividade artesanal representa o resgate de aspectos culturais imprescindíveis à própria identidade indígena.



"Desde pequenas, as crianças aprendem a fazer tudo. Para os indígenas 'problema' é a criança ou o jovem não aprender, não saber confeccionar artesanato, pois não saberá ganhar seu sustento. Sem a prática do artesanato, sua tradição cultural morrerá", explica a servidora Maryjara Mazzocato Dazzi, da Coordenação Técnica Local da Funai em Iraí/RS.

Conforme esclarece Maryjara, a atividade artesanal é a principal fonte de renda para o povo Kaingang, pois as comunidades indígenas estão restritas a pequenos territórios e aldeamentos nas Terras Indígenas Iraí e Rio dos Índios. "Apenas algumas famílias plantam suas roças de subsistência, e a renda familiar advêm do artesanato", afirma.
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Artesanato Kaingang feito nas aldeias do Noroeste Gaúcho. (foto: Maryjara Dazzi)


Uma grande dificuldade enfrentada nas aldeias é a escassez de matéria prima para o artesanato. Para obter taquara, cipó ou madeira, os artesãos e artesãs indígenas precisam fretar um caminhão. Depois de confeccionar o artesanato, ainda necessitam viajar a outras cidades para comercializá-lo. Maryjara revela que famílias inteiras chegam a acampar em terrenos baldios, sem infraestrutura adequada como água, energia elétrica e banheiros.
"Já alguns poucos municípios oferecem melhores condições para os indígenas que se encontram de passagem. E também os servidores locais da Funai juntamente com lideranças indígenas vêm fazendo um trabalho insistente e pontual junto a gestores e população dos municípios mais procurados para o comércio do artesanato, como, por exemplo, as cidades onde acontecem feiras e exposições", comenta.
A servidora da Funai conta que, entre os meses de dezembro e fevereiro, muitos indígenas fretam ônibus para deslocarem-se até o litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde o comércio do artesanato tem um bom retorno devido ao intenso movimento de turistas. Na chuva, no calor do verão gaúcho ou sob o frio do vento minuano, o artesanato é um trabalho de superação que atesta a perseverança do povo Kaingang diante das dificuldades.

Assessoria de Comunicação / Funai
com informações da CLT Iraí-RS

Primavera dos Museus já começou

Começou ontem, segunda-feira (17) a 12ª Primavera dos Museus. Com programações até o dia 23 de setembro, a temporada 2018 contará com a participação de 900 instituições, somando 2.787 eventos em todo o país. Com o tema “Celebrando a Educação em Museus”, o evento propõe uma reflexão sobre as principais funções do museu: educar e contribuir no despertar de interesse para diferentes áreas do conhecimento, a vida em sociedade, a importância das memórias e o valor do patrimônio cultural musealizado.
Durante a Primavera, será realizado o lançamento e a divulgação do Caderno da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), no Museu Casa Histórica de Alcântara (MA), no Museu Vitor Meirelles (SC) e no Museu das Missões (RS).
No Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional oferecerá, no dia 17/9, as oficinas “A aplicabilidade da Política Nacional de Educação Museal” e “Baú da História da Educação Museal para profissionais do campo, demonstrando a aplicabilidade dos princípios e diretrizes da PNEM”. Já o Museu da República realizará o seminário ‘A função educacional dos museus 60′. O objetivo é avaliar e discutir sobre o Seminário Regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que ocorreu em 1958 no Rio de Janeiro, e quais serão os desafios nos próximos 60 anos para educação museal.
O Museu da Inconfidência (MG) sediará, de 18 a 21 de setembro, o 1º Seminário de Educação em Museus de Ouro Preto. O evento vai reunir diversos profissionais para debater questões e desafios sobre o tema. Haverá também apresentações das ações educativas dos museus de Ouro Preto e de Minas Gerais. O Museu Regional de São João Del Rei (MG) promove, entre 17 e 18 de setembro, o I Seminário de Educação Museal da Rede de Educadores de Museus Campos das Vertentes.
Fonte: BRASIL CULTURA

