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terça-feira, 12 de março de 2019

PARA REFLETIR - Livro analisa a influência da mídia sobre os rumos da política no país

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'Enfrentamos um aparato secular de comunicação que opera diuturnamente para que o mundo permaneça perverso'
O jornalista Laurindo Lalo Leal Filho lança nesta semana sua mais recente obra com uma coletânea de textos publicados na Revista do Brasil. Em pauta, a democratização da comunicação no país.
São Paulo – O jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, especialista em democratização da comunicação, lança na quarta-feira (13) seu mais recente livro. A obra A Mídia Descontrolada – Episódios da Luta Contra o Pensamento Único, com publicação do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, reúne artigos seus publicados na Revista do Brasil entre 2010 e 2018. Com foco no tema de sua especialidade, Lalo apresenta a relação da mídia com grandes eventos do período, como as eleições de 2014 e a realização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
“Fato dos artigos terem sido escritos ao sabor dos acontecimentos nos remetem a momentos de esperança e desilusão”, afirma o autor em sua introdução. Além da análise da imprensa, o jornalista trás o debate sobre formas de garantir pluralidade nos meios através de legislações necessárias. Tal discussão está centrada na importância da efetividade do capítulo da Constituição Federal de 1988 que versa sobre regulamentação da mídia.
Lalo argumenta que sua expectativa é que os textos “sirvam de estímulo para a continuidade da luta nos tempos difíceis em que vivemos”. Para o também jornalista, editor-chefe da RBA e autor da orelha do livro, Paulo Donizetti de Souza, a urgência do tema encontra eco no fato de que “enfrentamos um aparato secular de comunicação que opera diuturnamente para que o mundo permaneça perverso como é, injusto como está, e a sociedade mal informada ou desinformada como sempre”.
Além dos eventos de relevância para a vida política dos cidadãos, a obra ainda faz uma reflexão sobre a natureza do trabalho dos programas jornalísticos “policialescos”, e sua relação com a proteção da criança em relação à TV. Aliás, a mídia televisiva é o ponto central das análises de Lalo. Nas palavras do autor, a obra traz “a palpitação do momento, as incertezas dos desdobramentos dos fatos e a precariedade das conclusões e as emoções da vida”.
Revista do Brasil foi impressa durante 11 anos, no período de junho de 2006 a janeiro de 2017. Hoje, as matérias especiais são publicadas no portal da RBA, onde também estão hospedadas as edições históricas.
Já o lançamento do livro ocorre na quarta-feira (13), às 18h30, na Livraria da Vila, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915, no bairro da Vila Madalena, zona oeste da capital paulista.

AÇÃO POPULAR - FUP processa Dallagnol e procuradores da Lava Jato por acordo de R$ 2,5 bi

Petrobras
Segundo petroleiros, acordo foi lesivo à estatal brasileira em benefício de investidores americanos
"Pacto não foi criado entre MPF e Petrobras. Os dois atuam como joguetes do governo de Donald Trump, supostamente em favor dos acionistas da Bolsa de Nova York", diz representante dos petroleiros.
O procurSão Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou com ação popular na qual seu coordenador, José Maria Rangel, pleiteia a nulidade do acordo firmado entre a Petrobras e o Ministério Público Federal, pelo qual R$ 2,5 bilhões “de origem pública são desviados da estatal em favor de uma futura entidade de direito privado, a ser criada pelo próprio MPF”. O processo tramita perante a 11ª Vara Federal, subordinada ao Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2), sediado no Rio de Janeiro. Na ação, é pedida tutela de urgência.
ador federal Deltan Dallagnol é especialmente responsabilizado na ação por “acordo lesivo à Petrobras”. São também réus no processo outros cinco procuradores da Lava Jato, que assinaram o acordo, além da União e da própria Petrobras. A ação foi apresentada pelo escritório do advogado Normando Rodrigues.
A ação pede a devolução à Petrobras dos R$ 2,5 bilhões de reais depositados por ela em função do acordo, a partir do qual tenta-se criar uma fundação privada para administrar recursos oriundos de indenizações pagas pela estatal.
“O ‘pacto de 2,5 bilhões’ não foi criado entre MPF e Petrobras. Os dois atuam como joguetes do Ministério da Justiça (DoJ) de (Donald) Trump, que impôs à subalterna gestão (de Pedro) Parente um bilionário e prejudicial acordo judicial-administrativo, supostamente em favor dos acionistas da Bolsa de Nova York”, diz a FUP. “Cumpre-se um acordo americano, sem processo, debate, ou qualquer previsão legal brasileira.”
Na ação, o advogado da FUP aponta “desvio da finalidade social da Petrobras”. Além disso, de acordo com a Lei Complementar 75/93, “não é função do Ministério Público Federal a criação de fundação de direito privado para gerir dinheiro público”. Argumenta também que “o desvio de finalidade, até por também conter uma ‘doação’ indevida, caracteriza o ato lesivo”. A argumentação também se refere a uma confusão de papéis e questiona: “de qual lado fica o MPF?”
A FUP disse estranhar o fato de os acionistas abrirem mão de procedimentos nos quais tentavam responsabilizar a estatal brasileira pela queda no preço das ações, desde que a estatal direcionasse 80% do que se comprometeu a pagar, nos EUA, para este o acordo entre a empresa e o MPF.
“Os procuradores da Lava Jato – que se tornam réus na Ação Popular – se ufanam de ter devolvido à Petrobras R$ 3,24 bilhões, dos quais agora tomam de volta R$ 2,5 bilhões”, acrescenta a FUP. Para os petroleiros, “a vítima do crime (Petrobras) faz um acordo com o investigador do crime (MPF), que custa à vitima 77% do dinheiro que lhe foi devolvido”.
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Jardim histórico da Casa de Rui Barbosa é aberto para visitação mediada

