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quarta-feira, 7 de março de 2018

ECONOMIA: Mulheres estudam e trabalham mais, mas ganham menos que homens

 


Vários fatores contribuem para as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas). Essa diferença chegava a 80% no Nordeste (19 contra 10,5). Isso explica, em parte, a proporção de mulheres ocupadas em trabalhos por tempo parcial, de até 30 horas semanais, ser o dobro da de homens (28,2% das mulheres ocupadas, contra 14,1% dos homens).


“Em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível”, explica a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo, complementando que “mesmo com trabalhos em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais. Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens”.


Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Apesar da diferença entre os rendimentos de homens e mulheres ter diminuído nos últimos anos, em 2016 elas ainda recebiam o equivalente a 76,5% dos rendimentos dos homens. Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença. 

Por exemplo, apenas 37,8% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres; essa diferença aumentava com a faixa etária, indo de 43,4% de mulheres em cargos de chefia no grupo até 29 anos de idade até 31,3% no grupo de 60 anos ou mais. 

Outros aspectos, como a segregação ocupacional e a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, podem contribuir para a diferença de rendimentos. “Observamos o que se chama de teto de vidro, ou glass ceiling”, explica Barbara Cobo: “A mulher tem a escolarização necessária ao exercício da função, consegue enxergar até onde poderia ir na carreira, mas se depara com uma ‘barreira invisível’ que a impede de alcançar seu potencial máximo”. Na categoria de ocupação com nível superior completo ou maior, a diferença era ainda mais evidente: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016. 

Mulheres têm maior escolarização 

Em 2016, as mulheres de 15 a 17 anos de idade tinham frequência escolar líquida (proporção de pessoas que frequentam escola no nível de ensino adequado a sua faixa etária) de 73,5% para o ensino médio, contra 63,2% dos homens. Isso significa que 36,8% dos homens estavam em situação de atraso escolar. 

Na desagregação por cor ou raça, 30,7% das pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentaram atraso escolar em relação ao ensino médio, face a 19,9% das mulheres brancas. Comparando-se gênero e cor ou raça, o atraso escolar das mulheres brancas estava mais distante do registrado entre os homens pretos ou pardos (42,7%).

Essa trajetória escolar desigual, relacionada a papéis de gênero e à entrada precoce dos homens no mercado de trabalho, faz com que as mulheres tenham um maior nível de instrução. Na faixa dos 25 a 44 anos de idade, 21,5% das mulheres tinham completado a graduação, contra 15,6% dos homens. 

Desagregando-se a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo por cor ou raça, as mulheres brancas estão à frente, com 23,5%, seguidas pelos homens brancos, com 20,7%; bem abaixo estão as mulheres pretas ou pardas, com 10,4% e, por fim, os homens pretos ou pardos, com 7,0%.
Fonte: IBGE


Assinado contrato com OS para gestão da Cinemateca Brasileira


A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, vai ser a primeira instituição cultural federal a ser administrada por uma organização social (OS). Nesta terça-feira (6), o Ministério da Cultura (MinC) assinou um termo de contrato com a Associação Comunicativa Roquette Pinto (Acerp) para que esta assuma a gestão integral do principal centro de memória e referência do cinema brasileiro.
A Acerp foi vencedora de edital público lançado pelo MinC em 2016. A concretização do modelo transfere para a OS a responsabilidade de gerir os núcleos de Preservação, Documentação e Pesquisa, Difusão, Administração e Tecnologia da Informação da Cinemateca, o principal centro de memória e referência do cinema brasileiro. O contrato tem vigência até 2021.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o modelo de gestão adotada na Cinemateca é mais adequado e contemporâneo. “Garante mais independência, autonomia e agilidade na gestão, além de ampliar a capacidade da Cinemateca de captar novos recursos e viabilizar parcerias importantes”, afirmou.

Sá Leitão destacou que a meta, com a nova gestão, é construir a Cinemateca do século 21. “Novas tecnologias colocam um desafio, que deve ser enfrentado e ultrapassado. Precisamos ter formas de rentabilizar o acervo audiovisual brasileiro. Temos uma grande oportunidade que esse acervo volta a ser assistido e cultuado como merece. A Cinemateca precisa ser a grande impulsionadora deste processo”, ressaltou.

O ministro informou que a atual coordenadora-geral da Cinemateca, Olga Futemma, continuará no cargo, assim como os demais servidores, e elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe da instituição nos últimos anos. “A atuação foi exemplar, mesmo com poucos recursos”, destacou.

Sá Leitão rambém informou que, até o final do ano, o MinC pretende assinar contratos com organizações sociais para a gestão do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e de um dos museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), ainda a ser definido.

O diretor-geral da Acerp, Fernando Veloso, destacou o empenho do ministro Sérgio Sá Leitão no aprimoramento das atividades realizadas pela Cinemateca Brasileira. “O ministro foi decisivo para concluirmos este processo, que nos permitirá dar a uma das maiores cinematecas do mundo uma nova estrutura, uma nova perspectiva”, afirmou. “Vamos zelar pela Cinemateca com todo compromisso, como foco em deixá-la em lugar de destaque. O trabalho realizado, com todas as dificuldades, pela atual gestão será o norte que iremos seguir”, destacou.

Também presente à cerimônia, o ministro da Educação, Mendonça Filho, ressaltou que os ministérios da Cultura e da Educação têm missões complementares e que devem trabalhar de forma articulada. “A preservação do cinema brasileiro em um espaço tão importante para nossa história uniu duas pastas de peso. Precisamos buscar essa articulação sempre que possível”, observou.