Catedral Basílica de Salvador volta ao circuito turístico do Pelourinho

Uma das principais atrações da Bahia volta a abrir as portas no Pelourinho, para o encanto de turistas do Brasil e do mundo. Depois de quase quatro anos de restauração e acesso fechado ao público, a Catedral Basílica de Salvador volta a ser o destino de um dos mais belos passeios no Centro Histórico da capital baiana. A reabertura da catedral, nesta sexta-feira (14), inclui acesso a um bem especialmente valioso: seu altar-mor, igualmente recuperado após longos anos fora do alcance dos visitantes.
“É impossível não se emocionar ao entrar nesta catedral, que foi recuperada em sua plenitude. É muito importante preservar um monumento como este. Temos todos que nos irmanar nesta missão. Um país que não se referencia em seu passado está fadado a repetir erros”, destacou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que visitou a igreja nesta sexta-feira. “Além disso, o investimento na restauração da catedral e de outros patrimônios históricos de Salvador é essencial para atrair turistas e movimentar a economia”, completou.
A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, observou que “a catedral é uma aula de arquitetura”. “Este monumento mostra a força do gênero humano. O povo deve ser o principal guardião do patrimônio cultural brasileiro.”
Construída entre 1652 e 1672 e tombada pelo Iphan, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em 25 de maio de 1938, a catedral é um dos primeiros templos do país e o último remanescente do desaparecido Convento e Escola dos Jesuítas, que foi o maior e mais importante do Brasil Colonial. Os trabalhos de restauração de seu conjunto, que inclui 13 capelas, bens integrados e imagens sacras, duraram três anos e oito meses.
Nesse período, itens do acervo da catedral, considerado um dos mais valiosos do país, também foram recuperados. Telas de autores seiscentistas, móveis em jacarandá e diversos objetos sacros em ouro e prata podem, agora, ser revistos junto a 30 bustos, relicários de virgens e santos mártires que retornam à igreja depois de mais de 15 anos sob a guarda do Museu de Arte Sacra, que os devolveu igualmente restaurados.
Em meio às inúmeras renovações, um espaço que pode ser considerado o coração da Catedral volta a pulsar aos olhos do visitante. Fechado por anos ainda mais longos devido a uma obra anterior inacabada, o altar-mor da basílica foi reaberto depois de ser completamente restaurado.

Profissionais

A atenção recebida pela catedral nesses três anos e meio de restauro sob o comando do Iphan esteve à altura da importância de uma das principais construções sacras do Brasil Colonial. Seus elementos dourados, vistos em diferentes partes da igreja, foram recuperados com folhas de ouro importadas de Florença, na Itália. Esta e as demais atividades foram realizadas por uma equipe multidisciplinar, formada por mais de 120 profissionais, que mesclou a utilização de técnicas e materiais tradicionais e contemporâneos.
O supervisor dos trabalhos foi um dos mais conceituados profissionais do país, o restaurador e professor mineiro Antonio Fernando dos Santos, responsável pela recuperação dos profetas esculpidos por Aleijadinho no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), e dos painéis de Portinari na Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte.

Segurança

As obras na catedral incluíram pinturas nas fachadas e a restauração da fachada principal em cantaria e das torres de azulejos. Os trabalhos, no entanto, não se limitaram à estética e elementos sacros. Houve foco também na segurança de usuários e visitantes. Além da revisão completa da cobertura da basílica, foram promovidos reparos nas instalações elétricas e a recuperação dos forros, dos pisos e das esquadrias.
No decorrer da obra, foram identificadas novas demandas para a conservação do monumento. Em resposta, foram revistos itens de segurança, da iluminação e da sonorização interna e modernizado o sistema de prevenção e combate a incêndio. “Foi feito um investimento significativo em termos de segurança. O sistema de combate à incêndio é o mais avançado em termos de bens tombados no país, com muita tecnologia”, observou Sá Leitão.

Catacumba

Algumas descobertas também surpreenderam os profissionais envolvidos. Debaixo do altar-mor e sob uma lápide de mármore, foi encontrada uma escadaria de acesso a uma antiga catacumba. No interior de uma das capelas, por sua vez, foram descobertas ossadas, incluindo 13 crânios humanos. Pinturas originais nas paredes e peças sacras, que revelaram quadros com imagens de santos jesuítas escurecidos pelo tempo e até purpurina nas áreas revestidas de ouro, foram igualmente encontradas. Na capela do Santíssimo, foram recuperados diversos elementos com folhas de prata, que estavam encobertas por camadas de repintura.
Formalmente denominada Catedral Basílica Primacial de São Salvador, o templo localizado no Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, é propriedade da Arquidiocese de Salvador. Com a saída dos jesuítas do país, a igreja foi abandonada e chegou a ser utilizada como hospital militar. Em 1833, também abrigou a primeira Escola de Medicina do Brasil.
Fonte: BRASIL CULTURA