O jardim que cerca a Casa de Rui Barbosa é uma das joias do Rio do Janeiro. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e protegido conforme as diretrizes das Cartas de Florença e de Ouro Preto (acerca de jardins históricos), o espaço guarda em seus 9 mil metros quadros um fragmento da história brasileira. Ali, por exemplo, há um frondoso exemplar de lichia, plantado pelo ilustre morador, que se mudou para a residência em 1893. É possível também ficar diante de uma árvore de pau-brasil, fincada no terreno, em 1930, pelo então presidente Washington Luís.
Esse pequeno oásis, cravado no pungente bairro de Botafogo, é a estrela do projeto Jardim em Foco, que, nos últimos dois anos, levou 1,3 mil pessoas a percorrerem seus cantos mais íntimos, numa visita mediada e cercada de curiosidades. O jardim é tão especial que, nessa visita, o participante nem passa pela espetacular casa onde morou Rui Barbosa. Neste mês de março, a atividade será neste sábado (9) e na quarta-feira (13), a partir das 14h30, com distribuição de senhas com 30 minutos de antecedência.
Jogo de poder
O passeio dura em média uma hora, mas pode se prolongar de acordo com a dinâmica das pessoas. Uma das curiosidades reveladas é sobre a perda do jardim lateral em 1926, numa ação do ex-presidente Artur Bernardes, que foi transformado numa rua para ligar as avenidas São Clemente e Assunção. Quatro anos depois, Washington Luís, muito ligado a Rui Barbosa, desfez a ação de Bernardes e restituiu o espaço. “Há nessa ação uma memória do jogo de poder da época muito interessante de ser analisada”, explica a museóloga Aparecida Rangel.
Essa intervenção urbanística destruiu a ligação entre os lagos do jardim social (romântico, segundo estilo divulgado pelo paisagista Auguste François Marie Glaziou, se estende entre a casa e o gradil que ladeia a rua) com o do quiosque. Havia ali um pé de baunilha, um exemplar de sol-do-Peru, acácias e um flamboyant, sucumbidos pela obra. Hoje, a área tem na lateral dois pés de chuva-de-ouro e, no canteiro do centro, um abricó-de-macaco.
Xodó do público
A observação da flora e da fauna é um dos momentos mais apreciados desse projeto, idealizado por Nayara Cavalini de Souza. O xodó do público é um casal de tucanos que mora no jardim. Por ali, circulam também dezenas de micos e uma infinidade de pássaros, que se alimentam de frutas, como sapoti e manga, que são catadas pelas pessoas quando caem dos galhos. “Há peixes no lago e uma garça que vez por outra chega para pescá-los”, conta Aparecida.
Por ser um jardim histórico, há regras rígidas adotadas no espaço. Não se entra com bolas, bicicletas, não se pode subir nas árvores para pegar as frutas, nem fazer festas embaixo de suas copas. Pela sua paisagem bucólica, o espaço é muito solicitado para gravações de programas televisivos e cenas de novelas, além de locações de filmes e entrevistas. “Essas solicitações precisam ser encaminhadas para análise e via de regra nenhuma delas pode fechar o espaço para o público”, explica a museóloga.
Faça uma visita virtual pelos jardins da Casa de Rui Barbosa clicando neste link.
Serviço
Jardim em Foco
Onde: Jardins da Casa Rui Barbosa (Rua São Clemente 134, Botafogo).
Quando: Março: dias 9 e 13, às 14h30 (demais meses serão divulgados no site e redes sociais da instituição)
O que: Visita mediada somente pelo jardim, com entrada franca, realizada com distribuição prévia de senhas 30 minutos antes do início da atividade. Em caso de chuva, a atividade será cancelada.
Observação: É possível realizar agendamento para grupos de até 30 pessoas por meio dos e-mails museu@rb.gov.br e educativa@rb.gov.br ou obter mais informações pelos telefones (21) 3289-8683 e 8685.