Sobre a Cinemateca Brasileira

Presente na estrutura do MinC desde 1984, a Cinemateca Brasileira é a mais antiga instituição de cinema do País, responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina. Além disso, exerce atividades de restauro e preservação da produção cinematográfica nacional, cujo acervo conta com cerca de 245 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Ainda compõem o patrimônio da entidade cerca de 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, como livros, roteiros, periódicos, recortes de imprensa, documentos pessoais doados, cartazes, fotografias e desenhos.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Inscrições para escolha de representantes no Conselho Nacional de Cultura terminam dia 8



O Conselho Nacional de Política Cultural (Cnpc) encerra dia 8 de agosto o prazo de inscrições no processo de escolha dos novos representantes da sociedade civil no órgão. Nesta semana, o Ministério da Cultura divulgou que os interessados podem, além do site www.cultura.gov.br/setoriais, inscrever-se via Correios.

Vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), o conselho é a instância responsável por propor a criação de políticas públicas para a área, acompanhar a execução do Plano Nacional de Cultura, orientar os investimentos do Fundo Nacional de Cultura, entre outras atribuições.
A intenção é eleger representantes da sociedade civil para os seguintes colegiados setoriais: Artes Visuais, Circo, Culturas Indígenas, Culturas Populares, Dança, Literatura, Livro e Leitura, Moda, Música, Teatro, Arquitetura e Urbanismo, Arquivos, Arte Digital, Artesanato, Culturas Afro-Brasileiras, Design, Patrimônio Imaterial e Patrimônio Material. Cada colegiado é composto por 20 membros, sendo cinco representantes do governo e 15 titulares da sociedade civil (além de 15 suplentes).

Considerado complicado por conta das dificuldades de acesso à internet em muitas regiões, o processo eleitoral foi modificado nesta semana pelo Ministério da Cultura, que também reduziu o quórum mínimo para participação de cada unidade da federação no Fórum Nacional Setorial de 15 para 5 eleitores, validamente cadastrados, por setor.

Outra mudança é a possibilidade de enviar por Correios (sedex ou similiar), até 8 de agosto, os documentos exigidos para cadastro de eleitores e candidatos a delegados. A correspondência deve ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Cultural, Esplanada dos Ministérios, Bloco B – Ed. Sede, CEP 70.068-900, Brasília-DF. Os novos conselheiros serão eleitos em novembro, durante os fóruns nacionais setoriais. Ocuparão o cargo pelos próximos dois anos. A atividade não é remunerada.

“As mudanças no processe eleitoral facilitam muito a vida das pessoas que têm interesse em contribuir com a discussão de políticas públicas mas tinham dificuldade em escanear documentos e enviá-los via internet. Para o Norte é fundamental que mais pessoas se inscrevam para ser candidatos a delegados e eleitores. Temos que estar presentes nos fóruns setoriais para poder dizer que tipo de política cultural queremos para o País e para a nossa região”, afirma o escritor Edgar Borges, representante, entre 2010 a 2012, da região Norte no Colegiado Setorial de Literatura, Livro e Leitura.

“Nestes dois anos discutimos diversas políticas culturais, inclusive participando da elaboração das metas do Plano Nacional de Cultura, e tentamos sempre mostrar ao Governo Federal que o Norte precisa de mais atenção às suas especificidades, de mais investimentos na área cultural”, diz Edgar.

DOCUMENTAÇÃO – No site www.cultura.gov.br/setoriais é possível verificar toda a documentação exigida para eleitores e candidatos. A primeira participação dos eleitores será nos fóruns estaduais, durante os quais serão escolhidos os delegados estaduais setoriais que disputarão uma vaga no conselho nacional.

Veja os requisitos exigidos para ser eleitor: ter idade mínima de 18 anos completos na data de 28 de julho de 2012; preenchimento do formulário de cadastramento disponibilizado na página do Ministério da Cultura na internet; e apresentação de cópia digitalizada da Carteira de Identidade, do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e de comprovante de residência.

Também deve apresentar os seguintes documentos, comprovando atuação de três anos no setor: currículo; diploma profissional; registro profissional no Ministério do Trabalho (DRT); ou participação em entidade/comunidade representativa da área ou segmento. Além disso, preencherá no site uma declaração de ter conhecimento do Plano Nacional de Cultura (PNC); descrição do vínculo empregatício ou atuação profissional autônoma no formulário de cadastramento; declaração de não ser detentor de cargo comissionado na administração pública federal, estadual, distrital ou municipal e declaração de veracidade das informações.

De quem pretende candidatar-se a delegado são exigidos todos documentos anteriores acrescidos de currículo detalhado com comprovada atuação nos últimos três anos e opcionalmente portfólio; carta de apoio subscrita por: entidade com atuação na área em que concorre ou pelo menos dez eleitores da mesma área, cujo cadastro eleitoral venha a ser devidamente validado; e carta-programa contendo pelo menos três propostas de diretrizes para o desenvolvimento da área em que concorre.

HISTÓRICO DE RORAIMA NO CNPC: No período de 2010 a 2012, agentes culturais de Roraima tiveram assento nos colegiados Setoriais do CNPC: Edgar Borges (representante da região Norte no segmento Livro, leitura e literatura), Jacildo Bezerra ((representante da região Norte no Culturas Populares), Claudir Cruz (representante titular do segmento Dança na cadeia produtiva) e Tana Halú (titular nacional da cadeia artística pelo segmento Artes Visuais).